EntreContos

Literatura que desafia.

O Resto de Mim (Andreza Araujo)

fogo

O fogo se aproximava ferozmente, destruindo tudo o que havia entre nós. Não consegui fugir, pois minhas raízes estavam cravadas nas entranhas da terra. Minhas folhas sacudiram com a fumaça negra, no resquício de vida que lhes sobraram, e algumas partiram para o suicídio mesmo antes de tudo terminar. Minhas raízes ainda estão nas entranhas da terra, agora secas, e o resto de mim se perdeu.

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83 comentários em “O Resto de Mim (Andreza Araujo)

  1. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    A referência entre as folhas caindo e a morte foi alto interessante de se pensar. Foi profundo e soou bem verdadeiro. Achei bem poético e com palavras bem marcantes, o que deixou a intensidade do texto ainda maior. Parabéns!

  2. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Haha adorei esses contos em que o personagem principal é uma árvore. Parabéns e boa sorte!

  3. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    Metáfora interessante, mas predominou mesmo a imagem da árvore em chamas. Só não gostei da relação entre o cair das folhas e o suicídio. Não achei que foi uma boa relação. De resto, um texto bonito, mas que também não desperta fortes emoções por ser muito simples.

  4. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    Outra vez a destruição emocional que causa o fim dois relacionamentos, tendo a terra e o fogo como metáforas. Não há muito o que dizer, o texto não abre esta oportunidade. Abraço e boa sorte.

  5. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Bonito, serviu como metáfora, mas… acho que faltou um algo a mais aí… 😦

  6. Sra Datti
    27 de janeiro de 2017

    Poesia que se refaz da dor, Fênix. Adoro essas sacadas curtas. Paradoxalmente, o pseudônimo é o símbolo do renascer e o toco seco vai cicatrizar no seio morto da terra devastada. Triste.mas belo em seu propósito.
    Boa sorte! 🙂

  7. Leandro B.
    27 de janeiro de 2017

    Oi, Fênix.

    Achei a narrativa boa, mas me perdi um pouco no significado da personificação aqui (e olha que gosto de personificações). Se bem entendi, o texto aborda uma separação consequente da incapacidade de um amante de se transformar pelo outro e, ao mesmo tempo, sobre como a separação o transformou.

    De todo modo, a metafora não permitiu que eu apreciasse algum subtexto, e a literalidade dela ficou estranha para mim, como se fosse a metafora pela metafora. PArticularmente, acho o texto mais rico quando a história literal (e fantasiada, claro) é capaz de criar empatia, e a metafora surge como uma camada de profundidade, não de si para si.

  8. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Eu realmente gosto de ver a natureza personificada, e seu texto é bastante forte justamente por causa do incêndio e de estarmos destruindo o nosso mundo. Eu achei o texto muito bem escrito, a única coisa que me colocou em dúvida foram os próprios comentários, nos quais alegaram que não se tratava apenas de uma árvore queimando. Se há um outro significado, eu perdi, mas de todo modo parabéns ao autor.

  9. rsollberg
    26 de janeiro de 2017

    Bacana, outro conto onde a personagem principal é um árvore.
    A perspectiva diversa do habitual é muito interessante, a protagonista presa, observando o fogo se aproximar, logo ela, secular e absolutamente impotente.
    As folhes cadentes buscando um última esperança. Triste e real.
    O que dá uma certo conforto é que em razão do pseudônimo Fenix, podemos inferir que talvez o resto dela possa ressurgir das cinzas.
    Parabéns e boa sorte!

  10. Simoni Dário
    26 de janeiro de 2017

    Achei interessante e encarei como metáfora. Gostei da possibilidade de várias interpretações. Uma narrativa poética e bem escrita.
    Bom desafio.

  11. Fil Felix
    26 de janeiro de 2017

    Os devaneios de uma árvore queimando. Pode ser interpretado como uma metáfora dá vida, dos momentos que queimam. E espero que realmente dê, pois o conto em si não apresenta nada que vá muito além. É a descrição pela descrição, sem tantas brechas que poderia ter criado, o que é uma pena, pois a escrita está muito boa e consegui sentir as folhas voando e queimando, se suicidando.

  12. Gustavo Aquino Dos Reis
    26 de janeiro de 2017

    Lindo, poético e forte.

    Mas, infelizmente, o autor deveria ter utilizado o limite do certame – na minha opinião, claro.

    A escrita é muito boa e me identifiquei muito com ela.

    Parabéns.

  13. Rubem Cabral
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Fênix.

    Um conto interessante. Pode ser lido literalmente (uma árvore que queima conta suas sensações), ou como uma sequência de metáforas.

    Contudo, achei o enredo um tanto fraco, a história relata os momentos finais da árvore ou pessoa, mas não há muito mais que isso. A escrita está boa: não encontrei erros de revisão.

    Nota: 7.5

  14. Lee Rodrigues
    26 de janeiro de 2017

    Um texto dolorido, sentimento profundo, enraizado, onde a personificação da árvore funcionou comigo como uma analogia à um relacionamento inflamado, carbonizado, com sonhos que morrem antes de acontecer. E se fica ali, sem forcas, sem crença… esperando a chuva para renascer.

    Fiquei até meiga. rs

  15. Tom Lima
    26 de janeiro de 2017

    Bem interessante. Pode ser só uma árvore queimando em meio ao incêndio, ou uma metáfora pra vida, naqueles momentos em que algum problema nos toma e as raízes impedem de fugir dele…

    Bonito, mas não comovente. Não chego a ter empatia pela personagem na forma que foi escrito.

    Boa sorte.

    Parabéns.

  16. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Fênix,

    Tudo bem?

    Gostei de sua escolha de narrador. Uma árvore. Seu pseudônimo também é apropriado, já que os vegetais são realmente como a Fênix e renascem sempre de si mesmos.

    Quem sabe ainda haja algo de vivo na árvore incendiada na floresta.

    Parabéns por sua escrita e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  17. Estela Menezes
    25 de janeiro de 2017

    Uma descrição factual, do ponto de vista de uma árvore, do que ocorre durante um incêndio na floresta ou uma metáfora para alguns dos “incêndios” da vida? Não percebi qq pista dada pelo autor, então senti falta de elementos que de fato transformassem em história o quadro que foi pintado… Uma revisão mais cuidadosa teria evitado a repetição de “entranhas da terra” em um texto tão curto, além do erro de concordância em “resquício de vida que lhe sobraram”…

  18. Srgio Ferrari
    25 de janeiro de 2017

    Sozinha no incêndio, a árvore fez barulho ao queimar, fato. Achei a história despropositada. A árvore pegou fogo, triste mas corriqueiro, infelizmente

  19. angst447
    25 de janeiro de 2017

    Seria a árvore incendiada uma metáfora? Quem nunca se viu em meio a um incêndio na vida? E se deixou queimar, com seus frutos, folhas e flores? E no final, o que resta?Nossas raízes, apegadas à terra, à nossa origem.
    Bem escrito, muito conciso, uma bela construção que nos faz pensar.
    Boa sorte!

  20. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Uma árvore no incêndio. Mais uma bela metáfora para as situações da vida. Na parte conceitual, acho que a palavra suicídio não era necessária – talvez sacrifício? Na parte técnica, eu optaria por menos vírgulas e mais pontos finais. Abraço!

  21. vitormcleite
    24 de janeiro de 2017

    este conto não pode ser lido como a árvore que está a arder e bla-bla-bla. Isso é proibido! Tem que se ler o que está nas entrelinhas e então sim, é certamente um dos melhores deste desafio. Muitos parabéns.

  22. Cilas Medi
    24 de janeiro de 2017

    Eu estou procurando o que perdi desse conto, já que o próprio autor confirma que o resto dele se perdeu também.

  23. Miquéias Dell'Orti
    24 de janeiro de 2017

    Olá,

    Sua técnica narrativa é ótima. A leitura flui perfeitamente e as imagens registradas pela minha mente sobre o incêndio foram bem vivas. A intenção da árvore manter-se em sobrevida mesmo depois da queimada, com as raízes intactas sobre o solo e essa relação do seu renascimento com a Fênix foram ideias geniais.
    Parabéns.

  24. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    Achei interessante usar o ponto de vista de uma árvore, mas a narrativa não me enredou. Um conto com esse tema, sobre desespero e a iminência da morte, talvez exija a exploração das sensações, como o calor, ou a dor (assumindo que poderíamos usar a imaginação para decidir o que uma árvore sentiria ao ser queimada).

  25. Anderson Henrique
    24 de janeiro de 2017

    Gostei da metáfora e do personagem árvore. Só estranhei o fato da árvore dizer que não conseguiu fugir. Alguma conseguiria? Talvez em um cenário fantástico… Mas gostei do tom emotivo e de catástrofe. Belas imagens, ritmo e sonoridade.

  26. Vitor De Lerbo
    23 de janeiro de 2017

    Tema interessante e metáforas latentes, querendo pular da página. O texto é bem conciso, sem rodeios desnecessários.
    Boa sorte!

  27. Felipe Teodoro
    23 de janeiro de 2017

    Não consegui sacar se há uma metáfora por trás da árvore que é queimada. Mas ainda assim, o texto apresenta um tema muito interessantes, que são os danos ao meio ambiente e usar a perspectiva da árvore para contar essa história é uma ótima sacada. Certo que eu não senti tanto impacto com o final “resto de mim”, acho que poderia ter algo mais impactante, mas quem sabe, fui eu que não entendi a mensagem. Vale lembrar que a relação interlocutor e receptor é bem complicada, as vezes sua mensagem não foi clara, as vezes eu (o leitor) não tem capacidade de entender o conteúdo, ou por falta de conhecimento, ou pela forma da mensagem. Enfim, parabéns pela construção.

  28. Amanda Gomez
    23 de janeiro de 2017

    Olá,

    As duas interpretações do texto são interessantes, prefiro e me apeguei mais a ideia da árvore narrando seu estado. A versão do amor que acabou, e o narrador não conseguiu saiu antes do incêndio e tudo nele se perdeu é legal, mas não me convenceu, ficou exagerado. Não senti a empatia necessária.

    É mais um texto descritivo que qualquer outra coisa, é bonito… Metaforicamente falando. No geral eu gostei.

    Boa sorte no desafio.

  29. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Um gosto de regionalismo… O narrador é uma escolha interessante e, apesar de fechado, está muito bem escrito e interessante

  30. Givago Domingues Thimoti
    23 de janeiro de 2017

    Gostei do microconto, principalmente, pelo fato de permitir mais de uma interpretação. Foi bem escrito e consegue despertar, em quem lê.
    Meus parabéns!

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Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .