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Literatura que desafia.

Da alegria desaventurada da vida (Bia Machado)

alegria.desaventurada

O velho era aquela pessoa que dificilmente sorria. Das poucas vezes em que vi um sorriso na boca de meu pai tinha sido estranho. Porque parecia coisa sem jeito, feita não com muito agrado. Como se lhe custasse sempre aquele ato, algo que pra mim e meus irmãos era tão natural.

Nossa vida era difícil, essa é uma verdade. Na época não me dei conta disso. Quando criança, entre os irmãos, era fácil sorrir, rir, gargalhar. Entre pias de louça a ser lavada e chão a ser varrido, havia tempo para a felicidade. Nunca parei pra pensar a respeito das dificuldades. Sempre aceitei tudo, achando que tudo deveria ser exatamente como era. O prato que tinha só arroz e ovo era uma delícia e alimentava, por que não? Era um arroz com ovo degustado com todos à mesa, na janta. No almoço faltava sempre o velho, mas os irmãos estavam todos lá, ninguém abria mão daquele momento. Talvez quiséssemos mostrar pro pai que ele não tinha com o que se preocupar, que a gente dava conta.

Dois irmãos e três irmãs, todos mais velhos que eu. Como não sorrir sempre, sendo a caçula, protegida e mimada? Em meio à pobreza, havia espaço para mimos. Eu ia lavar louça? Raquel areava as panelas. Era a minha vez de varrer o quintal? O Joaquim sempre se adiantava e pedia pra eu ajudar a catar as folhas da mangueira e mais nada. Minhas bonecas era a Cássia quem fazia. O Donato, mano mais inteligente, me ajudava com as tarefas da escola. Desde criança ele levava a sério os estudos e acabou dando certo, se formou em engenharia e não havia profissional mais determinado e apaixonado pela profissão. A Mariana, pouco mais nova que Donato, não quis saber de se formar. Costureira de mão cheia, foi assim que ganhou a vida, que criou seus filhos, mesmo depois de divorciada, bastou casar uma vez pra ver que não queria mais saber de marido depois do divórcio. Ela sempre me diz: “Faz bem você, Lúcia, de sequer pensar em marido. Vai viver uma vida inteira antes disso, melhor que faz”, mas isso é algo que ela diz pra todo mundo, o único conselho que considera que vale a pena dar a alguém.

Sempre depois da escola era tudo igualzinho. Chegar em casa, tirar o uniforme, esquentar o almoço feito pelo pai antes mesmo de o dia nascer. Dava saudade dele enquanto a gente comia a abóbora refogada com carne, era uma delícia. Tudo que era fruta, verdura, legume que a gente tinha em casa vinha da horta que ele cuidava, criada depois que ele resolveu que não dava mais pra viver quase todo dia de arroz e ovo. O que vinha da horta sobrava até pra vender, ganhar uns trocadinhos enquanto o velho trabalhava levantando paredes, telhando casas, pintando muro e portão. E voltava pra casa só depois que o sol tinha ido embora, às vezes passava no bar antes e dava pra sentir um pouco o cheiro da cachaça, mas ele ia direto pro banheiro tomar seu banho e depois jantar, tomando um café forte. Não tinha sido sempre assim, essa mania de beber álcool vez em quando. Mas começou a ser assim desde que a mãe tinha ido embora.

Foi logo depois do meu nascimento que ela saiu pra uma novena e nunca mais. Contam que nem chegou à igreja, rumou direto pra estação e lá pegou o trem, uns dizem que pra Campinas, outros já dizem que foi pra Piracicaba. Não sei não, senhor, mas contam que o velho já não era de sorrir nessa época. E que ao saber do abandono não disse nada, não gritou, não praguejou, nada, nada. No dia seguinte levantou cedo e foi trabalhar, deixando o almoço pra gente. Avisou a Cássia, minha irmã mais velha, com dez anos na época, que não ia ter como ir pra escola, que era pra cuidar de mim e dos outros irmãos pequenos, até que desse pra resolver a coisa de outro jeito. Minha irmã não se importou muito em ficar o resto do ano sem estudar. E no outro ano também, e também depois. Dizia que sua vida era para ter uma família, cuidar de marido e filhos, que escola não era pra ela, não. E foi bem assim que aconteceu.

O pai nunca mais casou. Além do sorriso apagado, parecia até que pelo olhar dele a impressão era de uma alma sem gosto pela vida. Ele vivia do jeito que dava, sim, mas era aquela coisa que nem tenho como definir. Posso dizer que ele apenas acordava, de dia em dia, como uma obrigação? Posso, certeza que posso. Porque tem muita gente por aí que faz exatamente assim. E o pai parecia que desde o nascimento tinha sido isso.

Em casa nunca teve festa de aniversário. Mas tinha presente, de algum jeito tinha, feito do jeito que dava, e um bolinho com leite condensado por cima, comprado com o dinheiro economizado por nós. Mas teve um ano que eu quis um livro, e o jeito era pedir pro pai. Queria ter só pra mim Felicidade Clandestina, da Clarice Lispector. Às vezes me imaginava como ela naquele conto. Tudo o que queria da vida era um livro. Tinha um monte deles à minha disposição na biblioteca da escola, eu os devorava como se o mundo fosse acabar amanhã. Mas aquele eu queria. E tinha que ser como presente. Pedi, morrendo de medo da bronca, mas pedi.

O pai perguntou três vezes como era o nome do livro, me olhou como se dissesse “que diacho que pedido mais sem cabimento dessa menina”. Não tinha um livro sequer em casa, a não ser os nossos da escola. Nem a Bíblia, que tinha sido jogada fora pelo velho depois do abandono da nossa mãe. Ele nunca mais queria sequer lembrar que existia novena.

Depois do trabalho, no dia do meu aniversário, ele chegou no mesmo horário, mas sem o hálito de cachaça. Em vez disso, tinha um embrulho nas mãos, que me entregou. “Toma, menina, teve sorte que eu consegui lembrar desse nome difícil aí”. Abracei o embrulho e sorri, sem esperar que ele sorrisse de volta, meio ressabiada com a palavra que ele tinha achado difícil de lembrar. Teria sido “felicidade”? Eu quase tinha certeza de que sim.

Quando eu era pequena, tinha vontade de pedir pro velho sorrir, só pra eu ver. Uma vez que fosse. Só que faltava coragem, da minha parte e da dele. Assim, a gente não falava nada. E assim o silêncio se perpetuava, assim a vida seguia. Mal vivida às vezes, mas seguia. Na quietude que pra ele era necessária. Talvez eu sentisse um pouco de culpa, porque parece que meu nascimento tinha sido a gota d’água. Às vezes eu tinha a impressão de que ele ficava ainda mais triste quando me olhava. Tinha gente que dizia que ela não tinha aguentado a dureza da vida, que vivia com medo de um dia a coisa ficar ainda pior. Eu não sei como, pois o pai sempre tinha dado um jeito, sempre.

Toda essa lembrança volta sempre com a recordação daquele dia de inverno. Foi numa noite de chuva fria que o pai se demorou mais do que costumava se demorar. Não bastou nem uma hora a mais e já veio a preocupação, porque o velho nunca tinha atrasado. Nem mesmo um minuto de atraso. E com a demora também chegou o aperto no coração, que ficou maior quando vimos o desespero da comadre Dalva, vindo avisar aos prantos: papai tinha sido atropelado e estava lá, debaixo da garoa, estirado na rua, esperando a ambulância.

Corremos pra lá, a ponto de ver o olhar vazio do homem deitado no asfalto. Gritei e isso fez com que ele voltasse a cabeça pro meu lado.

“Pai, paizinho…”

O sangue escorrendo da boca quando tentou falar: “Filha, minha filha, me perdoa… Tu só queria um sorriso…”

“Perdoar pelo quê, meu pai? Só queria que o senhor tivesse alegria nessa vida, igualzinho a gente.”

“Filha, tu sempre sorriu por nós dois…”

………………………………………………….

Este conto não recebeu complemento. Ainda que não seja considerado para efeitos de avaliação, DEVE ser comentado.

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76 comentários em “Da alegria desaventurada da vida (Bia Machado)

  1. Cintya Veiga
    21 de agosto de 2016

    Quando leio textos da Bia Machado , sempre imagino-a tecendo em um tear, daqueles de prego. É assim que a vejo escrevendo seus textos. A caneta é a agulha , onde ela vai tecendo as palavras, sem pontas soltas .

  2. Gustavo Castro Araujo
    19 de agosto de 2016

    Um belo conto. Se eu pudesse escolher um dentre todos aqui para complementar, seria difícil não apontar este no primeiro posto. A atmosfera de vida dura, da necessidade de se forjar o caráter dos filhos, as dificuldades e a solidariedade… tudo isso permeia estas linhas de modo belo, melancólico e, por que não dizer, perfeito. Em diversos trechos me lembrou “Ana Terra”, do Veríssimo, fiel ao retratar a existência ao mesmo tempo vazia e de esperança da protagonista, vivendo à sombra da dura disciplina do pai, um homem admirado, amado e detestado ao mesmo tempo. Parabéns, você conseguiu recriar esses dualismos com maestria. Fiquei aqui pensando no que eu faria caso fosse o escolhido para termina-lo. Não sei… me atrai muito essa psicologia entre pais e filhos, entre pai e filha. Com certeza eu focaria nisso. Teria gostado de experimentar. Mas, talvez tenha sido melhor a ausência de complemento. É bem provável que o segundo autor – quem quer que fosse – estragasse essa bela narrativa.

    • Bia Machado
      20 de agosto de 2016

      Obrigada, Gustavo. Chorei com o comentário do Thiago, agora choro com o seu. Que felicidade, um pouco clandestina, já que fiquei à parte do desafio com relação ao conto que escrevi, mas como é bom poder ler tudo isso que li aqui. Eu estava precisando. =)

  3. Thales Soares
    19 de agosto de 2016

    Mais um tema que segue pela linha de drama adotada pela galera neste desafio.

    O maior de todos os dramas aqui, porém, é que a história não foi continuada. Poxa… A única! No início do desafio eu imaginei que isso até que seria bastante comum, e que vários contos ficariam sem seu par. Mas fico feliz deste ter sido um caso único. Quero dizer, não estou dizendo que estou feliz do autor aqui ter saído prejudicado, estou dizendo que o compromisso da galera com o desafio superou minhas expectativas.

    Quanto a história, ficou bem escrita, e eu estava curioso para saber como terminaria. Apesar que, com a morte do pai, e com a morte da história pelo segundo autor, parece que a história terminou por si só.

    • Bia Machado
      20 de agosto de 2016

      Oi, Thales, obrigada pelo comentário. Também achei que poderia ter acontecido mais casos como esse, que bom que fui a exceção. Triste só pra mim e para o autor, que não participou dessa etapa, enfim. Quem sabe no próximo ninguém deixa de fazer a complementação. Eu digo que não faria isso de novo, mas eu resisto? E já que não houve continuação, dê o pai como morto mesmo… =)

  4. Wilson Barros Júnior
    19 de agosto de 2016

    Um estilo moderno, introspectivo, filosófico, existencialista, muito bem escrito, de um colorido vívido. A autora parece ser herdeira de Clarice, o conto é emocionante. O complemento não seria difícil, pois o conto deixou em aberto que agora iria se tratar da vida deles sem o pai. Todavia, o conto em si já está completo, à maneira de Tchekhov. O estilo também não seria difícil de seguir, mesmo que sem a maestria da autora. Uma pena, realmente, o conto é muito, muito bom, bem profissional, parabéns.

    • Bia Machado
      20 de agosto de 2016

      “A autora parece ser herdeira de Clarice”, “o conto em si já está completo, à maneira de Tchekhov”, senhor, senhor… Um presente de aniversário atrasado. Obrigada, obrigada!

  5. Thiago de Melo
    19 de agosto de 2016

    Minha querida Clandestina,
    Poucos contos nesse desafio, os melhores, fizeram eu me identificar com os personagens e sentir o que eles estavam sentindo. O seu foi um desses. Que maravilha! Meus parabéns! Eu acho que a principal qualidade do seu conto é nos transportar para dentro dessa casa humilde. E é assim mesmo que acontece! Essa história é verdade para milhões de pessoas no Brasil. E não precisa ir muito longe não! Tenho uma tia que casou (nas palavras dela) porque era o jeito que ela tinha para “fugir de casa”. Ela não pode estudar para poder ajudar em casa e acabou se tornando costureira. Você tá vendo o quanto seu texto soou literalmente familiar para mim?
    Achei que a interação entre os personagens foi muito bem dosada. O pai perguntando varias vezes o nome do livro foi muito real pra mim. Achei que o final trágico se fez ainda mais trágico para o leitor. O leitor veio acompanhando o desenrolar da história dessa família e, quando o pai estava morrendo, essa perda tinha um peso muito maior.
    Só posso dar meus parabéns pela excelente história que você apresentou! Parabéns!!

    • Bia Machado
      20 de agosto de 2016

      Nossa, chorei aqui, Thiago! Nem sei se mereço, mas adorei seu comentário, obrigada! Aqui na minha família foi minha avó quem casou pra fugir de uma realidade e também trabalhou grande parte da vida como costureira. Depois de alguns anos o marido foi embora, nem cheguei a conhecer meu avô, porque ele queria ser mais livre ainda do que ela. Quem há de entender completamente as paixões dos humanos? 😉

  6. Daniel Reis
    19 de agosto de 2016

    Prezado Autor(a) Abandonado(a):
    Sinto muito por mim, já que não vou ficar sabendo onde seu conto poderia chegar. Mas, se me permite uma crítica parcial, toda a construção da história seguia promissora até o drama da morte do pai entrar em cena. Não pela morte, mas pela descrição em si, que pareceu, desculpe, um pouco exagerada. Tenho certeza que não foi isso que impediu a continuação, todavia, deve ter sido realmente algum problema pessoal do seu parceiro. De qualquer forma, bom trabalho!

    • Bia Machado
      20 de agosto de 2016

      Está muito certo sobre os momentos finais, Daniel, realmente ficou meio exagerado esse final que não era pra ser final, rs. Talvez um pouco da pressa de terminar, já tinha escrito dois contos pela metade e bateu um medo de perder o interesse por esse também, então escrevi de uma pancada só. Talvez também o medo de não colocar um conflito sequer pro segundo autor trabalhar, enfim, tudo pesou. Obrigada pelo comentário!

  7. vitormcleite
    19 de agosto de 2016

    gostei muito deste texto, parabéns à autora. Não sei bem porquê mas penso que seja de uma autora. O mínimo que os leitores podem fazer é oferecerem-se como possíveis continuadores deste conto. Sou um voluntário, se a autora me permitir terei muito prazer em dar continuidade a este pedido de livro como prenda de aniversário. A autora conseguiu passar uma imagem daquela família e o drama no final ficou bem e abria a porta para múltiplas continuidades, lamento que não tenha sido concluído, mas parabéns

    • Bia Machado
      20 de agosto de 2016

      Yes, uma autora! 😉 Se quiser continuar o conto, sinta-se à vontade, adoraria ter uma continuação feita pra ele. Obrigada!

  8. Amanda Gomez
    18 de agosto de 2016

    Que bonito, achei tudo muito bonito, tcs esse é um dos livros de Clarisse que ainda não li. Quem sabe agora, né?

    A narração está muito bem escrita, a menina Lúcia, ganha de cara a simpatia do leitor, o que mais gostei é que foi algo ‘’ o lado bom da vida’’ mesmo em meio a toda a dificuldade que a família passa, mostra a felicidade, união e comprometimento… A parte que chamou mais atenção são os irmãos, e quando a irmã mais velha, deixa sua vida pra cuidar deles, foi bem tocante, realmente.

    Temos também o que conseguiu se formar, ou seja, não foi somente tristezas e incertezas que geraram esta família… A irmã que casou e separou, e está muito ciente de que assim foi melhor… E o pai que nunca sorri, mas tem a delicadeza de dar o livro de presente a filha caçula.

    “ Abracei o embrulho e sorri, sem esperar que ele sorrisse de volta, meio ressabiada com a palavra que ele tinha achado difícil de lembrar. Teria sido “felicidade”? Eu quase tinha certeza de que sim.’’ Reli varias vezes esse trecho. Perfeito.

    É uma pena que este conto tenha ficado de fora do desafio, realmente uma pena. Mas vejo o lado positivo, pelo tanto de continuações ruins que teve, é uma alívio que este, sendo tão bem executado fique assim… incompleto, intocado. Tal como a vida, ela acaba no meio de uma frase, de um sorriso, e nunca saberemos o que viria depois daquilo, se não tivesse sido interrompido.

    Parabéns!!

  9. Claudia Roberta Angst
    18 de agosto de 2016

    Que pena que este conto não recebeu complemento. A história encantou-me como uma lenda de família, essas coisas de clã afetuoso. Muito bem escrito, com sensibilidade a brotar em cada frase. Fiquei lendo como se estivesse ouvindo uma senhora em uma cadeira de balanço contar a história de sua vida.
    Só duas coisas saíram do prumo:
    – No final, o pai dizendo que a filha só queria um sorriso. Mas como ele sabia disso se ela nunca teve coragem de pedir?
    – O autor escorregou no final deixando o tom por demais piegas…Poderia ter carregado um pouco menos no melodrama do diálogo entre pai e filha. Destoou do resto do conto.
    Um ótimo conto que merecia um desenvolvimento à altura. Espero que o autor nos brinde com a sua continuação.
    🙂

    • Bia Machado
      20 de agosto de 2016

      Obrigada pela leitura atenta, Claudia, na hora da correria para terminar (sem desistir mais uma vez e deixar mais um conto incompleto guardado), nem percebi essa questão do pai que não sabia que a filha queria um sorriso, precisava ter colocado alguma coisa antes pra justificar. E no final, que não era para ser final, pesei a mão mesmo, talvez medo de como deixar algo pro segundo autor. Vou rever isso.

  10. Luis Guilherme
    18 de agosto de 2016

    Caramba, que judiação esse conto não ser completado. Primeiro pelo desafio em si, seria interessante ver que destino o coautor daria à história. E principalmente porque o conto estava bom, e merecia um destino melhor que o abandono. Sinto muito pelo autor :´(
    Gostei do clima dramático e da técnica de escrita. Senti falta de mais diálogos ao longo do conto, mas a ausência deles não foi suficiente para dispersar a atenção. O fim (vou analisar, então, como um conto completo) foi ótimo, o ponto alto do conto. Quantas coisas não são ditas até que seja tarde demais, né?
    Se o conto exigisse nota, seria 8,0.

  11. Junior Lima
    17 de agosto de 2016

    Uma pena que esse conto não foi complementado. Bem leve e gostoso de ler…

    De qualquer forma, ainda funciona até o ponto em que foi escrita. Para mim, ainda serve como história fechada…

  12. Leonardo Jardim
    17 de agosto de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto (li inteiro, sem ter lido a primeira parte antes):

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): singela, por sorte conseguiu se concluir bem sem precisar de uma continuação. É uma trama simples, mas se destaca pela forma como é contada e pelos bons personagens. Gostei também da forma como a narradora aproveita para nos contar o futuro de cada irmão. Para se encerrar completamente, precisaríamos só saber mais sobre a própria narradora.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫): muito boa, sem erros ortográficos, sem floreios, pois temos um narrador personagem, mas bem executada. Como já adiantei, as idas e vindas no tempo foram destaque.

    💡 Criatividade (⭐▫▫): é uma história bonita, mas num tema comum de família pobre.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫): os personagens me conquistaram e a frase final é bonita. Um bom texto, mesmo sem a continuação.

    💬 Destaque: “Abracei o embrulho e sorri, sem esperar que ele sorrisse de volta, meio ressabiada com a palavra que ele tinha achado difícil de lembrar. Teria sido ‘felicidade’? Eu quase tinha certeza de que sim.”

    • Bia Machado
      20 de agosto de 2016

      Obrigada pelo comentário, Leo! Sobre a criatividade, não sei, só porque o tema é comum ele deixa de ser criativo? Acho que o tema comum é ainda mais complicado, há tantos textos maravilhosos com essa temática, até por isso fujo dele, tenho medo de escrever algo comum demais…

      • Leonardo Jardim
        23 de agosto de 2016

        Você está certa, Bia. Esse quesito criatividade é sempre difícil de avaliar, acaba indo no feeling mesmo.

        E vc sempre focando na parte ruim de minha avaliação, qdo em todos os outros quesitos foi boa 🙂

      • Leonardo Jardim
        23 de agosto de 2016

        Você está certa, Bia. Esse quesito criatividade é sempre difícil de avaliar, acaba indo no feeling mesmo.

        E vc sempre focando na parte ruim de minha avaliação, qdo em todos os outros quesitos foi boa 🙂

    • Bia Machado
      23 de agosto de 2016

      Nada não, só uma beliscada. No restante, eu concordo, mesmo se sua avaliação fosse contrária a essa. Mas essa de criatividade é subjetiva demais…

  13. Evandro Furtado
    17 de agosto de 2016

    Ah, cara que pena que esse conto ficou fora. Que demais. Por outro lado, ainda bem que não deu pra ninguém estragar, né? Talvez, de todos os que li até agora, foi o que mais suou os olhos. Enfim, que pena mesmo.

  14. Renata Rothstein
    16 de agosto de 2016

    Tão humano, profundo e cheio de nuances existenciais este conto…além de ser muito bem escrito.
    Confesso que fui às lágrimas com a história do velho pai e da narradora protagonista, lembrei de Éramos Seis, o drama familiar, a simplicidade bem desenvolvida.
    Realmente uma pena não ter sido complementado.

  15. Wesley Nunes
    16 de agosto de 2016

    O conto em forma de relato possui uma linguagem marcante. Através dela imaginamos cenários e até mesmo os personagens. É interessante a estrutura do texto aonde as histórias cercam a personagem principal. A voz da narradora personagem é viva e soa bem na mente do leitor.

    Gosto da forma como a trama foi conduzida. Primeiro é demonstrada toda a realidade da família, depois a amargura do pai e culmina no pedido inocente da filha. Todo esse cuidado e esmero tem como resultado o envolvimento do leitor com a obra.

    A obra possui criatividade, sendo que, todo o desejo e a busca se resumem em um simples sorriso. E esse gesto comum que é carregado de emoção e significado, acaba gerando uma carga dramática naquele que lê.
    Parabéns pelo emocionante texto.

  16. Ricardo de Lohem
    15 de agosto de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao seu conto! É uma pena que não tenha sido completada a sua história. O texto está de boa qualidade, é uma história muito boa, emotiva. O pai destruído pela partida da esposa, desaprende a sorrir; o livro de Clarice Lispector cujo nome ele tem dificuldade em lembrar por ter “felicidade” no título; os sentimentos desvelados por estar às portas da morte. É uma história dramática muito forte que poderia ter rendido um ótimo conto completo, com pelo menos uma nota 8. Sugiro que escreva a continuação você mesmo, o conto é bom. Boa Escrita!

  17. Simoni Dário
    15 de agosto de 2016

    Olá
    Nossa, que maravilhoso, nem precisa de complemento! Leitura fluida, cativante, os personagens são envolventes e a realidade transmitida é tão forte que penso tratar-se de história verídica. Excelente leitura.
    Parabéns autor, continue assim, você está no caminho certo.
    Abraço

  18. catarinacunha2015
    15 de agosto de 2016

    Todos os contos foram avaliados antes e depois da postagem da 2ª parte; daí a separação:

    1ª PARTE: A beleza deste conto está nos detalhes precisos da narrativa em primeira pessoa. Há controle total da personalidade da protagonista, com uma linguagem profunda que não deixa nada a dever à Charles Dickens: “Nunca devemos envergonharmo-nos das nossas próprias lágrimas.”

    PIOR MOMENTO: “Assim, a gente não falava nada. E assim o silêncio se perpetuava, assim a vida seguia.” – Ficou assim, meio assim demais.

    MELHOR MOMENTO: “Entre pias de louça a ser lavada e chão a ser varrido, havia tempo para a felicidade.” – O mundo lúdico infantil não foi atingido pela pobreza, este trecho traduz isso com uma delicadeza ímpar.

    PASSAGEM DO BASTÃO: Como seria a vida sem o pai? A tragédia continua com o bastão banhado em lágrimas.

    2ª PARTE: Espero que o autor termine seu conto para sofrermos mais um pouco com o personagem.

    PIOR MOMENTO: A ausência da continuação do conto.

    MELHOR MOMENTO: Não saber quem foi o colega que não conseguiu honrar o compromisso.

    EFEITO DA DUPLA: Aguçou minha curiosidade pela continuação.

    • Bia Machado
      20 de agosto de 2016

      Obrigada, Dona Catarina! Pensarei a respeito de uma continuação, mas desde já adianto que vou tentar mexer no final, que não era para ser final… =)

  19. Bia Machado
    15 de agosto de 2016

    A princípio, não era esse o conto que eu ia escrever. Tinha outras ideias, mas não consegui desenvolver. No último dia topei com a imagem que ilustra esse texto e do nada a história me veio. Todinha, do jeito que aí está. De vez em quando isso acontece, mas muito de vez em quando mesmo. Não é um tema comum nos meus textos, eu gosto de ir para o lado do fantástico, da ficção especulativa, do surreal… Fiquei preocupada com quem o complementaria, porque imaginei até essa cena do asfalto. É como se fosse um final aberto, eu acho… Por mim, ele já está concluído. E é bacana do jeito que está, cabendo talvez algumas correções que não foram possíveis devido à correria do prazo final para postagem. Agradeço a todos que lerem, comentarem e agradeço pelas sugestões que deixarem aqui.

  20. Danilo Pereira
    14 de agosto de 2016

    O conto remete muito a infância. Tem uma infinitude de sentimentos entre um pai com a sua filha. Que notamos que o gelo que enaltece essa relação só é quebrado através de uma tragédia. a personagem, descreve com os olhos todos os sentimentos. Cita o desejo de ter um livro. Assim como conto “Felicidade Clandestina” a pobre personagem sonha em possuir algo. Nesse caso apenas um sorriso do pai para guardar de recordação. O conto é muito bom. A linguagem é carrega de sentimentos. Infelizmente não teve continuação.

  21. Wender Lemes
    13 de agosto de 2016

    Olá! É uma pena que seu conto não tenha sido continuado, gostei da simplicidade das emoções nele, assim como a maneira como o destino atuava nas vidas daquela família. Sobre a construção de personagens, o final me pareceu um pouco puxado para o que o “pai” vinha apresentando até ali. Pensei em uma continuação com a mãe das crianças reaparecendo de alguma forma após a tragédia que encerra esta primeira parte. Gostaria de ver a sua própria continuação, caso venha a ser (ou já tenha sido) feita.

    • Bia Machado
      20 de agosto de 2016

      Oi, Wender! Obrigada pela leitura e comentário. Sim, o final foi complicado mesmo, feito meio que na correria para dar tempo… Continuação? Não sei… Mas o final é bom trabalhar um pouco mais, mesmo.

  22. Bruna Francielle
    13 de agosto de 2016

    Realmente uma maldade não terem continuado este conto. Estava emocionante, eu achei a narrativa altamente realista. Pareceu um relato verdadeiro. Não houveram detalhismos, divagações e prolongações desnecessárias, não tem nada de enfeite desnecessário, a história tem ritmo. Fiquei então na curiosidade de saber, o que ela fez com o livro..qual teria sido a história dela e a do livro da Lispector ? O que poderia ter tido haver ? Infelizmente, um cont pela metade. Fica aqui que achei isso terrível.

    • Bia Machado
      20 de agosto de 2016

      Obrigada, Bruna. Quanto a não ter sido complementado, tudo bem, só os comentários já estão valendo muito a pena, são o melhor, aliás. 😉

  23. palcodapalavrablog
    11 de agosto de 2016

    Uma pena que o texto nao6tenha sido complementado.

    Ainda assim, ele funciona como um conto inteiro. O tema é bem dramático e, para mim, soou como autoral. Senti apenas um pouco a falta de uma preparação maior para o clímax do final. Mas, como era um desafio de duplas, o final ainda se estenderia, teoricamente.

    Parabéns a escritora.

    • Bia Machado
      20 de agosto de 2016

      Verdade, o final ficou a desejar. Talvez por medo de não deixar nada para o segundo autor… Não é autoral, mas me inspirei nas histórias de algumas pessoas que conheço… Obrigada! =)

  24. Andreza Araujo
    11 de agosto de 2016

    O ponto forte do conto é a própria narrativa. Vai além do fato de ser em primeira pessoa, é como se estivéssemos ouvindo a menina contar a sua história, com todo o seu jeito característico de falar.

    Mesmo sem o complemento, o conto tem o seu final, apesar de aberto, pois podemos imaginar que ele se salva ou então definha por completo na frente da filha.

    Até mesmo os irmãos dela são personagens bem reais. Fiquei me perguntando o que houve com a mãe, mas o próprio texto dá a entender que ela não suportava mais aquela vida. Uma pena (para ela e para a família, é claro). Mas isto, de forma alguma, diminui a qualidade do texto, é apenas uma observação minha, enquanto leitora, me perguntar o que houve com a mãe das crianças.

    O texto me tocou com a sua simplicidade e ao mesmo tempo com a sua profundidade. Muita bonita a mensagem que o texto passa, sobre esse pai que se esforça para cuidar de seus filhos, mesmo sem sorrir.

    • Bia Machado
      20 de agosto de 2016

      Oi, Andreza, obrigada! Então, o sumiço da mãe, a situação do final do conto, foram coisas que deixei pra ajudar o segundo autor, pra ele ver como poderia seguir. Mas não adiantou muito…

  25. Davenir Viganon
    10 de agosto de 2016

    Olá. O conto no clima dramático (bem adotado no desafio). Foi um bom início, deixou personagens bem estabelecidos, a menina e o pai. Abriu-se dois arcos, com a mãe que sumiu logo no início e com o pai prestes a morrer no fim. Espero que o autor complete o conto poxa! queri saber o que aconteceu 🙂

    • Bia Machado
      20 de agosto de 2016

      Obrigada. Talvez eu mude o final, está com muito drama. E assim faça uma conclusão mais sólida dele. 😉

  26. Brian Oliveira Lancaster
    8 de agosto de 2016

    CAMARGO (Cadência, Marcação, Gosto) – 1ª leitura
    JUNIOR (Junção, Interpretação, Originalidade) – 2ª leitura

    – Da alegria desaventurada da vida (Clandestina)
    CA: Cotidiano bem cotidiano, mesmo. Excelente. – 9,0
    MAR: O texto transcorre através de reflexões da protagonista, de um jeito bem simples de se entender, o que foi ótimo, aliando camadas de conexão sentimental com o dia a dia do leitor. – 9,0
    GO: Textos melancólicos me atraem, e esse não foi diferente. A vida amargurada do personagem coadjuvante trás inúmeros vieses sentimentais. Aliado à boa escrita, simples, porém eficiente, cativou. – 8,5
    [8,8]

    JUN: É um texto bastante emotivo e cativante. Uma pena que não teve continuação. Mas, quem sabe, não foi melhor assim? (Não darei nota nesse quesito).
    I: Um enredo sofrido, que derrama sentimentos em cada linha explorada. Sutil, cheio de nuances. Bastante vivo em sua concepção. (Não darei nota nesse quesito).
    OR: Melancolia, cotidiano, sofrimento. Nada muito novo. O que conta é “como” são utilizados esses clichês. E aqui você o faz muito bem. (Não darei nota nesse quesito).

    Final: 8,8

    • Bia Machado
      20 de agosto de 2016

      Obrigada, Brian! 😉 Talvez tenha sido melhor não ter continuação. Mas para efeitos de desafio, foi uma pena…

  27. Rubem Cabral
    8 de agosto de 2016

    Lindo conto, escrito com alma; fiquei com os olhos marejados. Uma lástima, realmente, não ter tido continuação.

    A escrita é simples e eficiente. Há muitos sentimentos e detalhes, mas não cai na tentação fácil do sentimentalismo, enfim, o texto é muito equilibrado e maduro.

    Nota 10 para essa primeira parte.

  28. Jowilton Amaral da Costa
    7 de agosto de 2016

    É um conto simples, com uma escrita simples e competente. Mas, não me empolgou, inclusive, achei um tanto monótono, me desculpe Tirando o final, nada no texto me comoveu ou me fez refletir. Pareceu-me um relato comum de uma família comum, o que não tem nada de errado nisso, no entanto, para mim, faltou à narrativa um pouco mais de força para que o leitor, – falo apenas por mim, logicamente -, se envolvesse mais com a história. Boa sorte..

  29. Matheus Pacheco
    7 de agosto de 2016

    Eu achei uma “Mancada” descomunal esse texto não ter sido completo, sem brincadeira nenhuma. Mas assim como alguns dos outros contos ele ficou tão bem amarrado, quase que não precisando de uma continuação, e uma outra pena é que foi desclassificado.
    Abração Amigo

  30. Pedro Luna
    6 de agosto de 2016

    Olá. Gostei. Li recentemente o A MORTE DO PAI, do Karl Ove, e esse tema ainda está em minha cabeça. Creio que você retratou bem a relação da personagem com o pai silencioso, surrado pela vida. Gostei de partes bem sensíveis como:

    “Abracei o embrulho e sorri, sem esperar que ele sorrisse de volta, meio ressabiada com a palavra que ele tinha achado difícil de lembrar. Teria sido “felicidade”? Eu quase tinha certeza de que sim.”

    Mas não gostei do diálogo no fim. Achei que ele soou meio falso na condição em que estavam os personagens.

    Bem escrito, uma pena a não complementação.

    • Bia Machado
      20 de agosto de 2016

      Esse livro do Karl (todos dele, aliás) está na minha lista. Ah, o final… Que não era final, rs… Sim, acho que forcei demais. Preciso aprender a dosar isso, me deixo levar pela narração, ainda mais em primeira pessoa. Obrigada!

  31. mariasantino1
    5 de agosto de 2016

    Oi, Tudo bem?

    Então, gosto de coisas rurais, simples, de desventuras de gente comum, do cotidiano, e esse conto me ganhou por diversos motivos e se perdeu pontos foi por pouca coisa.

    Narrativa próxima, intima e um cerne bacana (laços de família). Algumas passagens me lembraram alguma coisa do MIA COUTO (há um livro dele que ele fala de afinadores de silêncio, que o silêncio era diferente quando o filho mais novo do personagem principal estava por perto). Achei de muito mérito a narrativa ser cabível a uma moça simples, como se a personagem conseguisse mesmo sair do papel e essa fosse a voz dela.

    O conto perde pontos pela apresentação longa e pelo clímax muito dramático. Ficaria mais interessante optar pela subjetividade, uma vez que o pai é um homem simples. Só os pensamentos da moça e o entendimento no olhar ficaria muito mais rico e menos dramático. A fala final também cabe como epfania.

    Enfim, gostei da narrativa, dos cenários, da proximidade e da forma que os personagens foram construídos. Sucesso no desafio.

    Nota: 8

    • Bia Machado
      20 de agosto de 2016

      Obrigada, Maria. Quanto ao final (que não era final, aliás…), verdade, menos drama seria melhor. Só não vi isso na correria de ter que terminar para entregar. Mas quem manda eu fazer as coisas correndo? Vou tentar rever isso.

  32. Marco Aurélio Saraiva
    5 de agosto de 2016

    Conto muito bem escrito. Narrado de forma descomplicada, com paralelos ao nosso dia a dia tais que nos sentimos como o personagem principal. Isto é amplificado pelo fato da personagem principal não ter sido nomeada, nem o seu pai. Logo, ela poderia ter sido eu e seu pai poderia ter sido o meu pai. Cada personagem tem certa profundidade, mesmo que seja Joaquim, um dos irmãos mais velhos da narradora, que aparece em apenas duas linhas do conto.

    A escrita fluída, o tom melancólico e a atmosfera nostálgica agradam muito. É um daqueles contos que que você não percebe quando acabou. Quando chega ao fim, pensa: “poxa, queria ler mais disso aqui”.

    Apesar de não ter sido continuado, é autossuficiente. Lendo agora, a única coisa que consigo pensar é que, se fizessem uma continuação, a chance de estragar esta obra de arte era grande. Melhor assim.

    A história, uma pincelada na vida de pessoas comuns, em vidas comuns, com os problemas que temos, apenas com roupas diferentes. A naturalidade com que é narrado o drama me faz achar que o escritor narra uma história verídica – a sua própria. Tantas vezes lemos contos e livros com o objetivo de fugirmos da realidade, quando não vemos beleza na nossa própria realidade. E há beleza, mesmo no drama; mesmo na vida sofrida do pai; mesmo na fuga da mãe. A beleza reside na superação, na continuação da vida apesar dos problemas, na admissão dos próprios erros.

    Gostei muito. Nota 10. Parabéns!

    • Bia Machado
      20 de agosto de 2016

      Obrigada pelo comentário. Nem sei se mereço, mas fico feliz em poder causar essa impressão. Deixei escapar o nome da menina em um trechinho: Lúcia. Mas a princípio tinha a intenção de não dar mesmo um nome a ela. 😉

      • Marco Aurélio Saraiva
        21 de agosto de 2016

        Eu voltei pra tentar achar o nome e não consegui! Droga, rs rs rs.

        Parabéns bia! Merece sim, cacete. Tira o chapéu da humildade daí!

    • Bia Machado
      21 de agosto de 2016

      *_____* Tá bom, sem chapéu, rs… Aqui o trechinho: “Faz bem você, Lúcia, de sequer pensar em marido. Vai viver uma vida inteira antes disso, melhor que faz”.

  33. Anorkinda Neide
    3 de agosto de 2016

    Um texto bonito que conecta o leitor pela linguagem sentimental da protagonista narradora.
    Visualizei toda a trama com simpatia, apenas o finalzinho, do classico moribundo e seu ultimo dialogo, nao curti nao, na verdade. Clichê, né? rsrs
    Abraço!
    .

    • Bia Machado
      20 de agosto de 2016

      Se foi clichê, ou não, não sei dizer. Mas não era o final, né, e talvez nem fosse o último diálogo. Aí só o segundo autor, se ele tivesse complementado, para decidir sobre isso. Vai ver que ele achou clichê demais também e acabou desanimando. Enfim, obrigada.

  34. olisomar pires
    1 de agosto de 2016

    Lindo texto. Muito bem redigido. Uma história que é realidade todos os dias em muitos lugares. Pena que não participará do desafio.

  35. Fabio Baptista
    1 de agosto de 2016

    Imitando descaradamente nosso amigo Brian, utilizarei a avaliação TATU, onde:

    TÉCNICA: bom uso da gramática, figuras de linguagem, fluidez narrativa, etc;
    ATENÇÃO: quanto o texto conseguiu prender minha atenção;
    TRAMA: enredo, personagens, viradas, ganchos, etc.;
    UNIDADE: quanto o texto pareceu escrito por um único autor;

    ****************************

    Conto: Da Alegria Desventurada da Vida

    TÉCNICA: * * * *

    Está muito boa, com um estilo peculiar e gramática perfeita.
    Algumas frases, apesar de compreensíveis, soaram estranhas, no entanto:

    – Como se lhe custasse sempre aquele ato
    – saiu pra uma novena e nunca mais

    Outras, destacaram-se pela beleza singela:
    – havia tempo para a felicidade

    ATENÇÃO: * * *
    Aqui é só gosto pessoal: acho que esse tipo de narrativa, mais cadenciada, com pormenores e tal, combina mais com romance. Num conto, quando não acontece alguma coisa logo, começa a dispersar a atenção do leitor. Foi o que aconteceu aqui comigo.

    TRAMA: * * *
    Eu sei que esse conto não teve complemento, mas, nessa primeira parte, a trama praticamente inexiste. Só acontece algo no último parágrafo, com o atropelamento.
    A última frase, porém, tem um grande poder de redenção e fecha o (meio) conto com gosto de bolinho com leite condensado por cima.

    • Bia Machado
      20 de agosto de 2016

      Técnica: escrevi rápido e não tive tempo de pensar sobre algumas construções. Daí essas “pérolas”. =P Sobre a atenção: Verdade, não aconteceu mesmo muita coisa, mas acho que não dava conta de escrever um romance com essa carga de drama não, rs… Trama: Concordo, foi mais um relato, e o atropelamento foi a ideia que me veio para deixar um “gancho dramático” (isso existe?) para o autor que fosse complementar, se eu soubesse que justo o meu não seria concluído, rsss… Obrigada por ter gostado!

  36. Gilson Raimundo
    31 de julho de 2016

    Olha, o conto não foi tão legal, digo, tem muitos contos por ai com esta temática: família pobre e sofrida, as vezes retirantes, as vezes faveladas, sempre alcoolatras, pouca comida no prato, eu mesmo vivi esta fase na minha vida e quando juntamos na casa de meu pai recordamos os tempos felizes do ovo com farinha, do roçado, enfim, um conto saudosista e comum… se tivesse complemento talvez teria melhorado, na minha opinião vc poderia ter caprichado um pouco mais e levado uma boa nota com um conto redondinho…

    • Bia Machado
      20 de agosto de 2016

      Sim, é verdade, tem muitos contos por aí com essa temática, assim como tem muitos contos por aí com a temática de anjos, vampiros, policial, sobrenatural, humor etc. etc. etc… Escrevi pouquíssimos contos na temática do cotidiano, mas escrevi com toda a emoção que senti no momento e disso não me arrependo e aceito as falhas que ele tem. Obrigada pelo comentário.

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Publicado às 13 de julho de 2016 por em Duplas e marcado .