EntreContos

Literatura que desafia.

Enfermaria 9 (André Albuquerque)

— Bom-dia

— Bom-dia.

— Trouxe algumas coisas nesta sacola

— Muito obrigado, senhor. Sua esposa é muito resistente. Sobreviveu a três cirurgias.

— Temi pela vida de minha esposa…uma escadaria tão alta.

— Há dúvidas quanto ás sequelas. Há breves períodos de lucidez. Está aqui porque estabilizou hemodinâmicamente.Vou deixá-los a sós.

O monitor, seu som, suas luzes me tranquilizavam. Acariciei o rosto de Ângela. Tirei da jaqueta, a seringa preparada com duas ampolas de cloreto de potássio. Injetei lentamente no seu braço esquerdo. O monitor enlouqueceu, na disparada do seu pequeno coração e eu gritei como um louco, pelo socorro mais que inútil.

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94 comentários em “Enfermaria 9 (André Albuquerque)

  1. Renato Silva
    27 de janeiro de 2017

    Não houve grandes surpresas, mas a narrativa ficou boa. O narrador se mostrou um verdeiro psicopata, querendo matar a mulher de qualquer jeito. Gostei do sarcasmo na última frase, de quem tinha usado doses mais que suficientes para matar uma pessoa.

    Boa sorte.

  2. Andre Luiz
    27 de janeiro de 2017

    -Originalidade(7,0): Como já disseram, pareceu uma cena de novela. Tem seus pontos positivos, porém peca em originalidade.

    -Construção(7,0): O início ficou truncado, a meu ver. Eu talvez gostaria mais também se a narrativa fosse feita em terceira pessoa.

    -Apego(7,0): Tadinha da esposa…

    Boa sorte!

  3. Jowilton Amaral da Costa
    27 de janeiro de 2017

    Um conto médio. Tem trama, mas, que é enfraquecida por conta que dá para sacar logo que o marido havia tentado matar a mulher e estaria ali para terminar o assunto. A escrita é boa. Boa sorte.

  4. Tiago Menezes
    27 de janeiro de 2017

    A premissa é boa, mas ao citar a queda da escada você já entrega o ouro com antecedência. Fora um ou outro erro de escrita, o conto flui bem. Boa sorte.

  5. Sidney Muniz
    27 de janeiro de 2017

    E u digo que seu conto até que está bem escrito, entretanto tão fechadinho assim, para mim fugiu do sentido do microconto, ou melhor; do modelo de microconto que eu estou buscando encontrar.

    N ão que o trabalho esteja mal feito, mas realmente é bem previsível.

    F aço minhas as palavras de um dos outros colegas, tá bem novela mesmo, e isso não é nenhum defeito na verdade.

    E estou aqui pensando em qual seria o motivo desse assassinato? Essa é a parte que poderíamos dizer que está a merce da interpretação e imaginação do leitor.

    R esta entender isso e o porque do 9 do título. Teria algo mais? Seria por causa do limite de palavras do desafio? Alguma referência?

    Mas se bem que isso não importa, ou importa?

    A cabando de comentar tenho que pensar que isso não é o SUS, pois no Sus ela já estaria morta. Brincadeirinha, não acho o SUS ruim, na verdade na minha cidade atende bem.

    R espondo a mim mesmo dizendo que não há nada mais mesmo. O conto é fechado e esse 9 nada tem a ver senão o número da enfermaria.

    i sto põe por água abaixo mais expectativas, deixando o conto frio e muito calculadinho. Abrindo e fechando apenas na mente do autor sem perspectivas maiores de criação para o leitor.

    Assim sendo não gostei o bastante do trabalho. Espero que goste mais no próximo. Parabéns!

  6. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    27 de janeiro de 2017

    Olá, socorrista,

    Tudo bem?

    Um conto redondinho, bem escrito e com imagens muito vívidas para o leitor.

    Sua opção pelo excesso de diálogos deu ao trabalho uma cara de roteiro.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  7. Douglas Moreira Costa
    26 de janeiro de 2017

    Uma cena de assassinato à la novela das 8 em capítulos finais. Eu gosto, admito. Mas nesse caso o desenvolvimento do conto não criou uma atmosfera que levasse a um fim impactante. Não teve uma contextualização bem feita, com um falso amor entre os dois, nem mesmo uma fala irônica do assassino ao médico que conduzisse a uma ironia dramática. Me parece que o começo tem coisas desnecessárias e poderia ser substituído por diálogos mais enxutos.

  8. Evandro Furtado
    26 de janeiro de 2017

    Talvez o grande problema do conto seja a previsibilidade. Quando falou de escada eu já sabia o que estava rolando. Isso impediu que se criasse um impacto efetivo.

    Resultado – Average

  9. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    tens algumas incongruências no teu texto, mas esquecendo isso, foi bom de ler, com alguns acontecimentos que despertam a atenção e servem para criar alguma antipatia com o personagem, então parabéns

  10. Pedro Luna
    25 de janeiro de 2017

    O que derrubou o conto para mim foi o diálogo. Digo, me soou robótico, e não entendi porque o aparente enfermeiro ou médico agradeceu quando o cara disse que tinha trazido algumas coisas.

    A surpresa no fim só não é maior porque já vimos isso acontecer antes. Em novelas, filmes. Enfim, acho que é um conto que não conseguiu alcançar um bom potencial.

  11. Wender Lemes
    25 de janeiro de 2017

    Olá! Teoricamente, um conto aberto quanto à possibilidade de Ângela ter sido empurrada, mas não deixa realmente tanto espaço para mais interpretações. O verdadeiro mistério fica em relação às motivações do protagonista. Seria uma boa ter explorado mais esse lado, acredito, pois poderia ter justificado a empatia – com a mulher, ou com o marido, dependendo do argumento.
    Parabéns e boa sorte.

  12. Marco Aurélio Saraiva
    25 de janeiro de 2017

    Um conto um tanto frio e perturbador. O homem, cansado da esposa, tenta se livrar dela, jogando-a do alto da escada. Quando não consegue, realiza a injeção letal às escondidas. Gostei de como o texto contou esta história em tão poucas palavras.

    A escrita é boa, direta e sucinta. Sem erros, com pausas nos lugares corretos e descrições que não vão além do necessário. Isso geralmente me incomoda, mas aqui pareceu fazer parte do estilo do autor: direto e simples, contando uma boa história em um espaço curto.

    Uma excelente leitura!

  13. krimer
    25 de janeiro de 2017

    Infelizmente, faltou emoção à narração, os diálogos são desestimulantes.

  14. Catarina
    25 de janeiro de 2017

    MERGULHO hemodinamicamente instável, sujeito a perda de pontos por falta de emoção e ineditismo na trama. Supondo que o autor nunca esteve em uma enfermaria e muito menos injetou algo em alguém internado, uma simples busca no google tornaria a trama viável e evitaria o IMPACTO negativo. Faltou técnica para desenvolver a ideia.

  15. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Apesar do apelo de suspense, a história já se entrega no diálogo. E, na parte lógica, acho que a injeção de cloreto de potássio seria detectada por um médico atento, pois foi feita no braço e não numa provável bolsa de soro que ela já estaria usando. Pena. Um abraço.

    • andré souto
      25 de janeiro de 2017

      Aplicação no braço é no cateter que sai da bolsa e é inserido na veia mediana da paciente.O cloreto na bolsa fica mais diluido e o êxito letal seria duvidoso,para o assassino.O que se vê é apenas uma arritmia.Grato pela interesse e pela crítica construtiva.

  16. Fheluany Nogueira
    24 de janeiro de 2017

    Conto interessante; o marido queria a mulher morta de qualquer forma. Apesar das falhas de coerência , gostei muito e me diverti com o humor negro que senti. O “coitado” acabou tendo mais trabalho do que esperava, fizeram três cirurgias e a mulher sobreviveu… Parabéns pela participação. Abraços.

  17. Victória Cardoso
    23 de janeiro de 2017

    Tem alguns erros de português, mas a ideia é boa e ficou na dúvida se o marido matou a esposa por piedade ou quis que ela morresse desde o início, jogando-a da escada. Boa sorte

  18. juliana calafange da costa ribeiro
    22 de janeiro de 2017

    Ele matou por piedade ou foi ele quem a jogou da escada, pra começar? Bom conto, simples, direto. Mas, infelizmente, não me disse nada de novo. De qualquer forma, bom trabalho!

  19. Gustavo Henrique
    22 de janeiro de 2017

    Achei bem interessante a ideia, não conseguiu ser tão bom talvez por conta do limite de palavras, por isso um conto simples… mas esse cara é um canalha mesmo haha, espero que ele tenha ótimos motivos para matar sua esposa. Boa sorte!

  20. Priscila Pereira
    22 de janeiro de 2017

    Oi Socorrista… esse cara queria a esposa morta de qualquer jeito né, primeiro empurrou da escada, quando viu que ela ainda estava viva teve que tomar providências mais precisas… bem, a história é bem batida e a execução carece de refinamento. Desejo boa sorte pra você!!

  21. Bia Machado
    21 de janeiro de 2017

    Se o título é esse, a mulher está em uma enfermaria, logo não está sozinha, certo? Em uma enfermaria ficam vários pacientes… E, além disso, o cara não estava preocupado em ser descoberto, né? Fora ter que encontrar a veia certinho, tem que ter muito sangue frio pra isso e demonstrar calma, com alguém podendo aparecer… Enfermaria não fica nem com a porta fechada… E é claro que em uma necropsia iam encontrar a causa da morte da coitada. Mesmo a morte acontecendo no hospital, é preciso registrar a causa da morte. O coração pode ter parado de funcionar, mas parou por quê? O traumatismo de uma queda da escada provocaria isso? Se foi um dos últimos a serem postados, enviado nos últimos momentos, os vários erros se justificam. Mas me enervaram um pouco. Pra mim esse microconto não funcionou, não comprei a situação da forma como foi narrada.

  22. Leo Jardim
    21 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): interessante o marido que faz de tudo para tirar a vida da esposa. Primeiro a atirou da escada e depois o cloreto de potássio. E, cínico, ainda grita por socorro. Um belo de um FDP.

    📝 Técnica (⭐▫▫): alguns erros: “Bom-dia” (com hífen) é usado apenas como substantivo, e “quanto às sequelas” (com crase). Nada grave, mas trava um pouco a leitura.

    💡 Criatividade (⭐▫): não chega a ser uma novidade esse tipo de execução.

    ✂ Concisão (⭐⭐): bem fechado.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): um bom impacto no final, principalmente pelo cinismo do narrador.

  23. andressa
    21 de janeiro de 2017

    Oi, o conto é interessante, mas deixa algumas dúvidas. Ele queria matar a esposa ou foi acidente? E ao mesmo tempo a história é muito familiar com as de novelas que passam na televisão. Boa sorte!

  24. Benjamim Boaventura
    21 de janeiro de 2017

    O texto não me fisgou de nenhuma forma possível. Boa sorte.

  25. Amanda Gomez
    20 de janeiro de 2017

    Olá,

    O conto não me chamou atenção, é como uma cena de novela que a gente já viu várias vezes. Não dá pra sentir empatia, ou até mesmo pensar nos motivos do assassinato. O cara tentou matar a primeira vez, não conseguiu… tentou de novo e teve exito. Simples assim.

    Acho que os diálogos não ajudaram, se fosse uma narrativa do que estava acontecendo, teria mais êxito.

    Boa sorte no desafio.

  26. Estela Menezes
    20 de janeiro de 2017

    O tema, não é realmente dos mais originais. A forma de diálogo/monólogo sempre traz dinamismo, e foi adequadamente desenvolvida, com começo, meio e fim. Dizer que trouxe coisas numa sacola, mas depois tirar a seringa da sacola não contribuiu em nada… A fala do protagonista sobre a preocupação dele é um pouco teatral… O final está bem escrito, gostoso de ler, embora não traga maiores surpresas. O resultado não chega a se destacar…

  27. Mariana
    20 de janeiro de 2017

    Engrosso o coro do lugar-comum… Quem sabe se, com um desenvolvimento maior, fosse possível criar envolvimento com a história. Boa sorte

  28. Cilas Medi
    19 de janeiro de 2017

    Apologia da eutanásia? Verdadeiro e corajosa será a atitude para aqueles a quem amamos quando o sofrimento supera, em muito, o usual do dia a dia. Bom conto.

  29. Srgio Ferrari
    19 de janeiro de 2017

    Gritar como um louco por socorro é bem bacana neste pequeno episódio já muito explorado na antologia mundial e folclórica. Batido, mas não é aquele martini do James Bond.

  30. Felipe Alves
    19 de janeiro de 2017

    Olá,

    Talvez um pouco mais de sutileza e melhor construção de diálogo levaria a um impacto maior, porém achei muito interessante o enredo! Boa sorte!

  31. Tom Lima
    18 de janeiro de 2017

    A forma ficou interessante, mesmo com alguns erros. Mas o limite de palavras acaba deixando difícil criar empatia, nesse caso. Sem nenhum indício da motivação não consigo me importar com as personagens.

    Boa sorte.

    Abraços.

  32. Thayná Afonso
    18 de janeiro de 2017

    Bom, para mim, o ponto forte do conto foi a curiosidade que deixou em relação às motivações do marido. Os erros de edição/ortografia incomodam e isso é mais uma dica do que uma crítica, afinal, acontece até com os melhores. Talvez um pouco de atenção resolva. E achei que os diálogos poderiam ter sido um pouco mais críveis. O conto também me fez lembrar sobre essa coisa complicada que é conviver com alguém sem sabermos realmente quem é, mas também pode não ter sido o caso. Quem sabe quem usasse máscaras não fosse a Ângela? Parabéns!

  33. Felipe Teodoro
    18 de janeiro de 2017

    Fala, Socorrista. kkkk

    Aí, depois que li o conto e voltei pro nome do autor, eu ri muito. KKK

    Bom, acho que sua ideia foi um pouco previsível, geralmente, leitores um pouco mais atentos, tendem a descobrir o caminho que algumas narrativas vão levar, foi o caso dessa.

    Percebi que você tem alguns probleminhas com a escrita, isso é normal, eu tbm tenho. Mas aí, mesmo assim, confesso que gostei do texto, mesmo querendo mais informações, principalmente sobre as motivações do desfecho.

    Minhas dicas são: Leia mais, escreva mais e preste atenção nos comentários dos colegas.

    Sorte!

  34. Brian Oliveira Lancaster
    18 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Bastante consistente. Tem seus probleminhas de revisão e falta de pontuação, mas o contexto surpreende. Pensei que o final seria morno, mas dá um grande “susto” ao perceber a verdade. Parece uma trama de filme policial ou de detetive. – 8,5
    O: Como disse, é uma ótima ideia, que consegue surpreender. Não no contexto, mas na forma de contar. A revelação, deixada para os momentos finais foi certeira. Mas é um mote bastante comum. – 8,0
    D: Os diálogos convencem e dão um tom triste, feito para enganar os mais incautos. Não esperava pelo fim e isso foi um ponto positivo. Apenas na questão das construções é que precisava de mais uma pequena revisão. A ideia é boa, a coesão funciona, faltou apenas a gramática. – 8,0
    Fator “Oh my”: um texto aparentemente simples, mas que consegue trazer um ar de novidade.

  35. brás cubas
    18 de janeiro de 2017

    Lugar-comum demais. Faltou sair um pouco da zona de conforto. O autor tentou ser dramático, mas o fato de não termos uma grande empatia pela Ângela tirou a força do microconto É importante se ater um pouco a alguns detalhes de revisão.
    Acento agudo no lugar da crase não se trata de licença poética.
    No mais, achei interessante a ideia. Boa sorte.

  36. Fabio Baptista
    17 de janeiro de 2017

    Boa ideia de ambientação para revelar a surpresa, mas acabou que ficou só na surpresa mesmo, sem causar impacto, pois a pobre Ângela não teve tempo de nos despertar qualquer empatia.

    Narrativa em terceira pessoa talvez pudesse ter ajudado e passaram algumas gralhas na revisão.

    Abraço!

  37. Iolandinha Pinheiro
    17 de janeiro de 2017

    Se fosse mulher eu diria que era a Nazaré Tedesco, hahahaha. Desculpa. O conto é simples, tem uns erros desumanos e conta uma história que não faz a gente voar, porque dá todas as respostas, quando deveria dar dúvidas. Dúvidas são legais, elas provocam discussões, instigam a imaginação. Os diálogos ficaram artificiais, e a previsibilidade do texto roubou a surpresa que todo mundo espera em um microconto. Mas é assim mesmo, é muito mais difícil escrever resumido e conseguir passar uma ideia brilhante. A maioria falha. Falhamos, e tentamos novamente. Cheiro.

  38. Luis Guilherme
    16 de janeiro de 2017

    Boa noite, amigo.

    Que cara canalha, tentou jogar a coitada da escada, e depois completou o serviço.

    O conto tem uma premissa e ideia legais, mas a execução não me ganhou muito.
    Achei que acabou desperdiçando as preciosas palavras com os cumprimentos, que poderiam ter sido evitados, por exemplo.

    Já deve ter sido comentado abaixo, mas só uma observação gramatical: “há dúvidas quanto às sequelas”.. essa sentença exige crase.

    Enfim, boa sorte e parabéns pelo trabalho!

  39. Victor F. Miranda
    16 de janeiro de 2017

    Me lembrou cena de novela. Achei previsível, mas talvez seja porque cenas como essa já foram feitas muitas vezes. Considerando as limitações das regras, acho que os cumprimentos do diálogo poderiam ter sido substituídos por palavras que dessem aberturas ou acrescentassem mais detalhes na história. Achei indiferente.

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .