EntreContos

Literatura que desafia.

A águia e a serpente (Evandro Furtado)

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– Vamos lá. Manda essa com força. – gritou Johnnie.

– Você sabe que não consegue pegar. – disse Lenny, enquanto girava os braços.

– Vamos. Não tenho o dia todo.

Lennard lançou a bola com toda a força que seus oito anos permitiam. Quando ela chegou a Johnnie, ele rebateu com entusiasmo.

– Ha, ha. Home run. – berrou, enquanto saltava nas pontas dos pés com os braços para o alto.

– Você viu o que você fez?

– O que? – Johnnie olhou ao redor procurando a bola. Então notou a vidraça quebrada. – Oh, não. Caiu na casa do velho Johnson!

– Sim. E agora você vai lá pegar.

– O que? Não.

– Qual é Johnnie? Meu irmão vai me matar. Aquela é a bola favorita dele.

– Mas ninguém entra naquela casa.

Eles contemplaram a construção velha com o grande portão de ferro. O caminho de pedra que corria por entre o gramado seco e morto, coberto de folhas caídas do último outono e de ervas daninhas. Johnnie engoliu em seco e seguiu para lá.

– Você podia pelo menos ir comigo. – ele disse, mas, quando virou, Lenny já estava do outro lado da rua. O menino prosseguiu, incidindo pelo pouco espaço que conseguira ao empurrar o portão gradeado. Mais um ano e provavelmente não passaria por ali. Ele caminhou com cuidado até a casa, observando aquele monstro terrível que o contemplava de volta. Calafrios percorreram todo seu corpo quando ele bateu na grande porta de carvalho. Sem qualquer resposta, ele abriu passagem e o som da madeira rangendo congelou seu coração. – Olá, alguém aqui? – sua voz ecoou pelo salão vazio e empoeirado. Ele avançou pelo cômodo e subiu a escadaria, as tábuas soltas ameaçando desabar a cada passo, rumo ao segundo andar.

Lá em cima estava um pouco mais claro. A grande maioria das janelas estava coberta por cortinas, mas o Sol forte lá fora forçava sua entrada entre as frestas.

Ele encontrou a bola junto à parede, próxima à vidraça quebrada. Abriu um sorriso pela primeira vez naquele lugar. Foi até ela e abaixou-se para pegá-la. Quando levantou, deparou-se com ele encarando-o de volta. Aquilo disparou seu coração e ele tentou dar meia volta e correr, mas o homem agarrou seu ombro.

– Você está invadindo. – disse o velho Johnson.

– Me desculpe. – gritou Johnnie já entre lágrimas. – Prometo não fazer mais. Por favor, não me machuque.

– Não seja estúpido, garoto, não vou te machucar. – ele o soltou e Johnnie pôde, enfim, ver seu rosto.

Ele não era nada como as pessoas costumavam dizer. Não tinha pelos enormes saindo das orelhas ou do nariz, não tinha os olhos esbugalhados ou a carranca rabugenta. Era apenas um velho. Era até um pouco desapontador.

– Pode ir. Mas não faça mais isso. Da próxima vez toque a campainha.

Johnnie assentiu e saiu correndo o mais rápido que pôde. Mas no meio do caminho sentiu-se mal pelo velho, morando ali sozinho, naquele lugar sujo. E com aquele senso de altruísmo que só uma criança tem, voltou.

– O que foi? Esqueceu alguma coisa?

– Não, é que…

– O que? Vamos, diga.

– Você mora aqui sozinho?

O velho ficou parado, surpreso com a pergunta.

– Sim. Moro.

– Você não tem filhos?

– Tenho. Mas eles moram na Califórnia.

– Por que você não mora com eles?

– Não, garoto. Aquele não é um lugar para mim. Artistas demais pro meu gosto. São os heróis de hoje. E a gente que lutou em ‘Nam fica esquecido por aqui.

– Nam?

– Sim, Vietnã. Nunca ouviu falar? – Johnnie negou. – Meu Deus, o que eles ensinam na escola nos dias de hoje? Bem, sente-se aí, vou lhe contar uma coisa. – o garoto não hesitou, adorava histórias afinal. – Há algum tempo atrás houve uma guerra entre nós e os russos. As pessoas dizem que não foi uma guerra de fato, mas isso porque elas não estavam lá no campo. E ‘Nam foi a pior parte dela.

– Vietnã, você quer dizer?

– Isso. Mas vamos chamar de ‘Nam pra ficar mais fácil. Eu era jovem na época. Acreditava nos ideias americanos. Achava os russos uns desgraçados. Ooops, desculpe, garoto.

– Tudo bem. Eu sei o que significa.

– Sabe? Bem, certo. Pois bem, eu estava lá, eu lutei em ‘Nam. Mas foi uma guerra diferente. Meu pai havia lutado na Segunda Guerra e ele me contou como era. Berlim, Paris… Querendo ou não você estava em uma cidade. Não foi assim em ‘Nam. A gente tava em terreno desconhecido. Lutava no meio do mato, o inimigo vindo de todos os lados e você sem poder se defender. Era um inferno, garoto.

“E houve aquele dia onde tudo pareceu dar errado. A pura verdade é que ninguém conta a história como deve, mas a gente chegou nesse vilarejo desprotegido e foi um terror. Incendiaram tudo, mataram os animais, pegaram as mulheres e…” – o velho olhou para o garoto que já tinha os olhos esbugalhados e calou-se. “Bem, essa parte a gente pode pular. A coisa é que eu não concordava com nada daquilo e fui falar com o comandante do pelotão. O bastardo disse que se eu não gostava do que via, devia fechar os olhos. Só me lembro de ouvir os tiros vindos de lugar nenhum, gritos de desespero, os nossos olhando ao redor procurando pelo agressor e nada”.

O velho Johnson foi até uma poltrona velha e sentou-se. Parecia cansado com as próprias memórias.

– E foi isso? – perguntou Johnnie, sentando-se no chão de frente para o velho.

– Não. – seus olhos contemplaram o vazio, como se as imagens do passado se materializassem sobre ele. – Eu fugi. Corri o mais rápido que pude pra sair daquele inferno. No começo, outro soldado me acompanhou, mas ele foi atingido. Veja bem, garoto: na guerra, você não pensa no outro. Está por conta própria. Toda aquela baboseira de companheirismo vai por água abaixo quando chove balas sobre sua cabeça. Eu corri, fui parar no meio de uma mata. E me perdi.

– E ninguém te encontrou lá?

– Duvido que alguém tenha sobrevivido. A verdade é que eu fiquei andando em círculos por alguns dias. Chovia bastante e eu aproveitava a água pra beber. O problema maior era a comida, garoto. Tinha uns bichinhos nojentos que subiam nas árvores. O comandante havia nos dito que eram fonte de proteína, ou algo assim. Mas era a fome. Já sentiu fome, garoto? Não estou falando de vontade de comer, mas de fome mesmo. De sentir seu estômago doer e doer e sua cabeça arder até o ponto que você acha que não vai conseguir comer nada, mas precisa porque senão vai cair por ali mesmo, fraco, e morrer em alguns minutos. A fome faz a gente fazer coisas que nunca pensou. Eu comi aquela porcaria e aquilo me manteve vivo.

– E como foi que você saiu de lá?

– Depois de alguns dias eu encontrei essa construção estranha no meio do mato. Parecia uma pirâmide, mas não dessas que a gente conhece. Era escura e repleta de lodo por causa da chuva. E tinha essas estátuas estranhas com forma de serpente.

– E o que você fez?

– O que mais poderia fazer? Entrei lá. Achei que ia encontrar tesouros ou coisas do tipo. Que nada. Era só um lugar abandonado no meio do nada. Mas ao menos me protegeu do tempo. Aquela umidade toda estava acabando comigo. O que eles nunca mostram nos filmes, garoto, é como ficar exposto à chuva por muito tempo acaba com sua pele, com seus lábios, com tudo que fica de fora, basicamente. Você fica todo rachado, como se escamas crescessem sobre sua pele. Quando roça a língua nos lábios, é como se estivesse lambendo uma parede de concreto. É a pior sensação do mundo, garoto. Mas ao menos era melhor que estar morto.

“Eu lembro de ter dormido, assim que cheguei por lá. Provavelmente por horas. Quando acordei, no entanto, senti que não estava sozinho. Havia umas tochas iluminando o fundo da construção. O lugar que eu não tinha visitado ainda. E então ouvi aquelas vozes estranhas, sussurrantes, sibilantes. Voz de cobra.

– Mesmo? – Johnnie abraçou os joelhos, com medo.

– Sim. Mas se estiver te assustando eu posso parar por aqui.

– Não, tudo bem.

– Certo. Espantado, eu levantei e fui até a origem do barulho. Foi então que eu os vi.

– O que?

– Nagas. Todo um ninho deles. Vinte, talvez trinta, ao redor de uma fogueira, conversando. Eles tinham braços e mãos humanas, com dedos e tudo. Mas eram verdes, cheios de escamas no peito. As cabeças e as caudas eram de serpente, e andavam rastejando. Então um deles me viu, e gritou na língua das cobras. Mais uma vez eu corri, enquanto olhava por cima do ombro, vendo aquelas coisas terríveis deslizando atrás de mim. Quando me pegaram eu gritei, e continuei gritando enquanto me arrastavam para o seu covil. Me prenderam na parede com correntes de ferro e ficaram lá conversando em língua de cobra.

– E você entendia o que eles diziam?

– Só algumas palavras. Havia o líder deles, e eles o chamavam de algo como “Shant”. E apontavam para mim, dizendo algo como “Gauda”. Mas o curioso é que pareciam assustados. Havia fêmeas e filhotes, e por mais que não parecessem nada humanos, havia algo em seu olhar que me transmitiu um sentimento de piedade. Eu tive pena daquelas criaturas, garoto. Estavam apenas tentando se proteger de algo.

– Eles te machucaram?

– Não. Nem me encostaram. Só me deixaram lá amarrado por três dias. Mas me traziam uma tigela de arroz e uma de água todo dia. A verdade é que me trataram melhor do que aqueles que eu chamava de irmãos no exército.

“Às vezes, alguns dos filhotes chegavam perto e ficavam me encarando com seus olhos de cobre e sua língua bifurcada. Até que as mães chegassem por perto e os tirassem dali”.

– E como escapou?

– Não escapei, garoto. Eles me soltaram.

– Como?

– Acho que perceberam que eu não lhes faria mal e me soltaram. Mas não sem antes me mostrar algo que nunca saiu da minha mente.

– O que?

– Havia uma escultura gigantesca nos fundos da construção. Uma águia dourada descendo dos céus e matando os nagas. Seu nome era Garuda.

– “Gauda”…

– Exato. Era daquilo que os nagas tinham medo. Quando voltei para cá eu li histórias, muitas história. Em todas elas os nagas eram maus e Garuda era bom. Não encontrei uma só história que mostrasse as coisas como são. Uma só história que revelasse a verdadeira natureza gentil daquelas criaturas.

– Mas por que, se eles são, na verdade, bonzinhos?

– Garoto. – o velho sorriu. – O que você acha que as pessoas preferem? Os homens-cobra que moram no meio de uma floresta tropical a milhares de milhas daqui, ou a águia que eles podem ver cruzando o céu do conforto de seus quintais?

O garoto ponderou sobre o assunto, mas não respondeu. Apenas balançou a cabeça indicando que havia entendido.

– Pois é, garoto. As pessoas acreditam naquilo que querem acreditar. Mas bem – ele se levantou da poltrona, inspirando fundo – já está tarde e é hora de ir.

– Certo. – Johnnie levantou. – Obrigado pela história, senhor Johnson. – ele pensou um pouco e resolveu perguntar. – Será que poderia me contar outra uma hora dessas?

– Claro. – respondeu o velho, sorrindo.

– Ótimo. Então tchau.

– Tchau.

O garoto se dirigiu até a escada, preparando para descer, mas deteve-se no primeiro degrau.

– Acha que Garuda pegou eles? – perguntou.

– Não, garoto. Havia muitos deles, mesmo pra Garuda.

Sorrindo o garoto desceu as escadas.

O velho Johnson deu meia volta e foi até seu quarto. Chegando lá, abriu um baú velho e encontrou o que procurava.

A carta de dispensa com honras militares do Exército dos Estados Unidos da América era destinada a Benjamin Johnson. Ele a segurou entre as mãos, deslizando os dedos sobre o selo da águia dourada.

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16 comentários em “A águia e a serpente (Evandro Furtado)

  1. Pedro Teixeira
    29 de março de 2016

    Um conto interessante, que tem mais jeitão de fábula do que de fantasia. É como se Johnson usasse uma parábola para falar sobre a guerra do Vietnã e o poder da mídia, que retratava os vietcongues(nagas) como vilões e as águias(americanos) como heróis. Acho que o discurso indireto funcionaria melhor que o diálogo, eliminando problemas como a repetição de “garoto”, que tornam o texto um pouco cansativo. Mas não deixa de ser um conto bacana.Parabéns pela participação!

  2. Anorkinda Neide
    26 de março de 2016

    Olá…
    temos um lugar-comum aqui.. rsrs
    Sem problemas, se fosse executado de forma original… q ou o enredo precisa ser original ou a forma como se conta mais do mesmo… a formula: velho solitario gerando lendas a seu respeito q confidencia com o primeiro corajoso q o encara, é bastante usada. A inserção dos homens-cobra por si só, nao trouxe a novidade ao texto que já estava sem luz… o nível de conversa e entendimento do menino são de um jovem adolescente.
    Mas foi um bom exercício, espero que vc continue e nao fique zangado(a) comigo!
    Abraço

  3. Tiago Menezes
    17 de março de 2016

    Olá Makara, tudo bem? Olha, gostei bastante do seu teto. O iníicio me lembrou do filme “A casa monstro”, mas depois a história mudou o rumo. O velho que conta histórias caiu muito bem ao teto. Isso demonstrou que não podemos julgar nada nem ninguém pelas aparências. Quanto ao final, se eu bem entendi, ele realmente entregou os nagas ao exército, certo? Por ter ganho a medalha de honra… ou a medalha foi por outro motivo e mesmo ele sendo o Gauda não feriu ninguém? Acho que não compreendi de primeira a ideia do final, mas de qualquer forma foi um belíssimo conto. Parabéns e boa sorte.

  4. Tiago Volpato
    17 de março de 2016

    Sua história tem uma linguagem muito boa, ela conseguiu me prender. Você usou a fantasia como uma metáfora para explorar as guerras que nos tormentam, não sou especialista em fantasia, mas acho que é isso o que ela faz, gostei. O mecanismo que você escolheu para contar a história combina bem com ela, mas achei batido, o velho solitário com um passado misterioso contando sua história para um garoto. Eles ainda se se conhecem com uma bola caindo em um quintal. Acho que você podia ter feito melhor do que isso.
    Abraços!

  5. Carlucci Sampayo
    13 de março de 2016

    O cunho saudosista e patriótico ligado à decepção do velho Johnson deixa margem para lições ao jovem garoto, o personagem central. No entanto, considero que a lição foi esquecida no meio do conto, pois não houve uma finalização da própria. Claro que a superação do garoto frente ao medo de ir até a casa, de onde ninguém teria voltado (???) foi um ponto alto no enredo, tornando-o intrépido e corajoso. O orgulho militar do velho senhor ainda estava intacto, depois de tanto tempo e suas lembranças e mágoas são mais fortes. A tendência do surgimento de uma grande amizade parece o foco do conto e isto é explorado de maneira mediana; talvez se houvesse tinta mais forte neste aspecto, creio que teria um tom mais humanizado. No entanto, há bons elementos de fantasia nos ‘homens-cobra’ e as descrições, embora leves, delineiam a raça suprimida pelo ‘Garuda’…ou ‘Gauda’…isto não ficou bem claro, pois há os dois nomes, um como sendo nome dos opressores e outro destinado ao velho militar. Há bons movimentos no texto e o enredo sendo curto, ainda assim traz a aventura que envolve toda a história. Bom conto. Nota 7,5

  6. Laís Helena
    13 de março de 2016

    Narrativa (0,5/2)

    Em relação à revisão, sua narrativa contém alguns problemas (pequenos) de revisão e alguns parágrafos que poderiam ter sido melhor divididos. Mas creio que o principal motivo de não ter me prendido foi o formato como você escolheu contar essa história. Não vejo nada de errado em contá-la desse modo, entretanto, em alguns momentos faltou vivacidade, algo que indicasse a entonação do velho, ou como o garoto ansiava pelo restante (como pausas nos momentos certos, ou pistas que sugerissem como o garoto ou o velho se sentiam).

    Enredo (0,5/2)

    Sei que com 4 mil palavras, não dá para elaborar muito bem o enredo, e o seu foi bem simples. Talvez pelo modo como você escolheu narrar, os tais naga não me convenceram muito; contrastam com o clima de guerra de uma forma que não pareceu verossímil. No final, fiquei em dúvida se o velho estava ou não mentindo, especialmente depois da menção à carta de dispensa (este foi um ponto positivo que encontrei, gostei dessa dubiedade). Mas não gostei muito do ar de lição de moral construído em torno dos naga; foi algo que deveria ter ficado muito mais sutil.

    Também não entendi a construção de um clima de mistério em torno da casa (que me fez esperar uma história de fantasmas, quase beirando o terror) para que depois ele não fosse utilizado.

    Personagens (1/2)

    Em um conto não há muito espaço para caracterizar e explorar os personagens, e seu foco está no enredo; entretanto, a menção a alguns trejeitos, tiques ou gestos que indicassem alguma emoção teria ajudado com a caracterização. Seria interessante, por exemplo, se nos fosse mostrado como o velho se sente em relação à história que está contando, depois de tantos anos após (supostamente) ter acontecido.

    Caracterização (0,5/2)

    A estrutura escolhida prejudicou um pouco a caracterização, especialmente quando chegamos aos naga. Mesmo diálogos podem apresentar ao leitor detalhes que o façam se sentir dentro da história, e foi desses detalhes que senti falta.

    Criatividade (1/2)

    Não vi muitos elementos originais. Temos um velho contando uma história antiga a uma criança, a casa assustadora, o mote “as pessoas acreditam no que querem”. Não ligo se a história tiver um clichê ou outro se o enredo me agradar e a narrativa me prender, entretanto, não foi o que aconteceu aqui.

    Total: 3,5

  7. Davenir Viganon
    11 de março de 2016

    Uma fábula com certeza. Águia=EUA, Serpente=Vietnã 😉
    Não chamaria de Fantasia no sentido do gênero literário e não sei como as fábulas e a Fantasia se relacionam, quem sabe alguém me informe em outro comentário…
    A sua escrita foi bem concisa e foi competente em apagar os excessos. Não usar todo o limite foi uma boa escolha aqui. Os teus personagens parecem muito com aqueles de filmes estadunidenses, que não lembro direito e vi em algum lugar, mas o final ficou muito bom, explicando os elementos da fábula para quem ainda estivesse boiando.

  8. André Lima dos Santos
    11 de março de 2016

    Estamos diante de um conto muito curioso. A linguagem utilizada na fase inicial do conto é muito diferente da linguagem que finalizou o mesmo. O autor utiliza um incidente Incitante (O menino indo atrás da bola) que gera um clima de suspense, mas é apenas uma falsa idéia, visto que a história não trata disso.
    Não fosse pelos diversos erros de português, eu diria que o conto é muito bom. Mas as construções frasais, por vezes, tiraram o brilho da boa história.
    Final bom, conclusão boa. Clichê na medida certa. Parabéns. Um bom conto.

  9. Gustavo Aquino dos Reis
    9 de março de 2016

    Uma história alegórica, à la uma fábula de Esopo.

    Gostei da maneira como o conto foi desenvolvido, porém, senti falta de um enredo mais longo. As aventuras do velho Jonhson, devido ao extenso limite de 4.000 palavras, poderiam ter sido muito mais vibrantes antes do seu desfecho.

    No mais, um bom conto.

    Sorte no desafio.

  10. Antonio Stegues Batista
    7 de março de 2016

    Muito boa a inclusão de Garuda e os Nagas, personagens de um mito hindu. Há um pequeno erro na frase “Há algum tempo atrás”.
    Acho que o autor poderia ter colocado mais elementos no enredo. De qualquer forma é um bom conto, o velho soldado criando uma nova visão às sua reminiscências de guerra.

  11. José Leonardo
    7 de março de 2016

    Olá, Makara Soun.

    Seu conto não possui travas nem divagações, o que é bem positivo. Vê-se também que o autor tem boa habilidade em manusear palavras e construções frasais, digamos, nos parágrafos que articulam as ações do texto.

    Mas permita-me ser sincero. No geral, não gostei do conto. Embora, como disse anteriormente, a habilidade no contar é inegável, senti-me assistindo a uma daquelas adaptações aos textos dos King, o ambiente, os diálogos são semelhantes, e isso em mim não deu certo. Outro ponto é que, com Johnson recordando o elemento fantástico do conto, perdeu-se o impacto no leitor. Se posso sugerir, creio que seria melhor MOSTRAR a pirâmide e seus habitantes (quem sabe, criando conflito adicional entre eles e Johnson) em vez de CONTAR através de reminiscências.

    É interessante perceber certa alegoria entre nagas (povo vietnamita) e Garuda (a águia — os EUA), os nagas sendo pacíficos e amedrontados e Garuda a dominadora. O final do conto acentua, para mim, otalsentido alegórico.

    Por fim, autor, não estou apto a avaliar o nível de adequação ao tema em seu trabalho; a meu ver, está a contento.

    Boa sorte e persevere sempre na escrita.

  12. Pedro Arthur Crivello
    7 de março de 2016

    um texto que me deixou surpreso, quando eu li o titulo e vi a imagem nunca imaginei , que se passaria dessa forma, porem ainda tem alguns pontos que gostaria de atentar.

    há partes do texto em que tem somente diálogos, deixou o texto um pouco vazio. Eu observei o texto apenas como uma analogia , não necessariamente como fantasia, pois não fica claro se o que o velho Johnson falou não foi somente um caso distorcido de que ele fora acolhido pelo exercito vietnamita (naga) que foi dizimado pelo exercito americano (garuda).

    fora isso senti novamente a falta de um climax, talvez um ataque repentino da garuda, levantaria a historia, bem como as reações do menino ao ouvir sobre as nagas e a garuda.

    porem gostei muito da critica (claro que poderia ter deixado mais subentendido , usando apenas os símbolos, ou derrepente começar com a história do velho) , referência entendida com sucesso

  13. Claudia Roberta Angst
    6 de março de 2016

    Então, autor,vamos por partes. O título é interessante porque não revela nadinha do que virá. Um título limpo e despretensioso.
    Não encontrei lapsos de revisão.
    O tema Fantasia foi abordado? Fiquei em dúvida. Citou alguns seres – Garuda, nagas, sei lá o que é isso.
    As referências à guerra do Vietnã e ambientação da história nos Estados Unidos não são motivos para deixar de apreciar o conto. No entanto, achei a conversa do garoto com o velho Johnson muito forçada. Não me pareceu verosímil Johnnie depois de levar um sustão voltar por compaixão. Não me convenceu.
    O final revela que Johnson foi dispensado do exército,mas com honras.Então, não sei se entendi bem – tudo o que ele contou para o garoto foi uma fantasia?
    Boa sorte!

  14. Wender Lemes
    6 de março de 2016

    Olá, Makara Soun. Antes de tudo, gostei muito do seu conto, é o segundo que leio nesse desafio.

    Observações: embora a ideia inicial seja muito conhecida (criança brincando, brinquedo cai na casa abandonada, o morador assustador passa a se mostrar carente e solitário etc.), o desenvolvimento e o final foram bem executados. Por mais que o conto tenha ficado curto, em relação ao limite proposto, foi muito bem amarrado e ficou conciso.

    Destaques: o personagem do velho é cativante; a analogia dos Nagas e da águia dourada cumpre dois papéis: inserir o conto no tema e propor a reflexão básica da guerra (“há lado bom” e “lado mau”, ou apenas “lado que conta a história”? Já sabemos a resposta).

    Sugestões de melhoria: na expressão “deparou-se com ele encarando-o de volta”, o velho ainda não foi apresentando, então ficou meio estranho; “nos ideias americanos” foi o único erro de ortografia que encontrei (aquele detalhe que sempre passa, mas que não prejudica a obra); não há muito o que sugerir, seu conto já está bem lapidado.

    Parabéns e boa sorte no desafio!

  15. Rodrigues
    6 de março de 2016

    Achei que faltou um pouco de suspense nessa relação entre o velho e o garoto, poderia ter um pouco mais de desenvolvimento. Entendo que a criança aceite de bom grado ouvir as memórias de ex-combatente dele, mas me pareceu algo muito abrupto, que poderia ter sido resolvido com um maior número de encontros entre os dois, gerando uma espécie de elo, e então poderia ser contada – em doses menores a cada encontro – as histórias do senhor, o que causaria mais empatia. Achei a escrita rápida e fluida, sem maiores floreios e o autor sabe muito bem levar o leitor pelas linhas. Acho que o conto tem potencial para ser melhorado.

  16. Renan Bernardo
    6 de março de 2016

    Pontos positivos: Foge dos clichês, utilizando uma mitologia que não estamos acostumados; bem escrito; bom vocabulário.
    Pontos negativos: Há uma quebra de ponto de vista no final (do menino para o velho); não me impactou muito, fiquei com uma sensação de que o final poderia ter sido melhor.
    Nota: 6,5

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Publicado às 5 de março de 2016 por em Fantasia - Grupo 1 e marcado .