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Detox Literário.

Descarregos (Elicio Nascimento)

descarregos

Orgulhoso da vida imaculada e da prostituta justiça brasileira, o reverendo não perdoa. Desdenha o jejum a que foi obrigado. Do carrão ele aborda uma transeunte de minissaia que, com pouco, é intimada ao exorcismo privado. Argumenta com a força apocalíptica de sempre: “Ou dá ou desce! ”. A mesma que lhe rendeu inúmeros processos.

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82 comentários em “Descarregos (Elicio Nascimento)

  1. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Senti um tom meio Rubem Fonseca, sabe? Gostei. Mas pedia um desenvolvimento maior, talvez. Boa sorte!

  2. Roselaine Hahn
    27 de janeiro de 2017

    Na releitura consegui captar a escuridão do sr. reverendo, um texto marginal, várias referências religiosas que enriquecem e direcionam o texto de acordo com o objetivo da mensagem a que se propõe. Apesar de microcurto, não é de leitura fácil, e leva o leitor a reflexões do tipo bofetadas. Talvez “me dá esse corpo que não te pertence” ficaria melhor no contexto, ao invés de “ou dá ou desce!”.

  3. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    A ideia do texto é boa, uma critica a sociedade atual, mas deixou a desejar. Faltou um pouco de conteúdo, mesmo tendo uma essência boa. Achei o texto um pouco confuso também, mas ao reler diversas vezes consegui entender melhor onde o autor(a) queria chegar. Boa sorte!

  4. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Não gostei muito não. Boa sorte!

  5. Sra Datti
    27 de janeiro de 2017

    Crítica social sobre a hipocrisia que permeia o meio religioso. Um salto profundo nas contas de um cidadão, capaz de cuspir no sagrado que tanto venera, frente aos idiotas que o seguem (e que ainda beijam as algemas). Tem o poder da palavra, e a preenche com ardor, trabalhando habilmente na manipulação do seu rebanho. Tudo isso, contando com a proteção daqueles que também deveriam zelar por nós: sociedade em perigo (por falta de conhecimento e reflexão).
    O termo “Ou dá ou desce!” embora um clichezão que parece destoante de tudo, parecer abocanhar o significado pretendido pelo autor.
    Escrita sem erros.
    Bom texto.

  6. Simoni Dário
    27 de janeiro de 2017

    Um conto que apesar da crítica deixa um pouco a desejar. Falta algum movimento no enredo. A podridão conhecida mas que sempre mexe com os sentimentos de repulsa. Quando é narrado o orgulho do reverendo da prostituta justiça brasileira, chega a dar náusea.
    Bom desafio!

  7. Leo Jardim
    26 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐▫▫): achei simples o reverendo que pega prostitutas na rua. Não entendi a última frase: ele recebeu vários processos por não pagar o programa?um religioso que pega prostitutas na rua. Não entendi muito bem a última frase: o que lhe rendeu processos? A força apocalíptica ou a forma como trata as pessoas?

    📝 Técnica (⭐▫▫▫): um pouco confusa e travada, talvez pelo mau uso da pontuação, como em “Do carrão *vírgula* ele aborda”. Separar o texto em parágrafos e narrar com mais calma com certeza ajudaria.achei um pouco travada, incomodando um pouco a leitura, talvez por problemas de pontuação, como em “Do carrão *vírgula* ele aborda uma transeunte”. Separar o texto em parágrafos também podia ajudar.

    💡 Criatividade (⭐▫): um mote bastante comum. um mote comum.

    ✂ Concisão (⭐▫): a última frase parece destacada das demais, acho que faltou uma melhor conexão das ideias.o final me pareceu desconectado semanticamente do resto.

    🎭 Impacto (⭐▫▫▫): talvez pelos problemas apresentados ou por não compreender totalmente a proposta, o texto não chegou a causar impacto. pelo já apresentado e, mais provavelmente, por não ter entendido o final, o impacto do texto foi bem reduzido.

  8. Victória
    26 de janeiro de 2017

    Confesso que na primeira leitura ignorei se tratar de um “reverendo” e achei que o texto era sobre um dos tantos Juízes que se julgam acima de Deus. Valeu a crítica e gostei da ambiguidade da frase “Ou dá ou desce!”, mas no geral seu conto não teve muito impacto não.

  9. rsollberg
    26 de janeiro de 2017

    Bom conto.
    Crítica atilada e contundente aos “ministros do senhor” que abusam da fé para obter vantagem. Estelionatários que cada vez mais arrebanham incautos sem esperança e perspectivas. Gente da pior espécie.
    Parabéns por conseguir resumir tudo isso nesse microconto despertando esse tipo de revolta no leitor. Texto bom é o que mexe com a gente e nos faz refletir, no caso concreto, certamente a primeira opção ocorreu aqui.
    Parabéns!

  10. Jowilton Amaral da Costa
    26 de janeiro de 2017

    Bom conto. Uma boa crítica as religiões e seus religiosos de araque. Boa condução da narrativa que estabeleceu um bom impacto ao desfecho.

  11. Pedro Luna
    26 de janeiro de 2017

    Uma crítica para aqueles de “vida imaculada”. Apesar do conto entregar pouco, até consegui enxergar a figura do reverendo, daqueles bem agitados, de voz alta, fala o que os outros querem ouvir, figura que chama a atenção e dá asco quando a conhecemos bem. Um homem que erra mas pensa estar certo. Só que achei pouco… não gostei muito. A crítica está aí, mas falta um pouco de vida ao conto.

  12. Lídia
    26 de janeiro de 2017

    Acho que se você trabalhar um pouco mais o texto, consegue algo muito bom porque a metáfora é boa.
    Tente reescrevê-lo. Acho que foi o limite de palavras que te atrapalhou.
    Boa sorte!

  13. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Marginaldo,

    Tudo bem?

    Crítica à igreja é algo forte. Assunto que não se esgota em si mesmo e deve, e pode, ser abordado à exaustão.

    O que me confundiu um pouco foi a “prostituta justiça brasileira”. Embora você aborde os processos que o reverendo sofreu no final, essa parte faz, ao menos para mim, parecer que é a justiça que o padre aborda para o “dá ou desce”.

    Gostei de seu estilo.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  14. Andreza Araujo
    25 de janeiro de 2017

    As metáforas são boas e a crítica é pertinente, mas o conto em si não me cativou. Achei que foi tudo muito rápido, apesar das ótimas escolhas das palavras usadas. Ou seja, as frases são interessantes (é possível divagar horas sobre elas), mas o conjunto da obra achei meio morno.

  15. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    um texto que não fala só, também diz alguma coisa, então merece toda a minha atenção. Gostei, mostras que sabes escrever, mas no final pareceu-me que podias ter sido muito mais incisivo, pois resultaria um texto muito mais forte. De qualquer modo muitos parabéns

  16. Fil Felix
    25 de janeiro de 2017

    Gostei do tom despretensioso em fazer algumas críticas, conseguindo gerar boas reflexões a respeito da justiça brasileira, do poder da religião hoje em dia e das inúmeras personagens pastores que prostituem e se prostituem. A narrativa é bem seca e sem rodeios o que é interessante, só senti falta de algo mais impactante. Mas é um bom conto.

  17. Felipe Teodoro
    25 de janeiro de 2017

    Conto que trata de um tema forte, consegue trazer uma crítica importante, porém, não trabalha tanto com emoção. A trama é bem fechada e apesar de bem escrita, parece faltar algo para causar um pouco mais de impacto. Acredito que na necessidade de contar o caso em poucas palavras, o autor acabou resumindo de mais as coisas.

  18. Gustavo Aquino Dos Reis
    25 de janeiro de 2017

    Marginaldo,

    queria infinitamente ter gostado do seu conto. Ele me pegou pelo pé, me fisgou, e fui sendo levado por ele. Porém, ele termina de uma maneira abrupta. Acho que se houvesse sido melhor trabalhado, e se valido do limite do certame, tudo teria sido diferente.

    Parabéns.

  19. Tiago Menezes
    25 de janeiro de 2017

    Seu texto tem fortes críticas a políticos e a certos membros de determinadas religiões. Muito bem escrito, por sinal. “Exorcismo privado” teria sido um título perfeito. Gostei do termo. Belo conto, parabéns.

  20. Renato Silva
    25 de janeiro de 2017

    Esse “dá ou desce” não seria uma ambiguidade, já que também é uma forma de intimação de fiéis? Ao que me parece, o conto fala de algum tipo de “sacerdote”, alguém poderoso. Não é só um homem que se sente acima da lei para assediar mulheres, seu assédio vai muito além disso. A narrativa é curta, mas bem incisiva. Passou sua mensagem.

    Boa sorte.

  21. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Bom, vamos começar pela última frase: há dubiedade se “A mesma que lhe rendeu inúmero processos” é a argumentação, a força apocalíptica ou a transeunte. O ponto alto do texto foi a expressão “exorcismo privado”. Poderia ser o título. No entanto, acho que esse texto teve cara de fotografia, mais do que cinema. Faltou movimento na história, essa é a minha impressão. Boa sorte!

  22. Douglas Moreira Costa
    24 de janeiro de 2017

    Gostei da forma como descreveu uma realidade tão bem escondida, é direto e muito bem transmitido. Mas acho que acaba ai, não teve muito mais impacto além da exposição do fato, não teve um desfecho irônico, dramático ou um desfecho at all. Apesar disso o que apresentou é muito bom, só podia ter sido menos conciso.

  23. Lee Rodrigues
    24 de janeiro de 2017

    “Descarregos” me levou lá nas tardes do descarrego de uma instituição religiosa, e o “dá ou desce”, nos seus loteamentos celestiais, mas sei que seu texto vai além disso, é uma crítica tecida com um bom jogo de palavras.

    Bom, infelizmente há sujeira sob vários tapetes.

  24. Tom Lima
    24 de janeiro de 2017

    Muito curto, muito seco pra mim. Tem uma certa força pelo realismo.
    Mas a moça de minissaia foi intimada a entrar, o cara diz “ou da ou desce”, ela desce. Fim da história? Fica parecendo sem sentido. Há a opção de descer? A intimação anterior impede de descer? Isso me confundiu.

    Boa sorte.

    Abraços.

  25. Srgio Ferrari
    24 de janeiro de 2017

    “Prostituta justiça brasileira” “transeunte de minissaia”, Muito cheio de certezas e má escolhas de palavra, na cara demais, seco demais. Taí um caso onde o hermetismo serviria ao microconto muito melhor.

  26. catarinacunha2015
    24 de janeiro de 2017

    MERGULHO de cara no chorume da caçamba de lixo. Um descarrego só, possui mais julgamento do que evolução do personagem. NÃO há IMPACTO e sim um escorregadio deslize verborrágico.

  27. Wender Lemes
    23 de janeiro de 2017

    Olá. Gostei da narrativa crua, do modo como expõe o assédio. O resultado dos processos fica no subjetivo. Podemos supor que não tenham ido muito longe, uma vez que a justiça só demanda seu legítimo pagamento. As associações e insinuações foram muito competentes.
    Parabéns e boa sorte.

  28. Miquéias Dell'Orti
    23 de janeiro de 2017

    Olá,

    Gostei da dualidade do título com o “escape” que certos homens “de bem” juram de pés juntos nunca terem realizado.

    As comparações e metáforas utilizadas ficaram ótimas e só somaram ao teor crítico que o autor queria passar.

    O final não teve grande impacto para mim, mas o restante da construção valeu a leitura.

  29. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    O pior? É real, tão real… Gostei bastante, apesar de odiar esse avanço de reverendos podres em seus carrões

  30. Cilas Medi
    22 de janeiro de 2017

    Um misto de alguma coisa com algo que não entendi muito bem. Um pouco displicente, talvez sem vontade ou de pressa para poder participar, não acho que cumpriu um mínimo de palavras para esse desafio.

  31. Estela Menezes
    22 de janeiro de 2017

    Li, reli , quanto mais lia, mais envolvida ia ficando. Curto, seco, ágil e forte, um jeito original de narrar que ao mesmo tempo descreve e vai comentando a ação, provocando reflexões. O “dá ou desce” me pareceu fora do registro do texto, mas algum colega viu nisso uma alusão a uma figura conhecida que lembraria o personagem do conto. Ainda assim, não sei se terá valido a pena incluir a expressão tão banal e lugar comum…

  32. Leandro B.
    20 de janeiro de 2017

    Oi, Marginaldo.

    Olha, achei o conto interessante por sair do lugar comum no que diz respeito à forma, o que faz com muita competência, mas no que diz respeito à história em si, achei a crítica um pouco rasa, ou simplesmente batida no que diz respeito à crítica de figuras religiosas.

    O comportamento e a referência à justiça (e aos processos que ainda virão) indicam que foi justamente pelo abuso sexual que o sacerdote pagou o tribunal.

    Algo que me incomodou um pouco foi a relação entre justiça e prostituição (de modo que a figura de prostituta aparece em um aspecto pejorativo, para denegrir a justiça), ao mesmo tempo em que se denuncia uma objetificação da mulher por parte do reverendo. Achei contraditório.

  33. Givago Domingues Thimoti
    20 de janeiro de 2017

    Gostei do conto, por mais que ele não esteja em um dos meus favoritos. Para mim, o grande trunfo desse conto é a crítica social, “escondida” pela metáfora.
    Boa sorte no desafio!

  34. Bia Machado
    20 de janeiro de 2017

    Mostra bem a realidade de certos religiosos, acredito que o autor/autora se empenhou em elaborar bem o texto, escolhendo algumas frases de efeito, mas não sei se surtiu o efeito desejado. Em mim, não tanto como eu gostaria dque surtisse, como aconteceu em relação ao conto do Eco do Umberto. Hum, essa personagem me dá nojo, quantos não existirão por aí como ele, se fazendo de alguém com a reputação ilibada, bastando pra isso só pagar o que a “justiça” pede. Um efeito mediano, no meu caso. Gostei da premissa, mas faltou algo para uma execução melhor. Olha, pra mim essa imagem não combinou com as que construí lendo o seu texto.

  35. mariasantino1
    20 de janeiro de 2017

    Oi, tudo bem?

    Então, eu gostei do conto. Lembra um pouco outro conto deste certame “A Rosa do Nome” onde a ideia lá é: se Deus perdoa, vamo pecar, né? E neste vemos o sacerdote percebendo que a justiça é joguete de quem paga mais. Ambos criticam e mostram a deturpação de ideias ao seu favor.
    Sobre a estrutura e escrita eu achei que você foi feliz na escolha das palavras, porque o limite nem foi alcançado, mas a ideia está aí , redonda.

    Provavelmente seu texto figure em minha lista (não é promessa). Parabéns e boa sorte.

  36. Evandro Furtado
    20 de janeiro de 2017

    Há um certo trabalho interessante com a linguagem, brincando com aspectos mais formais da língua. A narrativa na perspectiva do presente, concede um caráter de atemporalidade à crítica inserida no conto.

    Resultado – Average

  37. Vitor De Lerbo
    20 de janeiro de 2017

    Apesar de ser um tema já bastante abordado (e qual não é?), algumas metáforas bem feitas deixam o conto interessante e original.
    Boa sorte!

  38. Juliano Gadêlha
    20 de janeiro de 2017

    É um conto bem escrito e com uma premissa até interessante, mas não creio que tenha atingido seu potencial. O início é bom. O que faltou, na minha opinião, foi algo mais impactante no decorrer do texto. Ainda assim, um bom trabalho. Parabéns!

  39. waldo gomes
    19 de janeiro de 2017

    Conto sobre algo que não se disse, mas todo mundo acha que viu outra coisa.

    A frase ” Ou dá ou desce” estragou tudo.

    No mais, é até legalzinho.

  40. Amanda Gomez
    19 de janeiro de 2017

    Olá,

    Um conto bem realidade crua e nua. A figura apresentada pode ser uma carapuça que serviria para inúmeras pessoas e personalidades que conhecemos. A justiça nunca foi tão bem denominada, é uma prostituta que serve a quem lhe paga.

    No contexto geral, não tem nada de novo, de tão banal que essas coisas se tornaram, nada nos surpreende mais, quando o quesito é corrupção, má fé e todos seus derivados.

    Mas é um bom conto, que cumpre o que propôs!

    Boa sorte no desafio.

  41. Fheluany Nogueira
    19 de janeiro de 2017

    Cena narrativa tensa que traz uma forte crítica social e religiosa. Frases de efeito, o título e até a brincadeira do pseudônimo completam o sentido do texto. Sem
    erros, ritmo adequado, mas não causa muito impacto, talvez porque o tema esteja batido. Os valores morais e religiosos são assunto de várias obras; algumas, em português: Auto da Barca do Inferno, O Crime do Padre Amaro, Auto da Compadecida,etc. Mesmo assim bom trabalho. Abraços.

  42. Marco Aurélio Saraiva
    19 de janeiro de 2017

    Uma crítica forte e direta, usando a famosa figura do Edir Macedo como personagem principal, mas que pode ser aplicada, é claro, a qualquer outro líder religioso, ou além: a qualquer pessoa com influência ou dinheiro o suficiente para explorar a “justiça prostituta” do país. Concordo com a crítica. Nossa país é realmente assim.

    A referência óbvia ao Edir Macedo ficou clara na frase “ou dá ou desce”. Se entendi bem, o “jejum” citado no conto é o tempo que ele ficou preso em 1992. Saindo da prisão após onze dias, queria “estravasar” sua raiva com o primeiro rabo de saia que encontrou.

    Forte. Um verdadeiro tapa na cara.

  43. Claudia Roberta Angst
    19 de janeiro de 2017

    Interessante jogo de palavras, criando imagens impactantes. A crítica social está presente de forma evidente.
    Fiquei com uma dúvida – era o primeiro “delito” do reverendo (“Orgulhoso da vida imaculada…”) ou ele já havia cometido atos que lhe valeram processos (“A mesma que lhe rendeu inúmeros processos.”) ? As duas possibilidades me parecem possíveis.
    Não encontrei erros ou entraves na sua narrativa. Ritmo adequado à trama apresentada.
    Boa sorte!

  44. Anderson Henrique
    19 de janeiro de 2017

    Do seu texto, eu trocaria apenas a palavra reverendo por padre (para fortalecer a questão do celibato). Fora isso, tudo certo. Gostei muito da proximidade criada entre sexo e exorcismo e da força apocalíptica na ordem do padre (já virou padre pra mim). No contexto do conto, essas relações são muito fortes. Parabéns.

  45. Iolandinha Pinheiro
    19 de janeiro de 2017

    Não gosto de críticas sociais que fiquem pela superfície, usando frases de efeito. Um reverendo é uma autoridade religiosa da igreja protestante, portanto, pessoas que podem casar (fazer sexo), então acredito que o jejum se refira aos processos que tem por abuso/estupro. A referência à justiça prostituta deve ser porque ele pagou e foi absolvido nos processos criminais. Gostei dele usar o termo exorcismo para o sexo que está prestes a praticar, porque dá ideia de que será um sexo violento. Também, só pelo hábito, esses caras gostam de justificar suas ações dizendo que estão fazendo algo “em nome de Deus”. Embora não precise, porque não há consciência.

  46. Laís Helena Serra Ramalho
    19 de janeiro de 2017

    Não é o meu tipo favorito de história, mas o conto está bem escrito, com metáforas bem utilizadas (só não tenho certeza de ter entendido “prostituta justiça brasileira”). O personagem foi bem construído, mesmo dentro do limite de palavras, ainda que o enredo não seja tão original.

  47. Fabio Baptista
    19 de janeiro de 2017

    A primeira linha faz uma promessa de tapa na cara que acaba não se cumprindo.
    Apesar da construção diferenciada e das frases inteligentes, ficou aquela sensação de que poderia ter ido além, ser mais incisivo ou direto.

    Acabou sem impacto, infelizmente.

    Abraço!

  48. Luis Guilherme
    18 de janeiro de 2017

    Gostei da crítica social à “justiça prostituta”

    Concordo plenamente.

    Como comentei no conto anterior, “Fora do trem”, adoro conto com contexto social.

    Não entendi bem a relação da foto com o texto, fiquei pensando um tempão nisso hahaha.

    Enfim, gostei. Parabéns!

  49. Gustavo Castro Araujo
    18 de janeiro de 2017

    O conto possui forte crítica social, como se vê na alusão á Justiça e no comportamento doentio contumaz do tal reverendo, que pouca importância dá às consequências de seus atos. É um bom jogo de palavras, mas fica nisso, qual um grito de protesto legítimo que no entanto morre em meio a multidão que vibra com um gol no Maracanã ou com o Carnaval. Bom trabalho.

  50. Thiago de Melo
    18 de janeiro de 2017

    É um bom texto. Tem uma mensagem importante e necessária nos dias de hoje.
    Fiquei me perguntando quem seria esse “reverendo”: seria um padre? um pastor protestante? ou simplesmente alguém importante por qualquer razão?

    A “prostituta justiça brasileira” foi uma alfinetada bem precisa e muito bem empregada. Parabéns!

  51. Andre Luiz
    18 de janeiro de 2017

    Um conto figurativo que faz o leitor pensar, pois não apresenta as coisas de mão beijada.

    -Originalidade(8,0): Interessante a perspectiva adotada. Eu mesmo já escrevi textos que mesclavam religião e justiça, porém nunca enxerguei por esta ótica.

    -Construção(8,0): Gostei de algumas passagens, principalmente do jogo de palavras em: ‘Ou dá, ou racha’. Lembra-me que as pessoas podem ser cruéis, às vezes.

    -Apego(6,5): Eu exploraria mais a figura ou do reverendo ou da prostituta, para dar mais dramaticidade no conto.

    Boa sorte!

    • Andre Luiz
      18 de janeiro de 2017

      P.S.:Eu também não compreendi muito a relação da imagem com o conto propriamente dito.

  52. Thata Pereira
    17 de janeiro de 2017

    Eu conheço o termo reverendo utilizado nas igrejas protestantes e, nesse caso, pastores podem se casar e ter relações sexuais, o que quebrou um pouco o sentido de “jejum” para mim. Mas isso foi o meu contexto.

    Pensando em reverendo como alguém a ser reverenciado, os padres se enquadram. Nesse caso, as metáforas foram muito bem empregadas e a linguagem casa com o cenário presente no conto.

    Só não associei a imagem com a história.

    Boa sorte!

  53. Matheus Pacheco
    17 de janeiro de 2017

    Eu vou dizer que o texto está devidamente escrito, mas eu achei, veja bem eu só achei, que a escolha do conto um tanto “batida”, pois é algo que vemos todos os dias e estamos cansados de nos revoltar, e ainda quando estamos extremamente revoltados tendemos a expressar isso, sendo em um texto ou em um conto.
    Eu vou ser sincero que eu não curti muito o conto, mas não tiro o mérito das metáforas e da forma que foi escrito.
    Um abração

  54. Davenir Viganon
    17 de janeiro de 2017

    Bom jogo de palavras, linguagem crua [no ponto que eu gosto] e uma crítica ácida e certeira. Se eu pedisse um conto num restaurante, o garçom teria de anotar todas as características que atribuí agora ao seu conto. Gostei bastante!

  55. Priscila Pereira
    17 de janeiro de 2017

    Oi Marginaldo, então, você quis fazer uma crítica aos padres, que “Desdenha o jejum a que foi obrigado”, ou talvez a banalização do perdão: “o reverendo não perdoa” ou talvez zombar de rituais religiosos :”é intimada ao exorcismo privado”. Bem, de qualquer jeito, eu não gostei. Desculpe. Boa sorte!

  56. rubemcabral
    17 de janeiro de 2017

    Olá, Marginaldo.

    Muito bom! Excelente a escolha das palavras, cheias de segundos significados. Boas metáforas também, fora o humor ácido e a crítica social.

    Nota: 9.

  57. Sabrina Dalbelo
    17 de janeiro de 2017

    Marginaldo, muito legal!

    Adorei o cenário e os sentimentos envolvidos, mas poderia ter tido mais. Não queria mais informação, mas mais história.
    E a última frase não rolou. Pra mim, ela poderia ser escrita de forma diferente, talvez, essa sim, com um pouco mais de informação.
    Boa sorte!

  58. Victor F. Miranda
    17 de janeiro de 2017

    Excelente escolha de palavras para a narrativa relacionada ao personagem escolhido, história e crítica. Já está entre os preferidos! Parabéns.

  59. Vanessa Oliveira
    16 de janeiro de 2017

    Não sei se entendi muito bem, mas vamos lá. O reverendo é, na verdade, um charlatão. Prega uma coisa e faz outra. É isso? Se for, acho relevante, já que existem muitos por aí que são desse jeitinho ai. Bem, o texto, em si, está simples, direto ao ponto, e faz uma critica interessante. Boa sorte!

  60. Tatiane Mara
    16 de janeiro de 2017

    Olá…

    O conto parece ser uma crítica a alguma coisa e nesse sentido é amplo.

    Quando se restringe a personagens, perde a força.

    Acho que a inversão “prostituta justiça …” não ficou legal, mas só acho.

    Bem escrito, é.

    Boa sorte.

  61. Luiz Eduardo
    16 de janeiro de 2017

    Gostei da critica, da crueza como o personagem foi caracterizado, só acho que se vc se demorasse menos nessa apresentação, poderia ter desenvolvido um pouco mais a história em si. Parabéns e boa sorte!

  62. juliana calafange da costa ribeiro
    16 de janeiro de 2017

    boa premissa essa de comparar a justiça brasileira à prostituta de minissaia, mas acho q o texto ficou meio solto. A economia de palavras é um exercício difícil, mas especialmente o final, a última frase, ficou um pouco fraca. Quem é “a mesma” q lhe rendeu processos? A força apocalíptica? A transeunte de minissaia? Minha única crítica. Parabéns!

  63. Brian Oliveira Lancaster
    16 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Texto bastante curioso. Curto, mas com linhas poderosas e cheias de significado. – 9,0
    O: Diferente, apesar de focar no cotidiano. Tem uma crítica embutida, mas sem soar pedante, o que foi muito bom. A conclusão casa bem com o início e nos leva a pensar “que país é este?”. – 9,0
    D: Tranquilo, com escrita leve, trazendo apenas o essencial. Muito bem escrito e delineado. – 9,0
    Fator “Oh my”: textos com críticas costumam ser arrastados, mas não foi o caso aqui. É direto ao ponto – soco no estômago e revide se puder.

  64. Antonio Stegues Batista
    16 de janeiro de 2017

    Um sacerdote que não respeita a religião que representa. Os padres de hoje não são só sacerdotes, são cantores, se vestem na moda, namoram, são artistas e muito mais. E o Papa se descabela com tanta barbaridades. Parecia que Profecia está se realizando. Quanto ao texto, mostra a realidade.

  65. Ceres Marcon
    15 de janeiro de 2017

    Pois é. Ou dá ou desce. Tudo por aqui é mais ou menos assim.
    Gostei da linguagem. É bem direta.
    Um bom conto. Parabéns!

  66. Glória W. de Oliveira Souza
    15 de janeiro de 2017

    Texto curto. Sem dramaticidade cênica. Descritivo. Típico e de fácil percepção: assédio. Moralista e machista. Final sem impacto. Nem mesmo os processos, pois isso é consequência lógica e legal. Insonso.

  67. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    15 de janeiro de 2017

    Política e religião, dois temas tão antigos, que muitas vezes andam de mãos dadas, que são tão abordados e que não saem da moda. Houve períodos da história, não tão distantes, onde a igreja ditava os rumos da política e os conchavos, os acordos eram tão fortes que era impossível um candidato a um alto cargo ser eleito sem acatar as condições da igreja. Hoje as coisas já não são assim, mas a podridão nos dois meios ainda é muito forte. Como no conto onde o padre diz à moça “ou dá ou desce”, a população brasileira também se sente “prostituta”, servil, à mercê dos nossos governantes que tudo fazem, tudo podem quando bem entendem, sem qualquer autoridade que possa puni-los. Parabéns por esta referência nem um pouco velada, Marginaldo.

  68. Tiago Volpato
    15 de janeiro de 2017

    Sou um homem simples, vejo alguém falando mal de pastor, já curto. Piadas a parte, ótimo texto, muito bem escrito. O ‘ou dá ou desce’ me lembrou uma piada que ouvia quando criança. Ah! bons tempos. Abraços.

  69. José Leonardo
    14 de janeiro de 2017

    Olá, Marginaldo.

    Um texto bem atual, que versa sobre o caradurismo da hipocrisia (nada nem velado, mas sim com caráter “institucionalizado”, como se o portador nem se visse como um hipócrita, como isso fosse alheio a ele por diversos motivos). A justiça como prostituta, vendida a quem paga mais, foi boa sacada. Na verdade, o elemento da hipocrisia está tão acentuado em seu personagem que ele aparentemente acredita nas próprias mentiras e trata as prostitutas da mesma maneira.

    Serve muito como reflexão.

    Boa sorte neste desafio

  70. Bruna Francielle
    14 de janeiro de 2017

    Bem, aqui retrata algum líder religioso, que na verdade é algum tipo de aproveitador e corrupto.
    “Ou dá ou desce”, refere-se a um assédio, ele quer dizer que se ela não ficar com ele, ela vai descer pro inferno.
    Seria a mulher prostituta ou não?
    Enfim, um conto em que mostra um líder religioso aparentemente usando seu ‘cargo’ para cometer crimes ou coisas erradas
    Achei razoável, usou um personagem bastante estereotipado e clichê

  71. Edson Carvalho dos Santos Filho
    14 de janeiro de 2017

    Faltou algumas sutilezas. “Ou dá ou desce” deveria ser dito com a moça dentro do carro, e não no momento em que é abordada.

  72. Fernando Cyrino
    14 de janeiro de 2017

    Um conto forte, um conto que é um soco no estômago. Uma narrativa que vem me trazer as questões tão humanas e atuais da hipocrisia. Parabéns, gostei dele, gostei bastante. Abraços de sucesso.

  73. andré souto
    14 de janeiro de 2017

    Uma trama interessante,mas com uma carga de ambivalência que me confundiu.Boa sorte.

  74. Olisomar Pires
    14 de janeiro de 2017

    Bom conto. Bem escrito, fluente, se encerra em si mesmo, excetuando-se metáforas pra qualquer gosto.

    Prefiro me ater ao ambíguo e nesse caso, o “dá ou desce” é dispensável, visto que a criatura já estava paga, seja a prostituta, seja a propina, apenas esse final estragou tudo, na minha concepção.

  75. Guilherme de Oliveira Paes
    14 de janeiro de 2017

    Ótimo tema, forte, foi bem explorado. No final parece haver uma contradição entre a fala e a descrição da cena: a mulher é uma transeunte, está fora do carro, mas é utilizada a expressão “ou dá ou desce”. No entanto não prejudica a história, é passível de diferentes formas de interpretação.

  76. Zé Ronaldo
    14 de janeiro de 2017

    Apesar de conto fechado e, assim, ferindo um dos conceitos do microconto, a polissemia polinizada no texto é excepcional! A escolha das palavras e a desconstrução, muitas vezes, de seus significados, ficou bom pacas. O título é muito inteligente, variando da diversidade de religiões, ao descarrego das tensões sexuais do homem da fé.

  77. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    Gostei de como construiu a imagem da personagem, de como nos remete à impunidade, à falta total de ligação com o sagrado, às questões das sociedade e da justiça do país. Boas figuras de linguagem. Boa reflexão. Um bom conto.

  78. Virgílio Gabriel
    13 de janeiro de 2017

    Ainda não sei se entendo como real ou metalinguístico, mas confesso que pelos dois prismas, não me senti realizado em ler. Padres atrás de prostitutas, se tornou algo comum, e tratar o país como prostituta, nem me parece algo anormal também. Mas boa sorte no desafio.

  79. Keynes Aynaud
    13 de janeiro de 2017

    Um bom jogo de metáforas e bem escrito. Eu não diria que é uma hipocrisia religiosa em geral, mas sim do religioso que comete esses pecados. E há muito disso nos grandes nomes de algumas igrejas. Bom trabalho. Boa sorte com o desafio.

  80. Eduardo Selga
    13 de janeiro de 2017

    Muito competente a jogo de palavras em toda a narrativa, como se pode ver em a “prostituta justiça brasileira”, uma dupla referência que tanto remete à transeunte de minissaia quanto ao nosso sistema judiciário, que permite barbaridades na medida de sua lentidão. Igualmente feliz foi a expressão “o reverendo não perdoa”, uma referência à hipocrisia religiosa, especificamente a católica, no caso.

    Quando a personagem “é intimada ao exorcismo privado”, fica a pergunta: quem exorciza quem? O “capeta” certamente está no corpo do religioso, mas, ao contrário do que se espera, ele precisa sair do corpo urgentemente, na forma de gemidos, urros e orgasmo.

  81. Anorkinda Neide
    13 de janeiro de 2017

    Olá!
    Se entendi é uma metáfora.. ou dá ou desce seria corrupção praticada à prostitua justiça brasileira? assim sendo o microconto serve a um propósito de mensagem, mesmo q demasiado obscura..mas se interpreto literalmente, fica meio sem sal, um padre abocanhando prostitutas nao me choca, acho até banal hahua
    vc poderia ser um pouco mais claro, separando parágrafos, de repente.
    como disse, se for a metáfora (e eu nao sou boa em decifrá-las) o conto ganha muitos pontos comigo.
    parabens. abraço

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .