EntreContos

Detox Literário.

Fica a Música (Marina Melo)

Fica a música. Mesmo quando se vão os momentos, juntamente com ele, que deles fez parte. Momentos não voltam; as pessoas poderiam. Deveriam ficar. Mas passam como folhas ao vento, uivando um lamento do que deveria ser uma melodia alegre. E vão embora. A música chora, mas fica.

E aqueles acordes, que tocávamos de brincadeira, tomam um significado totalmente novo. Se era antes um canto qualquer, vira melancólica trilha sonora de um final infeliz. E gruda, como óleo na pele, chiclete no sapato; quando menos se quer ouvir, aí que ela toca nas profundezas do hipotálamo, ecoando na alma. A revolta: se ele se foi, por que não a levou junto?

Mas então, o momento passa. As lembranças já não doem, fica só a leve nostalgia. E a melodia, sempre ela. Mas agora, outra vez, uma canção que só traz coisas boas. Agora, outra vez, apenas música.

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59 comentários em “Fica a Música (Marina Melo)

  1. Renato Silva
    30 de janeiro de 2016

    Um belo texto, muito bem escrito e que consegue transmitir o sentimento da perda. É interessante citar que a obra pode durar para sempre, mas Homem, este sempre terá uma existência curta.

    Um dos motivos que lavam uma pessoa a escrever é a possibilidade de se tornar “imortal” através de suas ideias. Pode até ser que nem todos tenham a mesma intenção ao se lançarem como escritores, mas esse sentimento faz parte de muitos nós.

    Esse micro conto me lembrou um filme chamado “Amadeus”, sobre o compositor Johann Amadeus Mozart, que viveu apenas até os 35 anos. Estas poderiam ser as palavras de sua viúva, ainda jovem e com duas crianças pequenas para cuidar?

    Boa sorte.

  2. Fabio D'Oliveira
    29 de janeiro de 2016

    ௫ Fica a Música (Lilly Aldrin)

    ஒ Estrutura: Microconto puxado para a poesia, quase pura, mas descomplicada. A autora soube harmonizar. A narrativa leve e natural provam isso.

    ஜ Essência: Estória linda, que prova que tudo é passageiro. Mas também levanta a questão. O próprio indivíduo precisa ir embora depois do ciclo? Ou ele pode escolher ser como a fênix e renascer? Oras, o mito não é nada mais que isso!

    ஆ Egocentrismo: Gostei, e achei a aceitação no final crível. Algumas pessoas vão porque não estão prontas para ficar.

    ண Nota: 9.

  3. Tamara Padilha
    29 de janeiro de 2016

    Não senti tanto como um conto, mais um texto reflexivo. De qualquer forma eu gostei bastante da sua escrita, de tudo que mencionou sobre a música, diria que é um texto belo.

  4. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    Fica a Música (Lilly Aldrin)
    1. Temática: Reminiscências.
    2. Desenvolvimento: A textura da narrativa tem a ver com a proposta – ambas são melodiosas.
    3. Texto: Mesmo quando se vão os momentos, juntamente com ele, que deles fizeram parte… Oração confusa. Aconselharia revisão para mais clareza.
    4. Desfecho: Excelente! Todos nós temos nossos temas musicais que nos remetem a vários acontecimentos que nos foram caros e raros.
    Muito bom!

  5. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    Forma interessante de contar uma história, através das sensações que a música produz em diferentes etapas da vida e de uma relação, mas o tom generalista, que não conta um fato preciso, apenas oferece uma divagação do narrador não me fez sentir impactada.

  6. Swylmar Ferreira
    28 de janeiro de 2016

    Muito bem escrito o texto, mas não é criativo fazendo do enredo algo rígido. A leitura foi complicada, e a conclusão não ajudou.
    Boa sorte.

  7. Thales Soares
    28 de janeiro de 2016

    Lilly Aldrin, vou repetir o que eu sempre digo em todo os contos deste tipo: Putz… me desculpe, mas eu não consigo absorver ou entender poesias. Infelizmente isso é um defeito meu, e não seu. Em nada estou desmerecendo este conto, que aliás, foi muitíssimo bem escrito.

    Apesar de não fazer parte dos meus gosto, tem sempre algo que eu admiro em contos desse tipo. Apesar de ser algo que eu não consigo avaliar, e que eu não colocaria na minha lista dos top 15, eu fico imaginando: Puxa, eu jamais conseguiria escrever algo assim! E, realmente, para se escrever poesia é necessário algum tipo de habilidade a mais, que eu não possuo, mas que o autor aqui demonstrou ser mestre.

    Parabéns pelo texto. Desculpe eu não ter apreciado como deveria.

    Boa sorte no desafio.

  8. Nijair
    27 de janeiro de 2016

    Gostei da transferência – pensei que o autor falava de si, mas surgiu o narrador onisciente que se compadece com a dor alheia. Bem legal!

  9. Wilson Barros Júnior
    27 de janeiro de 2016

    Muito bom conto, com pensamentos profundos. Retrata o ponto de vista, evidentemente, de uma mulher, os homens geralmente não gostam de reminiscências assim. A escritora aqui poderia tranquilamente publicar um livro de microcontos ao estilo dos “Contos de Amor Rasgados”, da Marina Colasanti, tipo:

    “Disse adeus aos pais e, montada no camelo, partiu com a longa caravana na qual seguiam seus bens e as grandes arcas do dote. Atravessaram desertos, atravessaram montanhas. Chegando afinal à terra do futuro esposo, eis que ele saiu da casa e veio andando ao seu encontro.
    -Este é aquele com quem viverás para sempre -, disse o chefe da caravana à mulher. Então ela pegou a ponta do espesso véu que trazia enrolado na cabeça, e com ele cobriu o rosto, sem que nem se vissem os olhos. Assim permaneceria dali em diante. Para que jamais soubesse o que havia escolhido, aquele que a escolhera sem conhecê-la”
    (“Atrás do espesso véu”, in “Contos de Amor Rasgados, Marina Colasanti”)

    Tenho certeza que você faria o mesmo sucesso ou até mais. Parabéns por ser estilista.

  10. Kleber
    27 de janeiro de 2016

    Olá, Lilly!

    Este conto acionou minha memória afetiva. A mente humana funciona basicamente por associação. E a música é este agente associador por excelencia. Ao ler estas poucas linhas, todo um universo pessoal me veio a mente. Tenho um irmão que já não está mais entre nós. E muitas músicas que ouvíamos naqueles conturbados anos da adolescencia até hoje me fazem lembrar em detalhes coisas que não conseguiria resgatar de nenhuma outra forma. Tocou-me. Pelo conteúdo, qualidade, essencia, fluidez, forma, tema e aspectos psicológicos. Excelente!

    Este vai para a minha lista.

    Sucesso!

  11. Daniel Reis
    26 de janeiro de 2016

    Srta. ou Sra. Lilly Aldrin, seguem meus comentários:

    TEMÁTICA: saudade, despedida, memória afetiva. Interessante. Confessional até demais, eu diria…

    TÉCNICA: simples, mas correta para a proposta, com um viés de prosa poética. Sinceramente, não gostei de algumas imagens, como a comparação de óleo na parede e chiclete no sapato.

    TRANSCENDÊNCIA: um desabafo, um lamento – mas como eu também amo música, consegui me conectar com a intenção da autor(a). Parabéns!

  12. Miguel Bernardi
    26 de janeiro de 2016

    E aí, Lilly. Tudo bem?

    Minha-nossa-que-coisa-bem-escrita! Sério, a fluidez do conto é algo estupendo! Fiquei boquiaberto com as frases super bem montadas e encaixadas… só pela habilidade narrativa demonstrada, já me conquistou. Agora, as metáforas aplicadas pra contar a história com tamanha suavidade… me ganhou mais ainda. A ideia de dar o ritmo através da música é boa (embora não totalmente nova).

    Um ótimo escrito, talentosíssimo. Parabéns!

  13. Pedro Luna
    25 de janeiro de 2016

    O texto é bom pra caramba. Poético e fala da música como resquício de pessoas e momentos. Um bom tema, pois temos essa mania de ligar pessoas e momentos a músicas. A construção textual me pareceu truncada de primeira, mas depois reli e ficou legal. Talvez não esteja nos meus favoritos pelos meu critérios, e também não vi o formato de conto que tanto prezo, mas achei bonito e tocante.

  14. Tom Lima
    24 de janeiro de 2016

    Muito bonita essa prosa poética. Fica aimpressão de que importa não é tanto uma história, mas o som das palavras, a linguagem usada.Isso foi proposital e muito bem feito.

    Mesmo assima história esta ali, num luto (não necessariamente causado por uma morte) e no processo de superar esse luto.

    Muito bom. Parabéns.

  15. Lucas Rezende de Paula
    24 de janeiro de 2016

    Bonito o conto. Só ressalto que tem umas gordurinhas no texto.
    Já ta ficando chato o clima deprê do desafio, hahaha.
    Boa sorte!

  16. Fil Felix
    23 de janeiro de 2016

    Conto muito bem escrito, gostei das analogias feitas e de como utilizou da música como pano de fundo, levando o leitor à vários lugares. Nossa mente racional fica procurando o fio da meada, uma história, que não consegui encontrar com clareza. Mas isso não importa tanto, só se deixar levar pela música em formato de texto que já é uma experiência muito boa.

  17. Mariana G
    23 de janeiro de 2016

    Olá.
    O conto é singular. Muito bem escrito e mesmo sem uma trama marcante ele consegue se fazer sentir pelo que realmente importa na proposta do autor, os sentimentos. E a relação criada entre a música e a protagonista é de fácil identificação, que foi bem construída.
    Parabéns e boa sorte!

  18. Eduardo Selga
    21 de janeiro de 2016

    MUITO FELIZ O RITMO DO TEXTO, tão melancólico quanto o conteúdo. É possível detectar melhor esse importante detalhe quando a leitura é feita em voz alta, técnica que eu uso de vez em quando para textos como esse, nos quais a linguagem é mais importante do que a estória em si. É claro que só funciona se adequadamente pontuado, mas pontuação não é um problema aqui.

    O primeiro parágrafo apresenta uma construção que me chamou a atenção. Trata-se de “mesmo quando se vão os momentos, juntamente com ele, que deles fez parte”. O “ele”, em itálico é uma referência a alguém do sexo masculino, ficamos sabendo no decorrer da leitura. Ocorre que a expressão “juntamente com ele”, na posição em que foi posta, causa a sensação de truncar a leitura,a depender do leitor. No entanto, essa posição é importante exatamente para causar a sensação de saudade, de suspensão da alma, das lembranças que a música subitamente evoca. É um caso interessante de sintaxe em conformidade com a atmosfera da narrativa.

    Um bom conto, sem dúvida.

  19. Laís Helena
    21 de janeiro de 2016

    O conto está muito bem escrito, o(a) autor(a) conseguiu deixar a narrativa poética, mas sem exageros, o que funcionou muito bem em um microconto.

    No início ele parece mais um relato, um desabafo do personagem para, quem sabe, um diário. No final, eu compreendi que é uma história de superação, em que a partida do outro deixa de causar tristeza e o protagonista entende que foi bom enquanto durou.

    Sinceramente, não sou muito fã do gênero, mas você conseguiu trabalhar muito bem os sentimentos, e, assim como ocorreu com a narrativa, o fez na medida certa.

  20. Murim
    21 de janeiro de 2016

    Muito bonito e bem escrito. Está mais para uma micro-crônica ou um pensamento. As imagens que você consruiu também foram inteligentes, ao mesmo tempo poéticas e cotidianas. Parabéns pela sensibilidade.

  21. Marcelo Porto
    21 de janeiro de 2016

    Que coisa boa esse conto.

    É profundo, sensível e extremamente realista. Quem nunca escutou uma música e automaticamente voltou ao passado?

    Quando uma melodia se torna parte de algo, ou um relacionamento, invariavelmente é uma boa lembrança, mesmo que por algum tempo ela se torne sofrida. Mas depois só sobra o que é bom.

    Parabéns!

  22. Piscies
    21 de janeiro de 2016

    Uma forma diferente de contar o processo de cicatrização de um caso amoroso mal resolvido. E não é que as músicas realmente fazem parte disto tudo?

    SEMPRE que estamos envolvidos com alguém existe uma música para representar tal relacionamento. E ela SEMPRE nos toca mais profundamente quando o mesmo acaba.

    No início, a música significa sofrimento. Nos lembra da perda e da dor. Com o tempo, ela se torna lembrança dos bons momentos, fazendo os olhos lacrimejarem com saudade do que se foi. Por fim, as lembranças já tão distantes, a música torna-se apenas a música que era novamente.

    Muito legal e muito bem escrito. Parabéns!!!

  23. Rsollberg
    21 de janeiro de 2016

    Vamos lá, um ótimo croniconto e não se fala mais nisso.

    O que mais gostei foi da leveza com que foi construído, apesar da temática triste – da partida – você consegue sorrir ao final. Nesse sentido, a música tem o papel mais importante, pois mesmo diante da efemeridade da vida, ela se transforma e permanece.

    Nesse sentido, o autor foi muito feliz em usar esse elemento como condutor da história. Afinal, é algo tão familiar e desperta tantas emoções. Na minha opinião, o melhor despertador de memórias remotas…

    Se formos parar para analisar um pouco a música – universal por excelência – percebemos que ela pauta a vida de praticamente todas as culturas. Existe uma conexão direta com os principais momentos; dos tambores que recebem uma nova cria, passando pelo som que acompanha as conquistas, até a marcha fúnebre da derradeira despedida. E não só isso, é peça fundamental em praticamente todos os rituais. Obviamente, que não foi por acaso que o homem atribuiu papel de destaque, mas sim a percepção quase instintiva de que música é vida, (que se perpetua como o autor sabiamente pontuou)

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  24. Anorkinda Neide
    21 de janeiro de 2016

    Vi um luto aí…
    Eu tenho uma amiga viúva de um músico, ela já me disse coisas bem parecidas com este relato… rsrs
    É tocante (em dois sentidos) mas ao mesmo tempo, acho q pelas frases curtas, distanciou-me da leitura. Precisei reler várias vezes. Não pra entender, mas para sentir a emoção.
    Se é o relato de uma viúva, como imaginei, esta frase não está adequada:
    A revolta: se ele se foi, por que não a levou junto?
    não seria?
    A revolta: se ele se foi, por que não ME levou junto?
    .
    Parabens pela sensibilidade, autor(A)
    Abração

    • Lilly Aldrin
      29 de janeiro de 2016

      Anorkinda, independente de ser viúva ou não, ele não “a” levou. A música, não a personagem. Abraço e obrigada pelos elogios.

  25. vitormcleite
    20 de janeiro de 2016

    olá. Olha, adorei este texto. Por prazer li e re-li diversas vezes. Gostei muito da linguagem, ai como eu procuro escrever assim! A trama? Não me entusiasma, mas o resultado sobrepõe-se a tudo isso. Muitos, muitos parabéns.

  26. Jef Lemos
    20 de janeiro de 2016

    Olá, Lilly.

    Achei esse texto mais para crônica do que para conto. É bem escrito e bem poético, mas não me animou muito dentro do que espero ver no desafio. Senti falta da descrição e da presença de alguém, vivendo alguma coisa e sofrendo através da música.

    De qualquer forma, parabéns.

    Boa sorte!

  27. Pedro Henrique Cezar
    19 de janeiro de 2016

    Achei a linguagem poética muito bela, um texto bem escrito. Gostei das reflexões, mas não houve uma história em sua estrutura, mas teve a linha do tempo que a música pode proporcionar atrelada as lembranças. Achei interessante. Parabéns!

  28. Jowilton Amaral da Costa
    19 de janeiro de 2016

    Texto bem escrito, num estilo crônica, com uma ideia bem interessante e pertinente, a música realmente permanece, Mas, não me instigou ou impactou o suficiente. Boa sorte.

  29. elicio santos
    19 de janeiro de 2016

    Belo escrito, mas não é um microconto. A poetização não relata uma história com início meio e fim.

  30. mariasantino1
    18 de janeiro de 2016

    Oi, autor (a)

    Gostei da poetização, e da sensação nostálgica da perda. A música está em todo lugar e na pessoa amada, até o som dos passos tem melodia. Boa reflexão, embora se deseje saber bem mais. Boa escrita, narrativa intimista, melancólica com construções bonitas (exceto pelo chiclete que deixou com ar muito adolescente).

    Boa sorte no desafio

  31. Daniel
    18 de janeiro de 2016

    Gostei bastante do texto. Tenho que dizer que faltou alguma coisa de enredo, mas a reflexão, em si, foi muito bem escrita e estruturada. Parabéns!

  32. Evandro Furtado
    18 de janeiro de 2016

    Fluídez – 10/10 – belo balanço, pontuação exata, frases curtas bem trabalhadas;
    Estilo – 2.5/10 – pequeno deslize no final com “uma canção que só traz coisas boas” que ficou muito pobre comparado ao restante do texto. Além disso falto o encaixe no gênero conto;
    Verossimilhança – 10/10 – conseguiu se aprofundar no tema com maestria, bom desenvolvimento das ideias que quis passar;
    Efeito Estético – 9/10 – a ideia da música ligada diretamente a uma lembrança foi muito bem trabalhada, só que aquele deslize no final quase estragou isso.

  33. Brian Oliveira Lancaster
    18 de janeiro de 2016

    BODE (Base, Ortografia, Desenvolvimento, Essência)

    B: Bela reflexão com toques poéticos. – 9
    O: Sem rebuscamentos, mas eficiente, leve e sábia ao escolher as palavras certas para transmitir emoções. – 9
    D: Gosto de textos que fazem pensar. Apesar de não captar uma história propriamente dita, esses cenários melancólicos me atraem. Me lembrou aqueles filmes de músicos(as) onde os sentimentos são repassados através de letras inspiradas. – 8
    E: Atmosfera envolvente, lembrando alguns clipes do tal Ed Sheeran. – 8

  34. Antonio Stegues Batista
    18 de janeiro de 2016

    Na cronica também se conta história, eu acho, não vou ser exigente, contrário, não sou o dono da verdade, mas democrático. A história se resume naquela frase; que é uma pergunta: “se ele se foi, por que não a levou junto?” Gostei do texto, das frases bem construídas.

  35. Cilas Medi
    17 de janeiro de 2016

    Reminiscências, fluidas e bem escrita. A música “faz” essa necessidade humana que, para desabafar e parar de sofrer, lembrar que a vida marca, indelével, o amor compartilhado e depois perdido. Sorte!

  36. Catarina
    17 de janeiro de 2016

    O INÍCIO resumiu o conto. O FILTRO funcionou bem no ESTILO poético; sei ser difícil. A TRAMA não me cativou, mas a construção do PERSONAGEM relevou esse detalhe. O FIM remete ao começo e vice-versa, neste caso ficou bom.

  37. Andre Luiz
    17 de janeiro de 2016

    Gostei do texto, principalmente pela reflexão feita com a própria música, algo que sempre me emociona, e achei que a falta de uma história propriamente dita não atrapalhou no desenvolvimento do texto. Boa sorte!

  38. Leonardo Jardim
    17 de janeiro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto antes de ler os demais comentários:

    📜 História (⭐⭐▫): usando a ideia da música tema do casal, o texto conta uma história simples, mas ainda assim uma história de fim de um relacionamento e um reinício.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐): muito boa, com ótima escolha das palavras e formação de frases.

    💡 Criatividade (⭐▫▫): o tema é o já batido e difícil fim de um amor.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): gostei do texto no geral. Acho que mensagem positiva no final trouxe esse efeito. Quem nunca sofreu ao ouvir a música de um casal desfeito? Parece que nunca vai passar, mas um dia simplesmente passa.

  39. Gustavo Castro Araujo
    16 de janeiro de 2016

    Em poucas linhas a autora fala de perda, sofrimento e redenção. Muito bonito o conto, especialmente para quem já viveu com intensidade essas situações. Mas o texto vai além — e acerta — quando fala disso ao som de música. Não há quem discorde: sempre existe uma canção, ou um acorde, que serve de trilha sonora para os momentos mais marcantes de nossas vidas. E o curioso é ver como, às vezes, revivemos esses momentos quando, depois de muito tempo, voltamos a escutar aquela velha canção. Quem disse que não existe máquina do tempo? Ótimo conto! Parabéns!

  40. Bruno Eleres
    16 de janeiro de 2016

    Gostei bastante do seu texto. Palavras e momentos muito bem escolhidos, com a exceção do chilete no sapato – não gostei do contraste que isso causa com o resto.

    Obs: não vejo a Lily escrevendo algo assim.

    • Lilly Aldrin
      17 de janeiro de 2016

      Também não imagino, foi um impulso. Mas apreciei o reconhecimento.
      Obrigada pelos elogios e pela crítica.

  41. José Leonardo
    16 de janeiro de 2016

    Olá, Lilly Aldrin.

    (O pseudônimo não me é completamente estranho…)

    Um microconto com um pé noutro gênero, ou ambos. Dá a sensação de nostalgia (se era intenção do autor, alcançou comigo). Você dispõe “profundezas do hipotálamo” e “chiclete no sapato” numa mesma sequência de ideias, praticamente; o contraste de bela passagem com outra, descartável, modificável.

    Sucesso neste desafio.

    • Lilly Aldrin
      17 de janeiro de 2016

      Aprecio contrastes. Uma pena que não agradou. Obrigada pelas observações.

  42. elicio santos
    16 de janeiro de 2016

    Belo texto, mas não é um conto. Está mais para uma crônica ou poesia. Penso que os autores deveriam estudar um pouco, antes de se habilitarem a participar de um desafio literário.

  43. Bia
    15 de janeiro de 2016

    Consegui compreender o texto como um conto, sim, há um enredo. Está ali a perda, assim como a lembrança, a música. Bom de ler, parabéns!

  44. Claudia Roberta Angst
    15 de janeiro de 2016

    Música sempre combina com poesia, sentimentos, reflexões. No entanto, não embarquei em uma estória aí. Valeu como viagem, reflexão e sonho.
    Está bem escrito, com algumas vírgulas mal empregadas, mas bem elaborado.
    Boa sorte!

  45. Rogério Germani
    15 de janeiro de 2016

    Entre tropeços e novas guinadas, a vida segue. E, com música, tudo fica mais fácil de ser suportado.
    Gostei de como as músicas são usadas para demarcarem os momentos da protagonista.

  46. Fabio Baptista
    15 de janeiro de 2016

    Muito bem escrito, mas na minha opinião ficou mais com cara de crônica e/ou poesia do que de conto.

    No final, sobrou apenas a beleza das palavras, que não contaram necessariamente uma história.

    Abraço!

  47. Simoni Dário
    15 de janeiro de 2016

    Tudo passa mesmo, ficam as músicas. Ainda bem que no seu conto a vida da personagem foi adiante. Bola pra frente guria! Gostei.
    Parabéns!

  48. Sidney Rocha
    15 de janeiro de 2016

    Eu me identifico com seu estilo. Parabéns! As palavras estão bem dispostas e você consegue levar o leitor do início ao fim.

  49. Rubem Cabral
    15 de janeiro de 2016

    Olá.

    Belo conto com jeitão de crônica (?). Boa escrita, boa reflexão, enredo simples, mas bem explorado; músicas realmente marcam os inícios e fins de relacionamentos.

    Abraço e boa sorte.

  50. Thata Pereira
    14 de janeiro de 2016

    A mesma situação do conto da carta de amor, um relato bonito, mas precisamos saber um pouco mais sobre os personagens que estão envolvidos nesse relato. (Sobre a música, é isso aí mesmo que acontece! rs)

    Boa sorte!

  51. Leda Spenassatto
    14 de janeiro de 2016

    Seu conto ficou melancólico como uma música, melancólica. Um conto fechado, com desfecho e final centos. A escrita não é ruim não. Só faltou, ação/emoção.
    Abraços!

  52. Ricardo de Lohem
    14 de janeiro de 2016

    Isso não é um miniconto: é um ensaio. Na minha opinião, não devemos flexibilizar demais, senão daqui a pouco vai ter gente postando receita de bolo e dizendo que é um conto. Mesmo sendo um bom texto, não me parece adequado ao contexto de um desafio de contos.

  53. Sidney Muniz
    14 de janeiro de 2016

    Um texto despretensioso que chama a atenção pela competência em fazer muito com o cotidiano.

    Leitura muito agradável, que envolve o leitor de maneira silenciosa, a ponto de nos fazer “sentir” a música.

    Muito bom mesmo!

    Parabéns e boa sorte!

  54. Daniel Vianna
    14 de janeiro de 2016

    Bonito, profundo e verdadeiro. Um processo mental muito comum e conhecido por todos, e muito bem traduzido em seu conto. Parabéns e boa sorte.

  55. Davenir Viganon
    14 de janeiro de 2016

    É uma pessoa que saiu da fossa. Deu pra perceber uma história, como num flashback. Gostei da ideia de usar a música, pois todo descornado tem um som que o marca. O resultado é bom, sem surpreender, mas bom.

  56. Renata Rothstein
    14 de janeiro de 2016

    Expressiva reflexão, muitíssimo bem escrita. Tanto de tantos de nós, nessas belas linhas!

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Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .