EntreContos

Literatura que desafia.

Chá de Maçã (Simoni Dário e Davenir Viganon)

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Estava combinado. Após o jantar, bebericaram um chá de maçã com cravo e canela que ela fazia com uma mão de fada e parecia o melhor de todos os chás de maçã com canela e cravo, do reino dos chás (e das fadas). Sabia como manusear os ingredientes. Depois de ferver a água, o que vinha primeiro eram as maçãs secas, daí um pedacinho de casca de maçã ao natural, a canela em pau e só aí os cravos, pouquinho, só para deixar aquele gostinho adocicado no chá. Daí era só aferventar tudo por cinco minutos em fogo brando e a casa ficava tomada com o aroma da mistura dos Deuses.

— Te acordo antes das seis, amanhã, certo?

— Combinado — ela respondeu, como que duvidando que ele acordasse àquela hora no meio das férias. Logo ele, que adorava uma cama!

Deitaram cedo, não muito tempo depois do chá. O beijo de boa noite foi o selo do pacto.

— Dorme bem, meu amor. Vou te acordar, hein?

Ela retribuiu o beijo e os votos de uma boa noite de sono e riu por dentro vendo a empolgação dele como se fosse um menino ansioso por um brinquedo novo.

Aquela noite de verão fora silenciosa na praia. O cheiro de maresia misturava-se com o adocicado do chá de maçãs que pairava dentro de casa. As estrelas do céu comunicavam-se por piscadas de efeito com as estrelas do mar e os peixes parece que sabiam ser cúmplices do momento mágico de um casal apaixonado.

Ao bater de mais uma onda nas pedras incrustadas na areia propositadamente para formar as famosas piscinas naturais, tocou o despertador dele acelerando o coração de ambos, tamanho volume que não deixava dúvidas, era para acordar mesmo, sem dó. Cinco e quarenta e cinco de uma manhã ensolarada qualquer, num dia de verão, numa praia distante.

Depois do afago de bom dia, ele levantou, correu para preparar o café, mas lembrou-se que o combinado era correr até a praia para não perder o espetáculo e só na volta tomariam um delicioso café passado, agora feito por ele.

Com uma boa espreguiçada ela sentou-se demoradamente na cama e só então levantou. Foi até o banheiro para lavar o rosto e acordar, pensou que para ele seria mais difícil ajustar-se ao horário, mas a dona quase caiu ao tropeçar no tapete feito à mão que guardava os respingos da pia no quarto de banho. O sono e a preguiça, combinação perfeita para as férias, tomaram aquele corpo sempre cheio de energia. Olhou-se no espelho, curtiu o bronzeado que já imprimia um tom dourado na pele clara. Puxou os cabelos castanhos com as mãos mesmo, buscou um elástico dentro de uma gaveta cheia de quinquilharias para amarrá-lo de qualquer jeito num rabo de cavalo. Correu para o quarto, atirou a blusinha de dormir em cima da cama e se enfiou no vestidinho de alcinhas estampado com flores graúdas que de tão largo lhe dava um aspecto de que, a cada passo, flutuava solta dentro dele. Calçou os chinelos e saiu porta afora procurando sua dupla para o desafio do sono. Logo que passou pela entrada, saindo, sentiu um arrepio do gelado ar das manhãs, característico das praias do sul mesmo no verão e voltou correndo porta adentro para buscar o casaquinho, ignorando uma leve tontura que lhe tirou o chão por um segundo. Não perderia mais tempo, Ele não espera por ninguém.

Encontrou-se com seu par que já aguardava lá na frente, depois do portão. Ele riu porque conhecia a mulher, de longa data. Ela sempre voltava para buscar alguma coisa, como se faltasse algo para tapar-lhe a nudez do vazio da sua existência. Era um pouco depressiva, mas o mar tornara-se o ansiolítico perfeito para a sua alma, e ele sabia disso.

Homem forte no abraço e na disposição, seu único problema era sair cedo da cama em qualquer dia. Durante o ano marcava o despertador meia hora antes de precisar levantar para tocar a cada cinco minutos só para ir desligando e poder ficar mais esse tempo rolando pelas cobertas.

Saíram em direção à praia. De mãos dadas, conversavam sussurrando para não deixar escapar o silêncio das palavras. Ouviam as ondas batendo longe nas pedras e quase dava para ouvir a respiração de ambos. Só os inevitáveis passos na calçada os acompanhavam.

— Feliz? — ele perguntou, assistindo a amada pulando ao caminhar depois de soltar a mão dele, com um braço para frente e outro para trás, trocando os mesmos no ar como se tivesse cinco anos. O vestido dançava de um lado para o outro formando uma espécie de coreografia bem marcada com as passadas cruzadas e aos saltos. O rabo de cavalo balançando para lá e cá dava a mulher um ar adolescente, que ele adorava.

— Muito! Obrigada, meu amor! Feliz demais! — respondeu quase cantando.

O som da batida das ondas quebrando na areia foi aumentando na medida em que se aproximavam. Corações e ondas pareciam regulados num ritmo de marca-passo. As narinas não cansavam de puxar ar puro para dentro dos pulmões. As garças revezavam-se disputando o melhor lugar na arquibancada esculpida por Deuses e anjos. Um senhor de bermudas, meias e chinelos cujas mangas da camisa estavam arregaçadas, varria a calçada da areia trazida pelos turistas até a porta da sua casa. Praguejava alguma coisa que nenhum dos dois queria ouvir. Riram baixinho da cena.

O mar mostrava-se cada vez mais, aumentando o volume das espocadas anunciando que estava amanhecendo. E a passada deles foi diminuindo diante do êxtase da chegada.

— Eu nem acredito que você está aqui comigo cheio de entusiasmo, às seis da manhã — e aninhou-se no amado buscando um conforto logo retribuído. Colocou o dedo indicador na boca calando momentaneamente qualquer reação dele, roubando o celular do bolso da bermuda do distraído apaixonado. Sussurrando completou:

— Vou registrar tudo, não perco nem um segundo desse momento — e inspirou profundamente, elevando os braços ao alto antes de iniciar o trabalho.

A linha amarela no horizonte anunciava que aquele espetáculo não seria pouca coisa. Céu completamente azul, a impressão que dava era de que a água chiava por causa Dele, que vinha se agigantando bem devagarzinho lá no fundo. A garça, vizinha de admiração, parecia uma estátua petrificada diante de tanta beleza. A vara de pesca, fincada numa espécie de cano de PVC bem cravado na areia, tremulava lenta ao balançar das ondas fazendo companhia a um pescador, de pé, com pensamento longe. A mulher ficou imaginando como seria se fosse cobrado ingresso para as pessoas assistirem tamanha maravilha que lhes era dada assim, sem cobranças.

Olhou para o amado e foi surpreendida com um sorriso de satisfação da parte dele. Ela sabia que tudo o que ele queria era a felicidade de ambos, mas reconhecia que ele colocava a dela em primeiro lugar. Fazia de tudo para retribuir, mas ultimamente estava deixando a desejar, tinha consciência disso.

À medida que a bola de fogo nascia para transformar a natureza diariamente, os olhos do apaixonado foram sendo tingidos de uma mistura de amarelo com vermelho que só a natureza sabe preparar. Uma meia circunferência perfeita vista de longe dava a ilusão de deslocamento de uma fumaça ao redor do Astro, que ele teve certeza, era como brasa tocando a água. Ouviu o chiado, os pássaros, viu uma garça com um peixe na boca. Sorriu. Queria que a amante vivesse muitos momentos de êxtase naturais como aquele. Faria o que estivesse ao seu alcance, e não desistiria jamais. Ali, queria mesmo era descansar a cabeça das preocupações e aproveitar a alegria do que tinha diante de si.

De repente ele sentiu esvaziar-se, mal reconhecendo o toque da amada. Apesar do sol, tudo ficou gelado. Haviam pensamentos em sua cabeça que desapareceram como livros derrubados de uma prateleira, se perdendo, sem atingir o chão. Ela sentiu que algo nele transitou levando-o para longe. Foi como se bola de fogo caísse num balde de gelo e a luz houvesse desaparecido como num apagar de lâmpada.

Ele tentou ignorar não se movendo mas ela sabia que ele estava decidindo o que fazer. Ela, ainda que não demonstrasse também fora removida bruscamente da admiração daquele pôr do sol, tentou ignorar a mudança de ares. Inutilmente contemplou o restante do espetáculo natural mas, apesar de o astro ainda brilhar, tudo que havia de fantástico nele desapareceu. Como se a areia da praia houvesse sumido. Ela sentiu-se sem chão e o calor do colo do amado tornou-se frio.

– Vamos voltar? – Disse ela tentando prever o desconforto dele em pedir para voltar para casa. Contudo ela bem sabia que o calor do sol já feria a pele assim como o do amado. Ainda seu grande amor. Apesar desses momentos em que ele se ausenta.

O mesmo caminho de retorno que floresceu em detalhes apaixonados acinzentou-se na cor da calçada de concreto. O cinza que ambos viam antes de cada passo era o desejo de se teletransportar dos espinhos que os açoitavam com a força inversa a do amor que sentiam. Silêncio ensurdecedor. Quebrado com uma pergunta trivial com a força inquisitória da obsessão.

– Você vai ter que sair? – A pergunta dela o faz quase parar. Pensou que afundar sua cabeça no concreto mas as áreas cinzentas da mente bastavam. Acabara de ter sido capturado. Porém o amor que sentia o impedia de ser um mentiroso completo. Falou com sinceridade.

– Hoje de tarde.

Ele não viu nenhuma reação da parte dela. Isso o aliviou na longa e cinzenta manhã que passaram juntos. Ele não viu o turbilhão de pensamentos ruins da amada. Apenas sentiu a impotência frente aos grandes planos que tinha para fazê-la sentir-se melhor.

O longo caminho para sua outra casa. Deixou seu amor, sua amada e seus bons momentos naquela casa. Levou consigo apenas o peso de sua impotência e do almoço sem gosto que parara no estômago. O café desceu como uma pedra como os momentos após aquele aparelho vibrar como um terremoto. Levaria todo esse peso até o epicentro sísmico de sua situação. A estrada era tão cinza quando a calçada mas nesse momento sentiu alívio e aperto simultâneos. Não queria chegar nem partir. A velocidade do seu carro diminuiu aos burocráticos 80 quilômetros por hora na autoestrada. Burocrático como sua vida sem ela, com ela. Outros veículos o ultrapassavam e xingavam esfregando a verdade     que escondia em si. Que eu deveria me apressar em fazer algo.

Ele chegou ao centro, em meio as ruas geladas de concreto. Sentia que abalos sísmicos o impeliam em círculos. Ir até onde seu amor está. Sente-se empurrado impacientemente por quem vem atrás. Puxado sem delicadeza alguma para frente. Depois de muita luta infrutífera chegou em casa.

– Oi amor. Até que enfim você voltou. Ai, que alegria. Finalmente! Tem comida separadinha pra você. Só esquentar. Como foi de viagem? Tá frio né? Já não estava mais aguentando ficar longe? Achei que tinha dado tudo errado. Tentei não ligar… mas eu sempre te espero. Você estava… Deu tudo certo? Entra, amor, entra.

Ele deu todas as respostas, sem ter certeza de que fariam diferença. Era como falar com uma televisão. Ela era, como uma apresentadora de um programa de perguntas e respostas, jogava a as questões de sua vida para quem quisesse ouvir. Não houve conversa, como há tempos levava a vida ali, apenas via o roteiro de sua vida sendo executado como que previamente escrito por outra pessoa. Não fazia a mínima diferença, esbravejar com uma lata de cerveja com as respostas ou cair no sono com um balde de sorvete derretendo. Ele apenas assistia a rotina da casa, do qual era espectador.

O jantar desceu tão insosso quando o almoço. Formaram-se duas pedras que forçavam suas paredes estomacais. Garfadas automáticas como suas mexidas de cabeça, concordando com o andamento daquele deprimente programa. Falaria com ela? Adiantaria alguma coisa? Faria suas promessas não cumpridas o deixassem ao menos digerir o que tinha comido no dia? Ele se aliviaria, ao menos, em saber que ela não se deixou levar pela depressão, talvez.

Como não podia se esconder, ficou discretamente revendo as fotos que tirara pela manhã. Olhou a data do arquivo para ter certeza. Tentou ligar as imagens com suas lembranças. Tudo parecia isolado, distante, ainda que bonito. Porque não se lembrava? Deixou o celular de lado e em poucos minutos esqueceu de tudo. Esqueceu do esquecimento. De que tinha esquecido. Esqueceu o porque da lágrima que havia limpado e depois que havia limpado o rosto.

Um perfume em forma de vapor espalhou no cômodo o tirando da sensação de esquecimento. Era de chá de maça com cravo e canela que ele tanto gostava. Parecia o melhor de todos os chás de maçã com canela e cravo, do reino dos chás (e das fadas também). Ah e como ela sabia manusear os ingredientes. Lembrou-se de todos os procedimentos que graciosamente ela deve ter feito. Quando deu por si aroma da mistura dos Deuses já o tinha atingido.

– Te acordo amanhã, meu amor?

– Ah?

– Você não estava me ouvindo? Combinamos de acordar cedo amanhã.

– Claro… combinamos?

– Sim amor, combinamos. – Beijou-lhe a face com uma ternura sem igual, sem esperar retribuição. – Você consegue acordar cedo amanhã? Queria aproveitar enquanto estamos de férias.

Ela estava convicta, quase conformada, que a presença dele era fugaz, mas que ele estava de volta e era o que importava naquele segundo. Algo nele não se perdia todos os dias. As vezes demorava tanto para voltar que achava que o havia perdido para sempre mas havia outras que ele continuava com ela por muitas horas sem se esquecer. Então ela alimentava esperanças de que sua amnésia havia desaparecido. Deixava ele fazer suas promessas, gostava de acreditar nelas, pois sabia que em alguma parte por trás de suas barreiras ele estava lutando para permanecer, para ficar sem se esquecer. Até que isso termine, se é que um dia vai acabar, ela fará quantos chás com maça forem necessários.

– Boa noite, amor!

– Boa noite.

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39 comentários em “Chá de Maçã (Simoni Dário e Davenir Viganon)

  1. apolorockstar
    19 de agosto de 2016

    o conto tem muitos detalhes e as figuras de linguagem usadas tornaram a ambientação muito interessante, muito poético de uma forma simples. porem a narrativa podia ser melhor trabalhada, com um pouco mais de diálogos e clareza entre o casal de personagens principais

  2. Gustavo Castro Araujo
    19 de agosto de 2016

    Há um episódio da antiga série “Friends” em que Phoebe, indignada com o excesso de entusiasmo de seu namorado, dispara: “Você é um Papai Noel comendo algodão doce na Disney. Transando.” Algo parecido ocorre neste conto, em especial na primeira parte. Melado demais, doce demais. Não curto muito o amor pelo amor, assim, sem muita explicação. As descrições estão muito boas, a narração é competente e o autor evidentemente sabe o que está fazendo – há frases bem inspiradas como “Ela sempre voltava para buscar alguma coisa, como se faltasse algo para tapar-lhe a nudez do vazio da sua existência” – mas creio que a mão pesou um pouco. A segunda parte tentou modificar esse viés, trazendo à tona uma explicação, um contexto mais concreto para embasar a primeira metade, criando uma amnésia de um dos protagonistas e a ideia de repetição. Foi uma boa saída. A alusão constante ao chá de maçã serviu para manter a unidade. Enfim, no geral, um bom trabalho.

  3. Wilson Barros Júnior
    19 de agosto de 2016

    Muito engraçado o conto começar com uma receita, como os tomates verdes. O estilo é romântico, ou melhor dizendo, amoroso, carinhoso. A transição estilística para a segunda parte é imperceptível, mas o autor inovou, tipo assim, o filme “Como não esquecer essa garota” ou “Antes de Dormir” de S J Watson, um grande livro. Sem erros de escrita, bom para ler antes de dormir, principalmente por pessoas que se amam e não estão bem. Eu mudaria o nome para “Quem sabe o mal que se esconde nos corações humanos? O chá de maçã sabe.” Brincadeira.

  4. Thales Soares
    19 de agosto de 2016

    Não gostei.

    A narrativa para mim foi muito travada. Não é do meu estilo. Achei que a leitura foi extremamente densa, me deixando meio confuso em certos momentos, e me fazendo voltar algumas linhas frequentemente para reler, o que dificultou minha apreciação.

    O autor focou muito na estética e parece ter deixado a história meio de lado. O segundo autor seguiu muito bem o ritmo e mal se consegue perceber a troca de autorias. Essa ótima junção, para mim, foi um ponto positivo, pois esse era o verdadeiro propósito do desafio.

  5. Thiago de Melo
    19 de agosto de 2016

    O que eu posso dizer de um conto que, tenho certeza, estará entre os primeiros colocados desse desafio? Parabéns, é o mínimo que posso dizer. Muitos parabéns!
    Olha, como estamos no clima de olimpiada, devo dizer que vocês dois devem ter protagonizado um caso raro de Conto Sincronizado. Ficou muito bom.
    Imagino que alguns comentadores dirão que essa ideia é de um livro do Nicolas Sparks (Diário de uma Paixão! Chorei horrores!), mas e daih?????? Eu fui lendo, fui lendo… de repente não entendi por que diabos tudo tinha ficado cinza e por que os dois personagens estavam tão distantes assim do nada… achei que o segundo autor do conto tinha perdido o rumo. Daih, bem no final, a reviravolta bem na sua cara!
    Galera, parabéns! Vocês mandaram muito bem!

  6. Renata Rothstein
    19 de agosto de 2016

    Well. Vamos lá. Conto bem escrito, com uma boa ideia, mas muito cansativo, muito…me senti lendo livro da Barbara Cartland, e depois imaginei que fosse mudar, ter movimento, mas, não.
    Ressalto o talento e envolvimento técnico dos autores.
    Nota 7,5

  7. Daniel Reis
    19 de agosto de 2016

    Prezados Autores, segue aqui a minha avaliação:
    PREMISSA: apesar da premissa – e, surpreendentemente a conclusão – terem sido desenvolvidas com bastante unidade, o contexto e a técnica beiraram o limite do “Sabrinesco”, com uma situação idílica que só não acabou totalmente açucarada pelo twist final.
    INTEGRAÇÃO: boa integração entre as partes – tenho que reconhecer, não gostei do estilo de ambos, mas estão integrados.
    CONCLUSÃO: uma boa história, mas infelizmente não me agradou.

  8. Jowilton Amaral da Costa
    19 de agosto de 2016

    Dei uma remota voada no fim, mas, depois entendi. Ou não. Pensei que o camarada estava com uma amante e lembrou que teria que voltar para casa da mulher. Mas, o que parece é que ele sofria de amnésia, não é isso? As duas escritas combinaram, a segunda parte é mais fluida, apesar de ter uns errinhos perceptíveis, Achei o conto médio. Boa sorte.

  9. vitormcleite
    18 de agosto de 2016

    Bom texto, com frases poéticas e estava bem preparado para receber a segunda parte, ou seja, a chegada do verão e a morte da filha. Penso que a continuação fez perder força a este conto, foi pena, mas mesmo assim resultou um bom texto, com coerência e uma boa unidade

  10. vitormcleite
    18 de agosto de 2016

    Gostei do texto, com muitas frases poéticas mas também com alguns erros: “viu uma garça com um peixe na boca”, custa a acreditar que o Céu completamente azul” logo com o sol a nascer, mas estes tipo de frases perturbaram um pouco a leitura. A segunda parte, na minha opinião, fez perder alguma força ao texto, e trouxe o leitor para a terra, para o mundo real, perdendo o lado poético que a primeira parte transmitia, mas resultou um conjunto bem escrito, por isso parabéns à dupla.

  11. Marco Aurélio Saraiva
    18 de agosto de 2016

    Ih! Travou tudo aqui! Cérebro deu tela azul! rs rs

    A mulher não era amante? Ele não voltou pra casa, pra esposa, achando tudo sem graça? E daí… a amante era a esposa, que ele tinha esquecido no meio do caminho? Este conto é tipo uma versão deprimida de “como se fosse a primeira vez”? rsrsrs

    A ideia da amnésia é boa, se o conto não tivesse o início que teve. Tudo fica muito claro na cabeça do leitor, e daí o conto dá uma guinada louca que me confundiu. Recomecei a leitura do conto para tentar encaixar a amnésia e até consegui, inicialmente. Faz muito sentido, especialmente por que ele apaga repentinamente, fica diferente, muda o comportamento. Tudo faz sentido. Mas daí ele vai dirigindo para “a sua outra casa”. É muito estranho ele sair dirigindo e voltar para a mesma casa achando que era uma casa diferente, então olhar para a mesma mulher achando que era uma mulher diferente… sei lá! Não pegou.

    Ambos os autores escrevem bem. Vi poucas falhas, mas nada que fosse “gritante”. Os estilos são bem parecidos, a ponto de eu não saber direito onde o primeiro terminou e o segundo começou. Em uma releitura, dá para notar que o primeiro autor é bem mais lento, perdendo-se um pouco em momentos que não levam a história adiante ( o casal andando na praia, o vizinho resmungando, um olhando para o outro e sorrindo, etc etc. Um ou dois momentos como este são bons, mas a primeira parte do conto está repleta destes momentos).

    Apesar da habilidade dos autores, não curti muito o conto. Minha cabeça não quis comportar a história. Muito estranha!

  12. Luis Guilherme
    18 de agosto de 2016

    Não gostei muito desse conto. A primeira metade tá bem escrita, tem consistência e uma boa estrutura, e tal, mas achei meio parada. Não que tenha sido ruim, mas acabou ficando muito dependente da continuação.
    Mas a segunda etapa não foi muito bem. A gramática tá bem ruim, muitos erros de pontuação, concordância, entre outros. Tem até erro de continuidade, como no momento em que fala do pôr-do-sol, sendo que claramente eles tinham ido observar o nascer do sol.
    Também pelos erros, a história acabou ficando confusa. Eu não consegui entender bem o fim, não tenho certeza se ele tinha outra família ou se simplesmente tinha problemas de memória, ou os dois.
    Acho que uma dica legal pro coautor é dar uma aprimorada na gramática, pois parece ter boas ideias e criatividade, que são o mais importante, mas acabam sendo prejudicadas.

  13. Leonardo Jardim
    17 de agosto de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto (li inteiro, sem ter lido a primeira parte antes):

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): achei um tanto arrastada no início, muitas palavras e pouca coisa acontecendo. Um gostinho agradável de comercial de margarina, mas com aquela espera por algo que rompesse com isso. E veio, acredito que na troca de autoria. Ocorre, porém, que a explicação dos motivos pelo qual o protagonista perde interesse no nascer do sol (o texto se engana ao falar pôr do sol) que ele tanto almejava demora muito para aparecer. Esse meio até o momento em que o chá reaparece, criando um loop interessante, ficou arrastado demais. Quando o cheiro de canela ressurge, o texto recuperou meu interesse e a solução, embora não totalmente nova, ficou interessante.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): não há erros de português (ou se teve, não me incomodou). Achei, principalmente o início, muito carregado de descrições e adjetivos. Na dose certa deixa o texto mais bonito, mas em excesso cansa um pouco. A segunda parte mantém as descrições e a ausência de erros.

    💡 Criatividade (⭐▫▫): o mote de praia e romance é bastante batido. O problema de memória do protagonista também não é incomum, sendo mais marcante no filme Como se fosse a primeira vez.

    👥 Dupla (⭐⭐): deu pra perceber a troca de autores (eu acho), mas o texto parece único (e não dois textos colados), principalmente com o final se fechando bem (servindo quase de homenagem) com o início.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫): apesar dos problemas que citei (talvez deixando a análise ranzinza), gostei do resultado final. Torci muito por um fim impactante e o resultado me agradou.

  14. Bruna Francielle
    16 de agosto de 2016

    Bem, fica a pergunta. Ele tinha outra, ou era a mesma mulher nas 2 fases? Confesso q não gosto de contos q deixam esse tipo de confusão.. a gente lê com atenção e tals e no fim, não está bem claro o que precisava estar. RS’
    Caso houvesse sido uma traição como me pareceu em princípio, achei q foi a parte alta da trama, pois, estava uma narrativa bem feita e tals, mas meio mamão com açúcar, sem grandes emoções, sem carisma. Caso tenha sido a memsa mulher e seja um caso d aminéscia, que é o que no fim pareceu ser, também achei legal. É, acho que foi apenas aimnésia e não traição.

  15. Pedro Luna
    16 de agosto de 2016

    Achei bem delicado e para mim a melhor parte foi a descrição do momento em que tudo muda, quando se percebe que o personagem voltou ao limbo depois do momento de felicidade. Achei bem retratado os sentimentos nesse momento. O conto realmente deixa passar essa mudança de clima feliz para clima tenso. O final, como um loop, também caiu bem. No fundo, uma triste história de amor, bem escrita. O único incomodo foi uma sequência de parágrafos no meio, quando estão olhando o mar, que davam a impressão de que a história não estava saindo do canto, mas depois o conto volta aos trilhos.

  16. Anorkinda Neide
    16 de agosto de 2016

    Comentario primeira fase
    Achei muita prosa para pouco acontecimento… tipo assim: era só para ver o sol nascer?
    Mas o texto é bonito, com poucos deslizes gramaticais. Ficou algo arrastado, justamente por provocar expectativa o tempo todo e chegar a um desfecho simples.
    .
    Comentario segunda fase
    A continuação permaneceu morna.. ai ai este adjetivo é chato, eu sei… rsrs A amnésia dele explicou as coisas e a falta de ‘ação’ do enredo. Foi uma boa saída.
    .
    Uniao dos textos
    Acho q fluiu bem, mas ainda fico com a sensação de q falou muito pra dizer pouco. Boa sorte, autores. Abraços

  17. Andreza Araujo
    16 de agosto de 2016

    O texto é bonito, bem narrado, mas é muito longo e sem uma boa motivação que faça a gente querer continuar a leitura. Eu gosto de textos singelos, mas acho que esse poderia ter sido encurtado, pois apenas ao final, no último parágrafo, a gente percebe a grandiosidade do texto e tudo o que se passou até chegar ali é explicado. Ok, mas até chegar ali, o texto é apenas bonitinho, mas sem empolgar.

    Fiquei confusa na cena onde ele vai para casa, no centro da cidade, e de repente o chá de maçã o leva de volta para a casa perto da praia. Entendi que ele sofre de amnésia e o chá era o que o fazia recordar de tudo, mas não entendi esse pequeno detalhe de teletransporte. Provavelmente um vacilo de minha parte, mas reli e continuei sem entender, rs.

    Tem uns errinhos bobos: Porque não se lembrava? (Por que). Esqueceu o porque da lágrima (o porquê).

    Ah, pôr do sol? Não eram seis da manhã?

  18. Ricardo de Lohem
    15 de agosto de 2016

    Olá, como vão? Vamos ao conto! É um caso de fusão completa com mimetismo perfeito, não vou portanto tentar analisar separadamente as partes 1 e 2. A primeira parte se caracterizou pela extrema lentidão. Tive dificuldade de acompanhar, minha mente leitora não foi talhada para esse tipo de narrativa. A segunda seguiu a mesma linha, até o plot twist. Demência? Será que o tema está na moda? É o terceiro conto sobre o tem a que leio aqui no desafio, os outros foram “…”, de “Ela”, e “E Tudo Acaba Onde Começou”, de “Antonio Pedro”. Por que será que tanta gente teve a mesma ideia? Deve ser alguma tendência. O fato é que o tema não me agrada, é uma situação sem saída. Neste conto em particular, a história se prolongou mais do que devia depois da revelação, não havia mais nada pra contar, o assunto estava encerrado, mas houve certa enrolação. Teve uma coisa que não entendi: o sujeito tinha demência, e a mulher deixava ele ir passear sozinho na cidade, todos os dias, apesar do risco dele ser perder? Não entendi isso, parece completamente absurdo. Enfim, é um tema já batido (pelo menos aqui no desafio), que foi abordado de forma meio lenta demais, e de modo meio ilógico. Apesar do que foi dito, é um conto cujo tom poético pode seduzir muito e muitos, então acho que é uma história que receberá boas notas. Desejo Boa Sorte para Vocês.

  19. Bia Machado
    15 de agosto de 2016

    – Conflito: 1/3 – Não há na primeira parte e na segunda é meio confuso, digamos que não desenvolveu o tanto quanto poderia.

    – Clímax: 0/3 – Sem clímax. E zero, porque o clímax poderia ter existido, sim.

    – Estrutura: 2/3 – O conto pareceu, sim, ter sido escrito por apenas uma pessoa. Boa sintonia. O que para o conto não foi algo bom, o segundo autor poderia ter melhorado, ousado mais…

    – Espaço (ambientação): 1/2 – Mediano, o necessário para apenas situar apenas o leitor.

    – Caracterização das personagens (complexidade psicológica): 1/3 – O homem tem uma complexidade mais destacada. As personagens femininas ficam muito em segundo plano.

    – Narração (Ritmo): 1/2 – Conto muito arrastado, que poderia ter sido melhorado nesse aspecto. Houve um trecho em que a terceira pessoa foi trocada pela primeira pessoa, em um descuido. Achei algumas construções na primeira metade um tanto exageradas, como as partes que se referem ao sol, às estrelas, ao mar etc…

    – Diálogos: 1/2 – Sem muito cuidado. Senti que foram deixados um pouco de lado, poderiam ter contribuído mais para a narrativa.

    – Emoção: 1/2 – Em algumas partes me interessei, na parte em que ele volta pra casa, pensei que ali a coisa mudaria de figura, mas…

  20. catarinacunha2015
    13 de agosto de 2016

    Todos os contos foram avaliados antes e depois da postagem da 2ª parte; daí a separação:

    1ª PARTE: Uma história morninha. Não há conflito, nem perigo ou qualquer coisa que desperte o desejo de ler a segunda parte. Vou considerar apenas uma introdução ao que está por vir.

    PIOR MOMENTO: “Cinco e quarenta e cinco de uma manhã ensolarada qualquer, num dia de verão,” – Como a manhã está ensolarada se o sol ainda não nasceu? Erro de continuísmo.

    MELHOR MOMENTO: “Ela sempre voltava para buscar alguma coisa, como se faltasse algo para tapar-lhe a nudez do vazio da sua existência.” – Achei uma construção profunda e cheia de significados.

    PASSAGEM DO BASTÃO: Bastão frio e sem graça. Tomara que o coautor preserve o que o conto tem de bom: o clima intimista.

    2ªPARTE: Não só preservou o clima intimista, como aprofundou a essência dos personagens. O fim foi belo, mas continuou chato.

    PIOR MOMENTO: “O cinza que ambos viam antes de cada passo era o desejo de se teletransportar dos espinhos que os açoitavam com a força inversa a do amor que sentiam.” – Fiquei bolada com essa frase. Não sei se pela falta de vírgulas ou pelo antagonismo estrutural ( força inversa a do amor… mais fraca, mais forte, sei lá, muito pelo contrário).

    MELHOR MOMENTO: “Haviam pensamentos em sua cabeça que desapareceram como livros derrubados de uma prateleira, se perdendo, sem atingir o chão.” – Esse “haviam” poderia ser “Havia”? Talvez, mas eu não ligo para isso diante de frase tão bela.

    EFEITO DA DUPLA: Embora haja construções muito bonitas ( dos dois autores, com a mesma pegada intimista!) quase durmo; depois de um chá de maçã então…

  21. Fabio Baptista
    13 de agosto de 2016

    Imitando descaradamente nosso amigo Brian, utilizarei a avaliação TATU, onde:

    TÉCNICA: bom uso da gramática, figuras de linguagem, fluidez narrativa, etc;
    ATENÇÃO: quanto o texto conseguiu prender minha atenção;
    TRAMA: enredo, personagens, viradas, ganchos, etc.;
    UNIDADE: quanto o texto pareceu escrito por um único autor;

    ****************************

    Conto: Chá de Maçã

    TÉCNICA: * * *

    Há uma linha tênue entre narrar com leveza e deixar a narrativa rasa, sem emoção.
    Esse conto caminhou o tempo todo por essa linha, pendendo, infelizmente, mais para o lado do “sem emoção”.
    Na primeira parte, poucos problemas. Apenas uma cacofonia “uma mão” logo no começo, numa frase que ficou muito longa e muito ruim, aliás.

    Depois, segue ok até o meio, com exceção a algumas construções que ficariam melhores se fossem mais simples, como por exemplo quando a “bola de fogo” é mencionada.

    A metade final mantém o ritmo morno, mas incorpora alguns erros gramaticais:

    – haviam pensamentos
    >>> havia

    – Pensou que afundar sua cabeça no concreto mas as áreas cinzentas da mente bastavam
    >>> aco que era “em” no lugar desse primeiro “que”

    – oi amor
    >>> oi, amor

    – Porque não se lembrava?
    >>> Por que

    – o porque da lágrima
    >>> porquê

    – maça
    >>> apareceu escrito errado umas duas vezes… falta de cuidado total com a revisão.

    ATENÇÃO: * * *
    O texto simples (até demais) teve o lado positivo de não dispersar a atenção

    TRAMA: * *
    Quase nada acontece nesse conto. Basicamente é a descrição da cena na praia para entrar em loop no final com a revelação da amnésia ao estilo “como se fosse a primeira vez”.
    Faltou enredo.

    UNIDADE: * * * *
    Manteve a pegada, mas a falta de revisão denunciou a troca de autor.

    NOTA FINAL: 5,5

  22. Wender Lemes
    13 de agosto de 2016

    Domínio da escrita: bela técnica, densa e poética do início ao fim. Uma revisão a mais na segunda parte serviria para rever repetições de termos e analogias que acabam incomodando (por exemplo, a questão da comida empedrada, o abalo sísmico etc.)
    Criatividade: é um dos textos mais concisos e criativos até aqui, penso eu. Não é fácil redefinir o cotidiano nesse estilo cheio de figuras de linguagem.
    Unidade: este conto era um dos que eu temia ter que continuar, pois não creio que conseguiria. Para nossa sorte, não fui eu o escolhido e tivemos uma bela continuação. Não só o estilo é seguido, como a questão da perda de memória vem para elucidar tudo que ocorria até ali. Muito interessante mesmo.

    Parabéns e boa sorte!

  23. Esse também foi um daqueles contos (pouquíssimos), que não li antes de ser complementado. Por este motivo, não sei onde termina, embora imagine, a narrativa do primeiro autor.

    Muito bem escrita, segui a primeira parte, tentando intuir onde estaria o conflito e se o autor quebraria, ou não, a cumplicidade perfeita do casal. Ao ler o texto inteiro, tive a nítida impressão de que a mesma pessoa escrevia o conto do início ao fim e a amnésia do protagonista fez todo o sentido ao final da narrativa.

    Gostei muito!

    Parabéns a ambos os escritores.

  24. Júnior Lima
    11 de agosto de 2016

    Conto muito bem escrito, mas o ritmo vagaroso não me deixou muito engajado.

    Por outro lado, os autores trabalharam bem o estilo do texto, que parece ter sido escrito por uma pessoa só. O final também ficou muito bom, amarrando tudo que havia sido apresentado até então.

  25. Amanda Gomez
    9 de agosto de 2016

    Confesso que tive que ler duas vezes, para entender a história. Quando li a primeira vez, havia achado a trajetória até o final cansativa e complicada. Muitas descrições (ótimas) Uma boa ambientação, sem dúvida. Escrita muito bem feita, embora um tanto lenta.

    Já na segunda ‘’ lida’’ eu pude entender mais ou menos como as coisas funcionaram, até me surpreendi… Confesso que estou parando de tentar adivinhar onde começa a segunda parte, isso está se tornando bastante cansativo. Nunca foi tão difícil comentar um conto, justamente por essa necessidade de ‘’ julgar’’ dois autores, e por que não, dois contos em um.

    Voltando ao que estava falando, sem saber onde fica essa divisa realmente, fiquei me perguntando se a sintonia foi realmente tão forte assim entre os autores, ou foi um chute. Porque a ideia da amnésia, casou completamente com tudo o que vinha sendo descrito desde o começo.

    Essa “sintonia de ideias” me impressionou. Não sei se era essa a ideia do primeiro autor, mas seja como for, o segundo usou com sabedoria. Tendo isto entendido, o resto ficou mais claro e mais fácil de comentar.

    Não digo que a história me cativou, a parte do romance e as repetições (Justificadas, pela obvio, de que uma pessoa com amnésia vive uma eterna rotina) não me empolgaram muito. Eu ando meu avessa ao romance ou realmente não tenho encontrado nada que me convencesse. Pensando no geral, é um conto bonito e melancólico. Fiquei com sérias dúvidas sobre a idade dos personagens, mas imaginei dois adultos com seus trinta e poucos anos.

    Outra dúvida é se ele sofre de ‘’ perda de memória recente’’ ala Dori, ou é um idoso com alzheimer.

    Tudo se resume a duas cenas, praticamente, por isso achei o texto um tanto extenso. Gastou-se muito com descrições e pouco com dinâmica.

    Parabéns aos autores, um belo conto. Combinaram!

  26. mariasantino1
    8 de agosto de 2016

    Oi, tudo bem autores?

    Uma narrativa cheia de comparações e construções bonitas. Gostei do conto, mas senti que todos os caminhos se direcionavam para uma dupla vida, traição, um cara que tinha duas mulheres, entretanto a saída foi muito bem-vinda. Acho que os autores não deixaram a peteca cair, seguiram o ritmo narrativo e, bem, acho que acabei ficando emocionada com o lance de se amar apesar dos pesares (#eusoubrega). Gosto quando é possível perceber alguma mensagem, quando há algo a mais incrustado no texto (mesmo não sendo regra) e que vc se veja refletindo e comparando com algo já vivido.
    Enfim, a narrativa é boa, o cerne do conto é bem exposto, alguns diálogos onde a moça parece um cachorrinho me fez franzir o cenho, mas isso foi apenas um detalhe, no geral um conto bonito com uma bela mensagem.

    Boa sorte no desafio.

    Nota:9

  27. Gilson Raimundo
    7 de agosto de 2016

    Não entendi o pq do título, no começo aparece o tal chá, penso que seu sabor é bem suave… o texto segue calmo e moroso, uma narrativa perfeita para encher paginas ao redor de uma história principal que recusa-se a aparecer. o Enredo não empolga, não existe clímax, a linguagem quase poética poderia trazer brilho ao conto, mas se ofusca deixando na mão do segundo autor uma história burocrática e insossa como ele mesmo alude em alguns pontos, aí este segundo autor se desdobra para tirar um coelho da cartola se descaracterizar a primeira parte, tenta salvá-lo bem no fim… meu conceito maior se aplica neste último paragrafo que foi uma das melhores manobras deste desafio… parabéns segundo autor…

  28. Wesley Nunes
    5 de agosto de 2016

    Um bom conto.

    Percebo que os dois autores optaram por um texto com foco na descrição. A partir desta escolha, o leitor é presenteado a um texto que descreve sabores e cheiros em seu inicio e demonstra com riqueza de detalhes paisagens, locais, objetos e principalmente sentimentos.

    O carinho entre o casal é bem retratado. Gosto da maneira como o narrador começa descrevendo tudo com energia e um olhar apaixonado e conforme o dia passa, a narração alterna para algo mais lento e triste. Esse recurso combina com a narrativa e com a falta de memória da personagem

    A maior dádiva desse texto é também o seu defeito. As imagens descritas são lindas, mas o acumulo delas acabou cansando a minha leitura. Não senti a historia fluir, as descrições em certos momento não deixaram a história avançar. Senti que o texto era longo.

    Parabéns pelo trabalho

  29. Jefferson Lemos
    5 de agosto de 2016

    (Parte Um) Uma boa história. O começo tem umas descrições bem confusas, e acredito que uma revisão cairia bem, pois vai travando a leitura até chegar em um ponto aceitável. Gostei das possibilidades do conto e de como ele foi desenvolvido depois, no decorrer, tirando algumas descrições que ficaram estranhas nesse trajeto. Está bem escrito até, mas mesmo tem uma história com muitas possibilidades, nessa primeira parte, não chama muito atenção.

    (Parte dois) Até agora, a melhor continuação. Gostei desse final e pensei em fazer algo totalmente diferente e mais prático, mas ainda bem que não peguei. O fim foi bonito, a continuação, apesar de necessitar de uma revisão, ficou muito boa. Seguiu a linha da primeira e a mudança foi bem suave. Apesar dos deslizes está bem escrito e consegue fazer boas descrições. Os personagens mantiveram a personalidade. Certamente é um bom conto.

    Parabéns e boa sorte!

  30. Olisomar Pires
    4 de agosto de 2016

    Bem escrito. Mas não consegui me conectar. A técnica está presente. Ambos os autores seguiram a mesma linha, só acho que faltou alguma coisa. É isso.

  31. Evandro Furtado
    4 de agosto de 2016

    Complemento: downgrade

    Eu senti que o segundo autor teve uma ótima ideia para uma reviravolta, mas a trama me pareceu um tanto confusa. O plot twist foi interessante, mas foi preciso voltar atrás, buscar elementos que o justificasse, e não os encontrei ao longo do texto. Fosse a “amnésia” da mulher, faria mais sentido diante da construção do texto.

  32. Danilo Pereira
    3 de agosto de 2016

    O conto tem um ritmo que gira em torno do Chá de Maça… calmo, suave, com muita tranquilidade. Trata-se mais das sensações do personagem. Combinação com o título perfeito. Gostaria de ver mais drama nas linhas e não apenas nas entrelinhas. Porém o conto me cativou. NOTA:8

  33. Brian Oliveira Lancaster
    3 de agosto de 2016

    CAMARGO (Cadência, Marcação, Gosto) – 1ª leitura
    JUNIOR (Junção, Interpretação, Originalidade) – 2ª leitura

    – Chá de Maçã (Mar & Sol)
    CA: Um tom mais romântico e cotidiano, com toques de nostalgia contida. Gosto desse tipo de atmosfera, apesar de às vezes ficar um tanto meloso, mas faz parte do pacote. – 8,0
    MAR: O início pede uma revisão, pois faltam alguns acentos e conectivos. O meio melhora bastante, assim como o fim. Poucas frases soaram estranhas, então pedia apenas mais uma revisão gramatical. No entanto, as camadas sentimentais se sobressaem no contexto, criando uma suspensão de descrença imediata. – 7,5
    GO: Um pouco melancólico, sem um gancho específico. Talvez a intenção tenha sido essa, mas faltou um “empurrão”. Creio que o próximo fará isso, de alguma forma. O clima cotidiano e praiano foi muito bem descrito. – 8,0
    [7,8]

    JUN: Deu para notar um estilo levemente diferente, mas as digressões e metáforas continuaram de forma excelente. Tem alguns errinhos, como falta de conectivos em algumas frases, ou uma troca de ponto de vista inesperada, mas não tiram a beleza do conto. – 8,0
    I: Gostei da abordagem utilizada. Parecia que o texto se encaminharia para um clichê comum de esposa-amante-traição, mas provou-se um texto mais centrado, melancólico e cheio de figuras de linguagem bem escolhidas. Triste, mas com um final esperançoso. – 9,0
    OR: O início e o meio são lugares-comuns no gênero cotidiano, mas pelo ponto de vista onisciente e nostálgico deu um ar diferente à atmosfera escolhida, deixando o texto bem palatável e suave. – 8,0
    [8,3]

    Final: 8,0

  34. Claudia Roberta Angst
    2 de agosto de 2016

    Para este desafio, adotei o critério T.R.E.T.A (Título – Revisão – Erros de Continuação – Trama –Aderência)
    T – O título é simples e delicado.
    R – Algumas falhas quanto ao emprego das vírgulas. Outros lapsos aconteceram:
    Haviam pensamentos > Havia pensamentos
    em que ele se ausenta > em que ele se ausentava
    A pergunta dela o faz quase parar.> a pergunta dela o fez quase parar
    em meio as ruas > em meio às ruas
    jogava a as questões > jogava as questões
    Esqueceu o porque > esqueceu o porquê
    chá de maça > chá de maçã
    As vezes > às vezes
    Deixava ele fazer > deixava-o fazer > deixava que ele fizesse..
    Há também a questão sobre dos tempos verbais empregados. A narrativa oscila entre o presente e o pretérito (o mais usado no conto). O final embaralhou os tempos e ficou estranho.
    E – O segundo autor lançou mão do recurso da amnésia do personagem para dar impacto à narrativa. Isso me fez lembrar um filme da sessão da tarde – Como se fosse a primeira vez – Funcionou? Não sei. Confesso que me perdi um pouco na narrativa. O homem partia da casa de praia só na imaginação? No entanto, a continuação seguiu sem ignorar a primeira parte. O conto, portanto, atendeu ao propósito do certame.
    T – O conto revela um tom bem romântico, deslizando pela prosa poética. A história de um casal – talvez marido e mulher, talvez amantes. Em algum momento, fiquei confusa quanto à natureza da relação dos dois. O chá de maçã como elemento cotidiano, um ritual quase mágico executado todas as noites.
    A – O tom poético do conto agrada, mas não oferece material suficiente que desperte a atenção. Faltou um pouco mais de mistério para que o leitor fosse de fato fisgado. O conto lembrou um passeio pela praia, sem pressa ou preocupações. Leitura sem reviravoltas ou grande impacto, mas agradável.
    🙂

  35. Thomás Bertozzi
    2 de agosto de 2016

    (Obs: não sei se estou repetindo o comentário. Fui ver outra aba e quando voltei tudo havia sumido. Não lembro se já o havia publicado. E sério! Não é paródia com o protagonista do conto!)

    O conto é muito bonito.
    Tem um ritmo leve e gostoso

    Há alguns erros de revisão, especialmente um “pôr do sol”, quando o sol está nascendo.

    No geral, muito bom.
    Prendeu bastante minha atenção. Gostei!

  36. Davenir Viganon
    1 de agosto de 2016

    Olá “Mar & Sol”. Este conto eu não tenho a obrigação de comentar pois fui eu quem dei a continuação para ele, então gostaria de tecer algum comentário a respeito da primeira parte. Fiquei com sentimento dúbio quando li essa primeira parte. De um lado, ele não tem nada a ver com o que eu gosto de ler. Um casal apaixonado e frases de amor, “tudo azul/todo mundo nu/no brasil/sol de norte a sul” e nada muito empolgante para quem costuma ler FC, Fantasia, Terror e afins. Do outro lado, o conto deixa muitas portas abertas, consegui pensar, com folga em várias coisas. Contudo, tentei manter a mesma linha, mas o “tudo azul…” teve que ser subvertido senão eu não conseguiria fazer, desculpe 🙂 . No mais, tentei manter o casal apaixonado mas de outra maneira. Espero que você tenha gostado.
    Um abraço.

    • Simoni Dário
      20 de agosto de 2016

      Olá Caríssimo parceiro de desafio!

      Davenir, para quem não curte o tema romântico e é mais adepto de FC e afins, você escreveu tão bem a complementação que cheguei a me emocionar no final.

      MUITOS PARABÉNS! Mesmo que tenha me lembrado do filme Como Se Fosse a Primeira Vez ( que é uma das comédias românticas que mais gosto), não teve importância, eu mesma não seria competente para dar um final tão bonito ao conto.

      Você percebeu as várias portas que deixei abertas, soube aproveitá-las de forma a mudar totalmente um cenário açucarado e colorido para um acinzentado e dramático e terminar a história com mestria (colocar o chá no final daquela forma me fez dar um grito de contentamento quando li).

      Olha, você deveria se desafiar e escrever um conto de romance uma hora dessas para participar de um desafio, leva jeito, me acredite!

      Gostei muito de participar deste desafio prá lá de desafiador.
      Boa sorte com os textos, obrigada pela excelente parceria (a maioria não percebeu a troca de autores) e parabéns mais uma vez.

      Abraços.

      • Davenir Viganon
        20 de agosto de 2016

        Primeiramente:
        – Ufa! Que alívio!
        Tava receoso que você não ia gostar. Apesar de você não receber nota da dupla aqui, a sua opinião era a que eu estava mais aguardando. E quanto a tentar escrever um romance, acho que um dia eu vou tentar, já tive um treino compulsório aqui e ia ser bacana para surpreender num desafio.
        Obrigado e um abraço!

  37. Matheus Pacheco
    31 de julho de 2016

    Então, a dama que fazia o chá de maçã era a amante do homem?
    Se for, me levantou uma questão será que a dama do chá tinha conciencia do adultério, ou se elas tinham ciência uma das outras?
    Abração amigos

E Então? O que achou?

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Publicado às 2 de julho de 2016 por em Duplas e marcado , .