EntreContos

Literatura que desafia.

Descarregos (Elicio Nascimento)

descarregos

Orgulhoso da vida imaculada e da prostituta justiça brasileira, o reverendo não perdoa. Desdenha o jejum a que foi obrigado. Do carrão ele aborda uma transeunte de minissaia que, com pouco, é intimada ao exorcismo privado. Argumenta com a força apocalíptica de sempre: “Ou dá ou desce! ”. A mesma que lhe rendeu inúmeros processos.

Anúncios

82 comentários em “Descarregos (Elicio Nascimento)

  1. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Senti um tom meio Rubem Fonseca, sabe? Gostei. Mas pedia um desenvolvimento maior, talvez. Boa sorte!

  2. Roselaine Hahn
    27 de janeiro de 2017

    Na releitura consegui captar a escuridão do sr. reverendo, um texto marginal, várias referências religiosas que enriquecem e direcionam o texto de acordo com o objetivo da mensagem a que se propõe. Apesar de microcurto, não é de leitura fácil, e leva o leitor a reflexões do tipo bofetadas. Talvez “me dá esse corpo que não te pertence” ficaria melhor no contexto, ao invés de “ou dá ou desce!”.

  3. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    A ideia do texto é boa, uma critica a sociedade atual, mas deixou a desejar. Faltou um pouco de conteúdo, mesmo tendo uma essência boa. Achei o texto um pouco confuso também, mas ao reler diversas vezes consegui entender melhor onde o autor(a) queria chegar. Boa sorte!

  4. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Não gostei muito não. Boa sorte!

  5. Sra Datti
    27 de janeiro de 2017

    Crítica social sobre a hipocrisia que permeia o meio religioso. Um salto profundo nas contas de um cidadão, capaz de cuspir no sagrado que tanto venera, frente aos idiotas que o seguem (e que ainda beijam as algemas). Tem o poder da palavra, e a preenche com ardor, trabalhando habilmente na manipulação do seu rebanho. Tudo isso, contando com a proteção daqueles que também deveriam zelar por nós: sociedade em perigo (por falta de conhecimento e reflexão).
    O termo “Ou dá ou desce!” embora um clichezão que parece destoante de tudo, parecer abocanhar o significado pretendido pelo autor.
    Escrita sem erros.
    Bom texto.

  6. Simoni Dário
    27 de janeiro de 2017

    Um conto que apesar da crítica deixa um pouco a desejar. Falta algum movimento no enredo. A podridão conhecida mas que sempre mexe com os sentimentos de repulsa. Quando é narrado o orgulho do reverendo da prostituta justiça brasileira, chega a dar náusea.
    Bom desafio!

  7. Leo Jardim
    26 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐▫▫): achei simples o reverendo que pega prostitutas na rua. Não entendi a última frase: ele recebeu vários processos por não pagar o programa?um religioso que pega prostitutas na rua. Não entendi muito bem a última frase: o que lhe rendeu processos? A força apocalíptica ou a forma como trata as pessoas?

    📝 Técnica (⭐▫▫▫): um pouco confusa e travada, talvez pelo mau uso da pontuação, como em “Do carrão *vírgula* ele aborda”. Separar o texto em parágrafos e narrar com mais calma com certeza ajudaria.achei um pouco travada, incomodando um pouco a leitura, talvez por problemas de pontuação, como em “Do carrão *vírgula* ele aborda uma transeunte”. Separar o texto em parágrafos também podia ajudar.

    💡 Criatividade (⭐▫): um mote bastante comum. um mote comum.

    ✂ Concisão (⭐▫): a última frase parece destacada das demais, acho que faltou uma melhor conexão das ideias.o final me pareceu desconectado semanticamente do resto.

    🎭 Impacto (⭐▫▫▫): talvez pelos problemas apresentados ou por não compreender totalmente a proposta, o texto não chegou a causar impacto. pelo já apresentado e, mais provavelmente, por não ter entendido o final, o impacto do texto foi bem reduzido.

  8. Victória
    26 de janeiro de 2017

    Confesso que na primeira leitura ignorei se tratar de um “reverendo” e achei que o texto era sobre um dos tantos Juízes que se julgam acima de Deus. Valeu a crítica e gostei da ambiguidade da frase “Ou dá ou desce!”, mas no geral seu conto não teve muito impacto não.

  9. rsollberg
    26 de janeiro de 2017

    Bom conto.
    Crítica atilada e contundente aos “ministros do senhor” que abusam da fé para obter vantagem. Estelionatários que cada vez mais arrebanham incautos sem esperança e perspectivas. Gente da pior espécie.
    Parabéns por conseguir resumir tudo isso nesse microconto despertando esse tipo de revolta no leitor. Texto bom é o que mexe com a gente e nos faz refletir, no caso concreto, certamente a primeira opção ocorreu aqui.
    Parabéns!

  10. Jowilton Amaral da Costa
    26 de janeiro de 2017

    Bom conto. Uma boa crítica as religiões e seus religiosos de araque. Boa condução da narrativa que estabeleceu um bom impacto ao desfecho.

  11. Pedro Luna
    26 de janeiro de 2017

    Uma crítica para aqueles de “vida imaculada”. Apesar do conto entregar pouco, até consegui enxergar a figura do reverendo, daqueles bem agitados, de voz alta, fala o que os outros querem ouvir, figura que chama a atenção e dá asco quando a conhecemos bem. Um homem que erra mas pensa estar certo. Só que achei pouco… não gostei muito. A crítica está aí, mas falta um pouco de vida ao conto.

  12. Lídia
    26 de janeiro de 2017

    Acho que se você trabalhar um pouco mais o texto, consegue algo muito bom porque a metáfora é boa.
    Tente reescrevê-lo. Acho que foi o limite de palavras que te atrapalhou.
    Boa sorte!

  13. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Marginaldo,

    Tudo bem?

    Crítica à igreja é algo forte. Assunto que não se esgota em si mesmo e deve, e pode, ser abordado à exaustão.

    O que me confundiu um pouco foi a “prostituta justiça brasileira”. Embora você aborde os processos que o reverendo sofreu no final, essa parte faz, ao menos para mim, parecer que é a justiça que o padre aborda para o “dá ou desce”.

    Gostei de seu estilo.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  14. Andreza Araujo
    25 de janeiro de 2017

    As metáforas são boas e a crítica é pertinente, mas o conto em si não me cativou. Achei que foi tudo muito rápido, apesar das ótimas escolhas das palavras usadas. Ou seja, as frases são interessantes (é possível divagar horas sobre elas), mas o conjunto da obra achei meio morno.

  15. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    um texto que não fala só, também diz alguma coisa, então merece toda a minha atenção. Gostei, mostras que sabes escrever, mas no final pareceu-me que podias ter sido muito mais incisivo, pois resultaria um texto muito mais forte. De qualquer modo muitos parabéns

  16. Fil Felix
    25 de janeiro de 2017

    Gostei do tom despretensioso em fazer algumas críticas, conseguindo gerar boas reflexões a respeito da justiça brasileira, do poder da religião hoje em dia e das inúmeras personagens pastores que prostituem e se prostituem. A narrativa é bem seca e sem rodeios o que é interessante, só senti falta de algo mais impactante. Mas é um bom conto.

  17. Felipe Teodoro
    25 de janeiro de 2017

    Conto que trata de um tema forte, consegue trazer uma crítica importante, porém, não trabalha tanto com emoção. A trama é bem fechada e apesar de bem escrita, parece faltar algo para causar um pouco mais de impacto. Acredito que na necessidade de contar o caso em poucas palavras, o autor acabou resumindo de mais as coisas.

  18. Gustavo Aquino Dos Reis
    25 de janeiro de 2017

    Marginaldo,

    queria infinitamente ter gostado do seu conto. Ele me pegou pelo pé, me fisgou, e fui sendo levado por ele. Porém, ele termina de uma maneira abrupta. Acho que se houvesse sido melhor trabalhado, e se valido do limite do certame, tudo teria sido diferente.

    Parabéns.

  19. Tiago Menezes
    25 de janeiro de 2017

    Seu texto tem fortes críticas a políticos e a certos membros de determinadas religiões. Muito bem escrito, por sinal. “Exorcismo privado” teria sido um título perfeito. Gostei do termo. Belo conto, parabéns.

  20. Renato Silva
    25 de janeiro de 2017

    Esse “dá ou desce” não seria uma ambiguidade, já que também é uma forma de intimação de fiéis? Ao que me parece, o conto fala de algum tipo de “sacerdote”, alguém poderoso. Não é só um homem que se sente acima da lei para assediar mulheres, seu assédio vai muito além disso. A narrativa é curta, mas bem incisiva. Passou sua mensagem.

    Boa sorte.

  21. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Bom, vamos começar pela última frase: há dubiedade se “A mesma que lhe rendeu inúmero processos” é a argumentação, a força apocalíptica ou a transeunte. O ponto alto do texto foi a expressão “exorcismo privado”. Poderia ser o título. No entanto, acho que esse texto teve cara de fotografia, mais do que cinema. Faltou movimento na história, essa é a minha impressão. Boa sorte!

  22. Douglas Moreira Costa
    24 de janeiro de 2017

    Gostei da forma como descreveu uma realidade tão bem escondida, é direto e muito bem transmitido. Mas acho que acaba ai, não teve muito mais impacto além da exposição do fato, não teve um desfecho irônico, dramático ou um desfecho at all. Apesar disso o que apresentou é muito bom, só podia ter sido menos conciso.

  23. Lee Rodrigues
    24 de janeiro de 2017

    “Descarregos” me levou lá nas tardes do descarrego de uma instituição religiosa, e o “dá ou desce”, nos seus loteamentos celestiais, mas sei que seu texto vai além disso, é uma crítica tecida com um bom jogo de palavras.

    Bom, infelizmente há sujeira sob vários tapetes.

  24. Tom Lima
    24 de janeiro de 2017

    Muito curto, muito seco pra mim. Tem uma certa força pelo realismo.
    Mas a moça de minissaia foi intimada a entrar, o cara diz “ou da ou desce”, ela desce. Fim da história? Fica parecendo sem sentido. Há a opção de descer? A intimação anterior impede de descer? Isso me confundiu.

    Boa sorte.

    Abraços.

  25. Srgio Ferrari
    24 de janeiro de 2017

    “Prostituta justiça brasileira” “transeunte de minissaia”, Muito cheio de certezas e má escolhas de palavra, na cara demais, seco demais. Taí um caso onde o hermetismo serviria ao microconto muito melhor.

  26. catarinacunha2015
    24 de janeiro de 2017

    MERGULHO de cara no chorume da caçamba de lixo. Um descarrego só, possui mais julgamento do que evolução do personagem. NÃO há IMPACTO e sim um escorregadio deslize verborrágico.

  27. Wender Lemes
    23 de janeiro de 2017

    Olá. Gostei da narrativa crua, do modo como expõe o assédio. O resultado dos processos fica no subjetivo. Podemos supor que não tenham ido muito longe, uma vez que a justiça só demanda seu legítimo pagamento. As associações e insinuações foram muito competentes.
    Parabéns e boa sorte.

  28. Miquéias Dell'Orti
    23 de janeiro de 2017

    Olá,

    Gostei da dualidade do título com o “escape” que certos homens “de bem” juram de pés juntos nunca terem realizado.

    As comparações e metáforas utilizadas ficaram ótimas e só somaram ao teor crítico que o autor queria passar.

    O final não teve grande impacto para mim, mas o restante da construção valeu a leitura.

  29. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    O pior? É real, tão real… Gostei bastante, apesar de odiar esse avanço de reverendos podres em seus carrões

  30. Cilas Medi
    22 de janeiro de 2017

    Um misto de alguma coisa com algo que não entendi muito bem. Um pouco displicente, talvez sem vontade ou de pressa para poder participar, não acho que cumpriu um mínimo de palavras para esse desafio.

  31. Estela Menezes
    22 de janeiro de 2017

    Li, reli , quanto mais lia, mais envolvida ia ficando. Curto, seco, ágil e forte, um jeito original de narrar que ao mesmo tempo descreve e vai comentando a ação, provocando reflexões. O “dá ou desce” me pareceu fora do registro do texto, mas algum colega viu nisso uma alusão a uma figura conhecida que lembraria o personagem do conto. Ainda assim, não sei se terá valido a pena incluir a expressão tão banal e lugar comum…

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .