EntreContos

Detox Literário.

She’s Leaving Home (Willians Marc)

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Quando nove garrafas de cerveja já estavam vazias, Melissa e David sabiam que todos os problemas do mundo tinham sido resolvidos. O casal estava de mãos dadas sobre a mesa de ferro em um bar no meio da estrada. Ele já frequentava aquele lugar há mais meses do que um calendário pode contar e todas as garçonetes já haviam marcado seu nome em diversas comandas. Porém, a garota estava ali pela primeira e, provavelmente, última vez.

Enquanto ela ouvia ao fundo as musicas das bandas do momento, como Beatles e Rolling Stones, começou a lembrar dos fatos que haviam se iniciado dois dias atrás e que iriam mudar o destino de sua vida.

***

Cinco vezes os ponteiros do relógio já haviam dado a volta em si mesmos naquele dia e o sol ainda se escondia sob o horizonte, mas Melissa já estava de pé na porta do seu quarto. Na mala que levava à mão cabia toda a sua vida. Olhou para o que deixaria para trás: dois anéis de diamante, casacos de pele, roupas de seda e cashmere feitas à mão; tudo isso guardado em seu quarto pintado de rosa e com móveis que passaram pelas ferramentas do melhor marceneiro da cidade. Fechou a porta do quarto e deu meia volta, decidida a não voltar mais ali.

Desceu a escada com passos suaves para não acordar seus pais. Vigiando todos seus passos, estavam algumas fotos da família; as fotos haviam parado no tempo alguns jantares de luxo, partidas de golfe e tênis, premiações de empresário do ano; todos melhores momentos da vida de seu pai. Quando desceu todos os degraus que poderiam leva-la para o céu ou o inferno, foi até o escritório de seu pai e escreveu de improviso um bilhete para sua mãe:

Ontem foi a última vez que eu jantei nessa casa, estou indo em busca do que eu realmente desejo, porque a minha bússola é a liberdade. Não irei mais trabalhar na empresa do papai. Deixem eu ter a vida que eu quero viver, pois aqui nessa casa, eu nunca consegui e nem nunca vou tê-la. Tão certo quanto o caminho da vida é a morte, um pássaro não pode ficar preso nesse aquário que vocês edificaram para mim.

Melissa

P.S.: Não me procurem!

Ela queria poder dizer mais, contudo, assim que a última linha do bilhete foi escrita com a caneta Montblanc de seu pai, a garota levou o bilhete até a cozinha e o deixou em cima da mesa onde sua mãe servia seus sonhos de família ideal. A mulher passava metade de sua vida naquele cômodo e a outra metade em seu salão de beleza, lugar onde falava com suas clientes a respeito de cada respectivo marido e o quanto eles eram supostamente perfeitos, coisa que Melissa duvidava profundamente.

Segurando um lenço velho que tinha desde criança, ela abriu vagorosamente a porta dos fundos, saiu de casa e finalmente estava livre.

***

John roncava como um escamento de carro velho e coçava sua barba hirsuta. Enquanto isso, sua esposa, Elza, colocava sua camisola rumo à cozinha onde prepararia o café da manhã para sua família. Ainda com os olhos entreabertos, chegou em frente à mesa e reparou no bilhete que estava sobre ela. A mulher leu o bilhete e gritou para seu marido:

– Querido, nosso bebê foi embora!

Sem entender direito o que sua mulher havia gritado, John acordou e foi lentamente de encontro a ela, que segurava o bilhete com uma mão enquanto continha suas lagrimas com a outra.

– Tenho uma reunião importantíssima daqui a pouco, você já preparou o café? – Questionou ele.

– Não! você não me ouviu!? Melissa fugiu de casa e deixou esse bilhete.

– Ela o quê? Não pode ser, por que ela faria isso conosco?

– Eu não faço ideia, alguém deve tê-la obrigado a fazer isso! – Gritou Elza, em tons de desespero – Meu Deus… Vou ligar para a polícia agora! –

Ela fez a ligação e em poucos minutos uma viatura chegou à frente da sua casa. Dois policiais estavam no automóvel, um já devia estar bem próximo de sua aposentadoria, o outro só tinha usado armas para caçar. Somente o mais novo saiu do carro e foi em direção à Elza, que já estava esperando na porta de entrada. Seu marido estava ao lado dela, já havia preparado café e estava devidamente uniformizado com seu terno e sua gravata.

– Bom dia, a senhora deve ser Elza, certo? – Disse o rapaz.

– Sim, sou eu, preciso que procure a minha filha! – Atalhou Elza.

– A senhora tem que se acalmar e me contar o que ocorreu.

– Sim, sim, claro. Eu acordei agora a pouco e encontrei esse bilhete deixado pela minha filha em cima da nossa mesa. – Ela entregou o pedaço de papel ao homem, que o leu sem pressa alguma.

– OK, a senhora sabe me informar em qual horário ela saiu de casa? – Questionou o policial e dirigiu a palavra a John – Senhor? Estou sentindo cheiro de café, poderia me servir uma xicara, por favor? – John acenou com a cabeça positivamente e foi à cozinha buscar uma xícara de café.

– Não tenho certeza quando ela saiu. – Respondeu Elza – Deve ter sido durante a noite, jantou aqui ontem à noite, o senhor não leu o bilhete?!

– Eu li sim, mas dependendo de há quanto tempo ela saiu, nós ampliaremos nossa área de busca. – John entregou o café ao rapaz que o tomou degustando cada gole e, ao fim do liquido que traria animo ao seu dia, retornou ao mundo do casal.

– Bom, a garota em questão, Melanie, certo?

– Não! O nome dela é Melissa… – Respondeu Elza, já sem paciência com aquele jovem que tinha idade para ser seu filho.

– Ok, ok, Melissa. Na opinião de vocês ela teria algum motivo para ter fugido de casa?

– Com certeza não. – John assumiu a palavra sem nenhuma hesitação – Nós damos à Melissa tudo o que o dinheiro pode comprar! Esses adolescentes de hoje em dia são todos muito rebeldes, isso é tudo culpa da TV e dessas bandas de rock…

– É verdade. – Concordou sua esposa – O pior é que existem alguns adultos que ainda apoiam essa conduta. Como aquele tal de Timothy Lary…

– É Timothy Leary – Corrigiu o policial.

– Que seja, é esse irresponsável aí mesmo. Esse é o fim dos tempos, só pode… – Disse Elza.

– É a era de Aquarius… – Cochichou o rapaz, sem a intenção que o casal ouvisse.

– O que você disse? – Perguntou John.

– Nada, senhor. – Respondeu ele, olhando para seus pés – Sabe? eu tinha um amigo que também fugiu de casa, ele tem mais ou menos a minha idade e morávamos numa cidade longe daqui, porém faz tempo que não o vejo. Tinha os motivos dele, mas seus pais nunca aceitaram isso…

– Não queremos saber da sua vida particular. – Disse Elza, seca.

– Enfim, estou pensando longe. Iremos iniciar agora as buscas por Melissa.

– Você não tem mais nenhuma pergunta? Exigimos que ela seja encontrada o mais rápido possível! – Exclamou a mulher com seu dedo indicador estendido, quase alcançando o rosto do policial.

– Não, senhora, nós faremos o melhor possível para encontrá-la.

– Para o seu bem, esperamos que sim. – Ameaçou John e seu tom de imposição – Agora eu preciso ir, já me atrasei demais para minha reunião. – Ele deu um leve beijo no rosto de sua esposa.

– Nossa, até o Spock conseguiria passar mais emoção… – Sussurrou o homem da lei.

– O que o senhor disse? – Esbravejou Elza.

– Nada, nada… Eu também estou indo. Tenham um bom dia.

***

A décima garrafa de cerveja estava sendo aberta. Melissa sentia-se leve e um pouco bêbada, nunca tanto álcool tinha adentrado seu corpo. David estava completamente sóbrio, trabalhava em um bar como crupiê e estava acostumado a tomar o restante dos copos de Scotch deixados à mesa pelos clientes. Reparava em um Cadilac branco estacionado na frente do bar, seu pai havia dado um idêntico em seu aniversário, todavia o dito cujo era vermelho.

Em meio ao seu devaneio, viu uma viatura da policia estacionando, um homem desceu do carro e foi em direção ao bar. A garota questionou-se o que um policial faria em um bar numa sexta-feira às nove da noite ainda vestindo seu uniforme. “Seja livre também, homem da lei”, pensou ela. Após ele fechar a porta, ficou alguns instantes parado olhando ao redor, como um animal buscando sua caça. Ao ver Melissa, parou sua busca visual e deu um leve sorrisinho com o canto da boca.

Ele arrumou seu cinto, assim como seu quepe, e começou uma caminhada rumo ao local onde o casal estava. Ela percebeu apenas nesse momento, “Claro que ele está aqui me procurando! Malditas sejam essas cervejas que não me deixam pensar direito!”, sussurrou a garota, refletindo sobre as dez garrafas à sua frente. Pegou a mala onde levava seus sonhos e a colocou no colo, abraçando-a como se fosse um travesseiro. Sabia que já devia ter ido embora, mas David insistiu tanto em encontrar um amigo dele ali, que não teve como negar, afinal, nos últimos meses ele estava cuidando dela de uma forma que seus pais nunca cuidaram.

A distância entre aquele homem e a liberdade da garota diminuía cada vez mais, subitamente David levantou de sua cadeira e foi na direção dele. “Não acredito que ele vai brigar com um policial! Isso só vai piorar a situação…”. Entretanto, o único atrito que ocorreu foi um abraço entre ambos.

– Vocês querem me matar de susto ou coisa que o valha? – Questionou ela, jogando a mala de lado e se levantando.

– Ah, pequena, esse aqui é o meu amigo George – Disse David para ela, o rapaz estendeu a mão para cumprimenta-la, mas demorou alguns segundos antes de tomar alguma atitude – ei, querida? Ele é o meu amigo…

– Sim, Melanie. – Se enganou George – Digo, Melissa. Eu falei com seus pais a dois dias atrás. – A garota teve um súbito frio na espinha e suas pernas pareciam ter se transformado em areia de tão bambas – Confesso que, inicialmente, não quis fazer o que David me pediu, mas após conversar alguns minutos com aquele casal de velhos, não tive dúvidas do que seria melhor pra você.

– Dúvidas sobre o quê? – Questionou ela.

– Pedi um favor ao George, para que nós pudéssemos ter mais tempo. – Respondeu David, enquanto todos se sentavam novamente – Quando nós decidimos que seria melhor fugir da cidade, falei com ele para que, no exato dia em que você fosse fugir, ficasse fazendo rondas perto da sua casa, assim, seria o primeiro policial direcionado para atender ao chamado dos seus pais.

– No duro? – Duvidou a garota desse plano sem pé nem cabeça.

– É isso mesmo que o David disse e foi tiro e queda. Seus pais estão pensando até agora que a polícia está “fazendo o melhor possível para encontrar sua preciosa filha”.

– Mas os meus pais vão insistir e ligar para polícia de novo e de novo e de novo… – Falou Melissa com ar cabisbaixo.

– Sim, mas até lá nós já vamos ter ganhado tempo suficiente para ir embora, aliás, precisamos ir o mais rápido possível. – Apressou-se David.

– Vou levar uma tremenda bronca do meu superior por ter “esquecido” de comunica-los a respeito do sequestro. – Explicou George, já preocupado – Mas nos dias atuais eles não podem desperdiçar um sangue novo na delegacia, aquele lugar tem mais velhos do que um asilo…

– Acho que eu entendi. – disse Melissa, ainda meio desconfiada – Enfim, agradeço pelo seu esforço, George. Ouvi em algum lugar que a maldade é a falta de empatia, ou seja, as pessoas tratam os outros mal porque não conseguem se colocar no lugar de seus semelhantes. Provavelmente o que falta aos meus pais para me compreender, está sobrando em você.

O casal deixou as garrafas vazias para trás, levando apenas o seu conteúdo, e George ficou observando o carro de David se escondendo no horizonte. Agora, ninguém poderia dizer a eles qual som ver ou qual cor escutar. “Ela está deixando sua casa após viver sozinha por tantos anos…”, pensou o homem da lei.

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Conto baseado na música “She’s Leaving Home” dos Beatles. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=-lG3nXyI41M

50 comentários em “She’s Leaving Home (Willians Marc)

  1. fmoline
    5 de outubro de 2014

    Esse foi um conto bem agradável e a com algumas comparações divertidas como “roncando como em escapamento de carro” ou “até o spock passaria mais sentimentos”, o que deu ar bacana ao texto. A história em si não é grandiosa, mas eu realmente não me importo com ápices, então soou tudo muito bem para mim. um último adendo, Beatles é sempre uma boa escolha e o texto ilustrou bem a música. Em geral, eu gostei do texto.

    Parabéns e Boa sorte!

  2. Alana Santiago
    4 de outubro de 2014

    Gostei da narrativa, mas sendo até repetitiva, os diálogos me incomodaram. Não foram naturais, pareceram muito forçados. A situação com o policial também me pareceu forçada, admito. E tem alguns tempos verbais, trocas de “Há” por “A” também, mas nada que possa ser trabalhado. Parabéns pela escolha da música e por ela ter lhe inspirado. Acho que não tinha necessidade do nome em inglês, e nem dos personagens terem nomes estrangeiros, pra mim não adiantou, vi a ação toda do conto como se fosse no Brasil, haha, mas aí é questão de gosto, também, nada que desmereça o que foi escrito, só uma observação. 😉

  3. Carolina Soares
    4 de outubro de 2014

    Gostei do conto porém tenho que falar que os diálogos apresentados são artificiais. Consegui ler até o final mas me perdi em alguns momentos, tendo que reler o texto para conseguir entender o desfecho. Algumas revisões são necessárias e talvez gastar um tempo a mais aprofundando as personagens.

  4. Eduardo Barão
    4 de outubro de 2014

    Primeiro ponto que pretendo destacar é o título: não ficou bom. Quem conhece a música na certa já imaginava o que viria a seguir e o resultado foi tão enfadonho como previsível. A escrita segue aquela conhecida linha tenuê entre a simplicidade e o amadorismo. Faltou um pouquinho de esmero na hora de revisar.

    Dito isso, só tenho a destacar o que já foi apontado pelos colegas abaixo: os diálogos não ficaram bons, os pais foram retratados de forma extremamente caricata, as motivações do policial não ficaram muito claras e o desenvolvimento ralo da protagonista não ajuda o leitor a torcer pela mesma ou compreender os motivos que a levaram fugir de casa.

    Gosto da letra da música escolhida e penso que faltou aproveitamento por parte do autor. Essa frase no final me causou um arrepio: “Ela está deixando sua casa após viver sozinha por tantos anos…”

    Boa sorte. Continue escrevendo.

  5. Andre Luiz
    4 de outubro de 2014

    A música e o enredo são sensacionais. Contudo, acho que fiquei meio perdido no final quando as três personagens se misturam. Acho que é besteira minha… Enfim, o enredo, assim como já disse, é esplendoroso, visto que focaliza o drama da garota que decide sair de casa, cansada daquela vida mesquinha e pomposa, mas não sabe direito par aonde ir; um tema profundo e cada vez mais recorrente em nossa sociedade. Parabéns!

  6. tamarapadilha
    3 de outubro de 2014

    Encontrei a falta de acentos ortográficos, o que me chama muito atenção. E desde o princípio percebe-se que é uma história muito clichê. A reviravolta final tentou fazer o conto ficar bom mas… infelizmente não conseguiu.

  7. Edivana
    3 de outubro de 2014

    A trama não me conquistou muito, talvez por eu esperar algo mais sádico que isso. Os diálogos, principalmente entre o casal e a polícia não ficaram fluídos, mas um bocado forçados. Tem algumas passagens interessantes, mas introduzir filosofias numa cabeça de adolescente bêbado, não combinou, talvez pelo caráter imaturo da personagem.

    • João Paulo
      3 de outubro de 2014

      Bom, acho que adolescentes bêbados que eu conheço são diferentes daqueles que você conhece.

      Abraço.

  8. felipeholloway2
    3 de outubro de 2014

    Nossa, esse foi um dos piores, até aqui. A escrita é imatura demais, beira a redação de ensino fundamental. Os personagens são pires reproduzindo clichês em série, os diálogos perdem para os de “Malhação”, a trama é boba, e a “reviravolta”, da maneira que foi desenvolvida, nem digna desse nome é. Mas talvez o sinal mais evidente de inexperiência seja mesmo o emprego gratuito de nomes estrangeiros.

    • João Paulo
      3 de outubro de 2014

      Obrigado pela critica, Felipe. Vou tentar melhorar na próxima vez.

      Abraço.

  9. Fabio D'Oliveira
    3 de outubro de 2014

    Não sei… Não me agradou muito. Está bem escrito, isso está, mas não me capturou. Acho que é questão de gosto. Adoro histórias que utilizem fantasia. E se não for o caso, tem que ter um toque de poesia ou surrealismo. Não há um nem outro no texto. Enfim, foi um bom texto, em linhas gerais, mas não goste.

    • João Paulo
      3 de outubro de 2014

      Olá, Fábio. Obrigado por dizer que a escrita esta boa, a maioria parece discordar de você.

      Eu também prefiro histórias com fantasia, mas tentei sair da minha zona de conforto essa vez.

      Abraço.

  10. Thiago Mendonça
    3 de outubro de 2014

    Olá!

    Gostei do conto como um todo. Segue o que achei:

    + história interessante!
    – diálogo bem artificial. pode melhorar bastante
    + gostei da última frase 🙂

    [assim que a última linha do bilhete foi escrita com a caneta Montblanc de seu pai, a garota levou o bilhete até a cozinha]
    * você repete bastante a palavra ‘bilhete’.

    • João Paulo
      3 de outubro de 2014

      Olá, Thiago. Diálogos e repetições são um problema meu mesmo, tentarei melhorar nos meus próximos textos.

      Abraço.

  11. Lucas Almeida
    2 de outubro de 2014

    Interessante seu conto. Tem potencial, apesar de achar que alguns diálogos foram desnecessários, e senti falta de alguma surpresa. Acredito que, se escondesse o modo de pensar do policial no momento em que fala com os pais da jovem fugitiva, deixaria seu texto melhor, por causa da surpresa que senti falta. Mas claro que é minha opinião pessoal, não me leve a mal. Boa sorte! 🙂

    • João Paulo
      3 de outubro de 2014

      Eu temi que se eu não indicasse os pensamentos do policial, a solução proposta poderia parecer algo deus ex-machina, com o policial aparecendo e salvando os dois. De qualquer forma, essa parte parece ter gerado opiniões diversas, preciso ser mais claro em relação a esse tipo de passagem.

      Abraço.

  12. rubemcabral
    30 de setembro de 2014

    Olá, então, não gostei do conto. Achei os diálogos ruins, até surreais, a escrita também apresenta alguns erros e, enfim, o mote é simples e conveniente demais.
    O conto pareceu-me mais um prefácio de uma história que não chega a se desenvolver a contento.

  13. rsollberg
    29 de setembro de 2014

    Que bom, mais um conto sobre os Beatles!
    Gostei do texto, ele é simples, mas muito bem contextualizado.
    As referencias temporais foram muito bem empregadas.
    Timmy Leary, Spock, no duro!

    Apreciei sua criatividade nas frases que poderiam soar simples: “há mais meses que um calendário pode contar” e “cinco voltas”.

    A obra casou bem com a música e cumpriu seu propósito.
    Parabéns e boa sorte.

    • João Paulo
      3 de outubro de 2014

      Obrigado pela critica, rsollberg. Mas parece que as falhas do meu conto ocultaram esses pontos positivos que você destacou.

      Abraço.

  14. Pétrya Bischoff
    28 de setembro de 2014

    Mais uma inspirada no Fab Four *-*
    O texto é simples, mas não senti necessidade de maior desenvolvimento, pq a própria música pressupõe delicadeza. Aliás, penso que relacionou-se bem com a letra.
    Os diálogos já foram citados… e eu não gosto muito deles, de qualquer maneira.
    Penso, somente, que o autor poderia ter explorado mais o interior da personagem principal, e não a amizade do cara com o policial…
    Boa sorte.

  15. Camila H.Bragança
    28 de setembro de 2014

    Prezado/a colega

    Considerações acerca da fragilidade de vosso texto já foram explanados. Torno-me repetitiva atestando que corroboro com o pensamento dos que acharam que faltou desenvolvimento. Ao mencionar que Melissa não retornaria mais aquele lugar, leitores como eu esperaram por algo tétrico, que não se realizou. Desgostei de vossa obra quando não houve equilíbrio entre os dois períodos – flashs e acontecimentos em tempo real. Não espere que a canção clareie vosso texto, deixe que seja independente, assim tanto fará ouvir a música ou não.
    Saudações

    • João Paulo
      3 de outubro de 2014

      Olá, Camila. Realmente minha obra é falha, triste isso. Tentarei estudar mais para chegar ao seu nível.

      Obrigado pela critica.

      Abraço.

  16. José Geraldo Gouvêa
    28 de setembro de 2014

    Um texto de grande potencial, sim, mas potencial pouco desenvolvido. Como sempre, me irrita a gratuidade dos nomes estrangeiros (tanto quanto a alguns autores desagrada eles não serem estrangeiros, então não chorem por isso) em uma história que poderia facilmente ser contata sem recorrer a um cenário postiço de uma América pasteurizada.

    O argumento em si é bom, mas a narrativa é muito frouxa para conseguir transmitir a carga de tensão. Fica parecendo que fugir de casa é algo simples e sem nenhum perigo.

    • João Paulo
      3 de outubro de 2014

      Olá, José. Como o conto é baseado em uma musica de uma banda britânica, pensei que não haveria problema em usar nomes estrangeiros. Desculpe pelo vacilo, tentarei melhorar.

      Abraço.

  17. Felipe Moreira
    28 de setembro de 2014

    O que mais gostei no conto foi o potencial na narrativa. A escolha da música se mostrou obviamente feliz, criando um texto agradável, meio roteirizado. No entanto, eu esperei um pouco mais de atrito envolta da Melissa, justamente por essas circunstâncias e mudanças, galgando maturidade, aprendendo com uma nova fase e inspirando-se, é claro, nos Beatles. O texto pecou ao criar uma expectativa que não estava no seu objetivo corresponder.

    Parabéns pelo seu trabalho e boa sorte no desafio.

  18. Swylmar Ferreira
    26 de setembro de 2014

    O conto é simples.
    História completa, linguagem é objetiva, não utiliza metáforas O texto mescla bem narrativa e diálogos, mas o tema é muito batido.
    Marca o texto a superficialidade de alguns personagens, talvez o autor(a) os tenha construído assim para justificar a fuga, não sei.
    O final não surpreendeu sendo o que se esperava, é o titulo da obra.

    Boa sorte.

  19. piscies
    26 de setembro de 2014

    Sua narrativa é excelente!! Especialmente o uso de gírias da época… me senti dentro da história. Excelente técnica. Se continuar assim, logo estaremos lendo um livro seu, rs.

    Apesar da técnica muito boa, faltou conteúdo no conto. Não tem nada, na verdade. Talvez contar a história entre Melissa e David? Você tinha ainda duas mil palavras para fazer algo mais interessante com o conto. O final me deixou com uma sensação de “ué, é isso? acabou?”.

    Seja o que for, técnica não é um problema aqui. Mal vi um ou dois errinhos bobos. O conto, por outro lado, deixa a desejar.

  20. Gustavo Araujo
    26 de setembro de 2014

    O conto é um tanto ingênuo, mas tem méritos. A história é batida: a garota que resolve fugir de casa, mas é inspirada em Beatles, o que não é pouco. Gostei da inversão da narração – flashbacks forçam a leitura, deixando tudo mais interessante. Acho também que os diálogos podem ser melhorados, assim como os personagens mais aprofundados. Está tudo muito seco, próximo de um relatório. Outra coisa que me incomodou foi essa conveniência de ocasião — o policial “amigo” que estava no lugar certo, na hora certa.

    O material, contudo, é bom. O autor também é promissor. Acredito que com um pouco de dedicação, poderá transformar essa história em algo muito mais interessante. Por exemplo, falando dos dilemas de Melanie, dando substrato filosófico e questionador ao policial, e criando um conflito entre os pais, que se culpam pelo sumiço da menina. Falar das pessoas, de seus fantasmas internos, é sempre interessante. Isso explicaria melhor os motivos dela ter deixado a casa em que vivia.

  21. Thata Pereira
    25 de setembro de 2014

    É um conto simples. Como disse várias vezes aqui, eles não me incomodam. Não tem um ponto forte, mas e daí?

    Só os diálogos me incomodaram, alguns me soaram forçados, principalmente esse: “- Querido, nosso bebê foi embora!”. Não por causa da palavra “bebê”, mas porque a mãe disse a frase logo depois que leu o bilhete. Eu esperava alguma descrição de reação. Do modo como está, parece que ela realmente queria que a filha fosse embora e que toda reação na frente do policial foi forjada. Também achei estranha a parte que o pai pede café na delegacia. No todo, acho que faltou um pouco mais de descrição sobre as reações dos dois.

    Eu gostei do final.

    Boa sorte!

  22. José Leonardo
    24 de setembro de 2014

    Olá, autor(a).

    Seu conto é leve, sem requintes nas descrições (o que muitos aprovam, uma vez que o estilo exige ser direto e conciso) e condicionado àquele desfecho. Os pais de Melissa são muito rasos, mas é proposital — demonstrou bem o alheamento deles depois que a redoma de vidro se partiu e puderam ver que aquela atmosfera não era tão aprazível quanto imaginavam e nem a filha, tão submissa.
    Também vejo que o autor fugiu de expressões óbvias, de palavreado clichê, demonstrando criatividade mesmo em detalhes secundários. Isso é muito bom.

    No entanto, há dois itens principais que vejo, particularmente, como pontos negativos.
    O primeiro: a ausência de um clímax. Muitos até se agradam de textos sem culminâncias, sem aquele ponto decisivo da ação do enredo. Entretanto, penso que abrir mão do clímax é meio arriscado. Você é o autor, o texto é seu, mas reflita sobre isso nos próximos trabalhos (instigue o “tesão” do leitor com clímax em algum texto. Não precisa ser em todos).
    O segundo ponto: o uso excessivo da letra musical. Talvez a maioria aprove transcrições quase literais ou recontação de canções, mas eu desaprovo peremptoriamente tal uso (a música tem que basear ou inspirar, e não ser praticamente “disposta em prosa”). A reprodução de trechos e situações de “She’s leaving home” (inclusive nos diálogos) me decepcionou e comprometeu a originalidade como um todo. Lembro a você que provavelmente esta opinião é minoritária a respeito; mesmo assim, não mudo. Não me pauto por opiniões de maiorias, mas pelo que acho certo.
    Tente revisar posteriormente, principalmente quanto ao uso da vírgula.
    Duas colocações:
    – Em “sem entender direito o que sua mulher havia gritado, John acordou e foi lentamente de encontro a ela”, é sugerível trocar o final por “ao encontro dela”.
    – No caso de “seu marido estava ao lado dela”, uma construção estranha que até sugere uma segunda presença feminina na cena. Eu reformularia (“o marido estava/postou-se ao seu lado”, por exemplo — o contexto permite essa construção).
    O autor tem talento e deve persistir.

    Boa sorte.

  23. Michele Amitrano
    23 de setembro de 2014

    Velho, tu comenta mal, hein? Confessa aí, não tá lendo nada, né?

    • João Paulo
      24 de setembro de 2014

      Olá Michele, não entendi o seu comentário, quem comenta mal? e por qual motivo?

  24. Davi Mayer
    23 de setembro de 2014

    Conto interessante. Alguns erros de gramática, mas nada que impeça a compreensão da leitura.

    O conto flui legal, acho que nos anos 60, talvez, mas ele não me fisgou em nenhum momento. Os contos e histórias prendem quando o personagem apresenta elementos novos e inesperados e instalam no leitor algo de suspense, ou fora da realidade do personagem.

    Como gosto de terror e suspense, pensei que George fosse um assassino, e estaria levando a pobre menina para o matadouro. Eheheheheh pensamento louco! Eheheheheh

    No mais, o que faltou acrescentar é um pouco mais de elementos que deixem o leitor preso. Uma leitura linear por vezes deixa o conto monótono e sem brilho.

    • João Paulo
      24 de setembro de 2014

      OK Davi, bom comentário, quis deixar o conto sem clímax pra fazer um teste de como seria recebido, mas pelo jeito não houve uma boa aceitação. Abraço.

  25. Fabio Baptista
    22 de setembro de 2014

    ====== ANÁLISE TÉCNICA

    Apesar de poucos erros ortográficos, a escrita está muito crua. Muitos artigos poderiam ser cortados, dando mais fluidez à história. A repetição de seu/sua/seus/suas ficou ambígua em muitas partes.

    E os diálogos ficaram extremamente teatrais.

    – A frase que abre o texto, apesar de compreensível, é meio estranha:
    “Quando nove garrafas de cerveja já estavam vazias, Melissa e David sabiam que todos os problemas do mundo tinham sido resolvidos”
    >>> Tentaria inverter a ordem das palavras

    – Repetição de “haviam”

    – as fotos haviam parado no tempo alguns jantares
    >>> Faltou uma separação ali antes de “alguns jantares”

    – leva-la
    >>> levá-la

    – Tudo bem que a carta foi de improviso, mas… pássaro preso em aquário???

    – onde sua mãe servia seus sonhos de família ideal.
    >>> “sua/seu” (quase) sempre dá margem à ambiguidade. Essa frase é um exemplo claro: o primeiro “sua” refere-se à Melissa, já o segundo, à mãe.

    – escamento
    >>> Escapamento

    – hirsuta
    >>> Pausa para o dicionário…

    – Enquanto isso, sua esposa, Elza, colocava sua camisola rumo à cozinha onde prepararia o café da manhã para sua família
    >>> Além da repetição, a ambiguidade comentada anteriormente

    – Não! você
    >>> Minúscula depois da “!”

    – um já devia estar bem próximo de sua aposentadoria, o outro só tinha usado armas para caçar
    >>> Que relevância isso tem para a trama?

    – Eu acordei agora a pouco
    >>> Eu acordei agora há pouco

    – xicara / liquido / animo
    >>> xícara / líquido / ânimo

    – Timothy Leary / era de Aquarius / Spock
    >>> Esses diálogos poderiam tranquilamente ser suprimidos, sem perda alguma para a história.

    – como um animal buscando sua caça
    >>> Figuras de linguagem muito comuns.

    – amigo George – Disse David
    >>> Esse “disse” deveria começar com minúscula. Ou… ter um ponto final depois de “George”

    – cumprimenta-la / comunica-los
    >>> cumprimentá-la / comunicá-los

    – com seus pais a dois dias atrás
    >>> há dois dias. Esse “atrás” é redundância, mas como está em um diálogo até passa batido (eu evitaria, de qualquer forma).

    – som ver ou qual cor escutar
    >>> Imagino que tenha sido um trocadilho proposital, mas… não gostei.

    ====== ANÁLISE DA TRAMA

    Então… já conhecia a música, então boa parte do impacto que o texto poderia oferecer já morreu no título (aliás… desnecessariamente em inglês).

    Até a parte que “casa” com a música estava ok, mas essa do policial amigo… bom, não ficou legal (para o meu gosto, claro).

    ====== SUGESTÕES

    – Revisar, tentando cortar palavras.
    – Repensar as frases com “seu/sua…”

    – Arrumar outra desculpa para o policial liberar o casal. Algo do tipo “Caçador da Branca de Neve” talvez fosse um caminho.

    ====== AVALIAÇÃO

    Técnica: ***
    Trama: **
    Impacto: **

    • João Paulo
      23 de setembro de 2014

      Olá Fábio, algumas considerações:

      “pássaro preso em aquário” – Para representar que ela estava presa dentro de um ambiente que não era o seu, se eu colocasse “pássaro dentro da gaiola” iriam dizer que eu estava sendo comum demais.

      Barba hirsuta – Deduzi que os experientes leitores daqui conheceriam essa palavra.

      “um já devia estar bem próximo de sua aposentadoria, o outro só tinha usado armas para caçar” – Coloquei esse trecho para referenciar que um dos policiais era bem jovem, evitando dizer que um tinha 60 anos e outro vinte e poucos.

      “Timothy Leary / era de Aquarius / Spock” – Todos esses diálogos serviriam como dicas de que o policial era um jovem ligado às tendências da época em que se passa a estória, ou seja, pensa de maneira totalmente diferente dos pais da garota. Não acho que foram diálogos desnecessários.

      “qual som ver ou qual cor escutar” – Referência ao LSD, droga típica da época e que os Beatles usavam em abundância. Um dos efeitos colaterais dessa cor é ver sons e ouvir cores.

      Obrigado pela leitura atenta dos erros gramaticais, já os anotei e fico feliz de não ter repetido os mesmos erros que você apontou em meus contos dos outros desafios, acredito que esses erros não se repetirão.

      Abraço.

  26. Anorkinda Neide
    20 de setembro de 2014

    Nossa, que música linda, só por vc me apresentar a ela, já valeu todo o concurso! 🙂 encontrei este video, que achei lindo demais!

    Numa primeira leitura, não havia gostado muito do conto não.. e nao havia ouvido a musica..hehe Agora depois de conhecer essa maravilha, bem ao estilo Paul McCartney, que amo!! o conto ganhou vida!
    o diálogo do policial com os pais, havia me parecido muito estranho, então na releitura, já sabendo que o policial era cumplice dos fugitivos, pude entender, cada palavra q ele disse… e achei sensacional! hehehe
    Apenas os pais estão sem cor alguma, apesar de a personalidade deles ser assim, fria, formal e egocêntrica, mesmo assim, acho que eles reagiriam com mais desespero neste caso.
    acho que vc trabalhou tão bem o policial e deixou o casal de lado.. pense nisso.

    Mas o conto como um todo é muito bom, curti muito a leitura.
    Parabens.

    • João Paulo
      24 de setembro de 2014

      Obrigado Anorkinda Neide. Como gosto de dar varias dicas do que virá à frente no conto, algumas passagens parecem não fazer muito sentido em uma primeira leitura, reconheço isso, é um estilo que estou tentando desenvolver e estou tentando aprimorar essas “dicas”.

      Sobre os pais da garota, deixei eles “sem vida” de propósito para representar aquele tipo de pais que acha que apenas dar comida e coisas materiais aos filhos é o suficiente para criá-los e que pensa mais em si mesmo do que nos filhos.

      De qualquer forma, todas as suas sugestões foram anotadas e serão muito bem usadas por mim futuramente.

      Abraço.

  27. Lucimar Simon
    20 de setembro de 2014

    Um bom conto. Interessante a preferencia por músicas internacionais e os Beatles parece estar com o record garantido. Menos mal. Não curto mesmo assim… O conto tem um bom desenvolvimento, uma escrita fácil leve, bem coesa. Como alguns comentários já apontam o conte conseguiu se manter bem firme nos propósitos marcadores. A ação é evidente, os acontecimentos estão bem centrados no espaço e tempo do conto. Gostei… não tenho aprofundamento e conhecimentos técnicos, mas aprecio as tramas, as polêmicas que podem vir em um conto. Não existe 100% de aprovação em nenhum texto. Parabéns, boa sorte.

  28. Andréa Berger
    20 de setembro de 2014

    O seu conto tem potencial, isso não se pode negar. E Beatles, o que já faz qualquer um ter certa expectativa. Mas os diálogos não foram bem trabalhados (parecem tirados de um filme americano) e a relação do casal também precisa de uma atenção maior para passar mais verossimilhança. Acho que com o tempo seus contos serão ótimos.
    Um abraço e boa sorte.

    • João Paulo
      24 de setembro de 2014

      Olá Andréa, realmente tenho problemas com diálogos, estou estudando para tentar melhorar isso.

      Abraço.

  29. Brian Oliveira Lancaster
    19 de setembro de 2014

    Fascinante. Me prendeu do início ao fim, apesar de trocar de tom a partir do primeiro interlúdio. O policial irônico e sarcástico também foi uma bela aliviada na tensão. O final sob outro ponto de vista, trocando-o, foi interessante mas deixou aquela sensação de vazio – talvez fosse essa a intenção mesmo. Música antiga, clássica. Empatia garantida. Errinhos serão desconsiderados.

    • João Paulo
      24 de setembro de 2014

      Obrigado Brian, como Paul McCartney escreveu essa musica a partir de uma estória real, quis incluir algum personagem que não fizesse parte nem da musica, nem da estória de Melanie Coe, a menina que fugiu de casa na “vida real”. Esse personagem é o policial e, talvez por esse motivo, acabei desenvolvendo demais ele e esquecendo um pouco dos demais,

      Abraço.

      • João Paulo
        24 de setembro de 2014

        *história real/história de Melanie Coe

  30. Angélica Vianna
    19 de setembro de 2014

    Achei o conto simples e sem ação. Os personagens são superficiais e no decorrer do enredo não ocorre nada de muito diferente do tema tratado na música escolhida, se olharmos pelo lado sociológico pode-se inferir critica aos relacionamentos entre pais e filhos que apesar de viverem próximos não possuem vínculos estreitos entre si, tendo como exemplo a parte final do conto :“Ela está deixando sua casa após viver sozinha por tantos anos…” Boa sorte!

  31. Gabriela Correa
    18 de setembro de 2014

    Então, gostei da relação da história com a música e de sua escrita simples. Mas os diálogos teatrais poderiam ter sido melhor trabalhados, bem como a relação entre os protagonistas – talvez esse tenha sido o maior problema ao meu ver. Esse gênero de ação não é, também, o meu preferido; mas isso é gosto pessoal, então pode desconsiderar essa opinião! (risos)
    Me soou como um bom escritor que começou há pouco tempo: promissor, sem dúvidas, ainda que precise de tempo e experiência para lapidar sua escrita. E experiência só se adquire escrevendo mesmo: por isso, espero ler um conto seu no próximo desafio! Boa sorte! 🙂

  32. Claudia Roberta Angst
    18 de setembro de 2014

    Olha, o conto para mim pareceu um rascunho, uma lição a ser passada a limpo. A ideia me fez lembrar um seriado americano. Não consegui me envolver com a leitura. Não foi uma tentativa ruim, mas tem de lapidar a narrativa e fazer uma boa revisão. Continue exercitando a escrita e a criatividade. Boa sorte!

  33. Rogério Moraes Sikora
    18 de setembro de 2014

    Sinceramente, o texto não mexeu muito comigo. Sei lá, me pareceu meio parado, morno. Acho que podia ter mais ação ou conflitos e diálogos mais densos. Daria um ritmo mais dinâmico à leitura. A narrativa é simples (isso é um elogio) e facilita a leitura, porém, há alguns erros gramaticais e de pontuação, o que atrapalha um pouco. Faltou revisão. Não é um conto ruim, muito pelo contrário, mas pode melhorar. Parabéns e boa sorte!

  34. mariasantino1
    18 de setembro de 2014

    Olá!
    Desculpe a sinceridade, mas a música foi a única coisa que me agradou em seu conto. Há diversos deslizes como acentuação de palavras (xícara, lágrimas por exemplo) e também a pontuação que me fez reler vários trechos. As repetições de algumas palavras em um curto intervalo (noite, noite, por exemplo) e o uso de “seus e suas” também pode ser enxugado. Além disso, o conto parece a introdução de algo. Você começa criando uma espectativa no leitor, mas no final o ar de frustração é o que impera. Li e fiquei querendo saber sobre os vínculos de ambos, mas só há uma retrospectiva que termina como um balde de água gelada. Não consegui visualizar um policial dizendo algo assim, não se sustenta, ao meu ver. Tudo ficou parecendo um recorte e não criei afeição nenhuma pelos dois personagens centrais.
    Seria bom trabalhar com eles um pouco mais, usar algumas metáforas para dar um brilho e principalmente, trabalhar a naturalidade dos diálogos.
    Continue firme. Abrç!

  35. JC Lemos
    17 de setembro de 2014

    Olá, tudo bem?

    Apesar de alguns deslizes, o texto conseguiu completar seu percurso, chegando ao fim sem maiores problemas. Mas para mim, não foi de encher os olhos.

    Apesar de cotidiano, pareceu-me mais parado do que o normal. Sem nada para dar uma ação, ficou muito monótono. Também não apreciei muito as falas, ficaram teatrais demais, e com menções que, a mim, pareceram desnecessárias.

    Enfim, o conto até casou bem com a música, mas acabou por não me conquistar.
    Espero que outros possam apreciar mais do que eu. De qualquer forma, parabéns e boa sorte!

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Informação

Publicado às 17 de setembro de 2014 por em Música e marcado .