EntreContos

Detox Literário.

Todo Errado (Tom Lima)

1395833977

Não é pedido de desculpa, muito menos de perdão.

Tudo tem cara de fim.

Último cigarro, último gole de “51”, últimas duas balas no tambor. Talvez seja Destino sobrarem duas depois de tudo.

Talvez não sejamos comédia romântica. Devemos ser tragédia grega. Triste como aqueles filmes cult que assistíamos juntos. Sem clichês de Hollywood. Talvez alguém aprenda algo com nossa história. Aprenderão mais com seus erros? Com os meus? Com os daqueles que fazem a sala do antigo nosso apartamento feder a sangue?

* * *

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Quarta Antologia EntreContos, cujo download gratuito pode ser feito AQUI.

Anúncios

62 comentários em “Todo Errado (Tom Lima)

  1. harllon
    29 de janeiro de 2016

    A narrativa flui desprendida de quaisquer restrições, mas tão pouco me agradou.

    Boa sorte!!!

  2. Fabio D'Oliveira
    29 de janeiro de 2016

    ௫ Tudo Errado (Caêtano)

    ஒ Estrutura: Caêtano possui uma escrita bem agradável e sua narrativa flui de forma natural. Isso é ótimo! O que achei excelente foi a facilidade ao construir as frases. São excelentes, em geral. Grande lapidação!

    ஜ Essência: Não dá para saber exatamente o motivo por detrás de tudo. Sabemos apenas que o narrador está destruído emocional e mentalmente. É o prelúdio de uma tragédia.

    ஆ Egocentrismo: A narrativa é agradável, então foi impossível não apreciar a leitura. Apesar de não ter nenhuma mensagem especial ou algo semelhante, ser apenas o que é, gostei do texto.

    ண Nota: 9.

  3. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    Todo errado (Caêtano)
    1. Temática: Suicídio. Homicídio. Crise homoafetiva.
    2. Desenvolvimento: Existe mutação de intenções durante o desenvolvimento. Pareceu-me suicídio, mas depois a intenção mudou? Não ficou claro. ou ele matará o amante e depois se matará?
    3. Texto: Filmes ‘a’ que assistíamos juntos – verbo transitivo indireto. Ela é para os vivos – faltou o ponto.
    4. Desfecho: Neurose e psicose… Por que todo errado?

  4. Pedro Luna
    29 de janeiro de 2016

    Achei bem bom. Uma senhora carta de despedida. Quando ele disse que o Jorge não a lerá, é porque matará primeiro Jorge e depois de suicidará? Foi essa a minha impressão.

    O fim foi muito bem pensado:

    ”Neurótico, psicótico, todo errado.”

    Deu pena. Infelizmente acontece. Conto muito bem escrito.

  5. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    Amores patológicos sempre rendem história, não!? Esse conto em forma de carta de despedida funcionou bem, ainda que o tom clichê do início da carta seja meio chato, logo que percebi do que se tratava, também isso agega à paranoia da personagem.

  6. Matheus Pacheco
    28 de janeiro de 2016

    Opa, suicídio numa carta de amor.
    Eu não curto muito, mas não vou tirar o seu mérito, porque está MUITO bem escrito.
    Seguindo a famosa citação (que pensei que tinha a ver com o texto) de Peréio “Tá tudo errado”, brincadeira, mas foi muito bom texto. A parte de cima foi palhaçada.

  7. Tamara Padilha
    28 de janeiro de 2016

    Eh! Estou arrepiada!
    Amei! Curto, brusco, cheio de emoção! Um forte candidato ao pódio, embora ainda esteja no começo das leituras.
    Sensacional, queria ler mais disso e ao mesmo tempo esse espaço curto foi suficiente para instigar e bastou por si próprio.

  8. Swylmar Ferreira
    28 de janeiro de 2016

    Tema muito utilizado, cansativo. O texto é muito bem escrito e usa técnica impecável.
    Bem criativo no contexto geral.
    Parabéns.

  9. Kleber
    27 de janeiro de 2016

    Caro Caetano.

    Faço minha algumas palavras do Thales. Voce escreve bem, tem um excelente feeling literário e sabe o que quer. Mas, suicídio, de novo? Não gosto do tema e a culpa é minha. Isso não te desqualifica de forma alguma. Mas pra mim não dá.

    Abraço e sucesso!

  10. Nijair
    27 de janeiro de 2016

    Houve suicídio, homicídio? Esses temas me deixam triste – a morte é feia! Muito bom!

  11. Daniel Reis
    26 de janeiro de 2016

    Mano, Caetâno, aí vão as ideias soltas sobre o seu texto:

    TEMÁTICA: vingança, ódio, separação. Passional.

    TÉCNICA: adequada para desenvolver a situação, ainda que por ser narrada em primeira pessoa a história tenha mais um tom confessional e, em alguns pontos, resvalar para o pulp (“Último cigarro, último gole de “51”, últimas duas balas no tambor. “)

    TRANSCENDÊNCIA: acho que, por conta do final pouco claro, a história perdeu impacto e não me emocionou. Pena, estava prometendo até o penúltimo parágrafo…

  12. Thales Soares
    25 de janeiro de 2016

    Não gostei.

    Aqui, todavia, a culpa não é do escritor ou da história. A culpa é unicamente minha. O conto todo está bem construído, bem escrito. História bem feita e enredo redondo. Não gostei apenas por uma questão de gosto pessoal mesmo… não consegui me sentir atraído, apesar do autor ter se demonstrado habilidoso, e ter criado sua obra com bastante paixão.

    Gostei bastante da imagem que acompanha o conto.

    Um dos motivos principais para eu não ter me atraído pelo conto, foi o tema… Percebo que, curiosamente, neste desafio em específico, os escritores estão demonstrando-se bastante suicidas…

  13. Lucas Rezende de Paula
    24 de janeiro de 2016

    Não gostei do começo. O conto tem um desfecho e uma história bem interessante, sinceramente acho que ele poderia ser cortado pela metade. A divagação do(a) personagem não anda com a história.
    No final o saldo é positivo.
    Boa sorte!

  14. Anorkinda Neide
    23 de janeiro de 2016

    Me lembrou muito a atmosfera do conto Eu e Ele:Helen (Acho q era assim) um conto q me marcou bastante,
    Muito denso esta narrativa aqui, e agoniante num bom sentido, pois muito bem conduzido.
    O autor está de parabens.
    A princípio eu não entendo o cheiro de sangue na sala e ia deixar passar batido, mas na leitura dos comentários, tudo fez sentido… o cara foi lá e matou toda a família do Jorge… tragédia tragédia.. hehe
    Muito bom
    Abraço

  15. Laís Helena
    23 de janeiro de 2016

    O conto está muito bem escrito. O único problema que me saltou aos olhos foi o da seguinte frase: “Com os daqueles que fazem a sala do antigo nosso apartamento feder a sangue?”. “Antigo nosso apartamento” soou de forma estranha, truncada. Se tivesse escrito “apartamento antigo” talvez ficasse melhor.

    Quanto à trama, gostei da forma como foi elaborada. Parece aquelas histórias em que uma pessoa mata todos da família e depois a si mesma. Ou talvez ele esteja conversando consigo mesmo, quem sabe? Enfim, se foi sua intenção deixar essa ambiguidade, gostei.

  16. Mariana G
    22 de janeiro de 2016

    Admito que achei o começo meio desmotivador, sem sal ou com alguma novidade. Porém, o que me fez sair da leitura apreciando o texto foi o meio para o final, principalmente depois de ”Não é minha a culpa.”, o resto foi muito bem conduzido e surpreendente.
    Parabéns e boa sorte!

  17. Marcelo Porto
    22 de janeiro de 2016

    Muito bom!

    Eu só deletaria o ultimo parágrafo, achei que sobrou na narrativa.

    Mais um para o meu top 10.

    Parabéns!!

  18. Piscies
    22 de janeiro de 2016

    Caramba. Quem eram eles na sala? A “segunda família” do Jorge? Uau.

    Ou talvez parceiros de alguma enrascada que eles se meteram? Não importa. O sentimento narrado aqui é muito real. Sinto-me o personagem, sem esperanças, tomando seus últimos goles e espero a chave girar, com a arma apontada para frente.

    Um belo conto, muito bem escrito. Parabéns!!

  19. Miguel Bernardi
    21 de janeiro de 2016

    E aí, Caêtano. Tudo bem?

    Bem escrito e bem conduzido. Um pouco perturbado (a narrativa, e isso é bom, pela proposta). Gostei da construção, dos sentimentos presentes no texto. Creio que o que está aí é suficiente para que haja entendimento sobre a trama que criaste, e ainda sobra certa ambiguidade (o que, no caso, é muito bom).

    Duas balas no tambor. Enquanto li este final, pensei nos votos matrimoniais, especialmente naquele “até que a morte os separe”. Creio que o voto foi concreto, não? Muito bom.

    Grande abraço.

  20. Renato Silva
    21 de janeiro de 2016

    Apesar de estar bem escrito e passar bem sua mensagem, o tema não me agrada. Não gosto de gente se matando “por amor”, ainda mais em se tratando de um relacionamento homossexual. Não faz meu estilo de leitura favorito. No entanto, o mais importante aqui é a observação da construção do texto, da adequação ao tema. É o que levo mais em consideração.

    A parte mais pessoal (gostar ou não do tema abordado) fica mais como um critério de desempate, em caso de dúvida.

  21. Jef Lemos
    20 de janeiro de 2016

    Olá, Caetano.

    Muito bom, de verdade!
    É leve e conduz como um motorista pelo tour na mente do autor. Gostei principalmente do final. A personagem ficou muito bem delineada no pouco que foi contado, e esse é o ponto alto do conto.

    Parabéns e boa sorte!

  22. Wilson Barros Júnior
    20 de janeiro de 2016

    O desenvolvimento da música do Caetano, além de ficar interessante, deu uma trilha sonora ao conto. Gostei de “Essa carta não é para você, é para os vivos.” Bastava essa frase para dar valor literário ao conto. Bela canção, colou no meu coração.

  23. Simoni Dário
    19 de janeiro de 2016

    O que me me deixou em dúvida aqui foi a pergunta “Com os daqueles que fazem a sala do antigo nosso apartamento feder a sangue?” Cheguei a pensar que o amante do Jorge teria sido assassinado pelo protagonista no referido antigo apartamento e que agora ele daria fim na vida do Jorge, ou vice-versa. Não acredito em frases sobrando num texto, penso que todas tem um propósito no momento da criação do autor, apenas a última frase me intriga, será que o fim do assassino seria a internação psiquiátrica? Ah, quantas dúvidas, texto bom pra deixar com dor de cabeça. E a curiosidade…? Parabéns autor, excelente quebra cabeça você me deu. Ótimo conto.
    Bom desafio!

  24. mariasantino1
    19 de janeiro de 2016

    Opa, autor. Já leu Morangos Morfados do Caio Fernando Abreu? Pois sim, esse conto tem uma pegada similar aos contos de lá. Recomendo.

    Então, seu texto é bom porque desperta sensações e oferece imagens rapidinho na mente, sem entraves. A trama é clara, não precisa de guia para desvendá-la e a execução não pesa a mão demais ao ponto de deixar um dramalhão mexicano nada crível.

    Parabéns.

    Abraço.

  25. Rsollberg
    18 de janeiro de 2016

    Achei muito interessante o autor trazer para o conto a música do Caetano e do Mautner. Funcionou muito bem como prólogo e epílogo, ao mesmo tempo que serve de base para o enredo.

    Creio que o autor acertou em cheio na construção do conto, deixando espaços para o leitor preencher e dando dicas do desenrolar.

    A fato de não revelar o sexo do protagonista foi ótimo, deu ainda mais charme ao texto. Eu imaginei uma mulher por causa da citação de comédia romântica hollywoodiana, que é predominantemente heterossexual. Mas isso foi apenas uma perspectiva!

    A ilustração também foi bem aproveitada, curti muito.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  26. vitormcleite
    18 de janeiro de 2016

    deixa passar a minha angustia e já te digo olá. Olá. Gostei do teu texto, deixas bem patente de todas as tuas capacidades literárias, muitos parabéns e conseguiste passar emoções ao leitor. E tens que ler até ao final. Muito boa sorte para este desafio

  27. Fil Felix
    18 de janeiro de 2016

    Gostei de como desenvolveu a narrativa, levando a clássica morte Romeu&Julieta-esque pra um panorama mais urbano e brutal. A morte e suicídio, sim, mas sem o consentimento do parceiro. Também gostei muito da sensação de confissão, de depoimento. Colocando pra fora tudo aquilo que incomoda, que o/a deixou infeliz, que levou a fazer tudo isso, mesmo se no final o destinatário não irá ler. Mas os vivos, esses que importam, poderão compreender o que aconteceu. Não deixa as mortes serem em vão, pelo contrário, deixarão um legado. É triste, mas não é menos bonito.

    • Fil Felix
      18 de janeiro de 2016

      Ah, e a imagem é belíssima. Me lembrou o grande René Magritte!

  28. Brian Oliveira Lancaster
    18 de janeiro de 2016

    BODE (Base, Ortografia, Desenvolvimento, Essência)

    B: Interessante abordagem de fazer o leitor se tornar participante do contexto. – 8
    O: Acho que só uma frase ficaria melhor se colocasse o pronome antes (“antigo nosso apartamento”). O restante flui bem. – 8
    D: Consegue transmitir o clima psicótico enquanto o protagonista escreve a carta para “outros” acharem. Funciona, apesar de o leitor ter de preencher algumas lacunas. – 8
    E: Agarra-se mais à psicologia do personagem do que o restante. Não o conhecemos antes de ler, então exige uma releitura para captar as nuances perdidas. – 8

  29. Daniel
    18 de janeiro de 2016

    A história não é inédita, é verdade, mas o autor tem o mérito de tê-la contado com um estilo, esse sim, original. Parabéns, desejo sucesso.

  30. Jowilton Amaral da Costa
    18 de janeiro de 2016

    A leitura bem interessante, fiquei cheio de dúvidas. Não consegui captar se foi um assassinato ou um suicídio. Se Jorge era o companheiro ou o próprio que narrava. Se ele for o companheiro, o conto mostra um relacionamento homoafetivo, interpretei desta forma. é um bom conto. Boa sorte.

  31. Andre Luiz
    17 de janeiro de 2016

    Gostei do conto como um todo, desde o início até seu fim, visto que me captou a emoção logo no primeiro parágrafo. Desde que o narrador falou sobre a “51” e as duas balas no tambor, já sabia que tudo estava prestes a desandar, e eu sinceramente esperava que Jorge fosse o fazer redimir. Algo que não aconteceu. Muito bom! Boa sorte!

  32. Evandro Furtado
    16 de janeiro de 2016

    Fluídez – 10/10 – texto bem pontuado sem problemas de escrita;
    Estilo – 5/10 – mais um pro time, não é conto. Mas está bem escrito então vai uns pontinhos ae;
    Verossimilhança – 10/10 – foi bem construído afinal de contas, tá tudo bem amarradinho como deve ser;
    Efeito Catártico – 8/10 – final denso como deve ser, teve todo o tom de pessoalidade envolvido na carta.

    • Fil Felix
      18 de janeiro de 2016

      Sou mais um do time: mas que raios é essa história de conto, não é conto, é semiconto, pseudo conto contemporâneo, texto da Capricho…. hahaha

      Sério, fica meio complicado issaí!

      • Simoni Dário
        19 de janeiro de 2016

        hahahahaha, eu também queria entender issaí!!

  33. Antonio Stegues Batista
    16 de janeiro de 2016

    O drama de um casal acaba em tragedia, um fato comum hoje em dia e o conto não trouxe nada novo. Não vi nenhum originalidade nessa narrativa. Foi bem escrita, porém é um enredo comum…

  34. Bruno Eleres
    16 de janeiro de 2016

    Gostei do clima angustiante que o conto traz, mas acho que ele poderia ter terminado mais cedo, no “Meu fim”. O último parágrafo parece uma explicação desnecessária do personagem.

  35. Leonardo Jardim
    16 de janeiro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto antes de ler os demais comentários:

    📜 História (⭐⭐⭐): é muito boa e bem fechadinha. Coube o espaço do conto e isso é um grande mérito nesse desafio.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): boa, sem percalços.

    💡 Criatividade (⭐▫▫): tema clichê esse de “amor traído”.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): o incio é interessante e me fez esperar por alguma reviravolta no final. Qdo ela não veio, fiquei frustrado. Mas não chegou as tirar a boa impressão do texto.

  36. Gustavo Castro Araujo
    16 de janeiro de 2016

    Gostei da angústia que o texto transmite, um sentimento que, quando bem inserido, quando bem descrito, arrebata o leitor. Impossível passar incólume diante da dor do protagonista-narrador-assassino-suicida-confesso. Esse é o grande mérito do conto, eis que oferece a quem lê diversas possibilidades de interpretação e de absorção. Pode-se sentir pena, raiva, ojeriza. Pode-se torcer por ele ou torcer para que Jorge se lembre, na hora H, que esqueceu a chave no carro e faça meia-volta. Enfim, um conto que soube muito bem brincar com a psiquê e com as emoções. Parabéns.

  37. Murim
    15 de janeiro de 2016

    Muito bom! Contou todo o necessário com as palavras necessárias. Deixou, ainda, alguns contornos esfumaçados que cabe ao leitor deixar nítio. Acho que é tudo o que se espera de um conto de poucas palavras,

  38. Cilas Medi
    15 de janeiro de 2016

    Assassinato e suicídio. Quer ocasião melhor para decidir sobre duas vidas que não se aceitaram, partindo de um amor malsucedido? A pergunta enfrenta várias respostas e prerrogativas de quem acha que deve fazê-lo sobre a vida do parceiro. Sofrer desilusão é real, da vida, mas terminar com ela é um sinal de fraqueza. Ainda mais para quem disse que amava. Parabéns!

  39. Fabio Baptista
    15 de janeiro de 2016

    Dos que li até agora, acho que foi o que mais se aproximou de parecer um conto “normal”. Fiquei com a mesma sensação em “Demônios” também.

    Apesar de, claro, haver muitas lacunas a se preencher, ficou um gosto de enredo bom, com uma escrita muito boa (só faltou um ponto final numa das frases).

    Gostei!

  40. Rogério Germani
    15 de janeiro de 2016

    A ideia da carta de despedida é perfeita para o microconto, mesmo que torne inverossímil a atenção da autora nos pormenores do planejamento do suicídio. Quem está a fim a de morrer faria uma missiva tão elaborada? Teatral, não acha?

  41. Marina
    15 de janeiro de 2016

    No início, eu tive a impressão de que seria uma carta de suicídio. Mas as duas balas me chamaram a atenção. Duas. Por que não uma? E o apartamento fedendo a sangue? Parece que houve mais mortes, afinal. Adorei o clima de vingança. Gostei de ler esta carta. Gostei do estilo, da linha de pensamento, do ar de ódio e resignação.

  42. elicio santos
    15 de janeiro de 2016

    Muito bom! O autor soube dosar os detalhes inscritos nas entrelinhas com a explícita situação neurótica “do” ou “da” suicida. Alegar que a carta não seria para o Jorge, mas para os vivos, abre uma quantidade sublime de interpretações. Excelente!

  43. Sidney Rocha
    15 de janeiro de 2016

    Eu compraria um livro seu por descrever exatamente aquilo que gosto de ler. A construção da narrativa fez com que cada palavra fosse consumida com devaneio, desespero e angústia. Eu te coloquei entre meus favoritos! Boa sorte

  44. catarinacunha2015
    15 de janeiro de 2016

    INÍCIO me empolgou, mas depois me deu uma agonia danada o FILTRO não ter funcionado bem. Pena, porque gostei do ESTILO dramático. A carta de despedida impossível de ser lida pelo destinatário foi uma boa sacada na TRAMA e deu força ao PERSONAGEM. Essa frase no FIM e esse título bizarro não combinaram com a qualidade do texto e o talento do autor.

  45. José Leonardo
    15 de janeiro de 2016

    Olá, Caêtano.

    Um ótimo microconto ao molde epistolar. A carta derradeira que não se destina ao objeto de vingança ou de rancor, e sim a alguém ou “alguéns” plenamente desimportantes ao missivista, aos “vivos”, pois o objetivo era o vômito e a exposição, não o efeito a ser causado nos leitores, posteriormente. É certo que Jorge nem desconfia, enquanto se aproxima.

    Sucesso neste desafio.

  46. Pedro Henrique Cezar
    15 de janeiro de 2016

    Achei muito interessante o conto. A repetição do “não você” foi empregado de duas maneiras, e não me senti muito confortável com o fato. No entanto, o conto é muito complexo e leva ao leitor visualizar a história que há por trás da história. Muito bom! Parabéns!

  47. Bia
    14 de janeiro de 2016

    Perturbador e enganador, de uma forma muito positiva. Achei que tudo já tinha acontecido no início da narrativa e só faltava o ato final. Mas não! Consegui imaginar, ouvir os passos do Jorge, foi bem bacana, ainda mais com essa deixa: “psicótico”, onde está realmente o Jorge? Parabéns!

  48. JULIANA CALAFANGE
    14 de janeiro de 2016

    Gostei muitíssimo. Simples, direto, bem escrito, informações dadas na medida, suspense até o final, um toque de humor muuito sutil. Simplesmente ótimo! Parabéns!

  49. Leda Spenassatto
    14 de janeiro de 2016

    Opa! Um conto com muitas expectativas – duas balas e um sentimento de frustração imediata, sem retroceder. As chaves são o prenuncio do que se sucede numa traição ou no final de uma paixão mal resolvida.
    Caêtano, você construiu um texto com uma clareza e leveza muito boa, merece ser parabenizado por isso.
    Sucessos!

  50. Ricardo de Lohem
    14 de janeiro de 2016

    Um miniconto epistolar é uma excelente ideia: cartas, bilhetes, e-mails e torpedos se prestam maravilhosamente para narrativas curtas e ultracurtas, como as do presente desafio. Em poucas palavras, contou uma história e passou emoção de modo muito eficiente. Muito boa história, você está de parabéns!

  51. Ricardo de Lohem
    14 de janeiro de 2016

    Um miniconto epistolar é uma excelente ideia: cartas, bilhetes, e-mails e torpedos se prestam maravilhosamente para narrativas curtas. Em poucas palavras, contou uma história e passou emoção de modo muito eficiente. Muito boa história, você está de parabéns!

  52. Sidney Muniz
    14 de janeiro de 2016

    Excelente!

    A melhor trama, sem pistas e com várias… Realmente insano, eu também fiquei tentando definir o sexo… Mas meu palpite é mesmo que sejam dois homens, pois mesmo que não haja a afirmativa, a certeza, algumas palavras mesmo que sirvam para os dois, dão a entender “de levinho” que seja um homem… legal! E isso realmente não importa!

    O conto é eficiente! Narrativa perfeita! Estória muito evolvente e de satisfatória!

    Como disse o mestre “lacunas essenciais”!

    Parabéns e boa sorte!

  53. Daniel Vianna
    14 de janeiro de 2016

    Sobraram duas balas e o seu fim chegará quando girar a chave. A idéia do (a) protagonista é matar e, posteriormente, cometer suicídio. Dramático. Realista. Conseguiu captar minha atenção até o fim. Parabéns.

  54. Claudia Roberta Angst
    14 de janeiro de 2016

    Acabei de ler o conto tentando adivinhar o sexo do narrador. No entanto, logo percebi que isso não tem relevância, pois o que importa é o conflito vivido pelo personagem que culmina na morte do amado/odiado Jorge e no suicídio anunciado.
    Em poucas palavras, o autor conseguiu criar uma trama bacana, com fim neurótico e todo certo..rs. Boa sorte.

  55. Rubem Cabral
    14 de janeiro de 2016

    Olá.

    Um bom conto: interessante esconder o sexo do narrador, bem-feitas suas reflexões, que elegantemente nos dizem que a carta não é para Jorge, é para os vivos, nós que lemos. Boa escolha de ilustração tbm.

    Abraços e boa sorte.

  56. Thata Pereira
    14 de janeiro de 2016

    Achei que a imagem casou perfeitamente com o conto e gosto muito disso. Bela escolha. Primeiro ela diz que a carta é para Jorge, mas depois diz que não. Acho a confusão pertinente, analisando a situação. Mas confesso que gostei mais quando ela diz que a carta são para os vivos (rs). Adorei a última frase.

    Boa sorte!

  57. Davenir Viganon
    14 de janeiro de 2016

    Deixou um suspense, em meio a crise neurótica. O resultado ficou muito bom!

  58. Renata Rothstein
    14 de janeiro de 2016

    A crise existencial da personagem assassina/suicida é quase visível ao leitor, muito bem escrita e estruturada.

  59. Eduardo Selga
    14 de janeiro de 2016

    LACUNAS ESSENCIAIS

    Há uma angústia (ou talvez neurose) na construção textual, de modo a demonstrar o sentimento da personagem. Isso se evidencia por meio de repetições de palavras e frases muito curtas, com um detalhe que contribui muito para a qualidade do conto: podemos dizer com certeza que o protagonismo é de um homem ou de uma mulher? Acredito que não. E isso foi proposital, tenho quase absoluta certeza. Podemos supor tratar-se de uma narradora por causa principalmente da aludida traição, e isso é um elemento estereotipicamente considerado relevante para personagens femininas e para as mulheres reais. Apesar disso, a comprovação é impossível, mormente quando sabemos que há homens para os quais a traição é também a morte de si. E o fato de o outro personagem se chamar Jorge não garante que estamos diante de uma protagonista.

    A construção neurótica também é muito boa. Ao suicidar-se, a personagem pretende matar Jorge por tabela. Ou assassiná-lo “de verdade”, considerando que “esta carta não é pra você. Ela é para os vivos”?. Ou será que ambos são a mesma personagem? Com a palavra, o leitor.

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Informação

Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .