EntreContos

Detox Literário.

Lá, ao entardecer… (Thiago de Melo)

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Ela se sentou distante, a antiga cumplicidade dera lugar a um vazio entorpecido.

– Lembro de quando nos conhecemos nesse píer.

– Éramos apenas crianças.

– E nunca houve amor tão puro.

– Ninguém vive só de amor.

– Mas há quem morra…

– Não fale assim. Tenho que ir. A mudança… Meu marido…

– Sim, o Diplomata.

– Adeus.

– Ainda é verdade o que te disse da primeira vez que nos beijamos…

– Preciso ir – partiu sem olhar pra trás, equilibrando o mar inteiro sobre os olhos.

– …para sempre – sussurrou.

“…para sempre” – se lembrou.

O navio zarpou na manhã seguinte, fria,  cinzenta, como o olhar no píer.

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85 comentários em “Lá, ao entardecer… (Thiago de Melo)

  1. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Que beleza, hein? Diálogos ágeis, leitura fluida, e um recorte de uma história de amor que não acontece, não dá pé. Lindo! Boa sorte!

  2. Sra Datti
    27 de janeiro de 2017

    “partiu sem olhar pra trás, equilibrando o mar inteiro sobre os olhos.” – que belíssima imagem!

    Recorte de uma despedida, muito delicada, permeada de poesia. A forma suave que a escrita promove nos deixa a sensação de leveza e vazio. Todo sofrer é retratado em diálogos curtos, o que nos permite deixar o fluir desse mar nos levar a esses dois polos. Apesar de ser um conto atemporal, a imagem escolhida nos remete ao passado.
    Ótimo texto!

  3. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Não me agradou muito. Boa sorte no desafio.

  4. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    Eu não consegui gostar muito do conto, sinceramente. A ideia é bonita, simples e tocante, mas os diálogos não soam naturais e não consegui sentir a paixão/emoção que eles deveriam ter transmitido. Boa sorte!

  5. Andreza Araujo
    27 de janeiro de 2017

    Acho bacana como o conto é atemporal, pois não sabemos em que época ele se passa. Também não é possível saber o que houve com as crianças apaixonadas e por que se separaram, e é bonito notar como o sentimento ainda está lá mesmo depois de tantos anos. Não sabemos se a mocinha mora no mesmo local que o outro personagem, se estava lá de passagem… é bacana tentar montar esse quebra-cabeça. O final é triste, mas não é impactante. É um belo conto.

  6. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    Um conto muito simples, que seria melhor se o diálogo tivesse sido melhor empregado. Bom, a minha opinião é que não ficou. Me lembrou os diálogos de Murakami, robóticos e engessados mesmo com os personagens diante de cenas de extrema emoção. Não gostei. Desculpe.

  7. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    Conto de leitura ágil, com os diálogos diretos, mas que peca pela falta de melhor conteúdo, ainda que a evolução das falas deixe a possibilidade de palavras não ditas pelos protagonistas. Este conto é como um pedacinho de um bom romance, um romance que certamente teria outras partes até mais interessantes. Abraço.

  8. Leandro B.
    27 de janeiro de 2017

    Oi, Edmond.
    Vou ser o chato da vez e ir contra a maioria dos comentários rs

    Olha, particularmente não gostei muito dos diálogos, o que é uma pena, pois o texto é construído basicamente em cima deles. Achei um tanto artificieis e, talvez, melodramáticos.

    No que diz respeito a forma, a leitura foi bastante agil, o que não sei se é positivo em um diálogo que deveria prezar por certa tensão. Mas construir um micro de 99 palavras “só” com diálogo é complicadíssimo mesmo.

  9. Victória
    27 de janeiro de 2017

    A cena é romântica, o conto é poético e o autor inova ao apostar em um diálogo – bem escrito, por sinal -, mas a história em si não me causou nenhum impacto ou grandes emoções. Boa sorte

  10. rsollberg
    26 de janeiro de 2017

    Não é fácil construir uma narrativa usando basicamente diálogos, mas aqui o autor foi feliz. Não caiu na tentação de explicar tudo nas falas, como usualmente feito nas novelas. AS revelações são apenas sugeridas. Entretanto, a melhor frase está justamente fora do diálogo ” equilibrando o mar inteiro sobre os olhos.. Muito boa!
    Parabéns e boa sorte!

  11. Simoni Dário
    26 de janeiro de 2017

    Sensível e delicado. Cheguei a arrepiar no final… Uma linda, porém triste história de um reencontro de uma paixão de infância. Caminhos distintos foram tomados, mas o sentimento perpetua. Ótimo conto.
    Bom desafio.

  12. Fil Felix
    26 de janeiro de 2017

    Acho difícil contos só com diálogos, geralmente caem em algo superficial. Aqui tem bastante conteúdo, mas ficou um pouco “bate bola rápido” da Gabi. Muito bem escrito, a parte do mar está muito bonita. Um conto que trabalha com os sentimentos, com a saudade e as despedidas. Acabou me lembrando um outro conto daqui do desafio, dá despedida no trem.

  13. Gustavo Aquino Dos Reis
    26 de janeiro de 2017

    Edmond,

    embora o conto tenha um toque de sensibilidade invejável, com algumas construções frasais muito boas (“equilibrando o mar inteiro sobre os olhos…”), faltou algo mais aqui. Creio que os diálogos estejam rasos demais, quase que sem vida.

    È uma história boa, mas que poderia ter sido ótima.

  14. Felipe Teodoro
    26 de janeiro de 2017

    Conto interessante, a relação é apresentada de uma forma interessante, apesar do diálogo não soar tão natural. Senti um clima meio estrangeiro no sentido de ambientação e até mesmo as falas, lembram alguns filmes americanos melosos.

    Acho que em um espaço tão curto, tentar trazer a discussão de um relacionamento com conflitos é complicado. O conto termina, e não dá pra gente sentir a mesma saudade que o narrador. Quem sabe, se você tivesse focado um pouco mais nas sensações de um dos personagens, o efeito teria sido melhor. Ainda assim, a última frase, é uma comparação muito boa.

    Parabéns pelo trabalho.

  15. Lídia
    25 de janeiro de 2017

    Não gostei muito dos diálogos… parecem artificiais demais. Acho que é culpa minha, sou um pouco descrente do amor… Peço-lhe desculpas, por deixar minha visão de mundo interferir na análise do seu texto.
    Em “equilibrando o mar inteiro sobre os olhos” achei interessante a metáfora para olhos marejados.
    Boa sorte!

  16. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Edmond,

    Minhas primeiras impressões, logo ao bater os olhos, foram admirar a beleza da imagem que você escolheu, além de seu pseudônimo, que me levou a buscar o personagem Cyrano dentro de sua bora.

    Sobre o conto em si, a escolha do formato quase dramático é coerente e com diálogos muito belos. Uma história de amor delicada e muito bem desenvolvida.

    Parabéns por sua verve e muito boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  17. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    belo conto e muito bem montado, com uma estrutura muito interessante com recurso ao diálogo e possui algumas frases excelentes pela sua carga poética. Muitos parabéns

  18. Estela Menezes
    25 de janeiro de 2017

    Mais do que tudo, fiquei com a sensação de uma cena artificial, ou seja, foi montada para que a história pudesse ocorrer. Afinal de contas, considerando que não parecem ter-se encontrado por acaso, e que os sentimentos que ela exibe não condizem com os dele, o que será que ela terá ido fazer ali? Acho que faltou conflito de verdade a justificar tudo… Sem falar que a fala “- Sim, o Diplomata.” é tão fora do tom e desnecessária que chega a incomodar…

  19. angst447
    25 de janeiro de 2017

    Um conto todo trabalhado em diálogo. Ágil, ritmo agradável pois faz a leitura fluir fácil. Uma despedida emocionante que nos remete às puras histórias de amor adolescente.
    Não encontrei erros, só estranhei o “sobre” na bela construção “equilibrando o mar inteiro sobre os olhos”. Talvez “em seus olhos” passaria a ideia de que a moça segurava um choro intenso.
    Boa sorte!

  20. Srgio Ferrari
    25 de janeiro de 2017

    Estava já sentindo falta de mais microcontos como este, de puro diálogo, o que estica a forma na limitação das 99 palavras, ao mesmo tempo dinamiza a coisa toda. Só que faltou uma história interessante. Esta foi chata pacas. Uma pena.

  21. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Despedidas sempre dão boas histórias. Mas, no caso em pauta, o diálogo romantizado soa quase artificial – e, infelizmente, é o diálogo que conduz a narrativa aqui. Talvez com menos açúcar e mais amargor a narrativa se tornasse memorável.
    Off topic: escolher como pseudônimo nome de autor famoso, a meu ver, não só engana os mecanismos de busca como contamina a avaliação. Só minha opinião, ok?

  22. Tom Lima
    24 de janeiro de 2017

    A forma não me agradou, os diálogos soaram vazios, sem emoção. Por cima disso, parece que um ama e a outra não. Não teve força o suficiente pra fazer com que eu me importasse com o que fica, com a dor dele.

    Boa sorte.

    Abraços.

  23. Eduardo Selga
    24 de janeiro de 2017

    Fiquei me perguntado acerca do significado pretendido com “[…] equilibrando o mar inteiro sobre os olhos”. É metafórico, sem dúvida, dado que não é razoável entendê-la literalmente, com “sobre” significando “acima de” ou “em cima de”.

    O que mais faz sentido, ao menos para mim, é o “sobre” no sentido de “ao encontro de” ou “contra”. Seria, então, “equilibrando o mar inteiro ao encontro dos olhos”. Ou seja, o oceano, por servir de cenário ao diálogo difícil com seu ex-parceiro, e metaforicamente ser o próprio personagem masculino, é uma agressão ou uma inconveniência que a personagem tenta administrar.

    Mas, se essa interpretação estiver certa, é preciso considerar que essa sensação ocorre nela após dar as costas para o personagem masculino e caminhar pelo píer até a terra, portanto já não vê o mar em sua amplitude, apenas lateralmente.

    Sendo assim, o oceano que a personagem equilibra é o personagem masculino com quem acabara de conversar constrangidamente.

    Embora trate do universo afetivo, o conto é seco, não abre espaço ao amor que fica latente em ambos os personagens, do início ao fim -nele, mais explicitamente; nela, metaforicamente-. Contribui para isso a construção do diálogo, no qual ele tenta alguma coisa, mas ela corta, inexoravelmente.

  24. Rubem Cabral
    24 de janeiro de 2017

    Olá, Edmond.

    O conto é bonito, triste e com certa poesia. Os diálogos estão muito bons também.
    A cena, a despedida, o amor partido, é um tanto recorrente, mas o resultado obtido ficou acima da média.

    Nota: 8.5

  25. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    O conto está bem escrito, mas não me arrebatou. Talvez por não ser meu gênero favorito.

    Mas tem uma história completa, trazendo nas entrelinhas todos os detalhes necessários, e é bem escrito, utilizando-se de algumas construções interessantes (como “equilibrando o mar inteiro sobre os olhos”). Apesar disso, os dois últimos parágrafos me incomodaram um pouco. Por que “se lembrou”? Essa comparação da manhã com o olhar me causou estranheza. O “frio” me passou a impressão de ser um olhar acusador, mas, a julgar pelo diálogo, a outra pessoa só está triste com a partida.

  26. Renato Silva
    24 de janeiro de 2017

    Muito bom. Diálogo simples, dinâmico, do jeito que tinha de ser. A expressão “(..) equilibrando o mar inteiro sobre os olhos.” realmente deu um toque ao conto, expressando a tristeza que a moça tentava esquecer. Mais uma história de amor que não vingou por motivos de força maior e desconhecido por nós. Esse mistério e o que dá o charme e abre espaço para especulações.

    Boa sorte.

  27. Tiago Menezes
    24 de janeiro de 2017

    Um amor que durou anos, mas parece que ter apenas ele não foi suficiente. O dinheiro, talvez, a tenha feito escolher o diplomata. Gostei da citação do mar nos olhos, foi criativa. Um ótimo conto, parabéns.

  28. Miquéias Dell'Orti
    23 de janeiro de 2017

    Olá, Edmond,

    Texto bonito e um drama romântico muito comum, mas que foi descrito com bastante habilidade.

    Você soube dar uma carga de sentimento bem sutil e eu achei que essa forma de narrar deu um tom todo diferente e atraente ao texto.

    Só achei a última frase meio deslocada. Em minha humilde opinião, sem ela o conto ficaria com um final mais envolvente.

  29. Vitor De Lerbo
    23 de janeiro de 2017

    Romântico e melancólico. As palavras não ditas gritam muito mais alto do que o próprio diálogo.
    Boa sorte!

  30. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Digno de um romance russo do século XIX e afirmo como um elogio. Triste, lindo, impactante

  31. Givago Domingues Thimoti
    23 de janeiro de 2017

    Eu gostei, pois foi romântico e melancólico no ponto certo. Deu um pouco de pena do casal ao ler esse conto. É poético e dialoga com a imagem. Muito bem escrito!
    Parabéns

  32. Cilas Medi
    23 de janeiro de 2017

    Romântico apesar de triste na separação. Fiquei mais do que feliz nesse conto, onde, fica patenteado que os seres humanos falam e se expressam por essas palavras que podem ser cortantes, edificantes, morais ou, finalizando, amorosas e sentimentais. O diálogo é primordial e um conto assim, todo ele bem estruturado nas frases, faz e irá participar dos vinte. Parabéns! Boa sorte!.

  33. Wender Lemes
    23 de janeiro de 2017

    Olá! Gostei muito do tom desse conto (antigo, poético). Os diálogos não demonstram apenas a interação dos protagonistas, também ajudam a construir o ambiente e as personalidades do casal, o que imagino que seja muito difícil de se fazer. Gostei particularmente da primeira frase: “Ela se sentou distante, a antiga cumplicidade dera lugar a um vazio entorpecido.”, em que o vazio físico entre os dois se assemelha ao vazio emocional, um afastamento que se dá em todas as instâncias.
    Parabéns e boa sorte.

  34. Jowilton Amaral da Costa
    23 de janeiro de 2017

    Achei o conto médio. Uma cena de despedida, bem escrita e com diálogos, as, que não me emocionou o suficiente. Boa sorte no desafio.

  35. catarinacunha2015
    23 de janeiro de 2017

    MERGULHO bonito, com classe. Quase olímpico. Tem o toque feminino, delicado. Mas senti falta do IMPACTO emotivo dentro da estrutura profunda.

  36. Davenir Viganon
    22 de janeiro de 2017

    O que mais se destacou neste conto para mim foram os diálogos bem construídos. Os diálogos carregam algo de inocente e de época. Então, dentro desse cenário é fácil completar as lacunas pois esse tipo de estória de amor é bem recorrente. Gostei do conto.

  37. Anderson Henrique
    22 de janeiro de 2017

    Diálogos são difícieis de encaixar, mas gostei de que está no conto. O tema é recorrente no desafio, mas a composição foi eficiente. Faltou algo que o destacasse dos demais, mas é bom, sem dúvida.

  38. Matheus Pacheco
    22 de janeiro de 2017

    Triste, muito triste, pois pior que um amor não correspondido é um amor abandonado quando ainda há vestígios dessa emoção tão pura, pude-se sentir a tristeza na forma que foi escrita dos personagens.
    Essa é a tristeza que anuncia um bom texto.

  39. Lee Rodrigues
    21 de janeiro de 2017

    Caro autor, obrigada por me apresentar Edmond Rostand, fiz uma breve busca (o que me despertou o interesse nas obras), e percebi a ligação de ambos com o romantismo.

    Busquei algum resumo da Princesa Longínqua e sua paixão por um estivador, para ver, se talvez tivesse sido ela a sua fonte de inspiração, bom, falhei miseravelmente.

    Interessante que a cada afirmativa dele, do sonhador, do passional, há a resposta dura da ponderação, de valores que excedem o sentimentalismo.
    O mesmo que aconteceu com os ideais românticos do dramaturgo, que aos poucos cederam lugar ao princípios realista de que é necessário mostrar a vida como ela é.

  40. Leo Jardim
    21 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): um diálogo que conta uma história relativamente comum: um casal que se apaixonou no passado se reencontra depois de muito tempo. E o tempo inexorável como só ele, cria as barreiras para esse amor. Simples, mas bonito.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): boa, um bom diálogo.

    💡 Criatividade (⭐▫): como já disse, é bastante comum essa situação.

    ✂ Concisão (⭐⭐): encaixa as história inteira em poucas palavras.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): faz pensar, pois o tempo faz com que a razão fique mais forte a emoção.

  41. Glória W. de Oliveira Souza
    21 de janeiro de 2017

    O texto carrega vários elementos que podem ser tanto fílmicos (lembram cenas veiculadas) ou até mesmo um possível solilóquio. A princípio veio-me esta figura de linguagem de uma tristonha figura a espera de uma partida e de um sonho que ficara para trás. Os elementos fílmicos evocados para mim vão de Meu Primeiro Amor, Titani, e tantos outros que possuem cenas de traição. Veio também, à minha mente o recente assassinato do Embaixador da Grécia. A dramaticidade é sutil, mas está presente, qualquer que seja a leitura possível. Soliloquiamente, quer fílmica.

  42. Juliano Gadêlha
    21 de janeiro de 2017

    O autor investiu fortemente nos diálogos, uma aposta que poucos fizeram neste desafio. Isso me agradou bastante, não só pela variação, mas também porque foi tudo muito bem realizado. A escolha do recorte e sua estruturação também foram pontos positivos, pois essa pequena cena nos diz muito, talvez tudo que precisávamos saber, sem que o texto seja muito verborrágico. Além disso, o conto é carregado de emoção e dramaticidade. Muito bom trabalho, parabéns!

  43. Gustavo Castro Araujo
    20 de janeiro de 2017

    Cenas de despedidas possuem forte carga dramática desde o nascedouro, algo impossível de ignorar. Quem nunca se viu numa situação dessas em que um amigo, um parente, uma namorada simplesmente se vai? E quando não há direito a escolha, então… Gostei da maneira como o diálogo condensou toda a angústia. Dá para perceber a história completa dos dois por trás das linhas – talvez este seja o conto em que esse sub-contexto foi melhor delineado – o início do amor, as escolhas que foram obrigados a fazer, as aparências que tiveram de manter, tudo para terminar ali, no pier, com um adeus doído. É, pois, uma história de amor contada em 99 palavras, sem parecer forçada ou piegas. Ótimo trabalho.

  44. Amanda Gomez
    20 de janeiro de 2017

    Oi, Edmond.

    Um conto carregado de sentimentos, não tem nenhuma reviravolta, ou algo original por assim dizer. É uma despedida, um adeus…Mesmo assim a história cativa, o leitor automaticamente revive toda a história dos dois personagens desde de criança, mesmo que lá não tenha sido contada.

    Uma amizade que se tornou amor. Uma cumplicidade regada há anos. Não sei dizer o quão recíproco era o sentimento, ela está desprendida, passou…Não faz mais parte do seu futuro. Ele, bem…Ele ficou com todo o resto.

    Gostei dos diálogos, entendo que o limite não permitiu um apontamento mais direto que quem está falando ( gosto de descrições) mas esta bem competente.

    O final é um ponto final. Gostei bastante da conclusão.

    Parabéns, boa sorte no desafio.

  45. waldo gomes
    20 de janeiro de 2017

    Conto “fala pra eu ficar, só pra eu te chutar de novo” onde um casal se separa mais uma vez.

    Bem escrito com diálogos muito bem sincronizados.

    Narrativa leve e pra quem gosta de filmes melosos, um prato cheio.

    Mas o conto é bom.

  46. Douglas Moreira Costa
    20 de janeiro de 2017

    Que conto mais bonito, uma imagem linda sendo pintada no background dos diálogos de quase amor dos personagens. Lendo-os eu posso até sentir a brisa fria do mar, o sol apagado por nuvens no céu e o olhar triste e distante dos dois: tão perto e tão distantes. É uma cena linda, e com um tom poético muito grande. Você fisgou muito bem o momento, tornou a partida dela pesada não só para ele, mas também para nós.
    Parabéns.

  47. juliana calafange da costa ribeiro
    20 de janeiro de 2017

    belíssima imagem, conto bem escrito, tudo sendo construído pelo diálogo curto. Frase-destaque: “partiu sem olhar pra trás, equilibrando o mar inteiro sobre os olhos”. Os meus encheram d’água… Parabéns!

  48. Luiz Eduardo
    20 de janeiro de 2017

    Gostei, me lembrou um pouco de Lygia Fagundes Telles de quem sou fã, o que já é muito positivo rss. Adorei o diálogo, a escrita… Só fiquei um pouco confuso com o final, mas no conjunto da obra, achei ótimo. Parabéns e boa sorte!

  49. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    19 de janeiro de 2017

    Romântico. Triste. Epocal. Adorei a poesia dos diálogos e as imagens construídas. Boa sorte!

  50. Luis Guilherme
    19 de janeiro de 2017

    Tarrrde!

    Seu conto é bonito e triste. O diálogo tá super bom, e o desfecho é violento, uma porrada triste na cara.

    Tem um ou outro errinho, e acho que uma frase mal construída no último parágrafo, mas nao atrapalhou o todo.

    Deve ir pra lista.

    Parabéns e boa sorte!

  51. Thata Pereira
    18 de janeiro de 2017

    Não li os comentários para ver se alguém pegou o jogo com o “pra sempre”. É a peça principal do conto. Se a moça se chamasse Marcela, julgaria que esse conto é do Eduardo Barão. Tem um conto lindo aqui no blog, chamado “Mar dos olhos de Marcela”. É uma frase muito bonita, assim como “equilibrando o mar inteiro sobre os olhos”.

    Doces despedidas amorosas. Tristes, mas repletas de possibilidades.

    Lindo conto.

    Boa sorte!!

  52. Tatiane Mara
    18 de janeiro de 2017

    Olá…
    conto sobre partidas e amores partidos.

    Lindo texto, cativante sem se tornar meloso, diálogos bem feitos.

    Boa sorte.

  53. Fheluany Nogueira
    18 de janeiro de 2017

    Amei a construção do texto com diálogos , principalmente, os “sempre”, sussurrado e lembrado; sem deslizes estruturais e gramaticais. Conto aberto e sugestivo que oferece um momento de relax ao leitor, mesmo com a triste despedida. Parabéns e abraços.

  54. Marco Aurélio Saraiva
    18 de janeiro de 2017

    Forte. Puro. Gostei dos diálogos, que dão corpo ao conto. Demorei um pouco para entender quem falava o quê, mas uma vez que captei, admirei mais o conto.

    Por vezes me pego pensando se isso pudesse acontecer comigo. Encontrar com personagens da minha infância que lá ficaram; discutir os “e se…”. Acho que todos passam por isso; todos têm, ao menos, alguém que desejam ver novamente para falar de tempos passados.

    É claro que aqui o assunto é mais delicado por quê se trata de um amor, mesmo que de adolescentes. Houve um relacionamento, que em algum momento se rompeu. A frase “partiu sem olhar pra trás, equilibrando o mar inteiro sobre os olhos.” é muito forte é bela. Um belíssimo conto, que cria um ar de nostalgia e saudade no coração do leitor.

    Lembrou-me muito de um mangá que eu curti muito ler: Sunadokei.

    Parabéns!

  55. Sabrina Dalbelo
    18 de janeiro de 2017

    É o fim…
    Mas nunca do amor!

    A separação de um casal que se ama desde sempre, mas que um deles deve partir (pois casado com um terceiro). Sim, muito bonito.
    Os diálogos foram bem construídos. Carregar o mar nos olhos foi o ponto alto.
    Parabéns!

  56. mariasantino1
    17 de janeiro de 2017

    Opa, mais um pra listinha 🙂

    Então, sacanagem me fazer apaixonar a essa altura do campeonato, hein? Putz! Texto lacunoso na medida certa. Temos duas cabeças, dois personagens que no fim estão ligados pelo mesmo sentimento. Sendo assim o “Para sempre” tem o mesmo peso para os dois e talvez pra ela tenha valor maior >>> partiu sem olhar pra trás, equilibrando o mar inteiro sobre os olhos.(Uma das mais belas construções frasais do presente desafio). A cereja do bolo é se questionar: mas se ambos se amam, então por que não estão juntos? Não há resposta concreta, mas tem pistas de um passado a dois. Bom perceber que ela se faz de durona, mas sai do encontro destruída.
    É um conto pra refletir, pra pensar nas escolhas que fazemos e no preço das decisões.
    [Acho que não sou sua leitora ideal, porque só tenho elogios a oferecer.]

    Enfim, parabéns e boa sorte no desafio

  57. Bruna Francielle
    17 de janeiro de 2017

    Hmm. razoável !
    Acho que histórias sobre despedidas são extremamente comuns e parecidíssimas, para conseguir se sobressair nesse tema é preciso algo mais.. talvez algo mais ousado !
    Penso que poderia ter botado ao menos um indicativo numa das primeiras falas, para indicar quem estava falando, qual dos 2 personagens.. eu tive q contar de baixo pra cima, a partir de uma fala que dava entender que era a mulher, pra saber quem estava falando.
    De qualquer forma, uma história legal, sobre amor ”impossível”, despedida triste e romântica, ou algo assim !

  58. Edmond Rostand
    17 de janeiro de 2017

    Uma das coisas que eu acho mais bonita em literatura é quando o texto dá liberdade ao leitor para ler um história única, pessoal, quase feita sob medida. É isso o que faz a literatura valer a pena (na minha opinião).

    É claro que a minha opinião abaixo será tendenciosa, mas senti um desejo irresistível de fazer um comentário aqui.

    Estou acompanhando de perto cada novo comentário e percebi (modéstia à parte) que cada novo leitor teve a possibilidade de ver no meu texto algo que só ele viu, o que não é certo nem errado, é único.

    As pessoas já viram nessa história tão curta:

    Um casal homossexual;
    Um casamento por interesse;
    Uma mulher de saco cheio e um cara ainda apaixonado;
    Uma mulher indo embora de navio e o cara morto (de amor) no píer;
    Um romance de época no qual os dois ainda se amam muito, mas não podem ficar juntos…

    E AINDA FALTAM 85 LEITORES!!!

    Eu acho absolutamente incrível esse pequeno “Teste de Rorschach” (teste do borrão de tinta) que consegui criar nessas poucas linhas, no qual cada leitor consegue visualizar algo diferente.

    E qual é a minha opinião sobre essas interpretações tão variadas??? Todos os que já comentaram e todos os que ainda vão comentar estão absolutamente CERTOS! Nada a acrescentar aí.

    Acredito que, a partir do momento em que publiquei a história, ela passou a ter vida própria. Eu, na qualidade de “criador”, posso no máximo acompanhar de perto, mas a história vai seguir o seu curso e se metamorfosear a cada novo leitor.

    Agradeço a todos os que já leram e antecipadamente a todos os que ainda vão ler essas linhas que escrevi com tanto carinho. Muito obrigado!

  59. Edmond Rostand
    17 de janeiro de 2017

    Teste

  60. Iolandinha Pinheiro
    17 de janeiro de 2017

    A mulher mal podia se aguentar de vontade de ir embora. Fim de romance é sempre assim, um entediado e o outro desesperado. Coisas da vida. Embora não tenha nada surpreendente ou subentendido no seu microconto, eu achei os diálogos muito naturais e verossímeis, a história tem começo, meio e (triste) fim, e eu gostei. Abraços.

    • Iolandinha Pinheiro
      17 de janeiro de 2017

      Vou me retratar, a pessoa que partiu ainda amava, mas queria ir embora rápido, porque não queria chorar e desistir. Amaria aquele homem para sempre, e equilibrava todo o oceano sobre seus olhos. Neste novo enfoque que havia passado despercebido para mm (falha minha) o seu conto ganhou um upgrade de beleza, e ESTRELINHA.

  61. Antonio Stegues Batista
    17 de janeiro de 2017

    Um texto que deveria ser parte de um romance, ou dá inspiração para um. A narrativa bem construída, criando imagens cheias de poesia, ao estilo de um grande poeta do qual o autor(a) usou como pseudônimo. Como o tema é livre, um texto ressaltando a poesia fica meio fraco entre outros temas diferentes e de maior impacto, ainda mais quando o enredo é curto e aberto à imaginação. É um bom texto, apesar de tudo.

  62. Evandro Furtado
    17 de janeiro de 2017

    Há algumas frases de efeito interessante no texto, que tentam criar a atmosfera necessária para o efeito desejado. No entanto, a trama talvez não seja forte o suficiente. Além de ser cliché em si, não apresenta nada de novo. Olhando a imagem, por um instante, achei que poderiam ser dois homens. Talvez essa fosse a quebra de expectativa que o texto precisa para ser mais forte.

    Resultado – Average

  63. Vanessa Oliveira
    17 de janeiro de 2017

    Ai, minha deusa! Que sofrimento! Achei ótimo a forma como desenvolveu, usando o diálogo para explicar a situação toda; fiquei imaginando o que aconteceu entre as duas (ou dois), para que se separassem. Pelo visto, ainda se gostam, mas, por algum motivo, não podem ficar juntos. Muito sútil, delicado, e gostoso de ler. Boa sorte!

  64. Tiago Volpato
    17 de janeiro de 2017

    Lembrou muito um romance de época. Você acertou em cheio no estilo pra nos remeter ao passado.

  65. Victor F. Miranda
    17 de janeiro de 2017

    Bela linguagem e desfecho. Uma escrita limpa, que mostra o que deve ser mostrado e oculta o que deve continuar nas entrelinhas. Não me pegou, mas só por uma questão de gosto. Parabéns.

  66. Bianca Machado
    16 de janeiro de 2017

    Gostei do romantismo do conto, na medida certa, uma despedida e uma partida sem pieguice. Pelas falas dele e dela imprime-se bem as característica dos dois, não há como confundir. Diz muito em algumas linhas, não identifiquei problemas de revisão. Bom trabalho!

  67. Priscila Pereira
    16 de janeiro de 2017

    Oi Edmond, a frase que mais me chamou a atenção foi essa: “Ninguém vive só de amor.” Imagino que ela também o amava, mais precisava mais do que amor, talvez dinheiro? Ou fama (mulher de diplomata)? Eu gostei, é bonito de se ler. Parabéns e boa sorte!!

  68. elicio santos
    16 de janeiro de 2017

    Bom texto. Diálogo bem elaborado e que reverbera proporções amorosas longínquas. A mulher, embora ame o interlocutor, deixa claro que: “Ninguém vive só de amor” o que evoca questões sociais envolvidas. Boa sorte!

  69. Brian Oliveira Lancaster
    16 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Outro romântico muito bem escrito. Formado completamente por diálogos, cria imagens vívidas e bastante sentimentais. Ah, a dor da partida… – 9,0
    O: Leve, emotivo, com uma premissa interessante: a despedida de um amor antigo, de infância, talvez. Gostei das sensações provocadas. – 9,0
    D: Os diálogos são bem pontuados, com trocas fáceis de assimilar. Pouco se descreve, mas as palavras completam o cenário. Tem uma leveza poética embutida aqui. Acho que sei de quem é. – 9,0
    Fator “Oh my”: “nem só de ficção científica vive o homem”. Também gosto destes relatos mais emotivos e esse me cativou justamente pela melancolia (meu ponto fraco).

  70. Ceres Marcon
    15 de janeiro de 2017

    Alguém não sente mais o mesmo pelo outro. Triste isso.
    Gostei das metáforas. Gostei da narração. Gostei dos diálogos.
    Parabéns!

  71. José Leonardo
    15 de janeiro de 2017

    Olá, Edmond Rostand.

    É curiosa a diferença de intensidade dos sentimentos. A antiga cumplicidade havia acabado nela, mas não nele. Enquanto ele recordava os bons momentos (uma maneira também de adiar o adeus definitivo), ela já estava desprendida completamente dele.

    Um conto reflexivo, triste, poético. Não senti impacto e o achei muito sustentado nos diálogos, mas isso não tira a beleza do seu texto.

    Boa sorte neste desafio.

  72. Andre Luiz
    15 de janeiro de 2017

    Confesso que a imagem casou com o conto de tal forma que eu quase me senti junto do casal no píer. Um conto muito bom e repleto de significados, amparado nos diálogos escassos de um casal prestes a se separar para sempre.

    -Originalidade(8,5): Você conseguiu ousar retirando os elementos de narração e utilizando a imagem a seu favor. Gostei do tema escolhido e da forma como foi retratado.

    -Construção(8,0): Os diálogos poderiam sim ser mais carregados de poesia, porém se a intenção foi deixá-los curtos e simples para demonstrar a separação entre os personagens e o desconforto causado pela partida, valeu a pena.

    -Apego(8,5): Seu conto foi repleto de uma melancolia, que deixou a todos tristes pela partida.

    Parabéns!

  73. Guilherme de Oliveira Paes
    15 de janeiro de 2017

    O conto se apoia essencialmente no diálogo, que, portanto, ao meu ver, deveria ser mais impactante. Há bons momentos, belas descrições poéticas.

  74. Fernando Cyrino
    15 de janeiro de 2017

    Edmond, gostei do seu conto. Gostei muito, digo. Que coisa mais bacana ficou esta metáfora dos olhos equilibrando o mar. Que achado esse seu. Parabéns. Apesar de ser tão recorrentes os contos de despedidas esse seu se diferencia, com toda certeza, parabéns. Abraços de sucesso.

  75. Edson Carvalho dos Santos Filho
    14 de janeiro de 2017

    “Partiu sem olhar pra trás, equilibrando o mar inteiro sobre os olhos”. Essa frase me conquistou! Poesia pura, parabéns! Só que criei alguma expectativa para alguma surpresa no final que não aconteceu. Culpa minha, um conto não tem obrigação de surpreender. Mesmo assim, fiquei sentindo que faltou algo, ou que seu texto era apenas o início de um conto bem interessante. No geral, uma experiência bem positiva.

  76. olisomar pires
    14 de janeiro de 2017

    Bom conto.

    Diálogos bem trabalhados, emoção bem dosada, belas figuras de imagem.

    Um antigo amor que por mistérios da vida não se firmou em parceria ou talvez em função disso não tenha acabado.

    Tema sempre recorrente, a vantagem aqui é a clareza e sensibilidade.

  77. andré souto
    14 de janeiro de 2017

    Diálogos bem elaborados,quase prosa poética no texto.Excelente.

  78. Virgílio Gabriel
    13 de janeiro de 2017

    Ual, eis um conto que não precisa de surpresa para ser excelente. Gostei muito. É sensível, insistente, revelador… parabéns! Um ótimo trabalho.

  79. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    Gostei do conto. Uma história de amor não correspondido. Amei isso: “partiu sem olhar pra trás, equilibrando o mar inteiro sobre os olhos.” Foi poético. Lindo! É uma história completa. Está bem escrita. Sem erros.

  80. Thiago de Melo
    13 de janeiro de 2017

    Amigo Edmond,

    Que beleza de história, gostei. Os diálogos ficaram bem equilibrados também.
    Minha frase preferida foi “equilibrando o mar inteiro sobre os olhos”, muito bonito.

    Sei que uma das premissas dos microcontos é deixar algo em aberto, daí fiquei com uma dúvida no seu conto: “olhar frio e cinzento” do final significa que o cara estava morto?

    O personagem menciona no diálogo que “há quem morra” por amor… Se o navio saiu na manhã seguinte, e o cara ainda estava lá no pier com olhar frio e cinzento, ele ficou lá a noite inteira esperando ou ele morreu?

    Parabéns!

  81. Keynes Aynaud
    13 de janeiro de 2017

    Uma história de um romance impossível que só pode terminar na forma que terminou o texto. Bom trabalho. Boa sorte com o desafio.

  82. Zé Ronaldo
    13 de janeiro de 2017

    Texto fechado, não desafia o leitor e isso é um dos princípios básicos do microconto. Por outro lado, a beleza, a maestria e a pureza do tema e dos diálogos nos faz estar diante de uma pequena pérola literária. Muito bom! Ótimos diálogos!

  83. Anorkinda Neide
    13 de janeiro de 2017

    pela bela imagem desconfiei q o conto era de uma pessoa, mas o texto me remete a outra pessoa.. hiahiua
    Muito bem elaborado este diálogo. Um drama, um amor. Belo mesmo.
    parabens
    só pra botar um defeitinho, acho q o finalzinho ‘como o olhar no píer’.. essa construção nao soou legal.

  84. Fabio Baptista
    13 de janeiro de 2017

    Bela construção de diálogo, permite ao leitor preencher as lacunas de duas vidas inteiras e se envolver nesse amor impossível. O navio zarpando é um anticlímax, deixa uma melancolia na alma o que, a seu modo, foi bem impactante. Gostei!

    Sem erros gramaticais, talvez teria economizado um pouco nas reticências… (bom, na verdade eu uso bastante também e tenho que ficar me policiando rsrs).

    Abraço!

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Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .