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Detox Literário.

Voltando ao Luto (Andréa Berger)

conto imagem

Ela abriu os olhos, deitada na cama. Mesmo com as cortinas fechadas a luz entrava forte pelas brechas. Virou-se e olhou para o relógio: eram 9:30 da manhã. Supôs que era um dia quente pela claridade de seu quarto. Levantou, foi ao banheiro tomar um banho e ao retornar observou que a cama estava vazia. Não deveria se sentir mal, sempre acontecia, mas toda vez que via que ele não estava lá aquilo lhe doía. Depois de dois anos desse relacionamento, não sabia mais o que sentia. Ela acha que o ama, principalmente quando vê que ele não está lá, mas às vezes também acha que está acostumada com ele e por isso fica parada, sem se impor. Andou até a janela, abriu tudo e olhou pra cidade fervilhante sete andares abaixo.

– Bom dia, linda. – Disse abraçando-a por trás.

– Não sei onde você está vendo um bom dia aqui.

Ele não era um homem de palavras doces, fazia o que bem queria quando bem entendia e não se importava muito em como isso poderia refletir nas outras pessoas. Mas sabia quando e como agradar. Agora, por exemplo, horas antes de ir embora mais uma vez, era a hora perfeita. Assim ele a mantinha exatamente onde queria, sempre esperando por ele. Mais uma vez ela se perguntou o por quê de aguentar isso.

– Por que o estresse, docinho?

– Não me chama de docinho. Porque está quente, porque meu cigarro acabou e porque estou com dor de cabeça. Quer mais motivos?

– Isso me parece pirraça. Sabe que eu volto, e aí sou todo seu.

– Sério mesmo, Ulisses? Presta atenção no que você tá dizendo.

– Dizendo o quê? Eu preciso passar um tempo com Laura, sabe disso. Afinal, ela é minha esposa.

– Exato. Olha só pra sua vida. Dividindo o tempo com sua esposa e sua amante, de tempo em tempos com uma diferente. Não acha que está na hora de resolver isso?

– Bianca, você sabe que eu te amo, mas não posso deixar Laura. Ela só teve a mim na vida dela, não posso deixar tudo pra trás.

– Não tô dizendo por mim. Estou dizendo por você. Quem aguenta essa vida dividida?

Ele ia dizer alguma coisa, mas ela virou as costas e abriu o armário. Escolheu um vestido preto justo que ia até os joelhos e prendeu seu cabelo ruivo em um rabo de cavalo. Não queria mais conversa. Ontem, quando ele chegou do trabalho e a abraçou, sentiu que o amava mais que tudo, por isso que aguentava toda essa história. E por incrível que pareça não era Laura que a incomodava, era ele ir embora. Em dois anos, ele ocupou todos os lugares, e quando ia embora o vazio se arrastava na casa e dentro dela. Era como se ela tivesse ido embora junto com ele. Ulisses, do outro lado do cômodo, parado em pé, fez uma cara de quem sabia o que estava por vir.

– Sei que não é a melhor das situações, Bia. Mas preciso de um tempo. Acho que vou passar um tempo maior com Laura dessa vez, ela está muito sozinha.

– Faça o que quiser, Ulisses. Daqui a duas horas tenho que trabalhar, não posso ficar pensando em como você é babaca o tempo todo.

– Ok, beleza. Já está avisada. – Ele parou como se tivesse se lembrado de algo. – Não vai perguntar quando eu volto?

– Já disse, faça o que bem quiser. Vai ficar pro almoço?

– Sim, minha reunião é só às 15 horas. Logo depois volto pra casa.

– Vou fazer então.

Fez o almoço, macarrão à bolonhesa, e almoçaram sem conversar. Ela já sabia que ele estava voltando para Laura, que deixaria ela sozinha, sempre esperando, e dessa vez por mais tempo. Ela queria gritar. Depois de um tempo, ela foi terminar de se arrumar e se despediu dele da melhor forma que pôde. Estava com raiva, incomodada e triste, mas sabia que seria o último beijo durante um bom tempo.

– Vou demorar, mas eu volto Bia. Eu sempre volto pra você. – Ele sorriu, com o sorriso de quem vencia mais uma vez.

– Tá, Ulisses, que seja. Adeus.

.

.

.

De noite, ao retornar, antes de abrir a porta ela já sentia o vazio da casa entrando dentro dela, matando tudo aos poucos. Já tinha perdido as contas de quantas vezes morrera, já não era mais a mesma de quando conheceu Ulisses. Tirou os sapatos, jogou longe a bolsa, acendeu seu cigarro e colocou uma dose de Whisky em copo qualquer. Voltara ao luto mais uma vez.

 

Música: Back to Black – Amy Winehouse.

Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=TJAfLE39ZZ8

68 comentários em “Voltando ao Luto (Andréa Berger)

  1. Eduardo Barão
    4 de outubro de 2014

    Uma dica: quanto mais curto o texto, mais evidentes ficam errinhos como alternância entre tempos verbais e outros. Um cuidado redobrado na hora da revisão resolveria facilmente esse problema.

    No mais, só tenho a dizer que gostei do conto. A transcrição literal da letra escolhida não me incomodou e, apesar de faltar sustância no texto para um maior envolvimento com os personagens, o resultado ficou acima da média.

    Um conto simples e interessante. Parabéns.

  2. Carolina Soares
    4 de outubro de 2014

    Muitos textos se basearam na música mas não tiveram tantos problemas quanto seu conto. Poderia ter aprofundado mais a trama e as personagens e ter apresentado alguma ideia e não exatamente a estória presente na letra da música.

  3. Andre Luiz
    4 de outubro de 2014

    Confesso que fiquei com dó da personagem, o que me faz classificar o conto como muito bom. A música em si poderia ser mais desenvolvida, porém isto fica a critério de cada autor. A atmosfera sombria e tenebrosa me lembrou meus próprios contos, e curiosamente pude sentir até mesmo os cheiros da cena (KKK). Enfim, gostei muito da narrativa e principalmente da forma como desenvolveu os diálogos. Parabéns!

  4. tamarapadilha
    3 de outubro de 2014

    Ah, os contos de amor… Sempre tem uma repetição, sempre as mesmas coisas, conflito e amor andando de mãos dadas mas sempre são os melhores. Acho que tem uma beleza na simplicidade, e isso do luto por mais simples que tenha sido o conto acabou prendendo, justamente por ser uma situação extremamente comum essas idas e vindas ou só idas, o luto, a perda… Ok, já comecei a refletir demais, mas gostei. Parabéns.

  5. Thiago Mendonça
    3 de outubro de 2014

    conto cotidiano que teria potencial, se fosse melhor explorado, foi muito curto e não senti empatia pelos personagens. alguns erros gramaticais me incomodaram, mas já foram expostos em outros comentários abaixo.

  6. Edivana
    3 de outubro de 2014

    Um recorte triste e uma personagem sádica que se sujeita aos pingos de atenção dada por ele, o cara que lhe preenche e lhe esvazia os buracos. Bom conto.

  7. felipeholloway2
    3 de outubro de 2014

    Um texto sem grande autonomia criativa em relação à letra original. Não percebi sequer, em meio a toda exploração do prosaico, uma epifania que funcionasse como ponto de partida para a reavaliação de todo o cotidiano apresentado em tons tão intimistas até ali. No entanto, é perceptível o talento do autor no trato narrativo, o que me deixou bem curioso para ler trabalhos seus produzidos sem necessidade de adequação a um tema.

  8. Fabio D'Oliveira
    3 de outubro de 2014

    Bem, não é o tipo de texto que eu gosto, mas está bem escrito! Já tenho uma boa dose de realidade na minha rotina, então procuro textos mais escapistas, haha. Parabéns pelo texto, merece pela tentativa.

  9. Fil Felix
    30 de setembro de 2014

    #O que gostei: mais um conto sobre o cotidiano, que adoro. Esses pequenos momentos da vida, muitas vezes banais, mas que fazem toda a diferença. Amo essa música da Amy, também.

    #O que não gostei: como comentei em outro conto, faltou algo inesperado aqui. Ficou o cotidiano pelo cotidiano, não acontece nada de surpreendente. O conto também é curtíssimo, por mais que narre apenas um dia da protagonista.

    #O que mudaria: daria um foco maior às emoções dela. O que a saída do amante provocou nela, prolongando isto. Assim poderíamos sentir essa “morte de incontáveis vezes”.

  10. eduardoselga
    29 de setembro de 2014

    Evidentemente, a larga maioria dos momentos da vida de qualquer indivíduo é composta por fatos banais, sem glamour, adrenalina ou grande singularidade. Viver é, nesse sentido, medíocre. Daí o motivo pelo qual o leitor gostar, na literatura, daquele instante que tempera e dá cores à vida de alguma maneira, por qualquer que seja o viés (trágico, cômico, dramático etc). A literatura funciona, desse modo, como uma ferramenta auxiliar nessa busca constante do Homem pelo sentido de existir.

    Sendo composta esmagadoramente por eventos a princípio banais, essa renegada “sem gracice” está presente na literatura em alguma medida, por inevitável. Exatamente porque o leitor aguarda o encantamento de ser preso nas redes do inusitado, talvez seja muito mais difícil escrever um bom conto, literariamente falando, no qual apenas essa suposta simplicidade esteja presente. Nos enredos entrecortados pela montanha-russa da ação, do sangue, da cor, da dor, disfarçar para o leitor médio uma eventual má qualidade literária é bem mais fácil se o autor for hábil na prestidigitação realizada com a palavra.

    Tudo isso evidenciado, Voltando ao luto consegue, em boa medida, tocar no “desglamour” desse cotidiano mostrando, cruamente, o cemitério no qual podemos nos transformar no decorrer de uma relação amorosa, contradizendo a ainda comum visão romântica que dá ao amor uma varinha mágica (que de fato pode ser) a fazer da vida do indivíduo um eterno oásis em meio à aridez da vida. A protagonista ama (será mesmo?), mas se sente morta. E tanto que “já tinha perdido as contas de quantas vezes morrera”. A autora mostra, com uma habilidade que por certo demanda lapidação, que relacionar-se afetivamente com o outro pode encaminhar o indivíduo ao oposto do que normalmente se idealiza. Amar pode não ser, ao fim e ao cabo, nada demais. É certo que essa visão incomoda determinado tipo de leitor e também a determinado tipo de amor –o idealizado, tão ao gosto do Romantismo.

    Parece-me que Voltando ao luto, não obstante suas falhas estruturais, toca num ponto fulcral (essa palavra é horrível, eu sei) desse amor: o esvaziamento do cheio. O calor da fogueira que os apaixonados acendem na alma reduzindo-se ao morno ou até mesmo ao frio. Isso é trágico porque consideramos, até hipocritamente, o amor um sentimento enorme, mas a autora trata o assunto como se fora qualquer coisa. Essa é a questão, assim me parece, que Lynz coloca: de fato, o amor sensual é qualquer coisa, no sentido de que é uma das emoções humanas, mas não necessariamente a emoção. Que a Bela Adormecida não leia isso. Melhor: leia. Quem sabe acorda para a vida real, feita de decepções, pequenas vitórias e até algum beijo?

    Pode exemplificar esse “esvaziamento do cheio” há duas passagens interessantes, mas a principal é essa: “Em dois anos, ele OCUPOU TODOS OS LUGARES, e quando ia embora O VAZIO SE ARRASTAVA NA CASA E DENTRO DELA.” (negrito meu). O outro excerto, esteticamente prejudicado em função de um pleonasmo, diz que “De noite, ao retornar, antes de abrir a porta ela já sentia o VAZIO da casa ENTRANDO DENTRO DELA, matando tudo aos poucos” (negrito meu).

    A psique dos personagens está bem construída, revelada em um ou dois traços sumários, o que mantém a coerência da autora em fazer um recorte mínimo para demonstrar a aparente banalidade de que já disse parágrafos acima. Na imediatez do cotidiano, na interlocução com o outro, normalmente mostramos nosso lado mais óbvio, evitamos problematizações se queremos ser minimamente compreendidos. Ainda que sejamos profundos, tridimensionais, muito frequentemente mostramo-nos planos em prol desse diálogo. Essa é a “simplicidade” da construção dos personagens de Voltando ao luto, conto que claramente se inscreve numa proposta estética realística.

    Ao contrário do que alguém comentou no site, não vejo teatralidade nos diálogos, que representam o ponto de tensão do conto. O homem claramente calcula o que diz à mulher, tentando “amaciá-la”. Daí expressões do tipo “docinho” e “você sabe que eu te amo”. Ele me parece alguém que exerce uma profissão de certo status social, evidenciado pelo fato de participar de uma reunião. Um executivo, um advogado, pode perfeitamente usar a formalidade do “15 horas” ao invés de “3 horas”, mesmo se houver intimidade. Se ele pretender certa distância em determinado instante da conversa, por exemplo. Portanto, não há teatralidade. E se ele “pisa em ovos”, ela nem um pouco, e suas elocuções demonstram isso. O diálogo é, então, formado por opostos: ele, suave, tentando contemporizar; ela, irritada; ele, o macho satisfeito com o fato de possuir duas mulheres; ela, a amante insatisfeita com sua posição. Ora, não é essa uma das regras do bom diálogo escrito, o choque entre os contrários? Ok, não é nenhum grande conflito, mas, realisticamente, o conto tenta mostrar o quanto as “pequenas” dores possuem potencial destrutivo de uma alma. Por isso a personagem, ao fim, “voltara ao luto mais uma vez”.

    Sempre é possível afirmar a respeito de um conto que se ele caminhasse por este ou por aquele caminho o desenvolvimento teria sido melhor. É evidente, até genialidade demanda lapidação. No entanto, seria o caso de perguntar: melhor em função de quê, exatamente? Se o propósito da autora foi, como suponho ter sido, capturar esse instante mínimo, aparentemente inexpressivo, o que está feito não pede profundas alterações quanto à narrativa, personagem ou enredo. As mudanças a serem feitas são de outra ordem.

    Em muitos trechos o conto faz doer os ouvidos. Isso se dá principalmente porque ocorrem muitas repetições sonoras sem função estética. Logo no primeiro parágrafo temos um excesso de verbos terminados em IA, que incomodam em função de estarem muito próximos um do outro (“vazia”, “acontecia”, “via”, “doía”, “sabia” e “sentia”). Noutro excerto é o pronome pessoal ELE/ELA que sobra: “ELA já sabia que ELE estava voltando para Laura, que deixaria ELA sozinha, sempre esperando, e dessa vez por mais tempo. ELA queria gritar. Depois de um tempo, ELA foi terminar de se arrumar e se despediu […]” (grifo meu).

    • Claudia Roberta Angst
      29 de setembro de 2014

      Alguém voltou com tudo aos comentários! 🙂

    • Lynx
      30 de setembro de 2014

      eduardoselga, muito obrigada pelo seu comentário. Como já disse, os erros gramaticais foram falta de revisão minha, vou tentar melhorar essa questão nos próximos. E obrigado por perceber o meu intento com o conto. Claro, ninguém é obrigado a seguir a interpretar como o autor quer, mas sempre dá aquela massagem no ego quando alguém chega à essas mesmas conclusões. Agora é tentar melhorar cada vez mais.

  11. rsollberg
    29 de setembro de 2014

    Back to black é a minha música preferida da Amy. Aqui você conseguiu uma abordagem interessante para a letra.

    No começo, estranhei um pouquinho a variação do tempo – “foi, abriu” – “ela acha”, mas tirando isso, gostei bastante.

    É muito interessante essa alternância de estados emocionais, a diferença entre as expectativas da noite e as conclusões do dia. Às vezes, quando se dá conta já está inserido neste ciclo, nesta armadilha do “amor”.

    A personagem principal – Bianca – tem a noção exata do problema que enfrenta, mas, ainda assim é levada pelos sentimentos. Ela dá ouvido ao seu lado racional, porém, invariavelmente, sucumbe ao poder da emoção. Essa frase do diálogo dá bem o tom de seu comportamento: “- Já disse, faça o que bem quiser. Vai ficar pro almoço?”. Algo que é bem típico das pessoas que querem dar um basta, no entanto, não conseguem de jeito nenhum.
    Na mitologia grega Ulisses (ou Odisseu) consegue voltar, mas sua viagem não é nada fácil, aqui o “antagonista” volta quando quer e sem muita dificuldade. Não tem ciclope que dê jeito e Bianca não é Circe, rs.

    Gostei da verossimilhança da obra e do diálogo bem convincente.
    A história é triste e absolutamente real. O trecho final é bem construído e encerra legal o conto.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Lynx
      29 de setembro de 2014

      rsollberg, muito obrigada pelo seu comentário. Os erros gramaticais foram falta de revisão da minha parte (me incomodou horrores quando fui ler de novo, depois que tinha postado), tenho que atentar mais para isso da próxima vez. Cada um é livre para interpretar qualquer história como quiser, mas você conseguiu captar bem o que eu queria passar com a história (e um muito obrigada por isso, achei que tinha falhado miseravelmente). Com certeza tentarei melhorar nos próximos.

  12. Camila H.Bragança
    28 de setembro de 2014

    Prezado/a colega

    No comentário deixado por mim nesta página, atestei que achei degradante a condição da personagem de vosso texto. Reafirmo que somente se ela estivesse doente para aceitar viver dessa forma. Creio que explorar a condição de doente poderia dar suster melhor o clima de luto o qual permeia a canção escolhida. Agrada-me o que é sucinto, mas vejo que no presente caso um melhor desenvolvimento faz-se necessário.

    SDÇ!

    • Lynx
      28 de setembro de 2014

      Camila H.Bragança, muito obrigada pelo seu comentário. Só tentei passar o que a música me passa, uma moça subserviente, que não sabe direito o que fazer com o sentimento que tem e por isso fica estagnada, sempre à espera. Conheço diversas mulheres que estão nessa situação, não concordo, mas existe. Tentarei melhorar nos próximos, pode ter certeza.

  13. Swylmar Ferreira
    28 de setembro de 2014

    Conto bem elaborado, linguagem objetiva, mas a história não tem atrativos . O diálogos não ficaram legais, com os personagens acomodados, servis. Infelizmente não consegui entender o que o autor(a) tentou passar em sua obra. Minha falha.
    Boa sorte.

    • Lynx
      28 de setembro de 2014

      Swylmar Ferreira, muito obrigada pelo seu comentário. Vou tentar melhorar nos próximos.

  14. Felipe Moreira
    28 de setembro de 2014

    Achei curioso, porque o diálogo e a boa narrativa fizeram desse breve texto uma longa história. Quero dizer, além da música espetacular da Amy, emotiva como é, o texto segue a mesma linha, falando muito em poucas palavras. Eu senti o impacto da Bia, a insegurança final de Ulisses pelo medo de perder a condição que possui. Mas claro, eu esperei mais, como uma criança num espetáculo da Disney. Eu já sabia que o conto era curto, mas ainda alimentei uma esperança de ver uma quebra de narrativa, alternando o ponto de vista de Bianca para Laura, que por sua vez enxerga Ulisses de outra forma. Eu queria mergulhar mais nessa relação dos três, que por mais comum, deve reservar suas particularidades.

    Um detalhe que me chamou a atenção. Eles levantaram às 9:30 e ela disse que tinha duas horas para chegar no trabalho. Não sei se daria tempo para além de se preparar, fazer um almoço e etc. Não pareceu verossímil. De todo modo, não atrapalhou em nada minha leitura.

    Enfim, eu gostei mesmo do seu trabalho. Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Lynx
      28 de setembro de 2014

      Felipe Moreira, muito obrigada pelo seu comentário. Tentarei melhorar nos próximos, com certeza.

  15. rubemcabral
    27 de setembro de 2014

    Adoro tudo da Winehouse e o título me encheu de expectativas. Esperava algo tristíssimo como a voz de veludo da falecida cantora…
    Contudo, achei o texto até bom; se por um lado não explora de forma melhor suas personagens, também não compromete. Contudo, gostaria de ter lido mais, entendido melhor os motivos da Bianca, que não achei inverossímil, mas que teria que conhecer melhor para que ganhasse minha empatia… Do jeito que foi apresentado, ficou apenas um recorte muito breve.

    • Lynx
      27 de setembro de 2014

      rubemcabral, muito obrigada pelo seu comentário. Vou tentar melhorar nos próximos.

  16. José Geraldo Gouvêa
    26 de setembro de 2014

    O texto tem seus méritos, mas não aproveita o potencial do tema. Mas eu penso diferente de quem acha que poderia ter sido explorado algo fora da letra, pelo contrário: acho que é justamente nos diálogos e na caracterização desses personagens que precisava ter sido focada mais artilharia. 700 e poucas palavras não conseguiram me convencer, por exemplo, que uma mulher independente se sujeitaria a uma relação dessas . Ela precisa de um motivo, e não pode ser só atração física, porque isso não amarra ninguém. Então o texto fica vazio não porque acontece pouca coisa, mas porque não fica clara a inevitabilidade das ações dos personagens.

    • Lynx
      27 de setembro de 2014

      José Geraldo Gouvêa, muito obrigada pelo seu comentário. Tentarei melhorar nos próximos.

  17. fmoline
    26 de setembro de 2014

    Olá,

    Escolheu uma música excelente e se manteve a ela. É uma característica boa em um desfio de música, mas se fosse um pouco fora desse contexto eu acharia o texto pouco explorado. Você soube criar um personagem interessante, a mulher, mas ficou nisso, dando um sentimento de vazio.
    O texto é bom para o desafio, mas, desculpe, não me agradou muito.

    De qualque maneira, boa sorte!

    • Lynx
      27 de setembro de 2014

      fmoline, muito obrigada pelo seu comentário. Vou tentar melhorar nos próximos.

  18. piscies
    26 de setembro de 2014

    Achei o conto vazio. Não diz nada. Um diálogo simples com alguns pensamentos no meio. Uma fotografia.

    Você usou apenas 700 e poucas palavras e, talvez por isso, não desenvolveu muito o enredo. Onde está a reviravolta? Dá para ver o conflito entre os personagens mas não dá para ver uma solução ou uma mudança do status quo. É como sintonizar no canal de um filme de romance, assitir dois minutos e desligar. Falta alguma coisa.

    A técnica também está um pouco fraca por conta do tempo verbal. Assim como outros contos no desafio, você usa o pretérito e o presente misturados nas sentenças. Algumas vírgulas também estão mal encaixadas, fazendo com que algumas frases adquiram o tom errado.

    Mesmo assim, ao meu ver, você tem muito potencial. Os pecados de técnica são pequenos, então o que falta é desenvolvimento e dedicação. Espero ler mais contos seus!

    • Lynx
      27 de setembro de 2014

      piscies, muito obrigada pelo seu comentário. Vou tentar melhorar nos próximos, pode ter certeza.

  19. Miguel Bernardi
    26 de setembro de 2014

    Bom dia, Lynx. Não gostei muito do conto, ao menos, não da totalidade da obra. A história é boa, poderia ser melhor desenvolvida, junto dos personagens, que ficaram sem profundidade, principalmente ele.

    Uma revisãozinha se faz necessária, mas os erros não são graves. A dica que posso dar para, quando conduzir este tipo de texto futuramente, é: seja mais solto, mais sarcástico, mais sagaz, entende? Isso irá enriquecer muito a obra.

    Grande abraço.

    • Lynx
      27 de setembro de 2014

      Miguel Bernardi, muito obrigada pelo seu comentário. Tentarei melhorar nos próximos.

  20. Gustavo Araujo
    25 de setembro de 2014

    O mérito do conto é se aferrar muito bem à música. Mas infelizmente não passa disso. Senti falta de algo a mais. Do jeito que está reflete apenas uma cena. O cara vai embora e ela fica em casa, sozinha, remoendo a solidão. Não sei se me faço entender, mas acho que a música que serve de inspiração poderia ter levado o autor a voos mais altos. Poderia, por exemplo, contar a história do casal, como se conheceram, como se amaram, e como a frustração em ficar juntos os afasta. Poderia ter mergulhado mais no psicológico da protagonista. É isso. Boa sorte.

    • Lynx
      27 de setembro de 2014

      Gustavo Araujo, muito obrigada pelo seu comentário. Tentarei melhorar nos próximos.

  21. Thata Pereira
    25 de setembro de 2014

    Eu gostei da história, mas não gostei dos diálogos. Não sei, é a segunda vez que vou dizer isso, mas acho que não batem com as reações. Como depois da discussão:

    “- Já disse, faça o que bem quiser. Vai ficar pro almoço?
    – Sim, minha reunião é só às 15 horas. Logo depois volto pra casa.
    – Vou fazer então.”

    Não houve uma pausa entre “Já disse, faça o que bem quiser.” e “Já disse, faça o que bem quiser.”, acho que não casou esse diálogo direto. O “- Vou fazer então” complementou.

    Boa sorte!

    • Lynx
      27 de setembro de 2014

      Thata Pereira, muito obrigada pelo seu comentário. Nesse caso, quis tentar passar como ela é contraditória com relação ao que sente por Ulisses, mas talvez fosse melhor ter construído de uma outra forma. Enfim, tentarei melhorar nos próximos.

  22. David.Mayer
    25 de setembro de 2014

    Texto muito bem escrito. Os sentimentos de Bia bem contextualizados, as metáforas interpretadas muito bem desenhadas também. O drama que ela sente, a pegada de sua raiva, foi bem digerida por mim, leitor.
    Agora o que senti falta na trama foi uma reviravolta. Algo que saísse do controle dela, dele, enfim. Era preciso mais elementos que fugissem o personagem para um outro campo, uma outra linha.

    Mas de qualquer forma, conto muito bom.

    • Lynx
      27 de setembro de 2014

      David.Mayer, muito obrigada pelo seu comentário. Vou tentar melhorar nos próximos.

  23. José Leonardo
    24 de setembro de 2014

    Olá, autor(a).

    Captou-se bem a “alma” da música e a percebo impregnada, aqui (ponto positivo). É conciso, direto. Também concordo com a opinião sobre o foco narrativo: em primeira pessoa (voz de Bianca), alcançaria um efeito maior — mas da forma como se apresenta está legal, também.

    O texto é curto, sim, mas faltou desenvolvimento. O mote do seu conto está muito inserido no primeiro parágrafo (o conflito — a profunda, superdimensionada solidão de Bianca e sua grande dependência com relação a Ulisses) e no restante, quanto à relevância do enredo, há somente uma informação adicional: Laura, a esposa.
    Bianca não tem a condição de esposa, mas é subserviente demais inclusive quando tenta discutir a situação, como se quisesse discutir tão somente para satisfazer algum recanto mínimo de sua consciência (ou da dignidade — afinal, ela é a amante) e se irritasse consigo mesma depois disso. Claro, existem pessoas com esse comportamento.
    Ulisses cumpre seu papel de melosa conveniência para manter o triângulo.
    Resumindo: seu conto é legal, não espetacular. Mas temos muito o que aprender para chegar nesse patamar (eu principalmente, pois não estou no nível de vocês).

    Boa sorte.

    • Lynx
      27 de setembro de 2014

      José Leonardo, muito obrigada pelo seu comentário. Disse ali em baixo que tenho muitas dificuldades com texto em 1ª pessoa (não sei porquê), por isso raramente a utilizo. Mas vou tentar melhorar nos próximos, pode ter certeza.

  24. Fabio Baptista
    23 de setembro de 2014

    ======= ANÁLISE TÉCNICA

    Mais um caso de escrita sem muitos erros, mas igualmente sem muito brilho.
    O tempo verbal ficou confuso em alguns momentos.

    Os diálogos começaram bem, mas depois caíram na teatralidade.

    – ela se perguntou o por quê de aguentar
    >>> porquê

    – Sim, minha reunião é só às 15 horas
    >>> Exemplo de diálogo teatral… nunca vi ninguém falar desse jeito.

    – mas eu volto Bia
    >>> mas eu volto, Bia

    – entrando dentro
    >>> redundância

    ======= ANÁLISE DA TRAMA

    Um recorte simples do cotidiano.

    Até aí nenhum problema, mas o conto pecou por não gerar nenhum ponto de tensão.
    Nada de fato acontece e o texto é curto demais para o leitor se afeiçoar aos personagens (ou criar raiva deles, o que é igualmente satisfatório).

    ======= SUGESTÕES

    Atentar para os diálogos. A história poderia ganhar bastante força com diálogos mais convincentes.

    Narrar tudo no passado.

    Aliás… acredito que o tom intimista pedia uma narração em 1º pessoa.

    ======= AVALIAÇÃO

    Técnica: ***
    Trama: **
    Impacto: **

    • Lynx
      27 de setembro de 2014

      Fabio Baptista, muito obrigada pelo seu comentário. Os diálogos são importantes para mim, então obrigada por pontuar seu incômodo com relação à eles. Tenho muita dificuldade em escrever contos em 1ª pessoa, é uma coisa que eu teria que trabalhar muito antes de publicar algo que não me envergonhasse. Enfim, vou tentar melhorar nos próximos.

  25. Willians Marc
    23 de setembro de 2014

    Olá, o conto é bem escrito e passa uma mensagem interessante, porém não desperta curiosidade. São fatos em sequencia que não geram um clímax para o final, o que normalmente acontece em contos tão curtos. Mas você tem muito talento que deve continuar lapidando.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Lynx
      27 de setembro de 2014

      Willians Marc, muito obrigada pelo seu comentário. Tentarei melhorar nos próximos.

  26. Lucas Almeida
    23 de setembro de 2014

    Gostei do conto porque amo a música em que você se inspirou para escreve-lo. Porém, acho que você poderia ter desenvolvido mais coisas, algo que desse mais força, apesar do luto, para a protagonista. Parabéns e boa sorte!

    • Lynx
      27 de setembro de 2014

      Lucas Almeida, obrigada pelo comentário. Vou tentar melhorar nos próximos.

  27. Anorkinda Neide
    21 de setembro de 2014

    Olha, vc escreve muito bem. A história é boa, a inspiração tb.
    Se vc gosta e sente-se bem com contos pequenos, continue com eles… apenas aprimore… falta pouco.. rsrsrs
    Como Maria disse, prepare um final que surpreenda ou emocione… esta volta ao luto, está quase lá…
    Um abraço!

    • Lynx
      22 de setembro de 2014

      Anorkinda Neide, muito obrigada pelo comentário. Vou tentar melhorar nos próximos, pode ter certeza.

  28. Alana Santiago
    21 de setembro de 2014

    Gostei do conto, mas o achei curto para tudo o que poderia ter sido aproveitado. Gosto de contos curtos, mas este pedia mais, um pouco mais de Ulisses, de Bianca, acho que foi bem ao cerne da música, mas talvez a minha crítica quanto ao desenvolvimento foi por eu querer saber mais dessas personagens. Há uma troca de tempo verbal no início, seria melhor rever. Boa sorte pra você!

    • Lynx
      22 de setembro de 2014

      Alana Santiago, muito obrigada pelo comentário. Tentarei melhorar nos próximos.

  29. Lucimar Simon
    20 de setembro de 2014

    Um ótimo texto. Bem estilo, deixa que eu diga tudo. Bianca amante, Laura esposa, Ulisses marido amante. Lembrou-me Simone Beauvoir em “A mulher desiludida”… A música, não curto a cantora. Não conheço a música nem o repertório dela. O mote da história é bem elaborado, coeso, é cotidiano, contemporâneo, acontecimentos reais da sociedade. Acredito está faltando algo coisa no texto, talvez um mistério. O final não surpreende muito, poderia ser melhor preparado, inusitado. Parabéns e boa sorte.

    • Lynx
      22 de setembro de 2014

      Lucimar Simon, muito obrigada pelo comentário. Que honra, lembrar a Simone de Beauvoir 😀 Vou tentar melhorar nos próximos.

  30. Pétrya Bischoff
    20 de setembro de 2014

    Mais um conto simples e direto, sem necessidade de firulas. Senti empatia pela personagem e penso que ela deveria ter mais amor próprio (capaz?!), raramente curto as amantes hahaha’
    Gostei da música :3 Boa sorte.

    • Lynx
      22 de setembro de 2014

      Pétrya Bischoff, muito obrigada pelo comentário. Por mim ela com certeza seria uma personagem mais forte, mas como priorizei passar o que a música diz, tive que fazer ela assim :/

  31. Brian Oliveira Lancaster
    19 de setembro de 2014

    Algumas construções soaram estranhas. A troca de tempo no final do primeiro parágrafo não caiu bem. Mas o tom intimista e a história simples são os pontos altos, combinando até com a cantora da música. Captou bem a essência.

    • Lynx
      20 de setembro de 2014

      Brian Oliveira Lancaster, muito obrigada pelo comentário. Vou tentar melhorar nos próximos.

  32. Angélica Vianna
    19 de setembro de 2014

    O conto segue a sequência linear dos fatos, caracteriza os personagens e o ambiente, porém o enredo é previsível e não instiga curiosidade. O titulo descreve bem o acontecimento narrado e a musica combina perfeitamente com os personagens e a historia , mas o conto tratou de uma situação de certa forma banal e o desfecho não teve grandes novidades. Boa sorte!

    • Lynx
      20 de setembro de 2014

      Angélica Vianna, muito obrigada pelo comentário. Vou tentar melhorar nos próximos.

  33. JC Lemos
    18 de setembro de 2014

    Olá, tudo bem?

    Mais um conto cotidiano, e bem narrado como os outros. Apesar de simples, a história é legal, mas pedia um desenvolvimento melhor. Queria ter visto os estágios pelo qual Laura passava na ausência de Ulisses. Acho que se tivesse isso, o conto seria completo, certinho dentro de sua proposta.

    Enfim, não é ruim mesmo, mas poderia ser melhor, ao meu ver.

    Ainda assim, parabéns pelo trabalho!
    Boa sorte!

    • Lynx
      20 de setembro de 2014

      JC Lemos, muito obrigada pelo comentário. Estive pensando em construir um conto do ponto de vista de Laura, mas se colocasse nesse conto, acho que não ficaria muito bom (opinião de autora vale? Kkkkk). Mas tentarei desenvolver mais nos próximos.

  34. Gabriela Correa
    18 de setembro de 2014

    Gostei: captou a melancolia da música. Curto, objetivo e eficaz no que se propõe. Como gosto de análises onomásticas, não pude deixar de notar: sua referência ao Ulisses de Homero, se proposital, foi bem pensada. Assim como o nome de Laura, “vencedora”. Enfim, é essa atenção aos detalhes que faz de um conto simples algo acima da média. É o caso do seu. Escrita simples, trama simples, leitura agradável… Tudo certo. Parabéns e boa sorte!

    • Lynx
      20 de setembro de 2014

      Gabriela Correa, muito obrigada pelo comentário. Fico feliz que tenha reparado nos nomes, é sempre uma preocupação que eu tenho. E um obrigado especial pelos elogios.

  35. Claudia Roberta Angst
    18 de setembro de 2014

    Deu até saudade da Amy e sua personalidade areia movediça. Faltou desenvolver um pouco mais a trama, explorar do sofrimento da moça, o luto em si. Não deu liga o suficiente para prender o leitor. A mistura de tempos verbais também me incomodou. Mais atenção na hora da revisão e coragem para seguir em frente!

    • Lynx
      20 de setembro de 2014

      Claudia Roberta Angst, muito obrigada pelo comentário. Vou tentar melhorar nos próximos.

  36. mariasantino1
    18 de setembro de 2014

    Olá!

    É legal, mas curto. Li e quando respirei para prosseguir, pluft, já tinha acabado 😦 Gostei bastante do ar desesperançado, mas queria sentir mais dos personagens (se fosse um miniconto tinha que ter a surpresinha no fim, daí ficava tudo certo, mas não é um mini e nem tem surpresinha). Há uma mistura de tempo verbais no primeiro parágrafo que me incomodou (presente e passado), e essa hora aí, nove horas só pode ser de manhã, de noite são vinte uma (implicante, né? kk). Gostei um pouco por querer mais desenvolvimento dos personagens. Parabéns pela narrativa ágil.

    Boa sorte.

    • Lynx
      20 de setembro de 2014

      mariasantino1, muito obrigada pelo comentário. A crítica ao desenvolvimento, que eu tinha que escrever mais, é a mesma que todos meus professores fazem com relação aos meus textos. Um dia eu espero conseguir melhorar isso. Quem sabe nos próximos?

  37. Rogério Moraes Sikora
    18 de setembro de 2014

    O mote da história é bom: corriqueiro, contemporâneo, realista, porém, está faltando alguma coisa no texto, algo que desperte a curiosidade do leitor e o faça continuar a leitura. O final não surpreende, assim, como o desenvolvimento não é envolvente e o final não surpreende, o conto ficou meio fraco. Faltou revisão: “entrando dentro” ficou ruim. Mas, de qualquer forma, parabéns e boa sorte!

    • Lynx
      20 de setembro de 2014

      Rogério, muito obrigada pelo seu comentário. Vai ajudar muito nos próximos que virão.

  38. Ledi Spenassatto
    18 de setembro de 2014

    Muito complicada a leitura do texto. Está faltando um quê de sutileza, não desperta a curiosidade para a leitura. Muitas palavras desnecessárias.

    • Lynx
      20 de setembro de 2014

      Ledi Spenassatto, obrigada pelo comentário. Vou procurar melhorar nos próximos.

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Informação

Publicado às 18 de setembro de 2014 por em Música e marcado .