EntreContos

Detox Literário.

O Resto de Mim (Andreza Araujo)

fogo

O fogo se aproximava ferozmente, destruindo tudo o que havia entre nós. Não consegui fugir, pois minhas raízes estavam cravadas nas entranhas da terra. Minhas folhas sacudiram com a fumaça negra, no resquício de vida que lhes sobraram, e algumas partiram para o suicídio mesmo antes de tudo terminar. Minhas raízes ainda estão nas entranhas da terra, agora secas, e o resto de mim se perdeu.

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83 comentários em “O Resto de Mim (Andreza Araujo)

  1. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    A referência entre as folhas caindo e a morte foi alto interessante de se pensar. Foi profundo e soou bem verdadeiro. Achei bem poético e com palavras bem marcantes, o que deixou a intensidade do texto ainda maior. Parabéns!

  2. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Haha adorei esses contos em que o personagem principal é uma árvore. Parabéns e boa sorte!

  3. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    Metáfora interessante, mas predominou mesmo a imagem da árvore em chamas. Só não gostei da relação entre o cair das folhas e o suicídio. Não achei que foi uma boa relação. De resto, um texto bonito, mas que também não desperta fortes emoções por ser muito simples.

  4. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    Outra vez a destruição emocional que causa o fim dois relacionamentos, tendo a terra e o fogo como metáforas. Não há muito o que dizer, o texto não abre esta oportunidade. Abraço e boa sorte.

  5. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Bonito, serviu como metáfora, mas… acho que faltou um algo a mais aí… 😦

  6. Sra Datti
    27 de janeiro de 2017

    Poesia que se refaz da dor, Fênix. Adoro essas sacadas curtas. Paradoxalmente, o pseudônimo é o símbolo do renascer e o toco seco vai cicatrizar no seio morto da terra devastada. Triste.mas belo em seu propósito.
    Boa sorte! 🙂

  7. Leandro B.
    27 de janeiro de 2017

    Oi, Fênix.

    Achei a narrativa boa, mas me perdi um pouco no significado da personificação aqui (e olha que gosto de personificações). Se bem entendi, o texto aborda uma separação consequente da incapacidade de um amante de se transformar pelo outro e, ao mesmo tempo, sobre como a separação o transformou.

    De todo modo, a metafora não permitiu que eu apreciasse algum subtexto, e a literalidade dela ficou estranha para mim, como se fosse a metafora pela metafora. PArticularmente, acho o texto mais rico quando a história literal (e fantasiada, claro) é capaz de criar empatia, e a metafora surge como uma camada de profundidade, não de si para si.

  8. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Eu realmente gosto de ver a natureza personificada, e seu texto é bastante forte justamente por causa do incêndio e de estarmos destruindo o nosso mundo. Eu achei o texto muito bem escrito, a única coisa que me colocou em dúvida foram os próprios comentários, nos quais alegaram que não se tratava apenas de uma árvore queimando. Se há um outro significado, eu perdi, mas de todo modo parabéns ao autor.

  9. rsollberg
    26 de janeiro de 2017

    Bacana, outro conto onde a personagem principal é um árvore.
    A perspectiva diversa do habitual é muito interessante, a protagonista presa, observando o fogo se aproximar, logo ela, secular e absolutamente impotente.
    As folhes cadentes buscando um última esperança. Triste e real.
    O que dá uma certo conforto é que em razão do pseudônimo Fenix, podemos inferir que talvez o resto dela possa ressurgir das cinzas.
    Parabéns e boa sorte!

  10. Simoni Dário
    26 de janeiro de 2017

    Achei interessante e encarei como metáfora. Gostei da possibilidade de várias interpretações. Uma narrativa poética e bem escrita.
    Bom desafio.

  11. Fil Felix
    26 de janeiro de 2017

    Os devaneios de uma árvore queimando. Pode ser interpretado como uma metáfora dá vida, dos momentos que queimam. E espero que realmente dê, pois o conto em si não apresenta nada que vá muito além. É a descrição pela descrição, sem tantas brechas que poderia ter criado, o que é uma pena, pois a escrita está muito boa e consegui sentir as folhas voando e queimando, se suicidando.

  12. Gustavo Aquino Dos Reis
    26 de janeiro de 2017

    Lindo, poético e forte.

    Mas, infelizmente, o autor deveria ter utilizado o limite do certame – na minha opinião, claro.

    A escrita é muito boa e me identifiquei muito com ela.

    Parabéns.

  13. Rubem Cabral
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Fênix.

    Um conto interessante. Pode ser lido literalmente (uma árvore que queima conta suas sensações), ou como uma sequência de metáforas.

    Contudo, achei o enredo um tanto fraco, a história relata os momentos finais da árvore ou pessoa, mas não há muito mais que isso. A escrita está boa: não encontrei erros de revisão.

    Nota: 7.5

  14. Lee Rodrigues
    26 de janeiro de 2017

    Um texto dolorido, sentimento profundo, enraizado, onde a personificação da árvore funcionou comigo como uma analogia à um relacionamento inflamado, carbonizado, com sonhos que morrem antes de acontecer. E se fica ali, sem forcas, sem crença… esperando a chuva para renascer.

    Fiquei até meiga. rs

  15. Tom Lima
    26 de janeiro de 2017

    Bem interessante. Pode ser só uma árvore queimando em meio ao incêndio, ou uma metáfora pra vida, naqueles momentos em que algum problema nos toma e as raízes impedem de fugir dele…

    Bonito, mas não comovente. Não chego a ter empatia pela personagem na forma que foi escrito.

    Boa sorte.

    Parabéns.

  16. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Fênix,

    Tudo bem?

    Gostei de sua escolha de narrador. Uma árvore. Seu pseudônimo também é apropriado, já que os vegetais são realmente como a Fênix e renascem sempre de si mesmos.

    Quem sabe ainda haja algo de vivo na árvore incendiada na floresta.

    Parabéns por sua escrita e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  17. Estela Menezes
    25 de janeiro de 2017

    Uma descrição factual, do ponto de vista de uma árvore, do que ocorre durante um incêndio na floresta ou uma metáfora para alguns dos “incêndios” da vida? Não percebi qq pista dada pelo autor, então senti falta de elementos que de fato transformassem em história o quadro que foi pintado… Uma revisão mais cuidadosa teria evitado a repetição de “entranhas da terra” em um texto tão curto, além do erro de concordância em “resquício de vida que lhe sobraram”…

  18. Srgio Ferrari
    25 de janeiro de 2017

    Sozinha no incêndio, a árvore fez barulho ao queimar, fato. Achei a história despropositada. A árvore pegou fogo, triste mas corriqueiro, infelizmente

  19. angst447
    25 de janeiro de 2017

    Seria a árvore incendiada uma metáfora? Quem nunca se viu em meio a um incêndio na vida? E se deixou queimar, com seus frutos, folhas e flores? E no final, o que resta?Nossas raízes, apegadas à terra, à nossa origem.
    Bem escrito, muito conciso, uma bela construção que nos faz pensar.
    Boa sorte!

  20. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Uma árvore no incêndio. Mais uma bela metáfora para as situações da vida. Na parte conceitual, acho que a palavra suicídio não era necessária – talvez sacrifício? Na parte técnica, eu optaria por menos vírgulas e mais pontos finais. Abraço!

  21. vitormcleite
    24 de janeiro de 2017

    este conto não pode ser lido como a árvore que está a arder e bla-bla-bla. Isso é proibido! Tem que se ler o que está nas entrelinhas e então sim, é certamente um dos melhores deste desafio. Muitos parabéns.

  22. Cilas Medi
    24 de janeiro de 2017

    Eu estou procurando o que perdi desse conto, já que o próprio autor confirma que o resto dele se perdeu também.

  23. Miquéias Dell'Orti
    24 de janeiro de 2017

    Olá,

    Sua técnica narrativa é ótima. A leitura flui perfeitamente e as imagens registradas pela minha mente sobre o incêndio foram bem vivas. A intenção da árvore manter-se em sobrevida mesmo depois da queimada, com as raízes intactas sobre o solo e essa relação do seu renascimento com a Fênix foram ideias geniais.
    Parabéns.

  24. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    Achei interessante usar o ponto de vista de uma árvore, mas a narrativa não me enredou. Um conto com esse tema, sobre desespero e a iminência da morte, talvez exija a exploração das sensações, como o calor, ou a dor (assumindo que poderíamos usar a imaginação para decidir o que uma árvore sentiria ao ser queimada).

  25. Anderson Henrique
    24 de janeiro de 2017

    Gostei da metáfora e do personagem árvore. Só estranhei o fato da árvore dizer que não conseguiu fugir. Alguma conseguiria? Talvez em um cenário fantástico… Mas gostei do tom emotivo e de catástrofe. Belas imagens, ritmo e sonoridade.

  26. Vitor De Lerbo
    23 de janeiro de 2017

    Tema interessante e metáforas latentes, querendo pular da página. O texto é bem conciso, sem rodeios desnecessários.
    Boa sorte!

  27. Felipe Teodoro
    23 de janeiro de 2017

    Não consegui sacar se há uma metáfora por trás da árvore que é queimada. Mas ainda assim, o texto apresenta um tema muito interessantes, que são os danos ao meio ambiente e usar a perspectiva da árvore para contar essa história é uma ótima sacada. Certo que eu não senti tanto impacto com o final “resto de mim”, acho que poderia ter algo mais impactante, mas quem sabe, fui eu que não entendi a mensagem. Vale lembrar que a relação interlocutor e receptor é bem complicada, as vezes sua mensagem não foi clara, as vezes eu (o leitor) não tem capacidade de entender o conteúdo, ou por falta de conhecimento, ou pela forma da mensagem. Enfim, parabéns pela construção.

  28. Amanda Gomez
    23 de janeiro de 2017

    Olá,

    As duas interpretações do texto são interessantes, prefiro e me apeguei mais a ideia da árvore narrando seu estado. A versão do amor que acabou, e o narrador não conseguiu saiu antes do incêndio e tudo nele se perdeu é legal, mas não me convenceu, ficou exagerado. Não senti a empatia necessária.

    É mais um texto descritivo que qualquer outra coisa, é bonito… Metaforicamente falando. No geral eu gostei.

    Boa sorte no desafio.

  29. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Um gosto de regionalismo… O narrador é uma escolha interessante e, apesar de fechado, está muito bem escrito e interessante

  30. Givago Domingues Thimoti
    23 de janeiro de 2017

    Gostei do microconto, principalmente, pelo fato de permitir mais de uma interpretação. Foi bem escrito e consegue despertar, em quem lê.
    Meus parabéns!

  31. Renato Silva
    23 de janeiro de 2017

    Gosto de analogias. O narrador compara um momento difícil que enfrentou na vida com a devastação que uma árvore sofre nu incêndio florestal. Muitas vezes, não temos como correr e somos engolidos pela tempestade, assim como uma árvores não pode se mexer e muito menos se livrar de suas raízes. Um bom conto.

    Boa sorte.

  32. Davenir Viganon
    23 de janeiro de 2017

    Se não fosse o “entre nós”, provavelmente ficaria como o “aquele conto da árvore que ninguém entendeu” kkkk. Contudo, essa pontinha proporcionada pelo “entre nós” nos deixa a entender que se trata de uma metáfora para um desenlace amoroso e resta a nós resta tentar capturar nas linhas restantes.

  33. Tiago Menezes
    22 de janeiro de 2017

    Ótimo conto. A dupla interpretação entre um incêndio na floresta e algo terrível que separa duas pessoas que estavam unidas foi muito bem executado. O final foi excelente. Parabéns e boa sorte.

  34. juliana calafange da costa ribeiro
    22 de janeiro de 2017

    Legal seu conto! Ao mesmo tempo a árvore no meio do incêndio e uma pessoa que se prende a uma situação que está a lhe corroer como fogo, mas não consegue se afastar por causa das raízes q criou. A única coisa q eu faria objeção é quanto ao uso da palavra “ferozmente” no início. Já usei bastante esse tipo de advérbio, mas ando implicando muito com eles, tenho achado cafona. A menos q seja totalmente imprescindível para o q vc quer dizer, é sempre melhor substituir por algo menos “clichê”. Mas é só minha opinião pessoal. O texto é ótimo, parabéns!

  35. lidiaduartec
    22 de janeiro de 2017

    Não acho que o autor esteja pensando somente no incêndio de uma árvore. Dá para ser ter inúmeras interpretações, e eu amo quando isso acontece!
    Em “destruindo tudo o que havia entre nós”, o pronome “nós” se refere a “árvore” e…? Não consegui identificar…
    Talvez o fogo seja uma metafora para as coisas q aparecem de forma inesperada em nossas vidas e causam mudanças drásticas…
    É uma pena que essa árvore não seja como as do cerrado que renascem após o fogo…
    Gostei,
    Boa sorte!!

  36. Jowilton Amaral da Costa
    22 de janeiro de 2017

    bem, achei médio. Achei que só foi a descrição de uma cena, bem escrita, mas, sem nenhum impacto em mim. Como já disseram, senti falta de um pouco mais de história. Enfim, boa sorte.

  37. Luiz Eduardo
    22 de janeiro de 2017

    Achei que faltou história, mas em compensação a narrativa é bela, profunda e inteligente. parabéns e boa sorte! 🙂

  38. Wender Lemes
    22 de janeiro de 2017

    Olá! Que construção bonita você criou. O fogo consome a vida e o que sobrar dela será o alimento da próxima fase do ciclo. É estranho ver isso pela perspectiva da árvore, sem uma concepção pura de sofrimento, apenas com a consciência do que ocorria.
    Parabéns e boa sorte.

  39. Matheus Pacheco
    22 de janeiro de 2017

    Dentro da simplicidade do texto há sempre uma coisa muito boa, eu estive pensando se realmente a arvore morre quando suas raizes estão entranhadas na terra como nesse conto.
    Abraço ao escritor

  40. Sabrina Dalbelo
    22 de janeiro de 2017

    Se eu elucubrar e dissociar o personagem da figura de uma mera árvore, eu gosto do texto, pois ele conseguiria me cativar.
    Pena que não há nada, nenhuma dica deixada pelo autor para que eu dissocie.
    Assim, fica singelo demais.
    Eu gostei sim, só queria que fosse um pouco mais aberto.

  41. Glória W. de Oliveira Souza
    21 de janeiro de 2017

    Um possível desalento de amor com temática ecológica. Ou um ecologista desalentado com um amor perdido. E esse desalento fincou fundo nas entranhas, a ponto de queimar tudo o que restava como fio de esperança. Senti falta de dramaticidade. Para mim, muito simbolismo.

  42. Gustavo Castro Araujo
    21 de janeiro de 2017

    Bacana o conto. Achei que o autor trabalharia uma espécie de metáfora, para só então revelar que o protagonista era uma árvore. Ao contrário disso, partiu direto para a revelação, preferindo concentrar-se numa narração algo lírica. Como observação, só a repetição desnecessária da palavra “entranhas”.

  43. Juliano Gadêlha
    21 de janeiro de 2017

    O conto traz construções interessantes. Gostei bastante das folhas que partem para o suicídio antes de serem consumidas pelas chamas, como acontece com pessoas em grandes desastres, quando não tem mais esperança de sobreviver. Entretanto, acho que faltou criar algo de expectativa ou algum impacto maior no texto. Ainda assim, um bom trabalho. Parabéns!

  44. Thiago de Melo
    21 de janeiro de 2017

    Amigo Fênix,

    O seu texto é muito bonito, e dá espaço para muita reflexão. Chega até a ser poético. Só fiquei em dúvida porque a “história” em si me pareceu bastante fechada. As metáforas do fogo chegando e das folhas se “suicidando” ficaram muito bonitas, mas o conto parece que “acaba quando termina”. Dá pra entender isso? O fogo veio, a árvore queimou, as raízes morreram. Fim. Parece que ficou faltando algo. É uma história triste e bonita ao mesmo tempo, mas achei que poderia ter sido esmerilhada um pouco mais. Um abraço.

  45. catarinacunha2015
    21 de janeiro de 2017

    MERGULHO para fugir de incêndio. A premissa é boa e o texto prometia. Perde força no final e não aproveita a expectativa de um IMPACTO. Na frase “Não consegui fugir…” o conto havia terminado.

  46. waldo gomes
    21 de janeiro de 2017

    Conto ” preciso parecer inteligente” fala de fogo, árvores, com óbvia intenção comparativa com alguma coisa, qualquer coisa, da vida do leitor, como as tais cartomantes que jogam uma informação genérica e o cliente se maravilhado.

    É até bonito, no aspecto poético, mas é só.

  47. Eduardo Selga
    21 de janeiro de 2017

    O conto vai do passado ao presente, narrado pelo que restou de uma árvore. Por isso, por haver dois períodos temporais, a narrativa do presente deveria estar em parágrafo separado.

    No início a narradora-personagem diz “o fogo se aproximava ferozmente, destruindo tudo o que havia entre nós”. Nós quem? Outras árvores? Não ficou claro para mim. Além disso, o trecho “destruindo tudo o que havia entre nós” trás não apenas uma desejada carga dramática, como também uma alusão a dramas românticos. Isso é imediatamente minorado, mas é uma construção que reputo inadequada.

  48. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    20 de janeiro de 2017

    Metafórico. Existencial. Filosófico. Boa sorte!

  49. Tatiane Mara
    20 de janeiro de 2017

    Olá…

    Texto sobre uma árvore cercada pelo fogo.

    Metaforicamente é rico, concretamente achei meio raso.

  50. Luis Guilherme
    20 de janeiro de 2017

    Olha, primeira vez que vejo uma árvore como protagonista! Bem legal.

    Achei que faltou um pouco de suspense, podia ter deixado mais nas entrelinhas.
    Mesmo assim, o texto é interessante e bem construído.

    Parabéns e boa sorte!

  51. Douglas Moreira Costa
    20 de janeiro de 2017

    Muito bem escrito, com algumas passagens muito bonitas. Seria realmente bom, como disseram, dar mais suspense ao fato de ser uma árvore, mas no final das contas me agradou bastante mesmo assim, a escolha é do autor. É um tema muito interessante, uma vez que pode ser criada toda uma discussão sobre o assunto, já que humanizar tal figura parece ser a única maneira de fazer as pessoas perceberem como as queimadas e tudo que envolve o desmatamento deve ser tratado com grande afinco. Não sei se era essa a proposta, mas se foi: muito obrigado por dar voz a um tema tão ignorado. Se não foi: muito obrigado pelo conto muito bem conduzido.

  52. elicio santos
    19 de janeiro de 2017

    Texto bem escrito, mas deixa lacunas. Se a árvore diz que não sobrou nada dela, apenas as raízes nas entranhas da terra, como conta de si no presente? Narra sobre si do além? Outra coisa, o início já entrega o fim. Não há o elemento surpresa esperado no desfecho. Mas é um bom texto. Boa sorte!

  53. Thata Pereira
    19 de janeiro de 2017

    A foto entrega que o personagem principal e narrador é a árvore, mas isso não tem importância, porque o autor deixou bem claro desde o princípio. O relato é muito bonito. Apenas a repetição de “entranhas da terra” me incomodou, porque entranhas é uma palavra muito forte, quando volta, ela ainda não saiu da cabeça ainda.

    Boa sorte!

  54. Bruna Francielle
    18 de janeiro de 2017

    AH, olha só, um conto narrado por uma árvore durante um incêndio
    Gostei bastante !
    Achei bem criativo ! Claro que é um pouco non sense.. já que árvores não devem sofrer , assim por dizer !
    Talvez queira chamar atenção para algum fato maior, como a questão das queimadas, ou não..
    Mas o fato é que tá bem escrito, a imagem ajudou a desvendar logo de cara.. acho que, talvez, se não tivesse a imagem tão explícita, poderia ter sido um pouco mais ‘divertido’ tentar adivinhar quem era o narrador e qual era a situação!
    : (
    Mas parabéns pela criatividade !

  55. Tiago Volpato
    18 de janeiro de 2017

    Bacana o texto. Enxerguei como uma metáfora a vida. O texto foi bem escrito e bem trabalhado. Parabéns.

  56. Vanessa Oliveira
    18 de janeiro de 2017

    Não imaginei o conto como sendo a história de uma árvore; lendo a descrição, logo imaginei um relacionamento com um fim conturbado. que queima, destrói, e deixa apenas cinzas para trás. No entanto, há a possibilidade de renascimento – peguei do seu pseudônimo, Fênix, que renasce das cinzas. Gostei, é bem profundo e abre para interpretações. Boa sorte!

  57. Antonio Stegues Batista
    17 de janeiro de 2017

    Uma árvore medita enquanto um incêndio destrói a floresta.Não sei o que falar sobre isso, não via nenhuma metáfora, se é que existe. Não tem enredo, drama, mistério, filosofia, não sei o que aborda. Ficou meio vago o tema. Fênix é uma ave mitológica que, ao morrer, renasce das cinzas. Uma floresta que se queima, aos poucos se recupera, renasce das cinzas. A natureza se regenera, e eu acho que você pode fazer melhor da próxima vez.

  58. mariasantino1
    17 de janeiro de 2017

    Oi, autor(a)!

    Achei muito bem escrito, sentimental sem ser piegas e, se cabe a interpretação de doação, entrega inteira sem retorno onde o ser que se entregou perde até a identidade “Minhas raízes ainda estão nas entranhas da terra, agora secas, e o resto de mim se perdeu.”
    Apesar de ter gostado, a imagem acaba fazendo a gente (EU) achar que tudo não passa do padecer de árvores.
    Gostei, mas acho que poderia ter gostado mais.
    Parabéns e boa sorte.

  59. Marco Aurélio Saraiva
    17 de janeiro de 2017

    Gostei dos diversos paralelos que podem ser feitos com o seu conto, especialmente no que diz respeito ao fim de casos amorosos. A descrição poética do fim de um relacionamento cabe perfeitamente aqui, e é reforçada pelo trecho que diz que o fogo destruía tudo o que havia “entre nós”.

    Uma bela analogia, que conjura a imagem usada como capa, mas é facilmente aplicada a outros aspectos da vida. O nome do autor, Fênix, nos remete inclusive a um recomeço: diferente da árvore, que provavelmente jamais cresceria novamente.

    Geralmente não gosto de textos muito abertos como esse, mas o resultado me pareceu bem positivo. Há algumas analogias muito interessantes, como “Não consegui fugir, pois minhas raízes estavam cravadas nas entranhas da terra”, que podem dizer que a pessoa não conseguiu fugir da catástrofe que o fim do relacionamento trouxe ao seu cerne, assim como a árvore que não consegue fugir do fogo que se aproxima. Ou mesmo “Minhas raízes ainda estão nas entranhas da terra, agora secas, e o resto de mim se perdeu.”, que pode dizer que o “núcleo” da pessoa está lá, mas o mundo ao seu redor está “seco”. não faz mais sentido. E tudo o que havia nele que tinha que ver com o amado que já não está consigo morreu.

    Muito bom!

  60. Anorkinda Neide
    17 de janeiro de 2017

    Nao vi como prosa poética, nao. Achei original que fosse assim, um exercício de escrita a partir da imagem. Dae ficou bem legal. Vc olhou a imagem e criou em cima dela. E criou bonito.
    ‘entre nós’ que aparece logo na primeira frase, leva o leitor, que ainda nao sabia quem narrava a pensar em relacionamentos, dae leva toda a metáfora, se nao fosse tua intenção fazer a metáfora, entao eu sugeriria eliminar esta expressao q citei.
    Eu até prefiro pensar apenas na árvore. hehe e gostei de pensar nela.
    parabens pelo texto, abraço

  61. Victor F. Miranda
    17 de janeiro de 2017

    Eu tenho preferência por textos que contem uma história de forma mais objetiva, mas você mandou bem porque o texto pode servir como metáfora pra quase qualquer situação de tempos difíceis que chegam sem que possamos fazer alguma coisa. Muito bom (a foto da árvore pode despistar leitores menos atentos).

  62. Iolandinha Pinheiro
    16 de janeiro de 2017

    Parece um conto simples se mantiver a mente fechada em uma interpretação literal, mas se o leitor tentar enxergar metáforas no texto, com algum esforço de imaginação, poderá ver o incêndio como o fim de uma etapa, provavelmente de um relacionamento amoroso e as suas consequências nefastas sobre quem foi largado. A questão de não poder se mover, é a incapacidade de se recompor, de recomeçar, de abandonar a velha dor e sair daquele lugar onde nada mais nasce, porque nada sobrou.

  63. Fheluany Nogueira
    16 de janeiro de 2017

    Um parágrafo, linguagem poética repleta de simbologia (árvore, incêndio, folhas, raízes) que dá ao texto uma perspectiva filosófica, existencial. Bem construído, Língua Pátria bem trabalhada. Parabéns. Abraços.

  64. Guilherme de Oliveira Paes
    16 de janeiro de 2017

    A forma, poética, é bastante bonita. A escolha do protagonista traz um elemento de originalidade, mas a recorrência no tema da morte, não.

  65. Evandro Furtado
    16 de janeiro de 2017

    O uso de figuras de linguagem é feito com maestria por parte do autor que, claramente, domina a língua. A narrativa em primeira pessoa confere ao conto um caráter de pessoalidade, assim, a dor descrita, também é do leitor quando ele lê o conto. A árvore como personagem é algo ousado e novo e tem muito poder em si. A trama, apesar de simples, é suficiente em si, e tem todos os quesitos necessários.

    Resultado – Very Good

  66. José Leonardo
    16 de janeiro de 2017

    Olá, Fênix.

    Uma estrutura que faz muitas perspectivas, ou é sujeita a isso. Podemos ler na superfície, mas se quisermos nos deixar levar pelas asas da conjetura, há bastante pano pra manga: a inevitabilidade da morte, xeque-mate amoroso (situações das quais já se imagina não podermos escapar), o eterno retorno segundo Nietzsche (a fênix e a árvore renascendo de seus restos, para enfrentar a mesma morte futuramente), se quiser, podemos até chegar ao 11 de setembro de 2001 (as folhas suicidas e as pessoas que se jogaram; o tronco imodificável, enraizado, e as pessoas que estavam no centro dos prédios). Isso, para lembrar algumas possibilidades. Algumas.

    Textualmente, e considerando que é um desafio de micro contos, achei a escrita bacana, precisa. Não há espaço para divagações, sobretudo quando se expõe uma situação crítica.

    Boa sorte neste desafio.

    • Fênix
      17 de janeiro de 2017

      Olá, amigo José Leonardo!

      Estou evitando responder aqui porque não quero influenciar na interpretação alheia, como se a minha visão fosse uma espécie de gabarito.

      Mas não resisti ao seu comentário, porque parece que você entrou na minha mente, pois as folhas suicidas foram inspiradas na cena citada, naquele 11 de setembro. Fiquei impressionada com a sua perspicácia.

      Abraços!

  67. Brian Oliveira Lancaster
    16 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Curioso relato de uma árvore. Não dá para negar que possui uma trama original. Não foi utilizado todo o limite, pelo que notei. Poderia ter usado um pouquinho mais para descrever a angústia do ser tomada pelo fogo. – 8,0
    O: Em sua premissa é bastante diferente. Mas, olhando no geral, é apenas uma reflexão poética sobre o fim da vida. Não que isso seja ruim, pois gostei das sensações expostas. Se aparecesse alguém para salvá-la ou renascesse, como o título sugere, mesmo que nas entrelinhas, a conclusão surpreenderia mais. – 8,0
    D: Uma escrita bastante segura, com metáforas bem aplicadas e concisão. Mas, infelizmente, como um todo, não chegou a me causar um impacto. – 8,5
    Fator “Oh my”: é um texto que se sobressai pelo inusitado, mas faltou um pouquinho mais de “força” ao fim. No entanto, a veia poética agrada.

  68. Ceres Marcon
    15 de janeiro de 2017

    Subjetividade aqui.
    Quem foge do fogo? Quem foge da morte? Quem poderia imaginar algo assim?
    Está bem escrito.
    Parabéns!

  69. Bianca Machado
    15 de janeiro de 2017

    Permite mais de uma interpretação. Eu gostei disso e confesso que prefiro a versão de que é uma árvore e não uma metáfora, mas… Achei que o conto poderia ser melhor conduzido, da forma como está acho que não passou a emoção necessária, possível ainda que em menos de 100 palavras. A imagem usada poderia também não mostrar a coisa de forma tão exata, poderia apenas dar uma sugestão do que o leitor encontraria.

  70. Andre Luiz
    15 de janeiro de 2017

    Achei o conto diferente, contado aparentemente sobre a perspectiva de uma árvore de uma floresta em chamas. Um ser que não pode escapar, que não tem como se livrar da morte iminente. Parece muito uma metáfora que pode ser relacionada à vida humana.

    -Originalidade(9,5): Nunca tinha lido um texto nesta ótica.

    -Construção(8,0): Apesar de ter faltado um algo mais(eu teria puxado pro lado da metáfora, como eu disse), eu gostei da simplicidade do conto. Querendo ou não, árvores também são seres vivos. É uma vida que se perde, infelizmente.

    -Apego(7,5): Se tivesse um esquilinho sofrendo também, eu teria me apegado mais. Triste…

    Boa sorte!

    • Andre Luiz
      15 de janeiro de 2017

      Tá, eu reli o conto pela quinta vez e também alguns comentários aqui embaixo. Percebi a metáfora no finalzinho do texto, além de encontrar traços na primeira sentença. Parece-me que é alguém incompreendido, ou que não esteja mais em um relacionamento firme. “O amor é fogo que arde sem se ver”, já dizia a música. “Minhas raízes ainda estão nas entranhas da terra, agora secas, e o resto de mim se perdeu.” O autor está despedaçado, em frangalhos com a perspectiva da perda do amor. Muito bom!

  71. Fernando Cyrino
    15 de janeiro de 2017

    Uma bela imagem da morte da árvore pelo fogo contada por ela mesma. Um conto aberto mas que, quem sabe por minha própria limitação, foi incapaz de provocar outras sensações. Abraços de sucesso.

  72. Edson Carvalho dos Santos Filho
    15 de janeiro de 2017

    Interessante descrição de um incêndio em uma árvore. Não sei se sou exigente demais, mas senti que faltou algo a mais a ser dito. Não me atingiu tão profundamente. Talvez esse possa ser o início de um conto promissor, mas precisa ir mais além.

  73. andré souto
    14 de janeiro de 2017

    A idéia da renovação permanente através da destruição.Um berlo conto, a meu ver.Boa sorte.

  74. Olisomar Pires
    14 de janeiro de 2017

    O conto só fica bom se for interpretado analogicamente a relacionamentos ou dificuldades da vida, fora disso, é fraco.

    O texto relata um incêndio e a angústia de uma árvore. Até aí tudo bem.

    Mas a personagem-árvore diz que não conseguiu fugir, ou seja, ela tentou. Ora, sendo árvore ela nem deveria ter tentado. Isso destrói a crença no conto.

    Exceto, se for uma metáfora para algo mais, entretanto, o autor não dá nenhuma pista nesse sentido e nesse caso, não costumo especular.

    Há repetição do “minhas raízes”, “minhas folhas” e “minhas raízes” novamente, isso retira a leveza do texto, causa certo entrave.

  75. Priscila Pereira
    14 de janeiro de 2017

    Oi Fênix, eu gostei do seu conto, ver um incêndio do ponto de vista de uma árvore foi uma ótima sacada. Eu interpretei o seu pseudônimo como o final do texto, onde(assim como a fênix) a árvore renasce das cinzas, “ao cheiro das águas, brotará, como planta nova florescerá…” Parabéns!! Ótimo texto!!

  76. Virgílio Gabriel
    14 de janeiro de 2017

    Acho que o uso da imagem não favoreceu, pois deixou evidente que se tratava de uma árvore. Talvez, sem ela, isso teria sido a surpresa do conto, o trunfo. Ou então, poderia deixar para o leitor entender como metáfora, o que elevaria o conto a outro patamar. Boa sorte.

  77. Leonardo Jardim
    13 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐▫▫): bastante simples, pois narra um incêndio na Floresta do ponto de vista de uma árvore.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): boas metáforas das folhas e raízes. Dá pra fazer paralelo com outras situações semelhantes.

    💡 Criatividade (⭐⭐): não é novo, mas é criativo uma árvore narradora.

    ✂ Concisão (⭐⭐): texto bem fechado em si.

    🎭 Impacto (⭐▫ ▫): apesar da qualidade da cena escrita, faltou algum elemento no fim para causar impacto. Nesse caso, o renascimento através das raízes seria um ponto de virada interessante.

  78. Fabio Baptista
    13 de janeiro de 2017

    Se interpretarmos o conto de um jeito literal, ou seja, com o personagem/narrador sendo uma árvore, o resultado não é bom, pois todo o impacto desaparece já na imagem.

    Entretanto, considerando todo esse lance de incêndio e raízes como uma metáfora para alguém preso a um relacionamento, o conto ganha nova vida, faz pensar sobre o que seriam as folhas suicidas, por exemplo.

    Acho que poderia ter avançado um pouco mais na linha dessa sugestão, mas gostei do resultado.

    Abraço!

  79. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    O fogo se aproximava ferozmente, destruindo tudo o que havia entre nós. Essa frase me levou a fazer analogias. Somos todos árvores impassíveis diante do fogo, ou diante da vida, ou de momentos dela, que nos arrancam as folhas, secam nossas raízes tão firmes, tão profundas. Bastante reflexivo. Bem intenso. Bem escrito. Contos reflexivos já são bons de cara, não é? Não sei quanto aos outros leitores, mas esse tipo de conto não consigo analisar muito objetivamente.

  80. Zé Ronaldo
    13 de janeiro de 2017

    Excelente exemplo de microconto. O texto é aberto, o leitor terá que supor, consultando todo o seu arcabouço de saber, o significado do texto. Profundo, filosófico, existencial. Muito bem elaborado e trabalhado. Muito, mas muito bom!

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Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .