EntreContos

Detox Literário.

Amantes na Morte (Pedro Henrique Cezar)

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Era um noite turva. Noite de verão no bairro em que as sombras de enormes silhuetas se esgueiravam pelas esquinas. Ruas escuras e sujas, típicas das selvagerias cometidas pelos hábitos nada civilizados dos habitantes locais.

Ele levava consigo o seu maior tesouro. Uma jóia, por assim dizer, em pessoa. Estava apaixonado, via-se em seus olhos a contemplá-la, tamanha admiração. Porém aquelas ruas malditas estavam no caminho dos dois pombos. Aquelas silhuetas sem homens, que não cessavam a caminhar, sem rumo aparente, sedentas pelos menos precavidos.

Ambos viram uma silhueta destoar das demais, seguindo o seu rumo. E outra após esta. Estavam cercados. Lutar? Não é possível lutar com fantasmas. Se beijaram, intensamente, como nunca outrora o fizeram. O sentimento selou-se e o tempo pareceu se atrasar. Foram juntos em vida e os maiores amantes na morte. Tiveram seu último beijo eterno, congelados em um instante, para sempre.

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70 comentários em “Amantes na Morte (Pedro Henrique Cezar)

  1. Fabio D'Oliveira
    29 de janeiro de 2016

    ௫ Amantes da Morte (Cavaleiro Negro)

    ஒ Estrutura: Um estilo interessante, que mantém-se puxado, quase de forma inteira, para o tom poético. Porém, não abusa de palavras e joguinhos, o que é satisfatório.

    ஜ Essência: Texto sobre o amor e a cumplicidade numa realidade distorcida. Incrível, até mesmo nesses lugares o amor persiste…

    ஆ Egocentrismo: Gostei. E não gostei. O tom sombrio ficou interessante, mas algumas coisas não ficaram tão claras. O leitor pode interpretar muitas coisas do que leu.

    ண Nota: 8.

  2. Matheus Pacheco
    29 de janeiro de 2016

    Hoje eu estou com bastantes referencias na cabeça, e esse conto sensacional me lembrou de uma estória de Hellbrazer chamada “Me abrace” que eu acho que se encaixa um pouco nessa estória.

  3. Tamara Padilha
    29 de janeiro de 2016

    No geral não gostei. Achei uma repetição de algumas palavras como ruas, que para o pouco espaço ficou estranho.
    Não entendi tanto seu propósito, mas acredito que quis nos passar uma história de fantasma. Não conseguiu chegar a esse objetivo tão intensamente, mas de qualquer forma parabéns.

  4. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    Amantes na Morte (Cavaleiro Negro)
    1. Temática:
    2. Desenvolvimento:
    3. Texto: Joia perdeu o acento. Porém, (vírgula); e ‘outra após ela’… Penso que ficaria melhor – sugestão. Beijaram-se (Não se inicia oração pronome). Pareceu atrasar-se.
    4. Desfecho: Para uma proposta sombria, ficou morno…
    Boa sorte!

  5. harllon
    28 de janeiro de 2016

    Algo muito efetivo e qualitativo para um conto é uma ambientação muito bem detalhada. Algo que, sinceramente, está muito bem expresso nas linhas do seu texto. Mas em relação à trama, já não despertei tanto interesse.

    Boa sorte e Abraços!!!

  6. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    Não costumo ler contos de horror ou fantasmas. Nada exatamente contra, só falta de hábito, mas este não me fez sentir nenhum tipo de tensão ou temor, então, creio que não funcionou muito. Tenho certeza de que deve agradar a muitos, porém. Sorte e sucesso!

  7. Murim
    28 de janeiro de 2016

    Havia postado no lugar errado, segue meu comentário:

    Achei mais ou menos. O espaço foi curto demais para mostrar ao leitor os dois sentimentos contrapostos: o medo na cidade e o amor entre as duas vítimas. Parece que essa contraposição era a chave para o que você queria contar. Mas não deu, ficou algo no meio termo, nem sentimos o temor por esse ambiente hostil, nem a paixão entre os dois. Mas está certamente bem escrito.

  8. Swylmar Ferreira
    28 de janeiro de 2016

    Trama interessante e bem ambientada ajudando muito o contexto. Bem concluída. Pecou na criatividade. Nada que atrapalhe.
    Parabéns.

  9. Nijair
    27 de janeiro de 2016

    Para uma proposta sombria, ficou morno demais… Boa sorte!

  10. Kleber
    27 de janeiro de 2016

    Olá, nobre Cavaleiro!

    Seu conto foi um bom exercício de ambientação. Como alguns dos demais colegas aqui, me vi naquelas ruas sujas, sombrias e nada convidativas. Mas, sabe, a trama não pegou. E acho isso uma pena, porque desejaria poder gostar mais dos personagens que criou. Seja como for, diria que foi um sucesso parcial.

    Sucesso no desafio!

  11. Renato Silva
    27 de janeiro de 2016

    Gostei mais da ambientação do que do enredo. Esse negócio do cara ficar perambulando por aí com uma joia, não me parece coisa de gente muito esperta. Texto bem escrito, corretinho.

    Não entendi muito bem o final. Eles foram assassinados? Mas o que deu na cabeça deles para se encontrarem naquela hora e naquele lugar? E o cara ainda carrega uma joia consigo?!

    Boa sorte.

  12. Thales Soares
    27 de janeiro de 2016

    O grande encanto deste conto são as descrições soberbas! O começo me lembrou até o estilo do Jeff Lemos aqui do Entre Contos (será que foi ele que escreveu isso?). Dessa forma, o autor mostrou-se extremamente experiente, e que realmente possui um grande domínio da escrita. Parabéns por isso, Cavaleiro Negro!

    O ponto fraco, na minha opinião, foi a trama que não me encantou muito. Achei que…. sei lá… faltou algo. Talvez se você tivesse um limite um pouco mais de palavras, daria para envolver mais o leitor nesse amor do casal. Do jeito que está, eu não consegui me comover e nem ter nenhuma reação ao terminar de ler. Eu não consegui me encantar muito com o casal, pois o limite curto de palavras não me ofereceu isso.

    Porém, o conto fecha as cortinas de um jeito exuberante! Gostei, ficou bem redondinho no final. Foi uma boa história… só acho que, com mais palavras, ela seria muito mais épica!

    Um conto com um grande potencial… mas que foi prejudicado pelo limite baixo de palavras.

  13. Daniel Reis
    26 de janeiro de 2016

    Meu caro Cavaleiro Negro, aqui abaixo está o que tenho a comentar:

    TEMÁTICA: um conto que no começo prometia suspense e terror, e se tornou uma situação-limite romantizada.

    TÉCNICA: acho que o material poderia ser mais elaborado, talvez uma revisão mais detalhada e novas versões

    TRANSCENDÊNCIA: não consegui achar um sentimento para esse conto, acho que não foi escrito para mim.

  14. Miguel Bernardi
    26 de janeiro de 2016

    E aí, Cavaleiro Negro. Tudo bem?

    Conto muito bem ambientado e com passagens excelentes, como “Ele levava consigo o seu maior tesouro. Uma jóia, por assim dizer, em pessoa.”. Achei essa incrivelmente sublime, pois fala muito dizendo pouco. O enredo é bom, o clima também, pois adoro insólitos. Me lembrou de um conto no livro de contos “Ruas Estranhas (publicado no Brasil pela Leya, editado pelo George R R Martin). O elemento sobrenatural, os fantasmas, soou muito bem. E a frase final fecha bem o ocorrido.

    Bela escrita, obra original e diferente dos outros contos daqui.

    Parabéns e boa sorte!

  15. Pedro Luna
    25 de janeiro de 2016

    Infelizmente não gostei muito. Achei boa a ambientação, e na minha visão, o casal foi perseguido e cercado por bandidos. Mas não gostei da reação frente ao perigo. Se beijar? Fica teatral e poético, mas no meio da atmosfera terrível que foi criada, ficou meio bobo.

    Gostei da escrita, não tanto da trama.

  16. Lucas Rezende de Paula
    24 de janeiro de 2016

    Achei que a ordem poderia estar invertida. A descrição do cenário poderia vir depois. O conto ficou bem legal apesar de o final não conseguir fechar bem a história.
    Boa sorte!

  17. Fil Felix
    23 de janeiro de 2016

    Gostei muito desse trecho ” Foram juntos em vida e os maiores amantes na morte.”

    A ambientação me lembrou Cidade das Sombras e como matou o casal de protagonistas também é interessante, levando à duas leituras bastante distintas. Em nenhum momento é explicitado que são pessoas, mas sim vultos, sombras. Numa interpretação mais visceral podemos dizer que são ladrões, mas numa mais fantástica temos em mãos criaturas noturnas, uma cidade onde o perigo ronda ao cair do Sol. Isso eleva bastante a qualidade do conto.

    Só achei um pouco repetitivo a palavra “silhueta” e muito “amorzinho” no final, podia ser um pouco menos romantizado.

  18. Mariana G
    23 de janeiro de 2016

    A ambientação é excelente, mesmo com o adjetivo ”Uma jóia em pessoa” soando estranho o texto conseguiu se recuperar dessa pequena derrapada. Mesmo as reações dos personagens perante ao encurralamento serem um pouco estranhas dentro do micro-conto fazem até sentido.
    Enfim, boa sorte!

  19. Wilson Barros Júnior
    22 de janeiro de 2016

    Lembrei-me da “História de morte contada com amor e veludo vermelho”, do Carlos Henrique Gomes. Só que o conto aqui é mais fantasmagórico, tétrico. As maldições, a penumbra, tudo ficou na medida certa. Bom conto de horror, parabéns.

  20. Laís Helena
    22 de janeiro de 2016

    Não gostei muito. O cenário assustador poderia ter sido melhor trabalhado. O texto não conseguiu me transmitir o perigo por que os personagens passavam, aquela espécie de sexto sentido que adquirimos quando sabemos que estamos em um lugar perigoso, onde a menor sombra pode ser tomada como um assaltante ou agressor. O beijo no final me soou um pouco forçado, inverossímil. Talvez a última coisa em que os personagens pensariam ao se ver numa situação como essa.

    A única coisa de que gostei foi a dúvida deixada quanto aos agressores serem fantasmas ou bandidos de verdade.

  21. Anorkinda Neide
    22 de janeiro de 2016

    Eu vi uma rua mesmo, com bandidos, o casal passou por ali, pq era caminho deles, não deu pra evitar… o efeito por demais sombrio até pode remeter a uma cidade distópica, mas ainda acho que são bandidos comuns dos becos escuros de nossas cidades.
    Realmente um tanto estranho o beijo encurralado, mas tamu aí cheio de gente estranha no mundo mesmo.. rsrs
    .
    Achei que o texto forçou um pouco para ficar ‘sombrio’ o que acabou deixando um todo confuso.
    Abraço

  22. Marcelo Porto
    21 de janeiro de 2016

    O autor(a) deve ter tido muita dor de cabeça para chegar ao limite imposto.

    Reli algumas vezes para ver se me escapou algo, mas não.

    Não entendi muito bem quem perseguiu e matou o casal, fantasmas ou bandidos? E mais, se as ruas eram tão perigosas, porque o cara vai passear com a sua “joia” logo por ali? Faltou um motivo que justificasse a cena.

    Boa sorte.

  23. Piscies
    21 de janeiro de 2016

    O conto em si não me agradou. Achei o cenário interessante mas mal explorado. As descrições são muito cruas e diretas, além dos erros já descritos nos outros comentários.

    Tentando extrapolar os significados imediatos, o conto ganha um pouco mais de brilho. Quem são as silhuetas? São pessoas físicas, perpetrando o assassinato do casal em um lugar onde o amor deles era proibido? Talvez um casal de gays em um país dominado pelo estado islâmico?

    Por outro lado, as silhuetas podem ser apenas as aversões que um casal que vive um amor proibido deve enfrentar. Talvez por serem de classes sociais muito opostas, ou por pertencerem a religiões extremas.

    Não importando exatamente o paralelo abordado, a ligação final dos dois indica o triunfo do amor diante das situações de perigo – seja ele físico ou não. Bonito, mas mesmo assim mal explorado, na minha opinião de reles mortal.

    Boa sorte!

  24. vitor leite
    20 de janeiro de 2016

    olá e parabéns, fizeste uma história que é um cliché, nós cá em Portugal dizemos: um pastel!, com um final bla!… com frases que perturbam a leitura, mas no final, acaba tudo por funcionar. Li várias vezes e só tenho que te dar os parabéns. Tens coisas a melhorar? sim e depois? o Conjunto funciona e consegues descrever o cenário de um modo magnifico, gostei!

  25. Jef Lemos
    20 de janeiro de 2016

    Olá, Cavaleiro.

    A tensão crescente que surge nas primeiras linhas se encerra de forma bonita, transformando o texto em uma ótima leitura. Gosto de pensar, assim como colega Tom Lima, que o que os levou para o outro lado foi algo fantástico. Alguma criatura que atravessou a porta que a Julia abriu no conto “A Porta”

    Parabéns e boa sorte!

    P.S.: Essa imagem é a mesma que usei em meu conto “Vingança”, no segundo desafio que participei do Entre Contos, em Outubro de 2013. Haha

  26. Tom Lima
    19 de janeiro de 2016

    “Aquelas silhuetas sem homens.”

    Gosto de pensar que é um conto fantástico, com um toque de terror. Tomando literalmente as silhuetas sem homens, gostei bastante. O casal que aceita o fim e aproveita os últimos instantes me agrada muito.

    Tem algumas palavras que ficaram estranhas, destoando um pouco do resto da narrativa. “Joia em pessoa”, “pombos”, “sedentas”, “que não cessavam a caminhar”. Isso apreceu falta de uma leitura critíca de alguem sem ser do cavaleiro negro.

    Ainda assim gostei.

    Parabéns.

  27. mariasantino1
    19 de janeiro de 2016

    Oi, tudo bem?

    Gostei de pensar que, ao invés de lutar e perder energia, o casal de amantes preferiu concentrar as forças para eternizar o momento que estão juntos.Tem um clima de suspense crescente bom, épico, que promete, mas realmente senti que você pesou a mão no fim.

    Em todo caso valeu a leitura pela reflexão que causou. Desejo sorte no desafio.

    Abraço.

  28. Jowilton Amaral da Costa
    19 de janeiro de 2016

    Vou fazer com a turma que achou que começou bem e depois degringolou. O segundo parágrafo tem uma construção que me soou estranha: “Aquelas silhuetas sem homens, que não cessavam a caminhar, sem rumo aparente, sedentas pelos menos precavidos.”. Principalmente o final da frase, “sedentas pelo menos precavidas.”. A palavra “pombos” que apareceu também não achei legal, kkkkk. E, sinceramente, não sei se entendi o final do conto. Boa sorte.

  29. rsollberg
    19 de janeiro de 2016

    Um interessante conto insólito. Lembrou-me uma história resumida de além da imaginação.

    Apesar de ultimamente ter adquirido uma certa implicância com contos que comecem falando sobre o dia e o clima, afirmo que, ainda assim, essa primeira parte até que me agradou bastante. O ambiente urbano sujo e os perigos da noite…. curti. Em seguida, também achei bem legal o lance das silhuetas, os “monstros” vagando no negror.

    Mas ai tem uma virada de 180 graus e o conto fica “fofo”. Tá certo que o “pombos” já tinham dado um indicio, mas mesmo assim…É como se o John Green tivesse sido convocado para terminar um conto do Allan Poe, rs.

    De qualquer maneira, ganha pontos por ter uma história bem definida com inicio, meio e fim.

    Parabéns e boa sorte!

  30. Daniel
    18 de janeiro de 2016

    Gostei bastante do enredo, bem como a forma que o autor o desenvolveu. Acho, porém, que o conto deu uma derrapada em alguns aspectos linguísticos (repetições de algumas palavras sem necessidade) e até na gramática. Mesmo assim, o autor está de parabéns!

  31. Brian Oliveira Lancaster
    18 de janeiro de 2016

    BODE (Base, Ortografia, Desenvolvimento, Essência)

    B: Texto curioso em sua abordagem. O clima meio “Batman” cria o suspense imediato. – 9
    O: Flui bem, apesar de frases longas sem vírgula. Questão de costume. O cenário é bem opressor, com palavras escolhidas de forma certeira. – 8
    D: A atmosfera romântica consegue criar um amálgama com o suspense mais sombrio. Ficou uma mistura bem interessante, diferente. – 8
    E: Algumas coisas ficaram subjetivas, mas fáceis de se compreender. Um mini Romeu e Julieta moderno. – 8

  32. Evandro Furtado
    18 de janeiro de 2016

    Fluídez – 5/10 – em alguns momentos ficou um pouco truncado, acho que a pontuação ficou meio confusa (pontos em lugar de vírgulas e vice-versa). Também há recorrência de palavras em um curto espaço;
    Estilo – 7.5/10 – não gostei de algumas escolhas de vocabulário – “pombos” – mas no restante a narrativa correu bem;
    Verossimilhança – 10/10 – bom trabalho com o desenvolvimento de trama e de personagens. Por acaso tinha uma criança com esse casal? Sabe, assassinato de um casal em um beco, criança orfã, vingança…;
    Efeito Catártico – 7.5/10 – a última frase tem um valor estético bacana, mas não funcionou tão bem por destoar do restante do texto que seguia uma linguagem diferente.

    • Nijair
      27 de janeiro de 2016

      Evandro, ficaram bem legais as estruturas das suas colocações. Parabéns, amigo! Fluidez, estilo, verossimilhança e efeito catártico. Muito bom!

  33. Cilas Medi
    17 de janeiro de 2016

    Eu sou contrário ao afirmar, no título, o que acontecerá, independentemente da trama se bem escrita e um bom argumento. Amantes seria o ideal, dando mais força no início pela excelente criação do cenário, no meio do conto uma trama de suspense e no final a morte (melosa) dos amantes. Gostei!

  34. Catarina
    17 de janeiro de 2016

    INÍCIO estático surtiu um efeito interessante. FILTRO pecou no vocabulário, pontuação e flexão verbal, tão importantes em contos curtos. ESTILO sensível e que soube dar movimento à TRAMA. PERSONAGEM intenso sem ser apresentado. Gostei. FIM explicativo demais. As duas últimas frases dizem a mesma coisa.

  35. Antonio Stegues Batista
    17 de janeiro de 2016

    Um conto bem narrado, um casal de amantes cercados por fantasmas assassinos, mas a atitude de derrota ficou frustrante, se bem que o objetivo deles era esse mesmo, adentrar no meio das sombras e sucumbir se beijando. Não acho que foi uma boa ideia, embora bem escrita.

  36. Andre Luiz
    17 de janeiro de 2016

    Esquecendo-me de análises ortográficas da trama, tenho de dizer que gostei muito, mas muito mesmo, de como tudo aconteceu em seu conto. Desde o título e pseudônimo, até a imagem e o próprio conto em si. Foi muito bem desenvolvido, e me cativou de tal forma que fiquei com vontade de saber mais sobre as sombras que rodeavam os amantes, bem como sua relação com essas sombras(seria o casal almas vagando pela Terra, ou então estariam no limiar de suas vidas?). Enfim, foi um conto que cumpriu o que prometeu. Boa sorte!

  37. Leonardo Jardim
    17 de janeiro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto antes de ler os demais comentários:

    📜 História (⭐⭐▫): interessante, prende a atenção para saber oq vai acontecer com os coitados (o título entrega um pouco). A decisão de se beijarem ficou estranha, meio inverossímil. Eram mesmo fantasmas?

    📝 Técnica (⭐⭐▫): boa, narra bem e segura a leitura. Algumas frases soaram estranhas, como “via-se em seus olhos a contemplá-la”.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): o tema é meio clichê, mas o final é criativo.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): fiquei encucado com o texto, intrigado. Não é aquele impacto avassalador, mas não deixa de ser um.

  38. Bruno Eleres
    16 de janeiro de 2016

    A criação do cenário foi muito bem feita e a paralisação naquele último beijo também foi interessante, mas fiquei desejando saber mais sobre as sombras.

  39. elicio santos
    16 de janeiro de 2016

    O texto precisa de uma revisão. “Via-se em seus olhos a contemplá-la” dá margem a ambiguidades, assim como a expressão: “Ambos viram uma silhueta destoar das demais, seguindo o seu rumo”. Que rumo? Dela própria ou do casal? A atmosfera nebulosa de terror parece apagada ao final. Misturar o clima meloso do fim com o sombrio do início, ao meu ver, gera uma incongruência ao propósito do conto. A narrativa não empolga muito, pois o desfecho pode ser previsto desde as primeiras linhas. Boa sorte!

  40. José Leonardo
    16 de janeiro de 2016

    Olá, Cavaleiro Negro.

    Desculpe, mas achei muito engessado ao formato de histórias sentimentais. O “para sempre” é um lugar-comum já saturado em enredos semelhantes. Por outro lado, se o mote não me cativou, o modo como é narrado (em crescendo) chamou minha atenção.

    Sucesso neste desafio.

  41. Gustavo Castro Araujo
    16 de janeiro de 2016

    Este é o típico conto que, apesar de utilizar um clichê, que apesar de dar mostras como irá terminar já no início, impele o leitor a prosseguir. De fato, mesmo sabendo o final, não há como deixar de ler e de torcer pelo casal. A atmosfera opressora, repleta de perigos e ameaças… Impossível não desejar que consequência óbvia não ocorra. Apesar de carecer de certa revisão, o conto tem uma boa sequência e trabalha bem as metáforas. Com os ajustes já apontados ficará ótimo. Bom trabalho!

  42. Eduardo Selga
    15 de janeiro de 2016

    AMOR ETERNO

    A concepção da narrativa segue um clichê do Romantismo, expresso principalmente nas últimas linhas do último parágrafo: o amor eterno, que ultrapassa a vida carnal. O problema do clichê não é ele em si, pois muitas vezes é relevante elemento de construção textual. A questão é o uso que se faz dele, que não deve ser tão obediente ao modelo. Mas no conto eu não vi essa desobediência. Pareceu-me, inclusive, que toda a narrativa foi construída tendo em vista o desfecho romântico, mas, apesar disso, ele me soa um pouco inverossímil relativamente ao mundo real empírico. Esse tipo de inverossimilhança não seria problema se o conto em análise tivesse descompromissado com a realidade, o que não é o caso.

    A ambientação é bem construída, e há uma passagem particularmente feliz em seu início (“aquelas silhuetas sem homens”) que provoca a estranha sensação de que a silhueta é uma espécie de capa ou disfarce a caminhar sozinha, não efeito de luz insuficiente.

    No entanto, logo a seguir a frase se complica. Em “aquelas silhuetas sem homens, que não cessavam a caminhar, sem rumo aparente, sedentas pelos menos precavidos” parece-me haver dois erros. Primeiro, entendo que deveria ser DE CAMINHAR, ou então a vírgula deveria estar noutra posição. Assim: QUE NÃO CESSAVAM, A CAMINHAR SEM RUMO. O segundo erro inclui a regência do adjetivo sedentas. Deveria ser SEDENTA DOS, ao invés de SEDENTA PELOS.

    Há uma ambiguidade em “ambos viram uma silhueta destoar das demais, seguindo o seu rumo”. No rumo da silhueta ou no rumo do casal? Pelo contexto pode-se dizer que o referente é o casal, mas é uma ambiguidade esteticamente desnecessária, portanto deveria ser excluída.

    A frase “se beijaram” não está correta, pois o pronome oblíquo não pode iniciar período frasal.

  43. Marina
    15 de janeiro de 2016

    Eu gostei. A narrativa e as descrições me atiçaram a imaginação e estabeleceu um cenário claro na minha cabeça, embora escuro na cena. O final é que eu achei meio improvável; não acho que alguém ia resolver se beijar em um momento crítico. Mas é só uma impressão. Mesmo porque as pessoas podem agir das maneiras mais estranhas.

  44. Rogério Germani
    15 de janeiro de 2016

    O tom quase gótico manteve a trama acesa. Só destoou o final, não pelo beijo, pela ideia de congelados por um instante… Puxa, o amor é ação! Quem, depois de um beijo apaixonado congela para sempre?rsrs

  45. Fabio Baptista
    15 de janeiro de 2016

    O maior mérito aqui é a criação do cenário. Ficou escuro, sujo, perturbador, evocando distopias, contos de vampiros e fantasmas, coisas que dão medo.

    Mas essa parte do beijo eterno, etc. ficou muito melosa pro meu gosto, destoou do clima e não fechou legal.

    – via-se em seus olhos a contemplá-la
    >>> Acho que sobrou esse “em”

    Abraço!

  46. Evie Dutra
    15 de janeiro de 2016

    Achei lindo o conto! Daqueles que a gente fica com vontade de mostrar pra todos que conhecemos hehe. Parabéns.

  47. Simoni Dário
    15 de janeiro de 2016

    Tenho dificuldades pra absorver “subjetividades fantasmagóricas”, então não sei se entendi. O conto narra algo romântico do tipo GHOST? Imaginei uma espécie de umbral onde os amantes teriam morrido e ficado presos por ali até darem o último beijo eterno. Se não é isso, peço desculpas, como disse, fantasmas a parte, de romance penso que entendo um pouco melhor, então, que assim seja…ao menos pra mim. Gostei.
    Parabéns!
    Bom desafio!

  48. Bia
    15 de janeiro de 2016

    Bem, o Sidney já de todas as orientações que podem melhorar quanto à estrutura, só me resta dizer que talvez isso tudo tenha atrapalhado a minha leitura, o fato é que não me animou muito a execução, me desculpe.

    • Cavaleiro Negro
      15 de janeiro de 2016

      Obrigado por sua avaliação!

  49. Daniel Vianna
    15 de janeiro de 2016

    Gostei da atmosfera sombria criada. Libertador. Um pouco escapista, pra mim. Diverti-me com a leitura. Parabéns.

    • Cavaleiro Negro
      15 de janeiro de 2016

      Muito Obrigado por expor a sua opinião!

  50. Sidney Rocha
    15 de janeiro de 2016

    Se a intenção era usar o gótico, devia ter deixado sua história mais sombria e com elementos que pudessem introduzir ainda mais o leitor à narrativa. Você tem um talento e deve escrever belas histórias desse gênero. Talvez a limitação tenha cortado pontos que deixariam o enredo mais atraente. Mas, parabéns! Boa sorte

    • Cavaleiro Negro
      15 de janeiro de 2016

      Muito obrigado! Agradeço os conselhos! 🙂

  51. Claudia Roberta Angst
    15 de janeiro de 2016

    “Aquelas silhuetas sem homens”- Não sei porque mas li “aquelas silhuetas sem NOMES”
    Há algumas repetições que podem ter sido propositais para enfatizar alguma ideia.
    O tom é poético deslizando pelo romântico casal. Não acontece muita coisa neste conto, mas o momento descrito é bonito.
    Boa sorte!

    • Cavaleiro Negro
      15 de janeiro de 2016

      Muito Obrigado pela avaliação!

  52. Thata Pereira
    14 de janeiro de 2016

    Muito bonito o conto, só pecou na repetição de silhueta (como se o (a) autor (a) quisesse reforçar essa impressão de fantasmas e causar medo) e ao comparar o par com “pombos”, acho que quis usar no sentido adocicado, “dois pombinhos”, mas não combinaria com a narrativa. Será que foi isso? rs
    Uma coisa que aprendi sobre criar o medo: ele virá se você escrever um conto com esse propósito, mas sem pensar muito nele.

    Boa sorte!

    • Cavaleiro Negro
      14 de janeiro de 2016

      Muito obrigado por deixar a sua opinião! 🙂

  53. Leda Spenassatto
    14 de janeiro de 2016

    Aquelas silhuetas sem homens, que não cessavam a caminhar, creio que ficaria melhor “o caminhar”, assim como outras coisitas mais, já relatadas acima.
    Um conto que precisa ser mais conciso para cativar o leitor.
    Siga em frente, não desista, não!
    Abraços!

    • Cavaleiro Negro
      14 de janeiro de 2016

      Muito Obrigado pelas dicas! 🙂

  54. Ricardo de Lohem
    14 de janeiro de 2016

    Gente, mesmo em um microconto é possível ter um enredo. Não é preciso se restringir a descrições vagas de sentimentos subjetivos, é possível criar com 100-200 palavras, no caso, com um limite de 150. Da próxima vez, tente pensar em um final interessante, depois o tema central que levou a esse final, e depois o começo. É assim que eu faço. Boa sorte.

    • Cavaleiro Negro
      14 de janeiro de 2016

      Obrigado pelas dicas!

  55. Sidney Muniz
    14 de janeiro de 2016

    Não gostei. Não que a escrita não seja boa, mas não me agradou a forma e os caminhos da narrativa.

    Repetição de silhueta ou silhuetas – 3X

    Repetição de “seus”

    O vocabulário também não é uniforme, mistura de pretéritos, a tentativa de palavras mais rebuscadas, como “outrora” que não combinou com sua narrativa.

    Trechos estranhos:

    Se beijaram, intensamente, como nunca outrora o fizeram.

    Se beijaram, intensamente, como nunca haviam feito. Mas em minha opinião fica melhor assim: Se beijaram como nunca, intensamente.

    Foram juntos em vida e os maiores amantes na morte.

    Sugiro: Estiveram juntos em vida e foram os maiores amantes na morte.

    Tiveram seu último beijo eterno, congelados em um instante, para sempre.

    Sugiro: Tiveram um último beijo, congelados em um instante eterno.

    Selvagerias cometidas pelos hábitos nada civilizados… redundante demais, pois selvageria cometida = hábitos nada civilizados. Ou um ou outro para não ficar chato.

    caminho dos dois pombos – dois pombinhos, remete mais a namorados que a palavra “pombos”.

    Bom, é isso.

    Peço desculpas pela intromissão, mas costumo ser chato mesmo.

    Lhe desejo muita sorte!

    • Cavaleiro Negro
      14 de janeiro de 2016

      Muito obrigado pelas dicas!

  56. Davenir Viganon
    14 de janeiro de 2016

    Gostei da história de fantasmas. É simples, mas bem escrita. Tanto que li duas vezes com gosto. Parabéns!

    • Cavaleiro Negro
      14 de janeiro de 2016

      Muito obrigado pela avaliação! Significa muito para mim!

  57. Rubem Cabral
    14 de janeiro de 2016

    Olá.

    Um bom conto, com boas descrições e escrita sem deslizes. Contudo, não gostei muito da frase que chama os amantes de “pombos”: soou-me estranha.

    O enredo também pareceu-me simples.

    Abraços e boa sorte.

    • Cavaleiro Negro
      14 de janeiro de 2016

      Muito Obrigado pela avaliação!

  58. Renata Rothstein
    14 de janeiro de 2016

    Aplausos! Cada linha perfeita dá margem a diversas interpretações, além da obvia. perfeito.

    • Cavaleiro Negro
      14 de janeiro de 2016

      Muito Obrigado Renata pela avaliação! 🙂

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Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .