EntreContos

Detox Literário.

Ouroboros (Jefferson Lemos)

ouroboros

O corpo leitoso assumia um tom amarelado ao ser atingido pelas luzes que emanavam das grandes e sebosas velas, espalhadas pelo cômodo. O “morto” acomodava-se sobre uma velha mesa de madeira, chamuscada em uma das pontas. A serpente, esverdeada e jazida sem vida sobre o peito, formava um círculo. Com as mandíbulas abertas, a ponta da cauda chegava a quase encostar a boca. A vida em um ciclo eterno. O início, o fim e a serpente que engole a si mesma num infinito movimento, e que ali, representava a magia e a realidade da ciência.

Recipientes repletos de líquidos coloridos borbulhavam e levavam o fluido através de tubos que terminavam acoplados no corpo da criatura.

– Não deixe que o receptáculo deixe de receber os elementos, Caleb. – Atentou o velho ao menino entretido com os químicos em ebulição. Lembravam-lhe as águas que se despejavam de uma nascente. E de certa forma, assim como a água, ali também era a nascente de algo novo. Uma ideia revolucionária que mudaria o mundo de trevas, trazendo-o para um renascimento de luz. Um renascimento de ouro.

– Ainda vai demorar? – perguntou o garoto. Tinha os cabelos em forma de cuia com uma franja que chegava até quase os olhos. Mostrava-se fascinado com o processo que ocorria dentro dos frascos. Os olhos ávidos captavam cada momento, deixando assim transparecer um leve sorriso no rosto de feições leves, suaves a ponto de remeterem às expressões femininas.

– O trabalho é meticuloso e leva tempo. Para quem esperou duros dez anos, não me importo em esperar por mais algumas horas. Há ainda consideráveis adições de sódio, cloro e magnésio a serem feitas. – Mexia um pequeno caldeirão enquanto falava. Pegou um pedaço de caule e jogou no líquido em rodamoinho. O talo caiu e desfez-se em um único momento, liberando um brilho alaranjado enquanto desprendia um aroma acre e pungente. O velho sorriu. Um rosto queimado pelo sol escaldante dos desertos arábicos, com feições duras e cansadas, sulcado como os secos rochedos que circundam o palácio dos Eremitas. – Enxofre.

Segurando as alças, derramou o líquido que se solidificou ao contato com a chapa de ferro. Consultou um pequeno livro que levava em um dos bolsos do sobretudo e se permitiu sorrir mais uma vez. Um sorriso que há muito estava atrofiado. Fruto de uma busca incansável, incessante e extenuante.

– Senhor Abdul? Está terminando. – apontava para o último resquício do líquido se contorcendo pelos tubos.

– Ótimo! Quebre o enxofre e polvilhe-lhe o torso. – Abdul adiantou-se até sua obra prima e admirou o trabalho. Viu Caleb quebrar a barra de enxofre e depositar o pó em um pequeno vaso, logo em seguida, aproximou-se da criatura e derramou o polvilho sobre ela.

O véu amarelo cobriu o corpo leitoso como um campo de gelo preenchido por folhas secas de outono. A pele opaca pulsou, sorvendo cada partícula do elemento, engolindo-as com voracidade. As ondas reverberaram pelo corpo até que nada restasse. Abdul e Caleb mostravam-se fascinados, e nem mesmo notaram quando a porta foi empurrada com força, anunciando o prelúdio de uma tempestade.

– Ali! – o homem de bata esbravejou, apontando para o velho. – Prendam esta cria do diabo!

– Não! – Abdul tentou se projetar sobre o corpo da criatura, sendo impedido pelos homens que adentraram o recinto junto ao padre. Eram guardas, armados com espadas de lâmina curta, que desembainhadas em suas mãos, avançavam em direção às omoplatas do Alquimista.

– Não o matem! – gritou o padre. – Quero que todos vejam o castigo divino àqueles que cultuam com o inimigo. Deus assim me fala.

– Fuja, Caleb! – gritou para o menino, que presenciava a situação em extremo pavor.

– Pare ai mesmo, criança! – Não houve qualquer tipo de movimento pela parte de Caleb. O homem se aproximou e, segurando em seu queixo, puxou-o bruscamente, fuzilando com um olhar selvagem. O castanho beirava o negro, como um poço banhado pela noite ventosa e sombria. – O que faz aqui neste antro pecaminoso, menino? Quer perder a dádiva de tua inocência?

– Eu… – olhou para seu tutor, que já não tentava resistir, com lágrimas sôfregas vertendo dolorosamente. – Eu não queria… – Também começou a chorar, com soluços agudos brotando a cada golfada de ar.

A temperatura entrou em queda livre e um arrepio percorreu o corpo do padre.

– Veja o que você fez! Um demônio que destruiu a vida de uma criança. Uma inocente criança! Você vai queimar bruxo, você e seu servo das trevas irão queimar. A vida é uma dádiva de Deus, e não cabe a você tentar concedê-la. Levem ele e esta criatura profana até as fogueiras. – apontou para o Homúnculos sobre a mesa. Em estado de completo desenvolvimento, o Opus Magnum do grande alquimista Abdul Al-Bassid, iria arder, flamejando de volta ao início, ao pó da criação. – Levaremos estes dois até as chamas do inferno, que é o lugar do qual nunca deveriam ter saído.

O menino, com o choro contido, assistiu ao restante do espetáculo entorpecido. Avistou o homem que um dia fora seu mestre atravessando a porta, escoltado por dois guardas, velho e cansado, caminhando em direção ao fim de seu caminho. Um brilho brotou em seu olhar ao assistir a cena, e pode-se perceber que talvez fosse uma nova lágrima.

***

Primeiro, sentiu o calor do sol e teve os raios luminosos o fustigando, lhe queimando os olhos, fazendo brotar uma dor incomoda que se alastrava pelo rosto e terminava nas pequenas lágrimas que insistiam em aparecer. Depois, ouviu os gritos. Urros e vaias ensurdecedoras. Acusações, xingamentos e toda sorte de maldições existentes.

Viu a plateia.

Um aglomerado de rostos desconhecidos. Homens e mulheres. Velhos, jovens e até mesmo crianças, tão novas quanto Caleb. Demonstravam estar em estado de êxtase. Afinal de contas, não era todo dia que um bruxo era levado a fogueira. E ainda junto, a cria do diabo gerado no ventre da podridão.

A pele repleta de varizes assemelhava-se a papel velho em contato com o sol. Branca a ponto de parecer transparente.

O velho viu o padre bamboleando em sua direção e a euforia se abrandou, avançando para um silêncio incômodo e infinito. Silêncio este que fora quebrado pelas ríspidas palavras pronunciadas pela voz esganiçada do inquisidor.

– Aos que nunca tiveram a oportunidade de presenciar, comtemplem o semblante de um bruxo! Filho de satã, o mal reencarnado no meio de nós! – os últimos verbos gritados preencheram o ar, inflamando a multidão. – Hoje você vai queimar, demônio! Hoje…

– Poupe-me dessas palavras vazias! Não quero ter que ouvir, em meus últimos momentos, esse sobejo monte calúnias sobre mim! Sou um cientista, busco a verdade e não essa bruxaria mística que tanto fala. Tal coisa não existe, e nem mesmo a religião de que prega, e que agora me julga como se eu fizesse parte deste teu mundo de sonhos. Loucos… é o que vocês são! Um bando de loucos!

A saraivada de objetos e insultos foi imediata. Vaias e pedras cortaram o ar atingindo o ego e o corpo do condenando. Com as mãos atadas ao poste, não pode evitar. Hematomas surgiram enquanto o sangue escorria, traçando um lento e pegajoso percurso, mesclando-se ao suor causado pelo sol causticante.

– Vejam isto, servos de Deus! – Segurando o rosto do morto, mirou os olhos ávidos por fogo que o fitavam da massa à frente. – Este é o demônio falando. Veja como ele é audacioso! Que o Senhor tenha piedade desta alma, pois não há nada mais que nós possamos fazer! Queime estes ímpios e purifique-os, pois assim Deus ordena.

Antes mesmo de terminar de falar, virou as costas e se afastou.

Abdul Al-Bassid perscrutou pela última vez a vida, parando seus olhos na morte. O corpo rígido do homúnculos permanecia dependurado no tronco. Sem qualquer tipo de reação.

– Abram seus olhos, seres humanos tolos. Transformem o chumbo de sua personalidade no ouro de seu espírito. – Fechou os olhos e sentiu o calor, com gritos de horror emergindo pela garganta.

Naquela tarde, um homem inocente queimou, e o sorriso brotou no rosto de alguém.

***

Revixisset et bibere lunae lumen aperi oculos tuos, et in tenebris ambulas.

O canto deslizou pelos lábios e adentrou como um sopro pela boca da serpente. Turbilhoando em seu ventre e se tornando maldição. A peçonha escorreu para dentro do cadáver, e em uma golfada sôfrega, o morto respirou, resfolegando repetidamente.

– O que é isso? Onde estou? – o corpo carbonizado perscrutou a floresta, imaginando que talvez já tivesse tido uma última vez para fazer aquilo. – Caleb? O que faz aqui?

– Mestre, eu vim para lhe agradecer. – na penumbra, Caleb assemelhava-se a um fantasma. As cores etéreas da pele contrastavam com o negro infinito da seda que trajava. Um longo e bordado vestido. O corpete cravejado de ossos imputava um tom macabro na visão.

– Agradecer pelo o que? E por está vestido assim? Será isso… um sonho? – A confusão seria visível no homem, caso seu rosto não estivesse desfigurado e derretido pelas chamas. Pequenos tufos de carne preenchiam alguns lugares, quadriculando o esqueleto que agora pensava. O amaldiçoado tentou se levantar, mas a fragilidade de seus membros fez os ossos quebrarem ao menor esforço.

– Mortos não sonham, alquimista. Entretanto, posso afirmar que este é o início de seu pesadelo. – A voz fina e agora feminina, reverberava, ecoando nos cantos mais longínquos. O vulto flutuou até um monte enegrecido ao lado do morto-vivo, e parou. – O convoquei aqui apenas para lhe agradecer, e te mostrar isto.

Maldições foram expelidas como pestilência, faladas em uma língua estranha e antiga. O som ríspido e infernal fez a terrar estufar, incitando uma profusão de insetos a eclodir do solo. As pragas rastejaram até o montículo negro e começaram a adentrar na carne.

Jazia ali o homúnculos. A cria do demônio gerada por pesadelos e terrores noturnos.

A carne ressecada borbulhou com uma horda de pequenas criaturas rastejando sob a pele, que de escamosa, tornava-se lisa e imaculada outra vez. Veios arroxeados surgiam, correndo o sangue viscoso como um afluente movimenta as águas. O fantasma do que um dia fora o aprendiz se aproximou do horror, e com um beijo e um sussurro, quebrou a morte, desabrochando o monstro para a vida.

A casca enegrecida rachou-se de vez, revelando o corpo pulsante por detrás.

– Seu sacrifício será bem recompensado por satã, meu caro. Sofra eternamente, e que a chama que consumiu tua vida te atormente pelo resto da eternidade. – A bruxa fez menção a virar as costas, mas deu meia volta e completou. – Devo lhe informar que meu nome não é Caleb. Porém, nomes de nada valem para um morto. Adeus.

Caminhou lentamente enquanto o demônio a seguia.

– Há um lugar que devemos conhecer. Aqui somos poucas, mas lá podemos ser uma legião…

Abdul Al-Bassid tentou, de alguma forma, emitir um som pela última vez. Mas o grito morreu na garganta, engasgado pela cobra que se contorcia no esôfago, ansiando pelo brilho do luar sangrento, que tingia a noite em tons de crepúsculo.

E pela escuridão caminharam, a bruxa e o demônio, banhados no sangue da noite e sentindo o vigor das estrelas.

27 comentários em “Ouroboros (Jefferson Lemos)

  1. Carmem Soares
    21 de agosto de 2014

    Tenho que ser franca: Essa história não me agradou muito.
    Necessita de uma revisão mais apurada. Vou mencionar dois exemplos:
    “– Não deixe que o receptáculo deixe de receber…” Palavras que se repetem no mesmo trecho.
    “…também era a nascente de algo novo.” Definitivamente repetitivo e estranho aos ouvidos.

    Pois é, não me conquistou. Desencontros entre texto e leitor. Acontece né!

  2. Fil Felix
    20 de agosto de 2014

    No geral achei a história interessante, mas o desenrolar é um pouco confuso. Quando muda as situações, por exemplo depois da fogueira, as coisas nao ficam tão claras. Em alguns momentos tem repetição de palavras na frase. As palavras e frases em latim também não deixam muito claro de quem se trata.

  3. rsollberg
    18 de agosto de 2014

    Gostei do terror. A linguagem foi apropriada e as palavras bem escolhidas. O Conto é bem visual e a atmosfera foi muito bem descrita. “Peguei” apenas um “Comtemplem” ali no meio do texto, e um “perscrutou” que não entendi muito bem (provavlemente deve ser problema meu).
    Parabéns e boa sorte.

  4. Marcellus
    18 de agosto de 2014

    Gostei do conto, mas achei a parte da bruxa um tanto forçada, um “encaixe” para adaptar a história ao desafio. Claro, pode ser apenas impressão. Existem pequenos erros, nada grave.

    Boa sorte no desafio!

  5. Martha Angelo
    17 de agosto de 2014

    Interessante este texto, gostei bastante das descrições todas relativas ao ritual, a captura do alquimista, sua morte, só achei o final um pouco forçado.

  6. Edivana
    17 de agosto de 2014

    Gostei do final! A história no geral é muito bem construída, mas não me agradou muito, exceto o final. Parabéns pela criação.

  7. Weslley Reis
    15 de agosto de 2014

    Não vou poder analisar o conto com propriedade, pois, sinceramente, não compreendi a trama como um todo. Infelizmente, vota-lo só por estrutura textual e afins. Falha minha, desculpe.

  8. Wender Lemes
    14 de agosto de 2014

    Conto interessante. Não me causou nenhuma grande surpresa ou comoção, mas foi bem escrito e bem trabalhado dentro das limitações do enredo. Parabéns e boa sorte.

  9. Juliano Gadêlha
    12 de agosto de 2014

    Conto bem escrito, sem dúvida. Gosto bastante do tema alquimia, a criação de homúnculos e tudo mais. Confesso que o enredo não me cativou muito, mas o autor com certeza mostrou entender bastante do assunto, haja vista as referências colocadas no texto. Sei que não tem muita relevância, mas adorei a imagem, ótima escolha.

  10. Pedro Luna
    10 de agosto de 2014

    Descrições perfeitas, mas achei o final meio confuso. Com qual propósito Abdul foi usado mesmo? Como o Homúnculos é a cria do demônio? Desculpa ao autor se eu cometer alguma injustiça, caso esteja claro no texto, mas eu confesso que não saquei.

  11. Willians Marc
    8 de agosto de 2014

    Já ia comentando que alquimistas não tem relação direta com o tema proposto e eis que aparece uma bruxa, rsrs. A criança me pareceu suspeita desde o início, mas a trama da estória teve um bom desenvolvimento. Não tenho sugestões de melhoria para esse conto.

    Parabéns e boa sorte.

  12. Eduardo Selga
    6 de agosto de 2014

    Este é o vigésimo sétimo conto que analiso no presente desafio.

    O conto tem cenas contundentes, e personagens bem arquitetados, dentro dos limites que esse gênero narrativo costuma impor à construção de “pessoas feitas de palavras”. Nada soa gratuito ou forçado na trama, e mesmo o religioso inquisidor, um tipo que poderia resultar ineficiente por ser um tanto cansado em enredos que tratam de feitiçarias em tempos pretéritos, mesmo ele funciona muito bem.

    Num conto, quando são postos em cena muitos personagens, há uma possibilidade nada desprezível de o(a) contista se perder, tornando algum deles excessivo pelo fato de estar sem função imprescindível na trama. Neste trabalho, contudo, todos os personagens têm um grau de importância mais ou menos igual, o que deu peso às duas cenas capitais: o religioso x Abdul e Abdul x bruxa (antes na pele de Caleb).

    Abdul exerce um papel bem curioso, pois seu espírito científico está no centro de duas polaridades movidas pela fé, quais sejam, o padre de um lado e do outro a bruxa. Ou seja, a ciência numa linha divisória entre o bem e o mal, mas não exatamente dialogando com eles.

    A imagem do ouroboros, simbolizando a eternidade também é providencial: cabeça e cauda unidas talvez possam significar, no conto, a união que existe entre o bem e o mal. Porque a morte do alquimista na fogueira, por ordem do religioso, foi essencial à bruxa. Por isso, quando da execução dele, a seguinte frase ganha acentuado valor: “Naquela tarde, um homem inocente queimou, e o sorriso brotou no rosto de alguém.” Ao fim do texto, podemos concluir que o sorriso teria sido da bruxa (Caleb). Seria bem coerente. Mas o religioso dá as costas antes da morte do velho, o que pode indicar que esse sorriso é o da cumplicidade entre bem e mal. E ao fim tanto o padre quanto a bruxa permanecem vivos, quem morre é a ciência.

    Questões gramaticais: “Afinal de contas, não era todo dia que um bruxo era levado a fogueira.” Nesta oração deveria haver CRASE; em “Tal coisa não existe, e nem mesmo a religião de que prega, […]” o correto seria QUE PREGA.

    Em 06/08/2014

  13. Gustavo Araujo
    6 de agosto de 2014

    Do início até a metade, o conto é um clichezão. Não que isso seja ruim. Mesmo clichês podem ser interessantes quando bem explorados. Aqui, a habilidade do autor com as palavras esconde uma certa falta de imaginação, na medida em que narra cena e consequência sem grandes surpresas. Porém, tudo muda no terço final. É nessa parte que se mostra a criatividade e a ousadia. A habilidade com o vernáculo permanece a mesma, mas a coragem em dar à história um fim digno se sobrepõe à mesmice enfadonha do início. Pelo fim, então, dá para dizer que o conto é bom, que vale a pena ser lido. Parabéns.

  14. Lucas Almeida Dos Santos
    6 de agosto de 2014

    O que mais gostei foi a presença de seres além da bruxa, por mais que o tema seja bruxas, ver outros personagens como o bruxo (alquimista, pra mim que separo os tipos) e o homúnculo, acredito que enriqueceu bem o texto.
    Parabéns.

  15. Thata Pereira
    6 de agosto de 2014

    Confesso que fiquei confusa no finalzinho. Li duas vezes para conseguir entender. eu reformularia ele, pois estava gostando da história. Algumas frases/ palavras precisam ser corrigidas com uma revisão mais atenta.

    Boa sorte!!

  16. fernandoabreude88
    5 de agosto de 2014

    Texto muito bem escrito, mas não conseguiu prender a minha atenção. Acho que o que me cansou foi o excesso da descrição de detalhes, pouca ação e muitos, mas muitos adjetivos, me peguei um momento caçando esses pequenos intrusos que não me deixaram entrar na história. É óbvio o domínio do autor em relação à narração e seu conhecimento desses seres medonhos que habitam as linhas. Eu daria uma enxugada no texto e colocaria um pouco mais de ação. Valeu!

  17. Eduardo Matias dos Santos
    5 de agosto de 2014

    Muito legal, um esquema de escrita profissional, uma história interessante. Parabéns!

  18. Walter Lopes
    4 de agosto de 2014

    Muito bem escrito.

  19. David.Mayer
    4 de agosto de 2014

    O que gostei:
    O conto foi muito bem escrito e a história me prendeu.

    O que não gostei:
    O final, pois não encontrei razão da bruxa ter revivido o cara só para mostrar o que tinha feito. Na minha opnião, o final poderia ter sido muito mais elaborado.

    Melhorar:
    Finalização da história.

  20. Marquidones Filho
    2 de agosto de 2014

    Bem ambientado, embora eu tenha ficado confuso em algumas partes

  21. Pétrya Bischoff
    2 de agosto de 2014

    Quantos textos que poderiam virar roteiros de filmes, não?
    Achei interessante essa fusão da alquimia pura com a bruxaria. Também essa revelação da bruxa. Eeeeee… Mais um demônio! Haahah’ Em todo caso, gostei da ideia, boa sorte.

  22. Fabio Baptista
    1 de agosto de 2014

    ======== ANÁLISE TÉCNICA

    A narração oscilou entre bons e maus (na verdade “nem tão bons”) momentos. Gostei bastante das descrições, dos cenários e do homúnculo. Já os diálogos soaram terrivelmente teatrais.

    Senti um certo exagero nos adjetivos, principalmente no começo.

    E alguns erros básicos também comprometeram:

    – um leve sorriso no rosto de feições leves
    >>> leve, leve, leveeeee…

    – Você vai queimar bruxo
    >>> Você vai queimar, bruxo

    – assistiu ao restante do espetáculo entorpecido
    >>> assistiu ao restante do espetáculo, entorpecido

    – levado a fogueira
    >>> Fui “a”, voltei “da”… precisa “craseá” 😀

    – comtemplem
    >>> …

    – fez a terrar estufar
    >>> terra

    ======== ANÁLISE DA TRAMA

    Sei que é bastante difícil fugir dos clichés, mas note que outros textos aqui do desafio já abordaram o mote “bruxa que era aquele personagem inocente que ninguém desconfiava”, e também o clima medieval, ritual de adoração ao diabo, etc.

    Bom… acabou soando como mais do mesmo.

    Analisando isoladamente (sem levar em conta outros contos com o mesmo pano de fundo), a trama está OK… nada que surpreenda, mas também nada que comprometa.

    ======== SUGESTÕES

    Uma boa revisão gramatical.

    ======== AVALIAÇÃO

    Técnica: ***
    Trama: ***
    Impacto: ***

  23. Claudia Roberta Angst
    1 de agosto de 2014

    Um conto com alquimista, bruxa, inquisição. Medo! As descrições são bem fortes e levam o leitor à beira do asco. Ponto para o autor.
    Não estou certa de ter interpretado bem o final da narrativa. Não entendi a razão da maldição da bruxa.
    Escapou uma repetição desnecessária aqui: “Não deixe que o receptáculo deixe de receber os elementos, Caleb.”
    “Com as mãos atadas ao poste, não pode evitar” – Faltou o acento ^ em pôde.
    “Segurando o rosto do morto” – o alquimista já estava morto?

  24. José Geraldo Gouvêa
    31 de julho de 2014

    Um conto bem escrito e bem embasado, que peca apenas por alguns isolados elementos da ambientação histórica.

    O alquimista não poderia, em hipótese alguma, ser um árabe, teria de ser um judeu. Isto supondo, claro, que viviam em um país católico (dada a existência da Inquisição). A historia não pode estar ambientada no mundo muçulmano porque, neste caso, a execução do herege seria por apedrejamento — não pelo fogo.

    A palavra “homunculus” está mal empregada, porque o texto dá a entender que a criatura tinha um tamanho de homem adulto (dava para pôr uma serpente sobre seu peito). Neste caso seria incorreto chamá-la de “homenzinho” (homunculus). Seria mais correto chamá-la “golem”, mas nesse caso teria de ser uma criatura artificial. O contexto da história me sugere que, sim, a criatura fora toda construída.

    Apesar destes dois grandes erros de ambientação histórica, o conto não tem seu efeito comprometido e é o melhor conto que já li até agora, pela criatividade da história (embora, mais uma vez, eu tenha a impressão de que a inserção da bruxa foi bastante artificial) e pela qualidade da prosa.

  25. mariasantino1
    31 de julho de 2014

    Gostei muito. Da narrativa, das imagens que se projetam na mente, da trama…A melhor parte são as descrições do início, pois me fez sentir até o cheiro.
    Muitos parabéns pelo conto. Abraço

  26. rubemcabral
    31 de julho de 2014

    Bom conto, com descrições interessantes e ricas. O mote, o enredo em si achei simples, mas o todo foi bastante agradável de ler.

  27. Ricardo Gnecco Falco
    31 de julho de 2014

    Eu não gostei. Nem da história, nem da forma com que foi contada. A leitura não fluiu bem e consegui visualizar melhor as cenas no início do que
    à partir do meio para o final. Achei que ficou muito confuso. Entendi a história, mas achei que faltou um pouco de peso aos personagens. Principalmente Caleb, que virá posteriormente a ser o principal. Misturar um padre, no oriente, com personagens de nomes muçulmanos, apedrejamento e deserto não me soou muito confortável. Faltou verossimilhança também. Não está de todo ruim, mas dá pra melhorar bastante a escrita, principalmente as descrições de lugares e cenas.
    No mais, escrever é isso mesmo… Se aperfeiçoar mais e mais, sempre!
    Boa sorte,
    Paz e Bem!

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Informação

Publicado às 30 de julho de 2014 por em Bruxas e marcado .