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Gotas de Chuva (Patrícia Marguê)

gotas

Gotas, cheiro de infância no ar… pingos a pular. O catraio, em sua inocência, corre pra lá e pra cá… desfruta da brincadeira que a chuva acabara de inventar. Uma poça… ali no chão também é gota que evapora e inspirada em Ícaro sonha por um instante chegar ao céu.

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93 comentários em “Gotas de Chuva (Patrícia Marguê)

  1. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Poético… até demais. Talvez se soasse ritmado até o desfecho, teria mais coerência na proposta.
    Uma pena.

  2. Roselaine Hahn
    27 de janeiro de 2017

    Bastante poético o texto, um frescor de terra molhada em meio ao cheiro pútrido da morte que estende seus tentáculos no desafio de microcontos, respirei aliviada. Belo conto. Parabéns gotinha.

  3. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    Conto gostoso de ler, bastante leve, bonito e sensível. Gostei bastante, parabéns!

  4. Simoni Dário
    27 de janeiro de 2017

    Quem não torcia por um banho de chuva na infância? Cheiro de chuva, uma delícia. O conto é leve e brinca com as reflexões como uma criança a observer os pingos a pular durante o banho de chuva. Gostei.
    Bom desafio!

  5. Sra Datti
    27 de janeiro de 2017

    Contito poético sinestésico que resgata o clima puro da infância. Ciclo da chuva! iupi!
    Bonita imagem de Ícaro, como um sonho da gotícula.

  6. Gustavo Henrique
    26 de janeiro de 2017

    Um texto bem simples que eu gostei muito.

  7. Victória
    26 de janeiro de 2017

    Achei muito bonitinho seu conto e o fato de ter sido escrito pela “Gotinha Mágica”, hehe. A verdade é que é mais uma descrição – muito bonita e poética – do que um conto completo, mas parabéns mesmo assim

  8. rsollberg
    26 de janeiro de 2017

    O conto pretende criar uma espécie de sinestesia no leitor para que a cena construída receba a empatia que merece.
    Contudo, o que ocorre é que se trata de apenas um recorte, uma imagem sem muito enredo.
    A frase final é o ponto alto, pois usa a mitologia ao redor de ícaro para criar uma analogia muito interessando. A gota que quer voltar a ser nuvem, mesmo que de forma efêmera. Chegará lá e voltará a cair.
    De qualquer maneira, Parabéns e boa sorte,

  9. Jowilton Amaral da Costa
    26 de janeiro de 2017

    Um conto médio. A cena descrita é bacana. Uma criança brincando na chuva lembra muito a minha infância. Há um forte teor poético na escrita, no entanto, não foi suficiente para me impressionar mais. Agradou, mas, sem impacto. Boa sorte.

  10. Lídia
    26 de janeiro de 2017

    Achei bem poética essa forma de representar o ciclo hidrológico e gostei ainda mais da metáfora em “e inspirada em Ícaro sonha por um instante chegar ao céu”, utilizando o personagem da mitologia grega.
    Boa sorte no concurso!

  11. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Gotinha,

    Tudo bem?

    Achei seu trabalho delicado e poético.

    Um microconto para se colocar em rodapés de agendas, de cadernos, com ilustrações feitas em desenho. Gostei de sua verve e da utilização da técnica de “narrador câmera”, meio ausente, meio distante de quem lê, como que flutuando, como a gotinha também o faz.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  12. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    poético e leve, e chegando ao fim podemos retomar a leitura desde o início. Acaba por ser um pequeno texto, poético, muito interessante de ler. Parabéns

  13. Andreza Araujo
    25 de janeiro de 2017

    O conto é leve e poético, nos traz aquela imagem romântica de que banhos de chuva são prazerosos e divertidos (na realidade são apenas frios e sujos hahahah). Ainda assim, eu gosto dessa visão, do barulho, do cheiro da chuva, enfim, de tudo o que inspira a gente. Abraços!

  14. Fil Felix
    25 de janeiro de 2017

    Não sei bem o que é catraio. O google disse que é um peixe. Minha mãe é pernambucana e já a ouvi falando (xingando) “catraia”. Não sei se há ligação. O mini-micro-conto é uma descrição poética de um momento, com construções interessantes como o sonho de Ícaro de poder voar (e queimar suas asas/ evaporar) que dão um charme à parte ao texto. Só acho que faltou aquele TCHAN no leitor, ir um pouco além.

  15. Felipe Teodoro
    25 de janeiro de 2017

    Conto bem poético, provavelmente escrito por um grande amante da poesia. Até mesmo o ritmo é dotado de musicalidade. Achei muito interessante a relação da água que evapora com Ícaro. No geral um conto bem escrito e que constrói uma cena bem interessante.

  16. Gustavo Aquino Dos Reis
    25 de janeiro de 2017

    Gotinha,

    que trabalho bonito. Lindo mesmo.

    Construções frasais invejáveis, de uma sensibilidade impar .

    Porém, acho que o conto poderia ter sido desenvolvido com mais esmero – utilizando o limite do desafio.

    Ele é sensível, e poderia ter sido uma garoa de palavras. No entanto, foi só uma gotinha.

    De todo o modo, parabéns.

  17. Tiago Menezes
    25 de janeiro de 2017

    Um conto que, em sua essência, é poesia. Me parece que o peixe quer algo que não pode. Mas quem sabe, talvez consiga. Belo texto, parabéns.

  18. Renato Silva
    25 de janeiro de 2017

    Um microconto em forma de prosa poética. Acho legal quando em pequenos textos são feitos em versos. Poesia não para qualquer um, eu mesmo não me arrisco. Quando bem feito, fica realmente gostoso de ler. O protagonista aí parece ser a gota de chuva, que realiza uma longa jornada: o pingo que cai, escorre, forma sua poça ou deságua num rio, para depois evaporar, viajar pelos céus e cair novamente em qualquer outro canto. Milhares, milhões dessas gotas formam as chuvas que banham nossas tardes de calor. Muito pertinente ler isso nestes dias tão quentes e tão chuvosos. Te desejo boa sorte.

  19. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Um poemamicroconto. Poderia chegar a um resultado interessante, mas o uso das reticências me incomodou – não ficou nem elipse, nem continuidade. O ponto alto é a referência à ascensão de Ícaro. Mas o catraio (menino? peixe?) deixa de ser protagonista e a gota assume esse papel, ao sonhar chegar no céu. Desculpe, autor, não está entre os meus preferidos.

  20. Douglas Moreira Costa
    24 de janeiro de 2017

    Um conto muito bom de se ler, um tema muito interessante, bastante curiosa a escolha, tal qual aquele que trata dos peixes. Eu gostei muito da forma como você escreve, e em especial da última frase, da poça que também é gota e de como almeja chegar aos céus. É bastante bonito, e a foto que escolheu ajuda bastante, dá para imaginar um dia cinza de chuva torrencial, com crianças correndo e pulando nas poças e o céu rugindo acima. Parabéns, é um texto muito bonito.

  21. Tom Lima
    24 de janeiro de 2017

    É uma cena muito bonita, mas é só. Não chega a evocar muitos sentimentos.
    Tem umas rimas que me incomodam, apesar da forma ter ficado bonita mesmo assim.

    Boa sorte.

    Abraços.

  22. Srgio Ferrari
    24 de janeiro de 2017

    se o google me diz que catraio é um linguado e vc pôs ele pra correr de um lado para o outro….UÉ , acho que eu gostei então, apesar de preferir que o catraio “pulasse” de um lado pro outro. E imaginaria então uma poça desses riachinhos que acabara de quase secar.

  23. Wender Lemes
    24 de janeiro de 2017

    Olá. A imagem construída é de uma nostalgia sem tamanho, de um tempo em que podíamos brincar na chuva e não pensar em mais nada. A comparação desse sentimento com Ícaro é muito válida, então, pois que perdemos as asas da infância e fomos arremessados de volta ao solo, tendo que arcar com nossas responsabilidades. É uma fração sensível de todos nós, narrada com muita sensibilidade.
    Parabéns e boa sorte.

  24. catarinacunha2015
    24 de janeiro de 2017

    MERGULHO do telhado na piscina de plástico, coisa de moleque atrevido. Nada melhor do que a chuva para afastar medos e soltar asas. Belas palavras e intensões. IMPACTO de um retrato mágico.

  25. Pedro Luna
    24 de janeiro de 2017

    Pô, adoro chuva. O texto não traz um enredo, mas sim uma descrição que vai permitir a alguns leitores fazer conexões com cenas que vivenciaram, e outros não. Particularmente, me incomodou o excesso de terminações em AR e Á. De resto, achei bonita a menção a Ícaro e ao voo impossível.

  26. Miquéias Dell'Orti
    23 de janeiro de 2017

    Oi gotinha,

    Gostei bastante do tom poético da narrativa, das imagens que você soube evocar usando as palavras certas, da referência a Ícaro… e da imagem personalizada rs.

    Em contrapartida, achei que faltou um enredo que remetesse a algum questionamento, por menor que seja. Mesmo assim, entendo que a proposta tenha sido justamente evocar uma sensação mais leve e que remete à certa tranquilidade e, se essa foi a intenção, a narrativa faz bem esse papel.

    Um último ponto: talvez por falta de tempo, acredito que faltou ter trabalhado um pouco mais na revisão de alguns pormenores. A última frase do texto, por exemplo, parece carecer de algumas pontuações.

  27. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Linda poesia, mas senti falta de uma história…

  28. Leo Jardim
    23 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐▫▫): não há um enredo, é apenas uma descrição bonita de uma cena na chuva. Acho que poderia dar mais indícios de uma história por trás da cena.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐): gostei da prosa poética e das metáforas sobre a chuva.

    💡 Criatividade (⭐▫): não vi muita.

    ✂ Concisão (⭐▫): acho que falta, ao menos, acontecer algo.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): infelizmente, salvo a beleza das metáforas e imagens criadas, não é o tipo de conto que me atrai.

  29. Cilas Medi
    22 de janeiro de 2017

    Despretensioso e sem muito o que dizer a respeito, porque não acho que cumpriu um mínimo de palavras, apesar de bem escrito e ter revelado o que pretendia transmitir. Boa sorte!

  30. Estela Menezes
    22 de janeiro de 2017

    Tenho uma certa dificuldade em comentar “contos” que me parecem mais uma prosa poética fotografando um momento em que não há um desenvolvimento da ação… É bem escrito, sem dúvida, as rimas não me chamaram a atenção e tampouco incomodaram, a analogia com Ícaro é muito bem sacada. Fui ao dicionário buscar “catraio”, que me descreveu um peixe (linguado)??? Será algum regionalismo para “criança” ? “moleque” ???

  31. Leandro B.
    20 de janeiro de 2017

    Oi, gotinha.
    Olha não sou um grande fã de poesia. As imagens em si não me chamaram muito a atenção e no que diz respeito a forma, não curti muito as rimas no início e, ao final, acabei estranhando a falta de uma rima.

    Como exceção, gostei da última frase, mas não vejo como Icaro inspiraria qualquer coisa a voar, afinal, ele acabou caindo.

    • Leandro B.
      20 de janeiro de 2017

      É, burro eu, justamente por isso se inspira em Ícaro, para subir ao céu e depois cair novamente no chão. Enfim, gostei da última frase =)

  32. Bia Machado
    20 de janeiro de 2017

    Uma das lembranças mais gostosas do tempo em que morei no interior de São Paulo, dos 11 aos 15 anos, é essa, a do banho de chuva. Achei curtinho, bonito, poético, claro, só não me animaram muito as rimas. Sim, é um texto poético e tal, mas essas rimas ficaram exageradas, não me soaram bem esses finais de oração em AR, AR, AR… Enfim, foi uma boa leitura. Obrigada!

  33. Givago Domingues Thimoti
    20 de janeiro de 2017

    Sabe-se lá porque esse conto me lembrou o ciclo da água… KKKKKKKKKK
    Eu gostei demais desse conto. Achei leve e muito poético. Meus parabéns!

  34. Lee Rodrigues
    20 de janeiro de 2017

    Gotinha, a docilidade é evidente na sua veia, e isso me levou para lembranças de outrora, mas como conto não me convenceu.

    Tem a melodia e o cheiro da inocência, mas essas fragmentações não susteão a estrutura de um microconto. Veja, a beleza das rimas e a alegria do seu personagem não me envolvem em nenhum conflito gerador de enredo.

    Tá leve, gostoso de ler, mas eu precisava de um maior significado nas suas linhas, e isso é coisa de gosto, e o meu é meio enviesado.

  35. Evandro Furtado
    20 de janeiro de 2017

    Acho que o que pega no texto são essas ritmas iniciais que ficaram meio piegas. A trama também fica a desejar, já que o intentado não justifica, tampouco, a ausência de uma.

    Resultado – Average

  36. Vitor De Lerbo
    20 de janeiro de 2017

    Prosa poética bonita e sensitiva, que serve como ponto de ignição para ativar a memória.
    Boa sorte!

  37. Juliano Gadêlha
    20 de janeiro de 2017

    Um belo conto. Despretensioso, mas muito poético, trazendo imagens muito interessantes e uma fluidez agradável. Parabéns!

  38. waldo gomes
    19 de janeiro de 2017

    Conto “poesia”.

    Ai, que lindo !

  39. Fheluany Nogueira
    19 de janeiro de 2017

    Um texto leve, cativante que recorta um momento da infância, mais próximo do formato de versos do que da prosa, não só pelas rimas, mas também pelo ritmo e vocabulário; assim faltou um conflito, o trabalho com o tempo, para haver a narratividade exigida pelo conto. Mas é bonito e emocionante. Parabéns. Abraços.

  40. Marco Aurélio Saraiva
    19 de janeiro de 2017

    Um breve retrato de um momento da infância. Uma leitura leve e agradável; um texto excelente e muito bem escrito, quase uma poesia. Diferente de muitos, não me incomodo com as rimas, que não me soaram forçadas.

    O conto ganha destaque por quê qualquer um consegue de identificar com o momento. Uma brincadeira na chuva; uma poça; a inocência que gera sonhos de um futuro perfeito; a certeza da eternidade.

    Um conto que parece simples, mas tem muito sentimento nas entrelinhas.

    Parabéns!

  41. Anderson Henrique
    19 de janeiro de 2017

    Foi da infância ao sonho de Ícaro. Bela construção e composição de imangens. Tenho problemas pessoais com as rimas, mas aqui não me incomodaram após o estranhamento inicial. Um bom conto, ainda que eu ache que se parece mais com um recorte ou uma cena de algo maior.

  42. Iolandinha Pinheiro
    19 de janeiro de 2017

    Infância combina demais com dias chuvosos. Ficou bonito. Parece um clipe da chuva caindo no chão, formando poças e escorrendo na imaginação do narrador, que lhe cria destinos. Depois de tantas desgraças que li neste desafio (mortes etc) parar aqui foi um pit stop fofinho. Mas não encontrei história, emoção, conflito, então ficou meio assim, sabe? De todo modo, sorte no desafio..

  43. Laís Helena Serra Ramalho
    19 de janeiro de 2017

    Gostei das imagens que você construiu com a narrativa, e também da exploração do ponto de vista da poça.

    Mas senti falta de ler uma história completa; ela não tem começo, meio e fim, é só parte de uma brincadeira de uma criança.

  44. Amanda Gomez
    19 de janeiro de 2017

    Oi, Gotinha mágica.

    Um conto…Uma poesia, muito bonita, carregada de nostalgia em cada palavra. As imagens criadas são singelas e nítidas, deu pra imaginar os pingos, a poça, o cheiro…Está tudo aí, de forma simples e despretensiosa.

    Parabéns!

    Boa sorte no desafio.

  45. Fabio Baptista
    19 de janeiro de 2017

    Um conto que inspira certo saudosismo e traz sentimentos bons.

    Não curti muito o ritmo meio rimado, mas terminei com um sorriso, o que, dada minha rabugice atual, não é pouca coisa.

    Abraço!

  46. Luis Guilherme
    18 de janeiro de 2017

    Poesia sempre me ganha, nao dá pra negar.

    Gostei do texto, sensível, belo e inocente.

    Gostei muito da frase final, sobre Ícaro. Coitada da gota, quanto mais perto do sol, maior o risco de evaporar, né?

    Parabéns pela delicadeza do trabalho!

  47. Gustavo Castro Araujo
    18 de janeiro de 2017

    Muito bom! Adorei a ode à infância – tanto àqueles que a vivem ainda hoje como àqueles que a deixaram guardada no fundo da memória. De imediato vêm à mente os momentos há muito passados, as situações em que, inocentes e sem compromisso para com o futuro, simplesmente saíamos à chuva, aproveitando as gotas em profusão. E, para completar, a poça, qual Ícaro, sonha em chegar (ou voltar) ao céu. Enfim, muito legal. Parabéns!

  48. Thiago de Melo
    18 de janeiro de 2017

    Muito lindo, poético e lírico.
    Lindo, simples, lindo.
    Gostei muito. Seu texto prova que não precisamos de muitas palavras, nem de um enredo muito enrolado, com plot-twists e “Deus ex Machinas” para ler um bom conto.
    Parabéns!

  49. Andre Luiz
    18 de janeiro de 2017

    Um conto simples e repleto de nostalgia. Lembrei-me dos momentos de infância quando eu brincava na chuva, depois quando eu voltava(e ainda volto) para casa de bicicleta e chego ensopado.

    -Originalidade(8,0): Uma perspectiva diferente dentro de uma cena usual de um “catraio” brincando na chuva.

    -Construção(6,0): As rimas me incomodaram e, apesar de eu ter achado que o tema era interessante, senti falta de algo mais que fizesse o autor se conectar.

    -Apego(6,0): Como disse acima, faltou a emoção com relação ao garoto. Lembrei-me das memórias de infância, porém faltou um temperinho a mais.

    Boa sorte!

  50. Eduardo Selga
    18 de janeiro de 2017

    É singelo, mas a forma não colaborou com o conteúdo, porque as repetições do som “AR” prejudicaram bastante (ar-pular-inventar) por ser uma sonoridade muito dura, que sugere uma deliberada intenção de rima.

    Esse recurso, em si mesmo, não é um problema na prosa. A questão é que quando ocorre a rima, ela precisa se justificar para além do efeito estético sonoro, tem de estar anexa à lógica da narrativa, caso contrário se transforma num defeito, num eco desagradável.

    Pode-se argumentar que essa lógica existe, pois a cena é poética e o texto com tais rimas é por isso coerente. No entanto, me parece que a forma adotada é mais rimada que poética, volto a dizer, pela dureza do “AR”.

  51. Matheus Pacheco
    17 de janeiro de 2017

    Quem nunca foi sonhador a ponto de pensar que poderíamos voar tão alto e depois é arremessado no chão com extrema violência, como dito no conto esse sentimento remete a infância, com uma bela alusão ao orvalho, a chuva e as poças.
    Um dos melhores contos que eu li.
    Um abração ao escritor.

  52. Thata Pereira
    17 de janeiro de 2017

    Se é conto, poesia, relato (para mim, prosa poética)… se está aqui para ser comentado não sei se é o que realmente importa. A cena narrada na história é realmente muito bonita, faz lembar a infância, chuva… eu diria que é ousado, porque há uma escolha entre estar entre os melhores colocados e escrever o que realmente se deseja. Acho que o entre contos poderia promover um desafio de prosa poética, porque todo mundo acha lindo ler, mas raramente esses textos são escolhidos. Triste :/

    Boa Sorte!

  53. juliana calafange da costa ribeiro
    17 de janeiro de 2017

    me pareceu mais um poema q um conto. As imagens são belíssimas, sente-se o cheiro da chuva. Também senti falta de pontuação, especialmente na última frase. Parabéns.

  54. Davenir Viganon
    17 de janeiro de 2017

    Não há estória para comentar, apenas um momento muito doce da infância pintado nessas linhas como um quadro. É quase uma regressão hipnótica até aqueles tempos [para mim, ao menos, que já brinquei na chuva] e foi tudo muto bem feito. Resumindo: Gostei bastante.

  55. Priscila Pereira
    17 de janeiro de 2017

    Oi Gotinha, seu poema é muito lindo, meigo e mágico. Parabéns e boa sorte!!

  56. rubemcabral
    17 de janeiro de 2017

    Olá, Gotinha.

    Bom conto: bem revisado, com linguagem poética e boas imagens. O enredo, contudo, é bastante simples. O resultado, como um todo, foi positivo.

    Nota: 7.5

  57. Sabrina Dalbelo
    17 de janeiro de 2017

    Olá, é bem escrito, é uma linda poesia, mas não é um conto.
    E é aí, claro, que peca.
    Mas a linguagem é ótima e bem feita.
    Parabéns.

  58. Sabrina Dalbelo
    17 de janeiro de 2017

    Olha, é muuuito legal. De verdade, mas é uma baita poesia.
    Não é conto.
    Ora a mensagem parte do ponto de vista infantil, ora da gota, mas não desenvolve uma história.
    Metafórico, bem escrito, poético. Parabéns!

  59. Victor F. Miranda
    17 de janeiro de 2017

    Bonito, mas como vejo isso mais como um poema do que como uma narrativa, não tenho muito no que opinar. Faltou história.

  60. Tatiane Mara
    16 de janeiro de 2017

    Olá….

    lindo texto, tão inocente e cativante. Em poesia não tem como julgar elementos técnicos, tudo vale, ainda mais nesse caso onde o resultado é tão meigo.

    Boa sorte.

  61. Luiz Eduardo
    16 de janeiro de 2017

    Gostei muito. Bem escrito, poetico e conciso. Parabéns e bo sorte!

  62. Brian Oliveira Lancaster
    16 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Tive que pesquisar o que é catraio. Se refere a um menino, correto? É um texto muito bonito e singelo, com palavras de origem lusitana, se não estou enganado. – 9,0
    O: Lembra muito a música Aquarela do Toquinho (“Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel, Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu”), o que traz um sensação de infância muito boa, mas do seu próprio jeito. – 9,0
    D: Rápido e rasteiro, mas cheio de significados. Tem bastante emoção e soa meigo em todas as linhas. – 9,0
    Fator “Oh my”: texto “fofo”, que ganha pontos pelas entrelinhas recheadas de poesia.

  63. Antonio Stegues Batista
    16 de janeiro de 2017

    Achei que esse texto é mais uma prosa poética do que um conto. Bem escrito, mas faltou enredo, drama, sequência de ações interligadas que formam uma história. De qualquer form revela uma boa autora, criativa e sensível.

  64. Ceres Marcon
    15 de janeiro de 2017

    O lirismo em uma brincadeira de infância.
    Muito bom. Não tem o que acrescentar ou retirar.
    Parabéns!

  65. Glória W. de Oliveira Souza
    15 de janeiro de 2017

    Brincadeira de criança que os adultos já esqueceram. Quem nunca se esbaldou nas sobras das chuvas. Hoje prevalece o vigiamento dos adultos a reprimir essa liberdade infantil. E com esse comportamento dos adultos – quase adúlteros – vão-se também as gargalhadas, os sonhos, a leveza de peles úmidas e vestes molhadas. Vão-se as singelezas na purificação do banho quente pós traquinagem sadia. Há uma dramaticidade sutil no texto. Leve. Remoto. Insuspeito. Mas transparece uma certeza: os adultos estão matando as crianças.

  66. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    15 de janeiro de 2017

    Um lindo conto, lúdico, remetendo à nossa infância, onde o que interessa é brincar, é viver sem maiores preocupações, seja aqui, em Portugal ou em qualquer canto do mundo. Para as crianças o céu é aqui, desde que ela seja cuidada, amada, respeitada, podendo usufruir do brincar, onde for, como for, até com os pingos da chuva. Uma historinha para resgatar a nossa inocência, comumente perdida pelo caminho.

  67. Tiago Volpato
    15 de janeiro de 2017

    Bonito texto. Um retrato belo e muito bem escrito. Parabéns.

  68. Vanessa Oliveira
    15 de janeiro de 2017

    Ah, chuva! Não é que volta a infância, mesmo? Por um momento, me lembrei do tempo em que tomava banho de chuva, em pleno verão, naquele calor abafado. É bem gostoso de ler, simples, objetivo. Boa sorte!

  69. José Leonardo
    14 de janeiro de 2017

    Olá, Gotinha Mágica.

    Como poesia em prosa, acredito que há uma quebra na última frase. Ela ficou destoando… Mesmo assim, transmite uma inocência de textos voltados ao público infantil, e nesse sentido, seu micro conto ganha pontos.

    Catraio, aqui na região, é o mesmo que galinha d’Angola, galo capote. Isso dá um ar bucólico ao texto. A metáfora com Ícaro veio bem em conta. Não sei se é um micro conto nos critérios estabelecidos, mas serve como um bom contraponto ao conteúdo pesado de muitas leituras realizadas até o momento neste multifacetado desafio.

    Boa sorte.

  70. elicio santos
    14 de janeiro de 2017

    O texto é um fragmento da vida, mas não considero um microconto. Parece mais um poema em prosa.

  71. angst447
    14 de janeiro de 2017

    Bonita essa composição de palavras sobre a chuva. Muita habilidade do autor ao lidar com as imagens e poesia.
    Sem erros, tudo muito bem condensado nas gotas de chuva.
    Não há propriamente um enredo, mas uma linda descrição.
    Boa sorte!

  72. mariasantino1
    14 de janeiro de 2017

    Olaaaaa!

    É um conto? É uma poesia? Não. É poesia no conto ♡
    Pois bem, Sinto que as rimas não são boas, por tudo terminar em “ar” , maio que soa estranho para mim, mas a beleza cotidiana, o sentido, as coisas da vida que para uns olhos é só matéria, uma gota de água, trivial, mas para outros é poesia de tons, cores, sabores e anseios, como o de Ícaro (referências são muito bem-vindas para dar sustânca), não me deixaram ficar imune. Gostei horrores e queria ficar com o seu conto.

    Boa sorte no desafio.

    Ah! Uma palavra nova para meu vocabulário “catraio”. Lancei no Google e ele me falou que significa criança, e que é mais comum no português de Portugal. Ora pois!

    Sucesso.

  73. Bruna Francielle
    14 de janeiro de 2017

    Gostei ! Confesso que tive de recorrer ao Google por 2 vezes.. uma pra saber o que é “catraio”, outra para saber quem é Ícaro.
    Ficou simples e singelo, mostra a inocência e a pureza das crianças, divertindo-se com algo tão simples como uma chuva.

  74. Edson Carvalho dos Santos Filho
    14 de janeiro de 2017

    Que ótimo! Enfim, poesia num conto! Estava meio cansado de contos tétricos e sombrios. Grato por me proporcionar isso!

  75. Fernando Cyrino
    14 de janeiro de 2017

    Um bonito conto, ou seria uma poesia? Gosto do seu conto/poema. remete-me à infância. Há muito tempo não via ser usada a palavra catraio. Bacana. Parabéns e sucesso.

  76. andré souto
    14 de janeiro de 2017

    Um belo devaneio poético.Boa sorte.

  77. Olisomar Pires
    14 de janeiro de 2017

    Belo poema.

  78. Guilherme de Oliveira Paes
    14 de janeiro de 2017

    Bastante poético, o que serve bem ao tema escolhido: o universo infantil tem tudo a ver com o lirismo. Talvez pudesse haver mais desdobramentos na história, o que penso que é necessário para um conto.

  79. Zé Ronaldo
    14 de janeiro de 2017

    Cara, tu sabe que agora estou em dúvida se é texto aberto ou fechado? Tem um que de ser todo um texto metafórico, alegórico. É uma prosa poética de primeira, não se tem dúvida. A simplicidade e a singeleza do texto são o maior exemplo disso. Apreciei bastante.

    • Patricia Marguê Cana Verde Silva
      14 de janeiro de 2017

      Quanta sensibilidade! Meus textos são sempre metafóricos, matou a charada! Sabes ler entrelinhas e além delas. Parabéns pelo OLHAR. Agradecida! Boa sorte!

  80. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    Um poema! Gostei. Me fez voltar para a infância, vendo a água correr na sarjeta rua à baixo, levando barquinhos de papel e os mais afoitos, pés descalços, aproveitando o momento. Gostei muito!

  81. Virgílio Gabriel
    13 de janeiro de 2017

    Simples, bonito e bem feito. Não é uma leitura que surpreende, mas, como disse a Anorkinda, refresca. Parabéns, vejo muito talento e sensibilidade por aqui.

  82. Keynes Aynaud
    13 de janeiro de 2017

    Poético e realmente lembra a imaginação infanto-juvenil. Bom trabalho. Boa sorte com o desafio.

  83. Anorkinda Neide
    13 de janeiro de 2017

    humm poético…
    mas a gota chega ao céu, sim.. evaporando no sol.. hehe
    É bonito, é leve.. a gente dá uma refrescada por aqui.
    parabens. abração

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .