EntreContos

Literatura que desafia.

Não use droga, ruim (Maria Santino)

cinderela

Yolandy desceu da moto nem aí para a calcinha que aparecia por debaixo da saia minúscula. Riu para o China, o motorista e amigo há pouco reencontrado, e bateu de leve com a mão na barriga tufada pelo x-tudo que acabara de mandar para dentro — gesto que fez China reagir com um sorriso de contentamento como quem realiza grande préstimo. A noite quente e enluarada contrastava-se com o silêncio frio imposto pelo cemitério do outro lado da rua, e por alguns segundos ambos se puseram a admirar os contornos dos jazigos, estátuas e cruzes que contra luz da lua, se assemelhavam a carcaça de um ser colossal há muito abatido.

— Tu vem mesmo me pegar aqui depois? — Disse ela empinando-se toda e enrolando uma mecha do seu cabelo descolorido pelo blondor.

— Já falei. Agora tu é minha, Yo. Minha rainha e eu vô cuidar de ti como tu merece.

China passou as pontas dos dedos no rosto fino de Yolandy, sorrindo largo com seu rosto ornado por tattoos. Há alguns meses ele era apenas um faminto preguiçoso que só comia cheirava e fumava tudo o que ela conseguia trazer para casa, fato que fez Yolandy correr com ele para fora da sua vida. “Quem tem filho barbado é camarão”, disse antes de atirar as coisas dele porta afora. Mas agora China parecia mudado, braço direito do dono da boca, tinha arma e vigor de super-herói, elementos que segundo os preceitos dela, merecia voto de confiança.

— Vô descer, fazê a sangria nos ponto, acertar o meu com Dotô e depois te levo lá pro meu barraco. — Explicou medindo-a com os olhos dos pés a cabeça e esboçando um sorriso safado. Yolandy mordeu o lábio inferior e se sentiu lisonjeada, depois anuiu com um gemido baixo e perguntou cheia de ansiedade:

— Tem alguma coisa aí pra mim?

E prontamente ele meteu a mão no bolso do moletom e retirou um volume que depositou na palma da mão dela.

— Ó só! Coisa fina, Yo. Tu vai adorar.

A moto desapareceu na esquina e Yolandy se demorou saboreando o hálito forte dele que ficara impregnado nos lábios depois da despedida. Atravessou a rua e se sentou no muro baixo do cemitério onde examinou o que tinha em mãos. O baseado grosso e comprido fez a saliva escapar pelos lábios, mas o saquinho com o que parecia um adesivo, despertou a curiosidade e ela tratou de experimentá-lo.

Uma coruja aportou em um galho e piou alto, mostrando a solidão e calmaria daquele lugar, fato que fez Yo refletir animada.

“Me deixou aqui pra mim não pegar cliente.”

E depois de muito balançar as pernas de lá para cá, ruminando a saliva e uma canção inventada para matar o tempo, colocou as botas no muro e ficou em pé, equilibrando-se em uma perna só numa desenvoltura de ginasta. Havia entrado naquela vida sem perceber, mais para conseguir algum dinheiro e viajar para longe da família interesseira, que por necessidade. Os bens do seu avô eram engalfinhados de forma horrenda e ela preferiu afastar-se. Sem muito notar conheceu pessoas, aprendeu os costumes da rua e sobreviveu sozinha uma década inteira, apanhando até aprender também a bater por alguns tostões.

Deu um tempo nas acrobacias e cuspiu o papel que havia colocado na boca, sentindo alguma irritação pelo barato que não havia chegado. Colocou o cigarrinho nos lábios enquanto procurava nos bolsos da saia pelo isqueiro que ficara sob o colchão abandonado do quarto da quitinete cujo aluguel de dois meses atrasados, era o motivo que a fez querer fugir novamente.

“Puta que me pariu!”

Agora a ermidão daquele lugar já não parecia mais tão aprazível. De um lado tinha uma avenida morta e do outro um sepulcrário cheio de pessoas que lhes serviam tanto quanto aquele cigarro apagado. Yo matutou para que lado deveria seguir, pois sabia que China não iria aparecer tão cedo e esperá-lo na secura da realidade era mais moroso que estar deitada em algum daqueles túmulos.

“Coisa fina é o caralho!”

Debochou irritada pulando para dentro do cemitério na esperança de encontrar o coveiro ou algum funcionário numa guarita qualquer. O corpo começou a ficar leve e ela sentiu como se a cabeça pudesse se descolar do pescoço a qualquer momento e encontrar o céu. Agora Yolandy era um astronauta sem gravidade bamboleando para direita e para a esquerda, vendo o chão tornar-se instável como uma cama pula-pula. Havia purpurina descendo de cima e luzes brancas que formavam unicórnios no vazio. Gargalhou alto até a barriga doer e viu mariposas evoluindo acrobacias diante dos seus olhos, deixando abobalhada. Mas não demorou muito para seu riso repercutir e ela se atirar no chão quando um som pétreo de rochas ribombou ao seu redor. Viu dezenas de asas cobrindo a luz da lua e só quando uma gárgula pousou num jazigo ao seu lado, é que ela soube que aquilo tratava-se das estátuas aladas que haviam ganhado vida e que volteavam por ali. Yo, banhada em suor, tentou correr, mas os pedregulhos e seu estado alterado dificultavam os movimentos. Tropeçou e deu de cara com uma lápide cuja inscrição do nome e data da morte, fez seu coração parar por alguns instantes.

“Aqui jaz Dijair Mendonça”, e em seguida a data do falecimento “20 de setembro de 1929”. Uma névoa na consistência e tonalidade de uma sopa de ervilhas a envolveu e ela se pôs a nadar desejando sair dali. Pelos cálculos, aquele a quem ela conhecia como China já havia falecido há mais de oitenta anos.

Yo sentiu os dedos sangrarem, mas permaneceu onde estava temendo ficar presa.

***

O som da moto de China foi ouvido já quase de manhã, e fazendo baliza pelas sepulturas ele procurou a amiga sentindo uma leve desconfiança de não encontrá-la mais. Um gemido numa quadra próxima foi ouvido, ele desligou o motor e observou o entorno auxiliado pelo farol da moto. Um punhado de terra era jogado para cima repetidas vezes, fato que o fez aproximar-se e encontrar Yolandy de bunda para cima cavando a terra como um tatu.

— Puta que pariu, mulher! Que tá acontecendo?

Mas ela prosseguia em seu trabalho, escavando ao pé de um sepulcro cujo nome pertencia a alguém que China jamais havia escutado.

“Anacleto Herculano da Silva.”

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43 comentários em “Não use droga, ruim (Maria Santino)

  1. Pedro Teixeira
    15 de outubro de 2016

    Olá, Cinderela!
    Esse é um dos contos mais divertidos do desafio. Gostei bastante dos diálogos, das descrições e da construção dos personagens, eles convencem e mantém o interesse na estória. O ritmo está muito bom e o tom da narrativa traz um certo frescor, um ar de novidade. Foi uma leitura prazerosa.
    Notei alguns problemas de revisão:
    contrastava-se – acho que dá pra dispensar o pronome;
    os bens de seu avô eram engalfinhados – essa frase ficou estranha: acho que os herdeiros se engalfinharam em razão dos bens do avô, não seria isso?
    quarto da quitinete cujo aluguel de dois meses atrasados, era o motivo que a fez querer fugir novamente – se não me engano, aqui não vai vírgula(não se separa o sujeito do predicado por vírgula;
    aquilo tratava-se – o pronome demonstrativo atraí o oblíquo, de modo que seria “aquilo se tratava”.
    Bom, é isso. Parabéns e boa sorte no desafio!

  2. Thiago Amaral
    15 de outubro de 2016

    Boa tarde, Cinderela

    Seu texto certamente tem estilo, você soube apresentar a protagonista e descrever o mundo no qual ela vive. As passagens alucinógenas também ficaram legais. Em relação a isso, a imagem do conto é muito adequada e de início já confere clima à história.

    Os diálogos escritos de maneira informal são arriscados, mas parecem necessários nesse caso para caracterizar os personagens.

    Me surpreendi ao final, pois esperava mais acontecimentos. Tudo acabou rapidamente. No entanto, o final foi marcante e encerrou a história de forma muito engraçada.

    Algumas possibilidades de melhoria técnica aqui e ali, mas tudo bem.

    Um bom texto!

  3. mariasantino1
    14 de outubro de 2016

    Olá, autor(a)!

    Ah! Uma coisinha que não quer passar nada com nenhuma coisa e está aí só mesmo pra curtir uma, é realmente um refresco. Discordo com a exigência quanto aos personagens, porque pra mim eles é que são o Tchan do seu texto. O título é aquela piadinha de contraste, que eu acho que funcionaria mais se vc tivesse usado parenteses. Assim>>> Não use droga (ruim)… Não namore (de roupa)… Não beba (pouco).
    Fora isso eu queria dizer que, assim como o Evandro, também achei que o China é o Ninja do Die Antwoord e a Yolandy é aquela albina maluca da Yo-Landi Vi$$er (ao menos alguma coisa lembra eles— pensei que ninguém mais aqui conhecia esses dois). Eu curto essa liberdade da fala dos personagens (queria fazer algo assim e deixar de ser quadradona). Pessoas que vivem à margem da sociedade (por assim dizer),geralmente xingam e falam errado, então não tem essa de tentar concertar a fala dos dois aí, porque é a voz deles.

    No mais eu desejo boa sorte.

    Gosto de algumas músicas, mas esse clipe é legalzinho >>>

    • Thiago Amaral
      15 de outubro de 2016

      Realmente, a história tem um quê de Die Antwoord…. hahauahuah Um tanto “Freeky”.

  4. Maria Flora
    14 de outubro de 2016

    Oi Cinderela. Seu conto se destaca pela presença do humor negro. À parte alguns erros de gramática (basta uma revisão), a narrativa flui tranquila até o final que não deixa de nos entreter pelo ridículo. A cena da alucinação ficou bacana. Boa sorte!

  5. Evandro Furtado
    14 de outubro de 2016

    Fluídez – Good

    Texto corre muito bem. A leitura é cadenciada sem obstáculos com problemas com a sintaxe ou a ortografia.

    Personagens – Good

    Sou só eu ou a referência a Die Antwoord é uma coisa mesmo. Porque pra mim a Yolandy é a Yolandy e o China é o Ninja e não tem quem me tire esse pensamento.

    Trama – Good

    Bastante simples, mas consistente. As reflexões dão um bom background à trama, explicando bem o que aconteceu anteriormente.

    Verossimilhança (Personagens + Trama) – Good

    Estilo – Good

    É mesmo muito Die Antwoord, não só os personagens, mas tudo o que ocorre e a forma como ocore. O tom de humor negro com toques sombrios, parece mesmo um clipe do duo.

    Efeito Catártico – Average

    Um conto bacana que serviria como ótimo roteiro para um clipe de Die Antwoord.

    Resultado Final – Good

  6. Felipe T.S
    14 de outubro de 2016

    Conto divertido, bem escrito e com personagens interessantes que eu gostaria muito de ver mais aprofundados. Mesmo em um espaço breve, você construiu muito bem o enredo, o espaço e ainda um desfecho. O texto é redondo, mas a história em si, peca pela falta de um atrativo maior. Ainda que fosse algumas descrições a mais na viagem da garota, ou outro tipo de surpresa ao fim. Da forma que está é uma leitura agradável, mas que se encaixa na média do desafio atual, não sendo um daqueles textos destaques. Quero ler mais de sua autoria, quem sabe sem essa limitação, pq o seu estilo de escrita me agradou.

    Abraço.

  7. Daniel Reis
    14 de outubro de 2016

    2. Não use droga, ruim (Cinderela adormecida)
    COMENTÁRIO GERAL (PARA TODOS OS AUTORES): Olá, Autor! Neste desafio, estou procurando fazer uma avaliação apreciativa como parte de um processo particular de aprendizagem. Espero que meu comentário possa ajudá-lo.
    O QUE EU APRENDI COM O SEU CONTO: a ambientação em um submundo, às vezes, exige que as personagens sejam tratadas como estereótipos ou mesmo exagerados do universo “walk on the wild side”. Quanto à motivação, o fato dela querer muito um isqueiro já foi um ponto de identificação, quem nunca, não é? Ainda assim, acho que a história pode ficar mais completa sem o limite de palavras.
    MINHA PRIMEIRA IMPRESSÃO SUBJETIVA DO SEU CONTO, EM UMA PALAVRA: Coloquial.

  8. Pedro Luna
    13 de outubro de 2016

    Hahaha. Gostei. O texto claramente não quer ir além, mas no que se propõe: entreter, ele funciona.

    O título: Não use droga ruim. Parece Dicas Dollynho. kkk

    Mas fez sentido. China melhor personagem. E a menina irritada com o barato que ainda não havia chegado me lembrou algumas coisas. Enfim, me diverti. Gostei.

  9. Gustavo Aquino Dos Reis
    13 de outubro de 2016

    Eu gostei bastante do conto. A

    escrita é muito boa e gostei de algumas descrições.

    Acho que a viagem poderia ter sido infinitamente mais explorada. Os personagens, embora um pouco rasos, tem identidade própria,

    Yo é demais.E China, bem, o China ficou secundário e sem qualquer empatia.

    Parabéns,

  10. catarinacunha2015
    13 de outubro de 2016

    QUERO CONTINUAR LENDO? TÍTULO + 1º PARÁGRAFO:
    Título dúbio e começo com uma pegada pop. Vamos lá!

    TRAMA gostosa e cheia de referências modernas. Um alívio em meio a tanto estilo conservador que tem por aqui; inclusive o meu.

    AMBIENTE alucinante. Soube aproveitar muito bem as imagens do cemitério.

    EFEITO cemitério derretido no ácido. Baita viagem errada da menina.

  11. Luis Guilherme
    12 de outubro de 2016

    Boa noite, Cinderela. (não pega muito bem, né?)

    Tudo bem por ai?

    Olha, seu conto tá divertido, leve e rápido, flui bem e tem uma despretensão que agrada e facilita a leitura. Mas em geral não me conquistou tanto. Achei meio bobo e superficial, não me envolvi tanto na história, sabe?

    Mas não foi de todo ruim. Achei criativo, com cenas caricatas e engraçadas.

    O balanço final acho que é positivo.

    Parabéns e boa sorte!

  12. Anderson Henrique
    11 de outubro de 2016

    O texto começa bem, em movimento. É possível ver Yo em detalhes e trejeitos. A linguem tá bacana, adequada à levada do conto. A conclusão deixa a desejar, o recurso da droga me pareceu um tanto pobre (ou mal formulado). Valeu pela qualidade com que os personagens foram montados (mesmo parecendo estereótipos, é o que mais tem por aí). Uma leitura bem agradável.

  13. Fil Felix
    11 de outubro de 2016

    Yo não ser índia.

    Yo dar rolê de Bike. Da boa.

    GERAL

    Um conto que caminha pelo cômico, mas que entregou o jogo muito cedo e por isso perdeu toda a força que poderia ter. A bad trip (talvez LSD?) da protagonista é o grande barato do conto (sem trocadilhos) e o ponto positivo, mas acaba sendo desmascarado antes mesmo do leitor duvidar. As duas personagens, Yo e China, estão bem construídas e realmente ganharam vida. A leitura, apesar de uns deslizes, está bem fluída e tranquila. Outro ponto positivo. O título se destaca (e o pseudônimo, outra droga – no bom sentido) e me lembrou uma vez que acampei e escutei da dona do lugar “é proibido vender drogas aqui, se eu pegar vou distribuir de graça pra todo mundo”.

    ERRO 404

    Mim pegar não rola, Yo! A leitura não é truncada, mas percebi alguns erros aqui e ali como esse. Uma revisão mais calma consegueria dar conta. Acho que se tivesse colocado a droguinha no meio, de maneira discreta, e feito o leitor acreditar nas ilusões como Yo também acreditou, teria sido uma experiência alucicrazy muito boa. Pra no final sermos surpreendidos com ela desenterrando a cova alheia feito tatu.

  14. Wender Lemes
    9 de outubro de 2016

    Olá! Como alguns já disseram, não é o primeiro conto desse desafio a usar drogas como um pretexto para sugerir/justificar uma situação anormal. O conto atual, no entanto, deixa claro que tudo que acontece de estranho é um efeito da droga (muito ruim, ou muito boa?), o que considero um ponto positivo. Outro ponto positivo foi a narrativa crua, com boas descrições, apesar do viés “cômico”. Os personagens são relativamente planos – e realmente não faria muito sentido se aprofundar neles nesta temática. Não deixa de ser uma boa leitura. Parabéns e boa sorte!

  15. Gustavo Castro Araujo
    9 de outubro de 2016

    Um conto ágil e despretensioso. Uma cena urbana interessante em que se destaca o ótimo jogo de palavras e a viagem da protagonista. Eu trocaria o título no entanto, porque funciona como spoiler, ou seja, a gente já fica esperando Yolandi entrar na viagem psicotrópica e deixar a mente vagar. Só não esperava a analogia com o tatu. Nisso você me pegou. Bom conto!

  16. Olá, Cinderela,

    Acho que entendi sua intenção colocando uma vírgula no título. “Não use drogas. Quer dizer, use. Mas não se for ruim”. Não sei se foi isso, mas se foi, acabou não funcionando. O português tem dessas armadilhas. Ainda assim, valeu pela intenção da piada já de cara.

    Gostei do final. A viagem da protagonista culminando na visão de seu amigo na lápide foi muito bem pensada. O ápice, quando ele chega e a vê cavando na sepultura de um estranho que, claro, ela continua julgando ser dele, é ótimo e explica o motivo da droga “ruim” do título.

    Os personagens são perfeitamente críveis e verossímeis. Um conto que merece um segundo tratamento e pode virar uma história com fôlego um pouco maior sem problema algum.

    Boa sorte no desafio e parabéns pelo trabalho.

  17. Fheluany Nogueira
    9 de outubro de 2016

    Amo bom-humor. Gostei desde o título, com vírgula e tudo, pois é ela quem sugere: “não use droga, se for ruim”. Uma “viagem” bem desastrada. Texto bem escrito, algum suspense, personagens construídos com capricho, os diálogos lhes deram maior convicção.

    Parabéns pela narrativa cômica, dinâmica, inteligente. Diverti-me muito com esta leitura. Abraços.

  18. Bia Machado
    9 de outubro de 2016

    Tema: Acredito que esteja adequado ao tema e de uma forma bem interessante, fugindo do que a gente espera de contos de temática de cemitério. Ponto positivo.

    Enredo: Bem simples em sua grande parte, porém o final foi interessante, fugiu do que era previsível.

    Personagens: Não muito desenvolvidos. Havia espaço para delineá-los melhor e isso só enriqueceria o conto. O autor/a autora deu mais importância à ação? Talvez…

    Emoção: Foi uma leitura rápida e agradável, o que talvez não soe como vantagem… O que posso dizer é que não me causou nada de mais, não me despertou muito interesse.

    Alguns toques: Revisão mais apurada, principalmente pontuação, a começar pelo título. Desenvolver mais as personagens, são interessantes.

  19. vitormcleite
    8 de outubro de 2016

    História bem escrita, de um modo divertido e despretensioso. Texto bom de ler, mas a precisar de dar uma revisão. Gostei do final mas a trama não me convenceu. Desculpa.

  20. Anorkinda Neide
    7 de outubro de 2016

    Olá! Eu gostei.. o conto é curto, gosto disto e conta um ‘causo’ e fim. gosto disto tb!
    O final é engraçado, o desenvolvimento até chegar a ele foi bom. Até da ‘viagem’ eu gostei, nao costumo gostar destas narrações, mas aqui ficou legal, leve, bem-humorado.
    O texto funciona quase como uma piada, não brilha muito mas faz rir.
    Boa sorte ae e abraços

  21. Davenir Viganon
    7 de outubro de 2016

    Olá Cinderela
    O título já prevê uma badtrip e é adequado visto a trama simples. A virgula do título me fez lembrar da piadinha: “Drogas? To fora! Sai pra comprar mais”
    Eu acho bacana contos com experiências desse tipo, já escrevi sobre isso é é divertido. Quanto ao seu conto, eu achei leve, divertido, despretensioso. Só a descrição da viagem, em si, ficou muito enxuta. Os diálogos com gírias caíram bem e deixou os personagens convincentes. O conto fez o papel de divertir (se essa era a proposta). Gostei do resultado.
    Um abraço!

  22. Pétrya Bischoff
    7 de outubro de 2016

    Olá, Cinderela! Primeiramente gostaria de dizer que não compreendi a vírgula no título. Acrescido a isso, a escrita apresenta alguns problemas gramaticais. A narrativa é satisfatória e quase não há ambientação.
    As descrições, enquanto na viagem do LSD, não são convincentes, não apresentam emoção, tampouco verossimilhança. Entretanto, gostei dos personagens, gostaria de saber mais acerca de suas histórias de vida.
    O final vai de encontro ao título e soa como uma clara crítica ao uso de drogas, independente de ser “boa” ou ruim, visto que os efeitos da trip da mina foram uma bad.
    De qualquer maneira, parabéns e boa sorte!

  23. Fabio Baptista
    6 de outubro de 2016

    As primeiras frases me deixaram com a sensação que viria um texto amador pela frente, mas logo percebi que essa pegada mais despojada era intencional e executada por quem sabe o que está fazendo.

    Esse tipo de viagem já havia sido abordada em outro conto do certame, mas aqui achei um resultado mais satisfatório, por ter me deixado em dúvida quando apareceu a gárgola e pelo viés mais cômico da história.

    Gostei bastante da leitura – embora não tenha oferecido maiores reflexões, foi divertida.

    Abraço!

  24. Ricardo Gnecco Falco
    6 de outubro de 2016

    Olá, autor(a)!
    Vou utilizar o método “3 EUS” para tecer os comentários referentes ao seu texto.
    – São eles:

    EU LEITOR (o mais importante!) –> Leitura leve, despretensiosa e engraçada. Como entretenimento, cumpriu o seu papel. Darei nota 5 ao trabalho, apenas por causa dos demais textos do Certame, que, buscando maiores aprofundamentos (tramas, vocabulários, contextos, metalinguagens, personagens, finais impactantes…), exigiram igualmente mais atenção por parte de seus criadores (e leitores). Mas deixo os parabéns pela abordagem leve e despretensiosa do trabalho que apresentou.

    EU ESCRITOR (o mais chato!) –> O fato do autor não ter utilizado nem mesmo as (poucas) palavras estipuladas como limite pelas regras do presente Desafio já demonstra um corajoso descaso para com a ambição de apresentar um trabalho “inesquecível”, “memorável”, “marcante”, “eterno”, como a grande maioria dos escritores participantes (e concorrentes), aos seus leitores. A escolha pelo “simples” entretenimento denota uma interessante — e muito peculiar — característica do autor deste trabalho que, pequeno em tamanho, torna-se GIGANTE em ‘personalidade’. 😉

    EU EDITOR (o lado negro da Força) –> Seria um bom conto de revista.

    Boa sorte,
    Paz e Bem!

  25. Brian Oliveira Lancaster
    4 de outubro de 2016

    VERME (Versão, Método)
    VER: Que baita viagem, no sentido literal mesmo. Inusitado e com certo ar cômico. Acho interessante esses enredos que subvertem a parte “sagrada” dos cemitérios e o transformam num palco cênico.
    ME: Novamente, notei algumas frases longas demais. Mas a escrita simples, cheia de gírias, convence. Os personagens são bastante “vivos” e transmitem a emoção. É um contexto pequeno, mas eficiente em gerar o estranhamento aplicado ao cotidiano incomum da “periferia”. Só não entendi muito bem a referência ao final – busquei até no ser que já dominou o mundo, Google, mas não encontrei nada. Se a ideia era chocar com alguma informação, pra mim não funcionou. A menos que fosse o nome verdadeiro do “China”, mas o texto não deu indícios sobre isso.

  26. Phillip Klem
    2 de outubro de 2016

    Boa tarde.
    Cinderela, até que gostei do seu conto. Foi despretensioso, engraçado e não tinha a intenção de ser assustador ou assombrado. Simplesmente quis tratar de uma noite muito estranha na vida de sua protagonista, ao experimentar uma droga nova (ao que parece o bagulho é do bom kkkkk).
    Foi leve e bem escrito, tão bem desenvolvido quanto um conto deste tamanho pode ser.
    Meus parabéns. Boa sorte

  27. jggouvea
    29 de setembro de 2016

    Você poderia ensinar muita gente (até eu e o Stephen King) a dar um final decente para uma história… kkkkk Ri muito do fim da sua história e só quem é do mato, como eu, e já cansou de ver tatu, consegue rir adequadamente da comparação da Yolandy com o bicho, que, aliás, é vezeiro em cemitérios e costuma fazer de lá o seu McDonald’s.

    Gostei muito do conto, e em parte isto se deve ao final, que consegue arrematar magistralmente todo o resto. Claro que os personagens são um pouco esquemáticos e previsíveis, mas isso aqui é um conto de 1500 palavras, não há espaço para uma jornada mística de auto-conhecimento.

    Obrigado pela prazeirosa leitura e me diga se prefere números ímpares ou pares.

  28. Simoni Dário
    28 de setembro de 2016

    Olá Cinderela Adormecida

    Um conto bem escrito que me pareceu estranho. Tem um ótimo início, um meio cheio de frases bem elaboradas, e um fim com cara de meio. Não vi esse como um final, então me parece que faltou algo ou não consegui captar a essência do texto.

    Talvez a essência fosse só viajar com os personagens carismáticos, ou dar um pouco de graça a um desafio cujo tema pode ser pesado ou não, dependendo de como é contado, e no seu caso é um conto que apenas diverte, ou seja, alivia o peso do tema.

    Gostei da diversão.

    Bom desafio.
    Abraço.

  29. Gilson Raimundo
    26 de setembro de 2016

    Estes efeitos psicodélicos nos textos devido ao uso de drogas me fazem lembrar o desenho Madagascar onde o Leão morde a bunda da zebra pensando que era um bife … A história é legal e bem humorada, um enredo parecido já foi usado, mas com um fim trágico.

  30. Gilson Raimundo
    26 de setembro de 2016

    Estes efeitos psicodélicos nos textos devido ao uso de drogas me fazem lembrar o desenho Madagascar onde o Leão morde a banda da zebra achando que era um bife… a história é legal e bem humorada, um enredo parecido já foi usado mas com um fim terrível. …

  31. Jowilton Amaral da Costa
    26 de setembro de 2016

    Gostei do conto. Tem uma narrativa ágil, inteligente e divertida. Boas sacadas e frases bem construídas. Apesar dos personagens serem meio estereotipados, achei-os interessantes e críveis. Uma boa leitura e uma ótima viagem. Realmente, ninguém merece usar drogas ruins.Boa sorte.

  32. Priscila Pereira
    26 de setembro de 2016

    Oi Cinderela, seu texto é divertido, com uma linguagem bem informal e atual, mas é bem raso de enredo né… Não entendi o final… De quem era o túmulo que ela escavava??? Boa sorte!!

  33. Marcelo Nunes
    26 de setembro de 2016

    Olá Cinderela.
    A leitura foi rápida demais, não foi travada. Alucinações, drogas e cemitério, se tornam um tanto previsível o desfecho e o final.

    Não teve impacto e nem emoção, de certa forma não me agradou. Em alguns trechos os detalhes até que ficaram bons.

    Boa Sorte.

  34. Rodrigues
    25 de setembro de 2016

    Achei a escrita muito fluida, bem amarrada, as descrições são boas e mesmo as explicações sobre o passado da moça não desandam a história. Gostei da mistura entre drogas e cemitérios, das viagens, somente China me pareceu caricato além da conta, mas não estragou o conto. Apesar do bom texto, eu esperava mais do final.

  35. Taty
    25 de setembro de 2016

    Então … o casal é um bom exemplo de personagens, com seus problemas possíveis, mas ficou nisso.

    A droga usada retirou toda a graça do conto.

    É isso.

  36. Ricardo de Lohem
    25 de setembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto? Parece que aconteceu a síndrome do escritor apressado: as últimas histórias, escritas às pressas, acabam sendo as mais fracas. Este conto é parecido com um outro que também tinha por tema os delírios de um drogado sob efeito de LSD, só que aquele tinha mais enredo, e olhe que não tinha nenhum… Vamos ver alguns problemas específicos. “A noite quente e enluarada contrastava-se com o silêncio”. Nunca vi o verbo “contrastar” ser usado de forma reflexiva, ficou feio ainda por cima, teria sido melhor escrever, simplesmente: “A noite quente e enluarada contrastava com o silêncio”. “China passou as pontas dos dedos no rosto fino de Yolandy, sorrindo largo com seu rosto ornado por tattoos.” Quem sorria largo com seu rosto ornando por tattoos? Ele ou ela? Esse tipo de ambiguidade involuntária pode tornar um texto muito difícil de entender. Sem história, sem reviravoltas, sem personagens carismáticos ou ricos, fica difícil defender o caso. Embora seja um pouco tarde demais pra isso, desejo para você Boa Sorte.

  37. Claudia Roberta Angst
    25 de setembro de 2016

    Olá, autor.

    Comecemos pelo final. Sem dúvida, o melhor de tudo aqui. A imagem descrita ficou ótima, pude visualizar a terra sendo atirada ao ar e uma doida querendo encontrar o corpo do seu parceiro. E nada a ver. E tudo a ver.

    O tema proposto pelo desafio foi abordado e bem justificado mais para o final.

    Há algumas falhas na revisão, como “tufado” no lugar de “estufado” e ‘deslizes quanto à pontuação. Claro que dentro da fala do personagem, tudo é permitido, mas estou me referindo à parte do narrador.

    O conto em si é uma viagem alucinógena com todos os delírios possíveis dentro do processo criativo. Surtiu efeito positivo? Algum…

    Boa sorte!

  38. Ricardo de Lohem
    25 de setembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Esse conto é bem parecido com um outro aqui que narra uma viagem também com LSD. Só que o outro tinha bem mais enredo, mesmo não tendo quase nenhum. O título já é estranho: “Não use droga, ruim”. Pensei que a vírgula estivesse separando o vocativo, e “ruim” fosse o nome de algum personagem, mas parece que não, a mensagem é que drogas são ruins, então seria: “Não use droga, é ruim”, com o verbo elipsado? Pode ser, mas achei meio confuso esse título.”A noite quente e enluarada contrastava-se com o silêncio frio…”. Contrastava-se? Nunca vi usar o verbo “contrastar” de modo reflexivo, , achei feio, teria sido melhor escrever: “A noite quente e enluarada contrastava com o silêncio frio…”. Sem enredo, sem reviravoltas, com personagens vazios e chatos, fica difícil achar alguma coisa pra gostar aqui. Apesar de ser tarde demais, desejo para você Boa Sorte.

  39. Amanda Gomez
    25 de setembro de 2016

    Olá,

    Risos….

    Temos novamente mais um conto com um objetivo bem definido: Entreter. Não nos leva a indagações ou tem surpresas e, um enrendo a se seguir. Mas entretem, o cômico funciona, o tema está bem descrito,
    e a personagem yolandy tem carisma.

    As descrições do delírio dela são muito boas, imaginei ela planando sobre o cemitério. Por um momento quando mostra a parte que supostamente o China estaria morto a muito tempo, achei que a história iria pra outro caminho, mas sabia também que não tinha muito espaço (tempo) pra isso. É a conclusão final ficou hilário.

    Enfim, parabéns pelo conto.

  40. Iolandinha Pinheiro
    25 de setembro de 2016

    Essas lombras de ácido são mesmo “do capeta”. Melhor nem chegar perto. Ri do nome Yolandy. Já vi meu nome escrito de todo jeito, mas nunca com Y no final. O conto é interessante, mas é como passear por uma estação sem pegar o metrô, não leva o leitor a canto algum. Gosto de contos que contam uma história, talvez seja uma limitação minha, mas gosto de começo meio e fim. Isso claro, não tira o mérito na criação da personagem Yolandy, e dos seus ricos detalhes, parabéns por isso. Sorte no desafio.

  41. Olisomar Pires
    25 de setembro de 2016

    Um conto que descreve os efeitos psicóticos ou alucinógenos provocados por uso de droga perto de um cemitério.

    Bem escrito, com dois bons personagens, mas totalmente previsível, não me diz muita coisa.

    Boa sorte.

  42. Evelyn
    25 de setembro de 2016

    Cinderela…
    Ri ao ler o conto. Ri muito no final. Especialmente depois de “Coisa fina é o caralho!”. Me diverti muito e amei Yo do começo ao fim. Gostei da maneira como deu vida ao China. Gostei de como usou a linguagem, de como narrou a coisa toda. Já é um dos contos entre os melhores.
    Parabéns pela escrita.
    Abraço!

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Informação

Publicado às 24 de setembro de 2016 por em Retrô Cemitérios e marcado .