EntreContos

Literatura que desafia.

O Espeleólogo (Paula Giannini)

o-espeleologo

“No mundo inteiro, mais de 500 mil famílias vivem em cemitérios.

No Camboja, centenas vivem entre túmulos, lutando contra a pobreza e a desigualdade”

Agência Fides

 

Quando crescesse, queria ser espeleólogo, como o avô, um rapaz de apenas 35 anos. Jovem demais para ser avô. Velho demais para ser considerado um jovem. Sempre suado, visivelmente exausto, mas disposto a contar o seu dia ao neto, com um estudado sorriso e, pormenores dignos da mais emocionante aventura. Assim havia sido a sua jornada de trabalho, escavara em busca de tesouros e embrenhara-se em obscuras cavernas. Sempre iluminando os buracos com a inseparável lanterninha de cabeça, igual à que dera ao menino quando este completara 10 anos.

– Agora você já é quase um homem.

E descansava sua carrocinha de espeleologista na porta da pequena casa. Para o avô, um local provisório, de onde, assim que a vida permitisse, tiraria sua família. Para o garoto, um castelo, com seu portal adornado com imagens aladas e figuras de longas orelhas esculpidas em pedra. Coisa para gente muito rica! Coisa para os heróis.

E o herói retirava maravilhas do carrinho. Latinhas, anéis, medalhas com fotos de reis e rainhas, e dentes de ouro de antigos sábios que passaram por aquelas terras em um tempo em que as cavernas ainda eram habitadas pelos homens da pré-história. E roupas, e sobras de comidas já provadas pelos ancestrais, e até, uma vez, um sapato que coube bem certinho em seu pé.

– Está furado, vovô…

– Estas coisas contam a história dos antigos. Você tem que usá-las com respeito. – Dissera com os olhos marejados. E o pequeno acreditou no poder de tal calçado, pois nunca vira o pai de sua mãe chorar. E, para falar a verdade, nunca, nunquinha mesmo, calçara nesta vida, um único sapato. Estava mesmo virando um homem.

~ ~ ~ ~ ~

Quando morresse, queria que o neto lembrasse dele com orgulho. Era o que dizia aos companheiros, enquanto enfiava a pá no buraco a ser aberto, com a pressa e o vigor que só aqueles que sabem que não há tempo a perder com o passado, conseguem fazer.

Coisas mortas. Era com isso, no final das contas, que trabalhava. Recolhia cuidadosamente relíquias deixadas para trás. Limpava-as uma a uma, e separava o que iria vender, daquilo que iria “catalogar”. Era assim que dizia, do que ia guardar para si e para os seus.

Os amigos riam alto, entre um gole e outro de uma cerveja artesanal fabricada ali mesmo, sob as ruínas.  E, debochando das loucuras de tão precoce avô, contabilizavam o lucro que tirariam com os miúdos, que era como chamavam aquelas quinquilharias. Ninharias esquecidas, como se faz, aos poucos, com aqueles que já se foram – os antigos donos daquelas coisas.  E a soma do todo, invariavelmente, resultava em nada. Ou quase isso.

– É o que se tem para hoje! – Bradavam arrotando cevada azeda, e, espantando as moscas que teimavam em não os deixar em paz, preparavam-se para “levantar acampamento”.  A patroa os esperava em casa.

Casa. Não o lar idealizado por aquele jovem senhor para o filho de sua filha. Mas o real. Estruturas armadas dentro de jazigos, camas montadas ao lado de túmulos e caixões, e, pequenos fogareiros, improvisando cozinhas, dentro das campas onde se guardavam os defuntos. Para alguns, aqueles que haviam chego mais recentemente, as gavetas eram o único refúgio que sobrava. O cemitério de Thmor San estava superlotado. Era o que tinham para hoje.

– Mas não para amanhã.

~ ~ ~ ~ ~

O menino abriu os olhos. O campo-santo estava especialmente silencioso. Era hoje! A única ocasião em que os antepassados eram lembrados. Durante os próximos 15 dias, todos os ocupantes da invasão tratariam de “virar fantasmas”. E desapareceriam. Virariam pó, imiscuídos, talvez, às centenas de peregrinos que ocupariam o local. Era finados, o primeiro dia da peregrinação do Pchum Ben.  Dia de louvar, ofertando comida e pequenos regalos às almas dos falecidos em todo o país. Dia de pavor para as famílias que viviam ali, ao lado dos cadáveres. Também elas esquecidas. Mas teimando em tocar a vida em frente, como se uma espécie de mortos já não fossem.

 – Às vezes viver com os fantasmas é melhor do que viver com as pessoas – sussurrava-se à boca pequena.

Não que a cerimônia em si guardasse algo de violência ou perigo. Ao contrário. O festival era uma oportunidade para júbilo e redenção. Uma forma de, através de oferendas, aliviar um pouco o peso dos pecados, carregados com sacrifício, por aqueles que já se foram. Mas, para os habitantes da necrópole, a paz, ao menos durante o “Festival dos Fantasmas Famintos”, era inversamente proporcional àquela com a qual os falecidos eram abençoados.

Abriam covas, estrategicamente posicionadas sob seus lares, e ali guardavam seus pertences, sob as tumbas. Não que as autoridades locais não soubessem deles. O Governo do Camboja tinha pleno conhecimento das centenas de famílias obrigadas a morar no cemitério. Mas faziam vistas grossas, como se faz para tudo que é “invisível”.  O problema mesmo, eram os parentes dos verdadeiros donos daquelas catacumbas. Ninguém queria confusão com eles. Ninguém queria perder a única dignidade a que se acreditava ainda ter direito.

Tinham medo!

Mas não o meninote. Para ele, esse era o dia do herói! A festa em que se homenageava o grande espeleólogo conquistador. O maior que jamais houvera, o mais corajoso, o mais forte. Dia de brincar de esconde-esconde e de espiar, por um buraquinho, a beleza dos touros coloridos, enfeitados com flores e perfumados com incensos somente para homenagear seu avô.

Quando crescesse queria compartilhar da alegria dos adultos. E também ele, já não mais menino, dançaria e cantaria ao lado dos monges. E na porta de sua casa, também seriam depositados presentes, e muitos potinhos com bolinhos de arroz e borboletas coloridas. O pequeno sonhava alto.

~ ~ ~ ~ ~

O jovem senhor abriu os olhos. Era hora de sacudir a poeira e sair da toca.

Percorreu o campanário. Entre as baixas da quinzena de festejos, a senhora sua vizinha perdera seu refúgio. Recusando-se a se esconder, não percebeu quando o filho do finado que ali jazia chegou escoltado e, armando a maior confusão, instalou grades, lacrando aquilo que chamou de profanação ao sagrado descanso de sua mãezinha. A polícia devolveu os pertences da ocupante. Talvez temendo a fúria dos fantasmas ou, quem sabe, tocados de alguma forma pelo espírito das comemorações, jogaram tudo em frente ao portão do ossuário. Uma panela, duas camisetas e um copo que lhe servia de penico. Recusava-se a fazer as necessidades no chão. Era uma mulher decente.

Os demais estavam bem. Acostumados ao constrangimento anual. Podiam sair aos poucos de seus abrigos e respirar aliviados. Ao menos ainda tinham, de uma forma ou de outra, direito a um teto. E pelo resto da semana, teriam comida. E de sobra!

Finalmente, o Pchum Ben terminara. Agora era a hora da festa dos esquecidos.

~ ~ ~ ~ ~

O menino foi o primeiro a sair. Puxando o avô pela manga da camisa, não queria perder um segundo sequer. Era hora de recolher os presentes deixados pelo povo. Bolinhas de arroz, bananas, frutas, macarrão colorido. Pratinhos variados com as mais doces iguarias. Batatas. Velas que serviriam para iluminar os cubículos por muitas noites. E, entre todos os brindes, o preferido do rapazinho, refrigerante cor de rosa, que pintava a língua de quem os provava.

Os vizinhos falavam alto. Cantavam. Chamavam-se uns aos outros, para ver as excentricidades multicolores recolhidas nas portas de suas casas-túmulo. Para os adultos, até cigarros. Muitos. E objetos que renderiam bem demais como moeda de troca, quando toda aquela comilança terminasse e as cores do cotidiano voltassem ao habitual ocre e negro das necrópoles.

E, nesse dia, o espeleólogo dava-se ao luxo de relaxar, baixar a guarda e suspirar aliviado.

– Mesmo em meio à morte podemos encontrar vida… – Dizia aos companheiros que, francamente, acreditavam que o amigo era completamente lunático. Um visionário sem reparação.

Mas não era. Fazia o neto sonhar e, dessa forma, também ele, sentia-se no direito de crer que um dia as coisas poderiam melhorar.

~ ~ ~ ~ ~

A brincadeira corria solta, quando o dia terminava. Demarcando a lápide com giz, uma das meninas desenhava o enforcado aos poucos. Primeiro um braço, a perna, e uma cabeça, no laço  para quem não adivinhasse a palavra. Poucos sabiam ler. Mas se divertiam com o jogo, cuspindo coisas desconexas.

– C-A-V-E-I-R-A. – O menino acertara o enigma. Agora era a sua vez.

– Pode dar uma pista?

– Vou escrever a profissão mais bonita do mundo.

– Espeólogo?

Todos riram. Tentando falar difícil, o menorzinho errara a xarada.

– Não. Coveiro!

Sentou-se no chão e, baixando os olhos para encarar os sapatos que começavam a apertar, sussurrou aos outros o que não queria que nenhum adulto o escutasse: Quando crescesse, queria, mais que tudo nessa vida, ser coveiro.

– Igualzinho ao meu avô.

***

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97 comentários em “O Espeleólogo (Paula Giannini)

  1. Felipe T.S
    15 de outubro de 2016

    Texto extremamente sensível, muito bem elaborado e com um ótimo ritmo. Aqui vejo uma escrita muito segura e dedicada, dá pra perceber o esforço do autor e é nítido que o próprio se comoveu com toda essa trama, pois a força do discurso é potente. Gostei muito do conto ultrapassar as barreiras geográficas e atingir o ponto humano, isso é bom demais, esse é um dos objetivos da literatura. É muito bem organizado tbm a construção do conto, como vamos conhecendo a relação entre o garoto e avô e as personalidades de ambos. Enfim, um dos últimos que estou lendo e que provavelmente vai entrar para a lista dos melhores da edição.

    Mandou muito bem, parabéns!

  2. Pedro Luna
    14 de outubro de 2016

    Olá. Gostei muito. Achei macabro e interessante você expor essas pessoas que moram nos cemitérios e que “fazem a festa” quando os visitantes saem. Essa cena em questão ficou super fácil de visualizar. De certa forma me remeteu a aqueles filmes com grupos de criança de rua que passam o rodo em algumas festas, levando o resto das comidas.

    O curioso foi que o título não me remeteu logo a espeleologia, e boiei..kk. Mas depois fez todo o sentido.

    Não posso dizer que o drama aqui me pegou. O que realmente valorizei foi você apresentar situações que não são de nosso cotidiano e esmiuçá-la com competência.
    Abraços

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      16 de outubro de 2016

      Querido Pedro,
      Obrigada por ler meu texto. Fico feliz que tenha gostado e que, ao final, tudo tenha feito sentido para você. Obrigada pela nota boa que me deu na avaliação. Nos vemos no próximo desafio! 😉
      Beijos
      Paula

  3. Daniel Reis
    14 de outubro de 2016

    14. O Espeleólogo (Menino do Camboja)
    COMENTÁRIO GERAL (PARA TODOS OS AUTORES): Olá, Autor! Neste desafio, estou procurando fazer uma avaliação apreciativa como parte de um processo particular de aprendizagem. Espero que meu comentário possa ajudá-lo.
    O QUE EU APRENDI COM O SEU CONTO: a locação exótica é um fator a se considerar; para mim, pelo menos, é positiva, pois me deixa mais curioso para saber o que acontece em outros lugares. Pesquisa também é fundamental. A meu ver, o enredo foi prejudicado somente por detalhes, como a idade incompatível do avô e do neto – algo que me fez parar para calcular.

    MINHA PRIMEIRA IMPRESSÃO SUBJETIVA DO SEU CONTO, EM UMA PALAVRA: Exótico

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      16 de outubro de 2016

      Querido Daniel,
      Parabéns pelo resultado do desafio!
      Obrigada por ter lido meu texto e pelos comentários. Juro que não pensei em ser exótica ao escrever. Mas gostei de sua impressão. Nos vemos no próximo desafio! 😉
      Beijos
      Paula

  4. Anderson Henrique
    13 de outubro de 2016

    Gostei da originalidade do conto. Acho que foi um dos poucos que eu não consegui prever. Bacana ter essa pegada histórica também. Eu mesmo não sabia dessa de gente morando em cemitério. Espeleólogo, palavra nova pra mim. Gostei da história pela sutileza dela. Não é um conto que tenha uma grande surpresa ou clímax, mas é desses textos redondinhos (uma ou outra coisa pequena para aparar), que ganham pela consistência e coerência interna. O enredo é bem sutil, quase ausente, talvez o único porém do conto.

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      16 de outubro de 2016

      Olá colega de C.E.C.!
      Parabéns pelo resultado do desafio. Merecido!!!
      Obrigada por ter lido meu texto e por seus comentário gentis.
      Confesso que até a pesquisa para o certame, também não conhecia essa triste realidade de gente morando em cemitérios.
      Nos vemos no próximo desafio! 😉
      Beijos
      Paula

  5. Pedro Teixeira
    13 de outubro de 2016

    Olá, Menino! Gostei do conto, tem um frescor, uma aura de novidade, por retratar uma cultura tão diferente da nossa, mas ao mesmo tempo com mazelas tão semelhantes. O fio condutor da trama acaba sendo a admiração do neto pelo avô, muito bem retratada. As sentenças em sua maioria são curtas e eficientes, e justamente nisso reside sua força, até porque os fatos narrados já trazem impacto suficiente. Esse é um ponto a se ressaltar: não há aquela exploração de sentimentos que acaba resvalando no melodrama em que tão facilmente pode se cair quando temas como esse são explorados, o que revela a habilidade do autor ou autora. Enfim, um de meus preferidos até o momento. Parabéns e boa sorte no desafio!

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      16 de outubro de 2016

      Oi Pedro,
      Obrigada por ter lido meu texto, que bom que o conto lhe agradou.
      Agradeço também por seus comentário generosos.
      Nos vemos no próximo desafio! 😉
      Beijos
      Paula

  6. Bia Machado
    12 de outubro de 2016

    Tema: Totalmente adequado, é certo.

    Enredo: Gosto de textos ambientados fora do Brasil que me levem a descobrir aspectos culturais que eu nem imaginava. Nem sabia que no Camboja havia essa questão das pessoas morando em cemitérios. Tinha visto isso em outro país, agora não me lembro qual. A narrativa funcionou pra mim de forma um tanto melancólica, algo que experimento em textos do Hosseini, por exemplo. Na verdade, só o que tenho a apontar da narrativa é a questão das idades de avô e neto… Com quantos anos o avô foi pai? Isso me causou estranhamento, apenas isso.

    Personagens: Me cativaram, levaram minha leitura. Parabéns pela criação, autor/autora.

    Emoção: Eu gostei do conto. Não é dos meus preferidos, mas há algo nele que me tocou, que foi além da minha leitura.

    Alguns toques: Algumas coisas que uma segunda revisão dá jeito, nem preciso me delongar quanto a isso.

    E também a questão das diferenças de idade… Bom trabalho!

  7. Luis Guilherme
    12 de outubro de 2016

    Boa tarde, Menino, tudo bem por ai?

    Tá bem bonito seu texto, um retrato pesado da realidade que preferimos sempre ignorar, é mais cômodo, né? Como sou um cara de muita esperança e otimismo, fui bastante tocado pelo sentimento e pela fé do pai em incentivar o menino sobre seu futuro, e o texto me causou muita empatia.

    A leitura flui bem, apesar de ter achado alguns momentos meio rebuscados. Mas isso não diminui a qualidade do trabalho.

    Parabéns!

  8. Phillip Klem
    11 de outubro de 2016

    Boa noite, Menino.
    Seu conto é cativante! Gostei muito da forma como o autor utilizou o tema do desafio. O resultado ficou autêntico e sensibiliza o leitor.
    Gostei bastante da inocência do menino, desejando seguir os passos do avô. Me fez lembrar do filme “A vida é bela”, que conta a história de um pai que, no período Nazista, tenta camuflar o sofrimento da vida no campo de concentração, para que o filho não percebesse a realidade em que se encontravam.
    Parabéns pela ousadia e criatividade.
    Boa sorte.

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      16 de outubro de 2016

      Oi, Phillip,
      Mutio obrigada por ler meu texto. VocÇe acertou, pensei muito em “A Vida é Bela” ao compô-lo.
      Nos encontramos no próximo desafio! 😉
      Beijos
      Paula

  9. Gustavo Aquino dos Reis
    11 de outubro de 2016

    É um conto bem competente e que teve a ousadia de nos trazer um cenário que foge do nosso prisma eurocêntrico. Em tempos de uma literatura que se engessa em múltiplas releituras de idéias e cenários já decantados, esse trabalho nos brinda com algo novo.

    A miséria humana, porém, é semelhante.

    Em termos de escrita, achei ela boa – sem muitos rebusques ou floreios. Acho que faltou mais ousadia nas construções frasais e identidade vernacular com o cenário.

    De resto, irretocável.

    Parabéns.

  10. Marcia Saito
    11 de outubro de 2016

    Olá
    A leitura prosseguiu bem fluida, um texto bem agradável apesar do tem, mas da maneira que a narrativa seguiu, não foi um peso.
    O fato de haver alguns erros de gramática , que uma nova revisão resolva, seria a parte negativa relacionado ao conto. Achei-o interessante ele ser inteiramente focado no tema, mas considerei um tanto limitado em ideias, talvez por medo de não fugir ao tema do Desafio.
    O final ficou muito comum, talvez faltando um elemento fantástico ou que levasse a um desfecho de maior impacto.
    O contexto geral dele me fez lembrar aquelas histórias do Reader’s Digest, de contos um tanto assepticos e que poucos se salvavam.
    Ao menos fez-se uma história consistente.
    Boa sorte no Desafio.

  11. Maria Flora
    11 de outubro de 2016

    Conto bastante interessante. O título deixou-me curiosa. O ambiente e as situações dos personagens são bem trabalhados. Sua história é uma abordagem diferente do tema, o que nos proporciona uma visão diversa do que estamos acostumados. Enriquecedor. O final me pegou de surpresa. Boa Sorte.

  12. catarinacunha2015
    10 de outubro de 2016

    QUERO CONTINUAR LENDO? TÍTULO + 1º PARÁGRAFO:
    Torso o nariz para contos com mais de uma ilustração e começando com citações ou referências. Além de ter estragado a surpresa de o local ser a residência da família. Bem, vamos lá.

    TRAMA escrita com esmero e explorando uma realidade distante através dos olhos de uma criança. Tem seu brilho. Acredito que, com um pouco mais de técnica de suspense, o conto ficaria melhor.

    AMBIENTE maravilhoso, fora da caixinha.

    EFEITO diamantes na lixeira. Uma ideia maravilhosa, um vocabulário rico, mas com técnica pouco trabalhada.

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      16 de outubro de 2016

      Oi, Catarina!
      Não julgue o livro pela capa, amiga… rsrsrs
      Obrigada por ter ler meu texto e por suas considerações.
      Escrevi dois contos para esse desafio e optei por postar “O Espeleólogo”, já que fugia de meu estilo. Queria ver o que diriam. O tiro meio que saiu pela culatra, mas valeu o aprendizado;
      Beijos
      Paula

  13. Gustavo Castro Araujo
    9 de outubro de 2016

    Sem querer bancar o pretensioso, gosto de pensar que a literatura em geral é um corredor com muitas portas. Basta abri-las para levarmos uma lufada de conhecimento. Se tivermos sorte, esse conhecimento trará mundos novos, personagens novos, culturas novas. Por isso vejo com muito bons olhos textos que nos apresentam rotinas e cotidianos de povos distantes, de culturas tão diversas da nossa. O velho chavão de que a leitura nos permite viajar sem sair do local em que estamos é um dos que mais aprecio no contexto literário. Se quem conduz a jornada é alguém dedicado, a experiência é das melhores, eis que amplia nossos horizontes, jogando por terra a estreiteza de raciocínio daqueles que, de modo preconceituoso, imaginam que bons textos só podem ter o Brasil como cenário.

    Neste texto somos levados ao Camboja, a uma cerimônia de que nunca ouvimos falar e que contextualiza o dia a dia de famílias que não têm para onde ir, refugiando-se entre lápides e túmulos abandonados. Temos aí um garoto que vê, no avô, um herói, imaginando-o um explorador de cavernas insondáveis, um caçador de tesouros, um modelo. Sob o olhar inocente e terno, nos deparamos com uma situação chocante e que, infelizmente, encontra paralelos no Brasil. Mas é o cenário construído que torna o mergulho cultural mais interessante, na medida em que permite ao leitor ver-se rodado por cores, aromas e sons de uma terra fascinante.

    Isso tudo se deve ao trabalho de pesquisa anterior à escrita, algo que deve ser reconhecido e louvado, eis que transmite verossimilhança ao texto, revelando um autor seguro, que lança fundações sólidas e que, por isso, consegue erguer os alicerces de seu enredo sem qualquer receio de colapso. A mão firme (no melhor sentido da expressão) resulta num texto redondo, sem falhas, que não precisa apelar para o sobrenatural e cujo único defeito é ser um tantinho previsível. De todo modo, um trabalho acima da média. Parabéns.

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      16 de outubro de 2016

      Querido Gustavo,
      Agora entendo por que chamam você de “O Chefe”. Ok, o site é seu… Mas sua gentileza é ainda maior que seu talento.
      Seu comentário é quase um conto novo no desafio.
      Obrigada por ler e comentar com tanta sutileza.
      Nos vemos no próximo desafio.
      Beijos
      Paula

  14. Olá, Menino do Camboja,

    O conto é um um retrato delicado de uma realidade dura.

    Sobre a profissão do avô, e também título da história, entendi que ele é que fazia o neto sonhar, superestimando as informações sobre sua profissão. É óbvio que o homem nunca foi espeleólogo. Era coveiro. Mas fazer o menino sonhar é o que importava a ele. Não sei o motivo, mas o conto me lembrou “A Vida É Bela”, diferente, mas com a mesma ideia de fazer com que a criança enxergue a realidade de forma leve. No final, entendi que a criança sabia, mas “jogava o jogo do avô.

    Gosto de contos que esconde várias camadas, como o seu.

    A premissa é ótima e renderia muitas histórias dentro do local, com o cotidiano de todos sendo mostrado, pois tanto os personagens protagonistas, quanto os que aparecem de relance são muito ricos para ficção.

    Fui pesquisar sobre o tema que você aborda. É incrível pensar que até na miséria existe hierarquia… Um morador de cemitério faz alguém que vive por exemplo em uma palafita, parecer uma pessoa muito bem estruturada na sociedade. Não imaginava que em vários locais do mundo, há verdadeiras cidades dentro de cemitérios, com pessoas morando em túmulos, com bebês, mulheres grávidas, crianças, velhos, doentes.

    Desconfio de quem seja esse conto, embora o estilo esteja diferente do habitual. Rsrsrs

    Desejo muito boa sorte no desafio.

  15. mariasantino1
    9 de outubro de 2016

    Oi, tudo bem??

    Então, espeleólogo é quem estuda (explora) cavernas e isso precisa de estudos (ao menos para receber esse título), algo que não combina muito. Tipo, um cara estudado com uma família morando dessa forma? Você também menciona que o cara era avô aos 35 e que o moleque tinha 10 anos. Pow, isso é interessante e dá pano pra manga o lance do cara ter sido pai cedo e a sua cria repetido a sina de ter filho cedo, mas acho que dá forma que está tudo causa estranhamento. Pode sim haver um espeleólogo estudado e fracassado, assim como ele pode escolher viver na simplicidade (o que me pareceu não ser a linha de pensamento do autor neste texto) e também pode haver o lance de ser pai cedo e avô aos 35, mas faltou sinalizar mais isso, dizer que tal fato é comum na região (ou coisa que valha).

    Achei o acontecimento no cemitério e a forma de como o tema foi usado muito bom. O lance de existir pessoas morando nessas condições e recebendo esse “banquete” neste dia é bizarro e triste. E você em sua pesquisa menciona que o governo não está nem aí. É informativo e tem ar de denúncia, mas a naturalidade pra diluir essa informação ficou meio-a-meio (opinião). Gostei do gurizinho e queria mais dessa relação, bem como mais do viver mesmo nestas condições.
    Então, gostei bastante das informações e instigou a pesquisar, mas o texto como recorte deste cotidiano, da vida desses personagens ficou com gosto de queromais (mais corda pra amarrar).

    Boa sorte no desafio

    • mariasantino1
      9 de outubro de 2016

      Que onda! Pense numa pessoa enrolada… Meu pc está com as teclas “a” ,”z” e “s” duras, e o celular é burro (como a pessoa que está segurando ele). Espero que o comentário valha pra algo e que a ortografia seja perdoada aí 😦

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      16 de outubro de 2016

      Querida Maria,
      Obrigada por ter ler meu conto. Suas considerações foram ótimas para meu aprendizado.
      Sobre a questão da idade do avô, subirei um pouquinho. 40 quem sabe. Mas é exatamente o que você disse que pensei em passar. A sina, como um ciclo que os aprisiona na miséria, enfim.
      Sobre a questão do “Espeleólogo”, obviamente ele era coveiro, mas queria que o neto sonhasse, então, “vendia” ao menino essa ideia distorcida da realidade.
      Nos vemos no próximo desafio! 😉
      Beijos
      Paula

  16. Claudia Roberta Angst
    8 de outubro de 2016

    Olá, autor, tudo bem?

    O tema proposto pelo desafio foi abordado e desenvolvido com sucesso.

    Conto muito bem escrito, tão bem escrito que, às vezes, engessa a trama em si. Não há como questionar a habilidade do autor no manejo das palavras, mas faltou algo que prendesse minha atenção. Quando eu fico me perguntando qual o tamanho do conto, já sei que estou ficando dispersa. Culpa da minha preguiça, claro.

    A narrativa é rica em descrições e possui poucos diálogos, o que exige uma concentração maior do leitor. O final me conquistou, pois formou um quadro que revela sensibilidade e fechou muito bem o conto.

    Boa sorte.

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      16 de outubro de 2016

      Querida Claudia,

      Obrigada por ter ler meu conto.

      Pensei muito na questão da fluência antes de postar o texto. Escrevi dois trabalhos para o desafio e acabei optando por este que fugia um pouco de meu estilo. Queria ver o que vocês diriam. Sei que não foi a melhor estratégia do mundo, mas…
      Nos veos no próximo desafio. 😉
      Beijos
      Paula

  17. vitormcleite
    8 de outubro de 2016

    Texto muito bem escrito mas com uma trama meio pobre, deves investir muito mais na trama dos teus textos, mas de qualquer modo, muitos parabéns, dominas a escrita exemplarmente e sem dificuldades de maior.

  18. Evandro Furtado
    8 de outubro de 2016

    Fluídez – Good

    Texto corre de forma natural, sem grandes problemas. Boa cadência, ausência de problemas com a ortografia ou a sintaxe.

    Personagens – Good

    Jovem-avô – vive no cemitério com o neto. Não teve grandes oportunidades na vida. Seu desejo maior era dar um futuro melhor ao garoto, mas a situação não lhe permite.
    Menino-neto – sonha ser como o avô. Ainda vive em um universo de inocência, alheio aos acontecimento externos ao seu mundo.

    Trama – Outstanding

    Trabalho de pesquisa brilhantemente realizado. Ambientação muito bem construída.

    Verossimilhança (Personagens + Trama) – Very Good

    Estilo – Average

    Por ter um aspecto de cunho mais histórico-social, eu creio que uma linguagem mais documental criaria um efeito mais interessante no texto. Gostei do uso da terceira pessoa e, em particular, do lead que você usa no início – parece aquelas frases de começo de filme.

    Efeito Catártico – Average

    Quase me pegou por inteiro. A frase final é muito bacana e utilizada para criar o impacto final, usando por suporte a trama bem construída. Acho que o que afetou foi um pouquinho de desenvolvimento nos personagens com o aspecto da linguagem que citei.

    Resultado Final – Good

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      16 de outubro de 2016

      Querido Evandro,
      Obrigada por ler e comentar meu texto com tanto cuidado. Parabéns por seu método. Estamos todos aqui para aprender (ao menos eu estou, sempre, onde quer que vá) e você me deu toques ótimos.
      Beijos e nos vemos no próximo desafio.
      Beijos
      Paula

  19. Pétrya Bischoff
    6 de outubro de 2016

    Olá, Menino do Camboja. O terceiro conto que leio até o momento que me faz proferir, quase sem perceber, “Pq tu fez isso cara?”, me direcionando ao autor. É o tipo de coisa que todos temos conhecimento que ocorre, como tantas outras barbáries nesse mundo tenebroso, mas não estamos preparados para refletir acerca. Pior não queremos que nos esfreguem na cara, sujando nossas almas e envergonhando-nos, profundamente, por cada vez que vomitamos futilidades. Diariamente.
    Ah, também devaneei. Desculpe por isso. Mas teu texto despertou-me esses sentimentos desconfortantes e eu creio que esse seja um dos propósitos da literatura.
    Não tenho o que apontar quanto à escrita, pois me parece correta e clara. A narrativa é embotada de fantasia onírica em meio a esse pesadelo e a ambientação é uma das mais ricas desse desafio, devido às descrições de todos os tesouros e adornos encontrados.
    O final impactou tanto quanto cada frase do conto ao mostrar que o guri sempre soube acerca do mundo que vive e o que, de fato, faz o avô. Conto lindo e inquietante. Parabéns e boa sorte.

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      16 de outubro de 2016

      Querido Evandro,
      Obrigada por ler e comentar meu texto com tanto cuidado. Parabéns por seu método. Estamos todos aqui para aprender (ao menos eu estou, sempre, onde quer que vá) e você me deu toques ótimos.
      Beijos e nos vemos no próximo desafio.
      Beijos
      Paula

  20. Jowilton Amaral da Costa
    6 de outubro de 2016

    É um bom conto. Bem escrito e com ótimas descrições. o menino é uma boa personagem, assim como seu avô espeleólogo/coveiro, boa sacada.No entanto, a estória em si não me pegou tanto, acho que a trama não me cativou ao ponto de achar um contaço.. Boa sorte.

  21. Thiago Amaral
    5 de outubro de 2016

    O tema foi aqui usado de forma bastante interessante e aproveitado ao máximo, sem melodramas.

    O ponto alto, para mim, é a criança retratada, apaixonada pela vida do avô. Uma paixão contagiante!

    Em termos de narrativa, contudo, não me empolgou tanto. Foram alguns pontos específicos e o conceito geral do conto que me agradaram mais.

    Gostei da imagem, já é a capa do futuro livro? hauhauha

    Valeu!

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      16 de outubro de 2016

      Querido Thiago,
      Obrigada por ler e comentar meu texto.
      A imagem foi composta como em um livro mesmo… hahhaha
      Pena que não tenha lhe empolgado, mas agradeço pelas considerações delicadas.
      Beijos e nos vemos no próximo desafio.
      Paula Giannini

  22. Amanda Gomez
    5 de outubro de 2016

    Olá, Menino.

    Ah que conto rico, o autor trouxe uma realidade até então desconhecida da maioria é transformou em uma narrativa bastante verdadeira, e rica em detalhes.

    Personagens que aparecem pouco, mas que ganham uma voz bem ativa durante a leitura.

    O que mais me impressionou foi a a cena do dia de finados, onde os presentes aos mortos tornam esse dia o mais aguardando pelos habitantes deste cemitério.

    É bem complicado visualizar essa cena, tanto por ser perturbador, quanto por parecer até mesmo irreal, o leitor, pelo menos eu, rejeita essa situação, de tão difícil que é, aceitá-la

    A narrativa está muito boa, as partes mais informativas se adéquam muito bem trama. Minha leitura travou um pouco nas passagens de uma cena pra outra, mas nada demais.

    Assim como a Iolanda já explicou, também entendi o significado da escolha do nome da profissão do avô….que pra qualquer outro seria um simples coveiro, mas pra ele e pro neto, além de enterrar ele colhia não só seu sustento, mas algo parecido com esperança de ter pelo menos um dia melhor que o outro.

    Parabéns, sorte no desafio.

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      16 de outubro de 2016

      Querida Amanda,
      Obrigada por ler e comentar meu texto com tanto carinho. Fico feliz que o conto tenha lhe agradado e que a questão da profissão do avô tenha sido clara para você. Estava preocupada por ver que alguns não estavam entendendo e achei que faltasse clareza.
      Beijos e nos vemos no próximo desafio.
      Paula Giannini

  23. Iolandinha Pinheiro
    4 de outubro de 2016

    Publiquei meu comentário ao seu conto como resposta à Anorkinda, mas agora acho que estou publicando no local certo. rs. Desculpa, sou novata. Olá, menino. Pelo que entendi, ele se autodenominava espeleólogo porque em sua atividade de coveiro clandestino, ele também trabalhava com cavidades, mas não naturais como cavernas, mas as fabricadas pelos homens (covas) e de lá retirava tesouros como os encontrados pelos espeleólogos de verdade. Afinal eram todos sem tetos, moradores em uma cemitério pouco frequentado, o que permitia um relativo sossego, só quebrado por datas como o Dia dos Finados. Achei que o autor foi inteligente e conseguiu fazer uma trama original, com o personagem cativante do neto sonhador. Parabéns pelo conto, e sucesso no certame.

    • Anorkinda Neide
      4 de outubro de 2016

      haha por isso q estranhei q tu me chamou de menino!!

    • mariasantino1
      9 de outubro de 2016

      Pow, não leio os comentários antes de comentar (na verdade, não curto comentários abertos), mas vi aqui o lance de o menino se enganar com a profissão do avô. Bem, não fui capaz de perceber isso e pelo menos pra mim o conto precisava de mais pistas pra deduzir isso. Fiquei muito ligada no lance dos 35 anos.

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      16 de outubro de 2016

      Querida Iolandinha,
      Parabéns por sua estreia maravilhosa por aqui.

      Obrigada por ler e comentar meu texto com tanto carinho e delicadeza. Fiquei feliz quando vi que a questão da profissão do avô tenha sido clara para você. Estava preocupada por ver que alguns não estavam entendendo.

      Beijos e nos vemos no próximo desafio. 😉
      Paula Giannini

  24. Davenir Viganon
    3 de outubro de 2016

    Olá Menino
    O título do conto era o mistério. Para ser sincero, só percebi que era um mistério depois que foi revelado. Isso me leva diretamente para o problema maior do conto: faltou vender melhor o peixe no início e instigar o leitor. A puberdade dos personagens é chocante e vão aparecendo coisas mais impressionantes a medida que vamos lendo. Então me remeto a outra coisa que me incomodou (o mesmo que no conto “Lembrem-se dos Esquecidos”), a pesquisa apareceu muito, mas não prejudicou tanto a leitura como no outro conto.
    Ainda assim, gostei da estória e ela se mesclou bem a ambientação, que estava muito rica. Eu gostei da escrita também, pena que as passagens de tempo não foram todas tão bonitas quanto “baixando os olhos para encarar os sapatos que começavam a apertar”. no fim do conto.
    Gostei do resultado.
    Um abraço.

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      16 de outubro de 2016

      Querido Devanir,
      Obrigada por ler e comentar meu texto.
      Escrevi dos contos para o desafio e optei por este, muito diferente de meu estilo habitual. Fiz para ver o que vocês diriam e o tiro meio que saiu pela culatra, mas aprendizado é a palavra de ordem.
      Beijos e nos vemos no próximo desafio.
      Paula Giannini

  25. Wender Lemes
    2 de outubro de 2016

    Olá! Este é um dos contos que mais me cativaram no desafio até agora. Há beleza na dubiedade que é criada aqui. Vemos a diferença cultural pelos olhos de quem escreveu, mas a proximidade humana nos faz imergir na realidade do conto como se fosse nossa. Por exemplo, há a mulher que se recusa a fazer suas necessidades no chão, um avô que transforma a violação de sepulturas em algo mágico, um neto que se recusa a desmentir a visão sonhadora do avô. O ambiente pode ser diferente, mas os sentimentos (orgulho, afeto, esperança) dispensam fronteiras. A sensibilidade ao tratar isso é que me vez gostar do conto. Parabéns e boa sorte.

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      16 de outubro de 2016

      Querido Wender,
      Obrigada por ler e comentar meu texto com tanto carinho. Fico feliz que o conto tenha lhe agradado e que as questões que tentei passar tenham sido tão claras para você.
      Beijos e nos vemos no próximo desafio.
      Paula Giannini

  26. Fheluany Nogueira
    30 de setembro de 2016

    Gostei muito: cultura muito diferente, uma ocupação do cemitério também diferenciada, chocante a festança com os mimos levados para os mortos, linguagem comovente, poética, e um bom relacionamento entre avô e menino (Também fiz as mesmas contas como jggouvea). O ambiente está com ótima fotografia.

    Algo me escapou, não entendi o título e sua relação com a atividade de coveiro. Pesquisei, mas nada consegui . Leitura fluente, talvez cansativa em uma das partes (Pode ser eu que não esteja bem) . Faltou ainda um conflito maior .

    Tropeço gramatical: (“aqueles que haviam CHEGO mais recentemente”) – O único particípio de “chegar” é “chegado” e mesmo que houvesse o duplo particípio, é a forma regular que deve ser usada com com o auxiliar “haver”.

    Parabéns. Abraços.

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      16 de outubro de 2016

      Olá Fleluany,
      Obrigada por ler e comentar meu texto com tanto carinho.
      Sobre a profissão do avô, ele era coveiro, mas “vendia” a ideia de espeleólogo (alguém que trabalha com cavernas, no fim das contas buracos, como os do cemitério) para que o pequeno sonhasse e tivesse esperança em um futuro melhor.
      Beijos e nos vemos no próximo desafio.
      Paula Giannini

  27. Marcelo Nunes
    30 de setembro de 2016

    Olá Menino.
    O conto tem uma escrita boa e a leitura na minha opinião um pouco travada. Fiquei em vários momentos disperso com o desenvolvimento do texto.

    Não me causou impacto, aos poucos parece que o texto perde força. Os detalhes de outra cultura ficaram muito bons no conto. No geral eu gostei.

    Parabéns pelo conto.

    Boa sorte no desafio.
    Abraço

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      16 de outubro de 2016

      Querido Marcelo,
      Obrigada por ler e comentar meu texto. Fico feliz que o conto tenha, de certa forma, lhe agradado.
      Beijos e nos vemos no próximo desafio.
      Paula Giannini

  28. Brian Oliveira Lancaster
    29 de setembro de 2016

    VERME (Versão, Método)
    VER: Texto bastante tocante e melancólico. As divisões temporais não incomodaram e se adequaram de forma excelente ao contexto. Outra história mais cotidiana, mas com fortes sensações exprimidas em pequenos detalhes de uma cultura completamente diferente da nossa.
    ME: A estrutura troca de relato para tempo presente algumas vezes, mas o “continuo” não é quebrado e proporciona uma leitura agradável, “sofrida”. A atmosfera e o clima em geral foi o que mais chamou a atenção, além da mensagem nas entrelinhas que percorre todo o texto. Bonito, poético.

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      16 de outubro de 2016

      Querido Brian,
      Obrigada por ler e comentar meu texto com tanto cuidado. Fico feliz que o conto tenha lhe agradado.
      Beijos e nos vemos no próximo desafio.
      Paula Giannini

  29. Anorkinda Neide
    29 de setembro de 2016

    Então…
    Onde foi q eu me perdi q o espeleólogo virou coveiro?
    Quis crer q a última parte do conto com as crianças brincando de forca não se passava mais no Camboja.. viajei? rsrs
    Mas, assim… o texto é lindo, gostoso de ler, traz outra cultura, terrível em sua miséria, mas mostrada aqui de forma tão poética, tão humana, tão sensível… (só posso pensar num nome pra autoria deste… ^^ )
    Eu gostei, gostei mesmo, nao fosse essa confusaozinha q me atingiu ae no final… mas acho q é leseira minha, já que nenhum outro comentario abordou issto, lerei pela terceira vez e tentarei entender… hehe
    Parabéns pela sua verve, meu caro.. e… será q vc não empresta ela pra mim, só um pouquinho?
    Abraços

    • Iolandinha Pinheiro
      4 de outubro de 2016

      Olá, menino. Pelo que entendi, ele se autodenominava espeleólogo porque em sua atividade de coveiro clandestino, ele também trabalhava com cavidades, mas não naturais como cavernas, mas as fabricadas pelos homens (covas) e de lá retirava tesouros como os encontrados pelos espeleólogos de verdade. Afinal eram todos sem tetos, moradores em uma cemitério pouco frequentado, o que permitia um relativo sossego, só quebrado por datas como o Dia dos Finados. Achei que o autor foi inteligente e conseguiu fazer uma trama original, com o personagem cativante do neto sonhador. Parabéns pelo conto, e sucesso no certame.

      • Anorkinda Neide
        4 de outubro de 2016

        pois é.. eu entendi isso depois de ler mais alguns comentarios, obrigada o conto ficou mais meigo ainda.

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      16 de outubro de 2016

      Querida Anorkinda,
      Obrigada por ler e comentar meu texto. Fico feliz que minha verve tenha lhe agradado um pouco dessa vez. Sobre o avô, creio que não será mais necessária a explicação.
      Nos vemos em breve, no próximo certame! 😉
      Ah! E parabéns pela bela “Miudinha”.
      Paula Giannini

  30. Fabio Baptista
    29 de setembro de 2016

    É um conto que se preocupa mais em retratar o cenário do que contar uma história propriamente dita. Tem um outro nessa mesma pegada aqui no desafio, não me recordo o título agora.

    Enfim… não falo isso como aspecto negativo, as descrições estão muito bem feitas e todo esse (triste) ambiente descrito cria vida na imaginação do leitor. Esse é o maior mérito aqui. Porém, a falta de uma linha condutora mais forte (há a relação com o avô, mas não é o suficiente) acabou dispersando a minha atenção e, no final, a frase de impacto não surtiu tanto o efeito.

    Em resumo, bem escrito, mas faltou um pouco de enredo.

    Abraço!

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      16 de outubro de 2016

      Querido Fábio,
      Obrigada por ler e comentar meu texto.
      Me arrisquei aqui com algo meio fora de meu estilo, mas enfim, valeu a experiência.
      Beijos e nos vemos no próximo desafio.
      Paula Giannini

  31. Simoni Dário
    29 de setembro de 2016

    Olá Menino do Camboja

    O conto começa brilhando, contando uma novidade. Cenas do cotidiano de um povo distante, com rituais diferentes dos nossos no dia dos mortos, e o relato da miséria e o sofrimento dos sem teto que se abrigam em túmulos.

    O início é empolgante, mas confesso que aos poucos foi perdendo a força e perdi o interesse em algumas partes. Não sei se o autor colocou muita emoção no início e foi ficando sem um fio firme para conduzir o restante, mas foi a sensação que tive.

    A narrativa é competente, traz uma ideia de enredo muito boa. A história do avô aos 35 é intrigante, e o lance da comida que fica para alimentar os vivos depois do primeiro dia da homenagem, é chocante. O relato é meio jornalístico na minha opinião, o que em nenhum momento tira o talento do autor com a escrita.

    No geral, um texto bonito.

    Bom desafio.
    Abraço

  32. Ricardo Gnecco Falco
    29 de setembro de 2016

    Olá, autor(a)!
    Vou utilizar o método “3 EUS” para tecer os comentários referentes ao seu texto.
    – São eles:

    EU LEITOR (o mais importante!) –> Fui lendo e, sem perceber, cheguei ao final. Isso, sem dúvida, denota uma leitura fluída, sem entraves. Não me apeguei tanto às personagens como, também creio eu, o/a autor/a parecia esperar de mim. Tanto é que, ao final, não sento carga dramática ou algo que me fizesse pensar: “Nossa!”. E isso, infelizmente, não pode acontecer em uma narrativa curta. O conto deve marcar, deve ser impactante de alguma forma. Por isso, pela falta desa empatia, de 1 a 10 daria nota 7 ao conto. Não por estar mal escrito, longe disso, mas pelo sentimento acima descrito. Boa sorte no Desafio, autor/a!

    EU ESCRITOR (o mais chato!) –> “Para alguns, aqueles que haviam chego mais recentemente,…” Esse “chego” acho que foi a única coisa que realmente me incomodou durante a leitura. De resto, não encontrei nada que travasse a leitura.

    EU EDITOR (o lado negro da Força) –> Faltou alguma coisa… Acho que emoção. Principalmente devido ao tom que o/a autor/a (tentou) imprimiu ao texto.

    Boa sorte,
    Paz e Bem!

    • Ricardo Gnecco Falco
      29 de setembro de 2016

      * não senti.

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      17 de outubro de 2016

      Olá Ricardo,
      Obrigada por ler e comentar meu texto com tanta minúcia. Prabéns por seu método e dedicação.
      Neste desafio me arrisquei em um estilo diferente… Em todo caso, valeu muito pelo aprendizado.
      Beijos e nos vemos no próximo desafio. 😉
      Paula Giannini

  33. jggouvea
    26 de setembro de 2016

    É uma história tocante e bem escrita (apesar de eu não ser do tipo que costuma apreciar histórias ambientadas no exterior, abro uma excepção para o Camboja).

    A primeira coisa que realmente me incomodou foram as idades. Para o menino ter MAIS de 10 anos e seu avô ter QUASE 35 é preciso uma conta meio esquisita. Isso quer dizer que o avô se tornou avô aos 24 anos. Para que isso possa ter acontecido seria preciso que ele tivesse sido pai aos 12, mais ou menos (mais para mais) a fim de que a sua filha pudesse ter chegado a uma precoce puberdade aos 12 e tivesse o moleque.

    Não é algo comum, e por ser incomum mereceria uma menção mais prolongada.

    A puberdade de uma menina aos 12 é quase corriqueira hoje em dia, mas um moleque de 12 anos já conseguir ser pai é uma coisa extraordinária. Sim, há alguns casos que eu pesquisei, como os de Sean Stewart (11) e Alfie Patten (13), mas ainda são uma exceção enorme. Então eu esperava que isso fosse mais do que meramente mencionado.

    Uma coisa de que senti muita falta também é o argumento. Este é um conto onde se diz tanto e tanto acontece mas, no fundo, nada acontece. Qual é a sinopse desta história? Se você o fosse resumir, como o faria? Qual é conflito? Qual o desafio que coloca os personagens contra a parede? O festival? Não da maneira como foi apresentado.

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      17 de outubro de 2016

      Olá JG,
      Obrigada por ler e comentar meu texto com tanta dedicação.
      Pois é… Sou péssima em matemática. rsrsr
      Brincadeira… Pesquisei e existem acaso sim, inclusive no Camboja. Ainda assim aumentarei a idade do avô para uns 40. Assim, mantenho o efeito que quero dar, sem causar falta de credibilidade.
      Neste desafio me arrisquei em um estilo diferente… Em todo caso, valeu muito pelo aprendizado.
      Beijos e nos vemos no próximo desafio. 😉
      Paula Giannini

  34. Gilson Raimundo
    26 de setembro de 2016

    Título bem representativo, um conto fora do normal, muito atrativo, comovente e bem escrito, o enredo peculiar retrata uma situação de convivência com a morte que parece ser diária em países do sudeste asiático, na Índia também é meio assim este caos. Parabéns autor.

    • Menino do Camboja
      26 de setembro de 2016

      Oi, Gilson,
      Boa noite.
      Agradeço por sua leitura e comentários.
      Fico feliz que tenha gostado.
      Realmente, essa situação existe em todo o mundo. O maior cemiterio ocupado por vivos que encontrei na pesquisa foi no Cairo.
      Triste realidade.

    • Menino do Camboja
      26 de setembro de 2016

      Oi, Gilson,
      Que bom que gostou.
      Fico feliz.
      É muito triste mesmo. Na pesquisa descobri que esta realidade é bem mais comum do que imaginava. O maior cemitério ocupado por vivos está no cairo, imagine.

  35. Fil Felix
    25 de setembro de 2016

    O Haiti é aqui…

    Não sei porque, mas seu conto me lembrou esta música do Caetano e Gil. Gostei que toda a ação ocorre no cemitério, utilizando dele para criar o conto e não como adorno pra entrar no desafio.

    GERAL

    A ideia da festividade dos mortos e de como as pessoas que moram lá são tratados de maneira exemplar. Tudo ao seu tempo, explicado mas não didático, deixa ao leitor o papel de interagir com o texto e ir além, como pesquisar o sentido do título. Um outro trunfo é nos apresentar o diferente. Por mais que seja cemitério, seja a pobreza e outros temas comuns, você trouxe outra cultura. Um novo modo de pensar a moradia, o outro lado de festivais, o convívio e relação entre vivos x mortos x pobres. A questão da ocupação de espaços por sem tetos, em alta atualmente. Tudo isso agrega e dá valor ao conto, além do que está escrito.

    Gostei desta frase: “Dia de louvar, ofertando comida e pequenos regalos às almas dos falecidos em todo o país. Dia de pavor para as famílias que viviam ali, ao lado dos cadáveres. Também elas esquecidas. Mas teimando em tocar a vida em frente, como se uma espécie de mortos já não fossem.”. Essa frase, além de comentar sobre o status dessa galera, de como são “invisíveis” pela sociedade, também demonstra sua resiliência.

    ERRORr

    Não encontrei nenhum erro grosseiro, está muito bem escrito! Só percebi uma frase em itálico que fica normal muito bruscamente, acho que houve algum erro ou não peguei a ideia.

    • Menino do Camboja
      26 de setembro de 2016

      Olá, Fil,
      Fico feliz que tenha gostado do conto.
      Sobre os caracteres em itálico, foi um deslize do meu tablet. Ele tem vontade própria! Só depois que você comentou que vi. Era para ser só no “Pchum Ben”.

  36. Priscila Pereira
    25 de setembro de 2016

    Oi Menino do Camboja, eu gostei muito dos eu conto, muito bem escrito, vai desvendando a história aos poucos, o que é muito legal, é sensível e mesmo falando de uma grande miséria tem doçura e poesia. Parabéns!! Boa sorte!!

    • Menino do Camboja
      26 de setembro de 2016

      Oi, Priscila,
      Fico feliz que tenha gostado.
      Agradeço pela delicadeza do comentário.

  37. Menino do Camboja
    24 de setembro de 2016

    Oi, Evelyn,
    Agradeço por seu carinho e comentários generosos.

  38. Ricardo de Lohem
    24 de setembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao seu conto! Não podia imaginar que o tema “Cemitério” fosse inspirar tantas pessoas a escreverem sobre pobreza. Curiosa essa associação de ideias, que não me passou pela cabeça. A história foi bem escrita, mostrando domínio da língua, é poética, que fala de uma cultura pouco conhecida por aqui. Por outro lado, a narrativa é bastante confusa, mas se for intencional, tudo bem. Eu diria que ficou bom, um conto com originalidade e e uma beleza angustiada. Parabéns! Desejo para você muito Boa Sorte!

    • Menino do Camboja
      24 de setembro de 2016

      Querido Ricardo,
      Bom dia.
      Também me surpreendi, quando fui fazer a pesquisa e encontrei esses cemitérios or todo o mundo com pessoas morando neles. No Cairo há um que se chama cemitério dos vivos. Pensei em retratar essa realidade aqui.
      Agradeço por comentar.

  39. Olisomar Pires
    24 de setembro de 2016

    Olá, uma bela estória dentro do conto, depois de decifrada.

    O início foi difícil, li e reli, alguma coisa não combinava, me confundiu. Passei pra frente e à medida que o texto ia se desenvolvendo os primeiros parágrafos se encaixaram.

    Acho que com uma limpeza nas frases ou uma reorganização das mesmas, teria sido mais proveitoso.

    Não notei erros ortográficos gritantes.

    Boa sorte .

    • Menino do Camboja
      24 de setembro de 2016

      Oi, Olisomar,
      Bom dia.
      Agradeço por comentar.

      Escrevi dois contos para o desafio e acabei opatando por este. O outro era mais simples, com outro tema e estilo. Então… Resolvi trilhar o caminho mais difícil, para ver o que vocês achariam.

      No caso de “O Espeleólogo”, quis mesmo que o conto fosse sendo decifrado aos poucos, para que o leitor fosse descobrindo comigo, aquilo que, ao descobrir em pesquisas, me chocou.

  40. Taty
    23 de setembro de 2016

    Um bom texto, muito bem escrito com direito a personagens muito agradáveis.

    Um divertimento ler esse conto.

    • Menino do Camboja
      24 de setembro de 2016

      Que bom que gostou, Taty.
      Agradeço por comentar.

  41. Evelyn
    23 de setembro de 2016

    Oi, Menino do Camboja.
    Gostei muito do seu conto. Simples, fluido. A leitura vai acontecendo. E a escrita é excelente. Ele mostra algo diferente, de uma cultura bem longe daqui. Isso me encantou.
    Parabéns.
    Abraço!

    • Menino do Camboja
      26 de setembro de 2016

      Oi, Evelyn,
      Agradeço por seu carinho e comentários generosos.

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Publicado às 23 de setembro de 2016 por em Retrô Cemitérios e marcado .