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Detox Literário.

Amantes na Morte (Pedro Henrique Cezar)

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Era um noite turva. Noite de verão no bairro em que as sombras de enormes silhuetas se esgueiravam pelas esquinas. Ruas escuras e sujas, típicas das selvagerias cometidas pelos hábitos nada civilizados dos habitantes locais.

Ele levava consigo o seu maior tesouro. Uma jóia, por assim dizer, em pessoa. Estava apaixonado, via-se em seus olhos a contemplá-la, tamanha admiração. Porém aquelas ruas malditas estavam no caminho dos dois pombos. Aquelas silhuetas sem homens, que não cessavam a caminhar, sem rumo aparente, sedentas pelos menos precavidos.

Ambos viram uma silhueta destoar das demais, seguindo o seu rumo. E outra após esta. Estavam cercados. Lutar? Não é possível lutar com fantasmas. Se beijaram, intensamente, como nunca outrora o fizeram. O sentimento selou-se e o tempo pareceu se atrasar. Foram juntos em vida e os maiores amantes na morte. Tiveram seu último beijo eterno, congelados em um instante, para sempre.

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70 comentários em “Amantes na Morte (Pedro Henrique Cezar)

  1. Fabio D'Oliveira
    29 de janeiro de 2016

    ௫ Amantes da Morte (Cavaleiro Negro)

    ஒ Estrutura: Um estilo interessante, que mantém-se puxado, quase de forma inteira, para o tom poético. Porém, não abusa de palavras e joguinhos, o que é satisfatório.

    ஜ Essência: Texto sobre o amor e a cumplicidade numa realidade distorcida. Incrível, até mesmo nesses lugares o amor persiste…

    ஆ Egocentrismo: Gostei. E não gostei. O tom sombrio ficou interessante, mas algumas coisas não ficaram tão claras. O leitor pode interpretar muitas coisas do que leu.

    ண Nota: 8.

  2. Matheus Pacheco
    29 de janeiro de 2016

    Hoje eu estou com bastantes referencias na cabeça, e esse conto sensacional me lembrou de uma estória de Hellbrazer chamada “Me abrace” que eu acho que se encaixa um pouco nessa estória.

  3. Tamara Padilha
    29 de janeiro de 2016

    No geral não gostei. Achei uma repetição de algumas palavras como ruas, que para o pouco espaço ficou estranho.
    Não entendi tanto seu propósito, mas acredito que quis nos passar uma história de fantasma. Não conseguiu chegar a esse objetivo tão intensamente, mas de qualquer forma parabéns.

  4. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    Amantes na Morte (Cavaleiro Negro)
    1. Temática:
    2. Desenvolvimento:
    3. Texto: Joia perdeu o acento. Porém, (vírgula); e ‘outra após ela’… Penso que ficaria melhor – sugestão. Beijaram-se (Não se inicia oração pronome). Pareceu atrasar-se.
    4. Desfecho: Para uma proposta sombria, ficou morno…
    Boa sorte!

  5. harllon
    28 de janeiro de 2016

    Algo muito efetivo e qualitativo para um conto é uma ambientação muito bem detalhada. Algo que, sinceramente, está muito bem expresso nas linhas do seu texto. Mas em relação à trama, já não despertei tanto interesse.

    Boa sorte e Abraços!!!

  6. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    Não costumo ler contos de horror ou fantasmas. Nada exatamente contra, só falta de hábito, mas este não me fez sentir nenhum tipo de tensão ou temor, então, creio que não funcionou muito. Tenho certeza de que deve agradar a muitos, porém. Sorte e sucesso!

  7. Murim
    28 de janeiro de 2016

    Havia postado no lugar errado, segue meu comentário:

    Achei mais ou menos. O espaço foi curto demais para mostrar ao leitor os dois sentimentos contrapostos: o medo na cidade e o amor entre as duas vítimas. Parece que essa contraposição era a chave para o que você queria contar. Mas não deu, ficou algo no meio termo, nem sentimos o temor por esse ambiente hostil, nem a paixão entre os dois. Mas está certamente bem escrito.

  8. Swylmar Ferreira
    28 de janeiro de 2016

    Trama interessante e bem ambientada ajudando muito o contexto. Bem concluída. Pecou na criatividade. Nada que atrapalhe.
    Parabéns.

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Informação

Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .