EntreContos

Detox Literário.

Estação Liberdade (Danilo Pereira e Evandro Furtado)

Em nossas rotinas diárias enfrentamos todos os tipos de obstáculos, desde uma poça de água na rua como um monstro. É isso mesmo! Um monstro! Assim que Joaquim José João, mais conhecido como JJJ ou para simplificar a linguagem o J, encarava o seu dia a dia. Sua rotina era denominada “catástrofe”, (por ele mesmo). E essa rotina era subdividida em vários demônios, seu intelecto associava tudo da sua vida como uma enorme máquina devoradora de vida. Esses seres, monstros, flutuavam no consciente de J.

O primeiro demônio se chamava relógio, esse ser tinha a ousadia de se intrometer na vida de J de tal forma que acabava com todos os sonhos dele. Bastava o J sonhar com algo bom, essa ousada maquininha de tortura, se colocava a gritar em um som único que lembrava o último suspiro de uma cigarra em desespero… Era uma angústia. O que demorou uma vida inteira para sonhar acabava com um som chato e sem graça em questão de segundos.

– Relógio desgraçado! Exterminador de sonhos! Esse era o lema de todas as manhãs desse ser angustiado e atormentado. Mas nessa manhã nem sabia ele o que estava para acontecer. Tinha certeza de tudo que ocorreria nesse dia 6 de agosto. Como de costume tomou uma xícara de café amargo, esquentou o pão de três dias atrás em uma frigideira, escovou seus dentes amarelos, colocou a sua farda de operário, na verdade um maltrapilho sujo e fedido, era o típico sujeito que o capitalismo escolheu para ser um lixo ambulante, algo que deixou de viver a muito tempo e passou apenas a sobreviver. Como de costume também, acendeu um cigarro fedido e imundo, ora J fumava era cigarro falsificado, foi para o ponto de ônibus, encontrou as mesmas pessoas de sempre, cumprimentou os conhecidos e ficou a fumar aquela droga imunda onde a fumaça misturava com a poluição do ar e com o cheiro pútrido do caminhão do lixo. Todos que estavam no ponto de ônibus notaram que o caminhão da coleta do lixo deixara escorrer um líquido verde, azul, amarelo e com muitas outras cores, mas as cores era o de menos nessa situação. O cheiro que este líquido deixou no ar, começou a dar náuseas em J e em todos os outros seres ao seu redor. Digo seres porquanto pombos, cachorros e gatos que infestara a rua deram no pé pelo ocorrido. Porém um cachorro manteve firme deitado em seu canto. J naquela situação de enjoou e nojo jogou o resto daquele cigarro fora. A “bituca” caiu próximo do cão vira-lata que estava firme no seu estado. “Estava”, logo que sentiu aquele odor de cigarro o cão virou de lado, levantou-se e foi embora. J pensou e refletiu sobre a condição daquela fumaça que exalava do resto de cigarro falsificado. Chegou perto da bituca e pisou com seu pé número 44. Olhou de soslaio e notou que uma senhora alta e magra que estava com um terço na mão esquerda balançava a cabeça em sinal de reprovação.

O ônibus não tardou em chegar, enfrentou um aperto terrível para entrar no veículo, ao cheiro de perfumes fortes, cabelos hidratados com shampoo de ovo, coxinhas de frango e roupas encardidas e mofadas, J ia em pé segurando onde podia com uma sensação que esse mundo já foi faz tempo!

Depois de 20 minutos estava no terminal do Jabaquara, pronto para enfrentar outro aperto maior e mais desagradável do que o anterior. O metrô! O engraçado que em horário de pico o cidadão não precisa fazer força para andar, ele é automaticamente arrastado para onde a multidão quiser, nesse contexto, para o vagão mais próximo. Do Jabaquara á estação Liberdade são 11 estações nesse caminho. Em 5 anos de trabalho e dessa rotina, J nunca, “nunca mesmo” conseguiu fazer esse trajeto sentado. Nunca soube como seria sentar em um banco de metrô, e nunca teve a sensação de viajar em conforto, (pobre J, nem sabe ele que aqueles bancos não diferem de nada de uma pedra!)

Conceição, São Judas, Saúde, a cada estação parecia que enchia mais o vagão, agora além da dor nas pernas, há dor também nos dedos dos pés, por esses serem maltratados por pisões.

– Nem sequer pediu desculpas, velho xarope, pensou J em plena a estação Santa Cruz. Logo ficou com remorso do seu pensamento. Ficou a imaginar por que deram o nome daquela estação Santa Cruz, ficou pensando, refletindo, pensou em até perguntar para uma senhora ao seu lado, mas teve vergonha, considerava suas curiosidades uma grande besteira sem tamanho e número! Considerou que aquela estação recebeu o nome assim por se tratar de uma pessoa, uma freira muito importante. J lembrou de Deus! Mas logo se esqueceu. Deus é tão imenso que não cabe naquela cabeça pequena!

Vila Mariana, Ana Rosa, Paraíso… Paraíso, J voltou a lembrar de Deus e ficou questionando onde seria o paraíso? Em que lugar desta terra ele estaria localizado. – Tudo ilusão! Pensou alto e até materializou esse pensamento em sua fala, as pessoas olharam com aqueles olhares denunciando-o para a sociedade que aquele sujeito era mais um louco que o sistema criou. J ficou envergonhado.

Vergueiro, falta agora apenas uma estação para que J possa descer na Liberdade e gozar de sua escravidão. Que paradoxo!

Mas eis que surge algo grande e novo, todos os passageiros do vagão descem na estação São Joaquim, então, J se vê totalmente sozinho e livre, mas fica confuso, não sabe se senta no banco, se grita ou ri, é tomado de um sentimento único, novo, e para ele grande. É como se pela primeira vez na vida ele teve um encontro com a felicidade… Mesmo que essa venha a durar apenas 2 minutos. J pula, senta em todos os bancos do vagão, tem vontade de urinar em cada banco como os cachorros fazem, na verdade ele se considera um rei naquele momento.

– Nossa, que demora em chegar a Liberdade! J fica mais confuso agora pelo fato de o metrô estar em atividade mais de 5 minutos sem parar. “Será que eles se esqueceram de parar?” Meu Deus! “O que está acontecendo aqui”? Eram perguntas que moviam sua mente constantemente, sentia medo misturado com loucura e um pouco de dúvida. Achava que estava sonhando. –“daqui a pouco aquele demônio me desperta”

6, 12, 18, 36 minutos… J aos gritos em vão enlouquece de tal forma que toca o alarme de segurança do vagão, além de medo, agora sente um desconforto auditivo, pois o alarme não parava de tocar e nada acontecia. –“meu Deus!”

De repente, o alarme para. – “ufa! Já devem ter me notado aqui”. Agora era o silêncio que o atormentava. Nem o trilho do metrô fazia barulho. Era um silêncio insuportável.

– Liberdade cadê você?. E uma voz do setor de áudio do metrô responde: Estou aqui homem! Uma voz carregada de certo tom doce e melancólico chocou o pobre J de tal forma que sua respiração ficou excessivamente ofegante. Respirava com dificuldade, seu batimento lembrava o tempo do surgimento do jazz.  Uma coisa doida acontecia no mundo nesse momento.

– quem está falando?- questionou J com agonia e êxtase!

– Ora! Quem sou eu? Sou a Liberdade! Você me chamou até aqui. Para o êxtase de J, essa voz o atormentou mais ainda. Agora seu espírito emitia um grito de desespero. Considerava que aquilo tudo passava de uma brincadeira estúpida e covarde de alguém. – “Vim de muito longe, estava adormecida no coração do mundo e você me despertou! Como ousa despertar um sentimento tão ilustre e magnífico como eu?” Agora a fala carregava certa ironia e superioridade que encolhia o próprio sujeito naquele vagão. J até certo ponto havia escolhido um canto para se refugiar dessa loucura que estava acontecendo em sua rotina diária.

– Isso é uma brincadeira sem graça alguma! Seus covardes e sujos! Parem com isso e me deixem sair daqui, eu quero sair! Libertem-me seus porcos imundos! Deixem-me sairrrrrrrrrrrrrrr! A raiva apoderou-se de seus instintos de tal forma que se alguém presenciasse aquele momento teria uma pura convicção que somos mesmo descendentes dos primatas! J era um animal confuso.

59 minutos dentro daquele vagão sujo, e uma eternidade de sentimentos surgia naquele instante. A voz continuou em tom irônico:

– Livre? Jamais você será livre pobre sujeito. Digo por experiência própria. Nem eu mesmo sou livre! Sou condensada a viver apenas na imaginação das pessoas como uma idéia sublime, um sonho bom, algo que todos gostam de falar, mas que na verdade ninguém desfruta. Fui tema e teoria de filósofos e poetas, mas ninguém soube me entender! Preferiu-se criar guerras com meu nome, mortes, quantas cabeças rolaram a favor de mim… Mas, tudo isso em vão.  Os homens não estão aptos a viverem a fuga da liberdade!

– Não! Não acredito nisso que você falou! Eu acredito que a liberdade nos foi destinada para cumprirmos uma missão na vida; e sem liberdade nada vale a pena. E mais: acredito que a liberdade a nosso alcance é maior do que aquela que ousamos viver. Forte e firme a fala de J mostrou certo orgulho e do outro lado feriu a voz que falava com ele. Houve silêncio novamente! “O homem está condenado à liberdade” continuou J citando uma fala que leu uma vez em um jornal. Nem sabia quem era o autor desse enunciado. Preferiu acreditar que ele próprio criou aquela fala. Considerava agora um filósofo! Que ridículo!

O metrô aos poucos começou a parar. E parou! As portas se abriram, mas não havia estação. Não havia luz, pessoas, barulho, conversa, não havia nada. Na verdade apenas um muro em frente às portas. J agora ficou mais confuso. E agora? Olhou em suas mãos calejadas, feias, machucadas e sujas e notou que havia apenas quatro dedos em sua mão esquerda. –Que horror! Agora eram apenas dois dedos. Seu corpo estava apagando-se se desfazendo a cada fração de segundos. Mãos, pés, braços corpo, tudo de desfez. J olhou bem para o vagão e antes de disser suas últimas palavras notou em uma janela do vagão uma pintura de Van Gogh, tratava-se de A noite estrelada. Estrelas giratórias e cometas em redemoinho transfiguravam o céu, mas ninguém parece estar presente para testemunhar a estranha ocorrência. Não havia pessoas, mas a pintura parecia expressar tudo àquilo que minutos atrás ele tinha falado. Notou que aquela voz não era das caixas de som do metrô, o quadro falava por si próprio. Era a própria materialização da liberdade, mas agora era tarde demais para a arte e a humanidade, pois J desapareceu. O vagão continuou, o metrô seguiu para a próxima estação e o quadro prosseguiu pregando a liberdade que a cada instante se desfaz em ilusões.

Ao passo que J misteriosamente desaparecia nos subterrâneos paulistas repletos de veículos silenciosos e roedores barulhentos, o outro lado da cidade contemplava o dia a dia de Cinthia – ou C, como adotaremos por conveniência.

Parada em uma avenida, inominável nesse projeto de continuação de conto por falta de conhecimentos geográficos, ela esperava, tranquilamente, pela luz vermelha do semáforo a ser ativada. Quando isso acontecia, ela avançava em direção aos carros, pendurando pacotes de balas nos retrovisores. Quebrando a ordem natural das coisas que dizia que vermelho era a cor do PARE, C via na cor rubra o assentimento da natureza para que exercitasse sua marginalizada profissão.

Próxima ao momento de abertura do semáforo e em meio ao acelerar impaciente dos carros ao seu redor, ela voltava, caminhando, entre os carros, recolhendo os pacotes e as pouquíssimas moedas que conseguia arrecadar. Prosseguia assim, até o final do dia, voltando para casa, normalmente com metade dos pacotes dentro da bolsa.

Pegava o metrô lotado, tentando se espremer para caber lá dentro, às vezes ficando com a ponta da camiseta presa na porta.

Naquele dia, em particular, assomou-se a todo o estresse cotidiano de C um estranho mal-estar, que fê-la suar tal qual um porco próximo ao momento do abate. Talvez fosse o perfume de algum estudante exagerado, talvez fosse a própria falta de circulação de ar no veículo fechado. Ela só torcia para que conseguisse chegar consciente na próxima estação. Quem sabe com alguns passageiros deixando o vagão, pudesse ter um pouco de oxigênio para si.

Para o azar dela, no entanto, sucumbiu. Lentamente, foi perdendo a consciência, largando o corpo que ficou pendurado entre a multidão ante a ausência de espaço no chão para cair.

Antes de desmaiar ela ouviu, ao longe, um som bucólico, sorte de balada que fazia lembrar o campo e a natureza. Tivesse uma vida menos cruel, talvez reconhecesse Wagner naquela canção.

***

C abriu os olhos em meio ao vagão vazio. Onde todos os outros passageiros haviam ido era algo impossível de se descobrir.

Desceu na estação da Paulista e se deparou com o maior absurdo de todos: a total ausência de pessoas. O desespero ardeu em seu âmago conforme ela subiu correndo as escadas rolantes em mais um ato de sua anarquia inconsciente.

Na superfície, encontrou a habitual selva de concreto, seus arranha-céus desafiadores de divindades e suas avenidas largas que sempre pareciam estreitas demais ante a superlotação de veículos e pessoas.

Mas não havia carros, ou gente, ou som que lembrasse a terra da garoa. Se fechasse os olhos, C poderia sentir a verdadeira noção do nada, algo considerado impossível há alguns instantes.

Ela continuou caminhando pela avenida. Atravessou a imensidão de asfalto sem precisar se preocupar com semáforos abrindo ou fechando. Então notou que estava sem a sua bolsa. A estranha ausência da alça sobre o ombro foi, naquele momento, mais um peso do que um alívio. Ainda assim, ela resolveu prosseguir. Não parecia haver muitas pessoas ao redor para roubá-la naquele momento.

Entrou no prédio da FNAC e atravessou-o de ponta a ponta. Todos os produtos estavam lá, ao seu alcance, inclusive um sem número de sonhos de consumo. Mas não pegou nada. Uma intrínseca moralidade a impediu.

Saiu do prédio, voltando à avenida. Gritou para que alguém a ouvisse, mas obteve como resposta apenas o eco da própria voz.

Teve que enfrentar a realidade, enfim. Estava só em São Paulo. Tentou não enlouquecer diante de tal perspectiva, simultaneamente sentindo o pânico bater à porta. Correu pela avenida, buscando com o olhar alguém ou alguma coisa que pudesse indicar que não estava, afinal, sozinha naquele pesadelo.

Sentou na calçada, o suor escorrendo-lhe pelo corpo. Colocou as mãos na face para esconder o choro de ninguém. Recompôs-se, voltou a ficar de pé, tentando conceber o que havia, afinal, acontecido com todo mundo. Haviam morrido? Fugido? Talvez houvesse ocorrido de fato o Arrebatamento e ela havia ficado para trás. Começou a listar seus pecados.

Ouviu então um barulho ao longe. Segurou a respiração para ouvir melhor. Alguém havia gritado ou talvez sua mente acostumada à agitação estivesse começando a gerar sons aleatórios para consolar seu solitário coração? Não, havia de fato ouvido alguém. Sim, e lá estava de novo, gritando palavras incompreensíveis.

C correu em direção ao som, ignorando o cansaço e a dor nas pernas depois de um longo dia de trabalho.

Quando seus olhos, enfim, enxergaram-no, foi tomada por um estranho senso de dúvida. Como proceder diante de tal situação? Mesmo aquele breve período ausente de pessoas em sua vida pareceu conceder-lhe um desejo de permanecer só, como se agora toda e qualquer presença lhe fosse prejudicial. Mal sabia ela, ele sentia a mesma coisa.

Caminhou em sua direção, exercendo enorme força de vontade às pernas para se livrar daquele estranho sentimento que a tomara por completo. Estancou diante dele, mas seus lábios pareciam estranhamente secos e foi incapaz de dizer uma só palavra.

– Eu sou J. – ele disse enfim.

– E eu sou C. – ela respondeu com dificuldade.

E naquela pequena apresentação, resumida a iniciais sem sentido para a sociedade convencional, se tornaram os maiores dos amigos. Instantaneamente, descobriram que precisavam um do outro naquele mar de solidão que a capital paulista havia se tornado de repente.

Caminharam por toda a cidade pela primeira vez em suas vidas, sem precisar se preocupar com assaltos ou com a hora de chegar em casa. Foram do Grajaú até Perus, depois da Raposo até o Itaim. Desfrutaram da beleza da Barra Funda e da felicidade de Itaquera. Brás, Consolação, Sé, Santana, Tucuruvi, Iguatemi, Moóca, Tatuapé, Vila Matilde, Jabaquara, Moema, Morumbi, Vila Mariana, Butantã, Freguesia do Ó, Pinheiros, Pirituba… Ah, São Paulo. Agora vazia de gente. Digna, enfim, da canção de Caetano. Aquela floresta de pedra que faz o coração bater mais forte.

No final da tarde, começou a garoar. Veio aquele vento fresco e aquele cheiro agradável que só existe na capital paulista quando água cai do céu. Olharam um para o outro e sorriram. Ficaram lá na chuva, a água correndo contra a pele.

Quando a noite chegou, as luzes começaram a acender, revelando outra cidade, ainda mais bonita.

Prosseguiram lado a lado sem dizer qualquer palavra. As mãos acabaram por se encontrar e, depois de se entrelaçarem, não soltaram mais. Prosseguiram em silêncio, sob a luz dos postes e dos anúncios de publicidade. Seus corações pulsando constituindo o único som daquele universo silencioso.

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38 comentários em “Estação Liberdade (Danilo Pereira e Evandro Furtado)

  1. Thales Soares
    19 de agosto de 2016

    Que história estranha…

    Gostei de alguns aspectos apresentados pelo primeiro autor. A narração é bastante filosófica. Aprecio muito quando ideias, como a Liberdade, são transformadas em entidades, e saem por aí conversando com as personagens. Isso me dá um gostinho de Sandman.

    O segundo autor até que conseguiu se virar bem também. Com um começo que a princípio me fez torcer o nariz, ele conseguiu se entrelaçar bem com o início do conto, formando um final interessante e bacana.

    A única falha talvez tenha sido que a obra como um todo não ficou com uma escrita tão visualmente prazerosa ou apresentada de forma tão bem quanto em outras histórias deste desafio. Mas a junção dos autores ficou boa.

  2. Wilson Barros Júnior
    19 de agosto de 2016

    Certas coisas muito diferentes combinam bem, filé e fritas, feijão e arroz, goiabada e queijo. Na minha opinião, a aspereza do cotidiano combina muito bem com o realismo fantástico, é como se fosse uma fuga, uma solução. Na primeira parte, estilo John Fante, o autor descrveu minuciosamente o lado desagradável do dia-a-dia, simbolizada e realizada pela multidão de pessoas. Na segunda, a catarse foi obtida pela eliminação dessa mesma multidão. Assim, o conto foi muito bem construído, um enredo desno, filosófico, fascinante. Uma bela obra a 4 mãos.

  3. Thiago de Melo
    19 de agosto de 2016

    Amigos autores,
    Infelizmente não consegui me conectar com a história que vocês desenvolveram. Estava até interessante no início, mostrando como era a rotina de J e como coisas que para ele eram normais incomodavam até cachorro! (rs)
    Eu gostei da descrição da rotina dele e acho que todos nós nos sentimos um pouco autômatos no nosso dia a dia de trabalho. Essa parte me interessou bastante. Até a parte em que ele ficou sozinho no metro eu estava ali dentro do vagão junto com ele, sem entender nada. Daí veio a “voz da liberdade” falar com ele e tudo descambou. Achei meio forçado um cara operário e, ao que o texto indica, sem muita instrução, conseguir olhar pra janela e reconhecer uma pintura de Van Gogh. Não que seja impossível, claro, mas é que não há nenhuma indicação na construção do personagem de que ele teria aquele conhecimento (nem por instrução, nem por ser algum tipo de hobby particular dele).
    Quando entrou a C na jogada aí foi que vocês me perderam de vez. Da mesma maneira, gostei do início. A ideia de que luz vermelha pra ela significa “Corre!” foi muito interessante. Mas daí ela pega o metro e ficou quase óbvio o que iria acontecer também com ela. Quando os dois personagens se encontram eu não consegui sentir empatia nenhuma por nenhum dos dois e não achei que eles tinham qualquer motivo para terem empatia instantânea um pelo outro.
    Desejo boa sorte a vocês no desafio.
    Um abraço

  4. apolorockstar
    19 de agosto de 2016

    um conto bem simbólico, a continuação foi bem feita, ao introduzir uma história paralela ,com a vida da personagem C porem não excluindo a personagem J, nem o começo da história , teve alguns erros de português e alguns pensamentos apareceram em parágrafos de fala

  5. Daniel Reis
    19 de agosto de 2016

    Prezados Autores, segue aqui a minha avaliação:
    PREMISSA: uma ode a São Paulo de encontros e desencontros, temperada com uma pitada de absurdo e metafísica.
    INTEGRAÇÃO: uma boa integração entre os autores, e desconfio até que o segundo autor tenha colocado o metrô novamente nos trilhos…
    CONCLUSÃO: uma história que capturou a curiosidade, e que não terminou de forma decepcionante.

  6. vitormcleite
    19 de agosto de 2016

    adorei a primeira parte do conto, com um história surrealista de uma viagem que me deixou muito interessado em ver a continuidade proposta para esta história, mas não consegui entrar no texto apresentado, talvez pela quantidade de locais que são listados quebrando o ritmo da história, lamento, pois estava a gostar muito. Peço desculpa aos autores.

  7. Renata Rothstein
    19 de agosto de 2016

    Gostei! Desde o título, passando pelo enredo e questões intrínsecas no conto. Crítica social, reflexão existencial, o encontro com o outro, também excluído do sistema, todos em busca da Liberdade.
    Nota 9,0

  8. Bia Machado
    19 de agosto de 2016

    Neste aqui já acontece o contrário do último que li: a segunda parte está melhor, inclusive o final foi bem bacana até, mas ficou um pouco previsível, esperava algo diferente. Na primeira parte não gostei da execução. É preciso também uma boa
    revisão. Minha leitura não fluiu, foi muito cansativa em vários momentos. Queria saber o motivo das personagens terem apenas iniciais como nome. Uma coisa que achei bem legal nesse conto foi esse lance das estações do metrô, a Liberdade sendo bem o lugar onde ele não era tão livre assim. Me surpreendeu a continuação dada, me lembrou o livro Blecaute, do qual gosto muito.

    Enfim, foi uma leitura em parte cansativa, em parte agradável.

  9. Amanda Gomez
    18 de agosto de 2016

    Aiaiai que confuso! Não sei se captei a mensagem. Mas criei uma interpretação própria, então me perdoem se eu viajar na maionese aqui.

    A construção dos parágrafos inicialmente atrapalha a leitura, o terceiro é quase uma frase longa sem vírgulas. Eu não estou aqui pra analisar a gramática nos contos e tudo mais, tem pessoas que fazem muito melhor esse papel, mas teve alguns aqui que realmente deu uma travada.

    Vamos a história, bem a rotina de um ser humano qualquer vivendo uma rotina infeliz. Chega a parte do ‘’ estranho’’ e as coisas ficam mais interessante, toda a narrativa, com algumas ressalvas de todo o trajeto dele, de casa ao metrô foi bacana.

    Novamente neste desafio, temos uma voz soberana, neste caso, e da Liberdade (?). Não foi compreensível bastante coisas, fui ‘’entender’’ mesmo quando o coautor entrou em cena e decidiu que ia ‘’arrumar a bagunça’’. Antes de arrumar ele bagunçou ainda mais, porém, teve um desfecho satisfatório, se esta for a palavra certa, não sei.

    Aparece outra personagem, desta vez a C, que vive um dia praticamente igual a de J, onde todo mundo foi parar?? O que concluí, é que os dois estão mortos, eles mesmo conseguiram a liberdade desta vida que pra eles era tão torturante, não sei como eles de fato morreram, ou se estavam a muito tempo desta forma, mas foi o que decidi que ia ser. 🙂 Talvez suicídio, ou… o mundo acabou mesmo, e só restaram os dois.

    Em todo caso, foi um conto bem difícil de ler, não vou mentir, como está sendo todos os outros que faltam para eu ler. Mas dever cumprido, seja o meu, quanto o da dupla que conseguiu concluir o desafio.

  10. Simoni Dário
    18 de agosto de 2016

    Olá
    O texto inicial é muito bom, porém com erros de ortografia (muitos), mas que relevei por curiosidade e agilidade do autor com a narrativa. Eu diria que está muito bom.
    Reparei na troca de autor no momento em que entra C e aí, além de um texto primoroso na escrita, me arrancou tanta gargalhada (cheguei as lágrimas) que só posso dar os parabéns e dizer que tens aí, autor, na fase complementar, meu dez. Tiradas como “Parada em uma avenida, inominável nesse projeto de continuação de conto por falta de conhecimentos geográficos” e “Estava só em São Paulo” me fizeram rir tanto…o texto veio fluindo brilhantemente numa linha de raciocínio extremamente criativa que quando imaginei a cena, tornou-se tão hilária quanto impossível. Um dos melhores que li até aqui (e já estou quase terminando de ler os contos). Parabéns à excelente dupla.
    Abraço

  11. Jowilton Amaral da Costa
    18 de agosto de 2016

    O início do conto não é bom. A narração mostra uma falta de habilidade de quem ainda está iniciando na escrita, assim me pareceu. A história não é das piores, contudo, foi executada de forma imatura. A segunda parte mostra um escritor mais habilidoso no traquejo com as palavras. Dando ao conto fluência e ritmo, terminando com um tom poético e melancólico bons. No geral, um conto médio. Boa sorte.

  12. mariasantino1
    18 de agosto de 2016

    Oi, autores!

    Bem, o conto me deixou assim assim. O primeiro autor ao que me pareceu inseriu um lance sobrenatural para mostrar a desaceleração de um cidadão comum. A premissa é bem legal e as vozes deu ar surreal bem interessante. Porém o segundo autor não pôs o ponto final para o conto, uma vez que inseriu um outro personagem, e outra vez usou o espaço para apresentá-lo e acomodá-lo à trama, e ao menos pra mim, fez o conto ficar moroso, uma vez que se tem que esperar toda a apresentação para saber das resoluções, do fim que levou o J.
    Tem umas coisinhas na primeira parte>>>>> algo que deixou de viver a (há) muito tempo…. J pensou e refletiu (pensar e refletir são sinônimos, certo? é como dizer seis e meia dúzia)… Que paradoxo! É como se pela primeira vez na vida ele teve um encontro com a felicidade…Mistura de tempos verbais, acredito que fica mais acertado dessa forma>>>> É como se pela primeira vez na vida ele TIVESSE um encontro com a felicidade.
    Enfim, o conto tem uma premissa interessante, mas como um todo, deixa a desejar.

    Boa sorte no desafio.

    Nota: 7

  13. Luis Guilherme
    18 de agosto de 2016

    Como as duas metades tão muito destoantes, vou comentar por partes.
    Primeira parte:
    Achei que a primeira parte tá um pouco parada demais. Tem muitos devaneios e divagações, mas a história avança pouco.
    Também tem muitos erros gramaticas, especialmente de pontuação, acentuação e concordância nominal e verbal. Isso acaba atrapalhando um pouco a fluidez da história, talvez contribuindo para que a história fique travada, como citei acima. Acho que seria legal o autor dedicar um tempo e atenção a isso pra melhorar ainda mais a qualidade da escrita.
    Por outro lado quero elogiar o conceito de liberdade que foi colocado. Gostei da forma como tratou a questão da liberdade e da estação liberdade.
    Segunda parte:
    A segunda parte achei que fluiu melhor e melhorou a gramática. Apesar de não manter exatamente a mesma pegada, gostei da forma como deu continuidade a conto (isso é importante nesse desafio)
    Gostei também do final, achei que casou bem. Não sei se é coisa da minha cabeça, mas fiquei com a impressão de que tem uma referência ao modo de vida das pessoas na capital, como se, mesmo cercada de gente, a pessoa vivesse sozinha e sentisse um certo vazio existencial. Viajei muito?

    • Evandro Furtado
      20 de agosto de 2016

      Oi, Luis. Eu particularmente tenho essa ideia sim. Mas aqui fala um paulistano que mora no interior de Minas.

  14. angst447
    17 de agosto de 2016

    Para este desafio, adotei o critério T.R.E.T.A (Título – Revisão – Erros de Continuação – Trama –Aderência)

    T – Título simples que tanto pode sugerir o nome da estação de metrô como uma época favorável à liberdade
    R – Algumas falhas de revisão:
    mas as cores era o de menos > mas as cores eram o de menos
    e gatos que infestara a rua > … e gatos que infestaram a rua
    Do Jabaquara á estação > do Jabaquara à estação
    não diferem de nada > não diferem em nada
    há dor também > havia dor também
    chegar a Liberdade > chegar à Liberdade
    Há outras falhas quanto à pontuação e emprego de tempos verbais alternados.
    E – Não acredito que o primeiro autor tenha tido a ideia de terminar seu conto com um encontro romântico. Isso não seria de fato um problema, pois a graça deste desafio é confrontar a criatividade de cada um dos participantes. O ponto de junção das duas partes ficou evidente devido ao corte de cena realizado. Fiquei com a impressão de estar lendo duas histórias diferentes e que ao final se unem pelo encontro dos dois protagonistas. Assim sendo, não considero cumprido de forma satisfatória o objetivo do certame.
    T – Uma trama bem doida pelo jeito. O dia de JJJ não começou bem e ainda encontrou aquela louca da Liberdade com quem inicia um debate filosófico sobre a própria. Surreal ! E o final, com o casalzinho J.C. (Jesus Cristo?) descobrindo o amor através das estações. Nem eu conseguiria elaborar algo tão sabrinesco.
    A – O diálogo com a Dona Liberdade quase me fez rir. O que foi aquilo? O começo do conto até que me chamou a atenção, com a promessa de um dia diferente para o tal JJJ. O ritmo da narrativa não está ruim, mas engazopou em alguns momentos, provocando um bocejo aqui e ali. Havia um potencial, sem dúvida, e com certeza, os dois autores têm criatividade. Só não houve afinidade suficiente para prender meu interesse.

    🙂

  15. Leonardo Jardim
    17 de agosto de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto (li inteiro, sem ter lido a primeira parte antes):

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): interessante, prende primeiro pelo cotidiano da situação e depois pela loucura. Ficou visível que o segundo autor teve dificuldade de continuar, mas teve uma continuação satisfatória, sem desmerecer o que estava escrito. Senti falta de maiores explicações e motivações, mas deve ser só coisa minha mesmo.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): muito ruim na primeira parte, muito melhor na segunda. A pequena metalinguagem do início da segunda parte não incomodou. O primeiro autor vacilou muito da revisão e pareceu entregar um texto inacabado. Anotei alguns erros, mas tinha mais:

    ▪ – Relógio desgraçado! Exterminador de sonhos! *travessão* Esse era o lema de todas as manhãs
    ▪ – Nem sequer pediu desculpas, velho xarope *travessão* pensou J em plena a estação Santa Cruz
    ▪ – Tudo ilusão! *travessão* Pensou alto
    ▪ É como se pela primeira vez na vida ele teve (tivesse) um encontro com a felicidade
    ▪ Sou condensada (condenada) a viver
    ▪ antes de disser (dizer) suas últimas palavras
    ▪ mas ninguém parece (parecia) estar presente para testemunhar a estranha ocorrência
    ▪ – Eu sou J *sem ponto* – ele disse enfim

    Segue um artigo que pode ajudar os dois autores: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): achei bastante criativa essa doideira toda do metrô e a relação com o nome da estação. Pra ficar completo, faltou uma melhor relação entre a J e C, pois queria saber qual a relação dos dois.

    👥 Dupla (⭐⭐): nesse caso, o segundo autor conseguiu pegar uma bola quadrada, dominou, colocou no solo e fez o gol, mas sem estragar a essência do texto.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): apesar da boa solução adotada e da ideia criativa, o texto não chegou a me empolgar em nenhum momento e nem emocionar. Talvez se focasse mais um pouco na relação entre os dois e no background de cada um, isso pudesse funcionar melhor.

    💬 Destaque: “falta agora apenas uma estação para que J possa descer na Liberdade e gozar de sua escravidão. Que paradoxo!” 😀

  16. Marco Aurélio Saraiva
    17 de agosto de 2016

    Um conto cheio de metáforas deliciosas. O primeiro autor foi meio maléfico ao fechar a história da forma que fechou, não deixando outra escolha ao segundo autor senão criar outra trama, completamente diferente. E ele fez isso com louvor, unindo ambas no final! Magnífico!

    O segundo autor também demonstra mais segurança na escrita que o primeiro. O primeiro precisa de um pouco de refinamento, exagerando menos nos pontos de exclamação e revisando melhor o seu texto.

    De qualquer forma, o conto é bom. Senti-me claustrofóbico ao colocar-me na pele de J, especialmente por que a sua situação é a mesma de tantas outras pessoas no mundo. Eu mesmo pego ônibus e metrôs lotados todos os dias. Seu encontro com a liberdade pode ser interpretado como finalmente ter sucumbido à loucura… mas também pode ser simplesmente uma epifania. E, quando finalmente a encontra, ele “some”, talvez no sentido de que ele já não faz mais parte daquele mundo; tornou-se diferente, livre, mesmo entendendo que não exista tal conceito. O muro na saída do metrô pode muito bem representar que sua epifania é um caminho sem volta: não há como voltar à sua vida anterior. Ele deve permanecer naquele metrô, que anda cada vez mais rápido na direção da iluminação.

    C é uma personagem interessante. Tão perdida quanto J, mas que sente-se sufocada com a vida que leva. Quantas pessoas não se sentem assim? Ela se sentia sozinha no mundo, mesmo cerca de gente. Sua situação lembrou-me muito o filme “entre abelhas”. Ela consegue finalmente enxergar alguém que a enxerga de volta: que a vê com gente, como pessoa, como mulher; e não como uma garota de rua qualquer que vende doces. E, a partir dali, sua vida muda.

    Um belo conto. Faz o leitor pensar. Parabéns aos autores!!

  17. Ricardo de Lohem
    15 de agosto de 2016

    Olá como vai? Vamos ao conto! A primeira metade deixou muitas possibilidades de continuação. Confesso que esse é um dos contos que eu gostaria de ter pego; mas não vou reclamar do que me coube, o resultado me pareceu bastante bom para mim e o comparsa iniciador. Voltando ao presente conto, “Estação Liberdade”, a primeira parte é boa, com muito potencial, embora a mensagem social explícita de trechos como “…um maltrapilho sujo e fedido, era o típico sujeito que o capitalismo escolheu para ser um lixo ambulante…” seja bastante irritante. Achei a continuação meio esquisita e sem graça. Foi adotado o recurso do surrealismo puro, uma saída fácil quando não se sabe bem o que fazer: simplesmente vale tudo, tudo é possível. O segundo autor parece que não mora em São Paulo, ele admite isso explicitamente e se atrapalha, falando coisas como “No final da tarde, começou a garoar”? Garoar no fim da tarde, aqui em São Paulo? Em qual bairro seria, aqui onde moro não garoa nunca nos finais de tarde, no máximo chove. E aquele trecho com uma lista de bairros da cidade é apenas perda inútil de caracteres, pseudoliteratura turística que não agrada em nada quem mora aqui nem quem é de fora, só entedia a todos. Falando agora do enredo da parte 2: J desapareceu no nada, mas depois reaparece diante de uma mulher chamada C. Ele foi teletransportado? Que horas ele se materializou? Era ele mesmo, ou um impostor, um Doppelgänger? O que me frustrou não foi todas essas perguntas terem ficado sem resposta, pois adoro histórias em aberto. O que me frustrou foi que a falta de explicações no enredo passaram a impressão de terem origem no puro comodismo, no “tanto faz, cada um pense o que bem quiser”. Concluindo, a mensagem social forçada da primeira parte prejudicou um pouco, o turismo surrealístico da parte 2 também fez seu dono, mas foi um bom conto, desejo para vocês muito Boa Sorte!

  18. Andreza Araujo
    15 de agosto de 2016

    Achei o texto meio… sem noção. O fato de os personagens terem seus nomes representados por letras deixou impessoal demais, e não consegui criar elo com nenhum dos dois, não senti apatia por eles, não vi motivação nas ações, nem encontrei nada que despertasse o meu interesse pela leitura. Não achei o texto ruim de tudo, ele começa interessante, mas logo eu torci o nariz, talvez porque quase senti o cheiro do caminhão de lixo.

    O autor repete muito as mesmas palavras, isso deixa a leitura travada. Existem dois parágrafos enormes, o que é desnecessário. E tem alguns errinhos bobos de revisão.

    Gostei da questão da liberdade como ela foi tratada no texto, o paralelo com o nome da estação e também aquele quadro falante, deixando tudo ainda mais surreal, de um jeito positivo.

    A personagem C também não convence, o autor não traz nenhuma característica pessoal dela, não conseguimos conhecê-la. E o final é bobinho. Se os dois tivessem fumado maconha e se encontrado ali, com o mundo só pra eles, acho que teria gostado um pouco mais da história de vocês, me perdoem.

  19. catarinacunha2015
    14 de agosto de 2016

    Todos os contos foram avaliados antes e depois da postagem da 2ª parte; daí a separação:

    1ª PARTE: O personagem é muito forte e o autor soube mostrar os pensamentos vagando de um humilde operário. O texto poderia ser melhor trabalhado, já que é uma boa premissa. Senti falta de uma técnica mais apurada e de enxugamento do texto.

    PIOR MOMENTO: Ah, maldita pontuação! Essa figurinha mal amadas que fica se metendo onde não deve; e some quando a gente mais precisa. A danada fez mais uma vítima aqui.

    MELHOR MOMENTO: “ J lembrou de Deus! Mas logo se esqueceu. Deus é tão imenso que não cabe naquela cabeça pequena!” – Que bela construção! Traduz a essência do personagem.

    PASSAGEM DO BASTÃO: Bastão estilo “bola nas costas”.

    2ª PARTE: O coautor respeitou o estilo intimista e fantástico do conto, mas fez mais: enxugou o texto, pontuou corretamente e deu sentido à trama. Não precisava desse desabafo no começo: “inominável nesse projeto de continuação de conto por falta de conhecimentos geográficos”, ficou forçado e feio.

    PIOR MOMENTO: “recolhendo os pacotes e as pouquíssimas moedas que conseguia arrecadar.” – Que trabalho é esse? O que são os pacotes? Ela trabalha na rua ou em loja? Por que sua profissão é marginalizada?

    MELHOR MOMENTO: “Se fechasse os olhos, C poderia sentir a verdadeira noção do nada,” – Tradução assustadora. Gostei.

    EFEITO DA DUPLA: Simbiose digna de irmão mais velho tirando o caçula de confusão.

    • Danilo Pereira
      20 de agosto de 2016

      rsrsrs…

  20. Bruna Francielle
    13 de agosto de 2016

    Bem, achei que começou muito bem, mas quando a coisa foi pro lado da fantasia, começou a se perder. Algo que me incomdoa muito e q já vi outras vzs pelos contos, é isso: “Parada em uma avenida, inominável nesse projeto de continuação de conto por falta de conhecimentos geográficos, ” , não sei se isso é pessoal comigo, esse incomodo, mas para mim, depois d ver essas citações ao desafio, tudo que vem a seguir perde a seriedade. Pois acho que foge do desafio, fugiu da história. Em uma historia de ficção , com seu enredo, seus personagens, colocar algo sobre o desafio, dizer q esta escrevendo uma continuação ou coisas assim, tira totalmente a seriedade do conto, tipo “Não consigo levar a serio depois disso”, acho realmente que não é aceitável. Fica algo fora da historia. Pelo descrito, o autor poderia simplesmente ter ido no google maps pesquisar o nome d alguma rua, seilá, apenas uma ideia. Enfim, acho q o conto começou bem, muito bem, um cotidiano com pitadas de humor, essa frase ficou show: “Como de costume tomou uma xícara de café amargo, esquentou o pão de três dias atrás em uma frigideira, escovou seus dentes amarelos, colocou a sua farda de operário, na verdade um maltrapilho sujo e fedido, era o típico sujeito que o capitalismo escolheu para ser um lixo ambulante, algo que deixou de viver a muito tempo e passou apenas a sobreviver.” E ai se perdeu totalmente em fantasias. O final ???????????????? tipo, J e C se apaixnaram, mas ele n tinha sumido ? Há, por ventura, algum nexo em tudo isso ? Eu não vejo nenhum. A meu ver, teria sido melhor continuar no cotidiano, a parte fantasia simplesmente … não vingou.

  21. Wender Lemes
    13 de agosto de 2016

    Domínio da escrita: o conto começa rebuscado, apelando para uma visão mais abstrata do ambiente narrado. A exigência é muito maior com o leitor, neste sentido. O complemento não se desfaz do tom poético, mas torna a coisa toda muito mais concreta, o que me agradou.
    Criatividade: há de se destacar o empenho de ambos os autores – cada um a seu modo – ao representar a terra da garoa. Gostei das duas abordagens e do modo como se desenvolveram. Acho que o primeiro autor se excedeu um pouco no encerramento da história do J.
    Unidade: apesar da primeira parte ter sido quase fechada em si, o segundo autor soube criar seu próprio gancho com a C – e ainda proporcionar o primeiro final feliz que presenciei neste desafio (eu nem sou o maior fã de finais felizes, mas já estava sentido falta de um pouquinho de boa nova no meio de tanta catástrofe).
    Parabéns e boa sorte!

  22. A brincadeira com o nome de uma das estações do metrô de São Paulo e a consequente reflexão sobre a liberdade É uma premissa muito boa.

    Que paulistano nunca sonhou com o metrô vazio e a cidade toda para si? Assim o segundo contista complementa a ideia e cria um ambiente perfeito para a realidade fantástica imaginada pelo primeiro autor.

    A ideia da história, foi o que me agradou nessa dupla.

    Parabéns a ambos.

  23. Júnior Lima
    11 de agosto de 2016

    O conto tem uma ideia bacana. Começou bem esquisito e filosófico, elementos que gosto, mas teve sua potência um pouco enfraquecida por parágrafos grandes demais e alguns erros de revisão. Certas vírgulas poderiam ser substituídas por pontos finais pro texto dar uma respirada, e alguns parágrafos poderiam ser partidos ao meio.

    A segunda parte, introduzindo a segunda protagonista, deu uma organizada e coerência às ideias díspares e confusas do início. Foi uma continuação competente, bem escrita e que deu sentido final ao conto.

  24. Gustavo Castro Araujo
    10 de agosto de 2016

    Um conto complicado para complementar. A história de J flerta com a insanidade a todo tempo. Os monstros a que se refere o primeiro parágrafo traduzem-se no relógio e no metrô. Imaginei que o segundo autor fosse seguir por esse caminho, discorrendo sobre outros aspectos teratológicos do cotidiano do protagonista. Ao contrário disso, preferiu trazer à vida outra personagem, C. Inevitável antever que J e C se encontrariam no final. Confesso que esse desfecho — apesar de bem escrito — me decepcionou um pouco, justamente pela previsibilidade. Teve a boa sacada da cidade despida de pessoas e tal, mas a inovação parou aí. J e C se encontrando e terminando juntos como um casal enamorado não era exatamente o que eu esperava. Para mim, algo como a descrição de outros monstros no cotidiano J, em vez de falar de C, teria sido mais interessante. De todo modo, não dá para negar que ambas as metades estão bem escritas e, apesar do meu desapontamento com o desfecho, se completam com propriedade.

    Nota: 7,0

  25. Pedro Luna
    9 de agosto de 2016

    É um conto belo, que acredito ter intenções simbólicas, mas que não funcionou comigo. O único simbolismo que vi é a liberdade que se alcança, mas preferiria algo baseado em experiências reais. Mesmo que, por exemplo, os personagens estejam mortos quando se encontram, ainda fica longe do ideal para mim. Se tem algo que não peguei, desculpe.

    De positivo para mim, a descrição dos personagens sozinhos em uma cidade, que me lembraram Blecaute, do M. R. Paiva, e que é um acontecimento que sempre me empolga.

  26. Fabio Baptista
    9 de agosto de 2016

    Imitando descaradamente nosso amigo Brian, utilizarei a avaliação TATU, onde:

    TÉCNICA: bom uso da gramática, figuras de linguagem, fluidez narrativa, etc;
    ATENÇÃO: quanto o texto conseguiu prender minha atenção;
    TRAMA: enredo, personagens, viradas, ganchos, etc.;
    UNIDADE: quanto o texto pareceu escrito por um único autor;

    ****************************

    Conto: Estação Liberdade

    TÉCNICA: * * * (arredondando bem pra cima, por causa da segunda parte)

    A primeira parte tem muitos erros gramaticais, muitas frases e palavras que querem soar belas, mas acabam soando estranhas.
    Na segunda parte melhora bastante.

    – algo que deixou de viver a muito tempo
    >>> há

    – Digo seres porquanto pombos, cachorros e gatos que infestara a rua deram no pé pelo ocorrido
    >>> esse “porquanto” ficou muito estranho

    – Porém um cachorro manteve firme deitado em seu canto
    >>> Porém um cachorro SE manteve firme, deitado em seu canto

    – naquela situação de enjoou e nojo
    >>> enjoo

    – diferem de nada de uma pedra
    >>> em nada

    – pensou J em plena a estação Santa Cruz
    >>> pensou J, em plena estação Santa Cruz

    – É como se pela primeira vez na vida ele teve um encontro com a felicidade
    >>> tivesse

    – Sou condensada a viver apenas na imaginação das pessoas como uma idéia sublime
    >>>> condenada / ideia

    – quantas cabeças rolaram a favor de mim
    >>> quantas cabeças rolaram *por minha causa*

    – Os homens não estão aptos a viverem a fuga da liberdade!
    >>> ??????????

    ATENÇÃO: * * *
    Conseguiu prender até que razoável, pelos motivos “errados”, mas conseguiu… teve uma hora que pensei: “onde tudo isso vai acabar?” e foi essa a tônica do conto.

    TRAMA: * * *
    Tem mais reflexões filosóficas do que trama.
    Na segunda parte, o “continuador” tira leite de pedra, promovendo a nova personagem (aqui foi necessária, ao contrário da maior parte dos outros textos do desafio onde criou-se personagens novos) e a pegada de encontro amoroso.

    UNIDADE: * * * *
    Parecem dois autores bem diferentes escrevendo, mas, nesse caso, não se poderia exigir que o segundo autor simulasse erros só pra ficar parecido.

    NOTA FINAL: 6,5

  27. Wesley Nunes
    8 de agosto de 2016

    Com o fim da leitura da primeira parte, notei que o absurdo circula o texto e autor experimenta muito em sua obra. É interessante começar com um narrador mal humorado que parece ter opinião para tudo e que possui um olfato aguçado e antes da metade do conto ser encerrado, ele está discutindo questões filosóficas com a própria liberdade. Todo a criatividade e a encadeação de fatos merecem diversos elogios. Essa falta de padrão adicionada a uma inventividade, faz o leitor se surpreender com cada parágrafo, mas também o deixa perdido.

    Acredito que a intenção do autor foi criar uma trama passada em um pesadelo maluco. Só posso informar que o objetivo foi alcançado.
    Notei uma confusão na divisão de parágrafos e na separação dos diálogos da narração. Tendo em vista a proposta do texto, acredito que a confusão foi proposital.

    Achei criativa a decisão tomada pelo segundo autor. Ele cria uma nova personagem, mas mantém o tom e a temática da primeira parte. A segunda parte possui um ritmo mais lento e é mais linear, gerando assim um contraste interessante. O texto tem o seu ápice no final aonde as duas histórias se fundem e o leitor imagina como eles irão acordar do pesadelo e até mesmo se é possível acordar.

    Parabéns pela coragem de experimentar e também elogio a criatividade dos dois autores.

  28. Jefferson Lemos
    6 de agosto de 2016

    O conto começou bem e eu estranhei porque estou lendo hoje pela primeira vez. Acabei deixando esse e um outro passar na primeira leitura, então não vou conseguir dizer quem fez o quê. Só digo que o que mais me chamou a atenção foi a data, que é a de hoje, e a sigla do protagonista, que J. Pensei que estava descrevendo alguma coisa vivida por mim… hhahaha

    Mas enfim, eu gostei até o trecho em que o pessoal desembarca do metro. Até ali a história estava me ganhando bem. Quando inseriu o teor surreal, desandou. Não gostei daqueles trechos estranhos onde ele conversava com a Liberdade e do nada a história muda para C e eles se encontram, sem motivo nenhum. Só consigo imaginar que ambos morreram andando no metrô. A primeira parte está bem escrita, sem muito que atrapalhe a leitura, e é até bom, instigante continuar, mas a segunda tem muitos erros, como o “disser” no lugar de “dizer”, por exemplo.

    No geral, o conto não me ganha porque a inserção do surrealismo não foi compatível com a história contada até o trecho em que o metrô esvazia. Acho que tem acontecido muito disso aqui.

    De qualquer forma, parabéns e boa sorte!

  29. Anorkinda Neide
    5 de agosto de 2016

    Comentário primeira fase:
    O personagem alucinou de tanto tédio? Acho que sim. O texto ficou chato em seu mimimi, vc deve saber que não me atrai… rsrs Há erros de digitação, acho que os corretores andam escrevendo em co-autoria com os colegas.
    .
    Comentário segunda fase:
    Gostei mais do que da primeira parte, mas ainda tem um tom monótono, o que é válido pra seguir o início, não é? A parte boa pra mim é que amo São Paulo e passei com a personagem.. hehe a propósito, não entendi a idade de C. havia imaginado q ela era uma menininha, nao tao pequena, mas no maximo pre-adolescente, mas ela forma um par com J? fiquei meio boiando nisso.
    .
    União dos textos
    Acabou diferenciando bastante um do outro no quesito enredo, a viagem surreal no metrô, acabou virando um cenário pós-apocalíptico com os dois únicos sobreviventes. Então posso dizer que não ficou um texto coeso.
    Boa sorte aos autores
    Abraços

  30. Gilson Raimundo
    4 de agosto de 2016

    Muito bem, mais uma história em que os autores não se entenderam, o primeiro tem uma pegada boa apesar de apresentar um enredo sem graça, a melhor parte foi o cara querer mijar nos bancos do metrô, de resto J poderia ser JJ ou mesmo Jota, uma letra não causa empatia, o segundo autor deve ter se perdido em São Paulo, criar história com tantos detalhes complica para o continuador se ele não conhecer a temática ou local

  31. Olisomar Pires
    3 de agosto de 2016

    O começo foi lento. Meio confuso, algumas passagens perdidas no meio da história, aí veio o complemento e não melhorou muita coisa, pelo menos houve algum senso na trama, parece que colocou a locomotiva nos trilhos, embora tenha aproveitado o mesmo motor. É isso, eu acho.

  32. Thomás Bertozzi
    3 de agosto de 2016

    A primeira etapa foi cansativa, por conta dos blocos de texto muito grandes. O autor poderia ter pontuado e dividido os parágrafos para deixar tudo mais leve.
    Isso prejudicou, inclusive a trama, que me pareceu boa e poderia ser infinitamente mais bem explorada.

    A parte final é mais fluida e deixou tudo mais consistente.

    “Parada em uma avenida, inominável nesse projeto de continuação de conto por falta de conhecimentos geográficos, ela esperava, tranquilamente, pela luz vermelha do semáforo a ser ativada.”

    Gostei dessa frase!

  33. Matheus Pacheco
    3 de agosto de 2016

    Respondendo a idealização que a idealização da “Liberdade” fez, todo homem é livre, e por possuir essa liberdade ele precisa de limites para atua-la, “todas as mortes em nome da liberdade” podem ser reformulada como “todas as mortes causadas com a liberdade como justificativa”.
    Mas pelo final me fez gostar bastante do conto, mesmo pela personagem aleatória “C”
    Abração amigos.

  34. Brian Oliveira Lancaster
    3 de agosto de 2016

    CAMARGO (Cadência, Marcação, Gosto) – 1ª leitura
    JUNIOR (Junção, Interpretação, Originalidade) – 2ª leitura

    – Estação Liberdade (D’Körte)
    CA: Um texto de bom desenvolvimento, apesar de fechado demais. Sem um gancho específico será um belo desafio. Tem um clima de fantasia urbana, misturado ao insólito e cotidiano, bem descritos. – 8,0
    MAR: Apesar de bem escrito, certas frases ficaram “acavaladas”, sem muita divisão. Os diálogos em pensamento ajudam na compreensão geral, mas ainda assim soou um tanto confuso. É marca de estilo, mas não me agradou como um todo. – 7,5
    GO: Gostei da atmosfera e do relato cotidiano, com certa camada de crítica embutida. – 8,0
    [7,8]

    JUN: Uma manobra inteligente, mas arriscada, pois ordena ao leitor esquecer por um instante as palavras anteriores. Felizmente o contexto de estranheza permanece, transformando-se em algo poético. – 8,0
    I: Um texto complicado de se definir. O final em aberto deixa a sensação de algo inacabado, mas subentende-se a felicidade dos protagonistas. Achei que o quadro ganharia maior importância, mas não foi o caso. Na verdade foi o “acaso”, pois não há explicação nenhuma. Se o objetivo era gerar dúvidas, conseguiu. – 8,0
    OR: Achei um pouco aberto demais. Atrai pelas sensações, mas dá vazão a um devaneio onisciente, sem controle. Está bem escrito, no entanto. – 8,0
    [8,0]

    Final: 7,9

  35. Davenir Viganon
    1 de agosto de 2016

    Olá. Aqui foi perceptível a “passagem de bastão”, mas a estória não perdeu o tom. Gostei das duas partes e do final com os dois personagens encontrando-se. Vou ficar aqui pensando nessas coisas que ficam no ar, a liberdade, a cidade e as pessoas comuns que habitam nela, não apenas sofrendo mas tentando entenderem o que realmente querem. O autor que iniciou o conto fez analogias que me agradaram mas em algumas vezes fez o narrador se meter na estória e eu não curto isso, (quando ele comenta do paradoxo, da escravidão diária e a estação liberdade) melhor seria investir no personagem ou narrar em primeira pessoa.
    O continuador começou novamente o conto com uma nova personagem e traçou uma linha paralela ao seu jeito e me agradou também. Queria um final menos aberto. Mesmo que isso não combine com “liberdade”. Uma pena as regras não permitirem mas um final escrito a quatro mãos, como os personagens de mãos dadas, seria o ideal para o rumo desse conto. Apesar de tudo que falei, gostei do jeito que ficou. Parabéns aos dois.

  36. Danilo
    31 de julho de 2016

    Achei a complementação do texto excelente. Não fugiu ao tema: A questão de ser só em uma imensidão… Me lembrou obras como “O dono do Mundo” de Plínio Salgado , ou “Eu sou a lenda” de Richard Matheson… ambos tratam do ser sozinho em uma cidade. Na minha avaliação o conjunto merece NOTA: 10

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Publicado às 5 de julho de 2016 por em Duplas e marcado , .