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Detox Literário.

Flores (Maria Santino)

flores

Vinha suado, assim como todos naquela lata de sardinha disfarçada de ônibus. Nos braços um buquê de rosas vermelhas, tão vermelhas e viçosas que nem pareciam reais. Por um momento o ar viciado de fundilhos e peido deu vazão ao aroma de flores, ainda que só em minha mente, e pensamentos me levaram para longe dali ao imaginar quem seria a felizarda.

Uma noiva, a mãe completando mais um ano de vida, um velório…

Mal percebi as mãos erguidas ao meu redor unido ao desespero frente à arma retirada do buquê.

As flores, de plástico, caíram aos meus pés.

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87 comentários em “Flores (Maria Santino)

  1. mariasantino1
    28 de janeiro de 2017

    BASTIDORES DESTE CONTO

    SOBRE A IDEIA – Então, a ideia para o meu conto surgiu quando o colega Thiago de Melo postou no grupo uma imagem de um homem sentado em um transporte coletivo e carregando um buquê. Ele perguntou qual seria a história para aquela foto e dentre algumas respostas eu mencionei que havia uma arma escondida ali.
    Link do post >>> https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1139437052798610&set=p.1139437052798610&type=3&theater

    SOBRE A IMAGEM – Pensei em usar a mesma imagem como lembrança da brincadeira, mas não o fiz devido ao teor do meu conto estar relacionado a assalto e o rapaz da foto ser moreno (poderiam me acusar de racismo ou algo nesta linha). Devido a esse motivo, a imagem do meu texto é a oposta ao que encontramos no conto.

    SOBRE A ESTRUTURA E ESCOLHA DE PALAVRAS – Bem, em um ônibus encontramos pessoas arrumadinhas e maltrapilhas, cheirosas e fedidas… é simples assim e eu tentei exatamente fazer o leitor sentir essa mesma sensação quando encontrasse as palavras mais elegantes (por assim dizer) junto das mais esdrúxulas. No fim de tudo não temos a rua plana e asfaltada, o veículo para bruscamente e se você dorme no ponto vai ao chão. Isso foi o que mais eu desejei que as pessoas captassem, porém ao invés disso, ficaram dizendo que a união dessas palavras era defeito (paciência).

    CONTEÚDO — Eu poderia inserir um Ele e um Ela para separar o quê de quem, mas, sinceramente, não vejo essa confusão como algo necessário de se elucidar, uma vez que o que importa era que as flores não eram reais e que o engano estava nos olhos de quem se permitiu acreditar. O CERNE É A FRUSTRAÇÃO DE EXPECTATIVAS QUE VOCÊ MESMO CRIOU, E PONTO.

    Quase caio pra trás quando o amigo Eduardo Selga mencionou Flores, dos Titãs, porque foi o que deu o tom para a frase final, uma vez que a ideia era só o susto do assalto.

    Obrigada a cada comentário e espero ler todos vocês por aí.

    • mariasantino1
      28 de janeiro de 2017

      Ok, resolvi voltar atrás 🙂

      “Vinha suado” quem vinha suado? Ele, o assaltante que carregava o buquê.
      “As flores, de plástico, caíram aos meus pés” caíram nos pés de quem? Da pessoa narradora que era uma mulher como induz o pseudônimo (Sonhadora) e a narrativa em primeira pessoa.

  2. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Gostei bastante do final, a escrita ficou bem legal também, gostei do seu conto. Parabéns e boa sorte!

  3. Sra Datti
    27 de janeiro de 2017

    Olá, Sonhadora

    Narrativa bem construída, cujo final não impressionou, mas não deixou de arrematar o ótimo nível do texto. Só sugeriria a retirada de umas expressões que deram uma “quebrada” no fluir da história: lata de sardinha, de peido, fundilhos… No mais, mais um conto de bom nível.
    Parabéns e boa sorte!

  4. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    O único ponto negativo da construção se encontra no início, quando imaginamos que o narrador esteja descrevendo o próprio protagonista do conto, mas na verdade trata-se dele analisando outra pessoa. Ficou um tiquinho confuso.

    Assalto com estilo, será que o ladrão era educado? Aqui em Fortaleza já assaltaram ônibus com escopeta, com espada de samurai e já obrigaram os passageiros a pular do ônibus. Bom, no geral.

  5. Simoni Dário
    27 de janeiro de 2017

    Algumas palavras fizeram com que o conto perdesse a força na minha opinião. Arma escondida num buquê me lembrou filmes antigos, apenas mais um clichê.
    Boa escrita.

    Bom desafio.

  6. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    O final veio bem diferente do que imaginei e, creio, do que muitos leitores imaginaram. A leveza e limpidez da escrita levou-me a sentir o aroma das flores antes de encarar a morte. Bacana esta visão bem humorada do cotidiano das nossas cidades. Parabéns!

  7. Leandro B.
    27 de janeiro de 2017

    Oi, sonhadora.

    Olha, achei a ideia interessante, mas a primeira parte do micro acabou ficando confusa demais para mim. Só fui entender que o personagem se refia a outra pessoa e não a si mesmo em releituras, depois de ficar perdido com o fim.

    Claro, é algo que pode ser minimizado, afinal, da pra compreender o significado olhando a obra geral, mas para uma análise do conto, acabou perdendo uns pontinhos comigo. Mais importante do que pontos sem significado seria a possibilidade de reestruturar a primeira parte. Ou não.

    Como sempre falo, a confusão pode ser problema do leitor, e não do autor.

    De todo modo, parabens e boa sorte.

  8. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Gostei bastante do conto. Eu tenho essa mania de imaginar uma história sobre fatos (como o protagonista, que imagina que as flores podem ser para uma noiva, uma mãe de aniversário, um velório) e, por isso, já gostei da “atmosfera do conto”. Somado a isto, temos um final surpreendente e uma escrita clara. Parabéns

  9. rsollberg
    26 de janeiro de 2017

    Pontos positivos; o conto começa quase como uma crônica, criando uma atmosfera, inserindo o leitor dentro do tal ônibus. Foi legal observar que a imagem das flores mexeu inclusive com os sentidos do sujeito. A reviravolta no final funciona.

    Pontos negativos: Comparar o ônibus a uma lata de sardinha não tem mais nada de original, em um desafio de poucas palavras o autor poderia ter trazido algo novo, fresco. Fundilhos e peido não fazem cocegas, se o autor pretendia chocar e fazer uma analogia mais crua com o cheiro poderia ter ousado mais.

    De qualquer modo, parabéns e boa sorte.

  10. Lee Rodrigues
    26 de janeiro de 2017

    O bacana desse conto não está só na surpresa do remate, mas também por ter nos ofertado uma imagem real, da qual todos temos uma lembrança, quem nunca divagou num ônibus que atire o “metro-passe”. E enquanto líamos, concordávamos com as afirmações do persona a cerca o ambiente, porque é uma situação familiar, e aí, também na nossa distração, vem o “mãos ao alto”.

  11. Fil Felix
    26 de janeiro de 2017

    Gostei do conto, descreve muito bem as sensações que o protagonista está percebendo do seu redor e das flores. Escrita muito boa nessa parte. A imagem casa bem com o texto e ajuda a formá-la na cabeça. A surpresa também foi bem vinda, imaginei como um prólogo de uma cena maior de ação. Com o assaltando jogando o buquê e mandando todo mundo pro chão.

  12. Felipe Teodoro
    25 de janeiro de 2017

    Excelente. O narrador é sensível, bem construído. É bem escrito e ainda surpreende, mesmo com a deixa no início “nem pareciam reais”. Excelente jogo de linguagem, ótimo enredo. Parabéns mesmo. A cena final, com as flores de plástico no chão é muito forte. Acho apenas que a frase de abertura poderia ser um pouco melhor estruturada, mas analisando o conto como um todo, o trabalho é acima da média.

    Parabéns!

  13. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Sonhadora,

    Tudo bem?

    Você construiu um retrato cotidiano das grandes cidades.

    Gostei do jeito como trabalhou com a descrição dos odores dentro do ônibus fechado, dá quase para sentir a falta de ar e a sensação claustrofóbica que todos conhecemos bem.

    A surpresa do assalto, arruinando o momento de lirismo que talvez salvasse o dia da personagem, também é uma ótima ideia.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  14. Lídia
    25 de janeiro de 2017

    Quem me dera se em vez da personagem ter imaginado o perfume como algo prazeroso tivesse se lembrado do trecho de uma música dos Titãs (“As flores têm cheiro de morte”).
    Adorei a quebra de expectativa e a imagem da última frase.
    Boa sorte!

  15. Andreza Araujo
    25 de janeiro de 2017

    Gosto de como o texto muda por completo e pega o leitor desprevenido. Apesar da construção das frases ter sido bem feita, precisei ler algumas vezes pra entender que o narrador não era o assaltante, pois num primeiro momento pensei que quem tinha as flores era ele próprio. E quando ele imagina quem as ganharia, deduzi que ele era um entregador de flores. Quando compreendi que eram pessoas diferentes, o conto ficou bem melhor e tudo se encaixou kkkk É um texto bem criativo e surpreendente. Parabéns!

  16. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    final surpreendente, que surge no meio de um texto bem escrito e sem nada de notório, quando de repente, bum! SURPRESA TOTAL. Muitos parabéns

  17. Thayná Afonso
    25 de janeiro de 2017

    Em algum momento todos nós nos pegamos imersos em nossos afazeres, esperando por algo que nos liberte. “Uma quebra da rotina.”. As flores inicialmente pareciam ter sido uma “quebra” positiva, causando devaneios agradáveis, mas então houve a surpresa: a arma, o desespero, as mãos erguidas, a descoberta das flores serem de plástico. Você conduziu muito bem essa mudança no conto. Parabéns!

  18. Gustavo Aquino Dos Reis
    25 de janeiro de 2017

    Sonhadora,

    gostei do conto.

    Não consegui entender ele muito bem. Quem assaltou o ônibus era a mesma pessoa que levava o buquê?

    A escolha das palavras me pareceu boa e o estilo da escrita bem competente.

    Parabéns.

  19. Srgio Ferrari
    25 de janeiro de 2017

    É um assalto estilizado mesmo hehehe. Ok, gostei. Ah, dica (ora quem sou eu, não é mesmo?) começar um conto com Vinha é uma palavra horrenda pra se começar. Ele vinha de todo modo no trem, poderia apenas estar (sem escrever estar) suado no trem.

  20. Tiago Menezes
    25 de janeiro de 2017

    Me pegou de surpresa, rsrs. O foco no buquê me fez pensar quem também seria a felizarda, e me desviei do pensamento de quem estaria segurando o buquê. Um conto simples mais criativo. E você escreve muito bem, parabéns.

  21. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Assalto suave, esse. As flores foram a metáfora para a voz de comando, já que, para todos os outros, o conhecimento que era um assalto e a ordem já estava dada (estavam todos de mãos para cima quando as flores caíram). O autor trabalhou bem com a inversão de expectativa, mas a arma escondida no buquê é meio clichê de filmes de gângsters. A surpresa foi ter sido esse o final escolhido. Boa sorte no desafio.

  22. Tom Lima
    24 de janeiro de 2017

    É um contrate muito bonito! As expectativas vão em uma direção e o conto em outra, de uma maneira muito interessante!
    Tem alguns tropeços que não atrapalharam a leitura.
    Gostei bastante, no geral!

    Parabéns!
    Abraços.

  23. Renato Silva
    24 de janeiro de 2017

    Gostei. O assalto que quebrou todos os pensamentos doces do narrador, trazendo-o de volta à realidade nua e crua. E só então percebe que eram flores falsas.

    A descrição do ônibus foi bem realista, até me senti dentro de um, naquele maldito horário de pico e com um calor de 35° lá fora. Se a sua intenção foi causar mal estar, parabéns.

    Boa sorte.

  24. Rubem Cabral
    24 de janeiro de 2017

    Olá, Sonhadora.

    Bom conto. Boa a ambientação e o “engodo”, rs. O narrador imaginou o cheiro, influenciado pela aparência das flores, não? Bacana a surpresa ao final.

    Nota: 8.

  25. Miquéias Dell'Orti
    23 de janeiro de 2017

    Olá,

    Conheço bem o ambiente opressivo e fetidamente (palavra que acabo de inventar, acredito) claustrofóbico de um ônibus lotado e seu conto me remeteu a diversas sensações que eu não gostaria de lembrar no final do dia rsrs.

    Ruim para mim, bom para você! Dar à ambientação um enlace no leitor e faze-la o puxar para dentro da história é um baita trunfo.

    O final teve uma reviravolta interessante e me surpreendeu, mas não muito, acho que isso aconteceu porque faltou trabalhar um pouco mais do impacto no desfecho.

  26. Vitor De Lerbo
    23 de janeiro de 2017

    O primeiro parágrafo gera uma pequena confusão, pois a construção leva à ambiguidade – quem pode estar carregando as flores é tanto o narrador quanto outra pessoa do ônibus. Quando é revelado que é outra pessoa, reli o primeiro parágrafo, dessa vez com a visão correta.
    Gostei do conto, memórias sensoriais são fortes. O final é surpreendente e o signo representado por flores de plástico é bom.
    Boa sorte!

  27. catarinacunha2015
    23 de janeiro de 2017

    MERGULHO sem preparo pode dar em barrigada, torcicolo e outros efeitos inesperados. A premissa de confrontar o sonho com a realidade foi legal. O IMPACTO das flores de plástico só não surtiu o efeito esperado porque a execução não me pareceu cuidadosa. Em um microconto não basta escrever uma trama completa, é preciso que cada palavra diga a que veio.

  28. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Não foi tão impactante quanto pretende, mas está bem escrito e ambientado. É bom, não mais que isso

  29. Wender Lemes
    23 de janeiro de 2017

    Olá! Legal como a falsidade das flores reflete a falsidade da situação e do portador. O mais interessante é que não é, pelo menos para mim, uma narrativa que inspira uma reviravolta, o que a torna mais impactante ainda. Não vejo a escolha de palavras mais simples como um aspecto negativo – trata-se de um episódio simples, um ambiente simples, a riqueza está logo nisso.
    Parabéns e boa sorte.

  30. Jowilton Amaral da Costa
    23 de janeiro de 2017

    Bom conto. Bem engenhoso o ladrão, escondeu uma arma num buquê de flores de plástico. O ambiente dentro do ônibus foi bem caracterizado, ao meu ver. Boa sorte.

  31. Cilas Medi
    23 de janeiro de 2017

    Um bom conto, com a surpresa no final. Parabéns! Sorte!

  32. Thayná Afonso
    23 de janeiro de 2017

    Não gostei muito de algumas escolhas de palavras, mas a reviravolta no final do conto me agradou, o impacto funcionou muito bem. Parabéns!

  33. Estela Menezes
    22 de janeiro de 2017

    A trama do conto é bem original, fresca como as rosas. A narrativa segue bem, o final surpreende com a súbita virada. Pena que a pontuação apresente alguns problemas; que certas imagens possam ser consideradas artificiais ou forçadas (“lata de sardinha disfarçada de ônibus”) e outras até mesmo deselegantes (“ar viciado de fundilho e peido”); e que algumas palavras tenham sido mal empregadas (“deu vazão” em vez de “deu lugar”)… Quanto mais isento de percalços assim, mais um texto brilha e pode ser apreciado sem ressalvas….

  34. Givago Domingues Thimoti
    22 de janeiro de 2017

    Gostei da surpresa no final, que resgatou a minha atenção para o texto . É bem escrito e aberto. Muito bom.
    Parabéns e boa sorte

  35. Bia Machado
    22 de janeiro de 2017

    O começo do microconto não condiz muito com a imagem que mostra um ônibus com bastante espaço. Poderia ter começado de outra forma? Poderia. Uma leitura que eu gostei de fazer, pois gostei da “reviravolta”, da surpresa ao final, mudando até o tom da narrativa. Com esse conto, fecho minha participação nesse desafio. Foi uma boa forma de fechar mais um certame, com um certo suspense: o que terá acontecido à personagem que narra?

  36. Thiago de Melo
    21 de janeiro de 2017

    Amiga Sonhadora,

    Muito gostoso de ler o seu texto. A metáfora da lata de sardinha ficou meio forçada, é um clichê, mas gostei do conto no geral. Gostei especialmente do final. Eu não esperava esse desfecho e foi uma grata surpresa. Bom texto. Parabéns!

  37. Anderson Henrique
    20 de janeiro de 2017

    Bom conto. Simples e eficiente. Uma ou outra escolha duvidosa de palavras e metáforas (lata de sardinha é muito, muito batido). Mas gostei bastante. A ruptura para o encerramento é ótima. Foi pra conta! Parabéns.

  38. Douglas Moreira Costa
    20 de janeiro de 2017

    A primeira frase me cansou certa estranheza “vinha suado”, não acho que tenha sido uma bela escolha de palavras, mas ai é questão de gosto. O conto é do tipo que acaba na ultima frase e, portanto, se espera um desenvolvimento ou um desfecho bastante surpreendentes. Não foi o caso, infelizmente. A pessoa que segurava as flores se transformou de romântico em bandido, ponto.
    Mas o final “As flores, de plástico, caíram aos meus pés.”, merece aplausos, foi um encerramento com um tom bastante poético.

  39. juliana calafange da costa ribeiro
    20 de janeiro de 2017

    Sonhadora, perdoe-me, mas não sei se gostei. Primeiro achei q o narrador era um entregador de flores. E achei muito interessante o contraste dos pensamentos dele sobre a realidade de estar suado num ônibus apertado e fedorento, achei q o vocabulário usado no texto condizia bem com o personagem do entregador. Depois, de repente, parece q ele é na verdade um assaltante? Que retira uma arma de dentro do buquê (As flores q eram naturais, viraram plástico…), mas faz isso tão mecanicamente q nem percebe as pessoas em volta com as mãos pra cima? Me parecem duas histórias superpostas, o início de uma e o final de outra. Depois imaginei se o narrador poderia ser um terceiro passageiro, q observa tudo, mas isso não está claro no texto, talvez pela falta do pronome no primeiro parágrafo. Acho q precisava haver algum tipo de link entre as duas pontas dessa história, senão a mágica não funciona. Pelo menos pra mim não funcionou, não…

  40. Juliano Gadêlha
    20 de janeiro de 2017

    Um bom microconto, só acho que a transição para o desfecho surpreendente poderia ter sido melhor trabalhada. Mas todas as descrições, a criação do cenário, tudo caminhou muito bem até esse ponto. E um final sutil. Parabéns!

  41. waldo gomes
    19 de janeiro de 2017

    Conto “fedido” sobre o engano de alguém.

    Bem encenado, mas faltou criar empatia, seja com o narrador ou com o bandido.

  42. Gustavo Castro Araujo
    19 de janeiro de 2017

    Ótimo conto. Nota dez no quesito surpresa. Deixei-me levar pela prosa fácil e pelas descrições caprichadas – e também divertidas – se formando na minha mente. Até me ver atônito, como se alguém, do nada, me apontasse um revólver. Nunca passei por algo semelhante, mas posso deduzir que deva ser mais ou menos assim, surreal, inacreditável. Parabéns pela imersão.

  43. Amanda Gomez
    19 de janeiro de 2017

    Oi, Sonhadora.

    Bem, o título a imagem e o texto convergem bastante, acho que a ideia era realmente deixar o leitor meio perdido, para enfim lançar a ”surpresa”. Funciona, mas não tão bem.

    Eu achei um pecado, colocar ”peido e fundilhos” junto de uma escrita que vinha tão bonita e convincente. Não entendi se era pra causar… causou, mas foi uma coisa nada agradável, quebrou o clima.

    Também fiquei em duvidas quanto a quem estava narrado, ficou confusa essa parte, não sabemos ao certo se ele é o assaltante, ou o que observava… na verdade acredito que seja esse último. O impacto final foi eficiente, o texto tem uma linguagem muito bacana.

    Boa sorte no desafio.

  44. Matheus Pacheco
    19 de janeiro de 2017

    Então o maluco escondeu a arma no buque falso, mas foi assaltar um ônibus? Essa foi a unica coisa que eu não entendi, mas tirando tudo isso o texto é ótimo.
    Um abração para a sonhadora.

  45. Marco Aurélio Saraiva
    19 de janeiro de 2017

    Um momento inusitado, narrado por um personagem que, inicialmente, confunde o leitor – mas não leve a mal ,é uma confusão boa, daquelas que faz o leitor voltar para reler tudo e entender da forma correta. com um leve sorriso no rosto.

    Achei o micro conto interessante por quê retrata bem o “desligamento de cérebro” que acontece quando as pessoas entram no ônibus costumeiro. Fazem isso há tanto tempo que as suas mentes começam a vagar por outros lugares. O narrador não é diferente: começa a divagar sobre aquelas flores carregadas por aquele entregar, e nem nota a arma que foi puxada.

    Muito legal. Gostei!

    Mas realmente o conto ficou confuso quanto ao ponto de vista do narrador. Me parece que é sim um terceiro, e não o assaltante, mas a frase “as flores caíram aos meus pés” confunde, já que ou o narrador estava muito próximo ao assaltante, ou era ele mesmo o dito cujo, o que confundiria tudo.

  46. Laís Helena Serra Ramalho
    19 de janeiro de 2017

    Gostei da forma como você construiu a ambientação. Mas, da forma como certas frases foram escritas, houve certa confusão quanto ao ponto de vista: houve um momento em que eu pensei que era o protagonista que levava as flores. Também há algumas vírgulas mal colocadas.

    Quanto ao enredo, há uma reviravolta (um clima urbano que se transforma em clima aparentemente romântico) e depois outra reviravolta (o clima de romance se desfaz em um assalto), o que até foi interessante, apesar de eu não ter achado nenhuma das duas exatamente originais.

  47. Luis Guilherme
    18 de janeiro de 2017

    Bela reviravolta hahaha

    Gostei da surpresa, conduziu bem o leitor por um clima de romance e beleza, até a surpresa final.

    Gostei também da mescla de linguagem romantica e “chula”.

    Acho que tudo casou bem. Enfim, é um conto agradável e gostoso de ler.

    Parabéns e boa sorte!

  48. Fheluany Nogueira
    18 de janeiro de 2017

    O encantamento do personagem pelas flores era tamanho que até sentiu o perfume delas, para depois descobrir que eram de plástico. Temos, então o primeiro jogo de oposição do texto – natural X artificial. As flores esconderem uma arma é outro contraste que o texto trabalhou e muito bem; o impacto pretendido foi alcançado. É uma cena do cotidiano bem apresentada. Parabéns, abraços.

  49. Davenir Viganon
    18 de janeiro de 2017

    Esse conto me fez lembrar de duas coisas: Primeira é uma imagem que circulou no grupo de Facebook do Entre Contos, que tinha um cara com um boque de flores e perguntaram que historia havia por trás da imagem. A segunda, foi do filme Exterminador do Futuro 2, com a cena em que o Shwazza tira uma arma de um punhado de rosas vermelhas. Não sei se o autor pensou nisso, no momento que escreveu mas se forem, são apenas referências.
    Falando do conto em si, a linguagem crua me atrai muito e aqui você a conduziu muito bem. Adorei o contraste constante entre o cotidiano enfadonho com a magia do perfume das flores. O personagem quer acreditar nessa magia mas a realidade o toma de assalto, literalmente. Gostei bastante!

  50. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    18 de janeiro de 2017

    Contrastante. Surpreendente. Boa sorte!

  51. Evandro Furtado
    18 de janeiro de 2017

    O plot twist foi, de fato, inesperado. Seria de se esperar que ficasse apenas na divagação, na tentativa de adivinhar o que seriam as flores. O autor arriscou e inseriu um elemento a mais no conto. Mas, também, foi só isso.

    Resultado – Average

  52. Glória W. de Oliveira Souza
    18 de janeiro de 2017

    Há quem diga uma imagem fala mais que mil palavras. O texto inicia descrevendo o ônibus como como ‘sardinha’ (no popular, superlotado). Só que a imagem acima do texto é límpida, confortável e cadeiras vazias. No pensamento, rosas vermelhas para um velório? Salvo melhor juízo, cores avivadas são comemorativas (velório, geralmente, se usa core sóbrias). O final produz impacto, pois o ‘entregador’ (que carregava o buquê) era na verdade um assaltante.

  53. Iolandinha Pinheiro
    18 de janeiro de 2017

    Ah, gostei muito. Tem o que eu procuro em microcontos. Envolvente e surpreendente. Um curtinho básico e eficaz. Vou até deixar uma estrelinha aqui na esperança que entre para a minha lista. Existem outros muito bons e certeiros como o seu. Abraços e boa sorte.

  54. Thata Pereira
    18 de janeiro de 2017

    Que triste. Apesar de não ser muito fã de contos românticos, a cena do ônibus me chamou a atenção. Gosto muito. É cada história que pode ser vivida e contada nessas viagens… inclusive, já passei por uma quase parecida com essa, mas o cara tinha a arma na cintura e não fez nada.

    Eu só ajeitaria o fato que, no início, pensamos que o cara com o buquê está narrando a história. Quando descobrimos que não, atrapalha o que já havia sido imaginado no conto e pede uma segunda leitura, sendo que o conto flui bem, é bem descrito e escrito.

    Boa sorte!

  55. Tatiane Mara
    17 de janeiro de 2017

    Olá…

    O texto fala de um engano lamentável criado pela personagem.

    É bem escrito, com narrativa tranquila.

    Estava indo bem, mas aí soltou um “fundilho e peido” que matou o conto.

    Tem coisas que não se misturam, na minha opinião.

    Boa sorte.

  56. Leo Jardim
    17 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): boa, fechadinha, com uma surpresa interessante no final. O que seria um acalanto num dia difícil acabou se transformando num martírio ainda maior.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): boa, não reparei em nenhum problema, exceto pela última frase do primeiro parágrafo que ficou muito grande.

    💡 Criatividade (⭐▫): um mote bastante comum.

    ✂ Concisão (⭐⭐): toda a informação necessária está no conto e nada parece sobrar.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): um bom impacto, com um final divertido de quebra de expectativa.

  57. Vanessa Oliveira
    17 de janeiro de 2017

    Achei que ele fosse o entregador de flores, haha. Mais um assassino! É uma temática muito utilizada, li vários contos sobre o assunto, e esse, infelizmente, não me surpreendeu tanto. O texto ficou em aberto, sim, e nos deixa imaginar o que acontecerá depois. O que garante que, assim como ele imaginou o cheiro das flores, não estaria imaginando a morte também? Enfim, boa sorte!

  58. Sabrina Dalbelo
    17 de janeiro de 2017

    Eu achei a ideia boa, não tão original e nem tão desenvolvida.
    A trama não chega a envolver o leitor, mas não há erros, no geral.
    Poderia ter sido, ou mais sombrio, ou ainda mais divagante, mas não foi.
    É um bom texto, mas talvez não pra esse desafio. Boa sorte.

  59. Fabio Baptista
    17 de janeiro de 2017

    Apesar de meio forçado, não deixou de ser surpreendente. Fez o leitor acreditar que estava diante de uma cena romântica, melosa, quiçá sabrinesca, para, em seguida, mandar a real do assalto.

    Na verdade, o cheiro de fundilho e peido já tinha quebrado um pouco o clima romântico, mas até então eu ainda estava acreditando no amor hauhauuha.

    O forçado ficou por conta dessa arma carregada no buquê, isso me pareceu muito Hollywood.

    Mas foi um bom conto.

    Abraço!

  60. Victor F. Miranda
    17 de janeiro de 2017

    Adorei a forma como você trabalhou na construção e no desfecho! Parabéns, foi excelente.

  61. Bruna Francielle
    16 de janeiro de 2017

    Quando vi o título e o pseudônimo esperei por algo diferente, talvez mais um conto água com açúcar, surpreendeu-me tratar-se de uma ‘comédia’. Foi uma surpresa positiva, é claro.
    Já a pessoa q estava no ônibus não teve tanta sorte com a surpresa que teve!
    Gostei bastante,
    Confesso q a primeira vez que li, imaginei mesmo alguém observando outra pessoa, ai li de novo, e me pareceu que talvez o narrador fosse o mesmo q estava segurando o buque, mas em certa parte, quando a pessoa sonhava para quem seria o buque, deixa claro que se trata de um observador.
    Muito bom, parabéns!

  62. Antonio Stegues Batista
    16 de janeiro de 2017

    Nem tudo são flores. Não sei de onde tirei essa frase! O que quero dizer é que, nem tudo é o que parece ser, ainda mais flores de plástico, lembram cemitério, que duram mais ao enfeitar um túmulo Quem está lá nem vai notar. O conto é uma cena do cotidiano, um assaltante escondendo uma arma no meio de flores de plástico, prenuncio de cemitério. Passa a grana ou morre! Sonhadora, o jeito que você contou, ficou legal.

  63. Priscila Pereira
    16 de janeiro de 2017

    Oi Sonhadora, eu gostei do seu texto, um buquê sendo usado para disfarçar e até desviar a atenção de um assalto, ou assassinato, prefiro imaginar que a protagonista esteja mais pobre , mas ainda viva. Muito bom. Parabéns e boa sorte!!

  64. Brian Oliveira Lancaster
    16 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Um cotidiano bem descrito e que surpreende pela reviravolta. O leitor também fica imaginando para quem são as flores ou o que vem a seguir. Confesso que esperava outra coisa, mas foi bom, conseguiu me surpreender. – 9,0
    O: Reviravolta quase todos os micros possuem, e com esse texto não é diferente. Ganha mais pelo conteúdo em si, pois trata da realidade brasileira e de suas nuances, como a metáfora de latas de sardinha. – 8,5
    D: Apropriado ao contexto. Consegue manter o suspense e ainda cria uma expectativa de como tudo se resolveria – o que não coube, é obvio. – 8,5
    Fator “Oh my”: o que chama a atenção é o tom melancólico, até romântico, para depois demonstrar a realidade nua e crua.

  65. elicio santos
    16 de janeiro de 2017

    “!Mal percebi as mãos erguidas ao meu redor unido ao desespero frente à arma retirada do buquê.”
    Ficaria melhor assim: “Mal percebi as mãos erguidas ao meu redor, unidas ao desespero frente à arma retirada do buquê.”

    No mais, o microconto está bem construído. O final não é extraordinário, mas o autor soube conduzir a leitura para longe de qualquer previsão do desfecho. Boa sorte!

  66. Anorkinda Neide
    15 de janeiro de 2017

    A falta d e um pronome pessoal no começo do conto gerou uma confusao.. parecendo q o narrador levava as flores. mas no decorrer vemos q nao, o narrador o observava e devaneava.. muito eu isso de ficar devaneando e nem perceber a arma sendo sacada.. hehe
    Bem, o texto nao cativou e acho q o peido ajudou muito nisso.. sei lá, foi uma cena cotidiana, mas no entanto, no Brasil, assaltante com flores, é meio surreal.
    Não consegui me agradar aqui, sorry
    abraços

  67. Andre Luiz
    15 de janeiro de 2017

    Gostei da revelação do final do conto, e da forma como você criou uma expectativa e depois desfez tudo.

    -Originalidade(8,0): É uma cena cotidiana, rompida pela presença do buquê.

    -Construção(8,0): A expectativa foi sendo lapidada aos poucos, e confundiu os leitores quando propôs algo romântico. A quebra ao final deu o tom da graça.

    -Apego(7,5): Me conectei com o protagonista, mais ainda com os anônimos passageiros do ônibus. Triste.

    Parabéns!

  68. Ceres Marcon
    15 de janeiro de 2017

    Gostei da ideia. A sequência de frases, a linguagem. Tudo bacana.
    O final me confundiu. Li e reli para tentar entender. Faltou clareza nos últimos parágrafos.

  69. Tiago Volpato
    15 de janeiro de 2017

    Muito bom texto. Boa descrição, ótima ideia e excelente execução. Gostei muito!

  70. José Leonardo
    15 de janeiro de 2017

    Olá, Sonhadora.

    Tudo muito bom, tudo muito bem, até… o penúltimo parágrafo. A cabeça, aqui, deu curto.

    Estava absorto nos contrastes, ou seja, naquela ilha sonhadora cercada de realidade bruta, metal, sol escaldante, suor e flato. Minha incompreensão se deu quando não pude responder à pergunta:

    — As flores estavam na mão de quem?

    Do narrador, aventei. Mas não tenho como atestar isso. O texto me conduz como onda, indo, voltando. Isso é bom? Sim, pela perspectiva de abertura de possibilidades. Isso é ruim? Também, porque não vejo uma base sólida na qual possa pôr os pés para traçar essas mesmas interpretações.

    Enquanto isso, vou traçando hipóteses sobre dois cenários: o narrador como atuante e como observador passivo. Prefiro o primeiro. Adendo: podia ser qualquer ônibus, mas nos de Belém, com sol de rachar e assaltos, cai como uma luva.

    Boa sorte neste desafio.

    • José Leonardo
      15 de janeiro de 2017

      Reli esse comentário e o achei meio estranho. Não me entendam mal.

  71. Edson Carvalho dos Santos Filho
    14 de janeiro de 2017

    Algumas imagens desceram meio quadradas, como a do peido. Por mais que a intenção fosse provocar estranheza, não sei, não me atingiu de uma maneira satisfatória. E as flores no final serem uma forma de encobertar a arma de um crime foi decepcionante para mim. Esperava algo poético. Vejo que poderia pelo menos ter alguma conclusão.

  72. Guilherme de Oliveira Paes
    14 de janeiro de 2017

    O final, apesar de surpreender, me parece um pouco fora do contexto; o ônibus, o calor, o mau cheiro criam uma atmosfera realista de grande centro urbano brasileiro, mas a arma sacada de buquê de flor é algo mais hollywoodiano, de filme de gangster. Mas gosto do começo, boa escolha e descrição do ambiente.

  73. mariasantino1
    14 de janeiro de 2017

    Quando você se frustra com alguma coisa porque criou expectativas culpa é de quem?

    Então, autor (a), eu gostei do seu trabalho e, apesar do lance acerca da violência, vi também esse lado de se frustrar por criar expectativas. Concordo com o amigo Eduardo Selga. Repare que a narradora personagem imaginou quem iria receber o buquê, ou seja, ela que fantasiou. É bom o embate armas e flores, violência e calmaria, odores bons e os de suor e peido (ônibus lotado cheira a isso mesmo).
    Olha eu tenho uma memória do demônio (para o bem e para o mal) e lembro sim quem colocou a imagem no grupo do face, mas vou esperar para chutar algo depois.
    Boa sorte no desafio.

  74. Fernando Cyrino
    14 de janeiro de 2017

    Muito legal seu conto. A partir de agora desconfiarei de rosas muito vermelhas no ônibus (risos). A narração me pareceu, em uns momentos, um pouco aos trancos, como se o ônibus estivesse atravessando asfalto esburacado. Quem sabe algumas palavras não estejam tão alinhadas com o sentido maior, sei lá…. Sugiro rever isto no vocabulário. Abraços de parabéns e sucesso.

  75. angst447
    14 de janeiro de 2017

    Lembro-me de alguém sugerir esta imagem aí como tema para um conto. A sua sorte é que não gravei quem foi…rs.
    A ideia apresentada é muito boa, me pegou de surpresa com esse final. Eu toda devaneando sobre possibilidades sabrinescas e você vem e puxa meu tapete. Doeu, viu?
    A construção – “Mal percebi as mãos erguidas ao meu redor unido ao desespero ” me deixou um pouco indecisa quanto a esse UNIDO.
    Também me lembrei da música dos Titãs. Cantei o refrão ao final. – “As flores de plástico não morrem”…rs.
    Boa sorte!

  76. andré souto
    14 de janeiro de 2017

    Flores ou chumbo grosso?Ao gosto do freguês.Conto bem escrito.Cria um clima de movimento,da monotonia do dia a dia,até a descoberta que o narrador é o cara.Muito bom.

  77. Olisomar Pires
    14 de janeiro de 2017

    A idéia é muito boa. Infelizmente a apresentação não me contagiou.

    O primeiro parágrafo é meio enrolado, acho que ficou muita coisa junta, quem sabe se houvesse mais divisões.

    O interessante foi a revelação ao final, o que garantiu ao conto um quê de merecimento.

  78. Luiz Eduardo
    14 de janeiro de 2017

    Muito bom! Confesso que a principio a escolha de alguma spalavras me incomodou um pouco, mas acho que faz parte da sensação que o conto pretende despertar. O final foi realmente surpreendente. A única coisa que preciso apontar, é que no começo eu imaginei que o narrador fosse o personagem, e isso me confundiu um pouco depois, mas talvez seja comigo. Parabéns.

  79. Eduardo Selga
    13 de janeiro de 2017

    Os que me conhecem já de algum tempo provavelmente sabem da importância que dou à linguagem, ao trato linguístico, o que não significa textos prolixos ou exagerados. Tendo a valorizar a arquitetura textual.

    Esse conto não apresenta elaboração no sentido mais barroco, de bordadura, mas o é no sentido de que a crueza (não há linguagem figurada) é coerente com a ambientação e o enredo. Um bom exemplo é “por um momento o ar viciado de fundilhos e peido deu vazão ao aroma de flores […]”.

    Fica claro, portanto, que a proposta estética é a secura, no que é bem sucedida. E o motivo da opção estética se mostra plenamente no último parágrafo, com “as flores, de plástico, caíram aos meus pés”. Ou seja, a máscara da artificialidade vem abaixo, desmentindo os muitos clichês românticos que gostamos tanto de cultivar, como os relacionados às flores.

    Observe-se que o narrador-personagem, não obstante o ambiente endurecido, quer acreditar nessa visão de mundo, a ponto de sentir perfume natural em flores plásticas. É uma tentativa de escapar a um deserto que se mostra ainda mais inclemente com a ameaça da arma, por meio de uma mentira, uma vontade de enganar a si próprio. Como o objeto que provoca o engano é artificial, fabricado, esse engano tende a ser contínuo, pois não segue o ciclo natural nascer-crescer-morrer, como as flores naturais o fazem. Lembrando a música dos Titãs cujo título é o mesmo do conto, “as flores de plástico não morrem”.

  80. Virgílio Gabriel
    13 de janeiro de 2017

    O ser humano sempre nos surpreendendo negativamente. Conto fechado, bem feito e sem margem para outras interpretações errôneas. Parabéns.

  81. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    Uau! Me pegou desprevenida. Amei ser surpreendida no final. Está bem escrito. As palavras bem colocadas. Ambientação ok. Tem aquela despretensão e, por isso, a surpresa. Gostei muito!

  82. Keynes Aynaud
    13 de janeiro de 2017

    O triunfo do texto é o elemento de surpresa que foi muito bem usado e explorado no final, e ainda de brinde pode ser tratado como uma metáfora a parte da arma e o buquê. Bom trabalho! Boa sorte com o desafio.

  83. sergioricardosite
    13 de janeiro de 2017

    Muito bom. O fim surpreendeu-me.

    ________________________________

  84. Zé Ronaldo
    13 de janeiro de 2017

    Maravilha! Microconto de primeira! Texto aberto…e agora o que acontecerá? Deixe o leitor finalizar o texto. A linha final como metáfora do fim dos sonhos de esperança que as flores traziam à narradora foi sublime! Muito do bão!

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Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .