EntreContos

Literatura que desafia.

Não se preocupe (Victor O. de faria)

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Hospital psiquiátrico, 1914. Ele, seu pai – internado. Ela, sua filha – muda. Ouvia tudo o que a mente senil, perturbada por assombrações, dizia. Sua mãe a abandonara quando pequena. Restava apenas o carinho do pai, que em todas as conversas, se autoproclamava um viajante do tempo. Quando isso acontecia, ela sinalizava aos enfermeiros e beijava sua testa, com olhos marejados. “Foi por você”, ele balbuciava…  Lá fora, os jornais estampavam o improvável resgate do arquiduque austríaco, como se isso pudesse alterar a história. Seria possível? Olhou ao redor. E voltou a vender flores, iluminando vidas que jamais ouviriam seus lamentos.

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202 comentários em “Não se preocupe (Victor O. de faria)

  1. Lídia
    27 de janeiro de 2017

    Tem que pegar as referências… 1914, assassinato de Francisco Ferdinando, estopim para a Primeira Guerra…
    Achei bonito esse sentimento entre pai e filha. Mas gostaria que essa história fosse mais longa… dá um bom conto.
    Avise-me se for escrever mais!
    Boa sorte

    • Sofia
      27 de janeiro de 2017

      (E, finalmente, minha última rosa… Daqui, me despeço de todos, com um pequeno pensamento: “Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira.” – Cecília Meireles)

  2. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Outra viagem no tempo. Bonita, esta. Mas esse tema exige, a meu ver, um nível maior de criatividade.
    Boa sorte!

    • Sofia
      27 de janeiro de 2017

      (Agradeço a leitura!)

  3. Andre Luiz
    27 de janeiro de 2017

    -Originalidade(10,0): Uma espécie de narrativa histórica disfarçada, mas que convence pela simplicidade e delicadeza.

    -Construção(8,5): Apesar de ter esperado um algo mais no final, o texto em si me cativou. Entendi a referência com a Guerra Mundial e o arquiduque austríaco e isso fez toda a diferença.

    -Apego(8,5): A paixão do pai pela filha o motiva a voltar no tempo para salvá-la. Belíssima história que, como já disseram, poderia muito bem virar um romance. Eu compraria!

    Boa sorte!

    • Sofia
      27 de janeiro de 2017

      (Bom saber que minha pequena história fez tantos ‘apreciadores’ de emotividade. Agradeço as definições generosas e bem acertadas. Tome esta última rosa. Não sei se terei outra chance… Mas voltarei em breve, e você(s) terá(ão) uma nova perspectiva sobre os fatos. Isso eu garanto!)

  4. Renato Silva
    27 de janeiro de 2017

    Um conto bem escrito e com um enredo bacana. O pai de Sofia evitou a morte do duque Franz Ferdinand, evitando (ou seria “adiando”?) início da Primeira Guerra Mundial? Mesmo que a guerra fosse algo inevitável, adiando seu início ou transferindo sua ocorrência para outras localidades, ele conseguiu, ao menos, salvar sua filha. daria um belo conto, novela ou mesmo um romance, pois temas históricos sempre tem muitas coisas a serem contadas.

    Boa sorte.

    • Sofia
      27 de janeiro de 2017

      (Evitar ou adiar está na mente de quem lê. Não sei se teria “voz” numa novela escrita, mas quem sabe, um dia… Agradeço a gentileza! São minhas últimas flores. Pegue uma delas, por favor.)

  5. Jowilton Amaral da Costa
    27 de janeiro de 2017

    Achei o conto médio. Sinceramente não entendi a viajem no tempo. Achei bem escrito e as frases curtas não me incomodam, gosto delas, inclusive, no entanto, não fui capaz de entender a história. Boa sorte.

    • Sofia
      27 de janeiro de 2017

      (Agradeço a leitura. Sei que o tempo urge (ou seria ruge?). Mas gostaria que tentasse compreender as nuances em uma nova leitura. Dizem que o senhor é gentil com os pacientes. Cá entre nós, tem um dentista ali, do outro lado da rua, que nem se quer limpa os alicates, veja só… Temo que minhas flores estejam acabando. Resta apenas algumas rosas. Uma, talvez, será capaz de alegrar seu dia).

  6. Tiago Menezes
    27 de janeiro de 2017

    A premissa é muito boa. Seria legal se pudesse transformar esse conto em algo maior depois. Aqui, porém, o pouco espaço deixou o texto com um pouco a desejar. Entretanto, como eu já disse, a premissa é boa e você escreve muito bem. Parabéns.

    • Sofia
      27 de janeiro de 2017

      (Agradeço a gentileza. Você não é o primeiro a me dizer isso. Infelizmente, minha deixa neste palco está chegando ao fim. Se voltarei algum dia? Há de se pensar.)

  7. Andressa
    27 de janeiro de 2017

    Um pouco confuso para mim, mas gostei do tom de mistério

    • Sofia
      27 de janeiro de 2017

      (Que misteriosa seria a vida sem seus mistérios escondidos nas entrelinhas… Agradeço a leitura!)

  8. Sidney Muniz
    27 de janeiro de 2017

    S inceramente o conto tem uma boa proposta e arquitetar algo assim é realmente arriscado, visto que pode parecer confuso para muitos e é.

    O lhando para seu conto e analisando a escrita, não posso questionar nada, pois o texto é muito bem escrito.

    F ica para mim entretanto a sensação estranha de algo que não se completa, como um elo quebrado, ou apenas que esteja faltando pegar o alicate e apertá-lo para que as pontas soltas se juntem e assim fortaleça o nó da corrente.

    Isso é meio estranho para mim, mas por mais que seja um tema que eu goste, senti que a final da leitura, o fato histórico, a oportunidade de mudar tudo, isso deixou um vazio, e sei que foi intencional. Afinal, seria ou não seria? Tipo, será que vai dar tempo?

    A gora já ao final do meu comentário e veja que esse texto foi um dos primeiros que li para acompanhar um pouco de sua interação com o pessoal, digo que realmente soou ainda que bem executado um fragmento de algo maior. Mas saiba que ainda assim gostei de toda a proposta que você nos apresentou. Foi um ensaio bem realizado!

    • Sofia
      27 de janeiro de 2017

      (Querido, agradeço acróstico tão bem arquitetado, recheado de emoções e sinceridades. Quanto ao fim, realmente foi intencional. Queria manter um tom mais realista e emotivo – se de repente tirasse um coelho da cartola (um ex-coelho-machina), era capaz dos espectadores saírem mais desapontados. Sua palavra “ensaio” indica que, em breve, meu teatro da vida fechará as cortinas… Triste, mas terei de deixá-los com seus pensamentos inquietantes. Quem sabe alguém não trará as respostas por mim, no futuro? Mas fico feliz por deixar uma marca em seus corações).

  9. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    27 de janeiro de 2017

    Querida Sofia,

    Tudo bem?

    Seu conto promete algo maior. A premissa sugere que você tem muito mais a contar e que o trabalho merece o investimento em um conto de fôlego maior. Quem sabe até em um romance.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

    • Sofia
      27 de janeiro de 2017

      (Um romance… a ideia me atinge de forma certeira, ainda mais com seu incentivo, querida. Mas tenho medo de me perder no caminho, sabes, não sou tão prolixa assim. Quem sabe num projeto futuro. Estou um pouco triste, pois meu tempo está acabando, assim como as flores de meu estoque. Mas fico imensamente feliz por todas as expressões de seus amigos, desde o início).

  10. Gustavo Henrique
    26 de janeiro de 2017

    A idéia é boa, um ótimo conto!

    • Sofia
      27 de janeiro de 2017

      (Agradeço a gentileza!)

  11. Douglas Moreira Costa
    26 de janeiro de 2017

    Me aparecem diversas teorias na cabeça, varias perguntas. O arquiduque vai sair vivo de Sarajevo? A guerra será evitada? Sofia vai se chocar com algo mais além da revolução russa na década em que se narra?
    Um texto muito bem escrito com uma história muito intrigante e interessante. Apenas o final que destoa um pouco de todo o resto, o espaço poderia ser usado para alguma sugestão megalomaníaca, ai sim seria muito arrebatador.

    Ótimo conto.

    • Sofia
      27 de janeiro de 2017

      (Suas perguntas atingiram o objetivo. Seria possível mesmo alterar tudo? O vazio é intencional. Garanto que, se me enveredasse por esse lado megalomaníaco, a história perderia muito na emotividade e seus amigos não iriam gostar. Agradeço a leitura. Minhas flores estão quase acabando, mas ainda tenho algumas, se desejar.)

  12. Anderson Henrique
    26 de janeiro de 2017

    Não se preocupe, Sofia. O conto funciona. Há algumas questões de estrutura que poderiam ser melhoradas, mas ele não deixa de ser interessante por isso. Acho que falta polir, arrumar uma ou outra coisa (falou tempo?). Nada novo, mas é funcional.

    • Sofia
      26 de janeiro de 2017

      (Agradeço a gentileza… Tempo, esse eterno menino brincalhão que insiste em se esconder e não ser achado, aparecendo quando menos se espera, ganhando o jogo, por fim).

  13. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    esta história não cabe neste desafio, merece mais espaço precisa de respirar num espaço mais amplo. Tu mostras que sabes escrever muito bem e tens uma história-trama muito bem pensada, então é só repegares neste texto e desenvolver para um conto com pretensões maiores, parabéns

    • Sofia
      26 de janeiro de 2017

      (Curioso, és o terceiro ou quarto a dizer isso. Não creio que o impacto seria maior, em proporção. Prefiro manter-me singela, na vaga lembrança de escritos esquecidos, atrás da cortina dos anfiteatros da vida).

  14. Pedro Luna
    25 de janeiro de 2017

    O pai da menina fez uma viagem no tempo, provavelmente fez algo para impedir o assassinato do Franz Ferdinand… rs, e salvou a humanidade. Só que a humanidade foi salva de brinde, pois o cara diz “foi por você”, ou seja, ele queria salvar a filha, que provavelmente morreria na guerra. Bom, nem todo herói usa capa e é reconhecido… kkk. Bom, foi isso que entendi.

    Gostei do conto. Achei interessante a mistura das ideias de quem escreveu, com fatos históricos. Apesar de ter cem contos aqui no desafio, poucos foram nessa onda.

    • Sofia
      26 de janeiro de 2017

      (Agradeço a leitura. O “brinde” está correto, assim como suas suposições. Os verdadeiros heróis são aqueles que, diante da adversidade, impõe sobriedade.)

  15. Wender Lemes
    25 de janeiro de 2017

    Olá! O título me parece algo que o pai, viajante no tempo, diria à filha em desespero ante uma tragédia iminente. “Foi por você” confirma essa teoria. As ideias subentendidas brotam por todos os lados. Achei esse conto extremamente bem construído, deixando tanta substância para interpretação, mas, ainda assim, proporcionando uma bela história e construindo um perfil muito sólido para a protagonista.
    Parabéns e boa sorte.

    • Sofia
      26 de janeiro de 2017

      (Agradeço a leitura. Já que estamos na reta final, devo esclarecer a minha interpretação: sou apenas uma pessoa simples, sem voz num mundo turbulento, com um pai bastante cuidadoso, apesar de sua situação atual. Diz ele que me salvou de um evento futuro – que pode afetar outros – mas como sou a pessoa mais importante de sua vida, ele diz que ‘fez o que fez’ por mim. A imaginação é a maneira que a humanidade encontrou de voar, sem tirar os pés do chão.)

  16. Marco Aurélio Saraiva
    25 de janeiro de 2017

    O que eu entendi é que ele de fato voltou no tempo e salvou, de alguma forma, o arquiduque, impedindo o evento que serviu de estopim para a primeira guerra mundial. O questionamento levantado (…”como se isso pudesse alterar a história”) é válido, já que, ao que os historiadores comentam, não fosse a morte do arquiduque outro evento serviria de estopim. As nações naquela época já se encontravam em estado de ebulição, loucas para testar seus novos “brinquedos de guerra” por aí e expandir seus territórios em plena revolução industrial.

    Agora, não entendi como isso afeta a vida de Sofia, muito menos quem era mesmo o pai dela. Minha cabeça explodiu quando li o comentário do Selga, que faz tanto sentido que cheguei a admirar mais o seu conto, mesmo com você admitindo em resposta que ele havia exagero na interpretação, hehehehe.

    Gostei muito da forma como você escreve. Só não entendo o costume do pessoal de escrever tudo em um parágrafo só. Não é por que o mini conto é pequeno que ele tem que ser escrito em apenas um parágrafo!

    De qualquer forma, uma excelente leitura. Dá o que pensar.

    • Sofia
      26 de janeiro de 2017

      (Agradeço a gentileza. Sabe, eu e meu pai somos pessoas bastante comuns. Se ele realmente conseguiu atingir seu objetivo, creio que tenha evitado algo que impactaria diretamente em nossas vidas – e a de outros, por tabela. Pelos elogios, não vou cobrar-lhe esse ramo de calêndulas).

  17. krimer
    25 de janeiro de 2017

    A idéia é boa, como são todos os contos nessa temática, mas os paradoxos levantados são tantos que arruinaram o conto.

    • Sofia
      26 de janeiro de 2017

      (Não dizem que alguns veem a pintura, enquanto outros veem a rachadura? Agradeço o comentário.)

  18. Evandro Furtado
    25 de janeiro de 2017

    Senti que o fechamento do texto não condiz com o clima criado até então. Talvez esse seja mais um dos textos que precisa de um espaço maior para ser desenvolvido. Aí sim teríamos uma grande história.

    Resultado – Average

    • Sofia
      26 de janeiro de 2017

      (Espaço maior? Talvez. Mas acho que resumi bem minha situação, apesar da pequena confusão de pronomes iniciais. Já a conclusão abre inúmeras possibilidades; mas a que mais gosto é a da ‘esperança’, apesar do tom melancólico. Agradeço a leitura.)

  19. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Uma realidade histórica alternativa misturada com FC em microconto? Achei muito boa a ideia. Pena que a premissa não tenha tempo nem espaço para se desenvolver. Agora, em questão de lógica, se ele era um viajante no tempo, e ela era sua filha, não tinha como ele saber que seria por ela, pois ela não existiria se ele não tivesse voltado… Mesmo assim, um início promissor.

    • Q de Cocada
      25 de janeiro de 2017

      Aqui eu me metendo no conto alheio de novo. A menina era uma adolescente ou adulta quando ele fez a viagem no tempo. O conto inicia com a informação que estavam em 1914, o arquiduque sofreu o atentado, justamente, naquele ano, então a viagem no tempo pode ter retroagido meses, ou dias, ou horas. Portanto, a moça não só era nascida, como crescida. Mesmo que ele não tivesse voltado, o evento que ele tentou e conseguiu interromper aconteceu com ela já existindo. Desculpa aí a interferência e boa noite.

      • Sofia
        25 de janeiro de 2017

        (Olá, moços (novamente)! Acho que sei quem me defende… Deixando as brincadeiras de lado, ele está certo. Foi uma viagem curta. Não pense no paradoxo do avô, onde se volta muito tempo. Pense no paradoxo da predestinação, onde qualquer ação é consertada pela própria história, mesmo que um indivíduo se intrometa em algum evento histórico momentâneo. Trouxe ramos de Amarilis para vocês. Obrigada.)

      • Daniel Reis
        25 de janeiro de 2017

        Peraí, estou quase entendendo… Se ele não resgatasse o arquiduque (só que Francisco Ferdinando não foi sequestrado, foi assassinado), ela morreria na primeira guerra mundial? É isso?

      • Sofia
        26 de janeiro de 2017

        (“Resgate” da situação, querido. Resgate pode se referir a qualquer situação. Quanto ao seu raciocínio, está correto).

  20. catarinacunha2015
    24 de janeiro de 2017

    MERGULHO da virgem no precipício. Algo me escapou quanto ao arquiduque austríaco e sua viagem no tempo. Sobrou começo e faltou espaço precioso para dar IMPACTO no final. Belo, porém estrategicamente mal executado.

    • Sofia
      25 de janeiro de 2017

      (Agradeço o mergulho, querida! Vejo que entendeu a parte principal, a viagem no tempo e o drama. Quanto à execução, talvez algumas partes tenham ficado um pouco travadas, admito. Mas, quem sabe, num futuro próximo, não poderemos nadar juntas nas águas de remorsos passados, assim que o desafio terminar?)

  21. Eduardo Selga
    24 de janeiro de 2017

    O episódio que precipitou o início da Primeira Guerra Mundial, o homicídio do arquiduque Ferdinando, é conhecido -ou deveria ser. Assim, esse conto trabalha com realidade histórica alternativa na qual, em minha opinião, o personagem é o próprio arquiduque.

    Os indícios que me fazem adotar semelhante interpretação: 1) 1914 é ano do atentado e o do início da Primeira Guerra; 2) o nome da personagem feminina, Sofia (aqui, filha do personagem masculino), é o mesmo da esposa do arquiduque (ela morreu no mesmo atentado); 3) o fato de Sofia ser muda pode ser uma referência ao fato de que a esposa do arquiduque Ferdinando não tinha voz na côrte austríaca, discriminada por não ter “sangue azul”; 4) baleado, o arquiduque teria dito à sua esposa, ates de morrer, palavras carinhosas, assim como o personagem internado diz “foi por você”; 5) essa frase também adquire outro significado possível: uma alusão à grande e bem sucedida insistência do personagem histórico em casar-se com uma plebeia, diante da cerrada oposição paterna.

    A versão alternativa da História estaria essencialmente no fato de que Ferdinando não teria morrido no atentado: ele estaria internado num hospital psiquiátrico, motivo pelo qual os jornais falam em resgate, o que gera uma frase irônica dentro de um enredo de realidade histórica alternativa: “como se isso pudesse alterar a história”. Esse resgate parece não ser do agrado da personagem, provavelmente preocupada com a integridade física do pai (“seria possível? Olhou ao redor”).

    Um belo trabalho literário, mas considero o seguinte período mal construído, por gerar uma ambiguidade que suponho indesejada: “Ele, seu pai – internado. Ela, sua filha – muda. Ouvia tudo o que a mente senil, perturbada por assombrações, dizia”. Quem ouvia? Ela, em função de conversar com o personagem, ou ele, ouvindo a si mesmo? A dúvida muito rapidamente se dissolve, mas o trecho precisaria de melhor organização.

    • Sofia
      25 de janeiro de 2017

      (Agradeço o tempo investido em sua análise. Ah, a tecla sonora dos pronomes iniciais – já estou querendo me esconder! Foi um erro, eu sei, mas pretendo corrigir em nova versão. Obrigada. Quanto a história em si, vi um ângulo diferente que realmente poderia se encaixar. Dizem que as histórias ganham uma nova roupagem na mente alheia, e a sua foi a mais criativa. No entanto,devo dizer que essa não foi a ideia inicial, mas também me surpreendi ao ver que realmente poderia ser desse jeito. Nos trilhos da vida, ou você é o maquinista ou é o desvio.)

  22. Fabio Baptista
    24 de janeiro de 2017

    Está bem escrito e provavelmente há algo além do que foi contado, fazendo referência a algum evento histórico. Mas não me cativou. Fiquei com impressão de muita informação para pouco espaço, além da informação extra caso o leitor queira pesquisar sobre o tal resgate do arquiduque austríaco.

    A última frase é uma das mais belas do desafio, mas infelizmente não teve tempo de ser impactante.

    Abraço!

    • Sofia
      24 de janeiro de 2017

      (Querido, não há referência maior para o ser humano do que nossa própria história. O que dirão nossos descendentes sobre o período em que vivemos? Quanto às suas divagações, devo dizer-lhe que há apenas um contexto histórico e nada mais, que deveria ser bastante conhecido, mas vejo que me enganei. Se há muita informação? Somente sua percepção pode responder. No entanto, vejo que já estás cansado e exaurido de entusiasmo. Dizem que camomilas e lírios acalmam uma alma agitada. Posso lhe deixar algumas, como agradecimento?)

  23. Andreza Araujo
    23 de janeiro de 2017

    Um triste fim para o homem e sua filha, a dor de ambos é passada com esmero pelas linhas escritas. Fiquei com aquela sensação de nostalgia, como se eu própria estivesse naquela cena, naquele hospital psiquiátrico em 1914. Pelo ano, deduzo que sua história teria relação com a Primeira Guerra Mundial, mas o meu conhecimento histórico fica por aqui, infelizmente. Imagino que a história foi alterada, pela forma que o conto é narrado. Um conto muito singelo e com imensa carga dramática.

    • Sofia
      24 de janeiro de 2017

      (Acertou nos conceitos, querida. Quanto ao dar certo ou não, deixo você decidir. Sim, tentei explorar sensações – uma tarefa árdua. Alguns são mais sensíveis, outros não. Me alegra saber que minha pequena história causa tantas interpretações. Afinal, só posso tocar o coração de quem deixa sua janela entreaberta.)

  24. Fheluany Nogueira
    23 de janeiro de 2017

    Não é por acaso que a autora escolheu o pseudônimo, “Sophie” foi a esposa do herdeiro do Império Austro-Húngaro, falecida no mesmo atentado e, aqui, você foi muito sábia ao construir esta trama que envolve temas árduos mesclando fantasia e realidade histórica, com linguagem simples e terna. (Além disso, oferecendo flores aos comentaristas). Gostei muito e vai para a lista. Uma das funções da Literatura é ampliar horizontes. Parabéns! Abraços.

    • Sofia
      24 de janeiro de 2017

      (Ampliar horizontes… é o que preciso. Agradeço a generosidade. Sei que não agradei a todos, mas fico muito feliz com esse comentário. O horizonte não está tão longe do alcançar, depende exclusivamente do desejo de encontrar. Aceitas um pequeno ramo de kalanchoe, como símbolo de gratidão?)

  25. Victória Cardoso
    23 de janeiro de 2017

    O conto é muito bem pensado e inteligente. Infelizmente, precisei ler os comentários (e relembrar as aulas de história) para entender, mas tecnicamente é muito bem escrito e a ideia, bastante interessante. Parabéns

    • Sofia
      23 de janeiro de 2017

      (Agradeço a gentileza. Gostaria de um lírio do campo?)

  26. juliana calafange da costa ribeiro
    22 de janeiro de 2017

    Oi Sofia. Realmente seu conto é pra quem teve boa frequência nas aulas de História. Mas nem assim é fácil acompanhar seu enredo. Tem gente aqui no EC q é muito “cabeça” e consegue ler entrelinhas q eu jamais alcançaria. rsrsrs. Mas vejo q tb tem gente q boiou mais do que eu. Então, sabendo q a gente não escreve pra agradar a gregos e troianos, só posso dizer que tecnicamente vc escreve muito bem, seu estilo fica claro, vc se esmera na escolha das palavras, fez um bom trabalho mesmo com o conto. Parabéns.

    • Sofia
      23 de janeiro de 2017

      (Obrigada, querida. Minha intenção era ser mais emotiva, mas vejo que o lado histórico incomodou muita gente. Sinceramente, achei que seria um fato bastante conhecido por todos… de repente, papai tinha razão, e conseguiu fazer algo a respeito).

  27. Priscila Pereira
    22 de janeiro de 2017

    Oi Sofia, o conjunto todo do seu texto está muito bonito de se ver, começando com a imagem, que me levou a quase conseguir te ver contando essa história. Então, o seu pai (provavelmente) salvou o mundo da primeira guerra e você não pode se gabar disso, ao contrário, tem que buscar seu sustento vendendo flores e ainda conseguir forças para visitar seu pai “louco” e alegrar um pouco a vida dele, que deve ficar feliz de pelo menos tê-la poupado de uma guerra. Gostei bastante. Parabéns e boa sorte!

    • Sofia
      23 de janeiro de 2017

      (Conseguiste compreender tudo, minha querida. Agradeço a gentileza. Infelizmente, assim é a vida. Mas procuro avaliar a beleza e sinceridade escondida nos pequenos detalhes; pois a felicidade é feita de retalhos que, vistos de longe, formam uma bela paisagem.)

  28. Bia Machado
    21 de janeiro de 2017

    A Primeira Guerra Mundial não é dos meus assuntos preferidos em História. A mim me convenceu, o pai enlouqueceu com a tentativa de salvar o arquiduque, mas não adiantou nada. Sofia, sábia como o próprio nome, continuou em sua lida. Que mais haveria de fazer? Mesmo pensando isso, tenho certeza de que deixei escapar algum detalhe importante, rs… A você dou os parabéns pela segurança da narrativa. Viagem no tempo e história alternativa são dois temas que adoro e vê-los em um mesmo conto, ainda por cima microconto (mais complicado ainda!), é para respeitar, não é para qualquer um. Parabéns!

    • Sofia
      23 de janeiro de 2017

      (Querida, agradeço imensamente seu comentário. Entendeu tudo direitinho sim, apesar de, intencionalmente, ter deixado em aberto a questão da viagem ter funcionado ou não – depende de quem lê. Fico envergonhada com tantos elogios. Só me resta dizer: 그래서 친절에 감사드립니다).

      • Bia Machado
        23 de janeiro de 2017

        천만에요, 잘되길 바래요, 지혜씨! 😉

  29. Estela Menezes
    20 de janeiro de 2017

    Fui ler todos os comentários – bastante favoráveis em sua maioria – na esperança de que me ajudassem no meu próprio comentário, que vou acabar não fazendo porque, apesar de várias releituras, confesso não ter conseguido acompanhar a história… Embora conheça o episódio, a própria expressão “resgate do arquiduque” me confundiu…

    • Q de Cocada
      21 de janeiro de 2017

      Bem, não sou o autor deste microconto, mas eu acho que o autor quis dizer que com o resgate do Arquiduque a primeira guerra mundial seria evitada. Então de certa forma, ele ajudou a todos e inclusive a sua filha.

      • Sofia
        23 de janeiro de 2017

        (Exatamente! Apesar de tentar focar no lado mais emotivo, também procurei aplicar um contexto histórico. Agradeço a defesa, mas também agradeço o comentário sincero, acima. Afinal, não somos todos iguais no início e no fim? As experiências é que ditam o meio. Tenho flores para vocês dois, queridos.)

  30. Amanda Gomez
    20 de janeiro de 2017

    Muito bacana!

    De imediato ”saquei” a parada. Achei muito legal a forma como foi contato esse conto, usando momentos históricos grandiosos, como o estopim para a primeira guerra mundial. Conhecendo os humanos, sabemos que se não fosse esse,seria outro motivo.

    Mas a beleza do conto está nisso, em imaginar em como seria bom ter a chance de voltar ao passado e desfazer erros como este. A autora usou um personagem que desde sempre foi tido como louco, incompreendido, mas pelo visto um herói. É comum imaginar essas coisas, como voltar ao tempo e impedir as guerras e toda a desgraça do mundo.

    E a filha mal sabe da grandiosidade dos atos do pai, de certo ela seria uma vítima, e estaria recebendo flores em um túmulo, e não vendendo e celebrando a vida.

    A escrita está muito boa, me senti na cena, ficou bem ambientado mesmo em um curto espaço.

    Parabéns pela criatividade. Gostei!

    • Sofia
      23 de janeiro de 2017

      (Agradeço o comentário gentil. Você captou bem as nuances de minha história. Mas, quanto a voltar no tempo, creio que isso estragaria inúmeras experiências futuras do próprio viajante, e mesmo que trouxesse algum benefício, acabaria por deixá-lo um tanto desnorteado, ou louco… Percebi que crisântemos laranjas combinam bem com seu perfil. Posso ceder-lhe um ramalhete, se desejar).

  31. Cilas Medi
    19 de janeiro de 2017

    Eu encontrei três histórias, sem conexão. Li por três vezes e essas três histórias ficaram sem um elo que protegesse de escrever que não gostei porque não entendi. Boa sorte!

    • Sofia
      19 de janeiro de 2017

      (Agradeço a sinceridade. Acredito que trilhamos nossos próprios caminhos, sem qualquer interferência externa, a não ser que haja algum imprevisto. Ou seja, falhei em minha premissa com você. Mas, acontece. Quem sabe um dia não nos encontremos em posições opostas? Obrigada pelo seu tempo).

  32. Srgio Ferrari
    19 de janeiro de 2017

    Eu viajei no mal sentido no “voltar a vender flores” depois do começo no hospital. Mea culpa, sim, eu sei, reli. A vida volta ao “normal” que não deveria, mas a trama é como é pr conta de: motivos!!!! hehehehe. Well…..tudo bem. Aquém disso, olha, como plot de viagem no tempo, nada de novo, concordemos?…. ou não? Ah, concordemos sim, ué. Se fosse fácil todos empatariam em primeiro lugar. Principalmente com a famosa viagem no tempo, dá caldo o tema, mas dá calos também. Médio. Boa sorte.

    • Sofia
      19 de janeiro de 2017

      (Wow! Of course! Yes! Nossa, isso são termos bem diferentes, moço. Vou anotá-los. Querido, agradeço muito pelas impressões tão gentis e febris – por que não? Só não entendi a parte do “mal sentido”. O cavalheiro se refere ao quê exatamente? Sabes, ainda sou um tanto inocente. Aceitas um ramo de girassol? Dizem que atraem boas vibrações).

  33. Felipe Alves
    19 de janeiro de 2017

    Incrível! Muito bem construído e vai pegar de surpresa muita gente que não gosta de história. Detalhes e enredo que eu adoro! E lá se vai o atentado de Sarajevo… “Como se isso pudesse alterar a história”, predestinação? O final é incrível também. Boa sorte!

    • Sofia
      19 de janeiro de 2017

      (Predestinação? É possível. Uma vertente bastante curiosa da história. Agradeço os elogios tão efusivos. Por favor, pegue este cravo vermelho. Se não lhe trouxer sorte no amor, lhe trará boas lembranças, eu garanto).

  34. Tom Lima
    19 de janeiro de 2017

    Excelente! É uma ideia que me atrai bastante, a dos viajantes do tempo que tentam alterar coisas mas tem um problema causal pra enfrentar…

    Brincadeiras à parte, conto excelente. Gostei de tudo e fiquei querendo mais! Parabéns!

    Só uma pergunta, Sofia. Em que mês se passa a história?

    Abraços.

    • Sofia
      19 de janeiro de 2017

      (Quem não deseja saber mais sobre sua própria vida? Gostaria de possuir uma máquina do tempo, para correr o novelo da vida e consertar erros passados. Mas então poderia correr o risco de estragar outras coisas. Acho que sou o que sou, hoje, somente pelas experiências vividas. Desculpe, são muitas divagações. A história é centrada no início de 1914, o que sugere que, depois das reticências, passou-se um tempo e provavelmente meu pai tenha conseguido alcançar seu objetivo. Sim, ficou bastante subjetivo).

      • Tom Lima
        20 de janeiro de 2017

        Ou adiar o inevitável… 🙂

        Parabéns, novamente.

  35. Thayná Afonso
    18 de janeiro de 2017

    Gostei muito do conto e da qualidade da narrativa, me deixou com gostinho de quero mais e, pessoalmente falando, esse é o melhor elogio que eu poderia dar, porque quando o trabalho é bem feito, ficamos com aquela sensação de que não quer que acabe. O fato de citar viagem do tempo me fez lembrar Doctor Who, gosto bastante desse tipo de história. Parabéns!!

    • Sofia
      18 de janeiro de 2017

      (Vou lhe confessar um segredo, cá entre nós: grande escolha de série. Não é de meu tempo, mas é do tempo de quem vos transcreve estas palavras. Ufa! Me senti deslocada por um momento. Alcançar o objetivo de encantar quem me ouve, traz uma felicidade indescritível. Quem sabe um dia não revele mais sobre meus passos nas finas areais do tempo? As marcas ficam.)

  36. Felipe Teodoro
    18 de janeiro de 2017

    Oi!

    Gostei do conto, acho que ele foi muito bem pensado e isso é importante. Porém
    me parece que para o limite do desafio a ideia é grande demais. Claro que com o pouco escrito você conseguiu levantar várias questões, como por exemplo:Interferência na história, viagem no tempo, realidades paralelas. Poxa, isso tudo é muito legal, mas ainda assim, acho que seu enredo ficaria ainda melhor em uma história mais longa. Compreende? Sobre a questão do conhecimento de mundo exigido para uma melhor compreensão, acho que o autor
    realmente não deve se preocupar em facilitar as coisas, ainda mais quando usamos assuntos que deveriam ser de conhecimento da maioria, de qualquer forma, seu texto instigou muitos aqui a darem aquela famosa pesquisada, e isso tbm é muito legal. Gostei muito também da forma como você narrou e acho que a questão do desfecho, quando temos o “voltou a vender flores”, acho que essa ação poderia ter um significado um pouco mais explícito, além do metafórico em relação toda a trama.

    Enfim, um texto bem construído, que na minha opinião, merece uma boa colocação.

    Parabéns!

    • Sofia
      18 de janeiro de 2017

      (Pois então, querido ouvinte. Realmente havia muito o que contar, mas pouco tempo… Aliás, tempo, essa entidade estranha, que quanto mais nos esforçamos em alcançar, mais distante fica. Agradeço comentário tão gentil. Desejas comprar um buquê de rosas?).

  37. Mariana
    18 de janeiro de 2017

    Que texto legal, deu originalidade a ideia de viagem no tempo. Parabéns

    • Sofia
      18 de janeiro de 2017

      (Agradeço o conciso elogio!)

    • Sofia
      18 de janeiro de 2017

      (Agradeço o conciso elogio! Se sou original? Quem sabe.)

  38. Brian Oliveira Lancaster
    18 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Encontrei apenas umas duas histórias de FC nesse desafio, que por coincidência, também trazem o tema de viagem no tempo. Mas aqui a construção tem um ar mais emotivo, diferente. É claro, tem o problema inicial dos pronomes (isso confundiu um pouco), mas é possível sentir a angústia da personagem. – 9,0
    O: Não é tão original assim, mas o que chamou a atenção foi o uso da realidade histórica alternativa. O contexto dá a entender que aconteceu alguma coisa (ou não). Isso brinca um pouco com a vertente que diz que a história se conserta sozinha. – 8,5
    D: Bem escrito, tirando a pequena falha inicial, mas eficiente em transmitir a amargura de tempos inconstantes. – 8,0
    Fator “Oh my”: um texto que cativa mais pelo lado emocional, pois não houve muito espaço para um maior desenvolvimento e por consequência, envolvimento.

    • Sofia
      18 de janeiro de 2017

      (Querido, sabia que ia gostar de minha trama. Tem ares que percorrem um estilo próprio, mas procurei me ater, principalmente, às sensações. Aproveitando, gostaria de comprar uma flor?)

  39. brás cubas
    18 de janeiro de 2017

    Bastante original, o conto escolhe as palavras certas e narra tudo da melhor forma possível. Será que a sobrevivência de Franz Ferdinand mudaria muita coisa?
    Parabéns!
    Boa sorte!

    • Sofia
      18 de janeiro de 2017

      (Essa é a grande questão de minha vida. Agradeço a leitura!).

  40. Iolandinha Pinheiro
    17 de janeiro de 2017

    Bacanérrimo. O conto faz com que um viajante do tempo evite a primeira guerra mundial, mas teria evitado mesmo? Se não fosse esse, talvez fosse outro evento. Eu me lembrei de um filme ruim chamado Premonição, onde um acidente de avião que causaria a morte de todos os seus passageiros é evitado, mas as pessoas saem morrendo na sequência do filme, uma a uma. A comparação é ruim, mas quem garante que salvando o arquiduque outro evento não iria disparar o gatilho que iniciou o conflito mundial. Minhas divagações sobre o assunto não atrapalham a excelente ideia do texto e a sua execução meio “comendo pelas beiradas”. Eu gostei, algo ficou sugerido, mas não a ponto de ficar nebuloso. Cumpriu com louvor o seu papel de microconto. Estrelinha para você.

    • Sofia
      18 de janeiro de 2017

      (Gostei da estrelinha e dos termos “fora de minha época”. Vou anotar bacanérrimo em meu jornal. Vejo que entendes perfeitamente o contexto. Sim, creio que a história sempre dê um jeito de se consertar sozinha. Uma vertente pouco apreciada, mas tomada como verdade por muitos. Agradeço a generosidade, querida.)

  41. mariasantino1
    17 de janeiro de 2017

    Olá, tudo bem?

    Então, li o conto logo nas primeiras horas do desafio e me chamou atenção a os detalhes, porque se piscar o olho ou se cabular as aulas de história, já era. Gosto porque fica uma sacada inteligente e acho que a magia da escrita, da literatura, está também em inserir assuntos diversos em um montante só. Aqui encontrei a interferência no fato histórico (o assassinato arquiduque Francisco Fernando) estopim para a primeira guerra mundial, entrando, portanto, numa realidade histórica alternativa.
    Gostei do seu trabalho da forma que está.
    Boa sorte no desafio.

    • Sofia
      18 de janeiro de 2017

      (Querida, aguardava com ansiedade sua opinião. Vejo que entendes o ponto principal de minha história, apesar de conter vários elementos, como você disse. Senti que não lhe agradei como um todo. Por isso, dou-lhe esse pequeno ramalhete de flores azuis. São diferentes, mas belas. Não dizem que o cheiro das flores se conectam a desejos ocultos? Quem sabe o que o amanhã lhe trará.)

      • mariasantino1
        18 de janeiro de 2017

        Obrigada, meu pudinzinho 😉

  42. Victor F. Miranda
    16 de janeiro de 2017

    Parabéns por ter conseguido misturar tantos elementos complexos e contar a história com clareza e simplicidade, sem deixar de levantar as perguntas certas. Adorei o seu conto.

    • Sofia
      18 de janeiro de 2017

      (Clareza e simplicidade são elogios acima da média. Muitos acharam difícil compreender minha história, mas não os culpo. É uma longa estrada até chegarem aqui, e muitos já estão cansados. Agradeço a perseverança).

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .