EntreContos

Literatura que desafia.

Isso Não é Um Assalto (Amanda Gomes e Wilson Barros Júnior)

assalto

O que estou prestes a fazer pode ser resumido em uma única palavra: Estupidez.

Uso uma peruca ruiva tipo Chanel, óculos escuro e um vestido muito colado. A peruca e os saltos gigantescos consigo superar, mas a arma no fundo da minha bolsa não. Não é de verdade, mas isso não deixa as coisas menos assustadoras.

Vamos do princípio. Estava bêbada e perdi uma aposta. Agora estou indo em direção a uma importante joalheria praticar um assalto de mentira. O alvo?  A amante do noivo da minha melhor amiga, Patrícia.

Detalhe: A joalheria é do seu pai e a vítima, funcionária da loja.

Recentemente patrícia descobriu que Karen (a vítima) e seu noivo praticavam kama sutra no deposito. Nada mais luxuoso não? Trepar em meio a diamantes. Patrícia podia simplesmente bater na cara dela, demitir ou coisas assim, mas prefere que eu entre lá e finja que estou assaltando-a. Justificativa? descobriu que Karen faz terapia há cinco anos por causa de um assalto.

É, eu sei ela é terrível.

— Mas e se entrar alguém na hora? se ela for ao banheiro ou estiver atendendo alguém? – replico nervosa.

Ela revira os olhos

— Hoje chegam novas mercadorias, Karen vai estar no deposito trancada.

— Mas…

— Sem mas, Leia! Você me deve e perdeu a aposta. Então vá!

Alguns minutos depois entro na joalheria. Uma moça loira e classuda vem em minha direção com um enorme sorriso.

— Bem vinda a Safiras, posso ajudá-la?

— Ah sim! Estou procurando um anel de formatura.

A empolgação da loira diminui um pouco, mas sorri e pede que eu acompanhe.

Reparo que o movimento está maior do que Patrícia anunciara. Engulo em seco quando aparece.

— Bom dia meninas, como estão hoje? – cantarola cumprimentando algumas pessoas.

Não há sinal de Karen em parte alguma, realmente deve estar no deposito. Patrícia dá uma piscadela e continua a chamar atenção para si.

Respiro fundo e ponho o plano em ação. Já me desvencilhei da moça que estava me atendendo. A campainha anuncia a entrada de alguém. Mais clientes! Isso não pode estar bem.

Encaro as três pessoas que entram. Um casal de noivos, suponho. A mulher é bonita, negra com longos cachos. O homem era alto, careca e bem estiloso. Acompanhado deles havia outro que fugia totalmente a regra de perfeição do casal. Usava jeans largos e uma camisa amarrotada.

Franzi o cenho diante do contraste.

— Quero a melhor aliança que vocês têm a me oferecer.  – disparou a mulher.

Ignoro todo o resto e volto a atenção para a missão. Desço a escada que ficava nos fundos da loja, contando os degraus um por um tentando conter o nervosismo. Talvez eu devesse ter bebido algo para me dar mais coragem. Quando a escada termina um pequeno e escuro corredor aparece, com uma porta logo a frente. Pego a chave na bolsa e me aproximo.

Congelo quando introduzo-a na porta. O que eu vou dizer? Parada isso é um assalto? E se ela gritar muito? Se partir pra cima e nos enrolarmos em uma briga?

Minhas mãos tremem.

Ela está sentada em uma mesa no canto superior, não percebeu quando eu entrei. Polia algumas caixinhas de joias.Com um toque simples fecho a porta e o clique faz Karen olhar diretamente pra mim. Ela congela, eu congelo. Ficamos paradas olhando uma pra outra.

— Posso ajudar? Ela quebra o silêncio, parece nervosa, mas noto irritação e desconforto mais que qualquer outra coisa. Sinto minhas bochechas queimarem. Limpo a garganta e aponto a arma.

Karen fica tão perplexa que deixa cair a pequena caixa de vidro em suas mãos, o barulho do objeto quebrando é o bastante para nos despertar.

— O…O que está fazendo? – pergunta. Seus olhos faltam sair da orbita. Faço uma tentativa de falar, mas minha voz sai seca, pigarreio e firmo a mão, apontando a arma direito pra ela.

— Isso é um assalto, agora faça o que eu digo, pegue todas aquelas joias e coloque nesta bolsa. E faça rápido senão vou enfiar uma bala no meio da sua cara!

Visualizei mentalmente que a garota a minha frente é uma vadia que transa com homens comprometidos.

— Por… Por favor, não atire!

— Se continuar a falar ao invés de me obedecer é o que farei. – digo um tanto mais confiante. Me aproximo e deixo a bolsa sobre a mesa. Agora que estou no controle, até sinto que posso fazer melhor.

— Vou contar até cinco, se aquelas joias não estiverem dentro dessa bolsa vou te mostrar uma coisinha.

Patrícia falou para pegar algumas peças, Keren porém estava agora enchendo a bolsa com várias delas. Não posso pedir pra colocar só um pouco, seria estranho.

— Escuta… – digo depois que me entrega a sacola. – Se você chamar a polícia, ou fizer um retrato falado meu, ou qualquer coisa do tipo, eu volto aqui ok? Volto e acabo com você!

Ela acena repetidas vezes, enxugando as lágrimas.

— Seja uma boa menina Karen e para de fazer bobagens, ok?

Ela me olha sem entender.

— O que?

Suspiro

— Esqueça, Veja vou te trancar no banheiro…

— Como sabe meu nome? – interrompe.

Me amaldiçoou. Olho para a sua roupa em busca da bendita etiqueta com o nome, mas não está lá. Ela acompanha meu olhar e franze o cenho, vejo as engrenagens de seu cérebro começando a funcionar.

— Como disse, eu sei tudo sobre você, onde mora, seus horários. É claro que sei seu nome.

Abre a boca para dizer algo mas fecha novamente. É obvio que não está mais com tanto medo.

Meus sentidos aranha dão o alarme.

— Bem, entre no banheiro e fique quieta até eu sair.

Ela levanta o queixo em desafio. Oh Deus, ela levantou o queixo, isso não é bom. Vejo que olha mais atentamente para a arma, que agora parece estupidamente falsa diante de seu olhar inquisidor.

— Vamos! – esbravejo – Vá para o banheiro agora!

Karen fica parada, parecendo criar coragem para tomar uma atitude. Vejo claramente seu olhar se esgueirando para uma ferramenta na mesa ao lado. Meu cérebro só gritava uma coisa. Eu vou ser presa, presa!!

Sabe aqueles momentos em que as coisas passam em câmera lenta?  é como estou me sentindo agora. Aponto minha arma, como se realmente pudesse oferecer algum perigo, enquanto Karen se estica para pegar a ferramenta. Então ouve-se um tiro.

Sim, um tiro, alto e muito perto. Nós duas congelamos em uma cena bizarra. Karen agachada embaixo da mesa, com Tinta vermelha em seu corpo. Sim, apertei o gatilho. Se fosse uma arma de verdade eu a teria matado. Isso é tão surreal que prefiro não pensar sobre no momento e sim no fato que um tiro foi disparado e obviamente, não veio da minha arma.

Karen grita.

— Não me mate, não me mate!

Não penso duas vezes, saio correndo e subo as escadas.

Mais gritos. Eu não estava preparada para a cena que vi a seguir.

Um assalto. Estava acontecendo um assalto! Todos os clientes da loja deitados no chão com as mãos na cabeça. Patrícia estava lá. Como se dessa conta de minha presença, olha pra mim. Desespero é o que está em seus olhos e deve refletir exatamente o que tem nos meus. Será que isso faz parte do seu plano e não fui comunicada? Uma encenação?

Uma raiva enorme começa a me dominar. Lá estou com o uma bolsa cheia de joias roubadas e uma arma na mão: No meio de um assalto!

— Ei quem é você? – diz uma voz a minha esquerda. É a noiva alegre. Fico pasma quando a vejo esvaziando uma vitrine de relógios. Não mais perplexa que ela, imagino, pela forma com a qual está me olhando.  Sua mão carrega uma arma. Meu reflexo é mais rápido e aponto a meu primeiro

— Parada! – ordeno.

Posso escutar Patrícia arfar.

— Quem diabos é você? – pergunta o noivo.

— Eu… Eu…

Eu não sabia quem eu era naquela cena. Uma enorme parte acreditava que era tudo parte de um plano B, cujo qual não tinha conhecimento. Patrícia estava apavorada balançando a cabeça negativamente.

— O que? – Exijo uma resposta. Mas não diz nada, apenas continua a balançar a cabeça.

Ainda apontando a arma para o casal de noivos assaltantes, ouço um clique nada sutil atrás de mim. Viro lentamente até dar de cara com o rapaz de jeans e moletom. Ele está apontando uma arma, de verdade, vale observar.

Ok. Isso já foi longe demais.

O homem parecia confuso com minha presença, devia estar se perguntando como fui parar ali. Não sei explicar minha reação. O cara estava apontando a arma para a minha cabeça e volto a minha de brinquedo pra ele.

Estamos frente a frente. Eu segurando a arma com as duas mãos, igual nos filmes onde mulheres sexys e perigosas apontam armas. As sobrancelhas dele que eram muito bonitas e definas por sinal, se ergueram em surpresa e questionamento. Seus olhos eram um tom de verde muito claro, quase dourados. Eram bons olhos. Na verdade não eram só os olhos, ele tinha um queixo muito bem definido, uma leve barba preenchia seu rosto. Tinha o nariz um pouco torto, com certeza já o quebrou uma vez, não me atrevi a abaixar os olhos e checar o corpo. Nem entendia por que de repente, em uma situação como aquela resolvi dar uma conferida no cara.

— Quem é essa louca Henri! – perguntou a noiva atrás de mim. Henri que agora sei o nome, continuou me encarando e eu a ele.

— Abaixa a arma! – ordenei.

Um segundo se passa até que ele começa a abrir um meio sorriso. Sim, o canto direito de sua boca levantou um pouquinho e de repente isso se tornou fascinante.

Ele sabe que minha arma não é de verdade, qualquer um saberia, está deixando escapar alguns pingos de tinta vermelha. Ele abaixa a dele e se afasta me deixando atordoada.

— Precisamos sair daqui, rápido! – diz para os comparsas.

Dar-se início a uma calorosa discussão entre os três. Algo como ‘’ precisamos das joias de verdade’’ era o tema principal. O peso da minha bolsa aumenta uns cem quilos, eles vieram para roubar, mas roubei primeiro.

Rezo baixinho para que continuem a me ignorar, até começo a me abaixar para fazer parte dos reféns e não dos assaltantes. Mas é tarde demais. Uma sutil, porém clara sirene toca ao fundo anunciando a chegada da polícia.

— Porra! Quem foi o desgraçado que chamou a polícia?

— Calma, temos a distração. – diz o cara de moletom. –  Vamos pegar logo tudo e ir embora.

— Mas não tem muita coisa interessante. Checou o deposito? Cadê as encomendas que iam receber essa semana?

— Bem, parece que alguém chegou primeiro.

Então os três encaram minha bolsa enorme e pesada.

— Quem diabos é você? – perguntou a Noiva.

— Ninguém. – digo – Apenas uma cliente.

— Uma cliente com uma arma? – ironizou a Noiva.

— Não é de verdade. – falou Henri.

— O que tem na bolsa? – pergunta o Noivo.

— Nada. – respondo nervosa. Que desastre, que desastre!

Henri vem em minha direção. Aponto novamente a arma pra ele. Me sinto ridícula mas o que poderia fazer? acabei de assaltar a joalheria, agora estou prestes a ser assaltada. Como as coisas poderiam piorar?

Ele sorri descrente e puxa minha bolsa com delicadeza. Quando abre dá um assobio. Fico surpresa. Realmente roubei tudo isso?

— Bom trabalho…

— Isso… Isso não é meu.

— Tenho certeza que não. – sorrir abertamente.  – Você é algum tipo de cleptomaníaco? Se for… Precisa se tratar urgentemente.

Minhas bochechas inflam.

— Não pode fazer isso.

— Fazer o que? – pergunta me avaliando.

— Roubar a loja.

— Você também está roubando.

Não, não estou…

Sirenes.

Não, não posso ser presa. Isso não é um assalto, não é um assalto!

– Está bem, já temos as joias – Henri diz, agitando minha bolsa. – vamos embora, rápido!

– Tudo bem – concorda o Noivo -, e vamos levá-la como refém – diz, apontando para mim.

– Porque um refém, e porque ela? – A Noiva pergunta.

– Se a polícia nos alcançar, vai pensar duas vezes antes de atirar-nos uma granada. E ela reúne as características necessárias para o refenato: é dócil e parece ser meio idiota. Vamos, venha para cá! – O Noivo me convida, agitando uma Glock G25. Um convite irrecusável. Vou com eles.

O carro deles está estacionado com o motor ligado. Que imprudência, com tantos assaltantes por aí, penso. O Noivo senta no banco do motorista e pressiona um botão, abrindo o porta-malas. Henri ordena, impaciente, que eu entre. Encolho-me como posso dentro do pequeno porta-malas do Celta 1.0, e Henri fecha a porta, com um estrondo. Saímos, o carro relinchando no asfalto, os vira-latas protestando energicamente.

Rodamos por mais de meia-hora, eu me sentindo um peru no forno. O carro para, a tampa do porta-malas se abre, deparo-me com aqueles três rostos ameaçadores. Desta vez até a Noiva me aponta sua pistola.

– Vamos, desça – o Noivo revira o revólver, dando ênfase a sua ordem.

Desço do porta-malas e olho ao redor, reconhecendo o bairro da Baixinha, um conjunto de palafitas semi-abandonado, desde o tempo em que os moradores foram sorteados em um programa habitacional patrocinado pela prefeitura. Agora só moram lá marginais, com suas famílias, ou com seus bandos de delinquentes.

Os três conduzem-me a um lúgubre barraco, onde entramos, após chapinhar em um alagadiço.

– Amarrem-na naquela cadeira – ordena o noivo. – Primeiro vamos resolver umas coisas, depois ela vai contar sua história.

A cadeira consiste em dois caixotes vazios de uvas, um pregado sobre o outro à guisa de espaldar. Henri prende-me como pode naquela estrutura esquisita, e senta-se junto com os outros à mesa de reuniões, esta também constituída de caixotes e mais caixotes.

– Temos que sair do país – afirma o Noivo –, a esta altura devemos estar sendo procurados como pérolas raras.

– Você disse que já tinha tudo planejado! – exclama Henri.

– Sim, tenho, só precisamos contornar pequenos obstáculos. Por exemplo, na fronteira ninguém revista mais os carros na saída, mas vão pedir os documentos do veículo e nossa habilitação. Tive o cuidado de roubar um carro com o IPVA já pago, mas resta a questão da permissão. Minha carteira de motorista foi apreendida, e a de Thaylene está vencida há meses.

– Você queria, benzinho – diz a Noiva, que agora eu sei chamar-se Thaylene -, que eu fosse renovar minha carteira, quando a polícia rodoviária de cinco estados está me procurando por roubo de veículos? Além disso Henri deve estar com a habilitação regular.

– Claro que estou – Henri explica. – Nunca tive carteira de motorista, o que é regular para mim.

Segue-se um momento de silêncio tenso. Finalmente, o Noivo explode:

– Este é o problema do Brasil! Ninguém mais quer respeitar as leis!

Henri e Thaylene permanecem em silêncio. Então o Noivo diz:

– Tudo bem, eu conheço um falsificador.  Vou até lá ver o que podemos fazer. Você vem comigo, Thaylene, com a sorte que estamos é capaz de eu ser preso. Estatísticas demonstram que as mulheres são menos paradas em blitz.

Os dois saem e deixam Henri me vigiando. Após dois minutos, quebro o silêncio.

– Posso ir ao banheiro?

– Não.

– Por que você se envolve com gente ruim assim?

– Porque sou muito do pior que eles.

– Não acho isso.

– Você não sabe do que sou capaz – para provar o que diz, Henri retira um canivete do bolso e começa a limpar as unhas. Em seguida lança-o em minha direção, e ele passa zunindo pela minha orelha, antes de cravar-se em uma janela-caixote. Henri dá uma gargalhada e eu acho melhor não conversar mais com ele.

Uma hora se passa em silêncio.

– Eles estão demorando – Henri diz, pensativo.

Cinco minutos depois, Henri levanta-se e me pergunta:

– Você quer saber a história toda?

Não sei o que responder, por isso fico em silêncio. Mas sinto que Henri tem necessidade de uma confissão.

– Eu enganei Patrícia.

– Você enganou Patrícia? – exclamo surpresa.

– Tudo fazia parte do plano. Eu aproximei-me dela, conquistei-a, e rapidamente ficamos noivos.

Eu não acredito no que estou ouvindo. Então é esse o misterioso noivo de Patrícia? Bobagem ela nunca ter me apresentado. Noivos estão difíceis de achar, temos que nos contentar com os que lançam canivetes nas paredes.

– E Karen?

– Karen faz parte da quadrilha. É minha mulher há anos.

Muita coisa se explica.

– Acontece… – diz Henri.

Continuo calada, esperando pelo que vem.

– Acontece que me apaixonei por Patrícia – Henri começa a chorar ruidosamente.

Pensei que aquilo só acontecesse em filmes. Henri, ainda chorando, levanta-se e grita comigo, como se eu fosse a culpada por ele ter-se apaixonado por Patrícia.

– Você não acredita, não é? Pensa que eu sou um bandido miserável, sem coração! – ele grita comigo, apontando-me seu revólver. – Bem, posso provar-lhe que sou mesmo! – Henri engatilha a arma. Despeço-me, mentalmente, de minha coleção de cintos estilizados, única coisa a que eu realmente sou apegada neste mundo.

Justo neste momento os Noivos entram no barraco. Henri recompõe-se. Os dois parecem estar acostumados com aquelas crises e não estranham.

– Vamos, Henri, conseguimos falsificar a data de validade na carteira de habilitação de Thaylene. Com alguma sorte, conseguiremos entrar na Bolívia.

Henri parece tranqüilizar-se, eu também me acalmo. No entanto, ele indaga:

– E o que vamos fazer com ela?

O Noivo e a Noiva me olham.

– Bem… – o seu olhar é desalentador. Despeço-me mais uma vez da minha coleção de cintos.

O chão da palafita pareceu tremer.

– Polícia! Mãos na cabeça! – em poucos momentos o barraco está tomado por uma dúzia de policiais.

Como depois eu fico sabendo, a polícia, pressionada pelo pai de Patrícia, conseguiu convencer Karen a revelar o esconderijo do bando. Quanta gentileza usaram para obter a confissão, não posso, com toda sinceridade, adivinhar, apenas supor.

Mãos na cabeça, todos somos conduzidos, debaixo de pancada, até dois camburões. Tenho a felicidade, na confusão, de partilhar o porta-malas de uma viatura ocupada apenas por um viciado em crack, que graças a Deus está algemado.  Desta vez me sinto um peru acompanhado de um frango, no forno.

Antes de prestar depoimento na delegacia, fico a sós com o advogado do pai de Patrícia, um pai milionário, proprietário da joalheria Safira.

– Você irá dizer que, ao notar o assalto, tentou capturar os criminosos usando uma “arma” de tinta. Patrícia já informou isso, você vai apenas confirmar – ordena o advogado.

Confirmo tudo. A polícia, entusiasmada por capturar quatro famosos assaltantes, não se preocupa com alguém como eu, que até cara de idiota tem.  Não demora meia hora até eu ser liberada, sem restrições.

Uma semana depois, estou caminhando com Patrícia no parque. Súbito, o novo monumento em homenagem ao poeta Manoel de Barros surge, ao longe, inconfundível.

– Leia, que tal apostar uma corrida até lá? Quem ganhar, terá o direito de pedir ao outro…

Começo a correr, não em direção ao monumento, mas em direção contrária, rumo ao meu apartamento.

 

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36 comentários em “Isso Não é Um Assalto (Amanda Gomes e Wilson Barros Júnior)

  1. apolorockstar
    19 de agosto de 2016

    embora a linguagem seja simples o conto é divertido e intrigante. usa um toque de humor desde o começo e se mantem até o fim ,isso foi bom pois os dois autores mentaram uma escrita uniforme que facilitou para a fluidez da tram em questão. as figuras de linguagem podiam ser um pouco melhor trabalhadas, mesmo se tratando de um cenário moderno,que usa muito menos figuras poéticas

  2. Gustavo Castro Araujo
    19 de agosto de 2016

    Confesso que tive que me desarmar (perdão pelo trocadilho) para ler este conto. De início, a falta de verossimilhança me atrapalhou um bocado, mas depois percebi que a intenção do autor inicial foi jogar com uma situação até certo ponto tensa, daquelas que fazem o leitor se colocar no lugar do protagonista. Às favas com a verossimilhança, então. A partir desse desapego, comecei a gostar da história – o trecho em que a garota fica analisando o assaltante é hilário – muito mais pelo clima de comédia do que pela trama. Aliás, o trecho em que ela é jogada no porta-malas de um Celta 1.0 (um Celta!) me fez dar uma gargalhada aqui. Ninguém merece!
    A transição ficou muito boa. Não consegui perceber onde ocorre a troca de autores. Isso significa que o autor que complementou o texto conseguiu emular perfeitamente o clima criado por quem iniciou. Faltou, contudo, a pegada da ironia, as piadas subjacentes – ainda que a menção à coleção de cintos tenha sido uma boa sacada. No final, temos um conto engraçado, que entretém, mas que é também pouco profundo. Estou certo de que há espaço para mais ousadia.

  3. Amanda Gomez
    19 de agosto de 2016

    Bem, cá estou eu! A culpada por este conto… Antes de dizer o que achei na continuação, quero explicar como ele veio parar aqui.

    Eu não o escrevi para esse desafio,comecei ele há um tempo atrás e nunca terminei , estava inacabado e sem qualquer perspectiva de ser finalizado um dia. Vi a proposta do desafio, fiz a conta básica: Conto inacabado + ”Desafio de conto inacabado” e voilá! Aqui está.

    Bem, primeiramente peço desculpas pela ortografia desleixada… eu fiz tudo muito ”nas coxas” e pequei demais nesse sentido, sei que muitos vão citar ,mas paciência. Quando fui lê-lo depois de postado, fique meio chocada com a mina coragem.

    O motivo de eu ter enviado ele, além do que já falei, é que foi o único do meu ” limbo de contos” que consegui desapegar, e não me importar de outro alguém continuá-lo. rsrs. Mesmo assim, eu gosto bastante dele, escrevi sem pretensão alguma, nada de notas, ranking ou coisas do tipo, apenas por diversão. Espero que alguém tenha gostado.

    Falando agora da continuação… Bem, li uma vez, e depois não consegui mais. Foi uma sensação bem estranha… Tão estranha que só voltei a lê-lo ontem, e desde então já li e passei os olhos algumas vezes deixando a estranheza passar, as coisas ficaram bem mais claras.

    Estou impressionada como o autor(a), ”imitou’ minha ”escrita comédia” foi muito engraçado ver isso, a pessoa de fato se esforçou, se caso a escrita dela seja anos luz da minha. As soluções usadas para tapar os buracos foram meio questionáveis, o ponto alto do conto, era saber com Leia sairia daquela situação inusitada. O colega foi pelo caminho mais fácil, saindo de lá tranquilamente, mesmo a policia estando do lado de fora (mesmo que isso não seja explicito) Quando isso aconteceu, eu percebi que tudo fugia do que eu havia imaginado, e que não podia reclamar,pois isso não me pertencia mais. Talvez o que menos tenha gostado foi do Henri, as cenas com ele, assim como as revelações ( embora criativas (?) ) Desconstruiu totalmente o que eu pretendia, ou o que deixei explicito o começo.

    Algumas coisas, como a solução para ela sair ilesa da culpa de ser ‘’assaltante’’ foi algo que gostei, a verdade é que nunca havia chegado a uma decisão sobre isso, era um final totalmente aberto e nublado em minha mente, ter esse ‘’pepino’ concluído por outra pessoa é confortável.

    Resumindo, adorei a experiência. Jã havia trabalho em dupla antes, ms nunca no escuro, foi uma sensação única. Espero que o coautor não tenha sofrido muito com meu conto… Na verdade, espero que tenha sofrido sim, senão não tem graça. haha.

    Não vou ficar choramingando, 3,2,1 podem descer a ‘’porrada’, mas com carinho, por favor.

    Parafraseando: Eu posso aceitar isso, e meu coração continua aberto’’

    Valeu!

  4. Thales Soares
    19 de agosto de 2016

    Hmm…

    Gosto muito dessas coincidências extremas em que sempre há uma possibilidade mínima de ocorrer algum evento, e ele ocorre, dando merda e jogando os personagens numa confusão total. Isso me lembra muito o seriado Kenan e Kel, que passava na Nickelodeon.

    A escrita está boa. A narração corre de forma fluida, e o segundo autor consegue manter muito bem o estilo, e fechar a história de uma forma muito boa.

  5. Thiago de Melo
    19 de agosto de 2016

    Amigos autores,
    Acho que o meu maior problema com esse conto é a inverossimilhança… (pow, essa palavra é grande demais). Gente, é difícil de explicar que a história de vocês não parece muito realista quando temos contos no desafio que envolvem transferências de mente entre corpos diferentes e até para animais. Mas o fato é que as motivações que vocês apresentaram para que a personagem principal aceitasse fingir um assalto a uma joalheria ficaram um pouco forçadas.
    Devo dizer que o autor que complementou o texto fez um bom trabalho e conseguiu seguir na história mantendo o mesmo ritmo e até um pouco do estilo do primeiro autor. Quanto a isso, meus parabéns. Contudo, achei que os bandidos tirarem a refém do porta malas para discutir os detalhes na frente dela foi um pouco além da conta. Ela poderia ter ouvido as conversas de dentro do porta malas mesmo… Também achei que a necessidade imediata de sair do país saltou um pouco aos olhos.
    Vejam, o que não falta nesse país é bandido, muitos inclusive aparecem na televisão com horário gratuito. Por que é que depois de assaltar uma joalheria o povo precisaria sair do país? Aqui em Brasília por exemplo tem uma quadrilha especializada em joalherias. Eles assaltaram quatro na mesma semana. Uma inclusive ficava dentro de um shopping bem grande em Taguatinga. É quase um ganha pão dos caras. E depois de assaltar só uma eles vão fugir do país? Claro que não, no máximo eles iriam se transferir para Goiânia.
    Gostei da alternativa cômica ao final quando a personagem sai correndo de mais uma aposta (Se eu tivesse uma amiga assim, com certeza eu tentaria sair do país! Heeheehehe)
    Boa sorte no desafio!

  6. Jowilton Amaral da Costa
    19 de agosto de 2016

    Um conto divertido. A trama no final dá uma caída, mas, tudo bem. A interação da dupla foi boa. A narrativa da segunda parte puxa mais para o humor do que pro suspense policial, Achei estranho que grandes amigas não conheçam os noivos uma da outra. No geral, um conto médio.

  7. Simoni Dário
    19 de agosto de 2016

    Olá
    Bem, o conto começou me fazendo franzir a testa porque achei que viria um besteirol, e veio, só que acompanhado de dinamismo e expectativa sobre como terminaria a história. A primeira parte onseguiu prender minha atenção, e o texto complementar até que se saiu bem. Teve momentos de tiradas que me fizeram rir um pouco, então, vou considerar a leitura de uma cerrta forma agradável. Não que eu tenha gostado de todo, mas o texto fluiu e acabou entretendo. Parabéns à dupla.
    Abraço.

  8. Daniel Reis
    19 de agosto de 2016

    Prezados Autores, segue aqui a minha avaliação:
    PREMISSA: de difícil digestão, essa pulp fiction fica cada vez mais absurda no desenvolvimento. Por que não tinha um vigilante na joalheria? Que aposta besta foi feita que obrigue alguém a assaltar uma joalheria sem experiência?
    INTEGRAÇÃO: a integração houve – tudo o que havia de absurdo na premissa se desenvolveu ainda mais absurdamente, à beira da farsa.
    CONCLUSÃO: realmente, sinto muito, mas a história não me convenceu.

  9. Marco Aurélio Saraiva
    19 de agosto de 2016

    Uma história legal que foi mal executada. Até abri alguns sorrisos com este conto tragicômico, mas só. A escrita de ambos os autores precisa melhorar bastante para capturar o leitor e prendê-lo na leitura.

    A trama é corrida demais. Em um parágrafo Leia é refém e no outro está presa e no outro está andando numa praça com a amiga, dias depois. Não há transição. Não há emoção. Muito é contado, pouco é mostrado. Não sinto o medo nos personagens, nem as lágrimas, nem as dores. Não sinto o nervosismo de Leia, apenas leio que ela está nervosa durante o assalto falsificado. Não sinto nem um pouco da dor do noivo, que tinha o potencial de ser um grande personagem.

    O conto tem uma série de defeitos de roteiro. Ficou óbvio demais que as três pessoas que entraram na loja eram ladrões. Achei muito inverossímil uma mulher traumatizada por um assalto repentinamente tornar-se corajosa o suficiente para encarar uma ladra que aponta uma arma para ela, e entendedora de armas o suficiente para saber que aquela era uma arma falsa. O fato de terem pego Leia de refém pra “casos a polícia jogue uma granada” foi muito estranho. Desde quando polícia resolve problema jogando granada pra pulverizar bandido? Fosse assim seria fácil resolver qualquer problema criminoso: jogue os direitos humanos pela janela! Entre outros vários problemas que notei.

    A história É BOA, não me entenda mal. Só precisa ser melhor trabalhada. Ela é uma pedra preciosa ainda escondida pela terra. Precisa ser lapidada e polida com muito carinho e atenção. Trabalhar melhor os personagens; entrar em mais detalhes; fazer o leitor sentir o que os personagens sentem. Revisar o texto, tirar os erros de concordância e de português. Com dedicação, este conto pode se tornar um texto bem interessante!

  10. vitormcleite
    18 de agosto de 2016

    Bom enredo com uma assaltante com arma falsa que é assaltada por um trio verdadeiro de assaltantes, tem algum bom humor. Boa história mas que a continuação quebrou em parte, principalmente o ritmo e a fluidez do enredo. no final o conjunto ficou bem, parabéns, mas, peço desculpa, gostei muito mais da primeira parte deste texto. Apresenta alguns problemas de digitação.

  11. Luis Guilherme
    18 de agosto de 2016

    Gostaria de analisar esse conto em 3 quesitos:
    Primeiro, a gramática não tá legal. Nas duas metades encontramos inúmeros erros gramaticais: pontuação, concordância nominal e verbal, etc. Tenho visto isso em vários contos do desafio, e, como já comentei em outros, acho que é algo que os autores dessa história poderiam dar uma atenção extra, pois acabam desvalorizando um pouco a história, ao torna-la meio confusa e truncada. Não que seja o mais importante, mas é um ponto essencial pra produzir um conto de qualidade. Além disso, achei que faltou uma revisão mais apurada, tem trechos em que fica clara a falta de revisão, como erro no uso de aspas, por exemplo.
    Segundo, e mais importante, é que o enredo tá bem legal. Gostei bastante da história, e isso acaba compensando os erros gramaticais. Porém, achei que pecou na conclusão. A história estava indo super bem, mas o fim me deu a impressão de ficar muito acelerado, como se o coautor tivesse cansado e decidido terminar logo. Por isso, também, acabou ficando meio forçado o fim, não convenceu muito. Acho que, pela qualidade do enredo, valia a pena dar uma caprichada a mais na conclusão.
    Por último, e não menos importante no contexto desse desafio, achei a transição entre os autores muito boa, quase imperceptível. Parabéns!

  12. Renata Rothstein
    18 de agosto de 2016

    A-D-O-R-E-I!!! fantástica narrativa, engraçada e muito bem escrita. Humor na dose certa, inteligente, muito bom! Harmonia total.
    Nota 10

  13. Leonardo Jardim
    17 de agosto de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto (li inteiro, sem ter lido a primeira parte antes):

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): o relato da protagonista chama atenção, principalmente pelo primeiro parágrafo. O desenrolar acaba sendo muito linear, sem nenhum ponto de virada. Acabou parecendo apenas um caso daqueles contados em festas de aniversário ou um filme de sessão da tarde: agradável, mas simples.

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫): achei o texto um tanto cru, em ambas as partes, sendo que a primeira contém um grande número de problemas ortográficos, principalmente de pontuação. Outra coisa que sempre me incomoda é texto narrado no presente. Acredito que histórias são sempre contadas no passado e ficam melhor assim. Separei alguns erros ortográficos abaixo que encontrei com intuito de ajudar:
    ▪ patrícia (Patrícia)
    ▪ Justificativa? descobriu (Descobriu) que Karen
    ▪ É, eu sei *vírgula* ela é terrível.
    ▪ se entrar alguém na hora? se (Se) ela for ao banheiro
    ▪ melhor aliança que vocês têm a me oferecer *sem ponto* – disparou a mulher.
    ▪ Quando a escada *vírgula* termina um pequeno e escuro corredor
    ▪ Me amaldiçoou (Almaldiçôo-me -> não se começa frase com pronome e faltou o acento)
    ▪ Como se dessa (desse) conta de minha presença
    ▪ parte de um plano B, *cujo qual* (que) não tinha conhecimento
    ▪ Quem é essa louca *vírgula* Henri!
    ▪ Dar-se (Dá-se) início a uma calorosa discussão

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): a situação inicial é inusitada, mas o desenrolar acabou usando alguns clichês.

    👥 Dupla (⭐⭐): deu pra perceber qdo o texto trocou de autoria, embora eu tenha notado que o segundo autor tenha feito um bom trabalho em continuar com a trama e emular o estilo do primeiro.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): o consegue prender a atenção pelo relato, mas o final não empolga por ser o esperado. Uma boa virada no fim poderia aumentar o impacto.

  14. Andreza Araujo
    16 de agosto de 2016

    Finalmente um texto que me fez rir. Olha, eu vim de uma sequência de quatro contos que não me agradaram, então encontro este conto que é bem despretensioso, mas cumpre com louvor a sua função de entretenimento.

    A personagem é muito engraçada e de um modo natural, não é escrachado. Claro que a história em si é um pouco inverossímil, o que não aponto como algo ruim, é só uma observação. O humor normalmente é trabalhado em cima de cenas inusitadas, tal como vemos o tempo todo no decorrer da trama.

    Acho que o segundo autor incorporou bem o ritmo do texto, dando uma continuação igualmente interessante.

    Fiquei um pouco confusa no final porque já não lembrava mais quem era Karen, culpa minha hehe. E ver um marmanjo chorar daquele jeito foi meio estranho, embora a questão do exagero tenha sido proposital para deixar o texto engraçado. Gostei de ver que os personagens “voltam” no final para dar ao assalto uma motivação.

    O conto em si não é tão forte, não tem um apelo dramático, mas prendeu a minha atenção, foi uma leitura bem prazerosa.

  15. Ricardo de Lohem
    15 de agosto de 2016

    Olá, como vão? Vamos ao conto! Um conto fusionado perfeitamente, sem emendas perceptíveis, mimetismo perfeito do segundo autor. Finalmente temos aqui uma história integral e assumidamente cômica. Um problema: “Uma enorme parte acreditava que era tudo parte de um plano B, cujo qual não tinha conhecimento”. “Cujo” só é utilizado quando se indica posse, isto é, se algo pertence a alguém. A concordância em gênero e número é feita com a palavra seguinte ao “cujo”; no caso, deveria ter sido usada a preposição “do”. “Uma enorme parte acreditava que era tudo parte de um plano B, do qual eu não tinha conhecimento”. O maior problema com a história é que ela é fácil de ler, satisfatória, mas não é muito engraçada. Devia ter havido um maior empenho em fazer situações realmente cômicas, já que, ao que parece, era essa a intenção. Mas valeu a tentativa, é um bom conto, bastante divertido, desejo para vocês muito Boa Sorte!

  16. Bia Machado
    15 de agosto de 2016

    – Conflito: 1/3 – Achei a situação beeem forçada. Assalto à joalheria, dessa forma? Sei lá, é nos 60, algo do tipo? Mas não é, porque no final aparece a estátua do Manoel de Barros, então…

    – Clímax: 1/3 – Para mim, muito forçado. Não consegui acreditar em tudo o que li, desde o início do texto. Imagino como o segundo autor se sentiu perdido, creio eu, ao ter que continuar a narrativa.

    – Estrutura: 2/3 – Melhora um pouco na segunda parte, que identifiquei sendo do segundo autor porque os erros de digitação, pontuação etc. diminuíram drasticamente. E acho que, pelo tempo que não demorou para ser postado poderia ter feito uma revisão mais aprofundada e revisto muita coisa que deixou passar.

    – Espaço (ambientação): 1/2 – Existe, mas não conseguiu muito me satisfazer enquanto leitora. E aquela joalheria tão fácil de se roubar de mentirinha… E de verdade também, rs…

    – Caracterização das personagens (complexidade psicológica): 1/3 – Não gostei. Não comprei a história da moça estar fazendo aquilo tudo, correndo todo aquele risco só por causa de uma aposta? Francamente… Não consegui sentir empatia, por nenhuma das personagens.

    – Narração (Ritmo): 1/2 – Desanimadora, a medida que toda aquela situação inacreditável pra mim passou a se desenrolar. Melhorou um pouco na segunda parte, por isso dei 1/2.

    – Diálogos: 1/2 – Fracos, sem base, principalmente na primeira parte.

    – Emoção: 0/2 – Não gostei. Lido até o final por causa das regras do desafio.

  17. Pedro Luna
    14 de agosto de 2016

    Um conto que considerei mediano. O início tem uma situação interessante, acho até que poderia ser feito um bom conto de comédia com a premissa de um assalto falso dentro de outro assalto. Mas não foi o caminho que o conto seguiu, beleza, não por isso ficou ruim, mas é que lá pras tantas ficou meio com cara de samba do crioulo, com muitos personagens interagindo em cenas desinteressantes, como a discussão sobre documentação. Bom, ajuda o fato de ser bem escrito, mas os personagens ficaram vazios, e como o conto não tem intenção de ser leve, ficou impossível sentir drama na situação com personagens pouco explorados. A revelação de Henri no fim não me fez levantar as sobrancelhas, pois eu sinceramente não estava dando a mínima para ele e para patrícia ou Karen, ou qualquer outro personagem. Bom, a minha opinião não precisa ser aceita, mas acho sim que aqui a pegada deveria ter sido outra.

  18. Fabio Baptista
    14 de agosto de 2016

    Imitando descaradamente nosso amigo Brian, utilizarei a avaliação TATU, onde:

    TÉCNICA: bom uso da gramática, figuras de linguagem, fluidez narrativa, etc;
    ATENÇÃO: quanto o texto conseguiu prender minha atenção;
    TRAMA: enredo, personagens, viradas, ganchos, etc.;
    UNIDADE: quanto o texto pareceu escrito por um único autor;

    ****************************

    Conto: Isso não é um Assalto

    TÉCNICA: * * *

    Narração no presente tem mais contras do que prós. É sempre um risco desnecessário…
    Porém, apesar disso, e dos erros gramaticais e algumas ambiguidades, a leitura correu sem muitos entraves.

    – A amante do noivo da minha melhor amiga, Patrícia.
    >>> Ambiguidade: Patrícia é a amante, ou a melhor amiga?

    – Detalhe: A joalheria é do seu pai e a vítima, funcionária da loja.
    >>> Ambiguidade: Pai de quem?

    – patrícia
    >>> Patrícia

    – deposito
    >>> depósito

    – Bom dia meninas
    >>> Bom dia, meninas

    – porta logo a frente
    >>> à

    – Seus olhos faltam sair da orbita
    >>> órtbita

    – Posso ajudar? Ela quebra o silêncio
    >>> seria interessante colocar um delimitador de diálogo:
    >>> — Posso ajudar? – ela quebra o silêncio

    – Se continuar a falar ao invés de me obedecer é o que farei. – digo um tanto
    >>> ou tira o ponto final, ou deixa o “digo” começando com maiúscula.

    – Keren
    >>> não era Karen?

    – Me amaldiçoou
    >>> amaldiçoo

    – Como se dessa conta de minha presença, olha pra mim
    >>> desse
    ou:
    >>> Ao se dar conta de minha presença, olha pra mim

    – cujo qual
    >>> isso fica realmente muito ruim…

    – Quem é essa louca Henri!
    >>> Quem é essa louca, Henri?

    – Tenho certeza que não. – sorrir abertamente
    >>> – ele sorri abertamente

    – atirar-nos uma granada.
    >>> não é um procedimento comum da polícia..

    – Vamos, Henri, conseguimos falsificar a data de validade na carteira
    >>> o falsificador morava no barraco ao lado???

    ATENÇÃO: * * *
    Prendeu razoavelmente minha atenção, mais pelo absurdo do que por outra coisa.

    TRAMA: * *
    Então… ficou com cara de história do Quentin Tarantino num dia pouco inspirado.
    Muitas e muitas coisas absurdas acontecem, a começar pela aposta das amigas.

    Uma ou outra tirada é engraçada (a do final, por exemplo), mas, no geral, o conto não empolga.

    UNIDADE: * * * * *
    Parece que o mesmo autor escreveu o conto inteiro.

    NOTA FINAL: 6,5

  19. Catarina
    13 de agosto de 2016

    Todos os contos foram avaliados antes e depois da postagem da 2ª parte; daí a separação:

    1ª PARTE: Uma trama de ação simples, mas com potencial para uma comédia feminina; como está muito na moda.

    PIOR MOMENTO: “— Tenho certeza que não. – sorrir abertamente. – Você é algum tipo de cleptomaníaco?” – Escrever diálogos exige uma técnica apurada para evitar que o leitor não saiba quem está falando. Neste caso, as palavras “sorrir” em vez de “sorriu” e “cleptomaníaco” em vez de “cleptomaníaca” quebrou o fluxo do diálogo.

    MELHOR MOMENTO: “ Isso não é um assalto, não é um assalto!” – A frase de efeito deu um impacto bacana para fechar a primeira parte.

    PASSAGEM DO BASTÃO: Meio “se vira aí”, já falei o principal. Sabe aquela passagem de bastão que o cara nem estica o braço?

    2ªPARTE: Uma missão difícil, mas que foi bem executada. A gramática, o fluxo e a trama receberam um up grade considerável.

    PIOR MOMENTO: “a esta altura devemos estar sendo procurados como pérolas raras.” – Não sei se está certa, mas a frase ficou horrível.

    MELHOR MOMENTO: “– Este é o problema do Brasil! Ninguém mais quer respeitar as leis!” – Paródia inteligente em relação ao momento político em que vivemos: ladrões se revoltam contra quem desrespeita a lei.

    EFEITO DA DUPLA: O coautor soube manter o humor ingênuo do conto; e isto é louvável. Tomem o chope juntos, vocês merecem!

  20. Wender Lemes
    13 de agosto de 2016

    Domínio da escrita: é um conto simples, bem revisado. A premissa da mentira que se volta contra o mentiroso é interessante e foi bem aproveitada na primeira parte. A segunda parte ficou um pouco corrida.
    Criatividade: é um plot bem criativo do início ao fim. As pontas soltas do começo são fechadas com pressa no complemento, porém o estilo mais áspero do segundo autor conta como ponto positivo – imagino que manter o mesmo estilo do início deixaria o conto lento demais.
    Unidade: nota-se claramente a diferença de estilos, tendo o início um humor mais intuitivo, enquanto a segunda parte apela para o humor mais sarcástico (às vezes, ficando um pouco deslocado, como em “ Estatísticas demonstram que as mulheres são menos paradas em blitz.”)
    Parabéns e boa sorte!

  21. O conto (mais um dos poucos que não li antes de ser complementado), me lembrou, na primeira parte, um filme “noir”. Todo escrito no presente, com um toque de humor e uma história de violência como pano de fundo.

    Na segunda parte da narrativa, a história me pareceu mais com um filme de ação. O que não diminui, em nada, o talento do escritor. Fica claro, porém, para o leitor, que a história foi escrita por duas pessoas diferentes. Embora harmônicas em muitos pontos.

    Gostei. É um texto que flui bem e consegue prender a tenção no sentido de levar quem lê a pensar: E agora? O que vai acontecer?

    Outro ponto legal é que, em ambas as narrativas, conseguimos ver a crítica sobre a futilidade da protagonista narradora.

    Parabéns a ambos os escritores.

  22. Anorkinda Neide
    10 de agosto de 2016

    Comentario primeira fase:
    Gostei bastante, este é daqueles q eu gostaria de continuar. Achei o texto leve e enxuto, apesar de ter bastantes erros gramaticais e ortograficos, nao prejudica a leitura. Apesar, tambem, de já imaginar desde o começo, o que aconteceria, a narrativa foi interessante e instigou a ler até o final, gostei do lance entre o cara de jeans e Leia, vai dar coisa ae! hehehe
    .
    Comentario segunda fase:
    Ahh que pena.. este é daqueles que a continuação perdeu o foco. Embora a língua portuguesa tenha ganhado um trato melhor, a historia ficou muito tempo nos dialogos dos bandidos q nao levaram a nada. Nem mesmo a volta ao começo com a aposta entre as amigas não deu uma cara melhor ao conto. Infelizmente.
    .
    Uniao dos textos:
    Até q a historia prosseguiu no ritmo, mas a continuação nao trouxe brilho e nem aproveitou os ganchos deixados pelo primeiro autor. Ao todo o conto acabou ficando superficial. Boa sorte autores e abraços

  23. Gilson Raimundo
    7 de agosto de 2016

    A primeira parte foi bem trabalhada apesar de um enredo simples… mistérios, duvidas, trapalhadas, tinha tudo para uma boa sequência… a segunda parte foi simplista, as coisas se resolveram de uma forma sem graça e sem conflito, tipo é assim pq é, destoou com as expectativas matando qualquer boa possibilidade. O drama tinha que ser melhor desenvolvido, o autor se perdeu com as carteiras de motoristas, transformou os assaltantes num grupo de comédia pastelão, a filha do dono da loja saiu de boa na história, quase que nem deveria ter participado…

  24. Jefferson Lemos
    5 de agosto de 2016

    (Parte um) O conto tem uma história que pode ser bem trabalhada. Um bom número de personagens e um enredo bacana, que surpreende pelo suspense. Não está mal escrito, mas certos trechos precisam ser melhorados. O lance do final muito aberto acho que pode ser prejudicial, como já disse em outro conto. Se a sua dupla der para trás, seu conto fica inacabado. Algumas descrições ficaram muito visuais, como a do tiro em Karen e o encontro da personagem principal e os assaltantes.

    (Parte dois) A segunda parte manteve uma linha bem similar à da primeira, e da mesma forma, não me chamou a atenção. O final ficou muito inverossímil, e acabou desandando com a história toda. Queria ter visto um pouco mais de realidade nas ações. Contos assim clamam por isso; drama. A narrativa é boa, consegue caminhar bem pelo enredo sem enjoar ou cansar o leitor. Não me chamou muita a atenção, mas merece os parabéns.

    Boa sorte!

  25. angst447
    4 de agosto de 2016

    Para este desafio, adotei o critério T.R.E.T.A (Título – Revisão – Erros de Continuação – Trama –Aderência)
    T – O título já entrega o contexto do conto.
    R – Alguns deslizes no quesito revisão, tais como:
    óculos escuro > óculos escuros
    patrícia > Patrícia
    deposito > depósito
    Bem vinda> Bem-vinda
    Entraves na pontuação. Algumas frases iniciadas em letra minúscula.
    A troca de tempos verbais também se torna cansativa. Ora, o narrador descreve o que acontece no momento presente, ora volta ao passado. Melhor definir uma linha de narração.
    E – O segundo autor seguiu a mesma linha narrativa do primeiro. Tentou manter o clima de filme de ação, adicionando alguns elementos de uma história policial. Confesso que me perdi um pouco com a reviravolta do assalto forjado. Não houve conflito entre as duas partes redigidas O conto, portanto, atendeu ao propósito do certame.
    T – o ritmo frenético de um assalto em andamento, cheio de ação e uma caracterização de personagens um pouco caricata, clichê. Talvez, se houvesse menos elementos na trama, a leitura fluísse mais fácil e clara.
    A – Embora o conto seja bastante movimentado, o ritmo não conseguiu segurar meu interesse por muito tempo. Talvez porque não seja o estilo de narrativa que me agrade. Pareceu-me um conto voltado mais ao público juvenil. O final achei criativo, com a corrida da narradora para o outro lado, fugindo de uma nova aposta, uma outra encrenca.

    🙂

  26. Olisomar Pires
    4 de agosto de 2016

    Um conto longo, longo. Bons diálogos. Faltou ação. A coisa toda é meio forçada. Esse era um exemplo onde o segundo autor poderia ter invertido a história, mas não deu certo.

  27. Evandro Furtado
    4 de agosto de 2016

    Complemento: Upgrade

    Curioso, gostei mais da segunda parte que dá primeira. O segundo autor imprimiu uma atmosfera cômica bem interessante, cheia de piadas inteligentes permeando o texto. A trama, infelizmente não é tão na segunda parte, faltou densidade. Os personagens também não convencem, com excessão da protagonista. A primeira parte havia sucedido nisso um pouco melhor.

  28. Wesley Nunes
    3 de agosto de 2016

    O trabalho em equipe está presente neste conto. Fiquei envolvido pela história e não percebi aonde acaba a parte 1 e inicia a parte 2.

    Foi divertido ler este conto. Gostei da ironia, do humor de algumas cenas e do final com um tom alegre. A historia foi bem elaborada e os autores a conduziram para que ela seguisse uma crescente, revelando informação atrás de informação. Esse trabalho merece elogios.

    O conto é narrado no tempo presente, em primeira pessoa e por uma personagem. A partir destas escolhas, notei alguns problemas de verossimilhança:

    A personagem diz ou pensa:

    Meus sentidos aranha dão o alarme. ( pelo que foi apresentado da personagem, acho que ela não iria pensar desta forma)

    agitando uma Glock G25 (como ela reconhece o modelo da arma?)

    E também há o momento em que ela alterna bruscamente de um momento de tensão, para começar a reparar na aparência de um ladrão armado a sua frente. Em minha opinião, para que essa cena fosse mais verossímil, ela poderia reparar sim na aparência do homem, mas esse observar teria que ser misturado com a tensão.

    Agradeço e parabenizo pela divertida história

  29. mariasantino1
    3 de agosto de 2016

    Olá, autores!

    Um conto divertido, que consegue manter o ritmo narrativo até o final. A brincadeira final, fechando com a primeira parte fechou mantendo o humor, e a personagem não foi descaracterizada, manteve-se meio bobinha, meio aérea do início ao fim e isso é muito bom, porque não se percebe as amarras, onde um começa e o outro termina. O conto não tem belas sacadas, ou reflexões porretas, mas cumpre o papel de entreter, faz rir, faz querer avançar pela fluidez narrativa e pelos fatos (as ciladas) que se apresentarem progressivamente.

    Boa sorte no desafio.
    Nota: 7

  30. Danilo Pereira
    3 de agosto de 2016

    O conto deveria ter mais cenas de aventura. Faltou mais diálogo. A personagem Léia, ficou a mercê.. pouca descrição. NOTA:6

  31. Brian Oliveira Lancaster
    3 de agosto de 2016

    CAMARGO (Cadência, Marcação, Gosto) – 1ª leitura
    JUNIOR (Junção, Interpretação, Originalidade) – 2ª leitura

    – Isto não é um assalto (Khaleesi)
    CA: O desenvolvimento é bem interessante, apesar de um pouco confuso às vezes. Mas o meio e o fim compensam. A história consegue prender com seu suspense. – 8,0
    MAR: Há espaço para muita revisão, como falta de acentos, nomes em minúsculo, etc. No entanto, isso não chega a afetar as descrições da cena. Basta prestar bastante atenção aos diálogos (tanto o interno quanto o externo). Acho que essa foi a melhor parte. – 7,0
    GO: Gostei da “sinuca de bico”, porém será uma tarefa complicada para o próximo. Mas foi um belo gancho de direita. Lembrou muito aqueles filmes de assalto da sessão da tarde. – 8,0
    [7,6]

    JUN: Gostei por ter continuado o mesmo tom divertido do autor anterior. Tem umas sacadas e piadinhas ótimas. O final foi meio morno, mas a “vibe” foi mantida. – 8,5
    I: O texto tem certas passagens confusas, mesmo assim, o fator inusitado compensa alguns erros de revisão. – 8,0
    OR: Realmente o final poderia ter sido mais bem trabalhado. Tinha tudo para ser uma reviravolta interessante, mantendo o tom cômico ou surreal, mas o autor preferiu ir pelo caminho da resolução fácil de “homem rico paga (e apaga) tudo”. No entanto, destaco novamente o bom humor. – 7,0
    [7,8]

    Final:7,7

  32. Thomás Bertozzi
    2 de agosto de 2016

    O movimento é o ponto forte desse conto e o elemento com que prende a atenção. Há alguns erros de concordância no início do texto que poderiam ter sido evitados com uma revisão mais rigorosa.
    No mais, é uma trama bem montada, com doses bem medidas de humor.

  33. Bruna Francielle
    1 de agosto de 2016

    Lendo assim a gente não percebe a troca de autor, não pela narrativa ao menos. Nota-se que o autor(a) que complementou demonstrou certa preocupação em continuar parecido, o que a meu ver foi um ponto positivo.. Só achei que no fim, a polícia chegar assim, de repente, e tudo dar certo, ficou meio forçado. No mais, achei extremamente divertido esse conto. O final , ela correndo da aposta, foi genial, pois fez uma ligação com o começo do conto. Dei algumas risadas.. adoro comédia. Parabéns

  34. Matheus Pacheco
    31 de julho de 2016

    Olha, a primeira aposta dessas duas amigas deve ter sido uma coisa muito engraçada de presenciar.
    Mas teve uma coisa que eu gostaria realmente de saber: O que aconteceu com a peruca ruiva?
    Mas agora uma coisa estranha, a noiva de “Henri” não conhecia “Karen”? Porque ela sabia que ela havia feito tratamento sobre um assalto, ou poderia ter sido uma invenção de Karen.
    De qualquer forma, desculpe se está um pouco confuso esse comentário, mas estou escrevendo por meu telemóvel.
    Abração amigos.

  35. Davenir Viganon
    31 de julho de 2016

    Olá. Gostei da estória, bem leve e divertida. A situação é engraçada e mirabolante e a sequência foi também, eu acho que o continuador conseguiu segurar a peteca sem deixar cair e manteve o ritmo de forma que eu não sei dizer ao certo onde foi que parte um terminou e o outro continuou. Gostei dor resultado final.

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Publicado às 2 de julho de 2016 por em Duplas e marcado , .