EntreContos

Literatura que desafia.

O bilhete (Davenir Viganon)

o-bilhete-imagem

Chico, encontrou um homem, bem vestido e idêntico a ele. Chamava-se Francsico. Nada disseram. Apenas entregou um cartão e foi embora. No cartão dizia:

06-17-22-30-37-50, sorteio:1892.

Chico, certa vez, foi parado por um homem engravatado, idêntico a ele, parecia abatido e saiu apressado depois de deixar um cartão em sua mão.

06-17-22-30-37-50, sorteio:1892.

Não confie no Álvaro, ele vai roubar tudo. Nunca deixe Maria ver esse cartão!

Chico, encontrou uma bela mulher, de óculos escuros e lábios vermelhos, provocantes. Ela não disse nada, apenas sorriu ao entregar-lhe um cartão.

06-17-22-30-37-50, sorteio:1892.

Qando casar, conte tudo para sua esposa.

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85 comentários em “O bilhete (Davenir Viganon)

  1. Davenir Viganon
    30 de janeiro de 2017

    Bastidores: O bilhete (Chico Sortudo)
    Eu acho que qualquer coisa que eu falar do meu conto vai soar como uma tentativa de me desculpar pelos erros de escrita dele. Então vou resumi-las: Alguns dos erros foram de digitação mas todos foram por afobação, ponto.

    [Agora sim, os bastidores]
    Costumo ficar tanto tempo com a ideia na cabeça e me torturando para dar alguma forma legível que acabo me esquecendo do gatilho, o início de tudo. Viagem no tempo não é novidade então revolvi dar uma cara bem humorada ao clichê. Imaginando a seguinte pergunta: “o que escreveria para mim mesmo no passado?”. Ora bolas, números da loteria. Claro, que eu pensei em dar avisos sobre relacionamentos e coisas profundas como não mandar contos sem revisar, mas certas coisas é preciso viver mesmo que não sejam totalmente agradáveis. Elas nos moldam. Mas não estava com vontade de seguir pela reflexão melancólica. Então, enveredei pelo humor e a ideia do bilhete de loteria premiado. Me dividi com duas ideias, criar um único bilhete, que desse entender que não era a primeira tentativa de Chico de avisar a si mesmo ou mostrar várias tentativas do Chico.

    [Agora a parte do “explicando a piada”]
    Cena 1: Francisco é o Chico, mesma pessoa, mas Chico é alusão a simplicidade, o pobre, o inverso de Francisco, já enricado, que avisa ele próprio sobre o prêmio. Mas quando Francisco avisa a si próprio ele já está rico, por que o faz? Para ter algo que o dinheiro não deu, Maria que era casada com Álvaro. Presume-se que na 1ª cena, não é a primeira vez que o bilhete é passado e que Francisco é o típico milionário sozinho.
    Cena 2: O Chico da cena 2, encontra o Chico da cena 1, já enricado e traído por Álvaro, que de alguma forma rouba a grana de Chico, já que ele não pode ter Maria. Ele avisa o Chico, sobre Álvaro e tenta alertar sobre Maria porque ele acha que ela está envolvida no roubo.
    Cena 3: O Chico da cena 2, provavelmente seguiu o conselho sobre Álvaro e tentou se afastar de Maria mas ela resolve tudo dando o aviso certo para Chico, porque se ela quisesse roubá-lo, entregaria para a Maria do passado. Alguns pensaram mal dela, por parecer uma típica “Femme Fatale”, mas o ato dela é que fala de si.
    Conto revelado, magia quebrada, em parte, mas o que valeu foi ver as teorias do pessoal que se dispôs a imaginar e bolar explicações. O conto continuando na cabeça de vocês vale mais do que mil explicações minhas, pois literatura é isso, não é?!

  2. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Adorei. Outro conto com temática de viagem no tempo que me desperta o gosto. Fluido, instigante. Ótimas sacadas. Me lembrou a série Lost e aquela numeração misteriosa, hehe. Parabéns, boa sorte!

  3. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Mais um conto bem diferente, ficou legal. Boa sorte no desafio!

  4. Sra Datti
    27 de janeiro de 2017

    Oi, Chico Sortudo
    Você nos apresentou uma boa ideia. mas acabou deixando a forma a desejar. Desenvolver um conto com 99 caracteres nessa temática de viagem no tempo é coisa para poucos, E você quase acerta na mosca, quer dizer, no objetivo. Eu, talvez, não arriscasse. Só falta reorganizar essas ideias, costurá-las com fios mais fortes – com uma boa revisão gramatical.
    (estranho porque você parece escrever tão bem, mas coloca vírgulas entre sujeito e predicado, erro tão básico que só podemos cometer por tremendo descuido ou por ignorar as regras… Confesso que me deixou confusa.) .
    Mas valeu a viagem! Grande Chico!
    Abs!

  5. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    Apesar dos erros gostei bastante. Diferente. No início os números confundem a gente, inclusive a imagem que ilustra a história ajuda nisto e o personagem Chico/Francisco. Quem poderia associar este bilhete com uma viagem através do tempo? Boa sorte.

  6. Leandro B.
    27 de janeiro de 2017

    Oi, Chico.

    Achei a abordagem interessante. De certa forma, temos aqui uma ideia de tempo linear, já que as pessoas do futuro se esforçam em alterar o passado para garantir seus bens. Mas e os paradoxos? Bem, eles que se danem.

    Infelizmente faltou uma revisão mais apurada. Em micros, com tão pouca coisa para revisarmos, temos que ter ainda mais cuidado.

  7. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    Haha, eu achei bem sacado e divertido. Sem dúvidas uma ideia que daria um ótimo conto maior, sem limite de palavras. Aqui, no entanto, o limite acabou tirando um pouco do potencial da história, e como é normal em textos curtos, os erros da escrita saltaram a vista. Considero então uma boa ideia, mas a construção deixou um pouco a desejar. Mesmo assim, é bem bacana.

  8. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Na primeira leitura, achei o conto muito confuso e não tinha gostado. Na segunda, entendi a questão da viagem do tempo e achei bem inteligente a inclusão da bela mulher. Pena os erros de português e, na verdade, algumas frases não foram muito bem construídas. Imagino que seja um problema de revisão, porque a ideia é boa. Boa sorte

  9. rsollberg
    26 de janeiro de 2017

    A ideia é muito original. Uma guerra sendo travada pelos sujeitos do futuro e o pobre do Chico sem saber o que fazer, Ou, melhor, fazendo tudo o que mandam.
    O problema é que o conto poderia ser melhor elaborado e algumas escorregadas em uma narrativa tão curta só demonstram isso. Creio que faltou um pouco de maturação. Bem trabalhado certamente figuraria no topo desse desafio.
    De qualquer modo, parabéns e boa sorte.

  10. Simoni Dário
    26 de janeiro de 2017

    A narrativa é truncada e de difícil assimilação em uma primeira leitura. Quando compreendi, adorei. Uma jogada temporal muito inteligente. Ótimo conto.
    Bom desafio!

  11. Fil Felix
    26 de janeiro de 2017

    Achei a história interessante. Trabalhando com essas linhas do tempo pra construir uma trama maior que temos que ir montando as personagens e suas frases, descobrir o que a aconteceu ao receber o prêmio. Me lembrou o conto do Borges do último desafio, o fato de encontrar-se. Mas faltou um polimento, há erros de gramática e digitação bem visíveis que sumiriam numa boa revisão.

  12. Gustavo Aquino Dos Reis
    26 de janeiro de 2017

    Gostei muito do conto.

    Achei-o muito criativo, simples e cativante.

    Originalidade, aqui, fala mais alto que o esmero da escrita.

    Parabéns.

  13. Felipe Teodoro
    26 de janeiro de 2017

    Olá.

    O texto é confuso, acho que a intenção do autor era escrever algo enigmático, mas acredito que faltou organizar um pouco melhor a base para essas revelações ao Chico. Quem sabe algo que unificasse melhor o futuro a ser evitado. Da forma que está, com esses breves recortes, não diz muita coisa. Ainda assim, a leitura vale a pena, é um conto interessante. Creio que a ideia deve se reaproveitada em um espaço maior, na minha opinião ela tem potencial.

    Sorte!

  14. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Oi, Chico,

    Tudo bem?

    Você criou um conto instigante e aberto para interpretações diversas.

    Seu personagem é realmente sortudo pois, além de ganhar na loteria, ainda consegue viajar no tempo e advertir a si mesmo que as coisas darão certo ou errado. Porém, se por um lado, tal possibilidade pode ajudar, por outro, pode confundi-lo, mostrando que a viagem no tempo resulta inútil, já que as decisões, no fim das contas, caberão a ele mesmo.

    Encontrei probleminhas de revisão. Pontuação. Mas a história está aí. Bem contada, criativa e ousada.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giainnini

  15. Lídia
    25 de janeiro de 2017

    Adorei que você explorou a temática da viagem no tempo de forma que o é o leitor que deve tirar essa conclusão. Ainda é um micro aberto, faz-nos pensar em inúmeras histórias que ocorrerão com o personagem no futuro… Adorei!!
    Boa sorte no concurso!

  16. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    escreves bem, mas neste desafio apresentas um texto demasiado aberto e que deixa escapar toda a mensagem que pretendias passar ao leitor.

  17. Estela Menezes
    25 de janeiro de 2017

    Imobilizada pelos erros (digitação, pontuação, etc.), pelo desenrolar hermético, e por minha própria incapacidade de entender o que o autor pretendeu contar, acabo este comentário sem saber o que dizer, apesar das várias tentativas…

  18. Thayná Afonso
    25 de janeiro de 2017

    Gosto bastante de histórias envolvendo viagens do tempo e gostei da sua ideia, mas meio que “não me disse nada”. Acho que gostaria de poder saber o que aconteceria a seguir, mas enquanto micro conto e dentro limitação de palavras, passou batido pra mim. E os erros de digitação incomodaram um bocado. Enfim, boa sorte!

  19. angst447
    25 de janeiro de 2017

    Não fique chateado(a) comigo,mas eu acabei não entendendo o conto. Vou ler mais uma vez. A viagem no tempo ficou clara, mas não compreendi muito bem a interação dos personagens. A mulher no final é a que vai lhe roubar tudo?
    Lição aprendida com o texto: o silêncio sempre é mais seguro, principalmente nas ocasiões felizes.
    Uns errinhos de digitação, talvez até intencionais, mas que travam um pouco a leitura ( a minha pelo menos, pois sou chata pra c@#@lho). Mas gostei do ritmo e da estrutura geral da narrativa.
    Boa sorte!

  20. Srgio Ferrari
    25 de janeiro de 2017

    Ao invés de Chico > Francisco. Francsico < assim com erro de digitação, eu achei que era intencional. quer saber? Mantenha Francsico e Francisco. Isso aumenta o absurdo. Na narrativo: Francisco encontrou um homem igual a ele, QUE SE APRESENTOU COMO FRANCSICO. Pois se não falarem nada e o narrador fizer a apresentação (brincando com os nomes) não faz sentido para o impacto do microconto de modo geral. Vai por mim!!! Continuando… Francisco, certa vez, < o problema aqui é o certa vez. Não sei o que usar agora de bate pronto, mas certamente ´substituiria ou apenas suprimiria. Ao invés de Alvaro e Maria, e se por Não confie naquele sujeito. Não diga nada àquela mulher. < Isso alivia pra mim, leitor e fica muito mais misterioso pro ato final, que é o encontro com a mulher. E fechou muito bem com o recado de contar tudo pra esposa. Não se engane, eu AMEI MUITO esse conto, pois vejo ele sem todos os defeitos, esperando pra ser um baita petardo. Queria votar nele no topo, mas do modo que está, infelizmente não posso colocar onde queria. Boa sorte.

  21. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Eu realmente aprecio esse tipo de narrativa, em que o absurdo toma conta da história e conduz, irresistivelmente, até o final. No entanto, esse conto me pareceu bastante convencional, certinho demais. Não leve a mal, autor, acho que foi uma boa premissa, mas faltou o golpe final, o uppercut que derruba o leitor. Boa sorte no desafio.

  22. Tom Lima
    24 de janeiro de 2017

    Viagem no tempo e o problema da causalidade.
    A forma é ousada e funciona bem, mas me deixou uma sensação de looping, algo que vai se repetir pra sempre. É difícil fazer isso funcionar sem deixar em mim um gosto amargo, gosto pessoal aqui. Precisava de mais revisão, mas é uma boa ideia.

    Me lembrou o filme Time Lapse.

    Boa sorte.

    Abraços.

  23. Amanda Gomez
    24 de janeiro de 2017

    Olá,

    Um micro conto que eu gostaria de ler na intriga, como algo maior. Gostei da ideia, achei muito bacana, fiquei imaginando Chico no futuro indo e vindo pro passado tentando concertar as burradas que fez. Imaginei algo bem grande por trás… ganhou na loteria, um amigo lhe passou a perna, a mulher também…deve ter ficado tão feia a coisa que ele precisou dar essas escapadas e tentar consertar.

    O legal é que parece que voltar ao passado não parece ser tão difícil já que mais gente aparece. Gostei do conto no geral, achei divertido.. é apenas uma premissa, ficaria melhor em algo maior, mas não tiro os méritos.

    Boa sorte no desafio.

  24. Eduardo Selga
    24 de janeiro de 2017

    Uma disputa pelo futuro, travada no ringue do passado, por sucessivas interferências de personagens que, estando no tempo presente, retornam para modificá-lo de modo que não seja prejudicado (Chico/Francisco) ou seja beneficiada (Maria).

    Uma estrutura inteligente, porém com falhas no uso de vírgulas e, no último parágrafo, de ortografia. Além disso, nos três parágrafos em que aparecessem os números, as aspas estão usadas de modo errado.

  25. Rubem Cabral
    24 de janeiro de 2017

    Olá, Chico.

    Bem interessante e ágil a história. O final, contudo, deixa talvez mais interrogações na mente do leitor do que o desejável. Há algumas coisas por arrumar, feito a pontuação e o “qando”.

    Nota: 7.

  26. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    Gostei da ideia do conto. Viagem no tempo do ponto de vista de quem está no passado.

    Mas ele tem alguns problemas de revisão, como letras faltantes e vírgulas fora de lugar. E por que mencionar que o homem chama Francisco (como ele poderia saber, já que nem se falaram)? Além disso, se esse Francisco é a versão futura de Chico, por que tem outro nome? (Ou será que mentiu?) Além disso, não seriam tão idênticos, já que Chico envelheceria com o tempo, certo?

    Enfim, o conto tinha uma ideia bem interessante, mas falhou na execução.

  27. Renato Silva
    24 de janeiro de 2017

    Após a primeira leitura, logo saquei que se tratava de viagem no tempo. Legal ver um pouco de fantasia/FC neste desafio. Uma pena que você tenha feito meios às pressas, pois é essa a impressão que ficou. Alguns errinhos e isso conta muito num desafio com apenas 99 palavras. Dá uma corrigida, pois tem algumas coisas um tanto sem sentido. O enredo é legal.

    Te desejo boa sorte.

  28. Tiago Menezes
    24 de janeiro de 2017

    O conto tem uma boa ideia por trás. Achei original mesmo sendo do assunto viagens no tempo, já bastante utilizado. porém, parece que sua execução não tomou o rumo mais correto, ficou parecendo que faltou algo. Mesmo assim, curti a ideia das constantes viagens para comunicá-lo através de um bilhete. Parabéns.

  29. Miquéias Dell'Orti
    23 de janeiro de 2017

    Olá Chico,

    Cara… a ideia da história é boa. Mas achei que você tropeçou em algum ponto no final e o desfecho ficou com cara de “tá.. mas e aí?”.

    Não rolou surpresa com o final, só uma quebra de expectativa de um conto que tinha tudo para ser ótimo.

    Algumas falhas de revisão também ficaram destacadas demais e fizeram a história perder força para mim, como “Francsico” ou “Qando casar, conte tudo para sua esposa.”

  30. Givago Domingues Thimoti
    23 de janeiro de 2017

    Li, reli. Fui aos comentários, tentar encontrar alguma luz. Voltei e li pela terceira vez. Aí, achei o sentido, meio na metade.
    Não gostei do conto. Tanto pelos erros gramaticais, tanto pela confusão que me passou.
    Desculpas se eu fui um pouco grosso e/ou se a minha crítica foi sem fundamentos, mas essa é a minha opinião.
    Boa sorte!

  31. Vitor De Lerbo
    23 de janeiro de 2017

    O conto é diferente e interessante. Sutilmente indica uma viagem no tempo, mas só depois de duas ou três leituras. É uma pena que a falta de revisão tire tanto a atenção da história, que é divertida.
    Boa sorte!

  32. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Na primeira vez eu achei um péssimo conto. Segunda chance e, pimba, como eu queria ter escrito ele… Parabéns e também quero o bilhete

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .