EntreContos

Detox Literário.

Vila do Demônio (Gilson Raimundo e Thomás Bertozzi)

castelo

Castigando o desfiladeiro, um vento morno trazia consigo o pó da estrada. A lua egoísta por trás das nuvens recusava-se a compartilhar seu brilho, quase tudo era apenas penumbra. Nas muralhas, lumes denunciavam a guarnição, enquanto que na cidade praticamente às escuras, alguns candeeiros ardiam consumindo uma resina vegetal, nem mesmo os animais noturnos ousavam quebrar o angustiante silêncio.

Com os olhos irritados pelo sono, sobre o portão principal três sentinelas mantinham-se atentos enquanto dois outros trôpegos pelo ócio cochilavam apoiados em seus arcos. A trombeta do alarme repousava displicente num canto qualquer.

Em meio às sombras algo se movia ainda distante. Forçando um pouco a visão, um dos guardas pareceu divisar na estrada a figura que avançava contra a fortaleza. Nenhum dos espiões plantados nos paredões havia comunicado movimento. Poderia ser apenas um pequeno animal. Viajar a noite era se colocar nas garras dos predadores, efetivamente não devia ser humano. A criatura seguia firme em direção ao abate, bastava uma flecha para que mortalmente ferido cessa-se seu caminhar.

Apertando ainda mais os olhos, certificou-se que aquilo poderia ser uma criança, talvez um anão, possivelmente o espectro de uma vida perdida em batalha, mas não duvidavam que fosse apenas um chamariz. Alertadas as outras sentinelas fizeram mira ao invasor. O primeiro alarme foi soado.

Em poucos minutos, de todos os lados guerreiros tomaram posição em torno da muralha. Os generais foram convocados enquanto o povo inocente dormia. Antes de mais alarde, deveriam ter a certeza de que realmente estariam correndo perigo, poderia ser a invocação de um feiticeiro macabro. Samuel, o líder dos rebeldes juntou-se aos que de cima do portão mantinham-se vigilantes. Amanda, a feiticeira das trevas colocou-se a seu lado, gesticulando a meia voz proferia um sortilégio.

Três grandes chamas queimaram em torno da criatura. Ela não tinha como escapar. À esquerda, direita e na retaguarda parecia que o próprio inferno ardia nas portas da fortaleza. Só um caminho estava livre. Adiante. Deveria seguir guiado pela intensa maré de chamas.

Com tranquilidade o pequeno andarilho prosseguiu. Samuel temia pela segurança de seu povo, sua intuição não pressentia perigo apesar de ser impossível que uma única pessoa possa ter vencido os percalços do caminho apenas para se por diante das portas da cidadela, principalmente naquela hora da madrugada. Como líder era seu dever investigar. Carlos, o domador de insetos, que também se juntava aos perplexos defensores em cima do muro, dava conta de que realmente aquela criança estava só. Suas criaturas e outros pequenos animais cobriam uma distância de mais de quatro quilômetros e tudo estava deserto, nem homens nem monstros se moviam naquela noite.

Bem próximo aos largos portões do castelo, o visitante se deteve. Amanda mantinha-se atenta.  Intempestivamente Samuel saltou do alto da muralha metamorfoseando-se numa grande fera que em segundos encarrava o pequeno que nem por isso se abalou.

A besta farejava o sangue que pulsava nas veias do menino, diante dele estava um ser vivente totalmente desprovido de sentimentos. Medo, coragem, amor, ódio, dor ou frio, nem compaixão havia naquela existência misteriosa. A criatura se aquietou.

De dentro da túnica rota, a criança retirou um pequeno volume envolto em pele de coelho, com as mãos frágeis, porém decididas estendeu ao governante à sua frente.

Estranhando a situação, Samuel segurou entre os dentes o surrado embornal.

O fogo que ardia com volúpia em volta do visitante, pareceu queimar com mais vigor, contrariando os desejos de Amanda as chamas cresceram até consumir o pobre menino. Terminada a missão, o garoto desapareceu em meio ao fogo. Apenas um grande mestre poderia subverter um dos encantos da bruxa.

Desnecessário dizer que naquela noite nenhum outro ser vivente pisou o pó da traiçoeira estrada.

No seio da sombria madrugada o conclave rebelde se reuniu no salão principal da fortaleza. Sobre a lareira que crepitava, uma enorme tapeçaria homenageava a antiga governante que agora descansava-se deste fardo. Em volta da sala, como espectadores, estatuas em tamanho real de grandes nobres que em tempos remotos zelavam pelo povo e pelas minas da cidade davam um ar soturno ao ambiente. Não havia apenas uma mesa, muito amplo, além de um trono pouco usado já que não pertencia a nenhum soberano, foram distribuídas em determinados pontos algumas estantes com livros, quase uma extensão da biblioteca real, postos de leitura foram criados compondo-se de uma escrivaninha e uma cadeira. Próximos às tapeçarias e vitrais, alguns bancos serviam como apoio a quem por ventura quisesse observar tamanhas foram as glórias dos heróis do passado. Um grande lustre pendia do teto onde velas protegidas por redomas de vidro trazia luz ao ambiente.

Os confrades aguardavam em silêncio o começo da audiência.

Amanda apoiada num dos braços do assento principal, pensava como seu encanto foi tão facilmente manipulado. Ricardo, o escudeiro real, jogado sobre um tapete de pele de zebra parecia procurar seu sono interrompido. Dissimulado, pela milésima vez encantava-se com o brilho dos vitrais. Com o farnel ainda embrulhado Samuel num canto conversava com um cavaleiro e os demais se espalhavam pela sala.

Do lado de fora, Carlos aguardava o séquito daquela que prontamente os acolherá como se ela mesma quisesse pelejar entre as hostes do bem. Reverente cumprimentou a bondosa senhora que gentilmente lhe acenou em aprovação. O arauto anunciou a entrada da antiga monarca do Castelo De Pedras.

Maria já não era mais a líder uma vez que de bom grado transmitiu tal incumbência ao relutante general, mas em consideração sempre era ouvida nos casos de maior gravidade e efetivamente suas ponderações eram bem quistas e desejadas pelos Membros da Irmandade da Liberdade. Samuel jamais deixaria a grande senhora à margem das decisões.

A escolta permaneceu do lado de fora. A antiga soberana recusou o nobre acento lhe ofertado em detrimento a uma tosca banqueta próxima ao fogo. Em respeito, o trono permaneceu vazio. Uma pequena mesa sustentou o peso da importância do pequeno embrulho.

Formando um semicírculo com Samuel e a velha como vértice o farnel foi desfeito. Destituído do involucro primário, um tubo de madeira polida se revelou, em sua tampa adornos esculpidos em baixo relevo denunciavam sua procedência. Era uma mensagem do próprio Senhor da Vila do Demônio.

Os murmúrios formavam um coro perturbador. Todos temiam a cidade mestre dos necromantes, era mais um inimigo a se declarar.

Todos conheciam as lendas da Abadia dos Pinhais, sempre foi um lugar de mistério, sua localização erma num vale entre traiçoeiras montanhas, castigada pelas intempéries, rodeadas pelas gélidas florestas povoadas pelas mais sinistras criaturas quase nunca era visitada.

Seu povo muito humilde, com as privações do isolamento, após gerações adquiriram características incomuns, sem explicações plausíveis, de uma hora para outra as crianças começaram a nascer com deformações físicas e mentais. Os clérigos que zelavam pelo templo cultuavam o Deus da Morte, eram todos necromantes, uma mistura bem sinistra que aumentava mais ainda o temor pela cidade. Mascate algum se aventurava a oferecer suas quinquilharias na cidade tabu. Sem a renovação da carga genética, nascimentos vivos tornavam raros, homens reanimados desempenhavam tarefas essenciais. O Diabo criou raízes ali.

Ante os relatos de tanta perfídia, governantes astutos em busca de ouro e glória enviavam expedições para o saque. Ninguém jamais voltava dessas empreitadas. Cavaleiros, feiticeiros e até quimeras tinham suas vidas ceifadas naquelas terras amaldiçoadas. Por entre a vastidão dos pinheiros, por sobre a brancura da neve, corpos apodreciam servido de alimento a ursos e lobos, quem sabe mesmo de alguma outra criatura desconhecida.

Não era a hora dos covardes, Amanda agora sabia como seu encanto foi desfeito, seres nefastos estavam prontos a se revelar.

O selo foi rompido, Samuel não guardava temor em seu peito. Um silêncio tétrico seguiu-se ao estalo do lacre. Magos se entreolhavam, guerreiros apertavam o punho de suas espadas, quimeras em formas humanas farejavam o ar. Nada aconteceu.

O General fez escoar do interior do cilindro um simples rolo de papel. Nada de pergaminhos misteriosos, nada de feitiços ocultos, nem mesmo uma ameaça sinistra. Somente um singelo convite aos lideres da rebelião e a garantia de salvo conduto pelos gélidos caminhos da Vila do Demônio. Abadia dos Pinhais sentir-se-ia honrada com a vista de tão bravos combatentes.

Um convite singular. O que significava esta atitude, além do Império dos Magos agora outra guerra estaria em curso?

As conversa se estenderam madrugada afora, a manhã findou-se com o sol a pino. Ponderações, protestos, planos feitos e refeitos. A única coisa certa era que Samuel jamais se intimidaria, por ele o convite estava aceito. Sua quimera interior pressentia uma grande aventura.

Cruzar a densa floresta de pinheiro com seus traiçoeiros bancos de neve, passar pelas trilhas inóspitas a beira dos paredões das montanhas expondo-se a perigosas avalanches, encararas desconhecidas criaturas do gelo. Nada era tão simples. Na forma de quimera poderia tentar a via aérea, enfrentar as tempestades, mas era uma criatura acostumada ao solo, suas habilidades de voo não eram tão aguçadas, um desvio de rota significava a morte. Samuel não desejava colocar mais ninguém em risco, ele próprio seguiria por terra, muitas vezes em seu antigo ofício enfrentou feras, dormiu ao relento com frio e fome, agora não fugiria a mais esta incumbência.

Quem tem amigos não pelejam sozinho. De pronto Carlos se impôs a nova empreitada. Ricardo o mais jovem dos homens quimeras iria como apoio, Samuel protestou, mas no fim sabia que não conseguiria dissuadir os companheiros. Os três partiriam em dois dias. Voariam até a cidadela dos Picos Nevados e de lá rumariam por solo na direção da floresta de pinheiros.

Amanda tinha seus próprios planos. Ofereceu-se como voluntária, mas foi rejeitada. Ninguém mais deveria correr tal risco.

Perspicaz, a antiga soberana media o semblante da feiticeira. No início da noite um mensageiro convocava a jovem bruxa a um encontro furtivo com sua rainha.

Às cinco da manhã, dois dos melhores cavalos partiram velozes pelas trilhas do Castelo de Pedras, um deles levava a feiticeira, o outro seria usado quando o primeiro fraquejasse. Em sua sela além de alimento um bocado de ouro para despesas de viagens. Não poderia perder tempo, deveria alcançar os Picos Nevados antes dos homens quimeras.

A jornada apenas começou. Por trilhas incertas vários destinos serão decididos. Traições e alianças serão feitas, vidas serão tomadas, no fim apenas os de grande valor sobreviverão.

Um guincho ecoou pela fenda e Amanda agarrou-se na pedra úmida. O vento gelado remexia a névoa e o fundo do penhasco surgia como quadros numa parede branca.   Ainda assim ela estava com sorte. Um nevoeiro denso tornaria a trilha ainda mais perigosa.

Contornar pelo norte a Cidadela dos Picos Nevados após dois dias de cavalgada foi penoso, mas necessário para quem desejava discrição.   Também foi preciso esperar o fim da noite gélida, e isso não era problema para a bruxa, que seguia cautelosa.

O mapa da rainha Maria mostrou-se preciso e isso fazia sentido, ou não teriam expulsado os antigos contrabandistas de minério. Foram eles os construtores da trilha, um caminho sinuoso, escavado na encosta da montanha, para evitar os fiscais do rei Rômulo, bisavô da monarca deposta.

Amanda relaxou um pouco, para retomar a caminhada…

Mas ouviu um zunido próximo e agachou-se rápido, bem a tempo de evitar o vulto que desceu pelos ares. A criatura  mergulhou por entre a névoa, guinchando e outros sons  ecoaram em resposta.

A mulher respirou fundo, acalmou-se e ficou de pé. Fechou os olhos enquanto esfregava uns nos outros os dedos enluvados. Sentiu os punhos formigarem e o vento acalmar-se em seu redor. Ouviu asas fortes rasgarem o ar, muito próximas. Ergueu as mãos, esperou.

E bateu as costas na rocha com o impacto.

A criatura, grande como um cavalo, estatelou-se contra uma parede invisível e se agarrava ensanguentada à parede do precipício, resfolegando. Foi então atacada por seus iguais e despencou, levando todos consigo.

Amanda inspirou, ajeitando a tira de pano sobre o rosto. Logo chegou a degraus íngremes, que marcavam a última etapa do caminho montanha abaixo.

Apesar do medo, foi impossível conter um suspiro de alívio.

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 – O cheiro é sempre igual, não é?  – Perguntou Ricardo, enquanto se livrava do manto surrado. Samuel lhe devolvera o sorriso.

– Sempre, Pequeno.  As cidades são iguais. Todos comem, arrotam e cagam. E uns fedem mais do que os outros – comentou debochado, jogando o manto para Carlos, que gargalhava.

– Falando nisso, Barata – continuou o general para o encantador de insetos – Dê uma mijada por aí depois de esconder tudo.

O trio enterrava os pertences agora inúteis entre as raízes de um pinheiro. As moedas de prata não foram necessárias, pois os disfarces funcionaram bem: dois machados e dois mantos velhos. Os “lenhadores” sequer foram revistados para entrar ou sair da Cidadela dos Picos Nevados.

Samuel e Ricardo trajavam novamente suas capas negras e botas compridas, da mesma cor.  Na verdade, estavam nus. As vestes longas eram tão somente suas asas recolhidas e um olhar mais atento veria naqueles pés um par de cascos fendidos. Os “Mantos Pretos” eram perseguidos sem piedade pelo Império dos Magos.

– Barata! – chamou o general – Venha descansar os pezinhos outra vez.

Carlos concordou enquanto se aliviava atrás da árvore. Voara a noite toda nas costas de Samuel e seguiria da mesma forma “a galope”, já que os ares ali eram arriscados demais. Quando ergueu a cabeça, viu os dois companheiros em formas bem mais assustadoras.

Lá estavam dois enormes felinos de juba negra e chifres pontiagudos. Suas patas traseiras eram como as de um touro e a cauda balançava, escamosa, qual a de um crocodilo. Negras também eram as asas no dorso.

Barata saltou sobre a maior delas e seguiram rápido. Contornariam os picos pelo lado sul onde, segundo alguns mapas da biblioteca, havia uma passagem para os vales mais além, onde estava Abadia dos Pinhais. As minas abandonadas, definitivamente, não eram uma opção.

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A névoa era velha e fétida. Não havia som que não fosse o das folhas partidas sob as botas da bruxa. Troncos apodrecidos passavam, ora à esquerda, ora à direita, sempre nessa ordem, ou Amanda andaria em círculos na mata fechada. O mapa deixava uma última indicação após o despenhadeiro: oeste, em linha reta.

A andarilha parou e apoiou-se num tronco, sentindo os dedos encharcarem-se no musgo oleoso.  Afogada em gordura podre, a floresta parecia esperar, como quem prende o fôlego antes de um mergulho. Ela apertou os nós da bandeira atada ao pulso direito: azul e amarelo-ouro, as cores da antiga monarquia.

Prosseguiu, mais rápido. Tinha pouco tempo e o cheiro, de tão forte, começava a lhe arder nas narinas. Cuspiu de nojo diversas vezes, sem parar, sempre em zigue-zague pela mortalha de troncos. Até que a floresta acabou.

E cedeu terreno a uma clareira plana, desbotada pela podridão. A fedentina parecia emanar toda dali.  À frente, no alto de um morro, estavam os muros escuros da abadia, mas o movimento à direita lhe chamou a atenção.

Lá o terreno estava apinhado de criaturas cinzentas, paradas ao longo da borda do brejo, enquanto um grupo menor aguardava sob uma tenda no meio da clareira.  Tomada pela urgência, Amanda entrou no terreno, punho direito erguido mostrando a flâmula desfraldada.

Tão logo pisou o mato lamacento, tornou-se o centro das atenções, as mais indesejadas possíveis.

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 Só há cheiro de morte”. A sensação provocava incômodo em Samuel e  Carlos tinha a mesmíssima impressão. Seguiam num trote rápido pelo que antes fora a estrada até a abadia, transformada numa trilha barrenta.

Nas costas do general, Ricardo ostentava a flâmula vermelha da Aliança na ponta de sua foice comprida. Ele sentia insetos ao redor: moscas, lacraias e vespas.

O fedor aumentava quanto mais avançavam, um cheiro podre, oco como um ovo há muito eclodido. Havia pouquíssimo sol e nenhum vento para dissipar a neblina pegajosa. Logo viram as primeiras criaturas, perambulando entre os troncos retorcidos. “Frios como lesmas”, constatou Samuel.  Elas mantinham distância do caminho e pareciam letárgicas, doentes.

Chegaram então numa clareira pantanosa, coberta por juncos secos. O cheiro de carniça e excrementos quase fez Ricardo vomitar. O brejo encerrava a linha das árvores, cercando toda a colina da abadia, distante talvez a uns três tiros de flecha.

Os “nativos” iam chegando devagar e já cercavam boa parte da clareira. Uma dezena deles, porém, estava mais adiante, numa tenda improvisada. Carlos pulou das costas de Samuel, que se ergueu em sua forma “humana”. Barata percebia a tensão nos dois, mas o motivo era algo que nem os insetos lhe informavam: um aroma diferente, diluído no ar podre.  O cheiro de alguém… vivo.

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– A sensatez de Maria não me surpreende – comentou Otto Abel,  dobrando a carta para devolvê-la ao envelope –  Ou não estaria viva para enviar uma proposta. O fato, contudo, é que tal postura não me parece um consenso lá entre os seus.

Apoiada num cavalete sob a tenda, Amanda descansava os pés e lutava para encarar o necromante com um mínimo de naturalidade. O homem fedia sob o chapéu de aba larga e tinha mãos repugnantes, com dedos arroxeados e unhas retorcidas.

– De fato – concordou a bruxa – Mas a postura de nossa rainha prevalecerá, especialmente depois de analisarmos todas as vantagens com calma. Pode nos faltar consenso, senhor, mas não o bom senso.

Amanda precisava ganhar tempo, para si e seus aliados, que sabia estarem a caminho.  Se o feiticeiro aceitasse uma aliança para atacarem os Magos haveria chance de demover Samuel de seus inúteis planos de guerra. Enquanto ponderava, o grupo de sacerdotes próximos olhava com frequência para uma trilha na borda mais próxima da clareira.

– Caminhos diferentes levam a pontos de vista distintos, senhora – continuou o “abade” – O atalho que tomou para se antecipar me diz algo sobre a hierarquia em sua cidadela. Se Maria não consegue convencê-los, que chances eu poderia ter? – Perguntou, apontando o queixo na direção da trilha.

Amanda ergueu-se num salto.

Já a meio caminho da tenda, três homens se aproximavam…

– Como as negociações já começaram, creio não sermos necessária a nossa opinião – falou um deles, alto e esguio, sob um manto  escuro.

Dito isso virou-se  de volta para a trilha, seguido pelos outros dois, um dos quais carregava uma flâmula vermelha na ponta de uma foice.

– Como eu disse, senhora – o necromante deu um passo para trás – Caminhos diferentes…

– Peço que reconsidere, senhor Abel …

– Prometi o salvo conduto para proteger uma comitiva de embaixadores e não uma missão de reconhecimento…

– Mas com o apoio da rain… AAAAAAAHHHH!!

Amanda sentiu facas geladas cravarem em suas costas. A dor lancinante fez formigar todo o resto do corpo. O braço do necromante esticara de forma anormal para grudar-lhe no dorso uma das mãos horrendas.  Um zumbido saía da boca dos sacerdotes que se aglomeravam ao seu redor, enquanto era sacudida em solavancos. “Vou morrer ! Vou morrer aqui… desgraçados. Todos desgraçados!

Um broto de ódio surgiu em meio à dor. Amanda lançou as mãos para trás, cravou as unhas no antebraço do necromante, e pela última, vez sentiu o calor pulsar em ondas pelo seu corpo. Inspirou, com lágrimas nos olhos.

As chamas subiram e arderam. Amanda buscou todo o fogo que conseguiu, incendiando tudo ao redor, tudo o que conseguiu tocar com sua força … inclusive a si própria.

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A um passo de saírem da clareira, o grito fez acordar o inferno.

O encantador de insetos foi empurrado para as árvores, quando uma boca imensa atacou Samuel, vinda do fundo da lama. O general e Ricardo eram novamente feras e se engalfinhavam com o monstro enlameado. Carlos ergueu-se num átimo, agarrou a foice e golpeou o olho da criatura, que tudo abandonou,  grunhindo de dor

Um urro veio em seguida, de centenas de criaturas, agora livres para matá-los. O salvo-conduto acabara. Carlos disparou pela floresta, seguido por Samuel, mas não de Ricardo, que alçou voo e logo pagou pelo erro.

Enormes bestas aladas lançaram-se sobre a jovem quimera, como se arremessadas por uma catapulta colossal, direto para o coração da fornalha, que engolia toda a clareira. O turbilhão de chamas rugia, estraçalhando a multidão de maltrapilhos, finalmente liberados para morrer.

O sopro quente empurrava Carlos adiante pela trilha, jogando luzes alaranjadas na mata.  De ambos os lados ele divisava coisas avançando aos saltos por entre as árvores. O encantador buscou por aqueles que controlava e  logo uma nuvem de vespas o envolvia, ferroando  tudo o que lhes fosse ordenado.

Algo porém escapou para derrubá-lo : um bando de cães famélicos, descarnados, que saltaram sobre ele. Carlos cobriu a cabeça e fechou os olhos…

…para abri-los novamente, assustado pelo ganido do animal, empalado nos chifres de uma quimera.

Coberto de sangue, Samuel lutava contra toda a sorte de criaturas cinzentas que caíam sobre ele, envoltas num vespeiro. O encantador ajudava como podia, exausto, chamando para perto todos os insetos que conseguia.  À sua frente, o general rugia de dor.

Então, da terra fétida brotou algo parecido com trepadeiras escuras, e Carlos desabou.

Um emaranhado de lacraias gigantescas saiu atacando tudo pela frente, enrolando-se em qualquer coisa para devorá-la enquanto ainda se movia.

Nada escapou…

… exceto um felino a carregar um homem pela noite fria à procura de uma árvore específica.

– O que faremos com a r… com Maria? – perguntou Carlos, que desmontava com cuidado.

O general ficou sobre as patas traseiras, mudando para forma “humana”.  – A deixaremos à míngua, Barata. – Havia rancor na voz de Samuel, que parou, mudando de assunto.  – É aqui.

Acampariam sob o mesmo pinheiro onde enterraram os pertences na manhã anterior.

– Vamos voltar não é?   – Questionou o encantador enquanto revirava a neve entre as raízes.

– Apesar de tudo – o general suspirou de tristeza e cansaço – cumprimos nosso propósito. Sabemos onde fica a abadia e medimos suas forças.  Visitá-los foi um mal necessário, infelizmente – Disse isso e sentou-se apoiando a testa nos joelhos.

– Então vou segurar uma boa mijada da próxima vez! Você demorou um bocado pra achar esta aqui.

Samuel voltou a sorrir, muito antes do que imaginava.

 

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40 comentários em “Vila do Demônio (Gilson Raimundo e Thomás Bertozzi)

  1. mariasantino1
    19 de agosto de 2016

    Olá, autores!

    Então, conto com uma pegada de fantasia que me lembrou alguma coisa do filme “O Senhor dos Anéis” e também “Games of Thrones”. Bem, não curti muito porque são muitos personagens, você fica se prendendo a um ou a outro esperando o conto engrenar : apresentar, conflituar, entrar no climax e fechar, mas acabou que tudo me pareceu um pedaço de algo maior. Personagens entrando e saindo impendem que se preste atenção a trama. Outro fato é que desejei ver além, ver algo mais incrustado e não encontrei, e isso faz a nota decrescer.

    Duas narrativas parecidas, manutenção do clima, imagens mas faltou clareza nos propósitos e os personagens pululantes, ao menos em minha avaliação, jogaram contra.

    Boa sorte no desafio

    Nota: 7

  2. Wilson Barros Júnior
    19 de agosto de 2016

    A escrita é concisa, sem excessos. o estilo goticamente sombrio, lembrando mesmo Henry James e John Harding. Há alguns erros de revisão, mas não são comprometedores. Tudo ficou muito bom, as criaturas, os codinomes, as vilas e os castelos. A narrativa fácil, forte, facilmente conquista, principalmente os jovens. A continuação não manteve a atmosfera gótica, a essência sombria, diminuindo o ritmo do conto. Parabéns e boa sorte.

  3. Thales Soares
    19 de agosto de 2016

    Nossa…

    Bom, a ideia a princípio parece muito boa! Introdução extremamente interessante. Uma bruxa, um cara que controla insetos, e outros guerreiros partem em uma jornada. Achei essas personagens bastante promissores. O texto todo promete muito, mas pouco cumpre. Essa foi a maior falha desta história! Me deixou numa expectativa extrema. Cheguei a pensar “Caralho!!!! Vou dar um 10 finalmente!!!”, mas conforme fui lendo, fui ficando broxado.

    A escrita está muito cansativa. Apesar das ideias sensacionais, o autor parece não conseguir capturar tudo aquilo através de suas palavras. O segundo autor até que manteve bem a linha, mas perdeu muito tempo em coisas inúteis, como uma longa batalha que não levou a nada. Aliás, o primeiro autor parece ter dificultado as coisas para aquele que prosseguiria com a história:

    “A jornada apenas começou. Por trilhas incertas vários destinos serão decididos. Traições e alianças serão feitas, vidas serão tomadas, no fim apenas os de grande valor sobreviverão.”

    Esse foi mais um exemplo de que a história prometeu muito mais do que cumpriu.

    No final, tudo não passou de uma ótima ideia que não foi muito bem executada por nenhum dos dois autores, e que não coube direito em 4 mil palavras.

  4. Thiago de Melo
    19 de agosto de 2016

    Galera,
    Este está sendo um desafio muito desafiador pra mim hehehehe, tanto como escritor quanto como leitor. Já fazia algum tempo que eu não lia histórias de fantasia.
    Devo dizer que gostei da história de vocês, apesar de ter ficado meio perdido em algumas passagens. Gostei da composição da cena inicial. Achei que foi muito boa para dar o clima da história.
    Porém, achei que a cena seguinte exagerou um pouco na descrição. Ficar falando de como era o lustre e de como eram as cadeiras foi um pouco desnecessário.
    Dali pra frente eu acabei me perdendo um pouco. Não entendi muito bem porque a feiticeira foi na frente e tinha que chegar antes dos homens da capa preta. Por falar nisso, gostei da ideia de que os caras usavam as asas como capas pretas. Ficou bem legal.
    Tive dificuldades também com a cena final. Achei que foi tanta coisa acontecendo e aparecendo de uma vez só no meio daquela briga toda que eu acabei ficando perdido.
    Não achei a história ruim. Talvez eu esteja apenas destreinado na leitura de fantasia hehehehe.
    Parabens pelo trabalho!

  5. Renata Rothstein
    19 de agosto de 2016

    Muita técnica, muita sensibilidade e inteligência, neste conto. Me senti transportada para uma história do Rei Arthur e suas muitas lendas, senti realmente a fantasia muito bem desenvolvida em cada parágrafo.
    E o final também foi ótimo, dinâmico, convincente.
    Nota 9,5

  6. subindoladeiras
    19 de agosto de 2016

    Muita técnica, muita sensibilidade e inteligência, neste conto. Me senti transportada para uma história do Rei Arthur, senti realmente a fantasia muito bem desenvolvida em cada parágrafo.
    E o final também foi ótimo, dinâmico, convincente.
    Nota 9,5

  7. apolorockstar
    19 de agosto de 2016

    um conto de RPG geralmente tem uma premissa simples, uma missão, criaturas fantásticas, várias especies em um mundo novo. os autores conseguiram criar um reino bastante interessante, a linguagem utilizada foi muito boa, as figuras de linguagem são excelentes e usaram muito bem a norma culta. mesmo assim vejo que a história tinha muito mais à oferecer, vejo que talvez essa história seja mais para um romance,não para um conto.

  8. Daniel Reis
    19 de agosto de 2016

    Prezados Autores, segue aqui a minha avaliação:
    PREMISSA: uma ficção meio histórica, meio fantasia, que começou confusa e ficou escatológica.
    INTEGRAÇÃO: emenda muito grande em linguagem e expressão entre os autores, sendo que a segunda parte foi excessivamente para o caminho do choque, da expressão chula por si mesma.
    CONCLUSÃO: também ficou prejudicado pelo excesso de adjetivações e expressões clichê.

  9. vitor leite
    19 de agosto de 2016

    a temática deste conto não me estimulou e a primeira parte do texto parece-me que precisa de uma revisão. Houve um excesso de nomes e locais que perturbam a leitura e quebram a identidade do leitor com o texto.

  10. Jowilton Amaral da Costa
    19 de agosto de 2016

    Um bom conto de fantasia. Muralha e homens com mantas negras me fez lembrar de GOT. Os dois escritores obtiveram uma boa interação. A segunda parte me pareceu um pouquinho melhor, dando uma boa fluência na narrativa. Sempre acho que histórias deste tipo, onde encontramos vários personagens e ações se passando em muitos lugares, deveriam ser estendias para novela ou romance e nunca em forma de conto. Boa sorte.

  11. Simoni Dário
    19 de agosto de 2016

    Olá
    O texto aborda um tema que não é dos meus preferidos e confesso que foi difícil terminar a leitura. A primeira parte descreve a ambientação em demasia, tornando o cenário uma poluição visual (da imagem que formei a partir da descrição), cansando e travando a leitura. A parte complementar foi melhor, mais objetiva, mas não tinha como não seguir a linha do tema inicial. Logo, peço desculpas aos dois autores, mas não fui cativada pelo texto e o gosto pessoal contribuiu muito para isso. Sei que muitos gostam e apreciam esse tipo de aventura, então esejo sorte à dupla.
    Abraço

  12. Amanda Gomez
    18 de agosto de 2016

    Oi, Oi Oi?

    Muitos personagens, Só consegui prestar atenção de fato na Amanda, primeiro por que é mais interessante, segundo por ser minha xará. 🙂 Quando ela apareceu, achei misteriosa e que poderia fazer grandes coisas.

    Talvez seja o conto, que dê a impressão de mais longo, ou talvez seja pela pressa de ser ultimo que comento. O universo criado aqui é confuso, não se dá uma boa explicação do que é realmente. Temos dois lados, um de criaturas do submundo,outras de guerreiros que protegem … ( não sei o que eles protegem de fato). Não se entende muito bem como é essa distribuição de poder, o que eles fazem ali.. a cena inicial do menino é nebulosa.

    As descrições são prolixas, muitas repetições, na segunda parte o coautor exagera em destacar que o lugar é fedido, todas as descrições que acontecem em várias cenas, é sobre o mau cheiro do lugar..

    Quem sabe, se tivessem focado mais em um personagem e através dele, explica os acontecimentos, o conto teria ficado menos preso. Me perdoem a chatice, mas não funcionou pra mim. Tem uma boa premissa, mas talvez não caiba em formato de conto, e sim em algo mais extenso. Me desculpem também, não fazer uma analise mais aprofundada.

    Parabéns a dupla, por terem completado o desafio.

  13. Bia Machado
    18 de agosto de 2016

    Achei muita coisa para o espaço disponível. É que esse tipo de enredo, de tema, ao que me parece, é sempre muita coisa, 4000 palavras não são suficientes. Não sei quantas palavras usou, mas como ficou um pouco arrastada a minha leitura, parece até que usou tudo o que podia. A primeira parte é bem rica do universo de fantasia, mas sei lá, enrola muito, a segunda parte me pareceu mais dramática, só que algo aconteceu, porque o segundo autor parece ter começado a perder o ânimo. No geral, razoável, mediano, mas se houvesse mais espaço, mais desenvolvimento, seria muito melhor.

  14. Pedro Luna
    18 de agosto de 2016

    Olha, as duas partes do conto foram escritas por autores que sabem escrever fantasia. Ainda bem. No entanto, a primeira parte é extremamente descritiva e cansativa. Além disso, personagens vão sendo apresentados a cada parágrafo, e quando você percebe, uns 15 parágrafos foram usados para descrever uma cena simples. A segunda parte ajudou no andamento do texto ao utilizar, por exemplo, parágrafos. No entanto, para mim não foi possível gostar do conto porque os personagens, Samuel, Amanda, Ricardo, e os outros, não me apresentaram suas personalidades. É inegável o bom clima de fantasia no conto, mas os personagens não foram fortes, na minha opinião, e por isso não me senti imerso na história.

  15. Luis Guilherme
    18 de agosto de 2016

    Esse tema do conto é meio batido, acho que por já ter sido muito (e bem) explorado. Apesar de eu gostar de histórias épicas assim, achei que acabou ficando muito superficial pra um conto, muito raso, devido ao limite de palavras. Esse tipo de história dificilmente fica bem explorada num texto com limite de 4000 palavras, a não ser que se limite a um acontecimento específico e consiga aborda-lo de forma bem prática e direta.
    Além disso, por ser uma história curta, acho que poderia ter sido melhor aproveitado o limite de palavras com coisas mais importantes pra história. Por exemplo, achei a cena em que a mina foi atacada na estrada um pouco desnecessária, não acrescenta nada.
    Enfim, acabou ficando meio incompleto o conto, e o fim ficou meio mais ou menos rsrs.
    Não acho que a história seja ruim, nem que os autores escrevam mal, só acho que talvez não seja um tema ideal pra essa situação, poderia ter se tornado algo maior em outro contexto.

  16. Marco Aurélio Saraiva
    18 de agosto de 2016

    Ahh! Esse é dos meus contos! Fantasia medieval de primeira!

    O primeiro autor criou um mundo interessante. Os personagens são bem definidos, todos muito interessantes. O cenário sombrio foi muito bem trabalhado, incluindo a história da Vila do Demônio. O autor apresentou um talento latente, e QUASE conseguiu escrever um texto exímio. Infelizmente, inseridos no meio do belo texto estão diversos erros bobos de português, muitos problemas de concordância verbal e de digitação. Senti que o primeiro autor precisava apenas revisar o conto mais uma ou duas vezes para deixá-lo tinindo.

    O segundo autor demonstrou mais segurança. Escreve muito bem. A adição de Ricardo foi interessante. O segundo autor também deu mais personalidade aos personagens, relevando detalhes como o olfato aguçado dos metamorfos e uma amizade cúmplice entre os personagens, com direito a apelido de Barata e tudo o mais. As batalhas foram MUITO BEM narradas: a morte de Amanda foi uma cena e tanto, e a cena final, onde Samuel sai das cinzas com Carlos nos braços, foi sublime. Não fosse a trama que achei um pouco fraca, daria um 10 para esta segunda parte. Eu até tinha gostado das motivações de Maria e da missão secreta de Amanda, mas a reação dos guerreiros ao chegar no local combinado e a reação de Abel foram muito estranhas. Na minha cabeça, foi algo do tipo “Ah é assim é? Vocês já estão negociando? Então vou meter o pé e voltar o caminho todo que fiz durante dias pra chegar aqui. Tchau” daí Abel fala para Amanda: “Olha só viu o que você fez, sua bruxa? Agora vou te matar”. No final, a viagem toda não serviu para nada. Muito estranho.

    Ainda assim, gostei muito da leitura. A ambientação, de ambos os autores, está fantástica. Parabéns!!

  17. angst447
    17 de agosto de 2016

    Para este desafio, adotei o critério T.R.E.T.A (Título – Revisão – Erros de Continuação – Trama –Aderência)

    T – Já imaginei o próprio demônio dominando uma vila.
    R – Escapou pouca coisa à revisão:
    sabia como seu encanto foi desfeito > sabia como seu encanto fora (havia sido) desfeito
    Quem tem amigos não pelejam sozinho > quem tem amigos não peleja sozinho
    Há algumas vírgulas mal empregadas, mas nada grave.
    E – O segundo autor seguiu o mesmo estilo do colega e, se não estou enganada, a mesma linha de narrativa. A junção das duas partes do conto funcionou, já que elas não destoam entre si. Assim sendo, considero cumprido o objetivo do certame.
    T – A trama começa com ares de Game of Thrones, pelo menos me fez lembrar desse livro que estou tentando ler. As descrições e elementos de fantasia confundiram um pouco esta leitora que vos fala. Amanda, rainha Maria, Samuel, Ricardo, Carlos, Barata, ai ai ai.. Muita informação para a minha cabeça. A narrativa está bem conduzida, o problema é que estendeu-se um pouco demais e a trama ficou um tanto morosa. No entanto, acho que o meu gosto pessoal pode ter dificultado o meu entendimento. Levarei isso em conta.
    A – Poucos diálogos, o que não ajuda na manutenção de um ritmo mais agradável. Há mais descrições do que ação. A segunda parte ficou mais movimentada e apreciei isso. Só mais para o final, minha atenção realmente focou-se no texto. Como disse, isso pode ter ocorrido devido a gosto pessoal. O conto está bem escrito, não há dúvida quanto a isso. Eu é que não sou muito fã desse tipo de narrativa.
    🙂

  18. Leonardo Jardim
    17 de agosto de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto (li inteiro, sem ter lido a primeira parte antes):

    📜 Trama (⭐⭐▫▫▫): o primeiro autor enrolou um pouco no início e exagerou um pouco nas descrições e nos personagens, deixando a primeira parte um pouco densa demais. Se analisarmos bem, pouca coisa aconteceu de fato: uma criança possuída trouxe um convite para uma missão diplomática numa vila amaldiçoada. A segunda parte continuou confusa, principalmente pelas motivações e pontas soltas. Por que a rainha mandou a feiticeira na frente? Qual o objetivo dos necromantes em convidar os rebeldes? A história terminou, mas precisava de muito mais para realmente se encerrar.

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫): o primeiro autor parece possuir um bom vocabulário e tem técnica para boas descrições, mas abusou um pouco disso e falhou bastante na pontuação, deixando o texto meio travado. O segundo autor não apresentou as falas no uso da vírgula, mas não pontuou corretamente os diálogos. Abaixo coloco alguns problemas que encontrei (parei de anotar em algum momento para me dedicar à trama) e dois artigos que podem ser úteis:

    ▪ bastava uma flecha para que mortalmente ferido cessa-se (cessasse) seu caminhar
    ▪ Alertadas *vírgula* as outras sentinelas fizeram mira ao invasor
    ▪ gesticulando a meia voz *vírgula* proferia um sortilégio
    ▪ apenas para se por (pôr) diante das portas da cidadela
    ▪ Intempestivamente *vírgula* Samuel saltou do alto da muralha metamorfoseando-se numa grande fera que *vírgula* em segundos *vírgula* encarrava o pequeno que *vírgula* nem por isso *vírgula* se abalou (essa frase ficaria melhor se fosse dividia em duas ou mais)
    ▪ No seio da sombria *vírgula* madrugada o conclave rebelde se reuniu
    ▪ velas protegidas por redomas de vidro trazia (traziam) luz ao ambiente
    ▪ Amanda *vírgula* apoiada num dos braços do assento principal, pensava
    ▪ Com o farnel ainda embrulhado *vírgula* Samuel *vírgula* num canto *vírgula* conversava

    Quando os complementos e advérbios são deslocados, eles devem estar entre vírgulas. Esse artigo explica isso melhor: http://m.brasilescola.uol.com.br/gramatica/uso-da-virgula.htm

    E sobre pontuação no diálogo: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): o texto trás algumas novidades, como os seres quiméricos, mas acaba caindo em vários clichês de fantasia, como feiticeiros, necromantes e etc.

    👥 Dupla (⭐⭐): acredito que o segundo autor conseguiu manter o ritmo e mesmo nível que o primeiro. Isso acabou afetando um pouco a resolução final, mas não este quesito em questão.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): o texto me atraiu pela atmosfera criada, mas a não conclusão da história e as diversas pontas soltas diminuíram o impacto final.

    • Leonardo Jardim
      2 de setembro de 2016

      Caramba, tô relendo aqui meu comentário e estou com vergonha do excesso de erros e repetições… 😦

  19. Ricardo de Lohem
    15 de agosto de 2016

    Olá, como vão? Vamos ao conto! Fusão perfeita, mimetismo completo. Uma fantasia que tinha todos os elementos capazes de criar uma estória empolgante, mas, infelizmente, comigo não funcionou. Faltou magia, faltou emoção, faltaram pesrsongens pra gente torcer, ou não, faltaram vilões que a gente quisesse que se dessem mal no final, ou não. Ninguém tem personalidade, ninguém importa… A trama também não ajuda; se eu fosse representar o enredo desse conto por um gráfico seria uma linha reta, sem picos nem vales. Eu ia falar de problemas de pontuação, falta de vírgulas, mas vou deixar pros outros detalharem isso. O problema maior é que se trata de uma fantasia genérica demais, sem vida ou alma que a sustente. Uma história interessante não se faz com espadas, flechas, magos, dragões ou goblins: se faz com paixões, como ódio, amor, amizade, cobiça, desejo, e com personagens de carne, sangue e ossos, que expressem essas paixões. Apesar disso, é preciso admitir que é difícil ambientar corretamente histórias de fantasia, e os autores conseguiram criar um mundo crível, que poderia ser tornar lar de histórias deliciosas, capazes de trazer grande felicidade aos fãs do gênero. Recomendo escreverem mais histórias passadas nesse mundo, mas que sejam histórias com mais vida. O escritores foram habilidosos, devem só focar mas no conteúdo que na forma. Desejo boa sorte pra vocês.

  20. Bruna Francielle
    14 de agosto de 2016

    Bem, os erros de português acabaram por dificultar ainda mais uma leitura já dificil, pela forma que foi apresentada. Exemplo: “Quem tem amigos não pelejam sozinho.” ‘Quem tem amigos não peleja sozinho.’, deveria ser. Erros de concordância, falta de vírgulas, acredito que para escrever desta forma, dificultosa, com arranjos diferentes de frases, palavras dificeis, era necessário afiar bastante o portugues, pois doutro modo torna a leitura extremamente cansativa e confusa, pois o que já é dificil de entender, fica mais ainda com os erros. Mas a partir da segunda metade do texto, este impasse já apresenta melhora, havendo menos erros e assim, frases mais compreensíveis. Porém , há um excesso de ‘cenas de ação’, em uma linha o encantdor chama os insetos, na outra linha, alguém virou uma besta, são muitas informações ao mesmo tempo e com personagens diferentes. Um texto muito dificil de ser entendido por esses diversos fatores, e pela história em si. Não tem fluidez e exige o máximo do máximo de atenção, e mesmo assim, não é garantido que se entenderá algo.

  21. catarinacunha2015
    13 de agosto de 2016

    Todos os contos foram avaliados antes e depois da postagem da 2ª parte; daí a separação:

    1ª PARTE: O estilo e o vocabulário é bem simples, de fácil leitura. As imagens são riquíssimas e a trama despertou curiosidade. Falta emoção, mas cresceu em importância com a revelação do objeto.

    PIOR MOMENTO: “ Carlos, o domador de insetos” – Não dá para imaginar essa figura.

    MELHOR MOMENTO: “Terminada a missão, o garoto desapareceu em meio ao fogo.” – Brilhante sacada matar o menino que, até então, era o foco do conto.

    PASSAGEM DO BASTÃO: Toma que o filho é teu! Entregou bonito.

    2ªPARTE: Incorporou matizes dramáticas ao conto, o que gostei, pois estava meio seco. Mas depois que a bruxa pegou fogo, parece que um encanto atingiu o coautor e uma batalha desconexa arrancou a cabeça do conto sem dó nem piedade. Quase choro.

    PIOR MOMENTO: “A criatura mergulhou por entre a névoa, guinchando e outros sons ecoaram em resposta.” – O que ou quem respondeu? Que criaturas eram essas? Qual a importância para a trama?

    MELHOR MOMENTO: “Afogada em gordura podre, a floresta parecia esperar, como quem prende o fôlego antes de um mergulho.” – Consegui ver a floresta prendendo a respiração.

    EFEITO DA DUPLA: Foram amarrados com arame farpado um ao outro. E cadê o demônio? Quem da dupla escondeu o Capeta do título?

  22. Wender Lemes
    13 de agosto de 2016

    Domínio da escrita: achei o conto mediano, dentro dos parâmetros a que se propôs. A abertura misteriosa com a ambientação fantástica me agradou, mas a coisa toda começou a tomar proporções maiores que o autor complementar poderia sanar – e foi o que aconteceu, em minha opinião.
    Criatividade: há de se reconhecer a criatividade ao mesclar as quimeras, os necromantes e tantos outros componentes do fantástico, do RPG propriamente dito. Acabei esperando um conflito mais sólido com tantas promessas, e este foi meu erro como leitor. Trata-se de uma boa história, mas que é só o primeiro embate de uma guerra que previa muito mais batalhas.
    Unidade: as partes se complementam bem. O estilo foi mantido e foi dada uma solução respeitável para o início, embora, como disse, acho que foi proposto algo muito maior que o segundo autor poderia contemplar em duas mil palavras. A única coisa que me incomodou um pouco em relação à unidade foi o fechamento “final de Dragon Ball” da primeira parte.
    Parabéns e boa sorte!

  23. Rico em detalhes, ambas as partes parecem até ter sido escritas por uma mesma pessoa, no que toca o estilo.

    Sobre a história, ao ler a primeira parte, tive a impressão de se tratar de uma parte de um romance. Uma narrativa mais longa, da qual, personagens preexistentes (do mesmo autor, claro) foram utilizados no conto.

    Parabéns para ambos os escritores.

  24. Júnior Lima
    11 de agosto de 2016

    Não sou tão fã de histórias do gênero fantasia medieval que seguem a história à risca, mas devo reconhecer pelo menos que a escrita estava em geral boa. O(a) autor(a) da primeira metade deve rever o uso de vírgulas, que causou estranhamento e confusão em algumas partes.

    A segunda parte da história continuou bem, e colocou mais ou menos um fim. Parece que a história inicial prometia uma continuação muito maior que o limite do desafio, e o conto termina quase que pedindo por mais, o que não seria possível.
    A morte da bruxa, personagem destacada, me lembrou um twist estilo Game of Thrones. Não sei se havia inspiração, ou se é só sinal dos tempos.
    Na verdade, o personagem capitão dos insetos foi um destaque positivo para mim, por ser atípico nesse tipo de enredo (e talvez em todos os outros também). Gostaria de ter visto mais dele.

    No geral, não exatamente meu estilo, mas uma história capaz de agradar bastante.

  25. Fabio Baptista
    11 de agosto de 2016

    Imitando descaradamente nosso amigo Brian, utilizarei a avaliação TATU, onde:

    TÉCNICA: bom uso da gramática, figuras de linguagem, fluidez narrativa, etc;
    ATENÇÃO: quanto o texto conseguiu prender minha atenção;
    TRAMA: enredo, personagens, viradas, ganchos, etc.;
    UNIDADE: quanto o texto pareceu escrito por um único autor;

    ****************************

    Conto: Vila do Demônio

    TÉCNICA: * * *

    A primeira parte começa bem, criando uma boa ambientação e um bom clima de suspense com a criatura chegando e senado observada pelos vigias.
    Porém, começa a se perder entre muitos adjetivos e truncar com muitas vírgulas mal empregadas e erros de grafia.

    A segunda parte melhora consideravelmente no quesito técnico e chega como um bálsamo.

    – mortalmente ferido cessa-se
    >>> mortalmente ferido cessasse

    – Alertadas as outras sentinelas fizeram
    >>> Alertadas, as outras sentinelas fizeram

    – Três grandes chamas queimaram em torno da criatura
    >>> de onde vieram essas chamas?

    – encarrava o pequeno
    >>> encarava

    – traiçoeira estrada / sombria madrugada / bondosa senhora / traiçoeiras montanhas / …
    >>> essas inversões quando usadas muito próximas ou em demasia causam cansaço no leitor

    – estatuas
    >>> estátuas

    – Amanda apoiada num dos braços do assento principal, pensava
    >>> Amanda, apoiada num dos braços do assento principal, pensava

    – Com o farnel ainda embrulhado Samuel num canto conversava
    >>> Com o farnel ainda embrulhado, Samuel num canto conversava

    – daquela que prontamente os acolherá
    >>> acolhera (com o agudo o verbo vai para o futuro)

    – Reverente cumprimentou a bondosa senhora
    >>> Reverente, cumprimentou a bondosa senhora (sem a vírgula fica parecendo que alguém chamado “Reverente” cumprimentou a senhora bondosa)

    – recusou o nobre acento
    >>> assento

    – A antiga soberana recusou o nobre acento lhe ofertado em detrimento a uma tosca banqueta
    >>> A antiga soberana recusou o nobre assento a ela ofertado, preferindo uma tosca banqueta…

    – Uma pequena mesa sustentou o peso da importância do pequeno embrulho
    >>> pequeno / pequeno com muita proximidade

    – involucro
    >>> invólucro

    – Todos temiam a cidade mestre dos necromantes, era mais um inimigo a se declarar
    >>> ????????

    – nascimentos vivos tornavam raros
    >>> ????

    – Caminhos (…), senhora – continuou o “abade” – O atalho que tomou (…) eu poderia ter? – Perguntou, apontando o queixo na direção da trilha.
    >>> é só detalhe, mas eu usaria a marcação de diálogo abaixo:
    >>> – Caminhos (…), senhora – continuou o “abade”. – O atalho que tomou (…) eu poderia ter? – perguntou, apontando o queixo na direção da trilha.

    – creio não sermos necessária a nossa opinião
    >>> ser necessária

    ATENÇÃO: * *
    Confesso que, infelizmente, esse foi duro de ler até o fim.

    TRAMA: * * *
    Típica trama de fantasia, envolvendo elementos clássicos. Sem muita novidade.
    Achei que foram personagens demais, muitos nomes e poucas personalidades.

    A segunda metade tenta corrigir esse aspecto, mas acaba pecando em deixar o texto muito picotado.

    UNIDADE: * * * *
    É possível perceber a troca de autor, mas, como houve melhora na técnica e personagens e enredo foram mantidos, considero o item “unidade” atendido satisfatoriamente.

    NOTA FINAL: 6

  26. Gustavo Castro Araujo
    10 de agosto de 2016

    Um dos aspectos interessantes deste desafio é que a liberdade de tema fez com que os autores inscritos buscassem escrever algo que gostassem. É o que se vê na primeira parte deste conto: um autor à vontade, que sabe onde pisa, que conhece o universo de fantasia. Gostei da habilidade com as palavras, da atmosfera de suspense criada e das descrições do ambiente. Eu me senti, de verdade, em um castelo medieval com medo de ser atacado. Contudo, receio que esse virtuosismo tenha prejudicado a fluidez. A primeira parte promete muito, deixa vários ganchos e, por isso, parece não caber nos limites de um conto. A segunda parte demonstra isso. O segundo autor tentou correr com o complemento, dando vazão à ação necessária aos personagens. Igualmente habilidoso, viu-se obrigado a dar desfechos que, em verdade, demandariam muito mais do que duas mil palavras. Como um todo, o conto funciona bem: ambas as partes se encaixam legal, mas terminei com essa impressão de que há muito mais a ser contado.

    Nota: 7,8

    • Thomás Bertozzi
      22 de agosto de 2016

      Fala Gustavo!
      Acertou em cheio.

      Gostei do texto que recebi. Embora recheado de clichês, tem um clima tenebroso muito bacana. A criança pegando fogo foi uma coisa incrível!
      O problema é que, para mim, trata-se de um prólogo de uma história muito maior, bem no estilo Nárnia.

      A saída que encontrei foi tentar concluir alguma coisa em duas mil palavras, daí a correria.

  27. Andreza Araujo
    9 de agosto de 2016

    Este é um dos primeiros contos que leio, o procurei exatamente por causa do tema de Fantasia. Gostei bastante dos primeiros parágrafos e toda a cena da criança/criatura se aproximando do castelo para entregar a mensagem. Depois tudo ficou muito político, acho que perdeu o ritmo e o mistério tão bacana que esse inicio propôs.

    Percebe-se claramente que o vocabulário é rico, ou os autores realmente gostam de Fantasia ou se empenharam na pesquisa para deixar tudo bem detalhado. Acho que este é um dos pontos fortes do texto. Algumas vezes, entretanto, confesso que não consegui enxergar (ou entender) a cena, mesmo relendo com atenção.

    Também não consegui sentir simpatia por nenhum dos personagens, não os conheci intimamente, digamos. Acho que faltou se aprofundar um pouco neste quesito, a fim de que o leitor “compre” a briga do personagem.

    O segundo autor adicionou um tom de humor que não havia na primeira parte. Se isso foi bacana ou não, depende do gosto do freguês. No meu caso, acho que poderia ter sido um pouquinho mais sutil.

    De modo geral, apesar de gostar do gênero, digo que o texto não prendeu a minha atenção. Foi agradável a leitura pela beleza e complexidade das frases. Por outro lado, achei que era muita informação para um desafio de poucas palavras. Quero dizer que a história que vocês criaram talvez fosse melhor aproveitada num formato sem restrições de tamanho. Teve momentos bons e a narrativa em si é ótima, mas como conto não me cativou por completo.

  28. Gilson Raimundo
    7 de agosto de 2016

    Muito bom, gostei das reviravoltas, eu não imaginava uma traição do general. Achei que o primeiro paragrafo da continuação poderia ser eliminado, o segundo paragrafo seria a união perfeita, daria mais coesão descrevendo a cavalgada. Fiquei feliz com os caminhos tomados, só que agora se criou um problema, tem que haver uma terceira parte, o que será que pode ocorrer nesta historia que apenas começou… boa sorte pra todos…

  29. Wesley Nunes
    7 de agosto de 2016

    Analise Parte 1

    De inicio eu fiquei surpreso com o bom uso da linguagem poética. O autor consegue transmitir em seu conto um tom de fantasia medieval. O universo em que a historia se desenrola é incrível.
    Senti falta de um esmero na escrita, senti falta de uma fluidez no texto onde uma frase puxa a outra. As denominações quilômetros e genética é algo atual e quebra com a verossimilhança do texto.

    O autor tem muito fôlego, consegue pensar em muitas situações e tem habilidade para criar cenas de ação. Se eu pudesse dar um conselho, seria: Tenha mais calma. Eu sei como é essa sensação de ter a cabeça fervilhando de ideias e a ansiedade de colocar tudo no papel. Conforme a escrita, a leitura e a revisão são aprimorados, o autor começa a ter paciência e o seu texto começa a puxar uma frase atrás da outra, tirando ao máximo o potencial de uma cena e de um parágrafo.

    Espero que não fique chateado com as minhas palavras e o principal você já possui. Percebi em seu texto muita criatividade e vontade de escrever.

    Analise parte 2

    O que eu senti falta na parte 1, está presente em abundância na parte dois.
    Ao escritor da segunda parte, eu poupo as palavras, mas não economizo nos elogios:

    Parabéns pela excelente escrita. O mundo bem criado está mais sujo e possui mais detalhes. O leitor desbrava a floresta com Amanda, se depara com estranhas criaturas e vive as batalhas nessa ótima narrativa.

  30. Evandro Furtado
    6 de agosto de 2016

    Complemento: upgrade

    Eu acho que a alta fantasia é o gênero mais complicado para ser desenvolvido em um contos, justamente por sua complexidade. Acho que ambos os autores foram bem no quesito forma, mas falharam no quesito conteúdo. O primeiro não conseguiu entregar uma trama consistente ou personagens cativantes. O segundo até desenvolveu um pouco melhor, no entanto, talvez justamente por causa do ponto apresentado anteriormente, não passou desse ponto.

  31. Anorkinda Neide
    5 de agosto de 2016

    Comentário primeira fase:
    Uma sinopse, um prólogo. Um tanto longo, um tanto cansativo. Tem alguns erros de digitação e ortografia. Achei expectativa demais para apenas um entregador de convite! Há muitos ganchos, muitos detalhes a ser explorados num romance, deixando a tarefa árdua para o colega que continuar o texto no tamanho proposto pelo desafio.
    .
    Comentário segunda fase:
    Muita criatividade na segunda parte! hehe Muitos acontecimentos, realmente este pode se tornar um livro, uma saga… É muito enredo confinado no tamanho de um conto, me perdi em mil partes, mu itos personagens. O texto está bom, mas cm certeza precisa de mais espaço.
    .
    União dos textos:
    Ficou boa a junção, não se percebe o término de um autor e o começo de outro. A não ser pela história começar a ter ação, o que indicava a continuação. Os autores estão de parabens e prontos pra levar esta parceria a um bom e grande livro.
    Abraços

  32. Danilo Pereira
    5 de agosto de 2016

    O conto trás uma tendencia mais de fantasia. No começo eu percebi um cuidado com as estruturas dos personagens. Ex: O o significado do nome representando uma qualidade do personagem. Samuel significa Nome de Deus” ou “Deus ouve; na primeira parte do conto Samuel tem o papel de “sacerdote”, igual na bíblia. Transmitiria o recado posto no pergaminho. Amanda significa Amorosa… notei um certo cuidado do autor sobre as representações de cada nome de personagens. O Conto em sua segunda parte deixou a onda de mistério e fantasia cair um pouco. NOTA:7

  33. Jefferson Lemos
    4 de agosto de 2016

    Parte Um) Informação demais e desenvolvimento de menos. Terminei a história sem conhecer nenhum dos personagens e com um milhão de coisas para sintetizar, mas sem o auxílio necessário para tal. O ambiente criado é bacana, mas pecou nesse desenvolvimento dos personagens. A primeira cena também é tão urgente que causa até estranhamento. Não houve preparação nenhum em criar uma expectativa sobre os necromantes ou até mesmo sobre as pessoas que viviam no Castelo das Pedras. O texto também necessita de algumas revisões.

    (Parte dois) A escrita aqui funcionou muito melhor do que na primeira parte. A fantasia está bem trabalhada e as descrições fazem jus ao gênero. Lembrou-me um pouco Warcraft. De qualquer forma, acho que o roteiro foi um pouco prejudicado já na primeira parte, o que acabou refletindo na segunda. Mesmo o autor sendo bom e sabendo trabalhar bem os pontos, não consegui me apegar. Achei que faltou algo mais, pois senti a história muito longa para poucas palavras.

    Ainda assim, parabéns!
    Boa sorte.

  34. Olisomar Pires
    3 de agosto de 2016

    Isso me parece um ótimo tema, quase uma “sinopse” detalhada, se isto for possível, para um romance, não consigo enxergá-lo como um conto. A primeira parte se mostrou mais envolvida e séria. O segundo autor escrachou um pouco, o que destoou da linha adotada, talvez funcione numa “novela” também com vários núcleos. Enfim, muita criatividade, pouca empatia, mas tem potencial aqui.

  35. Brian Oliveira Lancaster
    3 de agosto de 2016

    CAMARGO (Cadência, Marcação, Gosto) – 1ª leitura
    JUNIOR (Junção, Interpretação, Originalidade) – 2ª leitura

    – Vila do Demônio (Vivian, A Dama do Lago)
    CA: O desenvolvimento é bem tranquilo, sem grandes sobressaltos. Uma história de fantasia clássica, aliada ao mistério. Em poucos segundos o cenário nos é apresentado, de forma eficaz. – 8,0
    MAR: Uma ou outra frase soou estranha, mas consegui acompanhar a jornada sem problemas. O clima de frio e terras escandinavas está bem presente. – 8,0
    GO: Uma pena que o gancho restringiu muito os caminhos a seguir, mesmo assim, a atmosfera de fantasia sempre traz surpresas. Faltou apenas trabalhar melhor o núcleo de personagens reunidos, pois quase não é possível captar suas identidades próprias, com exceção de Amanda e da antiga regente. – 7,0
    [7,6]

    JUN: O ganho estilo “trailer” estragou um pouco, mas o segundo autor conseguiu manter a mesma atmosfera e clima cinzento, apresentado na trama anterior. A divisão de cenas caiu bem, caso contrário, seria muito confuso. – 8,0
    I: A história é interessante por utilizar criaturas não tão comuns ao gênero, mas pecou um pouquinho pela falta de revisão. Quando há menos dois personagens no mesmo local, as cenas fluem bem. Neste quesito ficou bem dividido. Mas, próximo ao encerramento, o excesso de núcleos confunde um pouco. – 7,0
    OR: É uma fantasia bem típica, ganhando pontos pelo clima soturno que permeia todo o texto, quase sem raios de esperança. O final foi meio morno, talvez pela falta de espaço, mas compreendi a subjetividade. – 8,0
    [7,6]

    Final: 7,6

  36. Matheus Pacheco
    2 de agosto de 2016

    Então, eu gostei muito da narrativa (Apesar de não gostar de fantasia) mas teve certas partes que eu achei um pouco estranha como nos primeiros parágrafos, aonde aquele mago invoca as chamas na frente da fortaleza, eu não entendi a motivação para o ato.
    e depois eu gostaria de uma explicação sobre o que são essa quimeras, seriam humanos com poderes especiais ou criaturas mitológicas gregas?
    abração amigos.

  37. Matheus Pacheco
    2 de agosto de 2016

    Amigões, gostei muito da narrativa (apesar de historias fantásticas não me atraiam muito) mas teve partes que eu achei um pouco confusas, como nos primeiros parágrafos, que mostra os magos conjurando chamas do lado de fora da fortaleza, eu não entendi a motivação daquela cena, logo que um deles entrou na sala de conselho.
    E eu gostaria da explicação do que são as quimeras, seriam monstros da mitologia grega, ou humanos com poderes especiais?
    Abração amigos…

  38. Davenir Viganon
    31 de julho de 2016

    Olá. Gostei de ver o gênero de Fantasia voltar ao EC depois do desafio. Gostei desse mundo e da ideia dos personagens mas faltou mais diálogos para poder me afeiçoar a eles. Só não gostei muito do final, pois ficou inconclusivo demais ou então fui eu que deixei escapar algo muito importante de vista. A “passagem de bastão” entre os escritores foi bem feita. Não saberia dizer onde o “continuador” começou sua parte. Parabéns aos dois.

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Publicado às 3 de julho de 2016 por em Duplas e marcado , .