EntreContos

Detox Literário.

11 de dezembro de 2016 (Gustavo Aquino)

Os domingos pertencem ao fim da linha, aos cauris virados, à chuva que chove a cântaros, o ocaso da vida.

Incorporamos.

Ela girou seu riscado, rebentou riso-treva, pariu materno escárnio. Virei catavento: a voz iracunda que não me pertencia anunciando o Cavalo de Ogum, falange de além-mar nunca metida em libambo ou grilhão. Era eu o próprio trovão.

Em mim baixara a tristeza, oxé cego de Xangô, caxangá chanfrado de Oxalá.

Em minha mãe descera a sombra-de-toda-uma-vida. Aquele um que dava nó no sim, nó no não, e transformava em infinita infelicidade a frágil felicidade das tardes.

A própria depressão.

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92 comentários em “11 de dezembro de 2016 (Gustavo Aquino)

  1. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Puxa, não rolou a conexão aqui… gostei das imagens suscitadas, mas… senti falta do impacto, do algo a mais. Em todo caso, boa sorte!

  2. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Achei um pouco confuso, talvez por minha causa. Mas boa sorte no desafio.

  3. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    A personalidade do texto em si já demonstra a coragem e o amor do autor(a) pela escrita. A liberdade poética é grande. Apesar do desconhecimento de alguns termos, acredito que a beleza em si só, esta na sonoridade também. Na beleza das palavras e as interpretações que surgem dentro de nós. O domingo pode ser sim um dia chuvoso, trevoso e repleto de depressão, mas no fundo tem sua beleza também. Parabéns pelo trabalho!

  4. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    O ritmo é bom, a fluência narrativa também, mas faltou, creio, sair umpouco da brandura no final, para fazer um desfecho menos melancólico como foi o texto inteiro. Parabéns.

  5. Sra Datti
    27 de janeiro de 2017

    Oi, Ekê
    As imagens são belíssimas, dá para sentir a melancolia permeando toda a narrativa.
    Por desconhecer a temática abordada, entrei num túnel e saí do outro lado como se tivesse devaneado por algum tempo num ato incompreendido. Mas há algo de belo, algo de humano, algo de divino.
    Parabéns.

  6. Leandro B.
    27 de janeiro de 2017

    Ola, Ekê.

    Não tenho muito o que dizer da história. Fiz uma pesquisa sobre os termos, mas mesmo assim não compreendi o significado da narrativa como um todo. Imagino que já sabias que a linguagem causaria certa estranheza, mas optou pela mesma de toda forma. Isso é bom, pois oferece ao leitor a possibilidade de sair de sua zona de conforto e, além de sentir, crescer. Uma pena que, mesmo após pesquisar, acredite que não entendi quase metade das construções.

    Mas posso dizer que gostei da forma ritmica e com certa musicalidade.

  7. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    Infelizmente não entendo nada sobre o assunto. Achei corajoso. O autor ou autora escreve o que quiser e como quiser. Dentro do tema proposto, inegável a sua competência. Monstro da escrita. Só não gostei por questão pessoal e como já disse, tendo em vista que é um desafio, e de micro contos ainda, para mim não foi muito longe diante de outros. Desculpe : /

  8. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Parece ser um conto muito bom, mas não consegui apreciar por conta do meu desconhecimento mesmo sobre a religião. De qualquer modo, gostei das palavras empregadas e do ritmo do conto, boa sorte.

  9. rsollberg
    26 de janeiro de 2017

    Ah, o domingo! O dia internacional da depressão, que só prova como estamos inseridos nessas construções da sociedade organizada.
    O hino hungaro do suicidio está ai para comprovar isso;

    “Sunday is gloomy
    My hours are slumberless
    Dearest the shadows
    I live with are numberless
    Little white flowers
    Will never awaken you
    Not where the black coaches
    Sorrow has taken you
    Angels have no thoughts
    Of ever returning you
    Wouldn’t they be angry
    If I thought of joining you?

    Aproveitando isso, achei muito bacana o fato do autor trazer esse tema para o lado da cultura afro-brasileira, ótima sacada. Ademais, o texto tem estilo próprio, peculiar, com um vocabulário de fazer inveja.
    Parabéns!!!

  10. juliana calafange da costa ribeiro
    26 de janeiro de 2017

    Ekê, se consegui acompanhar seu conto, trata-se de um ritual da umbanda ou candomblé, num domingo, onde o narrador recebe seu santo. Mas a compreensão ficou nisso, já q meus conhecimentos sobre o assunto são mínimos. Então, realmente, não tenho como avaliar este conto. Creio q isso certamente vai acontecer com outros colegas aqui. Mas, na arte tudo pode e não vejo nada demais q vc escreva para um público mais restrito. O problema é q realmente não tenho como avaliar essa história neste desafio, porque pra mim ficou ininteligível. Boa sorte!

  11. Simoni Dário
    26 de janeiro de 2017

    Gostei da musicalidade textual formada pelas rimas no conto. Achei complexo e de difícil compreensão, deixei passar muita coisa. O talento do autor esta registrado.
    Bom desafio!

  12. Fil Felix
    26 de janeiro de 2017

    Um conto com diversas camadas. O estilo de narrativa é bem característico e poderia chutar algumas autorias. É preciso ler com calma e quase que obrigatoriamente também ler uma segunda vez, principalmente por estas camadas e pela mitologia usada não ser tão comum ao leitor. O que não é ruim. As imagens que me passaram são ótimas, com muita riqueza de detalhes. Um domingo de fim, com incorporações. As pessoas incorporando as entidades, girando, enquanto a mãe do narrador ganha dois finais. A sombra que lhe desce poderia imaginar como a própria morte, indo em frente à ideia de domingo. No segundo final, lhe desce a depressão. Um conto muito bom, com identidade.

  13. Gustavo Aquino Dos Reis
    26 de janeiro de 2017

    Alguém anda escutando muito Paulo César Pinheiro!
    Ekê, de todos os microcontos o seu foi único, infelizmente (posso estar enganado, pois estou lendo na ordem), que trabalhou com a premissa afro-brasileira.
    É bom ler nomes esses nomes.
    Gostei do que li aqui, embora seja algo muito triste.
    Obrigado pela ousadia de, pelo menos, ter mostrado que existe todo um outro lado do Brasil a ser considerado em nossas narrativas.

    Ogum iê patacori Ogum!

  14. Lee Rodrigues
    26 de janeiro de 2017

    Infelizmente, por um dispositivo de proteção (acredito), rejeitamos o que desconhecemos, o que não entendemos.

    Não nego, senti um pouco de estranheza, fiquei meio perdida, mas não afastada do texto, se tivesse mais tempo, certamente pesquisaria melhor, pois apenas margeei alguns nomes e alguns comentários para desanuviar a mente.

    E sabe, em literatura tudo é válido, sempre carregamos um pouco do que lemos, sua crença não me desrespeita, e o fato de eu não conhece-la não significa que ela não sirva. Então, obrigada por compartilhar algo que faz parte da sua cultura, algo importante para você.

    O uso dos termos africanos enobreceram a narrativa, mas como conto deixou algumas lagunas carentes, faltou algo substancial para um conflito, enxerguei como uma representação de um episódio, mas sem surpresas, sem proximidade com persona. Talvez pelo limite de palavras, eu tenha visto como um acessório desligado do conjunto.

    Não sei quem é você, mas depois das “bombásticas revelações”, se tiver algo maior dentro dessa temática, gostaria de conhecer.

  15. Felipe Teodoro
    25 de janeiro de 2017

    Olá!

    Achei a escrita do conto segura e muito sincera. O narrador é vivo, tem personalidade e nos conta uma história muito triste. Senti falta de ambientação, para ilustrar melhor as “incorporações”, mas ainda assim, o texto compensa pelas emoções que as linhas emanam. Gostei bastante, principalmente pela ousadia de adotar essa personalidade narrativa e abordar a tristeza e a depressão sob o ponto de vista dessas religiões que são tão presentes em nosso território e ao mesmo tempo, passam despercebidas e estereotipadas por grande parte dos brasileiros. Parabéns!

  16. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá Ekê,

    Não entendo muito de umbanda, o que me dá até um pouco de vergonha, pois procuro conhecer tudo sobre cultura popular e suas nuances. O Brasil precisa conhecer o Brasil, é o que acho.

    No entanto, não creio que seja necessário ser grande conhecedor dos termos usados, ou o significado de cada entidade, para se “sentir” o seu conto.

    Você criou um conto orgânico, forte, cadenciado como música. E para mim literatura é música, muito.

    Bela escolha.

    Parabéns por sua verve e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  17. Lídia
    25 de janeiro de 2017

    Li várias vezes, pesquisei os termos desconhecidos… realmente, esse não é um texto de fácil leitura.
    Gostei muito da temática que você escolheu; a cultura afro ainda é pouco explorada e a dificuldade de compreensão do texto me entristeceu bastante porque é em momentos assim que nos damos conta de como essa forma de expressão ainda é marginalizada pela mídia, educação, a sociedade em geral… a USP colocou um livro do Pepetela na lista de leitura obrigatória do vestibular, e por mais que apresente um momento histórico da Angola, não tem tanta expressão da cultura afro como seu micro (creio que, no caso de Mayombe, é fruto da miscigenação entre colonizador e nativo).
    Seu texto me acrescentou bastante, sem dúvida!
    Gostaria de estar mais envolvida nessa forma de expressão e compreender melhor o seu conto. Desculpe-me por minha ignorância a respeito do assunto…
    Boa sorte! Gostei bastante!

  18. Andreza Araujo
    25 de janeiro de 2017

    Num desafio com tantos contos para comentar, confesso minha falta de tempo de pesquisar as palavras usadas para melhor compreensão do texto. Sinto muito, mas não sou o seu público-alvo. Não entendi nadica de nada. Ademais, não sei se o texto está literal ou são figuras de linguagem, pois a única coisa que consegui pensar foi que o texto trata de um parto, mas tenho 0% de confiança nisso 😦
    Minhas sinceras desculpas por não conseguir escrever um comentário mais útil.

  19. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    não tenho o menor interesse pela temática apresentada o que me fez afastar da leitura e o texto não me agarrou. Está bem escrito, mas não me entusiasmou faltou a existência de algum fator que fizesse o leitor “acordar” do embalo das rodas e reviravoltas dos rituais, desculpa, problema meu

  20. Estela Menezes
    25 de janeiro de 2017

    Não tive a sorte do colega Tom Lima, que se deparou com uma resposta de Ekê a algum comentário feito, e nem disponibilidade suficiente neste momento para buscar no dicionário alguns significados.Mesmo assim, fui cativada pela musicalidade da escrita, pela vibração que provoca, por ter sido levada a “entrar no clima”, mesmo sem ter formalmente “entendido” o conto. Aprecio a atitude atrevida de quem apresenta textos assim, de quem nos deixa compartilhar de suas experiências e experimentações independentemente de qualquer outro propósito. Valeu!

  21. Thayná Afonso
    25 de janeiro de 2017

    Por não fazer parte do meio e desconhecer alguns termos, tive dificuldade em absorver o conto, o que é bastante triste, já que sua escrita passa uma atmosfera muito bonita. Seu domínio com as palavras é claramente perceptível. Parabéns!

  22. Srgio Ferrari
    25 de janeiro de 2017

    Tem um “Q” de “Melancia Coco Verde” baita conto do João Simões. O problema é que seria perfeito com uma direção pro leitor. Mas, tudo bem, se for pelo quadro pintado, ficou divertidamente bonito. Encerro então com uma linha do conto gaucho

    — Vancê desculpe a demora: mas quando se encontra um conhecido do outro tempo — e então do tope deste (Ekê)! — a gente até sente uma frescura na alma!… Coitado, está meio acalcanhado… mas, bonzão, ainda!

  23. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Texto repleto de exotique (como dizem os franceses, que aparenta ser do estrangeiro); a meu ver, que deixou a narrativa submersa no universo da mitologia afro-brasileira. A meu ver, isso foi mais uma fantasia vestida sobre a história do que efetivamente estabelecer um contexto, o que deixou o conto com cara de “vamos falar mais de brasilidade”. Desculpe, não é crítica ao autor, mas essa linha de pensamento tem sido dominante em alguns escritores brasilianistas. Eu acho importante falar do Brasil, da cultura, do povo, da arte; mas utilizar isso como “adereço” me causa certo desconforto. Boa sorte no desafio.

    • Ekê
      25 de janeiro de 2017

      realmente triste saber que palavras e frases saídas exatamente do léxico afro-brasileiro sejam consideradas “exotique” no próprio contexto da literatura brasileira..

      Escrevemos sobre aquilo que vivemos.

      Se vivo num contexto afro-brasileiro, de rodas de candomblé, sambas ou giras de umbanda, é exatamente sobre isso que vou versar.

      • Daniel Reis
        27 de janeiro de 2017

        Vamos lá: o que me incomodou não foram os termos, mas o uso deles como adereço para a história. Não julguei se o autor tem ou não representatividade para falar sobre o tema, longe disso; o que não gostei foi que o que era para ser principal virou acessório. Abraço!

  24. Tom Lima
    25 de janeiro de 2017

    Olha, tem uma beleza muito grande. Não achei problemático ter que procurar alguns termos pra entender melhor, só não gostei de não ter entendido mesmo assim.

    A duvida só sumiu porque, quase sem querer, encontrei uma resposta do ekê a um dos comentários explicando o que acontece. Sabendo disso, tudo fez sentido. Um sentido profundo, ligando o título ao que acontece, encadeando a ação e as incorporações. é muito bonito, mas, pra mim, não funciona como mricroconto. Sem esse comentário seu, Ekê, eu não entenderia. Talvez com mais palavra, com mais espaços pra fazer essas ligações, não deixando explícito, mas poético como todo o conto é, funcione e seja magistral.

    Uma escrita de muita potencia aqui. Parabéns.

    Abraços

  25. Rubem Cabral
    24 de janeiro de 2017

    Olá, Ekê.

    O conto parece ter nascido em Portugal, no chuvoso período que antecede o inverno (11 de dezembro). A primeira frase é muito bonita, ao associar domingos à melancolia.

    Contudo, o vocabulário difícil e minha falta de conhecimento sobre candomblé, deixou-me sem entender muita coisa. Aparentemente, o narrador teve uma relação romântica interrompida bruscamente e afundou em tristeza depois disso.

    Nota: 7.

  26. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    Senti que perdi muita coisa por desconhecer o tema tratado. No entanto, é bem perceptível que o conto está muito bem escrito. Não sou lá muito fã de narrativas cheias de metáforas, mas em um microconto esse tipo de coisa não deixa o texto arrastado e nem prejudica a leitura.

  27. Tiago Menezes
    24 de janeiro de 2017

    Bem, sou totalmente leigo em relação ao tema, e minha opinião se baseará no fato de que existem palavras rebuscadas demais no texto, apesar de soarem bem em alguns momentos. Boa sorte.

  28. Miquéias Dell'Orti
    23 de janeiro de 2017

    Oi Ekê,

    Não tenho vergonha de dizer que tive que fazer umas quatrocentas pesquisas durante a leitura do seu texto. Só assim conseguiria entender pois não tenho conhecimento algum sobre o tema.

    Depois de ler um monte de coisa, apesar de ainda achar que faltam muitas outras coisas para eu pesquisar, posso entender que o conto demonstra incorporações de santos em um final de domingo. As cenas estão detalhadamente descritas, mesmo com o vocabulário (se posso dizer assim) rebuscado. O final possui um tom melancólico, trazido pela entidade que tomou à frente da mãe.

    Um relato bonito, mas que me deixou com a impressão de que algo ficou faltando, no final. Talvez eu não tenha conseguido absorver toda a essência do conto. Perdão.

  29. Vitor De Lerbo
    23 de janeiro de 2017

    Sou leigo em relação ao tema, então não posso opinar com propriedade. O que noto é uma poesia nas palavras, quase ritmadas.
    Boa sorte!

  30. Renato Silva
    23 de janeiro de 2017

    Sou bem leigo quanto a essas religiões africanas e seus termos. Seria isso uma dança de candomblé e as palavras estão na língua iorubá? Li umas 3 vezes, mas fiquei sem entender muita coisa. Me parece descrever um ritual onde uma mulher incorpora determinada entidade.

    O conto me pareceu bem escrito, dentro daquilo que o autor se propôs a fazer. Usou um vocabulário rico, porém desconhecido pra mim. Mostrou que domina esse tipo de linguagem. Mas eu realmente não curti muito, culpa da minha ignorância.

    Boa sorte.

  31. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Imagens tão lindas, a cultura é farta. Tive que ir me informar para entender, ou seja, levarei algo do conto. Parabéns

  32. Cilas Medi
    23 de janeiro de 2017

    Enfim, um grande ponto de interrogação.

  33. Jowilton Amaral da Costa
    23 de janeiro de 2017

    Eu achei um bom canto. Também acho os domingos melancólicos. Aquelas tantas expressões de religião africana do meio para o fim do conto me tiraram um pouco do texto, por não entender bem o que significam. Um texto bem escrito, poético, que perdeu um pouco de força na última frase. Boa sorte.

  34. catarinacunha2015
    23 de janeiro de 2017

    Começou com um MERGULHO na água molhada, mas depois foi crescendo, crescendo e se agigantou em um tsunami de imagens e sentimentos cortantes. A frase final gera IMPACTO reverso, como uma puxada violenta do freio de mão: cavalo-de-pau.

  35. Davenir Viganon
    23 de janeiro de 2017

    O conto tem um ritmo que extrapola as linhas, é muito bonito, apesar de triste. Se entendi direito, é uma estória de uma filha que tem de lidar com uma mãe que sofre de depressão. Tem um jogo de palavras muito bom com o incorporar, santos e sentimentos. E vários outros elementos que o comentário do Eduardo Selga já salientou.
    Gosto muito do uso de elementos das religiões brasileiras e africanas na literatura. Tanto que já tentei utilizá-las em duas vezes aqui nos desafios e fico feliz que tenha aparecido novamente. Esse tema sempre me leva a pensar que é um conto do Gustavo Aquino ou do Fil Felix, mas vai que é um novato? Seja que for essa parte do que é o Brasil é sempre bem-vinda e tudo ainda é muito pouco. Precisamos de mais. Um abraço. Gostei bastante do conto!!!

  36. Wender Lemes
    22 de janeiro de 2017

    Olá! Em uma obra como essa percebemos o tamanho da riqueza que diariamente ignoramos. É um conto que força não só um olhar mais atento, mas também a busca por um conhecimento menos acessível. Em questões de certame, foi uma opção muito arriscada, na consciência de que nem todos leitores se darão ao trabalho de tentar entender melhor o episódio que descreveu. Por outro lado, é louvável que tenha se arriscado assim para compartilhar essa cultura conosco. Particularmente, o que extraí do conto foi um modo de explicar uma tarde sorumbática, uma calmaria de sentimento. Buscamos sempre algo que nos dê significado, e é sempre bom ver uma maneira nova significar as coisas.
    Parabéns e boa sorte.

  37. Givago Domingues Thimoti
    22 de janeiro de 2017

    Particularmente, sou fã da cultura africana. É muito bom ver alguém escrevendo com elementos da Mãe Africa.
    A minha unica crítica (não é negativa, é mais uma sugestão) tange as palavras rebuscadas que você usou. Quando se usa muitas palavras que o seu público-leitor não conhece, você acaba dificultando a leitura deles. Para alguns, isso é ruim, pois, têm uma “preguicinha” de ir buscar o significado das palavras.
    Fora isso, seu texto está ótimo
    Parabéns

  38. Leo Jardim
    22 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): para conseguir dar vazão à quantidade enorme de contos e não ser influenciado, tenho lido e comentado sempre sem ler os demais comentários. Dessa vez terminei de ler sem saber o que escrever. A habilidade de escrita é muito boa, mas não tinha entendido nada e seria injusto escrever apenas isso. Enfim, após ler alguns comentários, percebi que se tratava de uma cena de família num ambiente de religiões africanas. Afora os termos e ousadia, é uma história simples.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐): vocabulário rico e bem utilizado, texto ritmado como uma roda de capoeira.

    💡 Criatividade (⭐⭐): sem dúvidas, um conto ousado e criativo.

    ✂ Concisão (⭐▫): achei, apesar da qualidade, o texto com um excesso de palavras e expressões.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): tentei ser justo nos quesitos anteriores, mas aqui devo dizer que ter que recorrer a meios externos para entender alguma coisa retira muito o impacto do texto.

  39. Gustavo Castro Araujo
    21 de janeiro de 2017

    Há muito o que dizer sobre este texto. Antes de tudo, revela a coragem do autor por nos oferecer um tema estranho à maioria e que, admitamos, gera certo preconceito. Em seguida, pode-se dizer que por tratar de assunto desconhecido, usando expressões típicas dessa vertente cultural-religiosa desconfortável, obriga o leitor a buscar conhecimento. Essa, talvez, é a maior qualidade de qualquer coisa que se escreva: o incentivo à procura, algo que funciona como uma vela numa caverna escura (para usar uma expressão feliz de Sagan). A recompensa para quem se dispõe a vencer as amarras da preguiça e da ignorância confortável é o vislumbre das paredes ricamente adornadas e, quem sabe, do caminho que leva a novas paragens.

    Confesso, caro autor, que me falta o conhecimento. Seria fácil dizer que a falta de empatia e de afinidade geraram uma falha na minha absorção da mensagem cifrada em suas linhas. Mas eu não me sentiria bem adotando esse rumo, afinal, você quis passar uma mensagem, esforçou-se para isso. Nada mais natural do que tentar compreendê-lo, algo que, neste caso, traz o bônus da aprendizagem.

    Não posso dizer que entendi a mensagem em sua plenitude, mas arrisco dizer que o conto trata do fenecer da vida, aqui representado pelo embate entre duas pessoas que incorporaram espíritos de naturezas diversas. Venceu a melancolia, o mesmo sentimento que se abate sobre nós ao final de um dia bonito de sol, especialmente se for um domingo. É como um poema de Robert Frost – o ápice da vida se dá muito cedo. Há tempo demais para remoermos dolorosamente nossos melhores dias.

  40. Thiago de Melo
    21 de janeiro de 2017

    Amigo Ekê,

    Seu texto, ao mesmo tempo em que passa uma mensagem, ensina. Gostei muito.
    Talvez como a maioria dos leitores aqui (não li todos os comentários) também tive dificuldade com alguns termos. Me dei ao trabalho de tentar curar a minha ignorância e, depois, o seu texto só cresceu aos meus olhos. Muito bonito, mas muito triste também.
    Gostei muito de algumas metáforas, mas essa aqui foi a que me conquistou: “Era eu o próprio trovão.” Parece muito simples assim isolada, mas dentro do contexto, e do texto, ela é o contraponto perfeito para o sentimento da mãe que foi apresentado antes e que mostra como esses dois personagens estavam afastados naquele momento.

    Muito bonito, muito erudito, muito bem escrito, mas também muito triste.
    Quanto ao texto, sou só elogios. Parabéns!

  41. Glória W. de Oliveira Souza
    21 de janeiro de 2017

    Texto com termos para mim desconhecidos. Não busquei auxílio nos dicionários. Tentei a compreensão do todo. O palavreado não me permitiu que encontrasse algum tipo de dramaticidade. O final, indicando existência de depressão, não me convenção, visto que a doença não traria, salvo melhor juízo, o ‘delírio’ descrito. Narrativa diferente, mas não me cativou.

  42. Juliano Gadêlha
    21 de janeiro de 2017

    Um texto que exige mais do leitor. Tive de reler com mais cuidado, e obviamente pesquisar o significado de algumas palavras. Não diria que entendi todas, mas creio ter compreendido a ideia do texto. Muitíssimo bem escrito, demonstrando um amplo conhecimento de vocabulário e um invejável domínio da escrita. O tema é original, e o texto inteiro é diferente, algo que deve ser bastante valorizado. Ao mesmo tempo trata da depressão, algo tão presente no nosso cotidiano.

    Um conto singular, um ótimo trabalho. Parabéns!

  43. Anderson Henrique
    20 de janeiro de 2017

    A primeira lida eu fiz de maneira displicente, passando por cima dos termos que não conhecia. Depois fui pesquisar um pouco. Reli e fez bem mais sentido. Gostei muito de algumas imagens e descrições como “riso-treva”, uma maneira genial de descrever a risada macrabra e “virei catavento”, a imagem forte de alguém girando, girando, girando. O texto deixa claro que o autor sabe o que tá fazendo, mesmo que o significado da leitura fuja ao leitor (meu caso na primeira passada). Acho que o texto vai afastar quem não tenha o conhecimento prévio, mas eu achei extremamente competente. Fiquei curioso em relação à data no título, não consegui fazer a conexão. Ajuda?

    • Ekê
      20 de janeiro de 2017

      Anderson, a data remete ao dia em que aconteceu esse ocorrido. Foi exatamente num domingo, num almoço interrompido por uma discussão e repentina incorporação, exatamente no dia 11 de dezembro.

  44. waldo gomes
    20 de janeiro de 2017

    Belíssimo conto.

    Não entendi nada, mas gostei da sonoridade.

  45. Douglas Moreira Costa
    20 de janeiro de 2017

    Eu desconheço muito do que está ai, mas acho esses elementos muito fascinantes da cultura e que muitas vezes são marginalizados por ignorância e preconceito. Vou falar sobre o que consegui absorver, que são algumas metáforas e o modo como escreve: eu achei lindo, profundo, de difícil compreensão. O final é muito bonito.
    Mas temo não ter entendido boa parte então paro por aqui, peço desculpas pelo desconhecimento de um elemento tão presente na nossa cultura, e da próxima espero já ter aprendido o suficiente pra entender integralmente os textos que tratarem do tema.
    Parabéns.

  46. Matheus Pacheco
    20 de janeiro de 2017

    Eu acho que já vi esse pseudônimo antes ou estou ficando maluco?
    De qualquer forma o uso da cultura africana foi uma boa escolha para caracterizar a depressão. Da mãe do homem? ou da esposa?
    Muito bom conto e uma abração.

  47. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    19 de janeiro de 2017

    Excelente! Adorei! Metafórico, profundo… muito nas entrelinhas… de difícil compreensão… tem que ler mais de umas vezes… risos. Parabéns!

  48. mariasantino1
    19 de janeiro de 2017

    Oi, tudo bem?

    Então, eu fiquei com um pouco de medo, aliás eu tenho medo de muitas coisas, mas bastou mencionar essa palavra “incorporado” que, pah! Matou a mulher aqui.
    Mas vamos lá.

    Deu margem para algumas interpretações como um homem e uma mulher em um rito afro (me perdoe o analfabetismo. Não sei como me referir, poderia ser macumba? — me amarro em batucadas). Talvez filho e mãe incorporando entidades, ou homem e mulher numa cópula, emprestando os seus corpos para as divindades afro (gostei mais dessa última interpretação). As emoções do texto também induzem a isso, a intercurso sexual>> encontro, excitabilidade, apogeu e calmaria.

    Espero ter passado perto.

    Boa sorte no desafio.

  49. Luis Guilherme
    19 de janeiro de 2017

    Hmmm.

    Acabei não entendendo nada. Acho um pouco complicado quando um conto depende de conhecimento prévio.

    Mesmo assim, tem uma veia poética que acaba validando tudo.
    A linguagem tá muito bonita, e é gostoso e fluente.

    Li algumas vezes para tentar entender, mas não deu, rsrs.

    Enfim, gostei da beleza estética e fluência. Parabéns e boa sorte!

  50. Eduardo Selga
    19 de janeiro de 2017

    Por um lado, parece haver referência ao candomblé; por outro, à umbanda. A primeira, trabalha com orixás; a segunda, com entidades (caboclos, pretos-velhos, exus etc) ligadas aos orixás. A narrativa faz menção a elementos que lembram o candomblé, como o cauri (tipo de búzio), o oxé (martelo de Xangô), os orixás Xangô e Oxalá. Mas as expressões “riso-treva” e “aquele um que dava nó no sim, nó no não” me lembram, respectivamente, a conhecida gargalhada da pomba-gira e o exu, ambos entidades da umbanda.

    Apesar disso, a segunda expressão talvez tenha sido usada no intento de referir-se ao estado depressivo do narrador-personagem. Mas, se foi isso, acredito haver um erro. O último parágrafo diz “a própria depressão”, sintetizando o termo “aquele um que dava nó no sim, nó no não”. Porém, “depressão” é palavra feminina e “aquele um”, masculino. Possivelmente, “depressão” não está ligada a esse termo, e sim a outro, “a sombra-de-toda-uma-vida”. Aí faz sentido, mas “aquele um” no meio do caminho atrapalhou a ligação.

    No primeiro parágrafo o conto diz que “os domingos pertencem ao fim da linha”, numa possível alusão à Nanã Buruquê, orixá da morte. Reforçando minha impressão, nesse mesmo parágrafo, temos “o ocaso da vida”.

    A narrativa, suavemente triste, trás em si alguma poesia feliz, como “virei catavento”, em minha opinião um achado primoroso para exprimir o rodopio que toma conta da pessoa durante o processo de incorporação.

    Uma dúvida me fica: a “mãe” de que fala o conto seria a genitora do narrador-personagem ou a mãe de santo?

    • Ekê
      19 de janeiro de 2017

      Mestre Selga, você está correto em tudo.

      “Mãe” é a genitora do narrador-personagem.

      A expressão “aquele um” foi utilizada no intuito de mostrar que a depressão – embora seja uma palavra feminina – manifestou-se como um obsessor masculino.

      Na genitora, como ela própria me disse no mundo real, teve a incorporação de uma qualidade de Exu chamado Tranca Rua. Uma entidade que, embora não seja fundamentalmente negativa, sempre se manifestava nela nos estágios mais avançados de sua depressão.

      Exu, no sincretismo da Umbanda, é referido como “aquele um que come primeiro”. Demonstrando que ele, antes de todos os orixás, é o que recebe as oferendas.

      Infinitamente grato pela sua análise.

  51. Thata Pereira
    19 de janeiro de 2017

    Eu fiz um comentário parecido em um conto e vou repetir aqui, porque acho importante:

    Ao escrever um conto como esse, que precisa de um conhecimento prévio do leitor, o autor faz uma escolha: escrever o que realmente deseja e ser devidamente criticado por quem conhece o contexto do conto ou escrever uma história compreensível e ser julgado através do gosto pessoal de cada um. Gosto dos que fazem a sua escolha.

    Aqui ainda vou complementar: oferecer esse tipo de leitura permite que a gente conheça um pouco mais (mesmo que superficialmente) de um ambiente ou história que não conhecemos e isso é muito, muito importante. Complementa a formação pessoal de cada um. É preciso que as pessoas estejam abertas a isso.

    Entendi a incorporação e os termos vindos ou da umbanda ou do candomblé – não sei diferenciar os dois -, pois tenho muita curiosidade sobre ambos e já vi alguns amigos usarem termos parecidos. Um dia ainda vou conhecer um terreiro. Ainda tenho um pouco de receio, mas muita vontade. Como meu conhecimento é pouco, li três vezes para entender, pois os termos me deixaram confusa.

    Mas uma observação: a data, marcada no título, me passa a impressão de ser um acontecimento real. É? Fiquei muito curiosa para saber.

    Boa sorte!!

  52. Amanda Gomez
    18 de janeiro de 2017

    Olá,

    Olha, confesso que foi como ler algo em uma língua desconhecida. Não entendi muita coisa…Ou nada. As palavras tal como a cultura de orixás e tudo mais, é algo que desconheço, então eu li e não absorvir.

    OK, eu posso ter minha parcela de culpa nisso, mas acho que o autor ficou tão empolgado em escever sobre algo que domina, que esqueceu um pouco de como isso iria ser recebido pelo leitor.

    Lendo os comentários eu acabei fisgando uma coisa ali é outra aqui. Mesmo assim me senti o que sou, totalmente leiga nessa língua.

    Desculpe, dá pra ver que teve uma boa pesquisa e que foi com capricho que fez todo o arremate dá história, mas infelizmente não funcionou pra mim. 😶

    No mais, boa sorte no desafio.

  53. Luiz Eduardo
    18 de janeiro de 2017

    Confesso que não consegui entender bem algumas coisas na história, e acho que um conto não pode ser confuso, mas ao.mesmo tempo me agradou a maneira como.voce conduziu a narrativa, usando belas figuras de imagem. Boa sorte

  54. Tatiane Mara
    18 de janeiro de 2017

    Olá…

    Texto fala sobre alguma coisa em sentido simbólico e usa nomes estranhos (rsrsrs)

    É bem escrito, entretanto é dificil pra caramba, como um rio raso, mas profundo.

    Boa sorte.

  55. Marco Aurélio Saraiva
    18 de janeiro de 2017

    Serei sincero: a primeira vista, odiei o conto. Muito mesmo. Odiei tanto que escrevi um comentário muito mal-humorado, falando que o conto não tinha significado algum para mim, que era uma cacofonia de palavras desconexas, etc. Quase enviei o comentário.

    Mas daí, resolvi reler o conto, e então ler os comentários. Nos comentários, entendi o sentido do texto.

    Resumindo: uma tarde de domingo, onde mãe e filha incorporam espíritos orixás.

    Com isso em mente, reli o conto mais uma vez, e tudo fez sentido. Acabei gostando da leitura, em parte por sua habilidade na escrita, em parte por ser uma espécie de ode à umbanda. Sorri ao ver sua habilidade em escrever algo que, de início, parece uma viagem de ácido foda (rs), mas que, com outros olhos, é algo que tem significado interessante.

    A leitura e releitura do seu conto foi, para mim, um soco no estômago. Uma lição de “aprenda a ler antes de tecer comentários espalhafatosos”. Parabéns por ter este tipo de habilidade, e me fazer entender uma forma de escrita que costumo abominar.

    • Ekê
      18 de janeiro de 2017

      Marco,

      que felicidade ler teu comentário.

      Obrigado por ter dado uma chance.

      Na filha baixou a tristeza, oxé (machado) cego de Xangô. Caxangá (bengala) chanfrada de Oxalá. Ferramentas dos orixás que, quebradas, não servem de nada.

      Na mãe, minha mãe, baixou aquilo que sempre baixara em toda a sua vida: a depressão. E ela girou, cuspiu materno escárnio em mim.

      Enfim.

      Coração leve com o teu comentário.

      • Marco Aurélio Saraiva
        19 de janeiro de 2017

        É, eu sabia que não tinha captado tudo, mais por não conhecer todas as entidades das quais o texto trata. Mesmo assim, foi uma lição aprendida para mim, heheheh.

        Parabéns!

  56. Vanessa Oliveira
    18 de janeiro de 2017

    Fiquei perdida com os termos, confesso. Talvez tenha atrapalhado a leitura, porque deve ter um significado compartilhado com o texto… também não sei se entendi a situação, o ambiente. Concordo que domingos são terríveis, se for isso que vc quis dizer; e ao dizer ‘incorporamos’, quer dizer que a filha ficou triste, talvez por ver a mãe em depressão? Foi essa minha interpretação. Boa sorte!

  57. Anorkinda Neide
    18 de janeiro de 2017

    Entao, nos domingos mae e filha entregavam-se à depressao e à tristeza?
    na mae pegava mais forte, por ser mais velha e mais sofrida..
    foi o q deu pra entender.
    os paragrafos sobre os orixás ficou realmente muito confuso, tentei de mi maneiras extrair algo dali, mas nao sei.. os orixas sao tao lindos pr amim e felizes e justos e coisa e tal.. nao vi sentido q a presença trouxesse ou mesmo permitisse q a tristeza continuasse naquelas mulheres…
    é uma pena q o texto tenha ficado tao nublado, pq ele é bonito.. é engraçado.. mesmo indecifrável, é lindo.
    abraço

  58. Fheluany Nogueira
    17 de janeiro de 2017

    Ekê é pessoa mentirosa, cauri é uma concha com valor monetário na antiguidade, Ogum é.., libambo…, caxangá chanfrado de Oxalá… Tentei, mas fiquei travada… Desconheço toda esta simbologia, assunto muito específico…

    Na linguagem, senti ritmo, sonoridade e até um bocado de poesia. Valeu! Abraços.

  59. Sabrina Dalbelo
    17 de janeiro de 2017

    Pense comigo, se tu acessas leitores que entendem o que tu escreves, tu começas bem. Se tu necessitas de leitores com conhecimentos específicos do que escreves, tu perderá alguns.

    Me senti entre os perdidos, ainda que tenha notado o lirismo e a liberdade de escrita com que tu te apropriou.

    Muito ousado. Isso é bom. Boa sorte.

  60. Antonio Stegues Batista
    17 de janeiro de 2017

    Infelizmente não entendi os termos religiosos ali expresso, porém percebi que alguém se lamenta e entra em depressão. Desse modo, não consegui dar uma opinião satisfatória sobre à história, mas em todo caso é um belo texto.

  61. Claudia Roberta Angst
    17 de janeiro de 2017

    Um conto bem trabalhado, com pesquisa apurada ou conhecimento preciso do autor. No entanto, não se pode esperar que o leitor navegue por essas poucas linhas e se sinta à vontade. Tudo é um conjunto de imagens de um universo particular.
    Sem erros, ritmo constante e sem entraves, a não ser a falta de compreensão de alguns termos.
    Muito bom o seu conto, mas é uma dessas obras que você reconhece o valor e passa para a outra. Defeito dos olhos de quem vê, claro.
    Boa sorte!

  62. Victor F. Miranda
    17 de janeiro de 2017

    O autor desse tipo de texto sabe o que faz, isso é fato. Mas eu demorei pra entender porque tive que procurar umas palavras no dicionário. E depois que entendi alguma coisa, não vi graça. Boa sorte.

  63. Fabio Baptista
    17 de janeiro de 2017

    Olha, o conto tem inegavelmente seus méritos, ele é ritmado e claramente escrito por alguém que sabe o que está fazendo (ou que enganou muito bem hauhauauha). Mas, em geral, eu não consigo apreciar tanto esses contos que trazem sensações e devaneios, sou mais ligado nas tramas convencionais que podem abusar do fantástico, claro, mas que sigam algo próximo de começo/meio/fim.

    Aqui, com uma linguagem recheada de termos que desconheço, não consegui me envolver. Até fui procurar notícias relevantes da data título, mas não encontrei nada que pudesse se relacionar ao texto.

    Abraço!

  64. Iolandinha Pinheiro
    16 de janeiro de 2017

    Baixou um Guimarães Rosa no autor deste texto, mas isso não seria ruim. Adoro aprender palavras novas, e bastaria uma pesquisa para entender o texto, e curti-lo com se deve. Andei traduzindo algumas para mim desconhecidas, mas isso não melhorou muito as coisas, porque havia no texto várias expressões que o meu raso conhecimento em candomblé não me permitiu absorver seus significados. Fiquei na merda. Entendi afinal que num depressivo domingo (e qual domingo não é depressivo) duas entidades resolveram incorporar em seus cavalos (pessoas que recebem os santos) e saíram girando no terreiro, mas não serviu para melhorar o espírito do dia (malditos domingos não consigo acompanhar seus movimentos). Gostei da comparação de domingo com ocaso da vida. É por ai mesmo.

  65. Bianca Machado
    16 de janeiro de 2017

    Um texto bonito, interessante, sonoro, mas infelizmente a minha falta de conhecimento pra conseguir compreender tantos termos desconhecidos juntos (cauris, iracunda, libambo, caxangá chanfrado) dificultou pra mim. Não é preguiça de ir atrás, não, mas no momento é complicado tirar essa venda dos olhos, então fico devendo… No final a coisa desanuviou um pouco, explicando a respeito do que se trata, mas gostaria de ter um entendimento acrescentando a compreensão desses termos. De qualquer forma, parabéns pelo trabalho.

  66. Bruna Francielle
    16 de janeiro de 2017

    Bem, achei legal, sim !
    Entendi que se tratava de uma ….. reunião no terreiro, não sei bem o nome, “incorporamos”, foi quando baixou os outros personagens
    “ela girou”, já incorporada, seria a pomba gira ? E o outro personagem era o Ogum!
    Está um bom micro conto, não está obscuro demais de modo a dificultar ou impossibilitar a compreensão, nem claro demais a ponto de descrever explicitamente o que ocorria. Encontrou um bom equilíbrio .

  67. Priscila Pereira
    16 de janeiro de 2017

    Olá autor(a), desculpe, mas não entendi nadinha do seu conto. Imagino que seja algo poético, metáforas que não consegui entender. Pode ou não ter algum significado profundo, mas como já disse, não entendi. Boa sorte!!

  68. Evandro Furtado
    16 de janeiro de 2017

    O conto é bastante musical, povoado de aliterações que contam o ritmo. É um conto metafórico que permite múltiplas interpretações. Eu vejo a questão do nascimento e o peso de pertencer a um povo descriminado e que tem que lidar com seus próprios dramas além dos dramas de todo mundo.

    Resultado – Good

  69. elicio santos
    16 de janeiro de 2017

    Mais um poema em prosa inscrito numa seleção destinada a microcontos. Sem comentários.

  70. Brian Oliveira Lancaster
    16 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Texto regionalista bastante profundo. Tem uma beleza poética embutida, mas não é tão fácil de ser compreendido numa primeira leitura. Exige atenção. – 8,0
    O: É diferente, apesar de tratar de uma passagem do cotidiano. Com um sotaque carregado, constrói o dia a dia comum de uma vida. É interessante pela premissa mais campeira, pé no chão. – 9,0
    D: No entanto, não flui tão bem. É um ótimo exemplo de texto que prende mais pela forma do que conteúdo. As reflexões são ótimas, mas o conjunto de “trava-línguas” atrapalha um pouco. Gosto de textos mais complexos, mas como meu objetivo tem sido sempre simplificar as coisas, neste caso exige muito mais do leitor, incluindo disposição – o que muitos não tem hoje em dia. – 9,0
    Fator “Oh my”: é um texto que ganha muito pelo corpo e estética, mas analisando friamente, trata-se apenas de um cotidiano melancólico.

  71. Ceres Marcon
    15 de janeiro de 2017

    O texto flui. Difícil de entender algumas palavras, mas não tira a beleza do que foi escrito. Gostei da narrativa.
    Parabéns!

  72. José Leonardo
    15 de janeiro de 2017

    Olá, Ekê.

    Um dos mais belos textos que li no certame. Boa lembrança de Guimarães Rosa com carregadas imagens de religião de matriz africana.

    Sou pouco versado nessas religiões, por isso não pude depreender seu micro conto em sua totalidade. Porém, creio que, na superestrutura, naquilo intangível e que faz uma espécie de transversal no Todo, entendi que, tanto na mãe como na filha, “espíritos” baixaram — uma metáfora para maus sentimentos, um deles, o mais poderoso, “baixado” na mãe e está explícito na última linha do conto.

    Parabéns, autor. Foi uma experiência difícil, porém verdadeira.

    Boa sorte neste desafio.

    • José Leonardo
      15 de janeiro de 2017

      P.S.: acontecimentos ligados à data do título, embora eu não saiba quais.

  73. Tiago Volpato
    15 de janeiro de 2017

    Não entendi muito bem. Maioria das palavras pra mim não significaram nada, entendi que é alguma coisa em um terreiro. Entendi que você quis usar essa linguagem para trazer o leitor para mais próximo do texto. Pra mim não deu certo, fiquei boiando.
    Abraços.

  74. Andre Luiz
    15 de janeiro de 2017

    Um conto plástico, que dá para imaginar uma situação deslumbrante e repleta de fantasia, porém que peca pelo excesso.

    -Originalidade(7,0): Mescla de raízes africanas com um tema cotidiano: a depressão. Pelo que pude entender, se passava ou num terreiro ou então a ideia da “incorporação” e a menção às figuras dos orixás foi para introduzir a depressão e seus efeitos.

    -Construção(7,0): Achei a ideia do conto bacana, porém foi o excesso de palavras rebuscadas que me deixou encabulado. A leitura não fluiu como poderia, e olha que eu estou acostumado a ler bastante.

    -Apego(5,0): Não tive apego pelo personagem, infelizmente, talvez porque pouco de sua vida nos foi apresentado.

    Boa sorte!

  75. Ekê
    15 de janeiro de 2017

    Não é conto de terreiro, infelizmente. Não precisa ser do candomblé ou da umbanda para saber quais são os orixás que dançam aí…

    Um se chama tristeza.

    O outro depressão.

    Todo mundo conhece.

  76. Edson Carvalho dos Santos Filho
    15 de janeiro de 2017

    Aparentemente, uma cena de algum ritual em terreiro de Umbanda, Candomblé, ou algo similar. Não sei, pois não tenho esse conhecimento, por isso não vou avaliar por esse lado. Por outro lado, o autor demonstra possuir excelente vocabulário, mas deixou isso transparecer demais no conto. Dá a sensação de que a intenção foi mais a de rebuscar e impressionar nesse sentido do que de transmitir alguma ideia, pensamento, ou reflexão, que é o mais importante, na minha opinião, para um conto.

  77. andré souto
    14 de janeiro de 2017

    A linguagem em redemoinho no terreiro,gerando um conto singular,a cobra mordendo o próprio rabo no descompasso da vida.Parabéns.

  78. Guilherme de Oliveira Paes
    14 de janeiro de 2017

    Belíssimo, o tema é fascinante. Acho que o estilo e a estética foram valorizados em detrimento da história; o conto se assemelha mais a um poema.

  79. Olisomar Pires
    14 de janeiro de 2017

    Conto de terreiro. É necessário conhecer as implicações simbólicas para entender o relatado ou talvez não, quem sabe.

    Assim como o colega disse: não me passou nada, talvez por meu desconhecimento da coisa ou porque não há nada a ser passado mesmo. Lamento.

  80. Fernando Cyrino
    14 de janeiro de 2017

    Gostei muito do seu conto. Achei-o de um lirismo gostoso, feito de uma poesia agradável de se ler, apesar da sombra da tristeza a pairar o tempo inteiro sobre ele. Pudesse dar um dica sugeriria, quem sabe para deixá-lo ainda mais gostoso, trocar essa chuva que chove por outra expressão. Não conheço do Candomblé, mas acho ser desnecessário. O conto fala por si próprio. Parabéns. Sucesso com a sua obra.

  81. Virgílio Gabriel
    13 de janeiro de 2017

    Não sei, li, li e re-li, no fim não achei nada. Muitas palavras de origens africanas, casando com um abstrato poético. Mas o que me passou? Nada. Sei que é um estilo que muita gente gosta, mas não me sinto apto a julgá-lo, pois não é uma linha que me agrada. Desejo boa sorte.

  82. Keynes Aynaud
    13 de janeiro de 2017

    Um micro conto bem aberto, até que demais, no meu gosto. Tem um linguajar bem refinado e utiliza nomes de deuses do candomblé (se não me engano), o que é muito bom, porque faz o leitor ficar curioso sobre para tentar entender o conto. Boa sorte com o desafio.

  83. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    Gostei demais desse conto, apesar de ter ido procurar pelo significado de algumas palavras. Gostei do uso da linguagem. Livre. Pela composição das frases. Pelo significado – um momento de grande significado para quem se insere nele.

  84. Zé Ronaldo
    13 de janeiro de 2017

    Isso é microconto. Mais aberto impossível! Mais expansivo nem o universo. A desconexidade das palavras e a suposta incoerência dão um toque sublime ao texto. Polissemia das polissemias, plurissignificação além do etéreo e do infinito. Gostado demais!

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .