EntreContos

Detox Literário.

O Caminho dos Mil Sóis (Jefferson Lemos)

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A vida passou em frente aos olhos de Anwar.

“A TV ligada exibia o noticiário recente.

Na tela, um homem capturado em uma filmagem precária adentrava em meio à multidão. Segundos depois, um grito alto e uma explosão. O jorro de corpos voou num arco lento, cercando a mancha indistinta no meio da praça.

Anwar soube que era uma causa nobre. E ainda mais que isso, soube que seria seu destino, pois tinha sido tocado pela Mão de Deus.

Naquela época tinha apenas oito.”

Agora, com dez, o chamado de Alá era ressoado em trombetas, e o mundo desacelerado desenrolava o caminho do infinito, na trilha para o paraíso.

Deus é poderoso!

Um milhar de pontos brotou de repente: O coração parou no mesmo instante – o semblante guardando um sorriso; estremecendo o corpo nas ondas da dinamite. Virou cinzas e se esvaneceu em luz…

Como o brilho de mil sóis.

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58 comentários em “O Caminho dos Mil Sóis (Jefferson Lemos)

  1. Fabio D'Oliveira
    29 de janeiro de 2016

    ௫ O Caminho dos Mil Sóis (Calla Bryn Sturgis)

    ஒ Estrutura: Estilo harmônico e magistral. O autor é especialista na área. Não há mais o que falar sobre isso.

    ஜ Essência: Um tema recorrente com nossa realidade atual. Muitas crianças sofrem com isso. Acreditam que morrem por um deus e que serão recompensados por isso. O autor é digno o bastante para abordar esse assunto.

    ஆ Egocentrismo: Gostei, gostei. A leitura foi super agradável e o tema é importante para levantarmos algumas reflexões.

    ண Nota: 10.

  2. Tamara Padilha
    29 de janeiro de 2016

    Gostei. Se refere ao Islã já que menciona Alá. Pelo que entendi seria algo como um menino bomba.
    Muito bom, você conseguiu passar todas as emoções em 150 palavras.

  3. Matheus Pacheco
    29 de janeiro de 2016

    Cara, me perdoe, mesmo e achando seu texto excelente e por mais que eu também tenha escrito sobre algo “religioso”, eu não sei aonde mas eu não curti muito, por favor entenda que eu não estou dizendo que não gostei, só que não curti.
    Um abraço amigo.

  4. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    O Caminho dos Mil Sóis (Calla Bryn Sturgis)
    1. Temática: Religiosa.
    2. Desenvolvimento: O texto sai da tela para as telas, buscando plateia para o desenlace da personagem suicida.
    3. Texto: Tinha oito… Agora com dez… O óbvio precisa ser dito. Tinha oito pode ser qualquer coisa. A narrativa ficou imprecisa. Que tal colocar ‘Tinha oito anos?’
    4. Desfecho: Foca na expectativa da luz que surge depois da morte. Essa esperança reforça a fé daqueles que acreditam nessa perspectiva.
    Texto reflexivo. Boa sorte!

  5. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    Esse foi mais um dos contos que deixa a sensação de ser um fragmento, um bom fragmento, aliás, de uma narrativa maior. Mas como unidade avulsa ele perde força. Acho que todo esse argumento e esse climax mereciam desenvolvimento em um conto maior.

  6. Thales Soares
    28 de janeiro de 2016

    Calla Bryn Sturgis, wow, que pseudônimo complicado!

    Não gostei da história.

    A escrita me agradou, o escritor mostrou-se habilidoso e experiente, fazendo uma boa construção para seu conto. O tema escolhido, entretanto, guerra religiosa, não me atrai nem um pouco. Achei a ideia um pouco fraca, se comparada aos concorrente aqui neste desafio.

    Teve muitas passagens que eu não consegui compreender, mesmo lendo mais de uma vez.

    De qualquer forma, desejo boa sorte para o autor neste desafio.

  7. Nijair
    27 de janeiro de 2016

    Tinha oito… Agora com dez… O óbvio precisa ser dito. Tinha oito pode ser qualquer coisa. Narrativa imprecisa e vaga. Boa sorte!

  8. Fil Felix
    27 de janeiro de 2016

    Geralmente, histórias sobre guerras e terrorismos não me encantam. Elas me chegam cinzas, pálidas. Curti seu conto, apesar desse meu “gostimo” (qual a palavra que usa, mesmo?). Talvez aumentaria um pouco a idade da criança, mas isso acaba levando o texto a outros patamares, como o das propagandas na TV.

    Até que ponto o conteúdo televisivo é influenciador? Quanto pode afetar a nossa vida? O quanto isso prejudica as crianças? E nem me refiro as bobagens que conservadores criticam (alguém lembra da polêmica com o beijo gay?), mas sim da violência cada vez maior e mais representada nos canais, da banalização da mesma, da futilidade, da cultura do compre cada vez mais, hiper sexualização de tudo e, ao mesmo tempo, o tabu em torno da mesma. E por aí vai.

    O conto ainda narra uma realidade, triste, mas ainda assim real. De pessoas que se matam em nome de uma fé, em prol de possíveis recompensas no outro mundo. Levando consigo diversos inocentes. Não seria a religião a TV de séculos atrás? Que continua a manipular, influenciar e prejudicar nossa vida, como a mídia?

  9. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2016

    Olá. Achei um conto bacana. O tema, é sempre atual, e pesado. Já assisti um documentário que mostra a facilidade com que a turma da lavagem cerebral convence as pessoas a se tornarem pessoas-bomba. Tenso demais.

    Bom, eu, se fosse o autor, só aumentaria um pouco a idade do personagem. Apesar de que quanto mais novo, mais impacto, então é compreensível.

    Enfim, gostei. Os mil sóis foram uma boa oportunidade poética dentro do conto.

  10. Swylmar Ferreira
    27 de janeiro de 2016

    O conto é forte apesar do tema ser cada vez mais comum no dia a dia. O final é escrito com uma beleza ímpar.
    A análise é do texto e não motivacional.
    Parabéns.

  11. Wilson Barros Júnior
    27 de janeiro de 2016

    É um conto pesado, que incomoda, mas esse tipo de literatura evidentemente é necessária. Muitos podem não gostar dos temas politizados, dos protestos, do terrorismo, do fanatismo religioso, mas isso não tira o mérito do conto que está muito bem escrito e sugestivo. Quem escreveu muitos contos nesse estilo foi Ambrose Bierce, tipo esse que eu gosto muito:

    “O Homem Fraco e o Homem Forte (Autor: Ambrose Bierce)

    O homem fraco aproximou-se do homem forte, e pediu:
    – Ajuda-me a chegar até o topo desta montanha, para que eu possa contemplar o vale em toda sua extensão.
    O homem forte sorriu interiormente, ao pensar no que ia fazer:
    – Está bem. Tu me empurrarás até lá.
    E assim fez o homem fraco. Nos momentos em que, exausto, o homem fraco queria desistir, o homem forte insistia em que o continuasse empurrando, e recordava-lhe o prêmio que recompensaria seu esforço.
    Ao final da escalada, o homem forte descortinava a imensa paisagem que agora lhe pertencia. O homem fraco, não tendo suportado o esforço da subida, jazia no solo, sem vida.”

    Continue com esses contos de temática social, serão sempre apreciados.

  12. Kleber
    27 de janeiro de 2016

    Olá!

    Até que ponto a fé distorce a mente humana? Por quê pessoas são doutrinadas de tal forma a ponto de matar seus iguais? Com que objetivo? O maior instrumento de manipulação de massas – e o mais poderoso – é a credulidade cega.
    Este conto suscitou perguntas sem resposta. E por isto mesmo é desolador. Ponto para você, autor!

    Sucesso!

  13. Tom Lima
    26 de janeiro de 2016

    É interessante, simples mas interessante.

    O ponto de vista do “terrorista” nunca é visto, e ter um pouquinho dele aqui foi o melhor desse conto. Focado nas percepções e crenças do garoto que explode.

    As aspas me incomodaram, mas não chegaram a atrapalhar a leitura.

    Muito bom. Parabéns.

  14. Daniel Reis
    26 de janeiro de 2016

    Prezado/a Sturgis, deixo aqui as impressões:

    TEMÁTICA: o terrorismo e a violência dos nossos tempos, assuntos absolutamente atuais e ligados à realidade que nós, leitores, estamos acompanhando todos os dias nos jornais.

    TÉCNICA: excelente narrativa, com escolhas adequadas, num ritmo de prender a respiração.

    TRANSCENDÊNCIA: muito significativa, a história me transportou para o local e me fez pensar. Ótimo conto, com certeza estará dentre os meus preferidos.

  15. Miguel Bernardi
    26 de janeiro de 2016

    E aí, Calla. Tudo bem?

    Ótimo conto pro que foi proposto: conta bem em poucas palavras. Interessante o clima criado e o modo como as coisas ocorrem. Escrita bonita, polida.

    Gostei, ainda que o tema esteja sendo cada vez mais abordado…

    Boa sorte e abraço!

  16. Jowilton Amaral da Costa
    25 de janeiro de 2016

    Bom conto. O clima denso do conto é convincente, e beira ao poético. O fim foi muito bom.

  17. Mariana G
    25 de janeiro de 2016

    É um bom conto, mesmo que as aspas causem um estranhamento elas não prejudicam a narrativa seriamente, pois a mensagem passada foi muito bem executada.
    Parabéns e boa sorte!

  18. rsollberg
    23 de janeiro de 2016

    Um bom conto!
    Lá no inicio tinha um garoto que sonhava em ser astronauta e virou dependente químico. Aqui temos um homem bomba, que ao contrário daquele, teve sua vida impulsionada pela “educação” e conseguiu alcançar seu objetivo. As duas histórias são boas, cada uma ao seu estilo, claro,, porque são reais. Triste, mas absolutamente real!!!

    A linguagem cuidadosa funcionou, assim como a estruturação do texto,
    O desfecho foi muito bom, juntando título e final.

    Parabéns, Pistoleiro!!! Ka-tet.

  19. vitor leite
    22 de janeiro de 2016

    olá, parabéns pelo teu texto, muito bom e nada pode ser apontado como defeito. Certamente, esta história, aqui na Europa é lido de modo algo diferente daí, não sei, engano meu, mas a condução da trama está excelente e só posso desejar a maior sorte do mundo para este desafio e não só. Mais uma vez, muitos parabéns

  20. Eduardo Selga
    22 de janeiro de 2016

    CHEGUEI A PENSAR que Anwar talvez fosse uma referência ao ex presidente egípcio Anwar Sadat, mas como não encontrei similaridades entre o personagem e a pessoa, acredito que tenha sido um nome escolhido por outro motivo.

    O uso das aspas, que se iniciam no segundo parágrafo e findam no quinto, em contraposição ao resto da narrativa, em que não se usa o sinal gráfico, causou a sensação de que há duas vozes narrativas distintas, o que não é verdade. em minha opinião, isso prejudicou a eficácia narrativa do texto.

  21. Pedro Henrique Cezar
    20 de janeiro de 2016

    Gostei do conto. Transcorreu sobre um tema polêmico com uma visão diferenciada. Parabéns!

  22. Laís Helena
    20 de janeiro de 2016

    Gostei da sua escrita: levemente poética, mas sem se tornar cansativa. Quanto à trama, achei que faltou um maior enfoque no psicológico do personagem, na manipulação que ele sofreu até ter como maior desejo se sacrificar por uma causa que ele talvez mal compreenda.

  23. Cilas Medi
    19 de janeiro de 2016

    A criança com o seu sonho sobre a realidade. Ela lhe foi imposta pela brutalidade, tornando-o um mártir por uma causa totalmente perdida. A solidão da decisão, a crença emoldurada em sangue e o sonho de que ficará bem em um paraíso perdido já no ato insano. Um caminho de luz da explosão e não da razão. Um conto correto e mais do que atual. Uma dor infinita para quem assiste. Parabéns! Sorte!

  24. Marcelo Porto
    19 de janeiro de 2016

    Gostei do texto.

    Por coincidência estou lendo uma matéria sobre a tática de cooptação do ISIS e essa narrativa se encaixou como uma luva.

    Talvez para nós, que temos uma boa qualidade de vida, isso pareça algo distante e até insano. Mas para quem vive abaixo da linha da miséria, à margem da sociedade, o “lado de lá” parece muito tentador.

    Os meninos do tráfico também são “tocados”, quando vê um traficante trocando tiros com a polícia e ostentando seus fuzis e dinheiro na TV.

    Parabéns.

  25. Evandro Furtado
    19 de janeiro de 2016

    Fluídez – 10/10 – texto bem escrito, bem pontuado;
    Estilo – 10/10 – narrativa sem problemas que faz uso de recursos externos para se complementar;
    Verossimilhança – 7.5/10 – apesar de foco no personagem, senti que sua personalidade não foi tão bem desenvolvida;
    Efeito Catártico – 8/10 – não causou o impacto desejado justamente pelo desenvolvimento do personagem.

  26. Antonio Stegues Batista
    19 de janeiro de 2016

    É apenas um conto, certo, muito bem escrito, que mostra a realidade de um povo que dá a vida por uma causa, um ato inútil, quando do outro lado do mundo milhares de crianças brincam nos parques e curtem a Vida.

  27. Piscies
    19 de janeiro de 2016

    Um retrato como tantos outros contos do desafio, mas este tem significado colossal. Fala, em poucas palavras, da realidade que tão poucos entendem existir do outro lado do planeta. Além disto, o conto carrega consigo um peso condizente com o tema. Olhei pelos olhos de Anwar e transformei-me, com ele, em mil pedaços sorridentes e esperançosos.

    A escrita levemente poética está incrível. Conto muito bem executado e que fala de forma magistral, em poucas palavras, sobre um dos maiores problemas da atualidade.

    Parabéns!

  28. elicio santos
    19 de janeiro de 2016

    Quando o autor escreve: “Anwar soube que era uma causa nobre”. O final se torna previsível. O relato parece pertencer a algo maior, pois exige um trabalho de identificação entre o leitor e o personagem. A temática é interessante, mas não foi bem lapidada. Boa sorte!

  29. Daniel
    19 de janeiro de 2016

    Gostei da forma que a temática foi tratada sob a perspectiva de uma criança. A situação choca o leitor e, em contraste, a visão/perspectiva da criança permanece resoluta e serena. Bom conto, parabéns!

  30. Catarina
    19 de janeiro de 2016

    O INÍCIO bonito com um título impactante. FILTRO competente, deu seu recado sem dor. ESTILO não me emocionou, mas soube desenvolver a TRAMA mais complexa do que aparenta. Com um PERSONAGEM forte em suas convicções não haveria FIM mais adequado.

  31. Marina
    19 de janeiro de 2016

    Um menino que tem o sonho de ser um homem-bomba. Achei um tema bem interessante. A escrita é boa. Só não sei se concordo com os negritos, os itálicos e as aspas; para mim, atrapalhou um pouco a fluidez. Mas, de resto, achei muito bom o conto.

  32. Leonardo Jardim
    18 de janeiro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto antes de ler os demais comentários:

    📜 História (⭐⭐▫): sob o ponto de vista de uma menino bomba, é interessante e faz pensar.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐): excelente, romantiza o fanatismo. A metáfora do título e do fim é muito bonita.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): é um tema em voga, mas não chega a ser clichê.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): não funcionou muito comigo, pois não consegui comprar os motivos do menino, nem sentir suas emoções. Talvez com mais espaço…

  33. Jef Lemos
    18 de janeiro de 2016

    Olá, Calla.

    Gostei bastante. Principalmente da imagem que forma o título. Somos aquilo que queremos ser, ou pelo menos é o que pensamos. Será que um homem santo e um homem bomba podem se encontrar no céu?

    Parabéns e boa sorte!

  34. Simoni Dário
    18 de janeiro de 2016

    Um tema batido, mas que foi tratado com uma profundidade ímpar, quase uma poesia em meio à tragédia. Parece-me que foi proposital o autor ter intercalado as expressões Deus e Alá, e eu gostei. Muito bem escrito e narrado, a foto lembra o Cristo Redentor, uma linguagem universal do mestre de cada um de braços abertos…viajei, já sei. Parabéns!
    Bom desafio!

  35. mariasantino1
    18 de janeiro de 2016

    O empréstimo de sentidos para a explosão do garoto é muito bom. Veja bem o que é essa lavagem cerebral disfarçada de ser a vontade de Alá, uma criança convicta de que a vida encurtada por um ato absurdo não titubeia. É de fato triste, forte, bonito com critica implícita sem panfletagem.

    Parabéns e boa sorte.

  36. Thata Pereira
    18 de janeiro de 2016

    O tema é convidativo para mim, não há como não me envolver com o conto. Afinal, o conto não aborda apenas o acontecimento, mas questões que devem ser analisadas antes de qualquer julgamento. A forma como o conto explora o desenvolvimento a fé Anwar é o que falta hoje na mídia, para permitir que as pessoas entendam esses fatos e, aí sim, interpretem essas questões.

    Boa sorte!!

  37. Rubem Cabral
    18 de janeiro de 2016

    Olá.

    Achei o enredo simples, mas a escrita e o desenvolvimento deram uma cor a mais, resultando num bom conto. Também acho que “Deus” deveria ser substituído por Allah.

    Abraço e boa sorte.

  38. Gustavo Castro Araujo
    17 de janeiro de 2016

    Ótimo conto. Muito bacana a ideia de jogar com a questão dos homens-bomba, tendo como enfoque, pelo que noto, o conflito israelo-palestino. Gostei da abordagem ocidentalizada do início, em contraposição ao aspecto pessoal, de fé, de Anwar, presente no final. É um conto curto mas que guarda enorme significado, tendo em vista a própria realidade em que se baseia. Talvez seja esse seu maior mérito, que é iluminar um tipo de acontecimento que, embora terrível, por corriqueiro que é, termina recebido de forma banal. Sim, além dos mil sóis – aliás, que metáfora bem pensada! – temos mil possibilidades aqui. Quem é Anwar? Qual o interesse da mídia ocidentalizada nesse tipo de conflito? Quem tem razão nessa questão toda? Enfim, ótima sacada, que só não leva nota máxima porque pecou um pouquinho na revisão. Parabéns.

  39. Andre Luiz
    17 de janeiro de 2016

    Achei interessante essa reflexão de ideologias, da forma como cada um pensa e expressa suas emoções e sua racionalidade. Você soube transmitir a devoção e o extremismo de forma disfarçada, que deu uma pontada de eufemismo na história como um todo. Boa sorte!

  40. Bia
    16 de janeiro de 2016

    Gostei, mais um a retratar a realidade sem eufemismo. Não entendi as aspas, o porquê de serem usadas. Se foi para designar passado, já que ali ele tinha 8, acho que poderia ter pensado em outra coisa, mas se foi apenas uma lembrança não haveria necessidade delas, já que está narrando em terceira pessoa. Alá é Deus, acho que ficaria melhor deixar somente Alá mesmo, é o que eles usam… Parabéns!

  41. José Leonardo
    15 de janeiro de 2016

    Olá, Calla Bryn Sturgis.

    A princípio, pensei que fosse inspirado num livro do afegão Khaled Hosseini, mas logo vi que os Mil Sóis baseia-se no Paraíso maometano. O Davenir Viganon foi muito preciso em seu comentário enfocando ideologia. Algumas convicções são tão arrebatadoras que dificilmente alguém acionará um mínimo de senso crítico numa autoavaliação. O pequeno Anwar faz parte desse grupo. Um belo e triste conto.

    Sucesso neste desafio.

  42. Rogério Germani
    15 de janeiro de 2016

    Acho que já sei quem é o autor e… isto não altera meu modo de ver o conto.
    É óbvio que, novamente a ideia de comoção foi bem empregada, ainda mais justificando os motivos de um menino “querer” se tornar um homem bomba.
    Mas, quando se fala em extremistas islâmicos, trocar o nome de Alá por Deus é pecado que deve ser repreendido com chibatadas em praça pública …rssrs Acredito que, com um número maior de palavras o enredo seria melhor esmiuçado e, por consequência, mais cativante.

  43. Bruno Eleres
    15 de janeiro de 2016

    Gostei de sentir a perspectiva do menino, mas antes do que a lembrança, preferia ver mais sobre como ele se sentia em relação a tudo o que vivia. Acho que caiu num espaço clichê sobre o terrorismo, embora tenha tentado se sair ao trazer vida e vontade à criança.

  44. Murim
    15 de janeiro de 2016

    É uma boa ideia tratar das motivações e dos últimos momentos de vida de um homem bomba. Matar-se dessa forma é algo muito forte. Mas a execução não foi muito boa. As aspas são desnecessárias, a primeira frase já dá indícios de que virá um flashback. Alá é a designação de Deus em árabe, não faz muito sentido usar ora um, ora outro.

  45. Brian Oliveira Lancaster
    15 de janeiro de 2016

    BODE (Base, Ortografia, Desenvolvimento, Essência)

    B: Quando vi o título, achei que seria FC. Fui surpreendido por uma introdução que fisga o leitor, de cara. – 9
    O: Só vi uma frase começando por maiúscula depois de dois pontos, mas tirando isso, o restante está bem escrito, de forma a causar sensações bem distintas. – 8
    D: Não entendi a utilidade dos negritos, exceto o primeiro, mas a história se sustenta em si própria pela forma audaciosa em sua abordagem. Realista, frio, cruel, mas com toques melancólicos aqui e ali. – 9
    E: Pega eventos atuais e transporta para nosso país. É apenas um momento, mas que se transforma em vários momentos para as outras (ex)pessoas. – 8

  46. Sidney Rocha
    15 de janeiro de 2016

    Interessante a forma como você conduz o enredo e vai amarrando as informações para dar liga à história. Parabéns.

  47. Leda Spenassatto
    15 de janeiro de 2016

    Gostei, aliás foi um dos que mais gostei, até agora.
    Consegui ler tranquilamente sem ter de voltar e reler, como acontece com alguns outros. Ah! Creio que foi escrito por um homem.
    Sucessos!

  48. Ricardo de Lohem
    15 de janeiro de 2016

    Contos com criança sofredora são difíceis, é fácil cair em clichês. Além disso, há maneiras mais interessantes de mostrar o terrorismo do que ficar no óbvio dos noticiários. Apesar disso tudo, é uma história bem escrita, digna de ser apreciada pelo leitor. Boa Sorte!

  49. Sidney Muniz
    15 de janeiro de 2016

    Caramba!

    Tem alguma coisa acontecendo…haha!

    Pode ser que aconteça algo e apareçam vários comentários meus, esse vou fazer mais simples.

    Gostei demais do conto e acho que sei quem escreveu!

    A única coisa que não curti foi o “adentrava”. Fora isso o conto é muito bem escrito.

    Parabéns e boa sorte!

  50. Sidney Muniz
    15 de janeiro de 2016

    Poxa, segundo comentário meu que não entra. Se fosse mais a noite poderia dizer que é a cerveja, nesse momento certamente é a lerdeza!

    Tenho uma quase certeza da autoria. meu outro comentário estava mais bonitinho, mas fazer o que?

    A única coisa que me incomodou foi o “adentrava”, já fui um refém dessa palavra, mas me livrei dela. Penso que para sua excelente narrativa ela não combinou.

    Fora isso é um texto narrado de maneira linda, branda. E para o teor da trama isso o torna ainda mais magnífico, dada a dificuldade em criar esse clima.

    Gostei muito!

    Parabéns e boa sorte!

  51. Sidney Muniz
    15 de janeiro de 2016

    Posso estar errado, mas tenho um palpite para a autoria. mesmo não lendo o autor a mais tempo, me pareceu ser do… melhor não falar!

    Bom,

    Eu gostei muito do conto, não acho que o “adentrava” tenha ficado bom, essa palavra já foi um vício meu e hoje me sinto curado dela… hehe, fora essa escolha achei o resto lindo e isso me aproximou da leitura e da singeleza com que conta a estória, difícil contar algo assim de forma tão branda.

    Meus parabéns e boa sorte!

  52. Fabio Baptista
    14 de janeiro de 2016

    Acho que não ficou legal essa parte entre aspas para fazer as lembranças que passaram em frente aos olhos do menino. Acho que um itálico caberia melhor e certamente “Naquela época tinha apenas oito” ficaria de fora da parte de recordação.

    Bom… achei legal a abordagem e a escrita, mas não fui muito cativado não. Acho que é o tipo de história que não cabe em 150 palavras, por exigir um apego maior aos personagens.

    A frase final (que dá sentido ao título) é bonita.

    Abraço!

  53. Davenir Viganon
    14 de janeiro de 2016

    No grupo do Facebook um autor trouxe um material sobre a desmilitarização da PM, nos comentários postaram materiais de diferentes ideologias e um pouco de debate de como usar elas nos contos. Aqui é um bom exemplo de como pode ser feito. A primeira parte na visão ocidental vocalizada pela mídia e a segunda na visão de um árabe. Quem está envolvido nesta guerra sempre acredita fazer o certo e que o erro está sempre no outro. Essa é uma característica da ideologia, é sempre a dos outros.

  54. Anorkinda Neide
    14 de janeiro de 2016

    Olá! Aqui um bom e belo microconto. Parabéns!
    Que mais dizer?
    Cravou em 150 com categoria.
    Já sei quem é o autor, bom pódio pra vc…
    Que as virgens lhe esperem alegremente 🙂 😛
    Como falei noutro comentario, acho que pra ser ótimo o microconto além de bem escrito deve trazer um impacto ou algo extremamente sensivel e foi este último q vc nos trouxe. Muito obrigado por isto!
    Abraço

  55. Claudia Roberta Angst
    14 de janeiro de 2016

    Conto bem condizente com esta época de atentados de terror. O suicídio retratado como forma de combater o inimigo e alcançar a glória e o paraíso prometido cheio de virgens.
    Bem escrito, respeitando o limite de palavras, o conto é desenvolvido com cuidado.
    A imagem da explosão transformada em mil sóis ficou bem interessante.
    Causou impacto, embora o tema seja árduo e nos prenda à realidade sem dó.
    Boa sorte!

  56. Daniel Vianna
    14 de janeiro de 2016

    Eh… Mil sóis e setenta quartos com setenta esposas em cada quarto, e milhares de inocentes mortos, no mundo dos vivos. Não recrimino o autor, ele relata uma realidade. Triste realidade. A literatura também serve para isso. É uma boa reflexão, sem dúvida. Aonde chegaremos, não é mesmo? Mas é um bom miniconto, adequou-se perfeitamente ao desafio e está muito bem escrito. Parabéns e muito boa sorte. Não posso deixar de dizer que escreves muito bem.

  57. Renata Rothstein
    14 de janeiro de 2016

    Interessante perspectiva. Gostei da forma com que foi desenvolvida e concluída.

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Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .