EntreContos

Detox Literário.

Homem do Cão (Lucimar Simon)

Deliberadamente bêbado. Sentado de fronte uma larga janela movia sua cabeça lentamente para um lado e para outro. Em algumas vezes fazia uma lenta circular acompanhando com os olhos entreabertos uma mosca que girava desordenada pelo ambiente. O relógio na parede do bar marcava duas horas e trinta minutos naquela madrugada comum para muitos.

O garçom anuncia para 10 minutos o fechamento do estabelecimento. Conhecidos e estranhos iam devagar deixando o recinto. Marcos ainda titubeava e seguiu em direção ao balcão. Pediu mais uma dose. O garçom negou com voz firme. Marcos insistiu! O garçom negou outra vez. Marcos resmungou algumas coisas. O garçom outras. E na vitrola retro no canto esquerdo sobrou Raul.

Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.

Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar.

Cambaleando sobre as solas dos sapatos Marcos deixou a soleira do bar e chocalhou-se pela calçada e sob suas divagações seguiu cantando porque cantando, tinha a sensação de não estar sozinho. A voz espantaria o sono, o medo ou alguma sombra que porventura viesse desvairadamente assaltá-lo. Dois quarteirões era o percurso até a entrada do prédio onde estava localizado seu apartamento. Marcos cantarolava…

Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?

Na calçada, como sempre, era inevitável, fica perdido. Pensava onde estão os amigos. Aqueles que foram para sempre depois de tudo antes de nada. Resta em suas memórias um passado que se esgota em copos de uísque. Um passado não esquecido, aflorado nos olhos. Para onde ir é uma questão de deixar-se por suas leves pernas. Segue assim buscando encontrar o caminho.

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho
Que eu quero e não desejo, mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.

A pouco mais de decâmetros, na parte escura da rua esbarra em um saco de lixo. Chuta o saco. Está com a bexiga doendo e o saco cheio. Pausa para uma mijada. Um Cão salta detrás de uma. Incrível. O Cão sarnento o acompanha no gesto. Homem e Cão mijam. Homem e Cão se entreolham. Cão e homem. O homem do Cão, o Cão do homem. Se misturam, se olham, se mijam. O homem esbraveja. O cão, ladra, abana a calda e segue o homem do Cão.

Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida.

Homem e cão pela calçada seguem. Um insulto. Uma negação. Homem e cão pela calçada. Homem na frente. Cão poucos metros atrás. À distância aos pouco diminuiu. Homem e cão. Juntos! Lado a lado pela calçada. A morte acompanha os dois vivos. Homem e cão. Cão e homem pela calçada. Seguidos pela morte, embalada pela canção, essa que resmungada pela voz do homem era acompanhada pelo silêncio do Cão. Oh! Que silêncio do Cão. Palavreado, resmungado do homem e um silencio do Cão.

 

Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas… Um acidente de carro.

 

A sublimação da madrugada acontece com sereno, orvalho que cai humedecendo os cabelos do homem, os pelos do Cão. Em uma tentativa vaga começou a apertar os passos. O homem bicípite, o Cão quadrúpede. Lado a lado pela calçada seguiam. O homem, cérebro altamente desenvolvido e polegar opositor. O cão, sensorialmente perceptivo, mas sem o cérebro altamente desenvolvido e sem polegar opositor seguiam juntos pela calçada.

O coração que se recusa a bater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio…

Um jornal velho se movimenta com a brisa. Enrola-se nas pernas de Marcos. Apanhou-o. Observou-o. A primeira página trazia o escândalo de lavagem de dinheiro, fraudes e superfaturamentos contratuais envolvendo empresas do ramo de construção civil associadas a um programa do governo federal. O crime foi investigado e denunciado por uma reporte local. Ver aquela manchete fez Marcos desabar sentado de costas para a parede de um prédio abandonado. Frente a ele o Cão sentava. Homem e Cão olhavam-se. Um deles chorou. O outro também.

No centro dos crimes que traziam a manchete jornalística estava a grande empresa Rocha Lima. Empreendimento de prestação de serviço e vendas diretas de equipamentos a departamentos e órgãos governamentais responsáveis por projetos e processos de infraestruturas em varias malhas viárias do país. Marcos gerenciava ha mais de quinze anos o setor de importação e vendas de máquinas e equipamentos da empresa que tinha como diretor seu tio F. Rocha Lima.

Com as denúncias e a intervenção federal a empresa entrou em processo de falência. Demitindo seus funcionários. Marcos foi um deles. Não se recuperou ainda do golpe de ter seu nome diretamente associado aos processos. Seu tio o teria feito “laranja” em diversos negócios obtusos da empresa.

Marcos respondeu judicialmente pelos crimes de sonegação, fraude, lavagem de dinheiro, desvios de dinheiro e superfaturamento em contratos com o governo. Entrou em depressão. Terminou seu noivado de cinco anos. Rude e áspero afastou de si os amigos de outrora. Os familiares pouco se interessavam por seus problemas. Entregue ao álcool e drogas Marcos vivia trancado em seu apartamento durante o dia e nos bares e boates a noite.

Marcos precisa chegar a seu apartamento. Encontra forças. Levanta. Seguem pela calçada por mais alguns decâmetros. Homem e Cão. O homem entra no edifício. Fora fica o Cão. Da calçada observa o elevador panorâmico levando para o alto o homem que de cima também ver o Cão posicionado na frente do edifício. No elevador Marcos pensou em buscar o Cão. Desistiu em seguida lendo o aviso; “proibido animais”. Retomou o cantarolar balbuciando…

Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar

Entrou no apartamento. Quase tudo fora do lugar. Atravessa a sala. Chega à cozinha. Apanha um copo. Segue a estante da sala. Saca uma garrafa da estante e media o copo com o liquido. Vai à janela. Olha e se espanta. Lá em baixo, na calçada, o Cão. Volta ao centro da sala. Desvia de revistas e jornais espalhados pelo chão. Liga o aparelho de som. A música agora segue, as ondas sonoras vestiam a mesma canção. “Canto para minha morte”. (Raul, 1984).

Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem,
Nos meus filhos, na palavra rude
Que eu disse para alguém que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite…

Não estava sóbrio, mas ainda sentia necessidade de se embebedar. Com um brusco movimento leva o copo a boca e de um único trago leva a garganta todo o líquido. Deposita o copo sobre a mesa de centro. Leva as mãos na cabeça. Joga-a para trás como se esperasse ser degolado por suas culpas. Levanta-se. Move-se ainda titubeando. Vai a estante apanha algo.

Regressa a janela. Ainda lá na calçada estava o Cão. Retorna a sala olha para a porta. Abre-a e deixa-se a passos desconcertados pelo corredor. Entra no elevador. Aciona o botão garagem. Chega ao carro. Aciona o dispositivo do alarme lembra-se do som. Esquece o sinto. Aciona o portão automático. Liga o motor. Saiu em disparada. Deu a volta no quarteirão junto a ele dizia Raul…

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim,

E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo, mas tenho que encontrar.

 

Retornando para a rua da entrada central do edifício visualiza atravessando a rua o Cão. Não diminuiu. Acelerou. Soltou um grito. Centralizou a direção. Largou as mãos do volante. E foi sorrindo para o Cão. O choque foi inevitável. Automóvel no Cão. Cão no chão. Automóvel no poste. Homem pelo para-brisa. Corpo no chão. Cão morto. Homem no chão. Arrastava o corpo. Ouvia-se. Chegava ao fim à vida e a canção. Não se mede o que vale mais. A vida do homem. A vida do Cão. A morte chega para todos. Seja Homem. Seja Cão.

Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida.

……………………………………………………………….

“Canto para minha morte” disponível em: Https://www.youtube.com/watch?v=uS2jEBaC0T8

42 comentários em “Homem do Cão (Lucimar Simon)

  1. Carolina Soares
    4 de outubro de 2014

    Mais um conto que apresenta várias partes da música soltas no texto quebrando a leitura direta do conto, eu removeria e manteria frases mais diretas com a trama, fora isso, bela escrita.

  2. Lucas Almeida
    4 de outubro de 2014

    Um bom conto, porém, acredito que não tinha necessidade da música no meio do texto. E pelo que percebi nos outros comentários a parte do jornal ficou com molecada não só pra mim rsrs Parabéns e boa sorte 🙂

  3. Fil Felix
    4 de outubro de 2014

    #O QUE GOSTEI: as sentenças diretas são algo que curto, mas no geral o conto não me agradou muito.

    #O QUE NÃO GOSTEI: acho que esse é o segundo ou terceiro conto inspirado no Raul que leio kkkk Particularmente, não gostei da parte do jornal pra frente e do final, a repetição de “Homem e Cão” me incomodou bastante.

    #O QUE MUDARIA: não sei se este é o seu estilo ou que goste de escrever assim, mas pra mim ficaria melhor se o conto fosse mais “texto corrido” e dinâmico que rimado e com repetições. Tiraria os trechos da música. A mudança de tempos verbais também saltaram e agora percebo o que tanto alfinetaram no meu conto (os tempos kkk).

  4. Eduardo Selga
    4 de outubro de 2014

    Parece-me que o grande trunfo do conto também é um de seus aspectos negligenciados, provavelmente por causa da falta de hábito do autor em escrever prosa ficcional. Refiro-me à linguagem telegráfica.

    Focalizando o aspecto positivo, esse recurso deu origem a uma narrativa tensionada, gerando sempre a expectativa no leitor de que algo relevante acontecerá. Tal ferramenta surte ainda maior efeito quando aliada a outra: a reiteração vocabular, num aparente ataque às regras de composição textual que rezam ser proibido repetir palavras em espaço curto. Ocorre que no conto esse uso quase gaguejante da palavra em alguns trechos adquire um grande valor estético e, portanto, literário: o peso da agonia da existência humana. Isso é particularmente visível em “O Cão sarnento o acompanha no gesto. Homem e Cão mijam. Homem e Cão se entreolham. Cão e homem. O homem do Cão, o Cão do homem. Se misturam, se olham, se mijam. O homem esbraveja. O cão, ladra, abana a calda e segue o homem do Cão”. Outro exemplo de utilização do telegráfico, desta feita sem a reiteração, está em “Homem e cão pela calçada seguem. Um insulto. Uma negação”. O efeito estético surge porque faltam palavras que expliquem precisamente o motivo pelo qual o fato de ambos caminharem juntos é um insulto e uma negação. A quê? De quê? Como não está dado, o leitor preenche as lacunas, e isso fica muito bom, pois o autor “diz sem dizer”. E aqui surge uma reflexão: dizer sem dizer é desdizer?

    Entretanto, penso ter faltado dosagem. Os recursos acima citados foram de capital importância para o encorpamento do texto, mas houve excesso. O telegrafismo deveria ter sido usado em trechos estratégicos, não em todo o conto. Do modo como foi feito, gerou dois problemas: uma fragmentação narrativa nem sempre interessante e o não aprofundamento das cenas e personagens, que deveria se dar pela descrição ou pela narração. Quando o autor se ocupa em ser mais detalhista, ainda telegráfico e reiterativo, consegue um belo efeito irônico no trecho “Lado a lado pela calçada seguiam. O homem, cérebro altamente desenvolvido e polegar opositor. O cão, sensorialmente perceptivo, mas sem o cérebro altamente desenvolvido e sem polegar opositor seguiam juntos pela calçada”. Irônico porque ele, ser humano, suposta cereja do bolo universal (o cérebro) ao se diferenciar dos animais e dos outros primatas em particular (o polegar opositor), está numa “situação cachorra”, e o cão é o espelho disso. O animal torna-se, nesse sentido, o homem representado no texto.

    O protagonista é rico em possibilidades, merecia uma maior amplitude. O drama pessoal que provoca sua desventura, causador do alcoolismo, precisaria de maior destaque. Não me refiro a narrar o passado do personagem, e sim a mostrar como ele incomoda e faz sofrer, já que claramente a ótima cena final é fruto desse passado. Ele, deliberadamente, se matou ao matar o cachorro. Como o animal possui acentuada relevância como símbolo e projeção do eu do protagonista, essa relações precisariam estar mais bem trabalhadas.

    Lamentavelmente o texto apresenta problemas na instauração do tempo verbal narrativo, algo comum na oralidade. Há uma grande indefinição entre o presente e o pretérito, e este oscilando entre perfeito e imperfeito. De modo que por vezes fica difícil saber se o evento ACONTECE, ACONTECEU ou ACONTECIA, saber em que tempo a narração e o personagem se dão. É um fator importante a temporalidade coerente, caso contrário a narrativa perde sua coesão. No caso do protagonista, sujeito angustiado consigo e com seu passado, o tumulto temporal talvez se justificasse se ele próprio estivesse narrando. Se o sofrimento é ainda muito vivo, narrar um evento passado como se fora presente explicar-se-ia. Mas no conto em questão o narrador está em terceira pessoa, é externo aos acontecimentos. Logo, esse aspecto comprometeu a inteligibilidade do conto. A manter esse narrador, a narrativa deveria estar toda no presente ou toda no passado. Ou, ainda, no passado apenas alguma lembrança de fatos acontecidos. Assim, um trecho como esse não poderia ocorrer: “O garçom ANUNCIA para 10 minutos o fechamento do estabelecimento. Conhecidos e estranhos IAM devagar deixando o recinto”. Observe-se que o evento é um só (o anúncio do fechamento do bar e a saída de clientes), mas a primeira ação está no presente e a segunda no pretérito imperfeito. Deveria ser ANUNCIA-VÃO ou ANUNCIAVA-IAM.

    Esse aspecto normativo não é o único. Há grafia errada (“de fronte” ao invés de “defronte”, ausência de vírgula, como em “Cambaleando sobre as solas dos sapatos Marcos deixou […]” (faltou o sinal entre “sapatos” e “Marcos”), trechos que carecem de sentido por ausência de alguma palavra (“Pausa para uma mijada. Um Cão salta detrás de uma. Incrível.”) e vocábulo equivocado (“Bicípite” em lugar de “Bípede”).

    O conto apresenta uma camada simbólica tão ou quiçá mais relevante que a camada sociológica. Sob este último prisma temos o alcoolismo, a infelicidade do homem contemporâneo. Mas há o emblemático cachorro. Ele não é, no conto, apenas um animal: é a condição do protagonista e, por extensão, do próprio homem “moderno”. O infortúnio psíquico do personagem é tamanho que não consegue permanecer em seu apartamento, o que é outro dado simbólico, pois em casos assim é comum as pessoas procurarem algum tipo de evasão. Acrescente-se a isso o fato de que apartamento é um dos ícones de uma vida regrada, limitada, templo do indivíduo isolado de outros por paredes mais amplas que as de concreto. Portanto, sair do apartamento é fugir da vida, tal como ela se configura. Para ele, atropelar o animal (e fazê-lo sentindo grande prazer) é eliminar a presença física de sua miséria humana, do homem vira-lata. É, também, como já disse, suicidar-se.

    Falta lapidação.

  5. Alana Santiago
    3 de outubro de 2014

    Gostei da primeira metade do conto. Acho que foi na parte do jornal que a coisa meio que esfriou pra mim. Há também a questão de uma revisão necessária. Do final, o último parágrafo, acabei gostando também. Lembrou-me um pouco alguns textos do Trevisan. Acho que deve trabalhar mais nesse texto, há muitas possibilidades. Também acho que poderia tirar alguns dos trechos da música, não vejo todas como essenciais à compreensão. Boa sorte!

  6. Andre Luiz
    3 de outubro de 2014

    Gostei bastante da criação da trama da história. O homem e o cão foi tão bem estruturado que há horas em que homem se confunde com cão e vice-versa, misturando o racional ao irracional de forma a retirar o ser humano dos palacetes da superioridade e retorná-lo à posição de animal. Às vezes, nos esquecemos que somos muito mais próximos dos macacos, chimpanzés e babuínos do que imaginamos. Vou mais longe, do que bovinos, felinos, caprinos, suínos e tantos outros. Somos homem. Somos cão. Tirando-se as diferenças físicas, podemos muito bem nos travestirmos de animais quando quisermos, e seu conto alertou para muitos de nós(humanos) que esquecemos nossa racionalidade e nos atemos a sermos cães. Parabéns pela reflexão!

  7. Gustavo Garcia De Andrade
    3 de outubro de 2014

    Putz.
    Me dói um pouco não ter curtido muito este conto, porque há claramente uma noção bem sensível que permeia todo o texto, uma que beira tanto a poesia quanto a filosofia, quase que numa fronteira; no entanto, a utilização brusca de períodos curtos e mal-ritmados (o excesso de pontos e uma intenção dinâmica em certas partes que, no fim, resultou mais em confusão/atropelamento que em dinâmica de fato) e uma quantidade meio excessiva de falhas ortográficas – tendo em vista que é um texto que tenta abordar um tom mais sublime – faz mal e muito, a ponto de ser uma grossa máscara que não permite que se observe a beleza subtextual.

  8. felipeholloway2
    3 de outubro de 2014

    Este, infelizmente, foi um daqueles casos em que a maestria absoluta dos versos acabou eclipsando muito o resultado obtido na prosa. Não acredito, contudo, que seja demérito do autor, que se sai até bastante bem no papel de artífice de uma das (várias) histórias que a letra permite entrever. Mas o intimismo e as elucubrações metafísicas presentes na obra de Seixas são imbatíveis, porque tornam o todo prismático, como uma majestosa cauda de pavão, da qual o autor do conto só conseguiu extrair uma pena solitária. Lembrei-me de uma espécie de mini-conto do Borges chamado “Maio 20, 1928” (http://casadosespelhos.blogspot.com.br/2004/10/maio-20-1928-este-para-voc-vrtex-sei.html).

  9. pisciez
    2 de outubro de 2014

    Achei muitos erros de português e de tempo na narração. O texto precisa de bastante revisão. E não: não tem licença poética que permita cometer esta quantidade de erros.

    Tirando isso, o conto é bem interessante. O texto tem um significado sinistro. Gostei. O Cão, especialmente expressado com a letra maiúscula, pode representar mil coisas. O atropelar o Cão no final, outras mil. É um texto que dá o que pensar. Parabéns!

  10. Gustavo Araujo
    1 de outubro de 2014

    Admiro quem escreve assim, sem o mínimo cuidado. Eu não consigo. Reviso o conto mil vezes antes de publicar e olha que nem assim consigo suprimir todos os erros. Aqui os ataques à língua pátria saem aos milhões, não há qualquer atenção a tempos verbais ou regras ortográficas básicas. Impera o desleixo. É, sim, como uma música do Raul E, por incrível que pareça, é por causa desse jeito caótico de escrever que esse conto me agradou. Imagino o autor sentado “de fronte” ao computador e mandando ver no teclado, deixando a mente bagar e os pensamentos fluírem para os dedos. Coragem que merece ser recompensada.

    O conto é legal, sim. Esse paralelo entre o homem e o cão é bem instigante. É o começo do fim, alguém que se entrega ao mero existir. Dentro dessa filosofia, acho que ficou “explicadinho demais” o motivo do comportamento suicida e as bebedeiras. Não era tão necessário. Uma olhadela no jornal, com a manchete trazendo seu nome já seria suficiente para que nós, leitores, entendêssemos as razões do sujeito.

    É isso. Parabéns.

  11. Edivana
    1 de outubro de 2014

    Temo que o cão poderia ser a consciência do homem? Pois bem, a condução da história não me agradou, a forma como é explicada a falência financeira também não. Vejo como uma história que é interessante, mas acabou se perdendo em suas linhas. O final, esse sim gostei – a morte, ela não decepciona.

  12. Eduardo Barão
    30 de setembro de 2014

    Eu não me considero o tipo de leitor que fica procurando chifre em cabeça de cavalo para desmerecer a obra alheia, mas algumas coisas no conto acabaram me repelindo. Notei uma grande quantidade de erros que prejudicaram a execução: alternância de tempos verbais, acentuação/pontuação equivocada, frases muito curtas que travaram a leitura (não consiste necessariamente num erro, mas me incomodou).

    Há um tom poético que ainda precisa ser lapidado. A parte do jornal estendeu-se além da conta e destoou um pouco do resto, a meu ver. O final não decepciona, embora eu não tenha conseguido embarcar nas reflexões por motivos de gosto pessoal.

    Continue escrevendo. Boa sorte.

  13. Camila H.Bragança
    27 de setembro de 2014

    Prezado/a Colega

    Vossa escrita acessível e as comparações homem cão/cão e homem projetaram reflexões aprazíveis. Como dito antes, em meu comentário, a ideia que a morte iguala todos os seres obteve êxito na formulação e transcrição. Recomendo que não explique muito, para não quebrar a sincronia narrativa do início e fim. Não tenho mais nada a declarar exceto que o último parágrafo de vossa obra fecha-a de forma magistral.

    Sdç!

  14. Fabio D'Oliveira
    23 de setembro de 2014

    Buenas noches, senhor Lost.

    Olha, gostei muito do conto. Tem um estilo simples, mas impactante , arrisco afirmar, poético. Personagens interessantes. Descrição extremamente visual. Enredo realista. Gostei, gostei!

    Fora alguns pequenos erros, seu texto é excelente! Parabéns, rapaz!

  15. Swylmar Ferreira
    22 de setembro de 2014

    Achei o tema escolhido pelo(a) autor(a) interessante, assim como a sequencia: bêbado, bar, cão, homem e finalmente morte. Texto bom, embora com rigidez gramatical.
    Boa Sorte!

  16. Felipe Moreira
    22 de setembro de 2014

    Não lembrava dessa música. Uma bela escolha, sem dúvida.Gostei da ambientação. Li como se fosse realismo fantástico, interessado nesse ar determinístico sobre a morte anunciada. Uma ou outra passagem bem empregada filosoficamente, me fez pensar. Quanto aos erros, o que me incomodou realmente foi a sequência de alternadas, porque quebrou o ritmo da leitura e eu tinha de voltar rapidamente para me adequar à narrativa. E o ponto alto foi a simbiose da trama com a música, não apenas uma inspiração.

    Parabéns e boa sorte.

  17. Thiago Mendonça
    21 de setembro de 2014

    Gostei da escolha da música e o estilo que escolheu pra contar a história.

    Os erros gramaticais e de pontuação me distraiam um pouco, principalmente a troca constante de tempo verbal entre posso e presente.

    A parte do jornal pareceu um pouco apressada e corrida, como se tentasse explicar a história o mais breve possível. Há outra maneiras de se contar o passado sem precisar parar a ação pra explicar.

    No geral, curti!

  18. tamarapadilha
    20 de setembro de 2014

    Para começo eu ressalto que já gostei da música. Não a conhecia mas é muito boa. Gostei muito desse trecho: “Pensava onde estão os amigos. Aqueles que foram para sempre depois de tudo antes de nada.”. Conto muito bem ambientado, muito bem inseridas as comparações entre homem e cão e ainda mais o envolvimento do cenário político brasileiro no meio. De um grande homem se tornou apenas um cão, viu a vida desabando. E a reflexão final foi a melhor. Reflexões em contos as vezes são piegas, mas essa foi simplista e direta: a morte chega para todos… Parabéns, mais um dos ótimos contos que encontrei aqui.

  19. Thata Pereira
    19 de setembro de 2014

    Isso parece poesia! rs’ Toda essa troca de cão e homem/ homem e cão, causou um efeito bacana em mim, enquanto lia. Gostei do resultado. Confesso que só conheço apenas algumas músicas do Raul e, apesar de gostar muito delas, nunca parei para procurar pelas outras. Vou ouvir essa. Gostei do resultado!

    Boa Sorte!!

  20. José Geraldo Gouvêa
    17 de setembro de 2014

    Esse conto teria mais impacto se o cão fosse ilusório, alegórico, algo assim. Os erros de gramática e ortografia não me incomodaram, não sou do tipo que cata piolhos nos textos. Mas o tom telegráfico da história, isto sim me broxou. Achei a história meio prolixa em pontos onde poderia ter sido breve e excessivamente breve onde deveria ter sido prolixa. O jornal foi muito deus ex machina. E foi desnecessário. Ele poderia ter tido medo de abrir o jornal e ler a notícia. Teria tido o mesmo efeito e não seria tão providencial a coincidência de o jornal ter notícia dele.

  21. Rogério Moraes Sikora
    17 de setembro de 2014

    Toca Raul! É, Raul Seixas é uma excelente escolha. Tema difícil, porém, bem enfrentado. A narrativa é fluente, mas prejudicada pelos inúmeros erros gramaticais ao longo do texto, inclusive já na primeira linha. Faltou revisão. Penso que foram excessivas as citações de trechos de música. Isso, ao meu entender, quebra um pouco o ritmo da leitura. De qualquer forma, o conto é muito criativo e inteligente. Boa sorte!

  22. José Leonardo
    14 de setembro de 2014

    Olá, autor(a).

    Houve boa conexão entre a música e a relação Homem-Cão. A partir do momento em que o animal apareceu, pensei que fosse uma personificação diferente da morte, mas felizmente o autor teve outra proposta e me enganei. As construções frásicas dos últimos parágrafos (curtas) deram agilidade e mais brilho ao conto, que me parece um belo retrato da desilusão e da inevitabilidade de decisões extremas diante de fatos negativos.

    Pontuo alguns “poréns” segundo minha opinião. O problema da troca do tempo verbal e outros erros (inclusive num mesmo parágrafo) podem ser dirimidos em revisão posterior — talvez adequando o tempo presente, mais cabível, uma vez que o final (onde tal tempo é dominante) mostrou-se melhor que o início. A letra da música “entrou” demais aqui, e o nome dela foi explicitado, a meu ver, quando era desnecessário fazer tal revelação (os versos já revelavam que se tratava de uma “canção fúnebre”, digamos assim — portanto, o nome da música podia ter aparecido logo na primeira inserção).
    Relembro que esses “poréns” são quanto a gostos pessoais (exceto, claro, a dica dos tempos verbais reforçada pelos demais comentaristas).

    Boa sorte.

  23. Andréa Berger
    13 de setembro de 2014

    Bom conto. Boa escolha da música (Raul é sempre uma boa escolha), combinou com o texto. Gostei também do jogo entre homem-cão, que faz surgir muita coisa para se pensar. Temas bem atuais como: corrupção, uso de drogas (nesse caso o álcool) e depressão fazem com que o leitor acabe se aproximando da história, afinal, vemos isso todos os dias.
    Os problemas de alternância verbal e erros gramaticais são facilmente resolvidos com uma revisão atenta do conto.
    Uma abraço e boa sorte.

  24. Wesley Buleriano
    12 de setembro de 2014

    Toca Raul! hahahaha.

    De cara, dá pra se ter uma certeza; ele vai morrer. A morte, que em muitos casos é o climax de algumas obras, é um elemento secundário nesse conto. Como disse, todos sabem logo no início que ele morrerá. O climax se dá nessa tensão constante sobre como morrerá. O cão funciona como bom componente alegórico da decadência, da perda de valor social.

    Uma coisa que, particularmente nesse conto, e não como recurso estilístico, me incomodou, foi a semelhança com uma notícia ou crônica de jornal que surge no meio da história. Me senti, no momento em que começa a citar as culpas, como se estivesse lendo uma notícia de jornal, e isso de alguma forma me distanciou do personagem, em vez de aproximá-lo. Fora alguns problemas de revisão textual, que em algumas partes quase pôs o todo em xeque. Acredito que esse conto precisasse só de um “tempo de gaveta” e uma boa revisão. A proposta é muito boa.

  25. rsollberg
    11 de setembro de 2014

    A música é muito boa, já o conto… bem, tem seus méritos.

    A variação do tempo verbal me incomodou um pouco. (Na verdade, acho que é a única coisa que realmente me incomoda nos desafios).

    Gosto das frases curtas. bem trabalhadas geram um clima ótimo de reflexão.
    Também foi muito interessante a questão da tragédia, da melancolia que acompanha o personagem, assim como o cão.

    Adora quando nem tudo é dito, e aqui o autor consegui usar esse recurso muito bem.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  26. Pétrya Bischoff
    11 de setembro de 2014

    Essa música, eihn!
    Senti o embalo da primeira parte do conto e penso que relacionou-se bem com a música (melodia propriamente). Quando o cão entra em cena, senti desandar o clima que havias criado. Não sei se tentaste passar a real sensação de fusão entre homem e cão, mas mão fumcionou comigo. Depois não senti o ritmo voltar e fiquei deslocada no texto, repetiu muitas vezes o “homem-cão-homem”, de maneira que o autor não soube conduzir. No entanto, quando diz: “A vida do homem. A vida do cão. Não se mede o que vale mais.” senti um arrepio. De qualquer maneira, boa sorte.

    • Pétrya Bischoff
      11 de setembro de 2014

      Não* funcionou*

  27. williansmarc
    11 de setembro de 2014

    Excelente conto. A narrativa se funde perfeitamente com a musica, que por sinal é ótima e eu escuto frequentemente. Pra quem já conhece a musica, acredito que ficou até um certo suspense de como o protagonista iria morrer e isso gerou uma expectativa muito boa. Nos poucos parágrafos descritos, o autor conseguiu fazer com que eu criasse empatia pelo homem e pelo cão.

    Só não é perfeito por causa dos erros de ortografia, que não me atrapalharam de forma alguma, mas sempre é bom realizar uma boa revisão para evitar criticas e eles apareceram em grande número no texto.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  28. rubemcabral
    10 de setembro de 2014

    Drama interessante, porém prejudicado pelo excesso de erros: variação do tempo verbal (presente e passado se misturando indevidamente), pontuação, concordância, etc.

    A história em si é boa, até simples. Penso se ganharia com mais piração, a fusão do homem no cão, por exemplo. A escolha da música do Raul foi bem feliz, dá pra extrair coisa boa daí.

    Concluindo, o mote é bom, há um pouco de poesia bruta espalhada pelo texto, mas achei que a execução e que a soma dos fatores que compõem um bom conto deixaram a desejar, resultando num texto que não cumpriu todo seu potencial.

  29. Anorkinda Neide
    10 de setembro de 2014

    A música linda de Raul Seixas, na situação do personagem, bastante cabível q ele cantarole ela..mas e o cão? pq ele apareceu ? rsrsrs
    Acho que a música é tão profunda e abrangente e esta história não acompanhou este tom… Não consegui me conectar às reflexões com o cão.
    Bem previsível que o final acabe em morte.. mas pra q matar o cão?! rsrsrs
    Brincadeira entendi, o que levou o cara a pegar o carro e partir para a morte acompanhada com o cão. Mas não curti. Gosto pessoal.
    Frases muito curtas tb, me emperrou a leitura.

    Bem é isso. Boa sorte!

    • Anorkinda Neide
      10 de setembro de 2014

      ahh parece q ninguém corrigiu esta: cauda do cão, é com ‘u’. 😉

  30. Fabio Baptista
    10 de setembro de 2014

    ====== ANÁLISE TÉCNICA

    Uma narrativa peculiar (no bom sentido), que infelizmente perde força devido aos diversos erros gramaticais espalhados por todo o texto.

    – de fronte
    >>> defronte

    – retro
    >>> retrô

    – chocalhou
    >>> chacoalhou

    – Cambaleando sobre as solas dos sapatos(…)
    >>> Uma ou duas vírgulas nessa frase não cairiam mal

    – Na calçada, como sempre, era inevitável, fica perdido
    >>> As vírgulas vieram pra cá… e trouxeram uma variação de tempo verbal

    – Pensava onde estão os amigos
    >>> Mais variações de tempo
    >>> Aliás… seguindo pela leitura, isso parece ser uma constante do texto

    – humedecendo
    >>> umedecendo

    – reporte
    >>> repórter

    – varias
    >>> várias

    – gerenciava ha mais
    >>> há

    – de cima também ver o Cão
    >>> de cima também vê o Cão

    – liquido
    >>> líquido

    – leva o copo a boca
    >>> crase

    – Vai a estante apanha algo
    >>> Vai à estante apanhar algo

    – Regressa a janela
    >>> Regressa à janela
    >>> Fui “a”, voltei “da” – precisa crasear. Vale para outros “a”s ao longo do texto.

    – sinto
    >>> cinto

    ====== ANÁLISE DA TRAMA

    Não vi exatamente uma história sendo contada aqui.
    Há, sim, um fio condutor, bem como pistas sobre o enredo e tal, mas esses aspectos ficaram em segundo plano. O que se destacou mesmo foi a “loucura”.

    Achei exageradas as inclusões de diversos trechos musicais ao longo da narrativa.

    Não chego a dizer que gostei, mas terminei com uma boa impressão. O último parágrafo é muito bom.

    ====== SUGESTÕES

    – Revisar, revisar e depois revisar…

    – Reduzir os trechos musicais

    ====== AVALIAÇÃO
    Técnica: **
    Trama: ***
    Impacto: ***

  31. Davi Mayer
    9 de setembro de 2014

    Também me lembrei da ilha das flores. por um acaso viu o documentário? O conto por vezes me fez perder a noção da realidade. Estou tentando achar algum raciocínio do cão na história, mas não estou conseguindo. Talvez falha minha.

    O conto é bom, mas não me agradei tanto do estilo um pouco surrealista e doidão do cara. Previ que algo trágico o acometeria, e foi o que aconteceu.

    Gostei muito de algumas passagens, principalmente das frases curtas, que dão uma ideia de cenas estáticas transcorrendo.

    Boa sorte no desafio.

  32. Lucas Rezende
    9 de setembro de 2014

    Trágico e cômico.
    Muito bom o conto, dei muita risada do cão e o homem mijando. O último parágrafo ficou demais, não tiraria nem colocaria nada.
    Enfim, o tema “casou” com a música. Muito bom.
    Boa sorte 🙂

  33. Brian Oliveira Lancaster
    9 de setembro de 2014

    Utilizou bem a letra (adequação ao tema também é um item importante a ser avaliado) e apesar do tom levemente tragicômico, não cheguei a me conectar como um todo. Encontrei mudanças bruscas de estilo no início, meio e fim. Ficou um pouco estranho, mas nada que atrapalhe a leitura. A história é fácil de ser entendida, entrelinhas. O final realmente caiu bem.

  34. Claudia Roberta Angst
    8 de setembro de 2014

    A alternância de tempos verbais incomodou-me um pouco.Talvez fosse melhor optar pelo Presente, fazendo com que o narrador fosse um observador de algo que está acontecendo.
    “Sentado de fronte uma larga(…)” O correto seria DEFRONTE A uma larga janela…
    Embora a palavra “bicípite” exista, significa duas cabeças, aplicando-se aos músculos que se originam a partir de dois feixes. Ou seja, o termo não se aplica ao contexto da narrativa. O homem bípede seria melhor.
    Há falhas na pontuação, vírgulas faltando. Outros detalhes (técnicos e chatos) podem ser bem resolvidos com uma boa revisão.
    O conto me fez lembrar do poema O Bicho de Manuel Bandeira, não sei dizer bem o porquê ao certo. Talvez a miséria da condição humana.
    O parágrafo final achei muito bom, muito bom mesmo. Uma sucessão de flashes, imagens recortadas de um desfecho real.
    Boa sorte!

  35. Angélica Vianna
    8 de setembro de 2014

    O enredo do conto liga os acontecimentos numa sequencia linear, pode ser observada a verossimilhança devido os fatos serem próximos da realidade. O conflito existente no conto e as comparações entre homem e cão me chamou a atenção e me deixou curiosa para chegar ao final. O conto é cronológico por causa da sequencia das ações e devido a demarcação do tempo. A historia abrange aspectos da sociedade como vicio em álcool e drogas, lavagem de dinheiro, fraudes e superfaturamentos. No conto quase não encontramos descrição dos locais e o narrador é observador pois narra os fatos na terceira pessoa. A musica combinou perfeitamente com os fatos narrados. Gostei muito do desencadeamento dos fatos principalmente no final, boa sorte… Parabéns!

  36. JC Lemos
    8 de setembro de 2014

    Olha, pensei que eu não iria gostar, mas num é que gostei!?

    Durante a leitura, fiquei em dúvida se o conto tinha me agradado ou não. Essa coisa de cão-homem, homem-cão me deixou meio saturado. Porém, depois de um tempo a história se desenvolveu e me fisgou.
    Essa costura da música com o conto funcionou, criando uma atmosfera mais intimista, mesmo não sendo o narrador no presente o meu favorito.

    O final foi certeiro, e assim como o anterior, tivemos aqui mais um conto que, se pecou, não foi pelo timing.

    Parabéns e boa sorte! 😉

  37. fmoline
    7 de setembro de 2014

    Olá!
    Nossa, canto para minha morte, bela escolha de música! Sempre da aquele medo de ver uma música que você gosta em um conto, mas você conseguiu superar muito, e muito, toda e qualquer expectativa! Caramba, que ótimo jogo de palavras, cão e homem, homem e cão, além de não se perder nesse jogo ( o que mostra bastante habilidade) ainda anexa ao Raul, e tudo muito bem encaixado. As reflexões estão boas também.
    Gostei bastante! Boa sorte.

  38. Gabriela Correa
    7 de setembro de 2014

    Primeiramente, uma excelente escolha de música. Um tema difícil, aqui bem trabalhado, aumentando gradativamente a tensão até o encontro com a morte. A relação homem-cão também é um ponto de ricas possibilidades de discussão, assim como a decadência do personagem. Também gosto especialmente de sua escrita simples, crua, de frases curtas e objetivas.
    Resumindo, c’est ça: boa música, bom tema, boa escrita. Parabéns!
    E boa sorte! 🙂

  39. Lucimar Simon
    7 de setembro de 2014

    Nossa! Um excelente conto. Muito bem organizada as ideias, uma sequência com fluidez. O não uso de palavras rebuscadas não foi um problema aqui como se apresentou em outros que já li. O título já marca, chama a atenção para o conto. A narrativa é coerente, apresenta início, meio e fim, claro que isso não é segundo alguns especialistas todo primordial em um conto, mas neste foi alcançado. A junção de elementos potencializadores como álcool e drogas trás a tona um grande problema social. O individuo sem apoio dos amigos e família se ver pressionado, perdido. Na política veio a denúncia de corrupção, fato que sempre assola o país. A punição veio através de sofrimento, depressão e desgostos experimentado pelo protagonista. A estrutura não se apoderou de diálogos. Manteve uma narrativa de quem observa, isso foi muito bem organizado e não pecou na coesão textual, na sequência do texto. A posição intercalada de frases e o jogo de oposição entre homem e cão submete a condição humana a uma avaliação. Quem é esse homem do cão? Quem é esse cão? O homem é culpado ou não? Está aí o primeiro mistério. O homem, morre ou não? Está aí o segundo ponto chave do fechamento do conto. Parabéns. Boa sorte!

  40. mariasantino1
    7 de setembro de 2014

    Uhu! Toca Rau!

    Essa música é boa, lembrou a minha infância: Exocista e Raul Seixas era a lei lá em casa. rsrs.

    A costura com a música me ganhou. Gostei de quase tudo. A parte que o cão segue o homem me lembrou uma algo de FAUSTO, do GOETHE e comparação do cão com o homem me lembrou o documentário “ILHA DAS FLORES”. Só a parte do jornal na rua é que meio que esfriou a narrativa (para mim), mas o conto teve mais passagens agradável que ruins.

    Boa sorte.

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Informação

Publicado às 7 de setembro de 2014 por em Música e marcado .