EntreContos

Literatura que desafia.

N.D.A. (Daniel Reis e Danilo Pereira)

NDA_AURELIO_HOUAISS

“Ela tem os lábios da Naima, o queixo da Darah e os olhos da Aysha”.

Foi o que eu pensei, mesmo sabendo que Naima havia desaparecido; Darah estava bem longe dali; e Aysha, já há muito tempo morta.

E tudo por minha culpa.

Ao ver aquela mulher no trem, tive a impressão de que já havíamos nos encontrado em outro lugar. Há muito, muito tempo.


O vapor expelido por entre a trama do cachecol era suficiente para aquecer uma parte do rosto coberta de lã e de barba, onde se misturavam os cheiros de cigarro e perfume barato. Em pé, parado na estação, à espera do próximo trem do subúrbio, eu matava o tempo respirando. Já conseguia ler e entender um pouco, mas talvez nunca falasse o francês fluentemente; por isso, distraía-me do frio desconfortável com meu jogo mudo de observação, onde as peças eram rostos na multidão de estrangeiros que povoavam a plataforma de embarque. Indianos, haitianos, senegalenses, cidadãos da Costa do Marfim, de Togo, Benin e de Bangladesh; e, principalmente, marroquinos, tunisianos e argelinos. Havia também alguns franceses, quase sempre bem mais velhos. Mesmo em grupos, não conversavam conosco. Sequer olhavam nos olhos da gente, aparentemente numa tentativa de preservar a identidade e individualidade, ou simplesmente para manter aquele estado de sonolência que vem antes da obrigação de acordar em seus empregos medíocres e cada vez mais raros. Desde que cheguei, aquele jogo mental dos meus tempos de criança se intensificou patologicamente. Consistia em imaginar biografias e histórias absurdas sobre as pessoas: de onde vieram, qual a história de cada uma delas, e o que estariam buscando, esses meus irmãos desconhecidos. Divertimento bobo, que só quem ainda não tem olhos cansados pode praticar, antes de acostumar-se à realidade das decepções e à rotina dos que ainda sonham com alguma felicidade provisória. Ou, pelo menos de imediato, em garantir um bom lugar sentado depois do embarque.


O trem aproximou-se da estação trazendo outra lufada de ar frio e, ao abrir as portas, mostrou suas entranhas já praticamente lotadas; isso não era incomum, considerando o horário. Para mim, um cenário ideal. Empurramo-nos uns aos outros, manada caótica, ao embarcar em sentido contrário aos que foram conduzidos, num tempo nem tão distante, até os campos de concentração da Alemanha, Polônia e Tchecoslováquia. Era estranho que somente alguém como eu, depois de decifrar palavras estrangeiras gravadas em uma placa de mármore na parede de uma escola próxima, desse a isso alguma importância. Para os outros, aparentemente essa história já estava tão morta quanto todos eles.


Em pé, equilibrando o peso da mochila nas costas, eu procurava garantir meu espaço, entre os que se acotovelavam no nível superior do vagão. Minha mente desviou-se das possibilidades iminentes de fracasso, e eu acabei distraído por um rosto estranhamente familiar. Era uma mulher bem mais jovem, sentada num dos bancos do nível abaixo de onde eu estava. Em meio ao caos, parecia protegida do mundo por seus pensamentos e fones de ouvido. Impossível não sentir um frio na espinha ao ver como ela refletia em caleidoscópio, simultaneamente e em partes simétricas, a imagem de três mulheres diferentes do meu passado.


Naima foi a primeira, ainda nos tempos de escola. Naqueles dias, eu havia pedido ao seu pai para namorar a irmã mais nova dela. E cada vez que eu a via, ficava mais claro e desconfortável para mim que a escolha deveria ter sido outra. Ela fazia questão de elogiar nosso relacionamento como aberto e maduro, tão diferente do tradicional, e o quanto desejava encontrar alguém assim. Seus lábios generosos, de onde brotavam escandalosas risadas agudas, também me davam muito prazer. Passamos a nos encontrar a sós, de maneira nada aberta ou madura, traçando planos e correndo riscos. Mas isso, como quase tudo, não durou muito: abandonei ambas por obrigação. Apaguei o nome da outra, mas o sorriso de Naima permaneceu na minha memória. Agora, seus lábios surgiam ali, desenhados com suavidade e precisão, no rosto de outra mulher.


Já o queixo daquela desconhecida parecia ter sido reproduzido de um molde do rosto de Darah. Feição de traços suaves, emoldurada por cabelos bem longos, que escorriam entre os meus dedos enquanto eu os afagava; e, neles, eu podia agarrar com força, quando necessário. Acabamos nos distanciando, mas voltamos a nos ver depois de seu casamento, com o cidadão mais rico da cidade. Nossos encontros secretos aconteciam fora dali, e perdi as contas das vezes que navegamos, só nós dois. Aos poucos, pequenas ondas transformaram-se em uma ressaca gigantesca, até que ela cansou de me jogar de um lado para o outro e amainou; fui abandonado, como o mar entrega um náufrago inerte à praia, saturado de enjôo e água salgada. Depois, sumiu no horizonte.


Finalmente, seu olhos, cinzas dormentes, eram os mesmo de Aysha. Aquela que conheci quando me perguntou se eu fumava haxixe, falando muito e muito rápido; depois, sentou-se ao meu lado, no tempo em que ainda se acendiam cigarros em ambientes fechados e desejos em conversas nas mesas. Seu olhar era insano e seu ponto de vista, o de quem observava a vida com cinismo e abandono. O ponto é que Aysha acabou intoxicada por mim; era tal dependência que, quando eu estava por perto, não continha a euforia e exagerava na dose; e quando eu estava fora, algo que acontecia com cada vez mais intensidade e frequência, tornava-se absurdamente melancólica. Mas onde se percebe fumaça, há sempre um incêndio latente; e a chama já crepitava em seus olhos vulcânicos. Só me dei conta disso quando ela, sem qualquer abalo sísmico, resolveu deixar o gás da cozinha aberto e as janelas trancadas.


Do lado de fora do trem, a água da chuva açoitava as janelas com força e escorria pelos vidros sujos e embaçados. Do lado de dentro, eu tinha a certeza de que, a cada momento, havia feito o melhor e o possível para cada uma daquelas mulheres.


Naima foi o risco.

Darah, a tempestade.

Aysha, o incêndio.

Nenhuma das histórias que eu criei me impediu de seguir adiante. Mas a correnteza do acaso acabou por me arrastar, depois de tanto tempo à deriva, até aquela desconhecida tão familiar.

Que tinha um pouco de cada uma delas. Mas poderia ser todas.

Ou nenhuma das anteriores.


Antes que o trem chegasse à Gare du Nord, ela percebeu que eu já a observava de longe há muito tempo. Após guardar os fones de ouvido na bolsa, levantou-se, com toda a pressa de quem vai perder o ponto de descida. Mas, ao invés de passar direto por, parou ao meu lado e segurou a mochila:

“Eu sei o que você vai fazer. Mas você não faz ideia de quem eu sou ou como eu sei, não é?”

Sua voz, no meu idioma, era perfeita e sem sotaque.

Sem imaginar o que poderia vir a acontecer dali em diante, só fui capaz de murmurar:

“Não. Ainda bem que não”.

Ainda bem.


 

“Ainda bem”

Após essa afirmação, aquela mulher que era uma, entretanto para mim é muitas, com toda a elegância que uma mulher experiente e vivida em Paris sabe ser, desceu elegantemente da estação Gare du Nord. E ao descer fixou aquele olhar que uma gata tem quando você vai aplicar algum medicamento. “Olhar de gata desconfiada”. Confesso: “me intimidei” Senti pequeno diante daquele fato, e fui obrigado por forças maiores a abandonar o meu jogo de observação. Abaixei o meu semblante, meu desejo era cobrir minha face diante do cachecol. Covarde, fugi daquele olhar. Ao toque agudo do trem, as portas se fecham.  Sentei num banco de frente para as portas, o trem começa e pegar velocidade, e ao sair meus olhos procura por uma última imagem daquela mulher, e entre as janelas que vão e aquelas que vem a imagem vai se desfazendo. Porém em meus pensamentos uma biografia vai se construindo. Contudo uma pergunta se formula de tal forma na minha mente que eu não consigo pensar em mais nada durante o dia. “Quem será essa mulher”?

O dia passa tão rápido, mais rápido do que aquele singular encontro. E ao fazer o percurso de volta à noite, procuro em vão aquela mulher. Todos os rostos são iguais para mim… não contam mais nenhuma história a não ser aqueles que todos observamos.

Chego em casa. Abro uma única garrava de vinho Veuve d’Argent, que convenhamos não é lá muita coisa. Prossigo os últimos minutos de uma noite amarga. Não consigo tirar aquela imagem da minha cabeça. Estou atordoado. A madrugada silenciosa rasga os meus sonhos, o meu descansar e a minha vida. Porém meus olhos querem se fechar, entretanto meus pensamentos são mais fortes do que a carne. Os minutos que antes tinham apenas segundos, agora ganham eternidades… são minutos eternos, o relógio parece que não se move. Me levanto eu vou até ele e olho fixo para os ponteiros, parece que está tudo ok. (Com o relógio) comigo, a insônia ainda reina. Estou com dores na minha cabeça. Fortes dores. Agora o meu estomago é que dói. “Droga!! Essa noite não vai passar? ” Vou a geladeira e tomo um copo de leite, porém ao entrar em meu estômago aquele liquido grosso se uni aquele vinho barato, e uma ânsia enorme chega as minhas narinas… corro até o banheiro com a esperança de colocar para fora o que me incomodava. Fui em vão. Porém não feliz coloco o cabo da escova na boca e forço o vômito que chega com um cheiro azedo e insuportável. Tenho nojo de mim. Tenho nojo da minha covardia. Tem nojo da vida. Choro. E o gosto das lágrimas é azeda.

O dia amanheceu. Meu corpo todo dolorido tenta em vão se perfilhar. Meus gestos são lentos. Meus pensamentos mais lentos ainda. Não lembro onde coloquei minha calça. Achei jogada atrás da cama. Toda amassada me visto assim mesmo. Meu plano é o seguinte. Traçar novamente todo o percurso do dia anterior. Meu desejo era encarar com meus olhos cansados aquela mulher cruel, que infernizou a minha noite de sono. Preciso passar tudo a limpo. Colocar um ponto final, mesmo porque não conseguiria passar uma noite terrível como a anterior.

Em pé parado na estação, o mesmo cheiro de cigarro e perfume barato impregna o ar. No subúrbio é assim mesmo. Tudo igual, não há mudanças. (Nunca). O trem se aproxima trazendo o mesmo ar frio. Tudo se repete. As mesmas pessoas de sempre. Cidadãos da Costa do Marfim, de Togo, Benin e de Bangladesh, marroquinos e principalmente os velhos franceses. Entrei novamente aos empurrões, apertado procuro um único rosto. Ao entrar totalmente no trem. Procurei a primeira barra de apoio que vi na minha frente. Depois de protegido, começo a minha pesquisa detalhada. Não acho o rosto desejado na multidão. Minha impaciência controla o meu corpo, e me faz atravessar o vagão de ponta a ´ponta na minha procura. Na minha loucura. Na minha obsessão! Tudo em vão. O trem chega na estação Strasboung Saint Denis, meu local final. Desço com uma desolação nos meus olhos. E em um ato de desespero fico de frente com o vagão na esperança de encontrar aquele rosto. Porém quando o trem parte, em sua velocidade, todos aqueles rostos se tornam um borrão. Meus olhos não são uma máquina fotográfica para captar o milésimo de segundo de uma imagem. Meus olhos são apenas a tristeza de uma obsessão.

E como tudo se repete nos subúrbios, assim foi exatamente três dias seguidos.  Três dias sem descanso. Três dias em desespero, em vômitos, febre ardente todas as noites. Um desespero. Me convenci de que estava morrendo. E causa? Sabe lá Deus que desgraça me tomava. Porém uma coisa que ajudava a semear mais desespero; o rosto daquela mulher. A sua identidade, sua vida que eu no meu jogo de passatempo de inventar biografias, me achava cego. Nunca consegui imaginar uma vida paralela aquela mulher. Nunca nem mesmo tive força de imaginar alguma fagulha de vivencia daquele mostro que assolava os meus dias. Aquela mulher alimentava o meu desespero.

Entretanto, no quinto dia ao me levantar olhei para janela, e tive um arrepio. Tipo a sensação de um bom presságio. E uma voz no meu interior se deslocou do meu ser, e preencheu todos os meus instintos com uma esperança. – “Hoje eu encontro aquela mulher”. Saio de casa, porém há algo no ar. Sinto o meu ser mais leve.  Tento sorrir, lembrar de algo que me faz feliz, olho os pássaros naquele dia típico de inverno francês. Tudo em vão. Não consigo mentir para mim mesmo. Não estou feliz ao ponto de andar sorrindo feito um idiota na rua. Prossigo para a estação.  E, esperando o trem começo a imaginar a vida de um negro ao meu lado. Senegalês, saiu foragido do país, mora com um primo que fez o mesmo trajeto. E pelos subúrbios, tenta a sobrevivência. Sonha um mundo melhor, uma vida melhor. – “Mas não há o melhor nessa vida! ” Esperando o trem, já imagino várias histórias com vários rostos. Rostos sofridos. Uma mulher, velha retoca a seu batom, e olhando no espelho, me fez perceber que a dias eu não sei como está meu rosto. Que biografia ele estará passando para as pessoas. Não consigo nem mesmo me lembrar da minha fisionomia. E com isso percebo que ainda estou mal. Porém de longe percebo um velho sentado, um desses artistas de ruas que ganham mixarias com a sua arte. Minha atenção fixa naquele velho, quando percebo, já estou na frente dele observando aqueles desenhos. Ele desenha com tamanha perfeição, apenas usando um lápis, ele faz rostos usando apenas a técnica do sombreado. Perfeito. Entretanto fico sem ar. Meu corpo treme, e minha língua seca, tento em vão procurar algum sentimento que não seja o espanto. Tento me conter, porém chego a passar mal. Vejo um retrato perfeito de um rosto de mulher.  Porém não estou falando de uma qualquer. Estou falando de um rosto que tinha tudo perfeito e cada lugar. Olhos, nariz, boca… tudo em perfeição metricamente. Era o rosto da mulher que eu procurava. Pergunto ao velho quem é aquela mulher, recebo apenas o sinal com o dedo afirmando 1.

– O quê?

Um jovem chega atrás de mim e diz:  “- custa apenas €2,00.

– Não quero saber o valor, estou perguntando de onde ele tirou essa imagem, quem é essa mulher?

O jovem, muito educado levantou as sobrancelhas assustado e com muita timidez me afirmou algo sombrio aos meus olhos. – “Meu senhor, esse velho homem é meu tio, ele é cego e surdo. As imagens vêm na mente dele, e ele as passa para o papel, impossível identificar de quem seria esse rosto”. (Agora os meus olhos é que ganham alturas inimagináveis. Estou perplexo). Coloco a mão no bolso e encontro apenas uma nota de 5 euros. Compro aquele desenho e deixo o troco para aquele velho. O jovem que o acompanha me diz novamente muito tímido um muito obrigado, e sorri de lado. (Sorri como o diabo sorriu para o Fausto na hora do acordo) Dobro aquela folha com cautela e guardo na minha mochila. O trem chega. E aos empurrões de sempre sou jogado naquele transporte sujo que mais lembrava uma cela. Respiro fundo. A vida segue. E o hoje vai ser diferente. Não consigo tocar no desenho durante todo o dia. Olho a mochila, porém não tenho força de tirar aquele documento.

Em casa, percebo que a algo errado com a energia elétrica. Tudo apagado. Meus vizinhos que raramente me viam, afirmam que houve uma pane no sistema elétrico do bairro. Com o celular como lanterna encontro velas jogadas em cima do armário. Agora só me falta os fósforos. Lembro que meu vizinho de lado fuma, corro até o quarto 204 e peço gentilmente o fósforo emprestado. –“Só tenho isqueiro”. Um homem ruivo com o rosto coberto de barba horrível me oferece um isqueiro vermelho daqueles descartáveis que para qualquer fumante normal, não duraria 2 dias.  Acendo 4 velas, e as distribuo sobre o ap.  Agora percebo a mochila jogada em cima da cama. Meus movimentos são lentos, porém intuitivos. Abro com cuidado, e tiro com mais cuidado ainda aquela folha fina de papel. Abro. Minha visão ainda é péssima com aquelas condições de luz de vela. Então aproximo o desenho mais perto da luz de vela, e, essa arde em uma minúscula chama. Solto aquele desenho com uma repulsa tão grande, que me jogo para trás em um movimento assustador. É o rosto da mulher do trem.  Retiro o desenho do chão, e com a ponta do dedo vou refazendo o contorno daquele semblante peculiar. Noto a textura nos lábios daquele rosto, e me pego a imaginar quantas vezes acariciei os lábios de Naima…  Desço até o queixo, e na minha mente se faz a presença de Darah. Agora risco com a ponta do meu dedo indicador os olhos… são os olhos grandes e singulares de Aysha. Meu corpo fica leve, e percebo que estou excitado. Fecho os olhos tentando unir as três em mesmo momento, minhas lembranças me deixam confuso, e junto com a excitação me deixa cada vez mais leve, mas de repente ´sinto um calor em minhas mãos… “-Droga! ”… Encostei o papel na chama da vela, e percebo que o rosto se desfez sobre o fogo. Todavia, não me sinto frustrado. Parece que ao queimar o papel, algo dentro de mim também desaparece. Seria a loucura? A tormenta de noites mal dormidas… não sei! Só sei que caio leve na cama e acordo com despertar do relógio de manhã. Saio de casa refazendo o mesmo caminho semanal. Ao chegar na estação, procuro aquele artista. Porém não o encontro. “Deve estar em outra estação hoje”. Entretanto sinto um frio na minha espinha, e ao olhar para trás vejo uma jovem com um véu sobre a cabeça. Encaro-a, porém só consigo ver os olhos. E esses olhos percebe a minha fixação, e me encarando, aquela mulher começa a andar em minha direção. Meu corpo vira uma estátua de mármore. Não consigo mexer nem meus lábios. Acompanho-a em cada passo. E ao chegar de frente de mim, aquela mulher retira o véu que cobria o seu rosto. – “Meu Deus! ”  Falta-me palavras para descrever aquela cena. Aquela mulher que outrora tinha os lábios de Naima, o queixo de Darah e os olhos de Aysha estava na minha frente com o seu rosto desfigurado por alguma queimadura, me olhou dentro dos olhos e me disse:

-“Eu sei o que você fez. E você não faz ideia de como eu sei. ”

Aquela mulher cobriu novamente o rosto e atravessou entre a multidão até entrar no vagão que acabara de chegar. Meu corpo petrificado como se tivesse encontrado a medusa da mitologia continuou imóvel, e só depois que o trem fechou as portas e partiu, todo aquele peso recaiu de uma só vez nas minhas pernas. Não aguentei. Cai de joelhos sobre o chão daquela estação, e naquele mesmo chão encontrei um panfleto de uma peça de teatro com a seguinte frase:

“- Oh! Bom e honrado solo de Paris! Maldita essa escada que cansaria até os anjos! (Victor Hugo)

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35 comentários em “N.D.A. (Daniel Reis e Danilo Pereira)

  1. Gustavo Castro Araujo
    19 de agosto de 2016

    Em 2013 escrevi um conto chamado “Reconstruindo Sarah Parker”, sobre um rapaz que se acostuma a ver a mesma moça no metrô de Londres, uma moça que é a cópia fiel da personagem de um livro que ele está lendo. O conto se desenrola com o garoto procurando conhecer a menina, num sentido de urgência, porque sabe que no final do livro ela morre. Algo bem parecido acontece aqui, especialmente na primeira parte. Temos lá um rapaz que, no metrô de Paris, se vê enfeitiçado por uma menina que lembra outras três mulheres que foram importantes em sua vida. Num encontro furtivo, ela solta uma frase que o deixa desnorteado. Cara, nem preciso dizer o quanto gostei da premissa, não só porque me lembrou do meu próprio conto, mas porque está maravilhosamente escrito. A sensação de solidão, de estar isolado em meio a tantas pessoas diferentes – imigrantes e velhos –, algo que as estações de metrô das metrópoles europeias oferecem em profusão, foi criada de modo dolorosamente fiel. Não sei se o autor já passou por algo assim, mas eu apostaria todas as minhas fichas que sim. E posso dizer com segurança porque eu mesmo já tive essa experiência, de me ver fechado em mim mesmo, inventando histórias para rostos desconhecidos em um país estranho. E tudo isso permeado por aquela atmosfera que só o underground, ou melhor, o metro, oferece. Rapaz, se havia um conto que eu gostaria MUITO de ter continuado, seria esse. O final dessa parte, o NDA remetendo às iniciais das ex-namoradas ficou simplesmente perfeito. Parabéns de verdade!
    A segunda parte também foi escrita com competência, mas não posso deixar de dizer que perdeu-se nela um pouco do encanto provocado pela solidão do personagem e seu apego com o trio NDA. Nessa segunda metade sobressai-se um lado mais obsessivo do protagonista, em detrimento da melancolia que até então vinha forte. Embora elaborada de forma hábil, essa mudança me frustrou um pouco pois não vi traços dessa característica no início. Na verdade, eu esperava que o conto tomasse outro rumo. Mas, em termos técnicos e de fluidez, é inegável que o segundo autor fez um ótimo trabalho, aproveitando as pontas soltas. O resultado, no geral, foi um conto acima da média por aqui. Parabéns a ambos.

  2. Thales Soares
    19 de agosto de 2016

    Hmm…

    Não sou muito bom em avaliar esse tipo de história. Não é bem o meu estilo, então não fiquei muito empolgado. Porém, a escrita na primeira parte está majestosa. O autor mostra-se ser muito experiente e esbanja habilidades!

    O segundo autor se esforçou, mas achei que o resultado não ficou tão legal. Várias pontas soltas como o N. D. A nem sequer foram aproveitadas, e o final ficou estranho. Nem sei bem se entendi direito.

    A história como um todo ficou estranha e, para mim, pouco interessante.

  3. Wilson Barros Júnior
    19 de agosto de 2016

    Um conto que começa misterioso, como “O Turista”. A precisão descritiva lembrou-me “O Ladrão de Almas”, assim como os contos da Claudia. A segunda parte inaugurou diálogos muito adequados ao conto, embora, é claro, tenha faltado revisão. O final não ficou ruim, o segundo autor é criativo, escreve com estilo, mas sem revisão às vezes fica até difícil entender. Mais uns pequenos toques e seria uma obra prima, no estilo de Álvares Azevedo.

  4. mariasantino1
    19 de agosto de 2016

    Que coisa! Até suei aqui, viu?

    Olha o conto tem uma narrativa de tirar o fôlego e o narrador consegue ser mantido, bem como o clima obsessivo que ganha maior vazão na segunda passagem. Me lembrou um conto que li aqui mesmo de um entrecontista português, “Ladrão de Almas” (desafio multitemas, autor Fabio Almeida). O presente texto tem a mesma pegada de inserir fantasia e realidade e acaba causando uma espécie de ressaca ao final onde pode ser comparado com um devaneio de sonho (sem ser de fato).
    Bem, gostei do conto, das referências, da condução, da narrativa, das construções (essa aqui foi uma das que curti bastante >>>> A madrugada silenciosa rasga os meus sonhos, o meu descansar e a minha vida. […] meus olhos querem se fechar, entretanto meus pensamentos são mais fortes do que a carne. Os minutos que antes tinham apenas segundos, agora ganham eternidades…). Há algumas (poucas)coisinhas para revisar, e o parágrafo onde ele está às escuras tem muitas repetições de “aquela, daquela, aquilo”, mas no geral é um conto muito bem conduzido e aflitivo.

    Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia, hum? Boa premissa, bom personagem.

    Boa sorte no desafio.

    Nota: 9

  5. Thiago de Melo
    19 de agosto de 2016

    Amigos autores,
    Gostei da primeira parte do conto. Foi um pouco descritiva demais para o meu gosto, mas logo percebi que era a forma como o personagem entendia e “lia” o mundo a sua volta, criando histórias em sua cabeça e entrecruzando essas histórias (inventadas ou não) com a realidade que o cercava. A partir desse momento, do momento em que eu “aprendi” a ler o conto a história foi ficando mais interessante. Gostei também da escolha de contar a história em primeira pessoa, combinou muito bem com o contexto de estarmos misturando histórias inventadas e realidade dentro da cabeça do personagem. Então, ter o texto escrito em primeira pessoa aproxima o leitor ainda mais dessa realidade narrada no conto.
    A segunda parte do conto tentou bravamente manter o mesmo ritmo da primeira. As frases curtas, a escrita em primeira pessoa e a tentativa de desenrolar a história como se nada tivesse acontecido. Infelizmente houve alguns problemas na segunda parte. Primeiramente quanto à revisão. Passou muita coisa que demandaria uma revisão mais atenta.
    Além dos erros de ortografia, houve alguns problemas com o “ponto de vista” da narração. Decidir narrar no presente é um desafio: “corro para a porta. Olho para fora etc”. Narrar no presente dá ao leitor uma sensação de que a ação está se desenvolvendo ao mesmo tempo em que se lê. Isso é muito legal e, somado à narração em primeira pessoa, faz o leitor ser teletransportado para dentro da história. O problema é que no texto de vocês, principalmente na segunda parte, há variações nesses recursos. Em algumas frases estamos no presente… já na frase seguinte passamos para o passado “ela fez isso, correu pra lá, olhou pra lá e depois olhou pra cá”. Essa variação puxa o tapete do leitor e dificulta muito a leitura. Exemplo: “Um jovem chega atrás de mim e diz: (…) O jovem, muito educado levantou as sobrancelhas assustado”. De uma linha para a outra temos uma inversão brusca no tempo verbal e isso acaba atrapalhando a leitura.

    Finalmente, não gostei muito do final da história. Achei que repetiu a ideia do início do texto sem agregar muito. A ideia do rosto queimado em função do desenho também pintado também não me convenceu muito. De qualquer modo, meu parabéns pelo empenho e boa sorte no desafio!

  6. Daniel Reis
    19 de agosto de 2016

    Meu colega, autor(a) da segunda parte: agradeço a paciência em continuar essa história rabiscada, que eu realmente não fazia ideia de onde poderia chegar. Você deu um destino a ela bem diferente do que eu poderia imaginar, e isso foi interessante. Se me permite, eu só lamento que você não tenha aproveitado nenhum dos ganchos que eu deixei, talvez porque ficaram disfarçados demai, quanto à origem dos nomes das mulheres na vida do Narrador (todos de origem árabe ou de regiões adjacentes) e do fato dele ser um estrangeiro carregando uma mochila no metrô de Paris, fato que por si só causaria no mínimo desconfiança quanto ao conteúdo e intenções que ele levava consigo. Eu iria por aí. Você não foi, mas tudo bem. Um abraço!

    • Claudia Roberta Angst
      20 de agosto de 2016

      Eu já tinha imaginado o cara como um homem-bomba, um terrorista louco para encontrar as virgens prometidas no paraíso. Só não tinha mesmo me ligado nas iniciais das moças NDA, como bem apontou o Gustavo.Araújo.

  7. vitormcleite
    19 de agosto de 2016

    Gostei muito deste texto, que apesar de apresentar alguns problemas de revisão, tem uma qualidade descritiva e de transmissão de imagens que me fez esquecer todos esses problemas. Apesar de se ver as diferenças entre as duas partes o resultado final é muito interessante de ler e só posso deixar os meus parabéns aos autores

  8. Luis Guilherme
    18 de agosto de 2016

    Olha, como já comentei em outros contos, foi uma pena que o segundo escritor não tenha conseguido manter o padrão do primeiro. Como a análise é do conto como um todo, infelizmente sinto estar sendo injusto com o primeiro, mas não tenho escolha.
    Vamos lá. A primeira metade tá muito boa! Tá bem escrita, gramaticalmente impecável, complexa e profunda, e deixou uma trama interessante em aberto. Me prendeu bastante, e gostei do ritmo criado pela quebra com as linhas divisórias.
    Só não entendi, e na verdade não gostei muito, da descrição das nacionalidades que o sujeito avistava na plataforma. “Indianos, haitianos, senegalenses, cidadãos da Costa do Marfim, de Togo, Benin e de Bangladesh; e, principalmente, marroquinos, tunisianos e argelinos.” Não entendi muito bem a mudança ali no meio do parágrafo. Foi algo que eu não captei? Mas enfim, isso é algo quase insignificante.
    Não sei se é coisa da minha cabeça, mas senti que tinha algo ali, quase como um gancho deixado pelo primeiro autor, com a questão do jogo de letras:
    N – Naima / Nenhuma
    D – Darah / das
    A – Aysha / Alternativas
    Senti falta do coautor explorar essa questão. Pro primeiro autor: tem algo a ver, ou tô viajando?
    A seguir, temos a segunda metade, que achei que deixou muito a desejar. Infelizmente a gramática está péssima, constantes erros de grafia, pontuação e conexão. Isso acaba atrapalhando bastante o conto em geral. Um exemplo de frase: “Vou a geladeira e tomo um copo de leite, porém ao entrar em meu estômago aquele liquido grosso se uni aquele vinho barato, e uma ânsia enorme chega as minhas narinas”. Faltam várias crases, e “uni” tá conjugado errado, seria “une”. “Líquido” também tem acento.
    Também achei que prejudicou muito ter mudado o ritmo do texto, abandonando as quebras com as linhas. Meio que descontinuou, sei lá.

  9. catarinacunha2015
    18 de agosto de 2016

    Todos os contos foram avaliados antes e depois da postagem da 2ª parte; daí a separação:

    1ª PARTE: Algumas construções são inquietantes (como “eu matava o tempo respirando”) e a fluidez do texto é invejável para trama tão simples.

    PIOR MOMENTO: Essa divisão nos parágrafos me incomodou. Se a ideia era demonstrar uma passagem de tempo ou divisão de cenas, não funcionou porque, em alguns momentos, foi mal empregada. Se tirar todas essas divisões, que só quebram o raciocínio do leitor, não altera em nada o conteúdo.

    MELHOR MOMENTO: “Só me dei conta disso quando ela, sem qualquer abalo sísmico, resolveu deixar o gás da cozinha aberto e as janelas trancadas.” – Admirável como o narrador/personagem consegue descrever uma tragédia com tanta personalidade.

    PASSAGEM DO BASTÃO: Se não fosse a enigmática frase da mulher, eu ficaria revoltada em pegar esse bastão.

    2ªPARTE: Tem uma fluidez bem maior do que a primeira parte, mas perde em vocabulário, com várias ideias e palavras repetidas. (Porém, porém, porém…). Revisão e máquina de secar resolve. No frigir dos ovos, nada aconteceu (o título dá a dica). Mas é um conto experimental, então tá valendo.

    PIOR MOMENTO: “Meu plano É o seguinte. Traçar novamente todo o percurso do dia anterior. Meu desejo ERA encarar…” – É, foi ou está para ser? Essa confusão nos tempos verbais (não raro em narrativas em 1ª pessoa) me incomodou na compreensão da trama.

    MELHOR MOMENTO: “Em pé parado na estação, o mesmo cheiro de cigarro e perfume barato impregna o ar.” – Traduz perfeitamente o ambiente nauseabundo das estações de metrô em Paris e, ao mesmo tempo, faz um paralelo com as condições mentais de repulsa do personagem.

    EFEITO DA DUPLA: Acho que, coincidentemente, tomaram o mesmo ácido.

  10. Renata Rothstein
    17 de agosto de 2016

    N.D.A. – Non Disclosure Agreement :
    Iniciei a leitura deste conto com as melhores perspectivas, a primeira parte é de um primor técnico impressionante, metáforas estonteantes, e realmente fiquei seduzida pelo NDA, o que seria, mas não aconteceu, devido ao complemento – confuso, meio que “jogado”.
    Infelizmente o(a) autor(a) do complemento teve, sim, uma boa ideia, reconheço, mas como na parábola dos 10 talentos, desperdiçou “a” ideia. Uma pena, e claro, os erros de português também me desesperaram.
    Ao primeiro(a) autor(a) meus parabéns, ao segundo(a), desculpe pelas palavras, mas correção ortográfica seria o mínimo.
    Nota 8,0

  11. Junior Lima
    17 de agosto de 2016

    A primeira metade do conto edtá perfeita, com uma estética própria, escrita elegante e interessante.

    Infelizmente, a segunda metade está cheia de erros de revisão, além de problemas no uso da vírfula e de português (“uni” ao invés de “une”).

    Parece que, pelo menos, houve a preocupação da segunda parte em manter o estilo de longos parágrafos da inicial. Mas por que parou nisso?

    Gostei do mistério e do significado em aberto que a história teve no fim.

  12. Leonardo Jardim
    17 de agosto de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto (li inteiro, sem ter lido a primeira parte antes):

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): muito doida, mas prende bastante. Não gostei muito da segunda parte, quando o autor decidiu por narrar as reações loucas e muito detalhadas do protagonista após o encontro com a mulher e menos ainda da solução que optou pelo fantasioso. Preferia uma solução real, como o início desenhava.

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫): boa na primeira parte, sem comprometer, mas muito desleixada na segunda, quando o autor claramente optou por narrar sem se preocupar com a beleza da narrativa. Alguns erros importantes:

    ▪ A partir daqui ocorreu uma inversão de tempo verbal: o trem começa e pegar velocidade, e ao sair meus olhos procura por uma última imagem daquela mulher
    ▪ Porém meus olhos querem se fechar, entretanto meus pensamentos são mais fortes do que ▪ a carne (porém / entretanto, pronomes semelhantes na mesma frase)
    ▪ Me levanto (não se inicia frase com pronome átono)
    ▪ aquele liquido grosso se uni (une) aquele vinho barato

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): gostei muito da relação do título com o nome das ex-namoradas e com o “nenhuma das anteriores”.

    👥 Dupla (⭐▫): o segundo autor mudou o ritmo da narrativa e levou a trama para um caminho que não combinou muito com o início.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): estava gostando do texto, mas não gostei da solução adotada nem do ritmo agitado da segunda parte.

  13. Bia Machado
    16 de agosto de 2016

    O conto me pareceu escrito por apenas uma pessoa, o que demonstrou que houve sintonia entre os autores. Não sei se isso foi bom para o conto. Porque não consegui me envolver e a leitura não fluiu pra mim. Um CONFLITO que, se existiu, eu não consegui identificar e um CLÍMAX que, se houve, pra mim não funcionou. Gostei da AMBIENTAÇÃO porque mostrou um cenário diferente do que se costuma ver. Interessante a caracterização das PERSONAGENS, acho que o(s) autor(es) tentaram, sim, dar vida a elas, mas pra mim não foi suficiente. A NARRAÇÃO me pareceu arrastada, talvez pelo ENREDO não me envolver. Talvez a ESTRUTURA em blocos grandes de texto e as falas com aspas e travessões tenham me incomodado e por isso me desanimado, por isso digo que a prosa não me agradou, não me encantou.

  14. Pedro Luna
    16 de agosto de 2016

    É aquele tipo de conto intrigante que te faz perguntar se você deixou alguma ponta solta na leitura. rs. Eu gostei do mistério, mas deu para prever que ele a encontraria desfigurada ao final, logo que o fogo consumiu o papel. Para mim, ficou sem solução. Realmente, “você não faz a ideia”. Não faço mesmo. O conto é bem escrito, e apesar de deixar uma ponta muito solta, não cansa e frustra muito. Gostei das artimanhas do personagem para matar o tempo, como inventar a vida dos transeuntes. Isso deu vida ao personagem. Tem coisas de David Lynch no conto.

  15. Bruna Francielle
    16 de agosto de 2016

    Achei interessante. O fim, meio inconclusivo, aqui coube bem na história. O leitor sabe o mesmo que o personagem protagonista sobre o mistério , RS’ Podendo cada um imaginar algo que caiba dentro das ”pistas”..como, aquela mulher tem uma espécie de mágica, talvez nem seja desse mundo. Só pensava que os trem na França não fossem tão parecidos com os onibus e metros brasileiros.. pessoas se empurrando e tals. RS’ Achei uma boa ambientação e boas descrições, na parte da estação de trem e dentro do mesmo.

  16. angst447
    16 de agosto de 2016

    Para este desafio, adotei o critério T.R.E.T.A (Título – Revisão – Erros de Continuação – Trama –Aderência)
    T – Título faz lembrar teste de múltipla escolha. Bom!
    R – Encontrei muitos lapsos de revisão, principalmente na segunda parte:
    seu olhos >seus olhos
    eram os mesmo > eram os mesmos
    ao invés de passar direto por, parou> ao invés de passar direto, parou
    para mim é muitas > para mim eram muitas
    Confesso: “me intimidei” Senti pequeno > Confesso que me intimidei e me senti pequeno
    se fecham. > se fecharam
    o trem começa> o trem começou
    meus olhos procura > meus olhos procuraram
    E há outros erros, principalmente de mudança de tempos verbais em uma única oração. Fiquei com a impressão de que o AUTOR 2 escreveu a sua parte no celular.
    E – Os dois autores não chegaram a entrar em conflito, mas parece que o autor 2 deu as costas para o colega e seguiu por outro caminho. Isso não é necessariamente ruim, mas a qualidade da escrita caiu bastante, sinto dizer. Entretanto ( e como o 2 gosta de entretanto, hein?), mesmo com as diferenças de estilo, etc e tal, considero que o objetivo do certame foi atingido.
    T – A trama estava sendo construída em uma direção, mais introspectiva, reflexiva, talvez misteriosa. A segunda parte ganhou cores mais surreais, misturando o sobrenatural à narrativa. Achei um tantinho forçada essa manobra, mas foi uma escolha e respeito. O final até que não ficou ruim com a citação de Victor Hugo.
    A – A leitura fluiu bem no começo, com descrições interessantes e o clima todo criado pelo autor. Depois, os erros e a reviravolta na trama ralentaram a narrativa, dando um novo ritmo (puxando de uma perna – zumbi?) ao conto. Não posso negar que fiquei interessada pelo mistério da moça.

    🙂

  17. Wesley Nunes
    16 de agosto de 2016

    Já menciono o incrível trabalho em conjunto dos dois autores. Não percebi o momento em que terminou a parte um e iniciou a parte dois. O que mais me chamou a atenção é a construção dos cenários. Cada ponto em que o personagem está é demonstrado com uma riqueza detalhes, em descrições nem tão longos e nem tão curtas. As imagens ficam vivas na mente do leitor e o autor ainda é capaz de mistura-las com lembranças.

    É criativo a forma como o narrador personagem constrói a imagem da mulher desconhecida à sua frente, usando lembranças das mulheres do seu passado.
    O texto possui um tom calmo e sereno, tornando a leitura agradável. Gostei de acompanhar o olhar e os pensamentos do personagem em direção a sua musa.

    Nessa escrita fluida o autor não peca em seu ritmo e conforme a história avança, as descrições são mais cuidadosas e chegam a transmitir sensações para o leitor.
    O conto possui um excelente ponto de virada e um ótimo desfecho. Só não vi a necessidade do encerramento ter uma frase de Vitor Hugo.

    arabéns pelo excelente trabalho.

  18. Simoni Dário
    16 de agosto de 2016

    Olá
    Bom, é uma leitura de boas ideias, porém mal executadas, em minha modesta opinião. Os textos são truncados, sendo o inicial mais fluido. Pareceu a mim que o complementar conseguiu alavancar a ideia inicial com uma jogada muito boa sobre o artista cego, o desenho e o destino daquela mulher. Boa mesmo a ideia, pena que a leitura fica um pouco travada e extensa nos devaneios do cara. Eu deduzi um final para o conto, não sei se foi intenção do autor complementar. Dá pra dizer que no todo é um bom enredo, mas como disse, poderia ter sido melhor trabalhado.
    Parabéns aos autores!
    Abraço

  19. Ricardo de Lohem
    15 de agosto de 2016

    Olá, como vão? Vamos ao conto! O pseudônimo do primeiro autor foi criativo: “Aurélio Houaiss”, nomes de dicionários. Esse apelido me fez esperar por um conto que brincasse muito com as palavras, fazendo jogos e trocadilhos de todo tipo, o que infelizmente não aconteceu, que pena. A primeira metade foi bem interessante, uma história cheia de ideias ricas, com grande potencial: uma mulher que lembra três outras mulheres, cujas iniciais formam n.d.a, que é a sigla para “nenhuma das anteriores”, ótimo esse conceito, sem dúvida o apelido foi bem
    escolhido. A segunda parte podia levar a um desenvolvimento genial, mas parece o segundo autor não colaborou. Primeiro, houve uma degradação na qualidade técnica do texto, que nesta segunda metade apresenta inúmeros erros, como os de pontuação, por exemplo. Segundo foi desperdiçado muito do potencial da história. O conto caminhou para uma direção meio surreal, e no final ficou até sobrenatural. Não gostei da tentativa extremamente rasa de abordar problemas sociais; não havia espaço pra isso na história, essas linhas falando da pobreza dos imigrantes poderiam ter sido excluídas que o conto só ganharia. Ao fim, ficou a impressão de uma história muito original, que padeceu de uma continuação que não ficou à altura, não foi desenvolvida como deveria ter sido. Um bom conto, desejo para vocês Boa Sorte.

  20. Anorkinda Neide
    15 de agosto de 2016

    Comentario primeira fase:
    De uma forma lírica até, as últimas percepções e lembranças de um terrorista prestes a explodir. É isso nao é? rsrs Achei bonito. Parabens.
    .
    Comentario segunda fase:
    Bem, parágrafos imensos e repetitivos. Deu um curso diferente à historia, mas o continuista tinha este direito… Só acho q enrolou muito pra chegar no ponto e por sinal a questão onde a segunda parte do texto queria chegar foi legal, misteriosa, mas meio que parou no mesmo plot da primeira parte o q deixou mais ainda um gosto de.. falou falou e nao resolveu a trama.

    .
    Uniao dos textos
    Há uma boa diferenciação aqui de autores, o enredo ganhou um novo rumo na continuação mas por fim terminou com um gancho novamente. Deixou o leitor pendurado! haha Boa sorte aos autores, abraços

  21. Jowilton Amaral da Costa
    15 de agosto de 2016

    Pensei que nunca mais terminaria este conto, hahaha. A primeira parte é muito, mas, muito mesmo, melhor escrita que a segunda. No entanto, mesmo a primeira parte estando muito bem escrita, a história em si já estava me cansando um pouco e quando entrou a segunda parte, o cansaço tornou-se um fardo quase insuportável. A continuação, infelizmente, deixou a história ainda mais monótona, numa narrativa mal feita e cheia de errinhos chatos. Ou faltou uma revisão apurada, talvez até mesmo uma maior dedicação à história recebida, ou o segundo escritor é alguém ainda engatinhando na escrita. Não gostei. Boa sorte.

  22. Evandro Furtado
    15 de agosto de 2016

    Complemento: mesmo nível

    A primeira parte é bastante sólida, tanto no quesito estrutural como no conteúdo. A segunda começou meio devagar, sobretudo porque parece que faltou uma revisão. Inúmeros problemas com a ortografia e os tempos verbais realmente dificultaram a leitura. A trama, no entanto, foi melhorando com o passar do texto e, ao final, ficou realmente muito bem costurada.

  23. Andreza Araujo
    14 de agosto de 2016

    Quem nunca brincou de imaginar as histórias das pessoas ao seu redor? Será que isso é mal de escritor? Hmm.

    Sobre a estética do texto, não entendi a utilização de linhas horizontais para separar a narrativa se os parágrafos seguiam ordem cronológica. E os parágrafos eram enormes… é quase como ler uma frase muito longa, ficamos presos na mesma ideia muito tempo, quase sem respirar, é ruim isto, a meu ver. Nada grave, entretanto.

    Gostei muito das descrições das três mulheres, as imagens criadas foram belíssimas e as histórias curtas convencem. Aliás, há construções de frases muito bonitas, em todo o texto, onde eu parei para ler mais algumas vezes e pensar na imagem criada. Eram frases inteligentes e bonitas, coisa que eu adoro. Destaco estas: “A madrugada silenciosa rasga os meus sonhos, o meu descansar e a minha vida. Porém meus olhos querem se fechar, entretanto meus pensamentos são mais fortes do que a carne.”

    O segundo autor fez a narrativa no passado ao invés de acompanhar o pretérito do primeiro autor. Isto não me incomodou. Acho importante manter a consistência dentro daquilo que se propõe, ou seja, manter toda a segunda parte no tempo presente. O problema mesmo é quando estes tempos se misturam, daí a narrativa fica confusa, além de errada. E infelizmente isto aconteceu no parágrafo de transição (onde acredito que seja o primeiro parágrafo do segundo autor).

    Encontrei alguns probleminhas de vírgula, acentuação e concordância na segunda metade, nada grave a meus olhos. E achei a utilização de parênteses desnecessária. De grave mesmo, cito apenas isto: “a dias eu não sei como está meu rosto”. Deveria ser “há dias”.

    Adorei o modo como o texto segue uma atmosfera parisiense. O mistério que envolve aquela mulher me prendeu e eu segui a leitura com curiosidade.
    O personagem da primeira metade me pareceu mais sensato, enquanto o segundo, enlouquecido. A narrativa constrói isto de maneira convincente, fazendo com que ele perca a cabeça ao longo da primeira noite após conhecer a tal mulher. As cenas finais são de arrepiar, embora eu tenha achado inverossímil um papel queimar tão rápido.

    Se e a frase de Victor Hugo é uma pista sobre quem é a mulher, então eu não pesquei. Mas beleza… hehe. É um texto interessante e que me prendeu do início ao fim. Mas vou tirar alguns pontinhos da dupla por causa das questões de estética e parágrafos enormes, como também dos probleminhas de revisão.

  24. Wender Lemes
    13 de agosto de 2016

    Domínio da escrita: os dois autores apresentaram um bom domínio técnico, com construções oscilando entre o poético e a crueza dos fatos. Gostei das relações estabelecidas entre as companheiras do protagonista e seu estado de espírito.
    Criatividade: este conto acabou sendo mais um que entrou em loop, reafirmando o mesmo cenário e as mesma melancolia inerente. O fato é que o cenário e a melancolia inerente eram bons aspectos, então a repetição não foi necessariamente ruim.
    Unidade: percebe-se o ponto em que os autores se intercalam no “Ainda bem”, acho que a história pedia mais naquele instante. O modo como a desconhecida saiu abria espaço para muita coisa, mas a parcela que foi reaproveitada, o foi reafirmando o estilo inicial, o que tem seu mérito.
    Parabéns e boa sorte!

  25. Adoro realidade fantástica.

    Ao iniciar a leitura do conto, pensei tratar-se de um assassino, depois de um apaixonado meio psicopata… O texto evoluiu para a segunda parte e acho que nem eu, e, nem o primeiro autor, esperávamos o desfecho.

    O final com a citação ao teatro e Victor Hugo, caiu como uma luva.

    Parabéns para ambos os escritores.

  26. Thomás Bertozzi
    9 de agosto de 2016

    Achei que o conto começa muito bem. É muito envolvente.

    Mas a parte final se tornou cansativa. Os parágrafos vão se tornando cada vez maiores e cheios de conjunções adversativas, que deixam a leitura truncada.
    O parágrafo da mulher idosa, por exemplo, está cheio de problemas.

    Uma pena, pois o conto vale mais pelo desenvolvimento que pelo final e poderia ser muito mais bem explorado.

  27. Marco Aurélio Saraiva
    8 de agosto de 2016

    Putz!! O segundo autor deu mole. O primeiro autor iniciou uma belíssima obra de arte, mas o segundo parece ter escrito tudo em uma respirada só. A primeira metade: um deleite. Imagens conjuradas de forma nítida e bela. Pensamentos soltos ao vento. A segunda metade: pressa, falta de revisão e um certo descaso. Vírgulas e pontos em lugares errados. Erros de digitação crassos. Uma pena.

    Fiquei curioso para saber o que o primeiro autor queria dizer com o texto. O segundo autor captou de certa forma a sua essência, mas executou de forma muito fraca. As mulheres, personagens recorrentes no consciente do personagem principal, continuaram lá. Mas o personagem principal tornou-se outro: de um contemplativo com um passado memorável, para um jovem adulto ainda perdido na vida. As divagações dele no seu quarto diferiam muito do personagem que inicia o conto no ônibus, contemplando aquela mulher enigmática.

    No fim, gostei e não gostei.

  28. Brian Oliveira Lancaster
    8 de agosto de 2016

    CAMARGO (Cadência, Marcação, Gosto) – 1ª leitura
    JUNIOR (Junção, Interpretação, Originalidade) – 2ª leitura

    – N.D.A. (Aurélio Houaiss)
    CA: Atmosfera bem consistente, focada no ambiente do trem, o que foi excelente. O clima quase-noir aliado ao jogo mental do protagonista auxiliaram muito no suspense. – 9,0
    MAR: Quando vi a citação inicial, pensei “lá vem texto difícil”. Felizmente, me enganei. Foi tudo muito bem explicado pela voz interior do autor, enquanto descrevia as cenas e sentimentos, bem pontuados por ocasionais voltas ao mundo real. – 9,0
    GO: Um enredo simples (que pode gerar algo bem interessante, caso o próximo não exagere na dose), porém consegue trazer aquela sensação de livros de mistério, com clima bem londrino. Gostei das nuances e palavras subentendidas. – 9,0
    [9,0]

    JUN: Gostei do rumo que o segundo autor tomou, apesar dos muitos eventos sucessivos cansarem um pouco. Peca pela falta de revisão em algumas partes, mas a atmosfera é mantida, com adição de detalhes interessantes. – 8,0
    I: Um texto mais urbano, com uma pegada fantástica nas entrelinhas. Gostei de a solução ser deixada para imaginação do leitor; textos que fazem pensar e não entregam tudo mastigado são fascinantes. Pena não ter um final propriamente dito. – 8,0
    OR: Diferente, não só pela cidade escolhida, mas também pelo cenário geral: um trem do subúrbio. O clima soturno e londrino (apesar de ser na França) permeiam todo o texto, até o final. – 8,5
    [8,1]

    Final: 8,5

  29. Davenir Viganon
    7 de agosto de 2016

    Olá. Gostei do conto, mas muito mais da primeira parte. Eu particularmente gosto de estórias movimentadas, mas aqui não me agradou. A primeira parte estava num ritmo de cotidiano muito bacana, com esse habito de inventar estórias para rostos desconhecidos que não é tão incomum quanto parece. Acho que essa primeira parte até se fecha sem a continuação e isso não é bom dadas as regras do desafio. Na segunda parte, esse clima foi quebrado e o narrador deixou de ser um observador pacato para um obcecado, quase tarado. O final meio fantástico até ficou legal, mas o clima do início me deixou com saudades.

  30. Matheus Pacheco
    6 de agosto de 2016

    amigos, minha única critica é em relação ao tamanho dos parágrafos. ATENÇÃO não foi o caso no texto mas eu acho que quando os parágrafos extrapola o número normal o autor tendi a se perder.
    Abração amigos

  31. Fabio Baptista
    4 de agosto de 2016

    Imitando descaradamente nosso amigo Brian, utilizarei a avaliação TATU, onde:

    TÉCNICA: bom uso da gramática, figuras de linguagem, fluidez narrativa, etc;
    ATENÇÃO: quanto o texto conseguiu prender minha atenção;
    TRAMA: enredo, personagens, viradas, ganchos, etc.;
    UNIDADE: quanto o texto pareceu escrito por um único autor;

    ****************************

    Conto: N.D.A.

    TÉCNICA: * * * (arredondei pra cima…)

    Da primeira parte, seria 4 estrelas. Achei muito bem narrada, embora vez ou outra o autor tenha quase se perdido em frases muito longas.
    Achei só um erro (ao menos entendi assim) em:
    – ao invés de passar direto por
    >>> acho que faltou um “mim”

    Do complemento, infelizmente beirou o desastre. Muitos erros básicos, que poderiam ser eliminados com uma revisão mais cuidadosa.

    – entretanto para mim é muitas
    – e ao sair meus olhos procura por
    >>> concordância

    – não contam mais nenhuma história a não ser aqueles que todos observamos.
    >>> aquelAs (se referia às histórias, certo?)

    – Os minutos que antes tinham apenas segundos, agora ganham eternidades
    >>> dessa, eu gostei

    – Vou a geladeira
    >>> faltou crase
    >>> na verdade, o melhor seria “vou até a geladeira”, ou… “vou à cozinha e abro a geladeira”

    – liquido grosso se uni aquele vinho barato
    >>> líquido (acento agudo)
    >>> se unE
    >>> àquele (a + aquele)

    – E o gosto das lágrimas é azeda
    >>> azedO (se referia ao gosto)

    – Meu corpo todo dolorido tenta em vão se perfilhar
    >>> não vi contexto para esse “perfilhar” aí na frase…

    – Ao entrar totalmente no trem. Procurei a primeira barra
    >>> deveria ser vírgula, não ponto final

    – ponta a ´ponta
    >>> achei o agudo que faltou no líquido! 😀

    – imaginar alguma fagulha de vivencia daquele mostro
    >>> vivência
    >>> moNstro

    – tudo perfeito e cada lugar
    >>> eM cada

    – tudo em perfeição metricamente
    >>> não sei nem se esse “metricamente” está errado, mas ficou muito esquisito. Seria melhor: “perfeição simétrica”.

    – percebo que a algo errado
    >>> há

    – Cai de joelhos
    >>> Caí (agudo)

    ATENÇÃO: * *

    Nenhuma das metades conseguiu me prender a atenção. O gancho deixado na primeira e até interessante, mas não me despertou lá muita curiosidade.
    A segunda parte, não fosse o compromisso do desafio, eu teria largado no segundo parágrafo.

    TRAMA: * *
    Muita enrolação para pouco desenvolvimento, nas duas partes.
    A primeira, ainda consegue se segurar pela técnica apurada, a segunda, não.

    O final, com o lance do desenho queimado gerando consequências no rosto da mulher, é até interessante, mas não consegue compensar o tanto de drama exagerado das noites de vinho leite e vômito que levaram para chegar até ali.

    UNIDADE: * *
    Ficou muito clara a troca de autores e o conto desabou.

    NOTA FINAL: 5

  32. Amanda Gomez
    2 de agosto de 2016

    Olá,

    Não conferi, mas este conto me pareceu mais longo, dos que li até o momento. Talvez a narrativa muito dentro da mente do personagem, tenha deixado a leitura um pouco presa, e um tanto claustrofóbica. Em certos momentos eu ansiava por um diálogo.

    Não sei qual a ideia do autor inicial, mas acho que não seria o que foi complementado. Mas talvez tenha ficado satisfeito de alguma forma, ambos. O conto está bem feito.

    Até agora, os textos que tem segredos, ou assuntos inacabados estão permanecendo assim, o autor complementar, mantém esse mistério, ao invés de mostrar pro leitor o que realmente está acontecendo. ‘~’

    Eu não entendi algumas coisas: O senhor cego que fez o desenho da mulher misteriosa, o que ela‘’ sabe’’, O que disse a ele, sobre saber de suas intenções, O que ela é , etc. Magia? Bruxaria? Voodu? Rsrs , fiquei sem saber de fato se tudo era real, ou somente um delírio do protagonista. Que se mostrou um homem normal em suas observações e recordações no início, e meio lunático, desesperado e estressante depois.

    A mulher não existe, e tudo o que aconteceu foi somente sua imaginação, em seu momento finais de vida (ele parecia bem doente) ele não conseguia desapegar dos seus três amores do passado, e resolveu criar as três em uma. Mesmo com essa teoria, algumas perguntas não são explicadas.

    Acho que percebi o exato momento em que o autor muda. Essa passagem foi bem feita, embora notável. Não decidi se considero quem consegue fazer da emenda imperceptível, ‘’ melhor’’ que aquele que faz uma linha grossa ali no meio dizendo ‘’ agora é minha vez’’. No fim, todos tem seu valor.

    Contudo, minha melhor nota seria para o início, que prometia algo mais além do convencional, ou isso seja reflexo do baque pelo protagonista perder um pouco brilho, demonstrando demasiadas fraquezas, e indagando consigo mesmo o tempo todo. A rotina dele foi meio estressante de ler.

    Ah, não esquecendo que a ambientação ficou muito boa também, ótimas descrições, o traço separando no inicio, ajudou a deixar a leitura mais fluida.

    No mais, achei um conto ótimo. Parabéns!

  33. Olisomar pires
    2 de agosto de 2016

    Sem duvida é ben escrito. A primeira parte tem um estilo melhor, mas achei as duas cansativas, talvez seja por nao gostar de narrações desse modo. Náo sei. Nâo que os contos devam ser todos empolgantes. Contudo, há criatividade, o retrato pintado pelo senhor deficiente foi magistral, um gancho magnifico. É isso.

  34. Gilson Raimundo
    1 de agosto de 2016

    O começo da história não me pegou, achei entediante uma vez que estamos num desafio e temos que ler vários contos compulsoriamente, acho que devia ter um ponto que nos passasse curiosidade, nos fizesse esperar o complemento. O segundo autor se integrou ao caminho aberto por seu antecessor, o velhinho pintor é tipico, reconhecer o rosto num desenho é bem comum em contos, original foi o cara ser cego, queimar a foto e a mulher aparecer queimada a estilo Dorian Grey foi bacana mas não salvo de todo a obra, o titulo com as iniciais não representa o conto…

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Publicado às 13 de julho de 2016 por em Duplas e marcado , .