EntreContos

Literatura que desafia.

Liberdade Condicional (Gustavo Araujo)

Brooks-out-of-jail

A mesa parece firme. De mogno, dá para ver pela cor escura. As beiradas gastas segredam sua antiguidade, construída em um tempo em que as coisas eram feitas para durar. A cadeira em frente completa o jogo. A tonalidade da madeira é a mesma. Também é robusta, o suficiente para suportar alguém do meu tamanho. Não que eu seja grande, ao contrário, mas os anos se encarregaram de me tornar mais pesado. Arrasto tudo para o vão que separa a sala do quarto, onde antes certamente havia uma porta. No alto, o pórtico também de madeira, com desenhos em relevo, destoa da simplicidade do restante do apartamento.

***

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Segunda Antologia EntreContos, cujo download gratuito pode ser feito AQUI.

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29 comentários em “Liberdade Condicional (Gustavo Araujo)

  1. Gustavo Araujo
    18 de novembro de 2014

    Obrigado a todos pelos comentários, pessoal! Tive a inspiração para escrever esse conto depois de ver que este ano comemorou-se o vigésimo aniversário do filme “Um Sonho de Liberdade”. Um sites desses qualquer trazia uma comparação entre a produção cinematográfica e o conto do Stephen King, que lhe deu origem. Muito legal. Como resultado, comprei o livro do SK e li o conto em um só dia.

    Ao contrário do filme, no conto de SK o personagem de Brooks pouco aparece. Aí tive ideia de completar essa lacuna e escrever sobre ele. Imaginar o motivo do crime, o dia a dia na prisão, a função de “gerente da biblioteca”… Para dar a ele um motivo para prosseguir, para continuar vivendo, criei esse desejo pelo livro “Vinte Mil Léguas Submarinas”.

    Fico contente que a maioria tenha apreciado o resultado. Tentei ser fiel ao conto do SK e principalmente ao filme. Agora percebo que poderia enxugar um pouco os trechos sobre Red e Andy. Quem sabe, faço isso numa revisão. De todo modo, obrigado a todos que leram e comentaram. Valeu!!!

    Ah, para os entusiastas, deixo aqui a dica de um blog que encontrei e que traz informações sobre o antigo reformatório que serviu como locação para o filme. Show de bola!
    http://mybonnie.wordpress.com/2014/07/16/brooks-was-here-so-was-pat/

  2. Rodrigues
    17 de novembro de 2014

    o conto é muito bem escrito e na hora que eles estão trabalhando no telhado, lembrei exatamente da cena, que é muito emocionante mesmo. por fim, achei que a homenagem está muito ligada às cenas originais, fiquei esperando mais releituras, que não vieram. contudo, esse autor tem grande potencial de descrição e sabe levar muito bem a história, coisa que tenho dificuldade. parabéns!

  3. Fil Felix
    17 de novembro de 2014

    Gostei do conto, super bem escrito e conseguiu aproveitar muito bem o limite de palavras. Mesmo retratando um grande período de tempo, não me pareceu corrido nem nada do tipo. Achei bonito como retratou o suicídio, a dificuldade em se habilitar ao “mundo real” novamente e a presença da esposa e filha mortas, bastante sublime e não atrapalha a vida do leitor, pelo menos não fiquei pensando “de onde será que ela saiu” e coisas assim.

    Porém, apesar de bonito, não achei nada de muito interessante. Ficou a história pela história. Mas ainda sim é um bom conto.

  4. Wender Lemes
    17 de novembro de 2014

    Baita filme esse, em? Achei uma bela coincidência o pseudônimo do próximo conto ser Morgan Freeman kkk. Você escolheu um tremendo personagem para narrar também, e o fez com maestria. Enfim, gostei muito de ter lido seu conto. Parabéns e boa sorte.

  5. rubemcabral
    17 de novembro de 2014

    Gostei muito: muito boa a ideia de estender a história triste do velhinho da biblioteca. O personagem passou muita veracidade e a ambientação também foi muito competente. As pequenas falhas de revisão não comprometeram, embora eu tenha achado a narração bem simples.
    Muito bom, parabéns!

  6. Eduardo Selga
    16 de novembro de 2014

    Competente a narrativa, ao conseguir dar ao suicídio um ar blasé, como se fora algo comum ou inevitável na trajetória do personagem. Não houve, nesse aspecto, nenhuma dramatização ou glamorização da tragédia, típicos desse cineminha de entretenimento que tantos querem copiar aqui. Isso é um ponto positivo, pois a narrativa textual pode se concentrar nela mesma, sem padrões relativos a outro código de signos narrativos.

    Também a trajetória do protagonista foi mostrada nesses tons pastéis, com algo que me fez ficar ainda mais atento ao texto: a naturalização do fantasmagórico. A esposa do homicida vez por outra surge e nem o protagonista se assusta, nem ela pretende assustá-lo, vingar-se, ou coisa do tipo.

    Contudo, há excesso de personagens e de tramas. Não sei se houve tentativa de uma “fidelidade” ao filmes (ou filmes, não importa), mas há personagens sobrando. Se retirados da narrativa, não fariam diferença. No conto, a pulverização da ação em personagens desnecessários causa, por certo, um enfraquecimento textual. Na verdade, a dinâmica deste texto é a da novela (gênero narrativo), mas o tamanho (o pior critério para se estabelecer o que é ou deixa de ser conto) não.

    Essa valorização da rotina, a que me referi nos dois primeiros parágrafos, de modo algum significa pobreza narrativa. Dentro dessa rotina, o(a) autor(a) consegue pinçar o inusitado, aquilo para o que se dá pouca atenção, sem, felizmente, tentar mostrar o quanto ele(a) é hábil nessa operação. Claro, isso é um jogo de aparência, afinal qual o escritor que não pretende mostrar sua habilidade? Pretendo dizer que, ao contrário de muitos textos aqui postados, este não é explicitamente performático, na medida em que foge da emoção fácil, barata.mas nem por isso se trata de uma obra-prima.

  7. Gustavo Araujo
    16 de novembro de 2014

    O texto mistura o filme “Um Sonho de Liberdade” e o conto que lhe deu origem, “Rita Hayworth e a Redenção de Shawshank”, de Stephen King. As lacunas presentes no filme são completadas com as informações do conto. Como novidade neste texto, destacam-se as visões que Brooks tem da esposa assassinada e o desejo pelo livro “Vinte Mil Léguas Submarinas”, fato este condizente com sua situação de responsável pela biblioteca da prisão. Creio que têm razão aqueles que disseram que o “Liberdade Condicional” pode ser enxugado. As alusões a Red e Andy podem ser diminuídas sem prejuízo para o impacto desejado, o foco em Brooks.

  8. Gustavo de Andrade
    15 de novembro de 2014

    Gostaria de começar dizendo que você é um monstro sem coração — me fez lacrimejar com o exato último período. Ao ver que ela estava segurando o livro, já senti um “AH NÃO” e… era Vinte Mil Léguas Submarinas! Espetáculo.
    Ok, fora a puxação de saco: qualquer pecado referente ao seu texto vem do triste fato de que tratamos, aqui, de um conto. A extensão não lhe permitira dar tudo que você quis oferecer ao texto, terminando em um formato — embora impactante — menos orgânico e bem-trabalhado que o ideal. A cena da entrevista, por exemplo. Fez falta um diálogo! A cena do emprego. Faltou alguma comparação, um “eu gostava mais da biblioteca”, ou “o dinheiro que eu ganhava não permitia-me ter metade da vida que levava com Laura”, acho. Assim, findou-se por ser uma história riquíssima e cheia de emoção, mas com elementos faltantes :/

  9. Thiago Mendonça
    14 de novembro de 2014

    Juro que procurei motivos para não dar nota máxima para esse conto, mas não os achei. Sua narrativa é bem sóbria, porém ao mesmo tempo emocionante. “Shawshank Redemption” é um dos meus filmes favoritos e Stephen King meu escritor favorito. Meus sinceros parabéns!

    P.S: achei umas pequenas falhas de revisão, mas que não diminuíram em nada o impacto do seu texto:
    “apanhei muito início” -> “apanhei muito no início”
    “franzinho” -> “franzino”
    “Jake se limitou a ouvir sem jamais fez perguntas embaraçosas.” -> “Jake se limitou a ouvir sem jamais fazer perguntas embaraçosas.”

  10. Willians Marc
    14 de novembro de 2014

    Ótimo conto. Gostei muita da fluidez e da técnica usada pelo autor(a). Mesmo o texto sendo longo e introspectivo (características que eu não gosto muito em um conto), consegui ler de forma rápida e sentir tudo o que o protagonista estava vivendo. Peguei um ou dois errinhos que passaram pela revisão, mas isso não diminui o valor do texto.

    É um dos meus favoritos até o momento.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  11. Andre Luiz
    14 de novembro de 2014

    Primeiramente, meus critérios complexos de votação e avaliação:
    A) Ambientação e personagens;
    B) Enredo: Introdução, desenvolvimento e conclusão;
    C)Proposta: Tema, gênero, adequação e referências;
    D)Inovação e criatividade
    E)Promoção de reflexão, apego com a história, mobilização popular, título do conto, conteúdo e beleza e plasticidade.
    Sendo assim, buscarei ressaltar algumas das características dentre as listadas acima em meus comentários.
    Vamos à avaliação.

    A)Não sei se tenho esta dádiva, mas vou me ater a copiar o colega Piscies: “Clap, clap, clap!” Hatlen é o melhor personagem do concurso até o momento, oscilando entre um breve momento de loucura, uma mescla confusa de sensações ao chegar na prisão, a vida institucionalizada dentro da prisão e o passo para se retornar ao mundo exterior, cruel como sempre foi. Curioso saber que há meios para se domesticar uma pessoa(no caso, não o protagonista), o que, na sociologia e filosofia, estuda-se como microfísica do poder. Com o controle diluído em várias esferas da vida de uma pessoa, fica difícil fugir a ele. É exatamente isto que o conto deixou em minha mente, gravado como s entalhes de Hatlen ao fim do conto. Se viver não era mais uma opção, então que terminasse a vida e fosse junto àquelas que perdera. Dito e feito.

    B)Posso estar completamente errado, porém percebi a prisão como um personagem. Singular, aliás. Ela mexe com as pessoas que estão ali, desde os presos até o próprio diretor, humaniza e desumaniza. Destrói e constrói, ao passo que desanima e reanima. É um ser vivo… Parabéns pela história e enredo impecáveis.

    Considerações finais: Reiterando – “A rotina dá ao homem, mesmo ao homem condenado, um rumo, algo que o faz acreditar, ainda que superficialmente, que basta viver um dia depois do outro para não enlouquecer. Desde que não se façam planos, desde que não se alimentem esperanças.” EXCELENTE! Bravo! Parabéns e sucesso no concurso!

    • Andre Luiz
      16 de novembro de 2014

      Tive de voltar depois que assisti ao filme. E continuo minha opinião: Este conto é o melhor do concurso! Sim, a narrativa, os personagens. Tudo. Quando assisti “Um Sonho de Liberdade”, entendi tudo: A vida na cadeia, a família perdida, a vida fora da cadeia e o deslocamento que Brooks sentiu. Tornara-se docilizado dentro de Shawshawk, e não sabia mais viver fora da prisão. Tinha lá sua família. Tornara-se mais um na rotina. O que no filme já me emocionou, no seu conto fez trazer um rio de lágrimas. Parabéns novamente! Você merece ganhar!

  12. Anorkinda Neide
    13 de novembro de 2014

    Olha, o conto apelou para o emocional, mas não me convenceu.
    A história em si, do suicida, o seu crime, achei meio lugar-comum…
    O episódio presídio, não me fez relembrar o filme, talvez pq eu não tenha assistido, não lembro. Portanto todas as referencias , para mim, se tornaram uma profusão de acontecimentos rápidos e cansativos ao mesmo tempo.
    Gostaria mais se o conto se concentrasse no protagonista de uma forma mais concisa, ou seja, gosto de contos menores..hehehe
    Boa sorte ae!
    Abração

  13. piscies
    12 de novembro de 2014

    clap clap clap clap. Isso aqui é uma obra prima.

    A abordagem de Sonho de Liberdade pelos olhos de Hatlen foi uma sacada genial. A história ficou emocionante e riquíssima de detalhes. Li seu conto como se estivesse vendo o filme novamente, com cenas diferentes. Ficou bom demais.

    O personagem principal foi muito bem trabalhado. O leitor entra na cabeça dele, sente o que ele sente, vê o tempo passar como ele vê. Até mesmo a mente do psicopata é bem retratada aqui: o fato dele achar que a culpa não foi dele, e demorar anos até começar a entender que talvez ele tenha alguma culpa em tudo o que ocorreu.

    Me senti lendo um livro durante alguns minutos… até que o conto acabou. Pena ter o limite de palavras, rs. Gostaria de ler mais. Está excelente!

    Parabéns e boa sorte!

  14. JC Lemos
    11 de novembro de 2014

    Olá, tudo bem?

    “Um Sonho de Liberdade” é um dos meus filmes favoritos. e aqui você conseguiu fazer jus a obra. Sua narração é muito boa, nos levando através das nuances, fazendo-nos viajar nos anos de arrependimento e perdão do personagem.
    Achei bem tocante, e desde o início, já imergi na atmosfera do filme.

    Entretanto, não gostei de algumas passagens, pois foram apenas um apanhado do que aconteceu no filme. Nada de inovação durante uma grande parte. E achei que os personagens principais do filme, tiveram um foco muito grande na história. Queria saber mais sobre Brook, assim como foi no começo. Essas coisas não tiraram a qualidade do conto, mas sim um pouco do brilho.

    De qualquer forma, é um texto muito bom, bem narrado e permeado de emoções.
    Parabéns pela obra!
    Boa sorte!

  15. Claudia Roberta Angst
    11 de novembro de 2014

    O filme “Um Sonho de Liberdade” é um dos meus favoritos. O conto, apesar de bem longo, consegue prender a atenção do leitor. O isolamento e arrependimento do personagem é tocante, a ponto de nos convencer a perdoá´-lo em alguns momentos. Não houve erro algum que tenha atrapalhado a leitura. Boa sorte!

  16. Brian Oliveira Lancaster
    10 de novembro de 2014

    Meu sistema: essência. Impressionante. Li poucos textos que conseguiram me prender do início ao fim, sendo de um gênero totalmente diferente do que gosto. Lembrou muito o filme “Um sonho de liberdade” e com Júlio Verne sendo o quase mentor-fantasma-mote do personagem, me conquistou. Não tenho mais o que dizer. Notei que faltou apenas um conectivo em uma frase lá no início, mas não atrapalhou em nada a experiência. Já pra lista dos favoritos!

  17. Jefferson Reis
    10 de novembro de 2014

    O pessoal bate muito na tecla de que um conto não pode ter muitos personagens. Discordo. O(a) autor(a) de Liberdade Condicional conseguiu contar a história (ou parte dela) de pelo menos dois deles. Isso é muito legal.

    O que muitos encaram como “gordura extra”, recebo como bônus.

    B. Hatlen é um ótimo narrador. Há algumas vírgulas e palavras faltando em certas construções, mas nada que atrapalhe a leitura.

    Outra tecla repetidamente batida é a de que o tempo diegético do conto deve ser rápido. Nem sempre, pessoal. Qual é o problema em contrariar a regra se isso não prejudicar a narrativa?

    Ok. Gostei do conto, mais pela técnica narrativa do que pela trama, mas gostei de ambas. Parabéns ao autor.

  18. Virginia Ossovsky
    8 de novembro de 2014

    Gostei muito do conto, a história é tocante. Apesar de tudo que o narrador fez, senti pena dele, principalmente quando “via” a esposa, sinal de que passou o resto da vida com remorso. Parabéns e boa sorte !

  19. Leonardo Jardim
    7 de novembro de 2014

    O texto é muito bom, emocionante e bem escrito. Faz muito tempo que vi o filme e infelizmente não peguei a referência lendo o texto, o que me atrapalhou um pouco na compreensão, já que não lembrei dos personagens.

    Lendo os comentários, relembrei o filme e as coisas fizeram sentido. Aliás, foi ótimo relembrar essa emocionante obra de Hollywood. Esse desafio está sendo ótimo para isso: já estou me preparando para ver ou rever muitos dos filmes aqui citados.

    O único defeito do conto é que alguns personagens e passagens do filme foram narradas, mas não acrescentaram muito à trama do conto. Os personagens principais do filme, por exemplo, poderiam ter sido citados somente como brindes, mas acabaram recebendo um espaço acima do ideal.

    De qualquer forma, não atrapalhou a excelente qualidade do conto. Mais um grande texto para este certame. Parabéns e boa sorte!

  20. daniel vianna
    7 de novembro de 2014

    Muito bom texto, com a gradativa transformação do personagem; a loucura consistente na visão da esposa falecida, o que também, apesar de contraditório, auxiliou em sua recuperação moral. Contraditório se considerarmos o aspecto da sanidade, evidentemente, já que a visão da mulher, óbvio, levou à reflexão do crime cometido. A lamentação pela saída de um lugar do qual já se sentia parte, o que também conduz a mais uma boa reflexão. Entretanto, acho que o texto, por melhor que seja, também merecia alguns cortes. Talvez toda a parte que diz respeito ao personagem do banqueiro pudesse ser extirpada. Porém, nada que comprometa a qualidade do conto. Sucesso.

  21. simoni dário
    6 de novembro de 2014

    O filme escolhido para o conto é muito bom, como já foi comentado. Eu, particularmente, assisti mais de uma vez.
    Você fez de um personagem coadjuvante, o protagonista. Boa ideia. Só que a impressão que tive lendo o texto é que você usou passagens e frases idênticas as usadas no filme e me parece que com boa parte do texto foi assim. Desculpe se estou errada, mas transmitiu essa “cola”, e disso não gostei.
    O conto é bem escrito, bem narrado, entretanto um pouco longo e arrastado o que me fez querer chegar logo no final.
    Gostei do filme e personagem escolhidos. O final, tal e qual, já era conhecido.
    Boa sorte!

  22. Fabio Baptista
    6 de novembro de 2014

    ======= TÉCNICA

    Muito boa – clareza, fluidez, respeito às normas gramaticais.

    Faltou, porém, um pouco de ousadia. A narrativa é muito “certinha”. Não estou sugerindo nenhum malabarismo literário, mas uma metáfora mais elaborada (de preferência relacionada ao universo da prisão), alguma gíria específica que marcasse mais a “fala” do protagonista, ou algo do tipo.

    – Ellie veio ao socorro dela
    >>> Trocaria esse “dela” por “da mãe”

    – Apanhei muito início
    >>> Faltou um “no”

    – as histórias faziam os presos voltar no tempo
    >>> Aqui não tenho certeza… confesso que nunca entendi muito bem essa regra, mas a princípio acho que ali deveria ser “voltarem no tempo”. Se alguém mais gabaritado puder elucidar a questão, agradeço. (O Pasquale fez um artigo sobre isso recentemente, mas não estou encontrando agora).

    – institucionalizado
    >>> Acho que esse deveria ser o título do conto

    ======= TRAMA

    O filme escolhido é excelente e esse ponto de vista do velhinho da biblioteca foi uma sacada muito boa.

    Todo o recheio criado pelo autor para as lacunas ficou ótimo, mas há um pequeno grande problema – não combina com o formato “conto”.

    O período da história ficou muito grande, cobrindo toda a vida do personagem, praticamente. Seria fantástico em um romance, mas aqui, em 4.000 palavras, as abordagens de muitos eventos ficam superficiais, corridas, concedendo pouco tempo para nos afeiçoarmos aos diversos personagens que cruzam a vida do protagonista.

    Tchecov diz que se uma espingarda aparece em um conto, logo ela tem que atirar. Aqui apareceram várias espingardas que não atiraram (muitos personagens que serviram só para trazer lembranças do filme e não agregaram muito à trama, eu quero dizer).

    Mesmo com os eventos tendo passado de forma corrida, o final ficou muito bom, deixando o leitor triste pelo personagem.

    ======= SUGESTÕES

    – Tentar colocar algo no jeito de narrar do personagem que o distinguisse de um “narrador padrão”.

    – Aprofundar-se mais em uma quantidade menor de eventos.

    ======= AVALIAÇÃO

    Técnica: ****
    Trama: ***
    Impacto: ***

  23. Sonia Regina
    6 de novembro de 2014

    Gostei muito da sua história. Bem escrita, o suspense vai envolvendo o leitor devagar, as mudanças de sentimento do personagem visíveis em suas ações e pensamentos, me lembra um conto de Stephen King que tem um final feliz – o prosioneiro foge e leva um amigo consigo, depois de uma fuga pra lá de horrivel. E fica sempre a dúvida se o personagem (do SK) era culpado ou inocente. Já o seu, claramente culpado, castigado pela culpa, carrasco de si mesmo.
    O fio condutor é muito bom.

  24. Maria Santino
    6 de novembro de 2014

    Oi!

    Ah! Eu adoro esse filme, acho que o assisti quando tinha uns 14 ou 15 anos, chorei pacas com o final (naquele tempo eu já gostava de fatalismos, mas o final desse filme é joia!). O Filme é baseado em um dos contos do Stephen King, não? Nessa coletânea tem também aquele que levou à criação de “Conta Comigo”, que também é outro ótimo filme (nunca li essa coletânea, li pouco do King – acho que só uns três livros e só me envolvi mesmo com o Cemitério. Tenho que remediar isso 😦 )
    Bem, eu gostei, as melhores partes são aquelas onde o Andy Dufresne entra na trama, mas você abordou outro personagem que também é cativante e tem um final trágico muito bom. Eu já sabia o que iria acontecer, mas esperei para ver algo além (ainda que tenha gostado) desejei algo mais. Acho que se você focasse mais na angústia do velhinho quando ele está fora da cadeia não teríamos a sensação de se estar vendo o filme mais uma vez (mas isso não é ruim, só é pouco ousado).
    Isso escapou da revisão: Apanhei muito (no) início […] limitou a ouvir sem jamais fez (fazer) perguntas embaraçosas.
    Gostei, mas sinto que gostaria mais se você me oferecesse mais. Desejo sorte. Abração!

    • Maria Santino
      6 de novembro de 2014

      Sei lá, mas me deu uma vontade de dizer: O filme em questão trata-se de “Um Sonho de Liberdade” com Tim Robbins e Morgan Freeman. Para os que já viram e captaram, desculpe a intromissão, mas para os que ainda não viram o filme, assistam vão se amarrar, é um dos melhores filmes de vingança, manutenção de nossa integridade mental, nossa liberdade, que é um dos bens de maior valor. Sucesso!

  25. Wallisson Antoni Batista
    6 de novembro de 2014

    Sempre adorei textos que envolve algum tipo de perda seguido de remissão, particularmente é um conto com grandes chances de vitória. O enredo está ótimo, a ortografia também, a história é bem especifica e muito bem organizada. Para mim foi o melhor conto que li até o momento.
    Os detalhes do crime, da prisão e do personagem em si contam muito em um competição como está. A ternura na amizade com Jake, seu melhor amigo foi o que mais me chamou a atenção na história.
    Muito bom, parabéns.

  26. Ledi Spenassatto
    5 de novembro de 2014

    Boa a sua História. Gostei muito! Só o início, no primeiro parágrafo, fiquei indecisa, você iniciou o conto parecendo narrar em terceira pessoa e no entanto, a partir dai, seguiu narrando em primeira pessoa. Alguns, poucos, acertos serão necessários. “Apanhei muito início”.

  27. Lucas Rezende
    5 de novembro de 2014

    Parabéns!
    Adorei a forma como retratou a sanidade do personagem se esvaindo. Me apeguei e torci para que ele ficasse na prisão com o Jake rs. O tamanho ficou muito bom, não se prolongou demais e não ficou nenhuma ponta solta.
    Achei o conto bastante refletivo, os anos vão se passando e o personagem realmente já não faz mais parte do mundo exterior. O final ficou ótimo, que ele se encontre com a esposa e filha.
    Boa sorte!!!

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Publicado às 4 de novembro de 2014 por em Filmes e Cinema e marcado .