EntreContos

Literatura que desafia.

O fim (Tiago Volpato)

fim

Vodka, wisky, cerveja, cigarro…

Olhares dissimulados são trocados. A tensão grita. O ódio vem dos dois lados, escondido entre segredos. Não há amigos ali. Apenas desconhecidos que se odeiam.

Depois de muito tempo em agonia, chegou o momento de colocar as cartas na mesa e revelar tudo. Só a verdade liberta.

Uma lâmina de suor escorre. O calor é frio, ajuda em acertar o tom de desconforto.

Quem vai ser o primeiro a falar?

— Flush.

— Quadra.

— Merda! Juliana vai me matar.

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84 comentários em “O fim (Tiago Volpato)

  1. Roselaine Hahn
    27 de janeiro de 2017

    Estava me preparando para ler algo do tipo Divórcio do Ricardo Lisias, e bahhh, um jogo de poker, vc. é um ótimo jogador, começou blefando no pseudônimo e na foto, cumpriu o desafio com louvor. Te vejo no Top 20. Parabéns!

  2. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    A tensão crescente foi bacana, mas o desfecho não atendeu minha expectativa. Uma aposta alta demais.

  3. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Não sei se entendi muito bem, mas ficou bom! Boa sorte.

  4. Sra Datti
    27 de janeiro de 2017

    Bem inteligente, autor. Jogou um título e um pseudônimo que nos arremessou para uma outra leitura! Ao final, você nos lança a rede e nos apanha facim!
    Realmente, me enganou e me ganhou.
    Parabéns!

  5. Simoni Dário
    27 de janeiro de 2017

    Um texto que surpreende, mas não encanta. Muito bem articulado, narrativa de autor competente que trabalha bem na execução e com o humor. Bom conto.
    Bom desafio!

  6. Leandro B.
    27 de janeiro de 2017

    Oi, Divorciado.

    Um conto interessante, na medida em que sintetiza a ansiedade da disputa e, especialmente, da aposta.

    O título da margem a entender que o camarada estava apostando muito acima do seu bankroll, o que nunca é boa ideia. A última frase reforça a ideia, pois a esposa estaria pronta a condenar sua atitude. O fim do jogo? Da relação? Não importa. É o momento que precede o fim.

    A atmosfera caminha p a tensão da ansiedade, não sei se da forma mais interessante, porque às vezes é muito “dito” e não demonstrado.

    De todo modo, um bom conto.

  7. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    Gostei. A tensão crescente deságua em um final que faz rir. Deu ruim para o cara. Creio que o autor conseguiu de mim tudo o que ele queria. Uma atenção no início, e uma risada no final. Bom conto.

  8. Victória
    26 de janeiro de 2017

    Precisei ler os comentários para soltar aquele “ahhhhhhhh” de quem finalmente entendeu. No final eu que fui burrinha hehe, porque o conto é muito bem escrito, fica claro que é um jogo de Poker (para quem entende os jargões, hehe) e a ideia genial, inclusive pelo pseudônimo. Parabéns!

  9. rsollberg
    26 de janeiro de 2017

    O autor do conto se aproveita do título e do pseudônimo para completar a narrativa, ou seja, usufruindo de todos os elementos permitidos.
    Porém, creio que a história é muito ordinária e linear, assim sendo, não causa impacto ou empatia no leitor.
    É uma leitura agradável, mas não oferece muito mais que isso (será que é preciso?)
    De qualquer modo, parabéns e boa sorte

  10. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Divorciado,

    Seu conto é ágil e bem conduzido. A construção é ótima e nos leva por um caminho, sem dar pista do desfecho, que surpreende.

    Sua ideia foi bem pensada e realizada. Se for para fazer alguma observação, seria apenas a seguinte. Fiquei pensando se quem não conhece os termos do jogo, entenderia bem o conto. Mas esse é só um questionamento meu.

    Um bom trabalho. Parabéns.

    Boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  11. Felipe Teodoro
    25 de janeiro de 2017

    Olá!

    Conto bem escrito. A trama é divertida, o jogo com as palavras e a forma como você trata o suposto fim de relacionamento, dentro do caso do fim do jogo perdido, é muito bem feita. É uma história bem contada, um retrato de um cotidiano comum de muitos homens que perdem a vida devido jogos de azar. Gostei!

  12. Andreza Araujo
    25 de janeiro de 2017

    Gosto da tensão criada no conto, reproduzindo fielmente um momento de ansiedade que antecede uma revelação. O final é interessante, fiquei pensando o que (ou quanto) ele apostou ali hehehehe

  13. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    muito original este texto e bem escrito, com uma excelente reviravolta no final resultando uma surpresa total, sublinhada pelo título do texto e nome do autor, parabéns

  14. Jowilton Amaral da Costa
    25 de janeiro de 2017

    Muito bom. Só percebi que era um jogo de poker no final mesmo. A tensão foi muito bem construída para que o desfecho ocorresse com um ótimo impacto. Boa sorte.

  15. Fil Felix
    25 de janeiro de 2017

    Um conto bem narrado, conduz o leitor por um caminho e o surpreende. Mas sem ser de supetão, há as cartas em jogo e o título/ pseudônimo pra complementarem. Acaba por ser divertido e não melancólico, como o caminho aparentava. Só não curti mais porque o final me lembrou muito um outro conto daqui do EC, não vou lembrar o título (era algo com tomates) que se tratava exatamente de um jogo de cartas com o final relacionado à esposa do protagonista.

  16. Gustavo Aquino Dos Reis
    25 de janeiro de 2017

    Divorciado,

    conto muito bom.

    É bem escrito e, ao mesmo tempo em que seduz, engana.
    Esse trabalho prima pela inteligência. Não nós produz arrebatamento ou reflexão, mas entretém.

    Parabéns.

  17. Lee Rodrigues
    25 de janeiro de 2017

    O autor nos fez acreditar que não tinha nada em mãos, um blefe inverso, e a jogada foi boa.
    E sabe, tem que se aproveitar mesmo, pseudo, imagem, título… é o seu jogo de cartas.

    Valeu o inesperado, e a subjetividade do provável rolo de macarrão qnd chegar em casa.

  18. Srgio Ferrari
    25 de janeiro de 2017

    Será que o pseudônimo pode entrar dentro da história? Precisa? Dividirá sua proposta entre os que somam tudo e os que não se importam com o pseudônimo. Acho um truque sujo que não entra na conta dos 99 caracteres. Alias, sujo não, apenas triste.

  19. Tiago Menezes
    25 de janeiro de 2017

    Assim que li “cartas” passou pela minha cabeça que talvez, no final, seriam realmente cartas a serem jogadas na mesa. O personagem apostou mais do que podia, certamente, por isso tamanho medo de perder. O conto foi bem construído, parabéns,

  20. Renato Silva
    25 de janeiro de 2017

    Agora entendi o porquê do pseudônimo. Você deve ter apostado algo que deixou a Juliana muito brava, a ponto dela querer te matar. Foi a casa? O carro? Que mulher aguenta marido viciado em jogo por tanto tempo? É o fim, mesmo. Vá tratar esse seu vício.

    Agora é sério. Você escreveu um ótimo conto. Conseguiu transmitir toda aquela tensão mostrada em filmes, quando mostram homens maus encarados apostando suas vidas em jogos de baralho. Eu não manjo muito dessas coisas, mas consegui visualizar uma cena típica tamanha técnica que você usou. Me lembrou filmes de mafiosos, mas também aqueles western antigos maravilhosos. Parabéns e boa sorte.

  21. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    A meu ver, a primeira frase entrega o jogo. Literalmente. O final, em suspenso (quem é Juliana? O que ele teia apostado?) é interessante, mas com certeza não vai agradar a grande parte dos leitores. Quanto à técnica, a voz passiva (são trocados) enfraquece a frase. E a frase “apenas desconhecidos que se odeiam” ficou muito etérea, apesar de instigante. Lãmina de suor e calor frio também causam um certo estranhamento. Mas, no cômputo geral, a história despertou o meu interesse para saber o que aconteceria depois. Bom trabalho!

  22. Douglas Moreira Costa
    24 de janeiro de 2017

    Ta ai um texto que me surpreendeu, eu acreditava que no final teria de dizer “o seu pseudônimo revelou o fim do conto, que previsível” kkkkkk mas na verdade era tudo uma jogada, um blefe. Gostei bastante, uma bela reviravolta, quem diria que era literalmente “colocar as cartas na mesa”. E a frase final, fico e perguntando o que ele apostou.
    Parabéns, você soube conduzir muito bem o seu conto, todos os elementos me parecem muito bem colocados para causar o impacto pretendido (inclusive o pseudônimo).

  23. Tom Lima
    24 de janeiro de 2017

    É interessante. Ele engana com o título e o pseudônimo, que me fizeram esperar uma outra história, algo como um suicídio por causa de um divórcio. Mas o divorciado conta algo antes, o que, talvez, tenha levado ele a usar esse nome. Não é certeza,mas indício forte. Essa surpresa é o forte do conto, muito bem escrito, trazendo a tensão de um jogo desses.

    Parabéns.

    Abraços.

  24. Bruna Francielle
    24 de janeiro de 2017

    Há, gostei ! Mas só na segunda leitura pude visualizar o jogo desde o ínicio.. olhares trocados, todos se odeiam, isso na primeira leitura não ficava claro, mas na segunda pude visualizar o conto em sua plenitude.
    O impacto talvez seja maior na segunda leitura, já sabendo que era um jogo..na primeira fica meio “Ahhh táá” , porque só no final se consegue entender o começo e o meio do conto !
    Até ficar claro que era um jogo, no fim, todo o começo era nebuloso e por isso, o impacto de uma primeira leitura não é “aquele impacto”
    De qualquer forma, gostei da história…

  25. catarinacunha2015
    24 de janeiro de 2017

    MERGULHEI com o tédio dos treinos e me surpreendi com o desempenho do salto. Pensei: fim + divorciado + homem arrependido = mais uma lição de moral chata. Mas o IMPACTO da conclusão me encheu os olhos de esperança para ler mais 43 contos.

  26. Wender Lemes
    23 de janeiro de 2017

    Olá! Confesso que caí igual pato nessa jogada. Pelo título, pelo pseudônimo e pelo cenário que desenhou, jurava que o conto fosse se encaminhar para um final de relacionamento problemático, e não digo que não tenha se encaminhado, mas essa conclusão ficou nas entrelinhas. Quem sabe o protagonista ainda tem uma carta na manga para quando a bronca chegar?
    Parabéns e boa sorte.

  27. Miquéias Dell'Orti
    23 de janeiro de 2017

    Olá,

    Da máxima “Eu não sou viciado, só bebo e fumo quando jogo.” A história prende a gente e nos leva a um desfecho bem inesperado. Tensão crescente e um arremate quando você termina.
    Ponto para o nome escolhido pelo autor, que é justificado pelo resultado do jogo. Muito bom.

  28. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Eu também mataria se fosse a Juliana. Original e ousado, mas com um toque final muito acertado. Parabéns

  29. Cilas Medi
    22 de janeiro de 2017

    Um encontro de cartas, jogadas e a aflição e ambição à flor da pele. Bem descrito esse momento, simples, direto e objetivo. Parabéns! Boa sorte!

  30. Estela Menezes
    22 de janeiro de 2017

    Surpresa! Título, pseudônimo e ilustração já fazem metade do trabalho, e, quando se aliam à última frase, criam uma sinergia perfeita e raramente vista! Muito bem sacado e construído! Vai já pra minha lista. (Sendo chata: wisky deve-se escrever assim mesmo ?)

  31. Thayná Afonso
    21 de janeiro de 2017

    Tudo minimamente estruturado. O título e pseudônimo fez com que eu me preparasse para um conto completamente diferente, é ótimo quando nos surpreendemos assim. Achei genial. Parabéns!

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .