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Detox Literário.

A última carta (Lee Rodrigues)

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Se ganhasse mais um momento contigo, não haveria espanto ou temor, talvez eu não conseguisse falar uma só palavra, porque só de pensar um nó trava a minha garganta, apenas me demoraria no seu abraço e depois esconderia seus sapatos para você nunca mais partir.

Pensava saber perder, afinal, já perdi tanto né, vô? Mas ainda não tinha perdido nada tão valioso quanto você, alguém que deixou a certeza que pessoas vêm e vão, mas o amor verdadeiro permanece dentro da gente, e às vezes se transforma, como o meu se transformou na esperança de lhe reencontrar.

Falta pouco!

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82 comentários em “A última carta (Lee Rodrigues)

  1. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Nossa, mais um conto muito bonito, esse até que teve um impacto legal. Boa sorte no desafio e parabéns!!!

  2. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    Desabafo real? Achei bonito, só trabalharia nele de modo que o primeiro parágrafo não soasse como uma carta de amor destinada a um interesse romântico. O Vô na segunda parte surpreende, mas teria sido melhor se ficasse claro já no início. Daria ainda mais beleza ao conto. No geral, bom, e fica ainda melhor para quem teve ou tem uma relação profunda com o avô.

  3. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    A saudade é maior musa inspiradora dos poetas, mas os contistas também seagarram a ela para comporem lindas histórias, como no caso de Pagu, que imortalizou aqui a figura do querido avô. Não sei sua idade, Pagu, mas espero que ainda falte muito para o reencontro. Boa sorte.

  4. Victoria
    27 de janeiro de 2017

    Achei o conto muito bonito e emocionante. Para alguns, poderia passar batido por não trazer novidade, mas só quem já perdeu um ente querido sabe a dor que é. Parabéns.

  5. Sra Datti
    27 de janeiro de 2017

    Falta pouco!

    Bonito recorte poético e filosófico sobre a dor da perda de um ente querido. O texto traz em si a ternura característica daquele amor incondicional que deve ter deixado doces lembranças, e que se transformou em tristeza e saudade. Mais um trágico fim, a que o personagem se entrega após um trauma. Desta vez, sugerido.
    Que coisa mais triste.
    Toca pro…fundo.
    Boa sorte!

  6. Leandro B.
    27 de janeiro de 2017

    Oi, Pagu.

    Achei o conto bom. De início, pensei que se trataria de uma história de amantes, mas na frase sobre os sapatos previ uma relação mais paternal. Achei o restante do texto um pouco repetitivo, talvez didático seja uma palavra mais exata.

    O final fortaleceu a narrativa. Sabemos da morte, mas não como virá.

    Boa sorte.

  7. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Direto, simples e bonito.
    Parabéns!

  8. rsollberg
    27 de janeiro de 2017

    Muito bonito, particularmente me identifiquei muito com essa narrativa pois tinha uma relação muito forte com meu avô. O fato de não trazer qualquer complexidade, ao contrário, ser franco e direto serviu muito a história. O lance de esconder o sapato é joia rara, singelo e belíssimo. Bem, não tenho muito mais o que dizer, apenas que esse texto é muito gostoso, sabor de saudades. Vô Arisio, ainda que muito improvável, espero te reencontrar também.

    Parabéns autor!

  9. juliana calafange da costa ribeiro
    26 de janeiro de 2017

    Pagu, não sei se gostei. Me pareceu mais um desabafo (muito bem escrito, poesia e emoção), do que um conto. Mesmo vc colocando esse final “falta pouco”, q dá um certo contexto, de q o narrador q escreve a carta está à beira da morte, me parece q ainda falta alguma coisa pra ser um texto narrativo, um conto. De qualquer forma, achei muito bonito o q vc escreveu e senti a garganta apertar aqui. Parabéns.

  10. Fil Felix
    26 de janeiro de 2017

    Um conto bonito que apela aos sentimentos (ou sentimentalismo). A perda do avô, o desejo de reencontrar, de partir, o que dirá, quais as perdas que já teve?, quanto tempo se passou? Vários pontos em poucas palavras, provando a habilidade do autor com as palavras, num texto bem escrito. Porém, acho esse estilo de história muito adocicada, sem algo que dê um TCHAN, feita pra sensibilizar. E sou meio pedregulho. Mas felizmente, há seus fãs!

  11. Gustavo Aquino Dos Reis
    26 de janeiro de 2017

    Lindo conto.

    Carga emocional muito forte.

    As construções frasais, em alguns momentos, não ficaram tão boas. Porém, no computo geral, é uma singela e bela homenagem. Creio que a obra tenha sido escrita mais para o autor do que para os leitores.

    Parabéns.

  12. Simoni Dário
    26 de janeiro de 2017

    Interessante.. O fim de uma vida, cheia de nostalgia e inocência. Não se sabe se o protagonista está velho ou doente próximo da morte. Um texto bem escrito e criativo!
    Bom desafio!

  13. Rubem Cabral
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Pagu.

    Bonito, tocante conto. Achei que algumas frases se esticaram um tanto além do preciso. Contudo, algumas imagens, feito a de se esconder os sapatos, deram um ar de inocência muito bem-vindo ao texto.

    Nota: 8.

  14. Estela Menezes
    25 de janeiro de 2017

    Tudo pra tocar, envolver, emocionar: o tema, o narrador na primeira pessoa e o tom confessional, as palavras, o fechamento… Fico só com a impressão de que talvez alguns cuidados simples tornassem ainda mais fluida a narrativa: frases mais curtas, uma pontuação mais impactante, talvez uma padronização nos pronomes de tratamento… enfim, pequenos detalhes que acabam por fazer brilhar ainda mais uma boa ideia…

  15. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Pagu,

    Tudo bem?

    A carta de uma suicida. Um microconto epistolar. Gosto muito dessa estrutura. Seu trabalho está bem escrito e delicado. Só me pergunto se alguém se suicidaria por causa de seu avô. Ou talvez o avô não seja a causa, mas sim, apenas o destinatário da carta, já que é uma espécie de ouvinte às confissões da neta.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  16. Anderson Henrique
    25 de janeiro de 2017

    Conto bonito até a última frase. E então torna-se trágico com a sugestão da morte do neto (um suicídio, uma doença terminal?). Mexeu particularmente comigo por conta dos meus laços com um avô que já partiu. Deveríamos ser imparciais nas escolhas, mas o que é parcialidade? Bom, parabéns.

  17. Srgio Ferrari
    25 de janeiro de 2017

    Se ganhasse mais um momento contigo, não haveria espanto ou temor, talvez eu não conseguisse falar uma só palavra, porque só de pensar um nó trava a minha garganta, apenas me demoraria no seu abraço e depois esconderia seus sapatos para você nunca mais partir.

    Frase enoooooooooorme. Pesou demais no micro. Vc vai um dia aprender a dinamizar essas coisas.

    Micro de pouca sustentação.

  18. Leo Jardim
    25 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): uma bonita história de saudades de alguém pelo avô, que já partiu. Funcionou bem e trouxe sentimentos nostálgicos.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): boa, deixa a “carta” fluir livremente.

    💡 Criatividade (⭐▫): é um mote um tanto comum.

    ✂ Concisão (⭐⭐): o texto me pareceu bem fechado.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): emocionante sem ser muito piegas. Não tocou dentro do meu músculo cardíaco, mas, como adiantei, me deixou bastante nostálgico.

  19. angst447
    25 de janeiro de 2017

    Belas construções frasais compondo uma sentimental missiva – carta de suicida?
    O ritmo é como de uma poesia,já que a narrativa ‘revela-se toda trabalhada em prosa poética. Isso é bom? Para alguns, para outros nem tanto. É um risco assumido pelo autor.
    Não encontrei erros, nem entraves no uso da linguagem.
    Boa sorte!

  20. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Um texto confessional. E eu devo confessar que, apesar da beleza e do lirismo da saudade entre neto(a) e o avô que se foi, o texto se encaminha para o caminho mais fácil – suicidar o pobre protagonista. Mas lá no começo, ele queria ganhar um momento, e não a eternidade junto. E agora? Desculpe, achei estranho isso.

  21. vitormcleite
    24 de janeiro de 2017

    Adorei o teu texto na parte inicial, mas depois do 1º paragrafo, olha, tudo se desvaneceu, perdes força com as palavras, não sei bem porquê, talvez por a carta estar muito direccionada para uma pessoa real, não sei se me fiz entender, mas o 1º paragrafo merecia uma outra continuação. De qualquer modo muitos parabéns

  22. Cilas Medi
    24 de janeiro de 2017

    Um desabafo e uma saudade. Conto simples, direto e objetivo, mas com apelo ao melodramático e não me cativou.

  23. Bruna Francielle
    24 de janeiro de 2017

    Ah, que lindo ! Adorei !!
    Até me emocionei aqui.. talvez tenha me emocionado mais do que no outro único conto que me emocionei, o do Super Homem !
    Acho que esse me tocou mais !
    Muito bem escrito e com a qualidade de ser realista, algo que eu valorizo bastante !!!
    O título também ficou bom !
    Claro que quando se começa a ler ,a tendência é imaginar que se refere a algum amor do gênero romântico, mas a surpresa agradável é que se trata na verdade de um avô, versão que eu acho muito mais inovadora e melhor!
    Parabéns !

  24. Miquéias Dell'Orti
    24 de janeiro de 2017

    Olá Pagu,

    Adorei seu conto. Uma carta ao Avô que partiu e uma declaração ao seu amor paternal.

    As passagens foram lindamente escritas e alguns trechos que sugerem ações simples, como “… e depois esconderia seus sapatos…” terminam carregados de sentimento.

    Parabéns.

  25. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    Não sei dizer se é uma pessoa já velha, escrevendo uma carta para o avô que faleceu há muito tempo, ou um suicida. De qualquer forma, achei que foi interessante deixar essa dúvida.

    A escolha de contar a história por meio de uma carta de início não me agradou, mas no final (na última frase, na verdade) essa impressão se desfez. Quanto à gramática, algumas vírgulas fora de lugar travaram um pouco a leitura, mas nada que prejudique o conto como um todo.

  26. Vitor De Lerbo
    24 de janeiro de 2017

    Temática densa e conto escrito de uma maneira muito sincera. Podemos sentir o realismo nas palavras do neto, a dor de sua perda e de sua saudade.
    Boa sorte!

  27. Felipe Teodoro
    23 de janeiro de 2017

    Olá!

    Micro conto carregado de emoção, é como se fosse um desabafo dolorido. Penso que o autor imprimiu muito bem os sentimentos de saudade aqui. As sensações, são a parte melhor do texto, que também consegue levantar algumas perguntas, como por exemplo, porque A última carta¿ A questão da morte breve do narrador é óbvia, mas os motivos que levam para tal, podem ser vários, todos é claro, movidos pela falta que o avó faz.

    Enfim, um texto muito delicado e emotivo. Gostei!

  28. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Ai que saudades do meu velho… Não consigo, pela minha história de vida, ficar indiferente ao que aqui está escrito. Um dos contos mais bonitos e doloridos do concurso.

  29. Amanda Gomez
    23 de janeiro de 2017

    Olá,

    Um conto muito bem escrito com passagens belíssimas, que comove. Estava imaginando uma criança no começo, mas parece se tratar de um adulto que em um momento de reflexão de vida, lembra da avó e resolve lhe escrever. Não se sabe os motivos, apenas que o conforta. O dia do reencontro está próximo, leva a crer que está doente…Ou quem sabe já velho? Não sei.. o conto está carregado de sentimentos, o drama está presente mas não é piegas, tudo está na dose certa.

    É um belo conto, e merece destaque.

    Parabéns, boa sorte no desafio.

  30. Davenir Viganon
    23 de janeiro de 2017

    O conto já estava bom com uma carta [em forma de pensamento] como uma despedida ao avô, o fim surpreendeu pois a despedida parece ser da vida e a carta de despedida virou um anúncio de um reencontro próximo. O conto é muito bem escrito e a frase dos sapatos, a mais bela do desafio, até então.

  31. Renato Silva
    23 de janeiro de 2017

    Fez quatro meses neste domingo que perdi o meu, o último dentre os avós que tinha. Muito bonita essa carta de despedida. A parte que fala em “(…) esconderia seus sapatos para você nunca mais partir.” é a mais tocante, em minha opinião. Tem algo de infantil, como se pudéssemos realmente, com uma atitude tão simples, evitar a partida de um ente querido. Existem situações na vida que nos deixam tão fragilizados que acabamos agindo feito crianças.

    Boa sorte.

  32. Glória W. de Oliveira Souza
    22 de janeiro de 2017

    Leito de morte do avô. A principio a narrativa parece encaminhar para um amor perdido. Mas no decorrer da história, a personagem do avô aparece. Então, diante da situação, parece que resignação e a aceitação da morte são inevitáveis. Só resta esperar para um possível reencontro. Texto descritivo, mas com pouca dramaticidade cênica.

  33. Tiago Menezes
    22 de janeiro de 2017

    Belo conto. Nos mostra a ansiedade do rapaz em reencontrar o seu tão amado avô. Já perdi 2 avôs e 1 avó, e sei como isso é difícil. Parabéns e boa sorte.

  34. Lídia
    22 de janeiro de 2017

    Seja pela forma em que você soube passar sentimentos, seja porque me sinto dessa forma em relação a uma avó, o fato é que me apeguei ao eulírico.
    Costumo a ser um pouco mais cética em relação a sentimentos, mas confesso que você conseguiu quebrar o gelo da megera que vos fala kkk
    Gostei muito do texto!!
    Boa Sorte

  35. Wender Lemes
    22 de janeiro de 2017

    Olá! Belo conto, esmerado a cada frase. As palavras finais abrem muitas possibilidades, mas também trazem resposta à ambiguidade do título: “a última carta”, poderia ser uma carta de despedida póstuma para o avô, porém acaba revelando-se uma despedida do protagonista para o mundo – na minha interpretação. Os motivos dessa passagem (doença terminal, suicídio iminente etc.) ficam na imaginação do leitor.
    Parabéns e boa sorte.

  36. Juliano Gadêlha
    22 de janeiro de 2017

    Um belo conto. Falar sobre perdas tem sido frequente aqui no desafio, mas aqui temos algo diferente, o que é interessante. Muito bem escrito e bem conduzido. Impossível não mencionar que o ponto alto é a frase “depois esconderia seus sapatos para você nunca mais partir”, que conquistou tantos de nós aqui. Parabéns!

  37. Matheus Pacheco
    22 de janeiro de 2017

    É extremamente triste perder um vô, extremamente quando somos próximo dele. essa é uma tristeza que afeta a familia toda.
    Um conto dos mais excelentes que eu já li aqui, só o final que deixou um pouco aberto.

  38. Gustavo Castro Araujo
    22 de janeiro de 2017

    Belo conto! Cheio de tristeza e lirismo. Destaca-se pelo excelente uso de metáforas e frases bem colocadas. A dos sapatos foi, talvez, uma das melhores neste desafio. Imaginei – e creio que a maioria por aqui também – tratar-se de uma despedida em relação a uma pessoa com quem se mantinha um relacionamento amoroso, um namorado ou uma namorada, esposo ou esposa, de modo que me vi surpreendido com a alusão ao avô. Confesso que nesse ponto cocei a orelha aqui porque minha identificação foi instantânea, já que passei por experiência semelhante. Essa identificação com o seu protagonista me ganhou na hora e eu não tenho como deixar de admirar seu texto porque, afinal, tocou lá no fundo, sem parecer piegas ou apelativo. De todo modo, eu tiraria a última frase. Parabéns.

  39. Thiago de Melo
    22 de janeiro de 2017

    Amigo Paguei,

    Que história triste. Quase chorei aqui. O seu trabalho vai surpreendendo a gente a cada parágrafo. No primeiro eu achei que era um marido lembrando dá esposa. Depois descobri que era o avô. A última frase, pra mim, foi que abriu totalmente as possibilidades do conto: o cara ia se matar? Pq faltava pouco para ele se encontrar com o avô? Essas e outras dúvidas aparecem com a leitura do seu texto e acho que isso é um ponto a seu favor.

    Um belo trabalho. Muito triste, mas bem executado.

    Um abraço!

  40. Thayná Afonso
    21 de janeiro de 2017

    Preciso dizer que adorei essa frase: “depois esconderia seus sapatos para você nunca mais partir.”. O conto é bonito, melancólico, causa empatia e, embora triste, tem certa leveza. Gostei bastante, parabéns!

  41. Tatiane Mara
    21 de janeiro de 2017

    Olá…

    Texto sobre um eventual suicídio em função da perda do ente querido.

    Emocionalmente confuso, não vi nexo na estrutura construída, o que prejudicou o impacto.

    Boa sorte.

  42. waldo gomes
    21 de janeiro de 2017

    Conto “sinto que dói” sobre alguém atormentado por uma perda.

    As construções não ficaram boas, não soam espontâneas ou desesperadas.

    comigo não funcionou.

  43. catarinacunha2015
    21 de janeiro de 2017

    MERGULHO na banheira de casa. Não se aprofunda, dá um recado e só. Está mais para um bilhete do que uma carta. Não pelo tamanho e sim pela superficialidade. Algo muito pessoal, talvez o IMPACTO esteja dentro do escritor.

  44. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    20 de janeiro de 2017

    Dois amores… um já se foi… o outro logo reencontrará…na morte. Achei bem interessante senti por um e falar do outro… Parabéns e Boa sorte!

  45. mariasantino1
    19 de janeiro de 2017

    Oi, autor (a)!

    Engraçado que são apenas dois parágrafos, mas senti diferenças neles. O primeiro é mais poético e melancólico e o segundo é mais direto.
    Perder quem se ama é uma dor eterna, e vejo que a pessoa que narrou o texto não suportou a dor, porque, com o “falta pouco” a impressão que dá é a de futuro suicídio para reencontrar o avô.

    Bonito e profundo o seu texto.

    Boa sorte no desafio.

  46. Thata Pereira
    19 de janeiro de 2017

    “depois esconderia seus sapatos para você nunca mais partir” ❤

    Eu queria não precisar falar nada e enviar o mais absoluto silêncio em meu comentário e nele caberiam todas as palavras e sentimentos que foram limitados por essas que escolho agora.

    Lembrei dos meus avós, pessoas que amo incondicionalmente. E só isso, apenas isso basta.

    Boa sorte!!

  47. Sabrina Dalbelo
    19 de janeiro de 2017

    Olá!
    Texto que traz bastante melancolia e um amor exacerbado, beirando ao depressivo, de um neto pelo avô.
    Parece difícil alguém sacrificar a própria vida para estar perto do avô falecido, mas… Por que não?
    O texto está bem escrito e traz os sentimentos de uma forma clara e fácil de entender.
    Boa sorte!

  48. Luis Guilherme
    19 de janeiro de 2017

    Bem bonito, até me arrepiou no fim.

    Me pareceu, mais que um conto, um relato real do escritor, uma declaração e um desabafo cheio de emoção e sentimento.

    Como conto, achei que faltou algo que estruturasse melhor. Me pareceu mais uma descrição dos sentimentos.

    Mesmo assim, é belo e tocante.

    Parabéns e boa sorte.

  49. Vanessa Oliveira
    19 de janeiro de 2017

    Que bonito. Gosto de drama, e gostei do seu. Tem a questão da morte, do amor, e, também, do que fazemos por amor. Foi bem simples, mas surtiu efeito. No fim, ficamos sem saber o que acontecerá, mas logo imagino que ele também vá partir para o além. Boa sorte!

  50. Givago Domingues Thimoti
    18 de janeiro de 2017

    Pagu, eu amei sua carta.
    Eu tenho uma ótima relação o meu avô e eu consegui ver que quem escreve a carta tinha um relacionamento igual ao meu.
    Muito bem escrito.
    Parabéns e boa sorte

  51. Antonio Stegues Batista
    18 de janeiro de 2017

    Aguem que dialoga com o avô, relembrando o passado. O texto é bacana, bem escrito, me emocionou. Acho que é uma carta para o avô, externando seu amor e dizendo que logo iriam se encontrar.

  52. Douglas Moreira Costa
    18 de janeiro de 2017

    É lindo o seu texto, tem uma carga dramática muito grande e que me agrada muito. Umas frases muito bonitas, com uma reflexão muito interessante. Quanto à história, é interessante que a pessoa que ele escrevia não fosse tipicamente a amada morta ou a mãe, isso nos faz questionar que tipo de vida o personagem tinha, qual era sua relação com as pessoas a seu redor, uma vez que era o avô a pior perda que ele poderia ter. É um texto diferente, não achei de modo algum piegas. Me agradou bastante, é muito bem escrito. Parabéns.

  53. Jowilton Amaral da Costa
    18 de janeiro de 2017

    Um conto médio. O conteúdo e o estilo da carta me fez pensar que foi uma pessoa bem jovem que a escreveu e que tudo indica tenha se matado na certeza que encontraria o avô. Acho contos de suicídios meio chatos, se não forem impactantes, esse não foi tão impactante para mim. Boa sorte.

  54. Andreza Araujo
    17 de janeiro de 2017

    Juntando o título com o final do conto, só consigo pensar que ele se matou para encontrar-se com o avô falecido. Então minha mente viaja ainda mais longe, e começa a imaginar como era a vida dele e o tamanho da falta que o avô faz. Tem umas passagens bonitas, como a parte de esconder os sapatos. Mas no geral o texto não me emocionou.

  55. Marco Aurélio Saraiva
    17 de janeiro de 2017

    Uau. Senti as lágrimas se formando nos meus olhos.

    Que escrita leve e brilhante! Que sinceridade nas palavras! Quanta emoção carregada em apenas poucas linhas! Uma verdadeira obra de arte.

    Uma carta sincera. A última carta? Se “falta pouco”, é provável que o escritor também esteja chegando ao fim da sua vida. Será que sua esperança se concretizará? Todos os leitores esperam que sim.

    Enquanto o escritor da carta devaneia sobre o que faria se ganhasse mais um momento com o seu amado avô, o leitor tem um vislumbre de dentro da sua alma. Me parece que este texto foi escrito com o coração.

    Parabéns!!

  56. Tiago Volpato
    17 de janeiro de 2017

    Bonito texto. Uma ótima homenagem ao avô. Muito bem escrito e carregado de sentimentos. Parabéns.

  57. elicio santos
    17 de janeiro de 2017

    Ficou nas entrelinhas a proximidade da morte de quem escreve a carta, pois diz que falta pouco para reencontrar o avô. Meio maluco e ao mesmo tempo inspirador. Boa sorte!

  58. Victor F. Miranda
    17 de janeiro de 2017

    Tem carga dramática, mas não me impactou. Estranhei ele escrever pra um morto. Está bem escrito, mas poderia ter frases mais curtas.

  59. Fabio Baptista
    16 de janeiro de 2017

    A ideia da carta foi boa e a escrita ficou bacana. Essa frase foi particularmente inspirada: “depois esconderia seus sapatos para você nunca mais partir”.

    Porém, o conto/carta deixou uma certa dúvida no ar – não a dúvida gostosa de um final aberto, mas a dúvida tipo “será que eu entendi direito?”. A carta é direcionada ao avô, que parece ter morrido há tempos. Só que no final, entendemos que quem escreve a carta também está morrendo agora, ou seja, esperou os últimos instantes para escrever ao avô já morto. Sei lá… ficou meio estranho. Acredito que funcionaria melhor se fosse direcionada ao avô que acabou de morrer, ou algo assim.

    Abraço!

  60. Fheluany Nogueira
    16 de janeiro de 2017

    Penso que o protagonista é um doente terminal e sente falta do avô para o consolar. É um micro e como tal deixa muito em aberto para o leitor reconstruir. Texto próximo do piegas, de tão triste, mas agradável na leitura e interpretação. Bom trabalho, apesar de problemas com a pontuação, com algumas estruturas frasais e no trecho “como o meu se transformou na esperança de lhe reencontrar” – o verbo “reencontrar é transitivo direto, portanto o LHE deve ser trocado por O. Parabéns, abraços.

  61. Guilherme de Oliveira Paes
    16 de janeiro de 2017

    O tom confessional é interessante, dá mais brilho e emoção ao tema já tão explorado. Outro fator que ajuda nesse sentido é revelar no meio do conto que o protagonista se refere à avó; até então parecia insinuar que se tratava de um cônjuge.Gosto da simbologia em esconder os sapatos. O final, ao insinuar que o protagonista morrerá em breve, voltou a recorrer a um artifício mais superficial para causar impacto.

  62. José Leonardo
    16 de janeiro de 2017

    Olá, Pagu.

    Uma carta emotiva, derradeira, como o próprio título expõe. O amor incondicional da neta para com o avô, a perda que é tamanha, insuportável. Se havia dúvidas quanto a isso, a última linha é reveladora (embora, de certa maneira, já imaginemos qual o ato “pós-carta”).

    O que absorvo do seu texto é isto: a dor que é maior que o indivíduo a ponto de se dar um fim. A saudade de lembrar até os mínimos detalhes. Muito triste. Ao mesmo tempo, é suficientemente simples para chegar ao coração (à memória) do avô morto e, quem sabe, ao cinturão de sentimentos do leitor.

    Boa sorte neste desafio.

  63. Iolandinha Pinheiro
    16 de janeiro de 2017

    No meu entender o autor da carta sabe que vai morrer, mas não por suicídio e sim porque está doente, e neste momento pesado, diz que se o avô estivesse por perto, a sua agonia seria muito menor, mas que seria difícil falar com ele, devido à emoção que sentiria, já que, ao que me parece, o avô era a figura familiar de quem ele era mais próximo. Acho que o rapaz está com câncer terminal e tem um prazo de vida já delimitado, visto que no final ele afirma que falta pouco para o reencontro dos dois. Acho que é apenas isso e não há nada escondido nas entrelinhas. Bonito e cheio de emoção do narrador, mas sem aquele toque que a gente espera em microcontos, de ironia, de surpresa, etc.Parabéns pelo trabalho e sorte.

  64. Bianca Machado
    15 de janeiro de 2017

    A princípio dá a ideia de que o autor da carta vai se suicidar por querer reencontrar o avô. Se for isso, apesar de bonito, acho meio estranho porque não temos um maior embasamento para o motivo dessa atitude tão desesperada. Só que relendo vejo que é possível ter outras interpretações. Eu mesma, nunca conheci meu avô paterno, ele foi embora da família há muito tempo, se não estiver vivo já está beirando os 90 anos… E se soubesse onde ele está, se fosse reencontrá-lo, mas escrevesse uma carta antes, como eu a teria escrito?

    • Bianca Machado
      15 de janeiro de 2017

      Tem a questão do título, “a última carta” não combina com essa interpretação que dei, rs… Fiquei triste agora por isso, rs. 😉

  65. Ceres Marcon
    15 de janeiro de 2017

    Bonito. Triste. Mostra como a saudade pode ser cruel.
    Além disso, nada mais.
    Parabéns!

  66. Tom Lima
    15 de janeiro de 2017

    Tem o grande mérito de sair do comum, e não colocar a razão do suicídio em um relacionamento romântico, mas num outro tipo de amor. Tem sua beleza, mas não me conecta com o sofrimento da personagem.

    Boa sorte.

    Abraços.

  67. Evandro Furtado
    15 de janeiro de 2017

    Um conto-epístola de despedida. Escrever em formato de carta é ousado, mas o autor poderia ter tentado algo mais, esteticamente falando. O conteúdo é de uma sensibilidade único e há um pequeno plot twist interessante aí. Começamos achando que é uma carta de duas pessoas que se amam – no sentido bíblico – e partimos para a carta de um(a) neto(a) para sua avó.

    Resultado – Average

  68. andré souto
    15 de janeiro de 2017

    Um conto que evoca um passado em comum feliz,e um presente saudoso.Fica em aberto o propósito da carta,a melancolia é algo mais pelo desejo de recuperar um suposto passado.E lembrei que alguém falou que felicidade não rende boa literatura.

  69. Andre Luiz
    15 de janeiro de 2017

    Um conto emotivo e carregado de simbolismos, que faz qualquer um de nós se apegar pelo narrador-personagem. Achei uma narrativa boa, porém que poderia ser melhor explicada com um limite maior de palavras.

    -Originalidade(7,0): Você trouxe um tema comum, de uma forma talvez pouco usual. A ideia de que o conto em si fosse uma carta talvez fosse melhor explorada por uma formatação um pouco mais adequada ao gênero.

    -Construção(7,5): Gostei da ideia, porém como eu já disse senti falta de um maior motivo que não o reencontro com o avô. Para mim, uma explicação mais completa sobre os laços entre ambos, ou até mesmo algum objeto que simbolize a relação entre os dois poderia ser acrescentado ao texto para causar maior emoção.

    -Apego(8,0): Você soube trazer a emoção ao texto e tirou-a totalmente no último momento! Foi uma boa sacada, repleta de significados, e que poderia ser melhor aproveitada com as dicas que os comentaristas estão deixando aqui.

    Boa sorte!

  70. Edson Carvalho dos Santos Filho
    15 de janeiro de 2017

    Começou bem, mas a ideia suicida do final não me agradou. Achei um pouco emocional demais também. Faltou só uma pitada de racionalidade. O equilíbrio emoção/razão é sempre muito importante, nenhum dos dois deve faltar, a meu ver.

  71. Fernando Cyrino
    15 de janeiro de 2017

    Um conto bonito, uma história que faz brotar em mim a emoção. Está bem redigido, a narrativa flui bem, sem trancos. Gostei do conto. Parabéns pela sua obra e sucesso.

  72. Brian Oliveira Lancaster
    14 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Hum, contexto interessante. Tem um leve toque soturno, mas traz de forma completa a emoção da perda de alguém. O futuro pareceu um tanto sombrio e a figura, que acompanha o enredo, pareceu uma mão ainda jovem. Irão se encontrar do “outro lado” pelo que entendi? Mas aí não ficou bem explicado se o escritor da carta possuía alguma doença, ou era apenas uma tentativa mórbida de suicídio, nas entrelinhas. – 8,5
    O: Relato para alguém de fora, onisciente. Escrito em primeira pessoa. Isso nos aproxima mais do protagonista, mas também deixa algumas lacunas como as mencionadas acima. – 8,5
    D: O texto cativa pela premissa mais pessoal, e contém muitas linhas subentendidas. Eu gosto desses espaço imaginativos, pena que muitos não. – 8,5
    Fator “Oh my”: um texto aparentemente leve, mas que traz uma carga emocional bastante opressiva. Intrigante. Ainda mais pelo título.

  73. Olisomar Pires
    14 de janeiro de 2017

    Um bom conto:

    – O narrador-personagem escreve uma carta para o avô lamentando sua partida, dando a entender que o mesmo havia morrido.

    Por que escrever uma carta para o avô morto ?

    – É uma carta-suicida, ou seja, seria destinada a terceiros e não ao avô, nesse caso faz sentido, passando a imagem de loucura da pessoa.

    Bem escrito, com narrativa fluida, bastante emoção, independente do mérito de pensamento da personagem.

    Creio ter faltado uma vírgula no trecho ” só de pensar(,) um nó trava…”

    Bom conto.

  74. Eduardo Selga
    14 de janeiro de 2017

    A ideia é excelente: o discurso do narrador-personagem é, ao mesmo tempo, uma tocante declaração de amor ao avô e, sob determinado ângulo, um agradecimento por sua vida estar se aproximando do fim. Se unirmos o texto à imagem (que também é elemento de significado), há uma clara sugestão de carta de suicídio, mas se tomarmos apenas as palavras isso não acontece. Pode não ser uma carta, ou esta pode destinar-se a um avô vivinho da silva, estando apenas distante. Nesse caso, o título se explicaria devido ao fato de que em breve ambos se reencontrariam.

    Ressalto que quanto ao sentido extraído da narrativa, a isso não estou fazendo nenhum juízo de valor, apenas constatando a complementariedade texto-imagem e seu efeito de sentido.

    Para haver literatura é preciso haver poesia (não estou falando de poema) em uma ou mais dimensão do texto. Nessa narrativa o encanto poético está num elemento externo ao texto: o valor positivo que, de um modo geral, (ainda) damos à figura ancestral do avô. Mas também se dá pela construção do texto, por meio da qual só descobrimos que o objeto do carinho é o avô no segundo parágrafo. Inclusive, há uma passagem que me pareceu muito feliz, por revelar certa ingenuidade do narrador-personagem: “[…] e depois esconderia seus sapatos para você nunca mais partir”.

    Apesar de tantas qualidades, há problemas nessa mesma construção, como a pontuação equivocada no primeiro parágrafo, o uso sequencial de três verbos no início do segundo parágrafo (“pensava saber perder”).

  75. Priscila Pereira
    14 de janeiro de 2017

    Oi Pagu, achei muito bonito o conto. Espero que essa última carta não seja de um suicida. Quando li que se tratava de um neto escrevendo para o avô, meu coração apertou, lembrei de meus avós, e ainda imaginei meu pai, com minha filha no colo… para mim, sua carta foi emocionante. Parabéns!!

  76. Virgílio Gabriel
    14 de janeiro de 2017

    Texto bonito, mas dou um conselho, use mais pontos. Esse excesso de vírgulas me fez perder até o ar. O tema foi interessante, bem propício. Boa sorte no desafio.

  77. Nina Novaes
    13 de janeiro de 2017

    Eu gostei bastante.

    O texto vai te levando a acreditar que haverá um reencontro, mas ao mesmo tempo, por fim, me veio a ideia de que essa carta é a última antes do suicídio e que esse amado havia partido. Por isso ultima carta, por isso falta pouco.

    Não faltou nada.

    Parabéns pelo conto. 🙂

  78. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    Pessoas vão e vêm. A vida é um mar de encontros e despedidas. Para quem acredita que há algo além dessa vida, existe esperança. Para os que não acreditam, não sei. Está bem sentimental esse microconto. Está bem escrito, também, mas não arrancou de mim aquele suspiro. Talvez se fosse um pouco menos, não sei.

  79. Zé Ronaldo
    13 de janeiro de 2017

    Microconto é isso: está tudo em aberto. Falta pouco para quê? o que realmente houve nessa relação? o leitor terá que colocar a cachola para funcionar. Concordo com outros que acharam meloso demais, quase um risco para os diabéticos, mas foi um micro com todas as letras!

  80. Anorkinda Neide
    13 de janeiro de 2017

    ohhh um pouquinho piegas pro meu gosto,mas qd li a palavra vô, me deu um nó na garganta hehe
    vinha achando q se tratava de separação de namorados. Muito boa reviravolta, mas o restante, como disse, foi açucarando demais, mas tá bonito.
    Parabens

  81. Luiz Eduardo
    13 de janeiro de 2017

    Achei bonito. Um pouco melancólico, mas acho que cai bem para uma íltima carta 🙂

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .