EntreContos

Detox Literário.

Enfim (Evandro Furtado)

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Trinta e sete tiros desferidos contra o peito de um Zé Ninguém. Desceu sobre ele o anjo da morte, o manto negro caindo sobre a pele alva, os lábios vermelho-sangue sussurrando palavras inexistentes.

– Qual o meu destino? – ele perguntou.

– Só faço a entrega. – ela respondeu.

Agarrou-lhe a mão e subiram em direção às estrelas, ignorando os gritos e o choro dos que permaneciam no chão.

– Tão patéticos. – ele falou olhando para baixo. – E imaginar que já fui como eles.

Continuou a contemplá-los até que seus olhos já não permitissem que os visse.

Fechou-os. Deixou-os. Morreu-lhes, enfim.

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89 comentários em “Enfim (Evandro Furtado)

  1. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Eis a morte, novamente. E seu beijo fatal!
    Olha, eu gostei, mas… pode parecer enjoado de minha parte dizer isso, mas senti que faltou algo… mas boa sorte, em todo caso 🙂

  2. Andre Luiz
    27 de janeiro de 2017

    -Originalidade(8,0): Eu mesmo já escrevi sobre o Anjo da Morte, porém a forma como você escolheu trazer o beijo da morte foi nova para mim.

    -Construção(7,5): Senti falta de um algo a mais, e me incomodei com o “Zé Ninguém”.

    -Apego(8,0): O leitor fica se perguntando quem será essa pessoa, e o porquê de tudo isso. Nunca saberemos.

    Boa sorte!

  3. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    Apesar de uma ótima ideia, sinto que faltou algo. Foi bem construído, mas faltou um toque, talvez mais algumas linhas fossem necessárias. Apesar disto, deixou uma boa curiosidade sobre o que realmente se passou. Por qual motivo tudo aconteceu? Boa sorte!

  4. Andreza Araujo
    27 de janeiro de 2017

    Gostei da abordagem, a gente fica pensando onde ele tava (ou qual era a situação) pra ele levar tantos tiros. E quem eram essas pessoas chorando e gritando; parentes, amigos? Porque poderiam ser também pessoas desesperadas no meio de uma guerra ou algo assim. São infinitas as possibilidades e gosto dessa discussão que o texto permite. Apenas estranhei a fala do homem conforme vai para o céu, acho que faria mais sentido se fosse a anja.

  5. Felipe Alves
    27 de janeiro de 2017

    Talvez uma construção muito grande para pouco espaço. Dá pra entender tudo, mas falta um espaço maior para resolução e para instigar o leitor. Boa sorte!

  6. Jowilton Amaral da Costa
    27 de janeiro de 2017

    Bom conto. Acho que o Zé Ninguém não tomou trinta e sete tiros por acaso, claro, que não estou justificando que se matem pessoas. Sou contra a pena de morte. Mas, pela soberba com que ele subiu ao céu, demostrou que sua índole quando vivo não era das melhores e provavelmente procurou durante a vida uma forma de morrer como morreu. Boa sorte.

  7. andressa
    27 de janeiro de 2017

    Excelente, sem mais. Boa sorte!

  8. Sidney Muniz
    27 de janeiro de 2017

    Enfim um conto bom sobre esse tema. Gostei!

    Não é algo sensacional mas cumpre bem o que o autor quis passar. A ideia do Zé ninguém chamando os outros de patéticos é ótima.

    F iquei muito impressionado com a última frase. Muito bem escrita essa parte!

    Inteligente, irreverente e com uma mensagem importante. A desigualdade é aqui embaixo, lá em cima não existe essa de Zé ninguém. Mas será se existe esse negócio de lá em cima?

    M uito bom, viu! Parabéns e boa sorte no desafio!

  9. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Amour,

    Tudo bem?

    Muito bom. É tudo que eu gostaria de dizer. Sua verve é excelente. A história bem amarrada e sem a menor necessidade de mais palavras. A última frase é excelente.

    Parabéns.

    Boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  10. Gustavo Henrique
    26 de janeiro de 2017

    Foi bem construido, gostei bastante, acho que vai para o meu top 20

  11. Pedro Luna
    26 de janeiro de 2017

    – Tão patéticos. – ele falou olhando para baixo. – E imaginar que já fui como eles.

    Putz, o cara fala isso das pessoas que estão lamentando a sua morte? Kkkk. Tipo, familiares? Filho da mãe.

    Acredito que esse trecho exista para demonstrar que o Zé Ninguém na vida se sentia o barão depois da morte. Enfim, o conto é bem escrito mas não vi uma consistência na história. A entrega da morte costuma ser banal e aqui não fugiu dessa sina.

  12. Douglas Moreira Costa
    26 de janeiro de 2017

    Uma imagem muito bonita a que você narrou, tem bastante coisa ai. Eu gostei da imagem que deu à morte, e do diálogo. E ela levando ele rumo às estrelas também criou uma imagem espetacular quando disse que ele via a todos lá embaixo e os achavam patéticos. A morte dele também foi bem narrada. Acho que é um conto que se apoia na beleza da sua narração e nem tanto na história em si. E funcionou para mim.

  13. juliana calafange da costa ribeiro
    26 de janeiro de 2017

    Boa sua história. Mas, com relação à estrutura do seu conto, não entendi, afinal, quem são os “que permaneciam no chão”, gritando e chorando. No início vc fala apenas “Trinta e sete tiros desferidos contra o peito de um Zé Ninguém”. Então, em tese estamos falando de uma só pessoa. A imagem q vc usou pra ilustrar o conto é q nos faz achar q tem mais gente ali, quando vc se refere aos outros “tão patéticos” lá embaixo. Enfim, isso ficou meio confuso. Mas no todo, gostei da premissa. Nem sempre a morte é um pesar… Alguns só estão esperando pq não tem coragem de se matar, né? Vc domina bem a linguagem, tem uma boa construção das imagens, a história surpreende. Parabéns!

  14. Tiago Menezes
    26 de janeiro de 2017

    Meu comentário deu erro e não foi salvo, que pena. Bem, é um ótimo texto. A descrição do anjo da morte foi bem realizada. O texto passa um leve terror e a frase final causa certo impacto. Morreu-lhes, curti.

  15. Renato Silva
    26 de janeiro de 2017

    Tirando o exagero (37 tiros no peito, que é isso?!), o restante da narrativa é muito boa.

    “Fechou-os. Deixou-os. Morreu-lhes, enfim.”

    Esse “morreu-lhes” me parece que aquelas pessoas que ficaram na Terra morreram para ele, que agora alcançava um novo plano, certo? A ilustração escolhida bateu bem com a descrição do anjo da morte e o cenário onde se passa o conto. Gostei muito, parabéns e boa sorte.

  16. Poly
    25 de janeiro de 2017

    Conto interessante pela temática diferente do que vi até aqui. Bem escrito, sem erros. Fiquei um pouco confusa no “ele” e “ela” até por que no primeiro parágrado é mencionado “o anjo da morte”. Não tenho certeza se entendi a mensagem final, se o zé ninguém aceitou que qera um zé ninguém e entregou os pontos.

  17. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    final muito interessante, em oposição ao início que fez afastar a minha leitura, mas com a continuação da trama, o texto prendeu-me e gostei. Lamento pelo inicio do texto que estraga toda a perceção, mas de qualquer modo, parabéns

  18. krimer
    25 de janeiro de 2017

    Estranho. As idéias expostas são muita vagas para se ter uma noção do que se está falando.

    Confuso.

  19. Wender Lemes
    25 de janeiro de 2017

    Olá! Muito bom, ainda que os diálogos pudessem ser menos abismados e mais críveis. Gostei do modo como descreveu o anjo da morte, apenas um entregador (acabei imaginando uma caveira com o uniforme amarelo e o boné azul dos correios, mas isso é minha culpa, não do conto). “Morreu-lhes, enfim.” é um ótimo encerramento.
    Parabéns e boa sorte.

  20. Marco Aurélio Saraiva
    25 de janeiro de 2017

    Há uma “vertente” da literatura onde muitos autores entendem a morte como a iluminação final. É como se os mortos, uma vez “fora do jogo”, têm acesso a todas as respostas.

    Este conto parece usar desta ideia, já que o homem, descrito como um Zé Ninguém, ao morrer olha para todos de cima e vê que todos são patéticos. Em pouco tempo pareceu atingir uma iluminação única.

    Infelizmente o conto não passa disso. É uma reflexão interessante mas curta. A técnica é boa, sem falhas e com palavras cuidadosamente escolhidas. Só não entendi a frase: “…os lábios vermelho-sangue sussurrando palavras inexistentes.”. Não consegui visualizar uma criatura sussurrando palavras inexistentes, rs. É etéreo demais.

  21. Juliano Gadêlha
    25 de janeiro de 2017

    Bom texto, bem escrito. 37 tiros realmente é muita coisa, mas não me apego muito nisso. A frase final é muito boa, fecha muito bom o texto. Bom trabalho, parabéns!

  22. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Com trinta e sete tiros no peito, o cara virou uma peneira. Eram quantos os seus algozes? Ou uma submetralhadora deu conta do recado? Isso acabou ficando mais marcado entre as leituras do que a história em si. Já não gostei do sussurro de palavras inexistentes, e não entendi por que a morte já foi como os que permaneceram no chão. Desculpe, não é do meu estilo este seu conto.

  23. rsollberg
    24 de janeiro de 2017

    O conto é bem escrito, tem história, diálogo e um bom arremate.
    Na realidade, o que mais gostei foi do diálogo. Direto, verossímil dentro do contexto, dinâmico e, ainda bem, nem um pouquinho telegráfico.

    A frase final também foi um belo acerto do autor, ela é singela e sucinta, mas ao mesmo tempo, gera reflexão automática após o ponto final.

    Parabéns

  24. catarinacunha2015
    24 de janeiro de 2017

    MERGULHO dramático das catacumbas do Capeta direto para o sofá de São Pedro. Achei divertido, mas no final ficou só um sorriso entre os lábios. Uma pitada de crítica social outra de humor e ponto. A frase final não gerou IMPACTO, embora seja muito bem elaborada.

  25. Fabio Baptista
    24 de janeiro de 2017

    Eu gostei do conto. Foi bem construído, bem narrado e, sobretudo… foi compreensível. Parece algo básico, mas nesse desafio parece que o tema foi “Descubra o que eu quis dizer” ahuauhaua. Nesse cenário, uma história contada com clareza acaba ganhando pontos.

    Abraço!

    PS: Não me incomodei com o número de tiros.

  26. Lee Rodrigues
    23 de janeiro de 2017

    Viajei na sua imagem, parece o interior de um farol com o aparelho ótico estourado.

    Talvez o mal afamado “37” não seja literalmente o sentido da palavra, e sim uma gíria de usuários de drogas: Dar uns tiros, uma cheirada…

    E a morte, o aviãozinho, ela só faz a entrega, a viagem é dele. E depois de dar “uns tiros” a viagem acontece, ele sente o corpo flutuar como carregado pelas mãos… E talvez a morte aconteça (ou não, seja só uma viagem), quando ele olha e vê os que estavam com ele e percebe que foi um tolo, pois ai sim enxerga como era.

    Ou não é nada disso e você vai dizer que quem andou dando uns tiros fui eu. rs

  27. Fheluany Nogueira
    23 de janeiro de 2017

    A última frase valeu o texto. As minhas críticas são as mesmas de todos comentários: o exagero na quantidade de tiros, Se havia várias pessoas chorando por ele, não era tão “ninguém” assim, etc. O texto tem um formato original, a subida para o céu, as falas do falecido ficaram interessantes. Gostei. Abraços.

  28. Anorkinda Neide
    23 de janeiro de 2017

    Pois é.. quis crer que a constatação de que ‘fui como eles…’ fosse do anjo da morte.. faria mais sentido, mas o pronome leva a crer q é o Ze ninguem. entao concluo q ele era um homem q ja esperava pela morte, ja havia refletido sobre isso e por isso foi tao rapido facil e consciente o seu desprendimento.quem ele é ou quais as circunstancias de sua morte, o q levou aos 37 tiros, nao dá pra saber, nem mesmo especular.
    Entao o texto ficou falho pra interpretar, dificultando muito a avaliação.
    a ultima frase me soou bonita, mas sem saber ao certo quem disse e o porque, ela ficou enigmatica demais.
    boa sorte e abraço

  29. Victória Cardoso
    23 de janeiro de 2017

    Pessoal dos comentários implicou com os 37 tiros! 😛 Eu achei meio exagerado, mas não prejudicou o conto no geral. Gostei do final e da representação da morte como uma mera mensageira. Também fiquei com a dúvida sobre o quão ordinário seria esse “Zé Ninguém”, mas ao meu ver, as possíveis interpretações enriqueceram o conto. Parabéns

  30. Bia Machado
    21 de janeiro de 2017

    Para que tanto tiro, Amour? Se tivesse colocado cinco, de repente, pouparia duas palavras e não mostraria todo esse exagero… O bom do conto é a subida em direção às estrelas. E o final foi bonito também. Um conto bom, tirando o início, que poderia ter sido melhor.

  31. Estela Menezes
    20 de janeiro de 2017

    Depois de trinta e sete tiros não ia sobrar nem a alma… Desculpe, não resisti… Mas como eu gostei da sua ideia, do clima que vc criou o tempo todo, fiquei à vontade… Também gostei da sua forma de escrever, de desenvolver a história, mas fico sempre refém de certos detalhes, como o “anjo da morte” que virou “ela” e a imediata frieza do protagonista para com aqueles que choravam a sua morte.
    Nisso, o seu genial “morreu-lhes” devia ser “morreram-lhe” …

  32. Priscila Pereira
    20 de janeiro de 2017

    Oi Amour, gostei da inversão… em vez de o protagonista morrer, os outros morreram pra ele… é bem interessante. Está bem escrito. Parabéns e boa sorte!

  33. Cilas Medi
    19 de janeiro de 2017

    A continuidade da vida e do conhecimento, superando uma morte parcial e intermediária, apesar da brutalidade e indiferença do anjo, ao responder, no meu entender, rispidamente e sem nenhuma outra consideração a respeito do ato e fato. Um bom conto.

  34. Mariana
    19 de janeiro de 2017

    Os 37 tiros foram exagerados e não precisava a expressão “zé ninguém”. No mais, me lembrou o filme “O sétimo selo”, o que é algo digno de nota. Abraço

  35. Srgio Ferrari
    19 de janeiro de 2017

    O cara leva 37 tiros e todos no peito. Para um Zé Ninguém é muito tiro. É muito ódio. Isso mesmo, canibalizando comentário da Iolandinha. Só que tem coisa muito boa aí. O micro começa como deve, a mil por hora, direto ao ponto sem chorumelas. Bem posto, bem conduzido, finalizado com escolhas que foram a dedo, certamente. Curti, bruto. Mas 37 e Zé Ninguém…..acho que com mais tempo teria mais opções para introduzir.

  36. Felipe Teodoro
    19 de janeiro de 2017

    Oi!

    Confesso que não entendi sua história. É claro a questão da morte e depois a alma sendo levada para algum lugar. Mas não entendi a escolha da quantidade de tiros, o fato de ser um “zé ninguém” (seria um soldado?) enfim, faltou apresentar melhor a história. Sei que o espaço era curto, mas deixar assim, fragmentado demais, infelizmente, na minha concepção de micro conto, é um ato falho. Ainda assim, desejo sorte para você no desafio.

  37. Amanda Gomez
    19 de janeiro de 2017

    Olá,

    Olha, eu gostei do conto, mas não sei explicar o motivo exatamente, tendo em vista que eu não o compreendi totalmente…talvez nem parcialmente rs. Fiquei na duvida de quem fala o ”Tão patéticos” mas acredito que seja essa figura que leva as almas… de certo já foi um homem como os que ficaram, viveu as mesmas coisas, cometeu os mesmos erros… e agora, evoluído, acima de todos, mostra sua total indiferença a essa ”raça”

    Agora sobre Zé Ninguém… que de ninguém só deve ter o nome, eu fiquei meio perdida. Mas acredito que tenha sido um homem, que viveu uma vida difícil, que superou muitas coisas nela, e que usa o nome como uma lembrança do que foi para os outros e do que se tornara… o nome me pareceu uma ironia. Com certeza ele foi alguém, um alguém de peso na vida dos que ficaram.

    Gostei dos diálogos, e me vi dentro da cena.

    Parabéns, boa sorte no desafio.

  38. Iolandinha Pinheiro
    19 de janeiro de 2017

    Olá. O cara leva 37 tiros e todos no peito. Para um Zé Ninguém é muito tiro. É muito ódio. Ele só poderia ter barbarizado a vida das pessoas para quererem dar tanto tiro nele. E quando morre deixa gente chorando lá embaixo. Pelo jeito, não era tão insignificante assim. Aí vem uma mulher que é o anjo da morte para levá-lo. É mulher porque na fala dela (só faço a entrega) tem escrito ela respondeu. Então quem olha para baixo e fala que já foi como eles (referindo-se ás pessoas que choram, não é o anjo da morte e sim o cara dos trinta e sete tiros. O engraçado do conto é que ele nem se importa de estar morto, ou com as pessoas que estão lá embaixo, ele só que se sentir superior a elas. Mal morreu e já fala ” – Tão patéticos. – ele falou olhando para baixo. – E imaginar que já fui como eles.”. Gostei muito da última frase:”Fechou-os. Deixou-os. Morreu-lhes, enfim.” Morreu-lhes é muito legal. Acho que o cara odiava ser um Zé Ninguém e estava se sentindo muito superior naquele momento, e, imediatamente, começou a desprezar seus iguais, agora não tão iguais assim. Mesmo fugindo bastante do que seria verossímil, eu gostei. Acho que a gente não precisa ter sempre as mesmas reações, sentir as mesmas dores. Então, não foi problema para mim. Refletindo aqui se te dou uma estrelinha. Abs.

  39. Tom Lima
    19 de janeiro de 2017

    “– Tão patéticos. – ele falou olhando para baixo. – E imaginar que já fui como eles.”

    Essa passagem ficou confusa, porque não fica claro pra mim quem fala, o anjo ou o zé? Se é o anjo, porque ele vira o foco da narrativa? Se é o zé, tão rápido já se distancia da ida humana?

    Esse distanciamento que me incomodou, assim como “Fechou-os. Deixou-os. Morreu-lhes, enfim.”. Se é o zé que fala, esse desprendimento tão rápido me soou estranho. Quer dizer, ele morre e vai em bora, fim.

    Boa sorte.

    Abraços.

  40. mariasantino1
    19 de janeiro de 2017

    Oi!

    Violência gratuita ao Zé Ninguém, hã? E o mesmo Zé Ninguém tinha quem chorasse por sua partida. Daí meio que complica!
    O fato do anjo da morte dizer que já teve com eles, fez parecer que este anjo era alguém que foi homem (humano), mas também é santo (ou algo nessa linha).

    Acho que não compreendi bem, nem mal. Não compreendi os elementos, só que alguém morreu e teve o espírito amparado por uma entidade (talvez nem isso esteja certo).

    Boa sorte no desafio.

  41. Leandro B.
    18 de janeiro de 2017

    Oi, Amour.

    Achei que algumas passagens da história foram muito bem construídas, em especial parte do primeiro parágrafo (“Desceu sobre ele o anjo da morte, o manto negro caindo sobre a pele alva, os lábios vermelho-sangue sussurrando palavras inexistentes.”), mas no restante do texto não percebi o mesmo esmero.

    Achei estranho o Zé ninguém como nome próprio. Acho que se a ideia era demonstrar sua generalidade (poderia ser qualquer um), faria um pouco mais de sentido manter as palavras em minúsculo, acho. Ou, possivelmente, não peguei a ideia por trás disso.

    Os trinta e sete tiros soam exagerados, especialmente por se tratar de um zé ninguém. Uma morte violenta desse jeito é, provavelmente, premeditada, existindo um motivo forte por trás da trama, o que conflita com a ideia de um zé ninguém.

    Mas isso é besteira, porque o conto aparentemente não tem o foco na coesão da vida, mas na superação do desprendimento. Quanto a esse desprendimento, não acho que a última parte simbolizou bem a superficialidade da vida. Pareceu mais um momento arrogante do Zé.

    Além disso, pela própria natureza da história, não parece haver um subtexto para apreciar.

    Enfim, um conto com um início muito interessante, mas que, imo, decaiu um pouco no fim.

  42. Brian Oliveira Lancaster
    18 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Texto curioso, com uma mensagem bastante poderosa. É enxuto, mas traz tudo o que precisamos saber. A escrita é firme e o enredo envereda para o lado fantástico. – 9,0
    O: O mote é bastante comum. O que chama a atenção aqui é a forma como foi feito. Rebaixar a morte a uma simples mensageira foi ousado. Quase um correio do além. O protagonista também passa a impressão de não ser uma boa pessoa. E o clima de “tô nem aí”, traz um ar diferente ao contexto. – 8,5
    D: A desenvoltura é notável. Escrita segura. Transmite bem as emoções (ou a falta delas). – 9,0
    Fator “Oh my”: um texto que chama a atenção por ser diferente em seu conteúdo. Não traz resoluções fáceis, nem cartolas mágicas. Apenas um Morte Ex Machina, mas que está presente desde o início.

  43. brás cubas
    18 de janeiro de 2017

    Foi preciso que Zé morresse para se sentir diferente e destacado dos outros. Se sentisse, talvez, importante, por ter sido escolhido. Muitas pessoas sentem isso, quando pensam em assassinatos ou homicídios. Isso explicaria muita coisa.
    Ótimo conto! Parabéns e boa sorte!

  44. Gustavo Aquino Dos Reis
    17 de janeiro de 2017

    Amour,

    você criou um conto bem críptico, difícil de quebrar a noz.

    Muito bem.

    A figura do anjo da morte feminina me evocou uma valquíria. Sim, isso mesmo. E esse Zé Ninguém pode ter tombado em um campo de batalha e levado aos mistérios do além. Difícil saber.

    Confesso que a narrativa não me arrebatou, mas lhe dou os parabéns pelo trabalho.

  45. Luis Guilherme
    16 de janeiro de 2017

    Boa noite

    Não me ganhou muito, o conto.
    Sei lá, faltou alguma substancialidade, algo que conduzisse a atenção e a leitura.
    Achei que ficou um pouco fraco de enredo.

    Mas o final é o ponto forte.

    Parabéns e boa sorte.

  46. Victor F. Miranda
    16 de janeiro de 2017

    37 tiros? Hahahaha tudo bem, vamos lá. Achei bem construído, mas sem sal. Faltou algo que pudesse me impactar, fosse no começo, meio ou fim, sabe? Vida que segue (pra gente).

  47. Givago Domingues Thimoti
    16 de janeiro de 2017

    O tema é bom e intrigante. O que manchou, um pouco, o conto foi a falta de consistência em alguns pontos, como por exemplo, o fato do personagem aceitar a morte com tamanha “facilidade”.
    De resto, alguns erros gramaticais.
    Boa sorte!

  48. ROSELAINE HAHN
    16 de janeiro de 2017

    Gostei muito do conto, vida e morte se misturam, com toques espiritualistas, conciso, dentro da proposta, início, meio e fim. Parabéns!

  49. Thata Pereira
    16 de janeiro de 2017

    Apesar do anjo ser da morte, o conto é um tanto angelical, parecia que eu lia deitada sobre as nuvens. E sabe o que me passou isso? Os diálogos. Cara, como eu adorei o diálogo do conto! Também achei um cenário bonito de imaginar (apesar dos 37 tiros). O motivo, nesse caso, não importa. O cenário e os diálogos são belíssimos.

    Boa sorte!!

  50. Leo Jardim
    16 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): tem uma leitura filosófica sobre a morte e os que ficam, mas não vi muito mais que isso.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): a pontuação do diálogo está equivocada (veja esse artigo: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279). De resto, não vi problema. O “morreu-lhes” me incomodou, mas acho que está certo.

    💡 Criatividade (⭐▫): um mote com.

    ✂ Concisão (⭐⭐): conto conciso.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): não senti um grande impacto ao fim do texto. Faltou algo para marcar mais.

  51. Simoni Dário
    16 de janeiro de 2017

    Cenário de Guerra, será? Chacina? Conto de leitura não fluida parecendo querer mostrar uma subjetividade que no meu ponto de vista inexiste. Não entendi e não tive muita curiosidade pra entender, sinto muito autor.
    Bom desafio!

  52. waldo gomes
    16 de janeiro de 2017

    Só gostei da última frase: “Fechou-os. Deixou-os. Morreu-lhes, enfim.”, mas aí fui ler o comentário do Selga e deixei de gostar, ficando com raiva de mim por não ter percebido as incoerências..

    O resto do texto é bastante vago e confuso.

    Então, fica assim …

  53. Anderson Henrique
    16 de janeiro de 2017

    Rapaz… 37 tiros! Foi encomendado, preparado, arranjado. Acaso não foi. Tinha motivo, enredo e reviravolta, mas nada disso foi mostrado. Corta pro anjo, que na verdade é anja: pega o sujeito, leva e ele se desapega (rápido d+, não?). Não vi trama, nem história. O último trecho é bom (morreu-lhes enceixa bem d+), mas achei que faltou substância.

  54. Anderson Goes
    16 de janeiro de 2017

    De certa forma pareceu forçado no inicio com os “37 tiros” e o “Zé Ninguém”, mas depois o texto melhora e nos leva a refletir sobre a morte… Apenas achei que o “Zé Ninguém” que aparentemente estava indo para um lugar elevado não merecia, sua personalidade pareceu muito arrogante para mim. Mas o micro é bom e muito bem escrito… parabéns!

  55. Eduardo Selga
    16 de janeiro de 2017

    A associação da morte com o elemento feminino é bastante comum, não apenas porque a palavra pertence ao gênero feminino: há uma construção social que remonta a milênios agregando a esse elemento valores negativos, em contraposição ao masculino.

    Assim sendo, o anjo da morte ser feminino não surpreende, mas há um problema com a seguinte oração: “só faço a entrega. – ela respondeu”. “Ela” se refere à morte (feminino), mas o personagem é O Anjo (substantivo masculino) da Morte.

    Um pouco antes dessa situação há outra, também estranha, representada pela oração “qual o meu destino? – ele perguntou”. É estranho porque o personagem faz a pergunta ao Anjo com uma naturalidade surpreendente, se considerarmos que a morte nos é sempre demonstrada como algo nefasto por ser o fim, e de um modo geral apenas os muito doentes ou os que sofrem barbaramente preferem os braços da morte.

    Igualmente estranho é a rapidez com que o espírito se desapega do humano, como se o corpo por ele habitado tivesse morrido há muito tempo, não há instantes, como está no texto (“tão patéticos. – ele falou olhando para baixo. – E imaginar que já fui como eles”).

    O trecho passa a fazer algum sentido se “ele falou olhando para baixo” referir-se não ao personagem e sim ao anjo. Mas se for isso a construção está muito ruim.

    O último parágrafo é curioso (“fechou-os. Deixou-os. Morreu-lhes, enfim”). “Fechou-os” refere-se aos olhos do protagonista; “deixou-os”, aos “patéticos” que “permaneciam no chão”, mas o referente está muito longe e pode causar alguma confusão com o referente “olhos”, mas por ser uma relação absurda é logo descartada pelo leitor; “morreu-lhes” apresenta a particularidade de ser um verbo intransitivo, portanto não caberia o complemento “lhes” indicando terceira pessoa. Do jeito como foi grafado, o significado seria “morreu a eles”, uma frase sem sentido, além de não estar claro se esse “eles” seria em relação aos olhos ou quanto aos patéticos. Considerando que se trata de uma licença poética, e fazendo algum esforço, seria “morreu neles” ou “para eles”, o que ainda soa estranho, pois me parece que intenção foi dizer que eles morreram para o personagem. Assim, a licença poética seria “morreram-lhe”.

  56. Miquéias Dell'Orti
    15 de janeiro de 2017

    Cara,

    Dois fatos me chamaram a atenção: um Zé Ninguém ser escolhido ao reino dos céus (ele estava subindo… era o céu, não era?) e durante o trajeto olhar com soberba para os que “ficaram” aos prantos e lamentos. E, um Zé Ninguém ter tomado 37 tiros! Um cara que toma 37 balaços no peito pode até ser Zé, mas ninguém, aí é outra história rs.
    Gostei do conto justamente por que ele nos faz questionar várias coisas desde o início e se foi essa sua intenção, você conseguiu.

  57. Tatiane Mara
    15 de janeiro de 2017

    Olá …

    Alguém morreu, a morte veio e o levou, o falecido, todo arrebentado, faz considerações negativas sobre os demais, não admira ter levado tantos tiros.

    É bem escrito, criatividade alta.

    Boa sorte.

  58. Thiago de Melo
    15 de janeiro de 2017

    Amigo autor,

    GHOSTei do seu texto. Achei que a narrativa teve pinceladas de poesia, o que agregou ainda mais ao texto. No meio do caminho precisei me concentrar para saber quem era “ele e ela” (ele, anjo, ou ela, a morte?). Isso confundiu um pouco. Mas no geral gostei do seu texto e do lirismo do cara diante da propria morte.

    Parabéns.

  59. Fil Felix
    15 de janeiro de 2017

    Seria um cenário de guerra? Dois pontos gostei bastante neste conto: a figura da Morte, que até ironiza (“só faço a entrega”) e foge do esperado, levando a vítima aos céus. E quando coloca as demais pessoas (soldados? Ou vítimas de algum atentado?) agonizando no chão. Isso rende uma metáfora excelente, ao representar que o melhor, em muitos momentos, é morrer. É cair nos braços da Morte. Continuar na Terra em agonia e sofrimento é danoso. Gostei bastante desse efeito! Porém, a frase que vem a seguir (“tão patéticos”) quebra esse efeito e dá uma crueza muito grande ao conto.

  60. angst447
    15 de janeiro de 2017

    Fiquei curiosa quanto o motivo de 37 tiros em um único sujeito. Duro de matar?
    Há uma certa indiferença do protagonista em relação à própria morte e aos companheiros abandonados. Nada o espanta, nada o comove de fato. Só se preocupa com o seu destino. E o anjo da Morte cumprindo o seu papel, sem maiores explicações.
    Bem escrito, ritmo equilibrado, fim que carrega um toque poético e dá sentido ao abandono. Enfim, ele morria para o mundo.
    Boa sorte!

  61. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    15 de janeiro de 2017

    Somente no desfecho vi o valor do conto, uma vez que em quase todo ele falta uma coerência entre as personagens. Boa sorte.

  62. Sandra A. Datti
    15 de janeiro de 2017

    Serumaninho que se desgarra das mazelas da vida e sem qualquer reflexão, susto, choque, com o fato de ter morrido e acordado do “outro” lado, sem assustar-se com o anjo mortal afincado tão próximo, posta-se com neutralidade incomum. Talvez, o destino do morto fosse uma preocupação que lhe viesse após um bom divã no purgatório… Como os 37 tiros não foram impactantes ao morto? Como o anjo ceifador não lhe causo espanto, medo, calafrios?
    Bem escrito, mas faltou alma consistente, algo mais humano, uma polvilhada de Lispector, mergulhar esse cara num calabouço fervente de humanidade…

    A ideia é promissora, mas como dizia a avozinha: falta “sustância…”

  63. Laís Helena Serra Ramalho
    15 de janeiro de 2017

    Eu normalmente gosto de narrativas sobre morte, mas tem duas coisas no seu conto que não me agradaram muito.

    A primeira é o diálogo. Pareceu estranho (pelo menos para mim) que fosse sobre o destino a primeira pergunta, ou mesmo que ele pudesse racionalizar o que aconteceu, principalmente depois de uma morte tão violenta. Também achei que soou formal demais (pelo menos para o ambiente urbano, que foi o que eu imaginei).

    A outra coisa que me incomoda é a rapidez com que ele se dá conta do quão “patéticas” são as pessoas com quem ele conviveu. Pelo menos eu imaginei que ele sobrevoou a cena, carregado pela porte, por uns poucos segundos, que seriam insuficientes para ele fazer essa constatação (ou mudar de opinião sobre essas pessoas).

    Em relação aos personagens, creio que tenha sido sua intenção lhes dar personalidades genéricas, mas a figura da morte (ou do anjo da morte; seria só um agente?) não me instigou. Me passou a impressão de que você queria que fosse um ser neutro, mas a descrição passa a ideia de algo ruim.

    No entanto, você abriu o microconto com uma frase impactante e muito instigante, e no geral ele está bem escrito.

  64. Lídia
    15 de janeiro de 2017

    “Morreu-lhes, enfim” gostei do impacto que o período causou no final do texto.
    Colocar diálogos em microcontos é sempre muito audacioso; acho que tomou muito espaço no seu texto que poderia ser usado para passar mais impressões sensoriais, entende? Afinal, morrer com 37 tiros não é pra qualquer Zé Ninguém; ele devia estar envolvido em algum confronto…por que estava lá? O que sentiu ao tocar as mãos do anjo? Seria capaz de sentir o sopro do vento?
    Gosto da temática, apesar de achá-la batida.
    Acho que só precisa de umas melhoras aqui e a li para tornar o texto ótimo.

    Boa sorte!

  65. Zé Ronaldo
    14 de janeiro de 2017

    Texto fechado, embora tivesse forte apelo e seria um microconto perfeito se houvesse trabalhado melhor a noção de desfecho aberto. A forma como se descreve a subida da alma e as transformações que ela vai sofrendo dão um toque magistral ao texto. Muito bom.

  66. Gustavo Castro Araujo
    14 de janeiro de 2017

    O conto é salvo pela última frase. Achei o texto um tanto fechado no início – sem falar nos erros de paralelismo “ele-ela”, com um guerreiro morto sendo levado pelo(a) anjo/morte. Mas o final, como eu disse, ficou muito bom, lírico até, com a diminuição dos sussurros, com o guerreiro morto, enfim, desaparecendo para sempre em relação àqueles que lá no campo ficaram. Enfim, um trabalho irregular, mas que deixa uma boa sensação no final.

  67. Glória W. de Oliveira Souza
    14 de janeiro de 2017

    Tema que agrada os aficcionados. Bem escrito. Pareceu-me uma morte apreciada. Sem dor. E até um certo prazer.

  68. Edson Carvalho dos Santos Filho
    14 de janeiro de 2017

    Bem escrito. E falar da morte dessa maneira é muito legal. Dá a possibilidade de adentrar dimensões poéticas muito interessantes. Mas isso não aconteceu. A arrogância do personagem não me agradou. Também a indiferença da morte deixou o texto com uma sensação de ser burocrático, sem sentimentos.

  69. Evelyn Postali
    14 de janeiro de 2017

    É um conto tranquilo, não tem surpresa. Linguagem simples e certinha.Fiquei intrigada com os 37 tiros, mas provavelmente seja uma execução do tipo retratada por Goya, sei lá. Enfim… O fim. Subindo aos céus, mas me incomodou a questão da arrogância, não? ‘Tão patéticos’ Não sei. Não sei se a morte faz uma diferenciação de um e outro.

  70. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    14 de janeiro de 2017

    Me conduz a soberba… um Zé ninguém que passa a ignorar a dor daqueles que lhe eram próximos. A última frase me agrada.

  71. José Leonardo
    14 de janeiro de 2017

    Olá, Amour Morse.

    O cenário me parece ser o de alguma comunidade após operação policial ou vingança de chefes do tráfico. 37 tiros revelam barbárie, mas também (e falo pela quantidade) podem indicar o caráter do protagonista. Se transpormos para a crença comum, Céu/Inferno, a entrega foi feita no Céu ou ele foi para um “centro de distribuição”?

    O que não entendi muito bem: as pessoas que choravam eram parentes, amigos? Logo após a execução, uma vez que o anjo da morte veio rapidamente? Um velório? Parece-me inverossímil. Ou eram meliantes, parecidos com ele (o protagonista)?

    Boa sorte neste desafio.

  72. Antonio Stegues Batista
    13 de janeiro de 2017

    Alguém morreu a Morte desce, pega a alma e sobe para o céu. Os parentes ficam chorando. Uma historia comum, não trás nada de novo. A narrativa não ajuda a mostrar, ou sugerir imagens impactantes, pois são as palavras que induz o leitor a imaginar as imagens e estas, pelo menos nesse conto, não impressiona! Precisa ser mais forte, mais inovador, original. Mas, é com a prática que se aprende, errando que se renova.

  73. Vitor De Lerbo
    13 de janeiro de 2017

    O Zé Ninguém, assassinado, é levado para cima – e sente-se superior ao outros. Na morte, talvez o Zé Ninguém seja alguém importante.
    Gosto da atmosfera.
    Boa sorte!

  74. Olisomar Pires
    13 de janeiro de 2017

    A Morte que busca a alma: bom tema. O texto é simples, apenas relata o resgate.

    Entretanto, na parte do meio-final a construção ficou inverossível: o recém falecido considera os viventes como patéticos e esnoba-os, sentindo-se superior apenas por ter morrido. Meio forçado.

    Os 37 tiros não ajudam na conquista do leitor.

  75. Luiz Eduardo
    13 de janeiro de 2017

    Parabéns, conseguiu desenvolver uma história com algo de sobrenatural de uma maneira simples e sem exageros. Gostei dos diálogos, muito bem escritos tmb. Parabéns

  76. Fernando Cyrino
    13 de janeiro de 2017

    Uma boa história. Na minha opinião você fechou bem o conto, mas senti que começou meio capenga. Essa história de 37 tiros ficou vaga. Os bandidos quando querem se vingar dão muitos tiros, mas parece não ter sido o caso. Se foi uma guerra ficou mais vaga ainda. O final achei bem elegante e ficou bonito. Achei que o Anjo da Morte deveria ser sempre ele. Soou-me estranho o ela, subentendido da morte, que está dito. Abraços de parabéns pelo conto.

  77. Ceres Marcon
    13 de janeiro de 2017

    Amour!
    Não sei o motivo dos 37 tiros, mas gosto de contos com anjos da morte e sobrenatural. São os meus favoritos. A morte tem esse poder, acho, de fazer as pessoas perceberem que são ínfimas diante do infinito.
    Parabéns!

  78. Matheus Pacheco
    13 de janeiro de 2017

    Eu tive uma pequena dificuldade em identificar de quem era a fala da ultimo travessão, também achei o dialogo do morto se referindo à aqueles que choravam pela sua morte.
    Abração amigo.

  79. Tiago Volpato
    13 de janeiro de 2017

    Bom texto, muito bem escrito. O tema abordado foi bem conduzido. Não gostei de algumas passagens que me soaram “forçadas”, por exemplo, a morte falando “Só faço a entrega”. Pareceu que ela estava forçando demais pra parecer “legal”. Abraços.

  80. elicio santos
    13 de janeiro de 2017

    Não precisava dizer que a personagem morreu, pois o contexto deixa isso bem claro. A ideia do anjo da morte guiando outro ao além é interessante, mas eu esperava mais. Boa sorte!

  81. Vanessa Oliveira
    13 de janeiro de 2017

    Acho interessante falar sobre a morte. No entanto, fiquei meio perdida sobre o que aconteceu. Foram 37 tiros contra uma só pessoa ou contra várias? Qual é o cenário dele? Seria uma guerra? Vai saber… mas acho que a caracterização da morte ficou boa, não muito surpreendente.
    Boa sorte!

  82. Sabrina Dalbelo
    13 de janeiro de 2017

    A ideia é boa. Falar sobre o momento da morte é sempre um desafio, admiro quem tente e consiga. Acho que tu conseguiu.
    Só me permita chamar a atenção para o seguinte: os dois personagens que interagem são “o homem” e “o anjo da morte”, portanto, ficou um pouco confuso quando tu usaste “ele” e “ela” (são dois “ele”)… daí não combinou, sabe!?
    Mas tá bem legal.

  83. Rubem Cabral
    13 de janeiro de 2017

    Olá, Amour.

    Achei o conto curioso. Pq alguém daria 37 tiros no peito de um Zé Ninguém? Pq havia outros mortos no chão? Seria uma cena de guerra?

    O último parágrafo ficou muito bonito, bastante poético, mas não respondeu às muitas questões deixadas em aberto, não que eu espere que todo texto “mastigue” informações, enfim…

    Nota: 7

  84. andré souto
    13 de janeiro de 2017

    Um findar-se épico e guiado pelo anjo da morte.Gostei.

  85. Davenir Viganon
    13 de janeiro de 2017

    A antepenúltima frase, destoou do resto. Pois pareceu cheia de personalidade para um zé ninguém. No mais, gostei das construções de frase e das imagens. Mas esse momento que me pareceu destoar do resto, não me deixou gostar tanto assim do conto.

  86. Bruna Francielle
    13 de janeiro de 2017

    Razoável !
    Achei uma cena bem descrita, deu pra visualizar ele subindo pras estrelas, olhando pras pessoas envolta do corpo dele morto. (pelo que entendi)
    Mas não tem nada além disso.
    Achei que faltou um desfecho..e alguma coisa que pedisse um desfecho. Ficou uma descrição de uma cena, apenas.

  87. Virgílio Gabriel
    13 de janeiro de 2017

    A ideia é boa, eu até gostei. Esperava mais, mas gostei. Após a morte, o “Zé Ninguém” ao conhecer o outro lado, descobriu como é tolo se preocupar com coisas ínfimas. Parabéns.

  88. Guilherme de Oliveira Paes
    13 de janeiro de 2017

    Gosto do aspecto sombrio mas pareceu faltar consistência.

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Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .