EntreContos

Detox Literário.

No Soy Bruja (Juliano Gadêlha)

Minha mãe sempre me ensinou a não ter medo. Dizia que nós, bruxas, éramos seres mais poderosos que qualquer outro, e que não devíamos temer nossos inferiores. Isso sempre me pareceu contraditório, afinal muitas de nós foram queimadas vivas por esses inferiores séculos atrás. E ainda hoje vivemos à margem da sociedade, como criaturas assustadas. Onde está nossa superioridade?

Obviamente, nunca perguntei isso à minha mãe. Tinha noção do que me aconteceria se a importunasse. Mas a verdade é que sempre tive medo. Medo dela, das minhas irmãs, de todas as outras bruxas, e, acima de tudo, daquilo que desconhecia. Medo dos estranhos que dominavam o mundo e nos mantinham afastadas de todo o resto. Por outro lado, tinha curiosidade com relação a esses seres, a qual era alimentada pela minha inquietude dentro da minha comunidade. Sim, pois eu nunca me senti completamente à vontade nem entre os meus.

Eu era amedrontada e cegamente obediente. Todas tinham poder de comando sobre mim, sendo eu a mais nova de sete irmãs. Fazia tudo que me era ordenado, muitas vezes a contragosto, mas sem jamais questionar.  Além disso, eu não parecia ter talento para a maioria das coisas. Era atrapalhada e lenta no aprendizado de feitiços, encantamentos e poções. Ao mesmo tempo, não conseguia compreender aquela cultura de ódio que todas me ensinavam. Não entendia porque nossos esforços eram sempre voltados a fazer mal a alguém. Não sabia de onde vinha toda essa raiva e o que ganhávamos agindo assim, mas todas faziam parecer que a maldade era o nosso dom.

Assim, mesmo não sendo uma das mais promissoras, aprendi nossa arte de maneira satisfatória. E quando me ordenaram, fiz coisas ruins, terríveis até. Isso me feria, fazia com que me sentisse mal, ao contrário das outras, que se regozijavam a cada maldição bem sucedida. Eu percebia, pouco a pouco, que não me encaixava ali.

Sempre fui muito solitária dentro da comunidade, o que não melhorou com o passar dos séculos. Até que um dia, vagando sozinha pelo bosque, encontrei um pequeno cachorro, maltratado e faminto. Parecia ter sido abandonado e estava bastante judiado. Simpatizei com o bicho, tão frágil e inofensivo. Seus olhos eram dóceis e seus modos afetuosos. Consegui roubar um pouco de comida para ele, mas não podia levá-lo para casa, pois temia o que poderia lhe acontecer se minhas irmãs o descobrissem. Construí-lhe um abrigo improvisado em um lugar menos movimentado do bosque, e passei a visita-lo diariamente, em absoluto segredo.

Numa dessas visitas, dias depois do nosso primeiro encontro, o cachorro não estava no abrigo como de costume. Em seu lugar havia um gato, tão pequeno e esfarrapado quanto. Tinha o mesmo olhar amável, e se enroscou em mim como um velho conhecido. Cuidei dele nos dias que se seguiram, até que certo dia o cachorro estava de volta e o gato sumira. Esse processo se repetia em espaços irregulares de tempo.

Fiquei maravilhada, pois nunca havia conhecido um transmorfo antes. Mas aquele era diferente dos que eu havia estudado, pois ele só era capaz de assumir duas formas, enquanto a maioria dos seus semelhantes podia se transformar em uma grande variedade de animais, inclusive em humanos. Talvez ele tenha sido expulso de junto do restante de sua espécie justamente por ser diferente. Era um deslocado como eu, e nós acabamos sendo a companhia perfeita um para o outro.

Mas minha alegria não durou muito. Certo dia, ao me aproximar de onde ficava o abrigo no bosque, ouvi vozes histéricas conversando. Precavida, me escondi atrás de uma árvore e escutei. Para meu terror, as vozes pertenciam às minhas irmãs, que seguravam o cachorro e discutiam alegremente sobre qual seria o destino hediondo que lhe dariam. Elas sabiam que eu o visitava sempre, pois uma delas havia me seguido no dia anterior. Independentemente do que decidissem fazer com ele, elas faziam questão de que eu o visse sofrer.

Fiquei desesperada. O vislumbre de que algum mal pudesse acontecer ao único ser com quem eu me importava encheu-me de cólera, e foi como se toda a angústia acumulada durante a minha existência viesse à tona no momento em que saí do esconderijo e avancei contra minhas irmãs. Surpresas com o meu ataque, elas acabaram deixando o transmorfo escapar, mas conseguiram me segurar e me amarrar a uma árvore próxima. Com seus sorrisos malignos, elas me ameaçavam dizendo que logo encontrariam o bicho e o trariam para que eu assistisse impotente ao seu sofrimento.

Minha raiva crescia descontroladamente, e naquele momento eu odiava minhas irmãs como nunca. Pela primeira vez eu quis mal a alguém com toda a vontade. Crescia em mim um poder que eu jamais havia experimentado, uma energia que eu sentia fluir para as minhas mãos. Uma forte ventania açoitou o bosque, fazendo voar longe os chapéus de minhas irmãs, que me encaravam assustadas. Sem o menor esforço, libertei-me das cordas que me prendiam. Dos meus dedos saía uma forte luz branca, que com um gesto meu transformou-se em imponentes raios que brilharam na escuridão e atingiram em cheio as seis bruxas diante de mim. Seus gritos agudos e desesperados penetraram na noite e fizeram tremer cada ser vivo que os ouviu.

No instante seguinte, nada além de fumaça e cinzas restava no lugar onde antes se erguiam minhas irmãs. O vento parou e veio o silêncio, total e absoluto. Nenhuma criatura se atrevia a emitir um som sequer.

Quando voltei a mim, estava de joelhos encarando as seis manchas escuras que restaram no chão do bosque, e lágrimas quentes desciam pelo meu rosto. Dei-me conta do que acabara de acontecer, e a aflição e o choro vieram em torrentes. Enquanto isso, algo puxava minha capa insistentemente.  Era o transmorfo que retornara, e agora me instava a fugir. Ele tinha razão. Definitivamente, ali não era mais meu lugar. Coisas terríveis me aconteceriam quando descobrissem o que fiz, e eu tinha medo demais para ficar e conferir. Ironicamente, foi o medo que me deu a coragem de enfrentar minhas irmãs, e foi ele que me determinou a finalmente deixar aquele lugar ao qual nunca pertenci. Ser uma covarde acabou me servindo.

Não perdi tempo. Além da roupa do corpo, levei comigo apenas o essencial: minha varinha mágica, meu livro de feitiços e minha vassoura. Nela, com o transmorfo a tiracolo, voei o mais rápido que pude. O destino era incerto, afinal eu não conhecia lugar nenhum além da vila onde nasci. Só queria ir para o mais longe possível. Segui sempre em frente, e só parei quando não consegui mais continuar. Àquela altura, imaginava já estar a muitas léguas de casa, mas o sentimento de insegurança permanecia comigo.

Naquele dia deparei-me com a civilização da qual faria parte dali em diante. Eu não era distinta deles fisicamente, mas a maneira de se vestir e de se portar era completamente diversa, de modo que eu tive de fazer o melhor para me adaptar. Da minha vestimenta, só a cor azul permaneceu. A capa deu lugar a um vestido, e tive de usar adereços menos chamativos do que aquele longo chapéu pontudo. Também tive de me habituar aos estranhos costumes deles, o que não foi nada fácil. No início ainda recebia muitos olhares estranhos, mas com o tempo fui me habituando a agir como eles.

Passei cerca de um século vagando pelo mundo. Por segurança, não me permitia ficar mais de uma década em cada lugar, de modo que viajei bastante e conheci as mais diversas culturas e idiomas. Também tomei o cuidado de mudar de aparência e de identidade a cada lugar novo que visitava.

Quando fugi da minha vila, mesmo com trezentos anos de idade, tinha o aspecto de uma garota de vinte e poucos aos olhos deste povo. Entretanto, este último século deixou brancos meus cabelos e enrugada minha pele. Isso porque em minha comunidade nós tomávamos diversas poções e éramos submetidas a uma série de encantamentos que nos mantinham fortes e jovens por mais tempo. Como não aprendi nada disso, meu envelhecimento tem sido bem mais rápido. Mas não me preocupo, pois já não almejo viver muito mais. Minha vida já foi longa o bastante, e esses últimos anos me renderam experiências muito mais especiais do que qualquer outra que havia vivido antes.

O lugar onde moro atualmente, por exemplo, é especial à sua maneira. É uma vila simples e sem grande movimento, o que me pareceu ideal quando estava procurando um novo lugar para ficar. Falei com o senhorio, um homem enorme de gordo, que me disse que havia uma casa disponível para alugar. Pareceu-me boa pessoa, e sua única exigência foi que o aluguel fosse pago em dia. Nesse ponto ele foi veemente. Isso não seria problema, já que um dos poucos feitiços que eu dominava me permitia replicar pequenos objetos, inclusive dinheiro.

Logo de cara encontrei um bom motivo para ficar aqui. Um dos inquilinos é um homem maravilhoso. É um viúvo, ex-lutador, de porte atlético, olhar sedutor e um bigode muito charmoso. Um verdadeiro galã. Seu único defeito é ser pai de uma pestinha sardenta. Mas por ele eu aturaria a garota de bom grado. Acho que me apaixonei no momento em que o vi pela primeira vez. Tento me aproximar, mas ele parece ser tímido. Sempre lhe cozinho pratos especiais, os quais muitas vezes acabam sendo extraviados pelas crianças daqui. Tenho tentado desenvolver uma poção do amor por conta própria, já que meu livro não possui encantamentos relacionados a qualquer sentimento bom. Nenhuma das que testei em sua comida surtiu efeito até o momento.

Mas nem todos os vizinhos são tão agradáveis. A viúva que mora ao meu lado vive fazendo confusão. Ela e seu filho mimado e bochechudo adoram importunar o meu galã, e eu tento sempre defendê-lo. Ela está sempre de mau-humor, se acha superior a todos, e tem uma séria implicância com animais e crianças pequenas, os quais quer ver proibidos aqui na vila. Para evitar transtornos, tomo sempre o cuidado de manter o transmorfo dentro de casa. Isso também evita que estranhem o fato de eu criar ora um cachorro, ora um gato.

As crianças da vila também são uma dor de cabeça muitas vezes. Além da pestinha sardenta e do garoto bochechudo, há ainda um órfão que mora por aqui. Os três estão sempre brigando, gritando e chorando. E como choram. Além disso, vivem atingindo e machucando os adultos com suas brincadeiras atrapalhadas, principalmente o pobre senhorio, que é sempre recebido na vila às bordoadas. A mim eles insistem em chamar de bruxa, por mais que para os adultos eu não passe de uma pessoa normal. Talvez as crianças tenham um sexto sentido para essas coisas.

Outro dia mesmo ouvi uma algazarra vinda do pátio e saí de casa para ver o que se passava. Lá estavam os três discutindo. Falavam ao mesmo tempo, tornando impossível que se entendesse qualquer coisa. Pedi silêncio insistentemente até que dois deles obedeceram, mas o órfão continuou a falar, e só o que consegui ouvir foi:

– … da bruxa do 71.

– Quem é bruxa? – perguntei indignada. – Eu não sou nenhuma bruxa. Para você é Dona Clotilde.

– É que me escapuliu… – respondeu o órfão sem jeito.

– Vocês deveriam ter mais respeito.

– Ela tem razão, Chavinho. – disse a menina sardenta. – Temos de respeitar os mais velhos. Afinal, a Dona Clotilde pode ter sido a última a chegar à vila, mas foi a primeira a vir ao mundo.

– O que disse? – neste momento percebi que o cachorro saía de casa. – Mas é melhor não dizer nada. Vamos para dentro, Satanás.

Apesar de tudo, eu gosto de morar aqui. Nem penso mais em me mudar. Não tenho mais razão para fugir, nem nada a temer. O medo se foi, e agora só quero viver normalmente ao lado das pessoas que são o mais próximo que eu já tive de uma família, seja compartilhando momentos de boa vizinhança, seja cantando ao redor de uma fogueira nas areias de Acapulco.

30 comentários em “No Soy Bruja (Juliano Gadêlha)

  1. Carmem Soares
    21 de agosto de 2014

    kkkkkkkkk Chaves foi ótimo! Confesso que achei o texto um pouco cansativo, mas me diverti muito com o final.

  2. Edivana
    21 de agosto de 2014

    Chaves?! haha Legal, uma nova razão de existir pra D. Clotilde. Gostei do conto, quando começou a tomar forma do seriado pensei que ia dar um plágio, mas não, é uma homenagem. Um graça.

  3. rsollberg
    20 de agosto de 2014

    Sensacional! Achei a sacada muito boa.
    O inicio do texto tem uma pegada mais sombria, vai abrandando lá pelo meio e no final essa reviravolta cômica. Confesso que descobri a coisa toda um pouco após a descrição da menina sardenta, não precisei chegar na bruxa do 71. rs
    Como um grande fá do seriado, gostei muito da ideia. Ademais, o texto está muito bem escrito e conduzido. Apesar de normalmente não gostar de finais felizes, curti bastante esse seu desfecho!

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  4. Wender Lemes
    19 de agosto de 2014

    Excelente! Gostei muito mesmo da nostalgia de me deparar com El Chavo del Ocho no final, nosso querido Chaves, mas o senhor Madruga ter porte atlético… só se for de maratonista da São Silvestre. Não li os contos sempre na ordem de postagem – o seu foi o último que li. Devo dizer que seu conto foi a chave de ouro que fechou este desafio para mim. Parabéns pela técnica e pela criatividade, boa sorte no desafio.

    P.S.: talvez o meu conto nem chegue a ficar bem colocado no desafio, então ficaria satisfeito se o seu ganhasse, nesse caso, pois é um conto que eu desejei ter escrito.

  5. Pedro Luna
    18 de agosto de 2014

    Olha, eu sou muito fã de Chaves, e adorei o final do conto..rs. Mas tenho que dizer que o desenvolvimento não foi tão bacana. O conto foi um passeio pela vida da Dona Clotilde, mas para mim não ficou interessante. Ficou algo muito banal, sei lá… meio cansativo. Não foi uma boa história, mas teve um final legal.

  6. Martha Angelo
    17 de agosto de 2014

    Eu gostei mais do começo da história, daquele sentimento de inadequação dela, mas nem por isso deixa de ser um bom texto, agradável de ler.

  7. williansmarc
    14 de agosto de 2014

    Na hora que eu vi o título, já pensei na bruxa do 71. Porém, curiosamente, o inicio do conto leva o leitor a um lugar bem diferente da vila e faz com que o leitor se esqueça dessa referência, parecendo que está lendo algo totalmente novo. Gostei muito desse spin-off do Chaves.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  8. Fil Felix
    13 de agosto de 2014

    Não sei se gostei muito do conto, principalmente pela reviravolta ao final. A primeira parte, da sua origem, parece algo totalmente diferente da segunda parte (com as referências). Como é um “retcom” da personagem, poderia ter ido por um viés mais cômico, pra não contrastar tanto. Apesar de alguns aspectos caricatos de bruxaria (só mulheres, más, chapéu etc) gostei do transmorfo (já que existe o Satanás e os gatos na casa dela – pela imaginação das crianças).

  9. Thata Pereira
    13 de agosto de 2014

    F%$@! Curti demaaaais!!! haha’

    No meio eu comecei a achar cansativo, fiquei me perguntando onde o conto levaria, mas só consegui associar ao Programa Chaves quando falou das crianças. Criatividade foi o destaque aqui! Parabéns!!

    Boa Sorte!!

  10. Weslley Reis
    12 de agosto de 2014

    Me pegou pela nostalgia! Quase um golpe baixo. Estou em êxtase pela ótima construção da personagem culminar numa parte tão legal da vida da maioria. Depois do clímax da morte do metamorfo, achei que o conto estava numa queda até me surpreender novamente. Ótima ideia, ótimo artificio. Meus parabéns!

  11. Marcellus
    10 de agosto de 2014

    Não é um texto ruim, está bem escrito, mas o final não condiz com o começo. Vejam só: isso pode ser um trunfo, uma ótima jogada do escritor, mas neste caso, ficou um pouco a dever.

    Um “fanfic” do Chavo, contando a origem da Da. Clotilde rende uma ótima obra, mas é preciso decidir-se pelo rumo a tomar. Comédia? Drama? Com um pouquinho do sal, tenho certeza de que o autor poderia chegar ao pódio.

    Boa sorte!

  12. JC Lemos
    9 de agosto de 2014

    Gostei do conto até o momento em que percebi se tratar de chaves. Creio que devo ter sido do contra nesse quesito, mas sei lá, esperava um fim diferente. Porém, isso não desmerece a boa sacada do autor em relação a fazer essa ligação. Hehe

    Gostei da narração e em alguns momentos imaginei até mesmo minha escrita enquanto lia.

    Enfim, parabéns e boa sorte.

  13. Lucas Almeida Dos Santos
    8 de agosto de 2014

    Interessante a ideia de contar a história da Dona Clotilde, foi bem criativo, mas acredito que o começo poderia ser outro até o momento em que é revelado do que se trata o texto. Parabéns pelo texto.

  14. Pétrya Bischoff
    7 de agosto de 2014

    Hahaha’, booooa!
    Cara, no meio do texto eu já estava pensando em dizer o quão bem escrito e bonitinho está, sem nada que seduza… E a vida da bruxinha continua e o texto enorme não apresenta emoções até que fala do guri “mimado e bochechudo” hahah’. Quanta maestria em costurar os acontecimento e justificar tantas coisas; o metamorfo, a idade avançada, os pratos que ela prepara para o vizinho.
    Penso que o conto poderia ter terminado na frase “Talvez as crianças tenham um sexto sentido para essas coisas”, sem a necessidade de transcrever parte de um episódio. No entanto, de qualquer maneira, achei muito simpático e uma ideia brilhante. Parabéns e boa sorte!.

  15. Eduardo Selga
    6 de agosto de 2014

    Este é o vigésimo sexto conto que analiso no presente desafio.

    Não deixa de ser criativo usar os personagens da série televisiva “Chaves”, tendo como narradora a “Bruxa do 71”, emprestando-lhe um passado. O problema é que o conto fica a reboque do programa do SBT, porque ao apropriar-se intertextualmente não houve nenhuma alteração significativa por parte do(a) autor(a) quanto à ambientação da vila e seus personagens centrais. A parte final do conto, assim, funciona como uma citação direta, quando, assim me parece, um recurso mais parafrásico seria mais apropriado. A recepção do texto por parte do leitor fica de certa maneira condicionada a esse ambiente, o mesmo da série.

    O “passado” da Bruxa do 71 é um tanto pueril e sem cor, mas está de acordo com a ingenuidade dos personagens televisivos.

    Em 06/08/2014

  16. David.Mayer
    6 de agosto de 2014

    UAU. sem palavras. o texto me pegou de jeito mesmo. Acho que até sei quem escreveu… Fabio… eheheheh… como o comentário não aparece, digo logo. eheheheh

    Cara, parabéns pelo conto, soube conduzir bem a história com um final muito bacana. E me deu uma rasteira principalmente por ser fã incondicional da serie.

    Não tem nada a acresentar do conto, nem melhorias. Muito bom mesmo.

  17. Claudia Roberta Angst
    6 de agosto de 2014

    Nota-se que o(a) autor(a) escreveu o texto com atenção e gosto. Calma, não tenha pressa, nem tente abarcar o mundo das palavras de uma só vez.
    Achei um tanto longo demais para pouca ação. Na verdade, há muita informação para uma só narrativa. O leitor fica a espera de algum acontecimento mais surpreendente ou impactante. Creio que o(a) autor(a) limitou-se a incluir todas as suas ideias sobre o universo das bruxas, ficando na sua zona de conforto. A ideia do “transmorfo” poderia ter sido melhor explorada. Seria recomendável condensar a narrativa para que o leitor não se distraia tanto e perca o interesse. Continue no caminho!Boa sorte!

  18. Ricardo Gnecco Falco
    5 de agosto de 2014

    Pois é… Não sei que bruxaria foi essa, mas eu JAMAIS esperaria encontrar o Seu Madruga, a Chiquinha, o Kiko, o Chaves e cia. por aqui! (rs!) O autor conseguiu inovar e causar no leitor o que mais almejo ao me aproximar do final de um conto: a surpresa. Muito bem escrito, conduzido, planejado e comunicado. Certamente irá cair nas graças do grande público, principalmente nas dos mais velhos. ou melhor, mais vividos… 😉
    Sem querer, ou querendo (A-Há!), conseguiu transmitir a mensagem desejada. Incluindo aqui a piada com o idioma do título, um “spoiler” também muito bem sacado!
    Parabéns pela coragem e capacidade de execução!
    Boa sorte,
    Paz e Bem!

  19. Fabio Baptista
    4 de agosto de 2014

    ====== ANÁLISE TÉCNICA

    Muito bem escrito.
    Senti falta de algum trecho mais elaborado, poderia ser feito na batalha contra as irmãs.

    – a qual era alimentada
    >>> “que era” ficaria melhor

    – visita-lo
    >>> visitá-lo

    – os quais quer ver proibidos aqui na vila
    >>> Acho que impliquei com esse “os quais”… não soa bem, sei lá…

    ====== ANÁLISE DA TRAMA

    Achamos o background da Dona Clotilde!!! kkkkkkkkk
    Ficou engraçado, quando nos damos conta de quem é a bruxa. Cheguei a dar boas risadas com os diálogos.

    Mas existe uma quebra muito brusca no ritmo da história.

    ====== SUGESTÕES

    (ouvi demais isso no último desafio e sei que é chato, mas…) acho que a primeira parte poderia ser um pouco mais concisa.

    ====== AVALIAÇÃO

    Técnica: ****
    Trama: ***
    Impacto: ***

  20. fernandoabreude88
    4 de agosto de 2014

    Hum. Achei engraçado, uma boa piada. Como conto deixou a desejar. Apesar de ter rido, não consegui conectar os trejeitos da velha do 71 com a personagem criada no começo, ela parece ter saído de um ambiente mais complicado do que o criado, até por ser meio ranzinza com as crianças e tudo mais. Enfim, achei médio. Mas valeu as risadas.

  21. Walter Lopes
    4 de agosto de 2014

    Achei interessante a suposta origem da Dona Clotilde.

  22. rubemcabral
    4 de agosto de 2014

    Achei bem divertido e criativo. A narração é simples, mas a história é cativante.

  23. Rodrigues
    3 de agosto de 2014

    Hahahaha. Muito legal. Quando chegou na parte da revelação percebi que todo o começo tinha valido a pena, pois a historinha da bruxa que vaga pelo mundo estava me cansando. Talvez tenha sido esse o real intuito do autor, causar esse impacto com a diferença entre as duas partes. Achei que a inserção dos personagens do Chaves ficou muito natural e pouco a pouco o conto vai virando um dia na vila, o escritor meio que achou o caminho ideal pra fazer isso. Gostei bastante, e a frase final foi perfeita.

  24. Gustavo Araujo
    3 de agosto de 2014

    Tô rindo aqui com essa reviravolta do final… O conto começa meio enfadonho, com uma bruxa com crise de identidade, contando suas peripécias e percalços até parar em um lugar que, em princípio, desconhecemos. Depois de uma lenga-lenga descobrimos que o autor retratou a história da velha que aparece no seriado Chaves. Boa sacada.

    Porém, essa sacanagem — no bom sentido — com o leitor não basta para tornar o conto bom. É mais ou menos como uma piada rápida. Você dá risada mas esquece no momento seguinte.

    É um pouco decepcionante, na verdade. Dá para ver que o autor escreve muito bem. São pouquíssimos os erros de gramática. Dá para ver que se quisesse, poderia ter ido muito além do que foi. Poderia ter-nos contemplado com uma história verdadeiramente pungente, emocionante e memorável.

    Do jeito que ficou, o conto é apenas uma brincadeira. Uma brincadeira engraçada, é verdade. Mas nada mais do que isso.

  25. tamarapadilha
    3 de agosto de 2014

    Uau! Que surpreendente! Na criatividade você merece 10! acho que vi poucos erros de gramática e conseguiu me prender muito. Achei legal uma bruxa contra o que ela é. Vemos isso em todos os casos. Pessoas insatisfeitas com suas profissões, seus corpos e por que não uma bruxa insatisfeita com seu poder? Muito bom mesmo, boa sorte!

  26. José Geraldo Gouvêa
    3 de agosto de 2014

    Até mais ou menos a menção à Bruxa do 71 eu estava achando o texto uma porcaria. Parecia-me vazio, infantilóide, pouco desenvolvido e um tanto esquemático.

    Então, finalmente, “caiu a ficha” de que este NÃO É um texto sério. A zoeira não tem limites, mas para ser boa ela não pode ser complicada. Por isso a linguagem pedestre. Tudo é parte de um grande plano para trollar epicamente o leitor, especialmente o leitor que não ler até o fim….

    Meus parabéns ao autor desta pérola.

  27. Eduardo Matias dos Santos
    3 de agosto de 2014

    kkkkkk mas que bela ambientação, não é? Interessantíssima a técnica de narração em primeira pessoa e a reviravolta que transforma a narradora na personagem que todos conhecemos, muito bom.
    P.S. Es usted Satanas?

  28. Marquidones Filho
    3 de agosto de 2014

    Genial! Simplesmente.

  29. mariasantino1
    3 de agosto de 2014

    Que baita ousadia (e competência)! 😀
    .
    Gostei sim. Principalmente quando tem a pegada do chaves (que coisa! Eu ainda estou meio abobalhada aqui). Foi agradável mesmo, ainda que o início eu não tenha curtido muito (essas coisas de bruxa ser boa ou má e ficar com crises, não me agradam muito). Mas o conto me agradou muito e terminei a leitura sorrindo.
    .
    Parabéns! Boa Sorte.

  30. Anorkinda Neide
    3 de agosto de 2014

    hauhuhuauiua
    Parabens, fã-fanático del Chavo! 🙂

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Informação

Publicado às 2 de agosto de 2014 por em Bruxas e marcado .