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Literatura que desafia.

A última carta (Lee Rodrigues)

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Se ganhasse mais um momento contigo, não haveria espanto ou temor, talvez eu não conseguisse falar uma só palavra, porque só de pensar um nó trava a minha garganta, apenas me demoraria no seu abraço e depois esconderia seus sapatos para você nunca mais partir.

Pensava saber perder, afinal, já perdi tanto né, vô? Mas ainda não tinha perdido nada tão valioso quanto você, alguém que deixou a certeza que pessoas vêm e vão, mas o amor verdadeiro permanece dentro da gente, e às vezes se transforma, como o meu se transformou na esperança de lhe reencontrar.

Falta pouco!

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82 comentários em “A última carta (Lee Rodrigues)

  1. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Nossa, mais um conto muito bonito, esse até que teve um impacto legal. Boa sorte no desafio e parabéns!!!

  2. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    Desabafo real? Achei bonito, só trabalharia nele de modo que o primeiro parágrafo não soasse como uma carta de amor destinada a um interesse romântico. O Vô na segunda parte surpreende, mas teria sido melhor se ficasse claro já no início. Daria ainda mais beleza ao conto. No geral, bom, e fica ainda melhor para quem teve ou tem uma relação profunda com o avô.

  3. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    A saudade é maior musa inspiradora dos poetas, mas os contistas também seagarram a ela para comporem lindas histórias, como no caso de Pagu, que imortalizou aqui a figura do querido avô. Não sei sua idade, Pagu, mas espero que ainda falte muito para o reencontro. Boa sorte.

  4. Victoria
    27 de janeiro de 2017

    Achei o conto muito bonito e emocionante. Para alguns, poderia passar batido por não trazer novidade, mas só quem já perdeu um ente querido sabe a dor que é. Parabéns.

  5. Sra Datti
    27 de janeiro de 2017

    Falta pouco!

    Bonito recorte poético e filosófico sobre a dor da perda de um ente querido. O texto traz em si a ternura característica daquele amor incondicional que deve ter deixado doces lembranças, e que se transformou em tristeza e saudade. Mais um trágico fim, a que o personagem se entrega após um trauma. Desta vez, sugerido.
    Que coisa mais triste.
    Toca pro…fundo.
    Boa sorte!

  6. Leandro B.
    27 de janeiro de 2017

    Oi, Pagu.

    Achei o conto bom. De início, pensei que se trataria de uma história de amantes, mas na frase sobre os sapatos previ uma relação mais paternal. Achei o restante do texto um pouco repetitivo, talvez didático seja uma palavra mais exata.

    O final fortaleceu a narrativa. Sabemos da morte, mas não como virá.

    Boa sorte.

  7. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Direto, simples e bonito.
    Parabéns!

  8. rsollberg
    27 de janeiro de 2017

    Muito bonito, particularmente me identifiquei muito com essa narrativa pois tinha uma relação muito forte com meu avô. O fato de não trazer qualquer complexidade, ao contrário, ser franco e direto serviu muito a história. O lance de esconder o sapato é joia rara, singelo e belíssimo. Bem, não tenho muito mais o que dizer, apenas que esse texto é muito gostoso, sabor de saudades. Vô Arisio, ainda que muito improvável, espero te reencontrar também.

    Parabéns autor!

  9. juliana calafange da costa ribeiro
    26 de janeiro de 2017

    Pagu, não sei se gostei. Me pareceu mais um desabafo (muito bem escrito, poesia e emoção), do que um conto. Mesmo vc colocando esse final “falta pouco”, q dá um certo contexto, de q o narrador q escreve a carta está à beira da morte, me parece q ainda falta alguma coisa pra ser um texto narrativo, um conto. De qualquer forma, achei muito bonito o q vc escreveu e senti a garganta apertar aqui. Parabéns.

  10. Fil Felix
    26 de janeiro de 2017

    Um conto bonito que apela aos sentimentos (ou sentimentalismo). A perda do avô, o desejo de reencontrar, de partir, o que dirá, quais as perdas que já teve?, quanto tempo se passou? Vários pontos em poucas palavras, provando a habilidade do autor com as palavras, num texto bem escrito. Porém, acho esse estilo de história muito adocicada, sem algo que dê um TCHAN, feita pra sensibilizar. E sou meio pedregulho. Mas felizmente, há seus fãs!

  11. Gustavo Aquino Dos Reis
    26 de janeiro de 2017

    Lindo conto.

    Carga emocional muito forte.

    As construções frasais, em alguns momentos, não ficaram tão boas. Porém, no computo geral, é uma singela e bela homenagem. Creio que a obra tenha sido escrita mais para o autor do que para os leitores.

    Parabéns.

  12. Simoni Dário
    26 de janeiro de 2017

    Interessante.. O fim de uma vida, cheia de nostalgia e inocência. Não se sabe se o protagonista está velho ou doente próximo da morte. Um texto bem escrito e criativo!
    Bom desafio!

  13. Rubem Cabral
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Pagu.

    Bonito, tocante conto. Achei que algumas frases se esticaram um tanto além do preciso. Contudo, algumas imagens, feito a de se esconder os sapatos, deram um ar de inocência muito bem-vindo ao texto.

    Nota: 8.

  14. Estela Menezes
    25 de janeiro de 2017

    Tudo pra tocar, envolver, emocionar: o tema, o narrador na primeira pessoa e o tom confessional, as palavras, o fechamento… Fico só com a impressão de que talvez alguns cuidados simples tornassem ainda mais fluida a narrativa: frases mais curtas, uma pontuação mais impactante, talvez uma padronização nos pronomes de tratamento… enfim, pequenos detalhes que acabam por fazer brilhar ainda mais uma boa ideia…

  15. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Pagu,

    Tudo bem?

    A carta de uma suicida. Um microconto epistolar. Gosto muito dessa estrutura. Seu trabalho está bem escrito e delicado. Só me pergunto se alguém se suicidaria por causa de seu avô. Ou talvez o avô não seja a causa, mas sim, apenas o destinatário da carta, já que é uma espécie de ouvinte às confissões da neta.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  16. Anderson Henrique
    25 de janeiro de 2017

    Conto bonito até a última frase. E então torna-se trágico com a sugestão da morte do neto (um suicídio, uma doença terminal?). Mexeu particularmente comigo por conta dos meus laços com um avô que já partiu. Deveríamos ser imparciais nas escolhas, mas o que é parcialidade? Bom, parabéns.

  17. Srgio Ferrari
    25 de janeiro de 2017

    Se ganhasse mais um momento contigo, não haveria espanto ou temor, talvez eu não conseguisse falar uma só palavra, porque só de pensar um nó trava a minha garganta, apenas me demoraria no seu abraço e depois esconderia seus sapatos para você nunca mais partir.

    Frase enoooooooooorme. Pesou demais no micro. Vc vai um dia aprender a dinamizar essas coisas.

    Micro de pouca sustentação.

  18. Leo Jardim
    25 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): uma bonita história de saudades de alguém pelo avô, que já partiu. Funcionou bem e trouxe sentimentos nostálgicos.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): boa, deixa a “carta” fluir livremente.

    💡 Criatividade (⭐▫): é um mote um tanto comum.

    ✂ Concisão (⭐⭐): o texto me pareceu bem fechado.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): emocionante sem ser muito piegas. Não tocou dentro do meu músculo cardíaco, mas, como adiantei, me deixou bastante nostálgico.

  19. angst447
    25 de janeiro de 2017

    Belas construções frasais compondo uma sentimental missiva – carta de suicida?
    O ritmo é como de uma poesia,já que a narrativa ‘revela-se toda trabalhada em prosa poética. Isso é bom? Para alguns, para outros nem tanto. É um risco assumido pelo autor.
    Não encontrei erros, nem entraves no uso da linguagem.
    Boa sorte!

  20. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Um texto confessional. E eu devo confessar que, apesar da beleza e do lirismo da saudade entre neto(a) e o avô que se foi, o texto se encaminha para o caminho mais fácil – suicidar o pobre protagonista. Mas lá no começo, ele queria ganhar um momento, e não a eternidade junto. E agora? Desculpe, achei estranho isso.

  21. vitormcleite
    24 de janeiro de 2017

    Adorei o teu texto na parte inicial, mas depois do 1º paragrafo, olha, tudo se desvaneceu, perdes força com as palavras, não sei bem porquê, talvez por a carta estar muito direccionada para uma pessoa real, não sei se me fiz entender, mas o 1º paragrafo merecia uma outra continuação. De qualquer modo muitos parabéns

  22. Cilas Medi
    24 de janeiro de 2017

    Um desabafo e uma saudade. Conto simples, direto e objetivo, mas com apelo ao melodramático e não me cativou.

  23. Bruna Francielle
    24 de janeiro de 2017

    Ah, que lindo ! Adorei !!
    Até me emocionei aqui.. talvez tenha me emocionado mais do que no outro único conto que me emocionei, o do Super Homem !
    Acho que esse me tocou mais !
    Muito bem escrito e com a qualidade de ser realista, algo que eu valorizo bastante !!!
    O título também ficou bom !
    Claro que quando se começa a ler ,a tendência é imaginar que se refere a algum amor do gênero romântico, mas a surpresa agradável é que se trata na verdade de um avô, versão que eu acho muito mais inovadora e melhor!
    Parabéns !

  24. Miquéias Dell'Orti
    24 de janeiro de 2017

    Olá Pagu,

    Adorei seu conto. Uma carta ao Avô que partiu e uma declaração ao seu amor paternal.

    As passagens foram lindamente escritas e alguns trechos que sugerem ações simples, como “… e depois esconderia seus sapatos…” terminam carregados de sentimento.

    Parabéns.

  25. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    Não sei dizer se é uma pessoa já velha, escrevendo uma carta para o avô que faleceu há muito tempo, ou um suicida. De qualquer forma, achei que foi interessante deixar essa dúvida.

    A escolha de contar a história por meio de uma carta de início não me agradou, mas no final (na última frase, na verdade) essa impressão se desfez. Quanto à gramática, algumas vírgulas fora de lugar travaram um pouco a leitura, mas nada que prejudique o conto como um todo.

  26. Vitor De Lerbo
    24 de janeiro de 2017

    Temática densa e conto escrito de uma maneira muito sincera. Podemos sentir o realismo nas palavras do neto, a dor de sua perda e de sua saudade.
    Boa sorte!

  27. Felipe Teodoro
    23 de janeiro de 2017

    Olá!

    Micro conto carregado de emoção, é como se fosse um desabafo dolorido. Penso que o autor imprimiu muito bem os sentimentos de saudade aqui. As sensações, são a parte melhor do texto, que também consegue levantar algumas perguntas, como por exemplo, porque A última carta¿ A questão da morte breve do narrador é óbvia, mas os motivos que levam para tal, podem ser vários, todos é claro, movidos pela falta que o avó faz.

    Enfim, um texto muito delicado e emotivo. Gostei!

  28. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Ai que saudades do meu velho… Não consigo, pela minha história de vida, ficar indiferente ao que aqui está escrito. Um dos contos mais bonitos e doloridos do concurso.

  29. Amanda Gomez
    23 de janeiro de 2017

    Olá,

    Um conto muito bem escrito com passagens belíssimas, que comove. Estava imaginando uma criança no começo, mas parece se tratar de um adulto que em um momento de reflexão de vida, lembra da avó e resolve lhe escrever. Não se sabe os motivos, apenas que o conforta. O dia do reencontro está próximo, leva a crer que está doente…Ou quem sabe já velho? Não sei.. o conto está carregado de sentimentos, o drama está presente mas não é piegas, tudo está na dose certa.

    É um belo conto, e merece destaque.

    Parabéns, boa sorte no desafio.

  30. Davenir Viganon
    23 de janeiro de 2017

    O conto já estava bom com uma carta [em forma de pensamento] como uma despedida ao avô, o fim surpreendeu pois a despedida parece ser da vida e a carta de despedida virou um anúncio de um reencontro próximo. O conto é muito bem escrito e a frase dos sapatos, a mais bela do desafio, até então.

  31. Renato Silva
    23 de janeiro de 2017

    Fez quatro meses neste domingo que perdi o meu, o último dentre os avós que tinha. Muito bonita essa carta de despedida. A parte que fala em “(…) esconderia seus sapatos para você nunca mais partir.” é a mais tocante, em minha opinião. Tem algo de infantil, como se pudéssemos realmente, com uma atitude tão simples, evitar a partida de um ente querido. Existem situações na vida que nos deixam tão fragilizados que acabamos agindo feito crianças.

    Boa sorte.

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Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .