EntreContos

Detox Literário.

Assuntos de Infância (Miguel Bernardi)

Bastava uma simples menção ao nome da amada para deixa-lo vermelho feito um pimentão.

Cortou o cabelo, comprou uma camiseta nova e até perfume. Sem contar que, no intervalo, começara a jogar futebol. Tentou melhorar sua letra, deixá-la bonita, e até usava canetas para escrever. Semana passada, havia escrito o nome da amada numa folha de caderno, várias vezes, junto de vários corações.

Estava ali, olhando-se no espelho, repassando mentalmente a cena que formulara na noite passada, todos os diálogos…. Era o último dia de aula da quarta série e, na verdade, não haveria aula alguma. Apenas uma pequena festinha com salgadinhos e doces.

Ao ouvir a buzina, saiu apressado de casa, gritando tchau para a mãe. Subiu no ônibus e minutos depois estava na escola.

Quando ela chegou, sua coragem sumiu, e os diálogos viraram pó.

Até o fim do dia, abriu a boca apenas para comer.

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58 comentários em “Assuntos de Infância (Miguel Bernardi)

  1. Fabio D'Oliveira
    29 de janeiro de 2016

    ௫ Assuntos de Infância (Tommy Taylor)

    ஒ Estrutura: Conto simples e sensível, notando-se diversas nuances que revelam um estória de fundo gigantesca.

    ஜ Essência: Todos os tímidos já passaram por situações semelhantes. A triste realidade deles é dolorosa demais, no entanto, ao crescerem, não se tornam um dos melhores para se conviver?

    ஆ Egocentrismo: Gostei, pois me senti na pele do menino. Já tive muitas paixões não correspondidas e secretas. E a frase final me capturou de jeito.

    ண Nota: 10.

  2. Matheus Pacheco
    29 de janeiro de 2016

    KKKKK, olhe pelo lado bom, nessa idade ele seria assolado pelo o que agora é chamado de’Friendzne”.
    Sorte que esse garoto foi privado dessa vergonha.
    kkkkkkkkk

  3. Tamara Padilha
    29 de janeiro de 2016

    Que enredo interessante, uma paixão infantil.
    Porém encontrei no primeiro deixá-lo a falta do acento, sei que é uma coisa mínima mas como já comentei em um conto de 150 palavras focamos em algumas coisas que chamaram atenção.
    A escrita acabou não me prendendo tanto, mas em fim, gostei do desenvolvimento e desfecho.

  4. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    Assuntos de Infância (Tommy Taylor)
    1. Temática: Timidez
    2. Desenvolvimento: Essa angustiante vida dos tímidos é caso sério. Nossa, como sofri com isso! Abrir a boca apenas para comer… Terrível!
    3. Texto: ‘Deixá-lo vermelho feito pimentão’. O uso dos artigos indefinidos pode ser suprimido – perceba que, sem eles, o texto fica mais leve. Acento em deixá-lo. Começara e tentou – busque uniformizar tempos pretéritos, ficaria mais interessante nesse caso.
    4. Desfecho: Realidade de muitos tímidos, angustiante mesmo. Quantas repetições das falas, quantos planos que findam em silêncios.

  5. harllon
    28 de janeiro de 2016

    Fiquei certamente instigado em saber se o garoto teria sucesso! Penso que você poderia ter escrito um poquito mais sobre a tensão do garoto em se declarar para a menina, do que meramente e longamente descrever todo o preparo que ele teve para o fracassado encontro.

  6. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    Uma história boa, que se desenhou bem, mas a tensão que fez o menino não se declarar poderia ter ganhado mais espaço do que as descrições de sua expectativa na véspera do dia fatal. Boa sorte!

  7. Swylmar Ferreira
    28 de janeiro de 2016

    Trama interessante, desenvolvimento legal,mas não soube concluir. O texto é bem escrito. Faltou mais criatividade,merecia um final mais bacana.
    Boa sorte.

  8. Nijair
    27 de janeiro de 2016

    Singelo, mas atraente. Vamos que vamos!

  9. Wilson Barros Júnior
    27 de janeiro de 2016

    A primeira frase retrata lindamente o que é o amor adolescente, já passei por isso e gostaria muito de passar novamente, O segundo parágrafo também muito realista, um retrato cômico da timidez, quem não já passou por isso. Bem construído, o final é muito claro e sugestivo.

  10. Kleber
    27 de janeiro de 2016

    Olá, Thammy.

    Acho que o quesito número um na relação escritor-leitor é a identificação. Me identifiquei com o conto. A infancia é uma selva. E o que é pior, somos jogados na parte mais escura e perigosa dela logo cedo; a escola. Gostei.

    Sucesso!

  11. Thales Soares
    27 de janeiro de 2016

    Nossa cara…

    Tommy Taylor, quando comecei a ler seu conto, logo pensei “Caramba…. esse conto vai ser uma merd@…˜. Desculpe. Pensei isso pois começou de tal forma que eu pensei que seria apenas uma historinha de amor boba. E no final das contas… adivinha só? O conto foi uma historinha de amor boba, e eu adorei!!! …. what?!

    Deixe-me explicar. Bom, eu detesto historinhas de amor… acho meio sem graça, broxante. Por isso eu temi que seu conto fosse bobo. Porém, quando li, vi que o grande objetivo do conto era exatamente criar uma história boba de amor, e não algo melado e cheio de água com açúcar. Ou seja, foi genial! O amor bobo e INFANTIL me encantou. Diferente de um amor bobo e platônico.

    Suas ferramentas utilizadas aqui não foram poemas e metáforas, mas sim nostalgia! Caramba, quem nunca passou por isso há muitos anos atrás? Qualquer texto que me causa nostalgia, já ganha uns mil contos comigo. Adoro! Minha infância foi simplesmente sensacional!! Gosto muito quando alguém como você me oferece a oportunidade de revive-la. Obrigado cara, pelo ótimo conto!

    Quarta série? Hm… nota-se que o autor é velho. Hahhaha, brincadeira! Achei até mais adequado você chamar de “quarta série” e não de “quinto ano”, pois isso permite que os leitores das antigas (que compõe todo o publico alvo deste site… ou será que temos alguma criança por aqui?) se identifiquem mais com a obra.

    Parabéns Tommy Taylor.

  12. Daniel Reis
    26 de janeiro de 2016

    Prezado T. Taylor, deixo aqui minhas contribuições:

    TEMÁTICA: infância, primeiras experiências amorosas, inadequação. Muito me atrai esse tipo de assunto.

    TÉCNICA: objetiva, direta, a história foi direto ao ponto. Minha única observação é que parece mais um cena de uma narrativa maior, do que um conto fechado, em si.

    TRANSCENDÊNCIA: apesar de me agradar como proposta, a história me cativou como poderia. Talvez, se continuasse… mas isso dependia do número de palavras…

  13. Pedro Luna
    25 de janeiro de 2016

    Vou tentar explicar direitinho o que me passou esse conto.

    Primeiro, gostei muito do tema abordado. Eu mesmo fui campeão em passar por situações assim quando moleque. Amores platônicos, e eu nunca fazia nada. Passei vergonhas também, sempre que tentava chegar na menina amada. Nossa velho, todo ano era isso. kkk.

    Por isso achei a primeira metade do conto perfeita, que alcançou em mim o que queria alcançar. Mas infelizmente não gostei do final. Sei lá, sei que é um final bem válido, pois simplesmente é assim mesmo que acontece. Você planeja, mas na hora se cala. Porém, não posso deixar que me deu a impressão de faltar algo. Não um final surpreendente, mas algo na mesma pegada saudosista e leve. O autor ou autora pode não concordar comigo, já que se trata de um desafio com poucas palavras, mas achei o fim seco demais, e abrupto. Talvez o autor não entenda minha crítica, mas foi coisa de sentimento mesmo. O que é bom, prova que o texto trabalha com o leitor.

    Mas no geral, foi sim um bom trampo.

  14. Lucas Rezende de Paula
    24 de janeiro de 2016

    Bem legal. O conto mostrou bem a inseguranças do personagem. Logo no início percebe-se como o personagem se sente em relação à sua amada.
    Legal.
    Boa sorte!

  15. Fil Felix
    23 de janeiro de 2016

    Acho que todo mundo já passou por isso, seja de um lado ou do outro desse jogo.

    A escrita está boa, bastante clara e leve de ler, desenvolvendo a narrativa muito bem! Fácil de se identificar e, mesmo com poucas palavras (só tiraria a segunda “amada” lá no começo), consegue passar muitos detalhes. Ao que se propõe, acerta em cheio.

    Só senti falta de algo mais intenso, me pareceu uma narrativa adolescente, estilo Capricho. Não há um grande conflitos, acabando por ser muito bonito, mas dentro de uma zona de conforto.

  16. Mariana G
    23 de janeiro de 2016

    Gostei do conto, a escrita é boa e faz a leitura ser deleitosa, além de retratar o cotidiano de forma fiel e despretensiosa.
    Parabéns e boa sorte!

  17. Laís Helena
    22 de janeiro de 2016

    Está muito bem escrito, isso não posso negar. Leve e divertido, com um final mais realista que criou uma contraposição com a concepção idealizada que ele tinha do namoro. Só achei que faltou detalhar um pouco mais o momento em que ele vê a menina e a vergonha/timidez que o tomou.

  18. Renato Silva
    22 de janeiro de 2016

    Continho “machadiano”. Ainda bem que não acabou com ele chegando com flores na mão e vendo a menina beijando o marginalzinho da escola. Isso seria um baita clichê, apesar de ser algo bem real em nosso mundinho cruel.

    Gostei do seu conto. Muito bem escrito, usou bem as palavras, metáforas simples, mas bem empregadas.

    Boa sorte.

  19. Marcelo Porto
    21 de janeiro de 2016

    Voltei para o ginásio.

    Me vi nesse conto. O menino tímido que passa o ano inteiro arquitetando os planos para a abordagem perfeita, mas nunca tem coragem de colocar em prática.

    Há, Ana Rosa… se você soubesse de quantas vezes passei na porta da sua casa durante as férias escolares. Detalhe, ela se mudou e depois da quinta série nunca mais a vi.

    Obrigado pela grata lembrança.

  20. Piscies
    21 de janeiro de 2016

    Outro conto “owwwnnn que meigo”, rs rs rs.

    Texto gostoso de ler e surpreendente no final. Sim, foi surpreendente para mim por que o conto estava tão “rosado” que acabei achando que seria ele todo feliz.

    O legal de textos assim é que não tem não nos identificarmos com o personagem. Quem nunca passou por uma situação assim? Ler este conto me fez abrir um sorriso e sentir um pouco do que sentia na idade do personagem, com os exatos mesmos problemas. É sempre gostoso lembrar dos tempos onde nossos maiores problemas eram as garotas que não olhavam para nós…

    A escrita está simples, direta e fluida. Não encontrei nenhum erro, mas também não vi nada que saltasse aos olhos como diferente ou belo.

    Boa sorte!

  21. Eduardo Selga
    20 de janeiro de 2016

    É SINGELO, mas a singeleza em si mesma não produz necessariamente beleza literária. É preciso ir além do relato. Não é apenas o cenário ou o personagem ou a situação que farão o texto brilhar: é preciso haver lapidação por meio das ferramentas do fazer literário, fruto de escrever sempre e com uma perspectiva estética em mente.

    É pela falta de lapidação que a alma do menino não está no texto. E não é por ele ser escrito em terceira pessoa. Pode-se atravessar a alma de uma criatura inventada narrando nessa perspectiva. De modo que a narrativa, que lança mão de um mote desgastado, não acrescenta muito, do ponto de vista literário, à conhecida sensação de pasmo e medo do menino diante da menina quando esta carrega um encanto, quanto esta lhe sequestra a alma.

  22. vitormcleite
    20 de janeiro de 2016

    olá, história bem desenvolvida e com humor que mais se pode desejar? Muitos parabéns. Apesar de eu não gostar do tema ri-me muito com as tuas palavras! Mostras todas as tuas capacidades a dominar as letras e as gargalhadas! Agora tens que ir mais longe, não podes ficar sem palavras, tens que seguir outros caminhos mais ousados com objectivos maiores.

  23. Jef Lemos
    20 de janeiro de 2016

    Olá,Tommy.

    O conto está bem escrito e em todas as etapas tem o que precisa para situar o leitor na história, mas pelo tema eu não consegui me enturmar. A narração também não é das que me atrai, então isso colaborou para eu não ter entrado na vibe.

    Mas apesar de tudo, parabéns.

    Boa sorte!

  24. Tom Lima
    19 de janeiro de 2016

    Pelos comentários, que vi por alto, acho que sou o chato que não gostou. 🙂

    Está bem escrito, todos se identificam e já passaram por algo parecido. Mas não me faz sentir nada. Acredito que é por focar na preparação, e não no que ele sente quando sua coragem sumiu, e os diálogos viraram pó.

    Enfim, é questão de gosto e não da qualidade do texto, que conseguiu estar altura do desafio e contar uma história em poucas palavras.

    Parabéns!

  25. Jowilton Amaral da Costa
    19 de janeiro de 2016

    Bom conto. Tudo bacana, enredo simples e final esperado. Acho que todos os marmanjos aqui se identificaram com o garoto, e sabiam, que quando ele visse a amada, as palavras não escapariam da boca. Boa sorte.

  26. rsollberg
    19 de janeiro de 2016

    O texto é muito divertido.
    Tem uma pegada tragicômica. O garoto fazendo de tudo para finalmente conquistar ou, ao menos, ser notado pelo seu primeiro amor. Quem nunca? Na minha turma de colégio tinha uma menina que se tornou uma atriz muito famosa. 9 em cada 10 garotos eram perdidamente apaixonados por ela, dai você já consegue sentir o clima de disputa… Obviamente, ela começou a namorar com um rapaz de uma turma dois anos mais velha. Foi uma espécie de depressão coletiva! (desculpa digressão, coisa de velho)

    Voltando, o conto é muito competente, parece a primeira parte de um roteiro publicitário: o garoto fazendo de tudo para conseguir a atenção da garota e sempre travando no final. Na segunda parte, que aqui não há, viria o lance feliz. Ele adquirindo algum produto que lhe desse segurança – de desodorante até pasta de dente, kkkkkkkk

    Bem,autor, gostei do jeito que está. O final triste funciona melhor e, no meu entendimento, cria maior conexão com o leitor (afinal, creio que somos mais familiarizados com a decepção do que com a conquista, rs)

    Parabéns e boa sorte no desafio,

  27. mariasantino1
    18 de janeiro de 2016

    Cara que fofo!

    Cortou o cabelo, comprou uma camiseta nova e até perfume […] Tentou melhorar sua letra, deixá-la bonita. Muito bom mesmo a ideia e a execução. Você falou de um amor puro, provavelmente a primeira vez de se estar apaixonado. Esperei por algo mais no fim e este veio em forma de balde de água gelada para o mocinho. O que cativa, porque a vida é incerta.

    Boa escrita, narrativa simples que combina com a trama, cativante, que deixa exalar toda pureza.

    Parabéns e boa sorte.

  28. Daniel
    18 de janeiro de 2016

    Bom conto! Narra com muita tranquilidade uma situação tão comum às infâncias e consegue dar um final que, apesar de esperado, fecha muito bem o texto. Está de parabéns! Desejo sorte!

  29. Brian Oliveira Lancaster
    18 de janeiro de 2016

    BODE (Base, Ortografia, Desenvolvimento, Essência)

    B: Texto bem singelo em sua essência. Traz boas lembranças do cotidiano escolar. – 9
    O: Notei a falta de apenas um acento, no restante, a escrita é simples, mas competente em transmitir o cenário e emoções. – 8
    D: Gostei de toda a preparação. Como esse conto aborda a vida “real”, a quebra ao fim foi suave. Até esperava algo assim, mas do jeito que foi montado, melhorou e muito a conclusão. Dispensou explicações. – 8
    E: Permaneceu fixo a um fato/evento, aplicou-lhe a carga emocional, e finalizou o assunto. Simples, mas eficiente. – 8

  30. Evandro Furtado
    18 de janeiro de 2016

    Fluídez – 9.9/10 – apenas a recorrência da palavra “amada” não soou bem na estrutura geral do texto;
    Estilo – 10/10 – uma boa narrativa, um tanto simplista mas bem trabalhada;
    Verossimilhança – 10/10 – fantástico desenvolvimento de trama e personagem;
    Efeito Catártico – 9.5/10 – drama muito bem trabalhado, casou bem com o título.

  31. Anorkinda Neide
    17 de janeiro de 2016

    Muito fofo!
    Um texto direto, limpo e eficiente. Emocionou, sim. Quem não se identifica?
    Conseguiste conquistar em 150 palavras. Parabéns.
    Abraço

  32. Cilas Medi
    17 de janeiro de 2016

    Quem não foi tímido – mesmo os mais atirados – com o primeiro amor ou paixonite na juventude, não foi nela que lembrou que a vida é paixão. O texto está ótimo excluindo a não necessidade da reticência. Gostei! Parabéns!

  33. Catarina
    17 de janeiro de 2016

    INÍCIO sitou o leitor completamente no conto. FILTRO bom é isso: não precisamos ver onde cortou. ESTILO simples, mas belo pela complexidade sentimental da TRAMA. O PERSONAGEM querido nos fez desejar um FINAL feliz, por não ser ficou melhor.

    • Catarina
      17 de janeiro de 2016

      * sitou = situou

  34. Antonio Stegues Batista
    17 de janeiro de 2016

    Um conto de amor juvenil, ou um conto juvenil de amor. Valeu pela singeleza e candura.

  35. Andre Luiz
    17 de janeiro de 2016

    Achei um conto muito interessante, principalmente por não ter algo que seja inovador, mas que de certa forma foi belo e me causou uma sensação boa ao lê-lo. Consegui sentir empatia pelo protagonista, e foi isso que me gerou a maior contemplação de seu conto. Boa sorte!

  36. Leonardo Jardim
    17 de janeiro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto antes de ler os demais comentários:

    📜 História (⭐▫▫): achei um pouco simples e até mesmo comum. Faltou alguma coisa nela que chamasse atenção.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): não vi problemas.

    💡 Criatividade (⭐▫▫): timidez é um dos temas mais batidos de histórias infanto-juvenis.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): o texto simples e história comum não me marcou. Podia ter arriscado mais.

    PS.: quem nunca? 😖

  37. Bruno Eleres
    16 de janeiro de 2016

    Texto bem escrito, mas que não me causou qualquer tipo de emoção ou curiosidade. Talvez se tivesse imergido mais no psicológico, o conto seria mais interessante.

  38. elicio santos
    16 de janeiro de 2016

    Texto bem escrito, mas não disse a que veio. Uma cena não é microconto. O autor não se arriscou e deixou a sua narrativa imersa nos clichês das histórias atinentes ao assunto. Precisa melhorar muito. Boa sorte!

  39. Gustavo Castro Araujo
    16 de janeiro de 2016

    Bacana a atmosfera nostálgica criada. Pude ver a mim mesmo, aos dez anos, padecendo de amor platônico por uma menina chamada Laura… Fiz desenhos e poesias que jamais deixaram meus cadernos, rs

    O conto tem essa pegada interessante, entrega o que promete, mas infelizmente não sai disso. E, para um tema clichê, que é a infância, é necessário ir um pouco além. Caro autor, posso dizer isso com toda propriedade: faltou ousadia, faltou deixar a zona de conforto.

  40. Murim
    15 de janeiro de 2016

    Vi sensibilidade para contar histórias de infância, principalmente o primeiro amor de um homem, sempre algo tão duro. Mas a história acabou sendo transmitida de uma maneira um pouco seca demais. Não evocou sentimentos do leitor para entender melhor a triste situação do personagem.

  41. José Leonardo
    15 de janeiro de 2016

    Olá, Tommy Taylor.

    A questão do primeiro amor e, digamos, a força dominadora desse sentimento. O que filtro do seu conto não é isso, mas a inocência, aquela capa protetora que a chuva dos anos vai dissolvendo, e hoje cada vez mais rápido. Simpatizei imediatamente (por esse detalhe). O melhor do conto é que tal inocência não acabou.

    Sucesso neste desafio.

  42. Marina
    15 de janeiro de 2016

    Quem não se identificou com o menino? Quase senti tudo o que ele sentiu, ou pelo menos, lembrei-me de como já me senti. Gostei da narrativa leve, adequada para o momento.

  43. Rogério Germani
    15 de janeiro de 2016

    A timidez que limita a infância no momento em que o amor encontra atalhos no coração…
    O enredo é batido, mas o que vale, de verdade é a forma como conseguiu desvencilhar-se do lugar-comum, apresentando novos olhares para o mesmo tema.

  44. Claudia Roberta Angst
    15 de janeiro de 2016

    Enredo singelo, que nos remete à infância e os sonhos mais inocentes. O conto cria expectativa quanto ao destino do menino apaixonado. No final, tudo fica igual como muitas vezes acontece na vida.
    O autor conseguiu resumir em poucas palavras os sentimentos pueris e a frustração do dia seguinte.
    Boa sorte!

  45. Fabio Baptista
    15 de janeiro de 2016

    Conto que apostou na inocência e nostalgia (quem nunca? :D) e também no anticlimax. Apesar de gostar de anticlimax, não sei se esse é o melhor caminho num microconto.

    Mas, no saldo geral, gostei do resultado.

    – deixa-lo vermelho
    >>> deixá-lo

    Abraço!

  46. Simoni Dário
    15 de janeiro de 2016

    Inocente e bonitinho. O enredo é comum, mas senti pena do menino e torci por ele até o final, ponto para o autor. Idade boa,né? Não dá pra passar uma existência sem sentir esse friozinho na barriga. Bem narrado, parabéns!
    Sorte no desafio!

  47. Bia
    15 de janeiro de 2016

    Gostei, principalmente da forma como arquitetou o desfecho, tadinho, senti dó, mas também achei engraçado… Sou professora de 5° ano e já tive alunos que parecem o retrato desse menino, rs. Bom conto!

  48. Sidney Rocha
    15 de janeiro de 2016

    Voce consegue transmitir a emoção dos seus personagens e a aflição que eles passam durante o desenrolar da trama. Além disso, a inocência do contexto e identificação com a história é imediata. Texto simples, mas cheio de encantamentos. Parabéns!

  49. Thata Pereira
    14 de janeiro de 2016

    Gente, achei lindo. Sinto muita falta dessa inocência nas crianças hoje em dia. Quem dera as que conheço hoje, que estão na quarta série, fossem assim. O conto, sutil e gentil, passa sua mensagem ❤

    Boa sorte!!

  50. Leda Spenassatto
    14 de janeiro de 2016

    Um texto coerente, porém, infantil e sem maiores impactos. Confesso que, no início, fiquei curiosa, mas no desenrolar do conto não senti muita emoção.
    Boa Sorte!

  51. Ricardo de Lohem
    14 de janeiro de 2016

    Esse até que teve um enredo, mas não empolgou muito, por tratar de um tema já abordado de forma mais interessante muitas e muitas vezes. Mas é um conto razoável, demonstra um bom uso do limite de palavras. Parabéns!

  52. Sidney Muniz
    14 de janeiro de 2016

    Bom, não estava gostando do texto, mas o finalzinho foi tão bom que me satisfez, e compensou a maioria dos deslizes, não todos… Mas o talento é evidente.

    deixa-lo –> deixá-lo

    O uso do pretérito mais que perfeito não ficou bom. Tente manter um único tempo, em algumas ocasiões fica bom, mas na maioria essa mescla aplicada aqui não da certo, na minha opinião, claro.

    e até usava canetas para escrever – Bom, cuidado com o pleonasmo. Se é caneta, nesse caso, é para escrever. Então sugiro: e até usava canetas.

    Com esse final doce, desejo-lhe sorte e parabenizo pela ideia!

  53. Daniel Vianna
    14 de janeiro de 2016

    Podia se chamar também “Retratos de infância” ou coisa parecida. Lembrou-me de minha quarta, quinta, sexta…. séries. Legal. Simples, mas legal. Parabéns. Boa sorte.

  54. Davenir Viganon
    14 de janeiro de 2016

    O tema pode ser batido, mas para mim, que não leio este tipo de história fora dos desafios, é novidade e me agradou. Como é algo que muitos já passaram o grande mérito aqui é a habilidade em recriar este momento. O autor soube usar o tamanho do conto a seu favor, pois várias pessoas diferentes podem se identificar com ele. Gostei bastante.

  55. Rubem Cabral
    14 de janeiro de 2016

    Olá.

    Bom conto: singelo, delicado, bem escrito. A escrita também é boa, com poucos deslizes, feito o “deixá-lo”.

    O enredo é simples, mas retratado com competência.

    O final arremata muito bem e com elegância.

    Abraço e boa sorte.

  56. Pedro Henrique Cezar
    14 de janeiro de 2016

    O conto transcorre sobre um assunto que todos passaram e sofreram na sua vida. Aquele nervoso, aquela sensação de amar e tentar prever o futuro, os diálogos. E a frustração quando todo o planejamento, noites mal dormidas, acabam em você não fazer nada. O conto possui um estrutura bem segmentada, apresentando o cenário, a espera e a conclusão deste. O conto é bem interessante, apesar de não possuir muitas surpresas ao leitor, que adivinharia com bastante facilidade o término deste. Parabéns e Boa sorte!

  57. Renata Rothstein
    14 de janeiro de 2016

    Tema desgastado, mas bem escrito.

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Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .