EntreContos

Detox Literário.

A Última Noite (Marcellus Pereira)

Colocou o fone no gancho no exato momento em que o relógio de pêndulo, principal elemento decorativo da enorme sala de estar, iniciava seu enfadonho ciclo melódico. Três da manhã. Aquele era o melhor horário, ela sabia.

Há exatos quatro meses, ela sabia.

Sua tarde havia sido gasta nos preparativos daquele momento: dois gatos negros, estripados, com o sangue já seco. O caldeirão, colocado com cuidado milimétrico no centro do aposento. O enorme pentagrama desenhado com sal, de onde ela olhava tudo agora.

Mas o mais difícil havia sido o carneiro. Espalhar o sangue do animal pelos cantos da sala fora desagradável. Pendurar sua cabeça sobre o batente da porta… aquilo sim, dera trabalhoso.

Usava o mesmo vestido negro de antes. Achava que ele havia gostado. Sabia que ele havia gostado. Senão, porque teriam feito o que fizeram?

O velho relógio soou a primeira badalada. O som nunca a perturbara antes. Adorava visitar a casa da avó, justamente para ouvir aquele relógio.

Veio a segunda badalada. Quando era criança, implorava pela chance de abrir a portinhola e girar a chave enferrujada, sentindo a mola estalar num esforço inútil contra o ímpeto juvenil.

A terceira.

Batidas na porta. Duas. Secas. Fortes. Ela sabia quem era. Estremeceu.

_ Entre. Você sabe que está aberta.

_ Isso não importa. É o hábito.

Ela o olhava diferente, agora. Nada da admiração e fascínio da primeira vez. Claro, ele ainda era o homem mais instigante que já havia visto: alto, de corpo esguio, cabelos loiros caindo nos olhos. O Livro estava mesmo certo: ele era o mais belo. Quase deixou escapar uma risada, ao lembrar-se da surpresa ao vê-lo pela primeira vez, quando esperava um bode com os cascos virados para trás.

Ele lançou um olhar desinteressado pela sala. Com um sorriso sarcástico, perguntou:

_ Um caldeirão? Não é um tanto exagerado?

_ Achei que chamaria sua atenção.

_ Não foi por ele que vim.

_ Não?

_ Foi pela insistência. O que você quer agora? _ Havia certa irritação em sua voz, ela podia perceber. Nada do veludo doce e quente de antes. Porco.

_ Não podemos desfazer o trato, não é?

_ Você sabe que não. _ seu tom era desprezo, quase ríspido.

_ Foi o que eu pensei.

Ele virou-se para ir embora:

_ Vocês sempre se arrependem. É curioso que Ele goste tanto de macacos indecisos.

Foi a vez dela sorrir com escárnio:

_ Eu estive com o Segundo.

Ele parou, ainda de costas para ela.

_ E com o Terceiro. É curioso que seja preciso um triunvirato para administrar aquela fornalha…

Ele virou-se e avançou contra ela, brandindo o punho rente à sua face. Os sapatos, a uma distância mínima, mas segura, do desenho feito com sal.

_ Cuidado, mulher! Não é um triunvirato! Eles não são nada, senão capachos ordinários que cuidam das trivialidades.

Com uma expressão marota, ela continuou:

_ Não foi o que me disseram.

_ E o que te disseram?

_ Que eu me dei mal dessa vez. _ ela enrolava um cacho dos longos cabelos negros, teatralmente.

Ele recobrou a compostura. O sorriso sarcástico reapareceu e, apesar de tudo, ela ainda se maravilhava com aqueles dentes perfeitos.

_ Não mentiram.

_ Não, acho que não. Disseram que havia alguém que poderia me ajudar, mas ele não estava disponível.

Ele gargalhou alto, limpando uma lágrima com as costas da mão.

_ Aquele inglês não vai poder ajudar ninguém por muito tempo. Maldito seja o seu sangue.

_ Também me disseram que eu não conseguiria fazer nenhum mal ao nosso filho. E eu tentei.

_ Você tem exatamente o que pediu.

_ Eu pedi poder!

_ Não há poder maior que gerar uma vida! Não é o que dizem? Além do mais, ele é meu filho! Ele terá tudo o que quiser, será um homem poderoso… e você poderá aproveitar as sobras, que serão muito mais que o que já teve até hoje.

Sua vontade era esbofeteá-lo e arrancar-lhe aqueles enormes olhos azuis. Mas a prudência a mandava ficar no centro do pentagrama.

_ Você sabe que não foi isso o que eu pedi.

_ Depende do ponto de vista.

O pêndulo do relógio parara. O silêncio preenchia toda a sala, enquanto os dois se encaravam. Lá fora, pneus gritavam em agonia contra o asfalto.

_ Bem, se era só isso… eu preciso ir. Ainda há outras ingênuas que pensam que podem me dobrar com um vestido decotado.

Automaticamente, puxou uma pistola do cinto preso à sua coxa esquerda. Apontou para a própria barriga.

_ Nenhum de nós terá o que quer, então.

Olhando-a por sobre o ombro, ele balançou a cabeça:

_ Eu lido com vocês há milhares de anos. Acha mesmo que não sei como pensa essa sua cabecinha primata? Não há nada que você possa fazer contra aquilo que é meu.

_ Veremos. _ e apontou a pistola para ele.

_ Vocês nunca aprendem? Vamos lá, então. Atire. Atire logo!

A porta abriu-se com um estrondo de madeira rachando, enquanto um afoito policial empunhava uma arma. Atônito, concentrava-se na pistola apontada para um homem alto. Uma mulher vestindo preto tinha o dedo no gatilho.

Não demorou para que seu cérebro processasse o que a visão periférica percebia de relance: sangue. Símbolos. Um gato morto. Um… caldeirão?

_ Solta a arma! Solta a arma agora!

Ela disparou. A bala atingiu a dobradiça superior da porta de entrada.

O policial, num ato reflexo, disparou duas vezes. Uma bala acertou o peito da mulher de preto. O segundo, sua barriga.

30 comentários em “A Última Noite (Marcellus Pereira)

  1. Marcellus
    22 de agosto de 2014

    Mais uma vez, muito obrigado pelos comentários, pessoal!

    Escrevi o conto “na correria”, para não perder outro desafio. Infelizmente, a pressa cobrou seu preço… a revisão realmente deixou muito a desejar.

    Como alguns notaram, a história se passa no universo de “Hellblazer”, onde o tal inglês é ninguém menos que John Constantine. Lá, o inferno é governado por uma tríade.

    O que poucos notaram foi que a própria mulher ligou para o policial. Este foi o motivo do telefonema. O texto explicita que ELA não poderia fazer mal ao filho, daí a necessidade de uma terceira pessoa para dar cabo do moleque. Agora, se o policial matou o capiroto-mirim… fica a cargo do leitor.

    Sou partidário do King, que diz que a história vale pela viagem e não pelo ponto de chegada, mas que o leitor cobra sempre um final “satisfatório”. Eu prefiro um final incômodo, que o tire da zona de conforto… 🙂

  2. Carmem Soares
    21 de agosto de 2014

    Parece a continuação do conto “Filhos das trevas” rsrsrs Não gostei do policia! É fácil assim matar o filho do demônio?

  3. Edivana
    21 de agosto de 2014

    Sinceramente, não atino com o aparecimento desse policial. Até tenho uma teoria, não me atrevo a repetir. Mas o diálogo é bom!

  4. Pedro Luna
    20 de agosto de 2014

    Eu gostei do diálogo, intrigante e tenso. Já a trama não me conquistou.

  5. Wender Lemes
    19 de agosto de 2014

    Gostei do conto, mas odiei o autor com esse final kkk. Queria muito saber o que aconteceria após esse final, mas fica na imaginação. Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio.

  6. Juliano Gadêlha
    17 de agosto de 2014

    Achei que a história deixou muito por dizer. Ao final me pareceu meio incompleta. Talvez seja um enredo mais adequado a outro formato que não o conto, um formato que permita um melhor desenvolvimento da história e dos personagens. Posso estar enganado, talvez tenha deixado passar alguma informação, mas foi essa minha impressão. Por outro lado, o autor demonstrou que escreve bem, e narra sua história de maneira bastante agradável. Me incomodou o uso do underline (_) no lugar do travessão (-), mas isso é bobagem.

  7. Martha Angelo
    17 de agosto de 2014

    Bem, eu não considero que a magia negra esteja necessariamente ligada à bruxaria e, no caso desta personagem, no mínimo, faltariam mais elementos para caracterizá-la como bruxa ou como simples praticante de magia negra. O texto tem um bom ritmo, não deixa de ser interessante, mas não apreciei a abordagem do tema.

  8. tamarapadilha
    17 de agosto de 2014

    Uou, que conto… misterioso! Ainda não consegui entender direito o sentido dele, mas acredito que o autor fez isso propositalmente. Mesmo assim eu gostei muito. Foi uma escrita sedutora, que soube prender, e a primeira frase já deu um super efeito “Colocou o fone no gancho no exato momento em que o relógio de pêndulo, principal elemento decorativo da enorme sala de estar, iniciava seu enfadonho ciclo melódico. Três da manhã. Aquele era o melhor horário, ela sabia.
    Há exatos quatro meses, ela sabia.”. A gramática achei ótima, a narração, a emoção. Boa sorte.

  9. rsollberg
    17 de agosto de 2014

    Um conto interessante, onde o leitor é levado a preencher certas lacunas. Os diálogos funcionaram bem, gerando pequenas pistas para o entendimento do enredo.
    O final é bem visual, acho que funcionaria muito melhor em um roteiro, mas não deixa de cumprir seu papel.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  10. Fil Felix
    13 de agosto de 2014

    Pelo nickname e algumas referências, é um conto no universo do Hellblazer? Tem alguns errinhos no decorrer e pela quantidade de diálogos, poderia ter feito de uma maneira mais natural. Em alguns momentos parecem forçado. Mas está indo por um caminho interessante.

  11. Thata Pereira
    13 de agosto de 2014

    Eu estava gostando muito do conto, até que chegou a figura do policial e estragou o final, onde o mistério desmanchou-se com a chegada de um personagem que possuí uma carga muito grande de realidade e o choque foi tremendo. O conto deveria preparar o leitor para essa chegada.

    Boa sorte!

  12. williansmarc
    12 de agosto de 2014

    O conto foi narrado de forma bem eficiente, mas o enredo não me agradou muito. Acho que, assim como em diversos outros contos desse desafio, ficou faltando algum suspense ou objetivo para a protagonista.

    Abraço e boa sorte.

  13. Weslley Reis
    12 de agosto de 2014

    Ponto alto para a surpresa. Eu realmente não esperava esse desfecho final. A ambientação também funcionou muito bem. Gostei da figura do diabo e da petulância da mulher.

    Parabéns.

  14. JC Lemos
    9 de agosto de 2014

    Vish! Senti que faltou algo, sei não… li tudo imaginando um cenário meio “supernatural”. Hehe

    Gostei de como foi contado, gostei da caracterização dos personagens e não tive problema nenhum, até chegar no final. Confesso que esperava mais.

    Entretanto, o fim foi satisfatório, no geral.
    Parabéns e boa sorte!

  15. David.Mayer
    6 de agosto de 2014

    O que gostei:
    O conto foi muito bem escrito, a história e o desfecho. O autor/a tem um talento muito bom, narrando a partir da mulher e seus pensamentos. Muito bom o desenho sutil das personalidades dos personagens. Parabéns.

    O que não gostei:
    Alguns erros gramaticais, mas isso se deveu a um deslize leve mesmo, pois numa revisão mais acurada se notaria fácil.

    Melhorar:
    Questão da revisão.

  16. fernandoabreude88
    5 de agosto de 2014

    Esse texto está muito confuso, não consegui captar quase nada do que o autor tentou passar. Voltei várias vezes, mas mesmo assim não entendia, resolvi ir até o final para tentar sanar minhas dúvidas, mas continuo na mesma.

  17. Ricardo Gnecco Falco
    5 de agosto de 2014

    Conto bem escrito. Tem um errinho de revisão lá no terceiro parágrafo (“… aquilo sim, dera trabalhoso.”), mas nada que atrapalhe a fluidez da leitura. Texto ágil e tom de mistério/ação bem dosado, que vai levando facilmente o leitor pela história até o final. Final este que, exatamente, para mim ficou um pouco aquém do que o conto merecia. Fiquei esperando por um fechamento mais digno da promessa que o conto transmitia — alguma reviravolta, alternância de poder etc. — mas, a meu ver, não obtive satisfação. Trabalho bom, como uma noitada promissora na companhia de uma bela criação mas, infelizmente, não consegui chegar lá. 😉
    Mas talvez o problema seja comigo mesmo, embora isso nunca tenha me acontecido antes…
    Boa sorte,
    Paz e Bem!

  18. Fabio Baptista
    4 de agosto de 2014

    ======= ANÁLISE TÉCNICA

    Ficou na média. Sem grandes problemas, mas igualmente sem muito brilho.

    – enorme
    >>> Poderia ter oferecido uma descrição da sala que fizesse o leitor desenhar uma sala enorme na imaginação.
    >>> O adjetivo se repetiu pouco abaixo, no pentagrama

    – aquilo sim, dera trabalhoso.
    >>> Dera trabalho / foi trabalhoso

    – Senão, porque teriam feito o que fizeram?
    >>> Essa parte ficou boa, deixando que o leitor completasse as entrelinhas

    ======= ANÁLISE DA TRAMA

    Tipo de história onde há mais coisas não ditas do que ditas.
    Às vezes isso funciona, às vezes não.

    Aqui achei que funcionou mais ou menos. Ao mesmo tempo que é possível compreender o panorama geral, fica um certo vazio, que poderia ser preenchido com um pouco mais de desenvolvimento.

    ======= SUGESTÕES

    Tentar usar algumas figuras de linguagem para substituir alguns dos adjetivos.

    Desenvolver um pouco mais a história, um flashback talvez.

    ======= AVALIAÇÃO

    Técnica: ***
    Trama: ***
    Impacto: ***

  19. Eduardo Selga
    4 de agosto de 2014

    Este é o vigésimo terceiro conto que analiso no presente desafio.

    Mais um conto que não se realiza, não completa a contento seu ciclo de existência. A sensação que fica é que falta algo no desenvolvimento do enredo. Há um diálogo entre um personagem que corresponde ao estereótipo do “demoníaco belo” e uma mulher, mas a finalidade do encontro não é bem esclarecida. Ao final, irrompe um policial, desencadeando um tiroteio, resultando na morte dela. E daí?

    Falha de revisão: “[…] porta… aquilo sim, dera trabalhoso”. Deveria ser DERA TRABALHO ou FORA TRABALHOSO.

    em 04/08/2014

  20. Walter Lopes
    4 de agosto de 2014

    Achei interessante, embora inacabado.

  21. rubemcabral
    4 de agosto de 2014

    Conto interessante, digo, o enredo é muito bom, mas o final é bastante anticlimático. A história pareceu-me acontecer no universo do John Constantine, estou certo?

    O texto precisa de um tanto de revisão. Achei confuso o uso do caracter “_”, pois sempre uso “—” para abrir os diálogos e hífen “-” para separar as falas da narração.

  22. Pétrya Bischoff
    4 de agosto de 2014

    Olha, gostei do que fizeste aqui. Uma bruxa apaixonada pelo Capiroto. Grávida dessa paixão e não como simples oferenda. Até seu plano para ser morta… Os pneus cantando na rua já eram os do policial. Não se prolongou nem fez rodeios. Simples e “competente”. Parabéns e boa sorte.

  23. mariasantino1
    3 de agosto de 2014

    O conto tem um ritmo bem lento e no fim acelera, eu gostei bastante embora feche não dando muito espaço para o leitor pensar. Gostei também do que ficou subentendido no início e no meio do conto. Achei bacana os diálogos. Queria ler mais do seu conto. Desejo sorte, um abraço

  24. Gustavo Araujo
    3 de agosto de 2014

    Conto bem escrito, com tensão crescente. Acaba assim, de repente, deixando o leitor um pouco zonzo. Não entendi muito bem um aspecto: a mulher não poderia acabar com a própria vida, certo? E assim, não poderia acabar com a vida do bebê, certo? O Capeta a avisara que seu fruto era intangível e que não adiantava a mulher dar um tiro em si mesma. De que serviu, então, o tiro do policial? Fiquei com a sensação de que o autor tentou dar ao fim do conto um tom de “o diabo se ferrou com algo inesperado”. Todavia, não sei se, de acordo com o que foi escrito antes, o bebê realmente morreu; nesse caso, o fim perde a força.

    Em suma, um bom conto, mas que merecia um final melhor.

  25. Eduardo Matias dos Santos
    3 de agosto de 2014

    Que coisa, não? Era o Capiroto, o homem loiro? Geralmente eu não aprecio estes satanismos, mas a história foi bem escrita, apesar do desfecho deixar um pouco a desejar, está um pouco confuso. Entretanto posso dizer que está é uma história bem interessante.

  26. Lucas Almeida Dos Santos
    3 de agosto de 2014

    Eu fiquei confuso em alguns momentos, achando que era um que falava mas era o outro, ai lendo mais uma vez entendi direito. Não consegui, também, entender algumas coisas, por exemplo, qual o motivo daquele ritual todo. mas parabéns pelo texto.

  27. Marquidones Filho
    3 de agosto de 2014

    Hehehe, boa história!

  28. Anorkinda Neide
    2 de agosto de 2014

    Um bom conto. Engenhoso e eficiente. Parabéns!

  29. José Geraldo Gouvêa
    2 de agosto de 2014

    Texto inteligente e bem escrito. Sem firulas, sem gorduras. Não peca por tentar ser gringo, nem por tentar ser mais estranho do que o necessário. Não tem excesso de sangue, embora mencione tanto sangue de bode espalhado pelo chão…. rersrs

    Talvez seja o melhor que li até agora no desafio. Deslocou outros para baixo, estabeleceu seu próprio espaço.

  30. Claudia Roberta Angst
    2 de agosto de 2014

    Gostei! Boa caracterização do ambiente com elementos padrões de bruxaria. O diálogo torna a leitura ágil, prazerosa, uma viagem sem cansaço.
    No final, fiquei em dúvida se o filho do capeta sobreviveria mesmo com a bala. Afinal o coisa ruim disse que ninguém poderia fazer nada contra o que era dele. Ou será que só ela não podia e vindo a ação de um terceiro,tudo bem?
    Só notei um engano:
    “Senão, porque teriam feito o que fizeram?” – … por que (separado) seria o correto

E Então? O que achou?

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Informação

Publicado às 2 de agosto de 2014 por em Bruxas e marcado .
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