EntreContos

Detox Literário.

Convergência (Rubem Cabral)

convergencia

06 de Junho de 1999.

Já está gravando? (Pigarros, tosse). Meu nome é Luiz Arthur Sundfeld Maia, e farei hoje trinta e três. Como iniciar? Bem, sem falsa modéstia e sem perder tempo, preciso informar que minhas memórias de infância são impressionantes: minuciosas, ricas em detalhes inimagináveis. Esquisito começar assim, mas logo ficará mais claro o porquê de falar sobre tais lembranças, onde, afinal, eu quero chegar.

Hum, na mais antiga delas, quando eu ainda engatinhava, lembro-me perfeitamente do piso de cerâmica vermelha na copa-cozinha da casa de altos e baixos, da visão de tudo tão enorme e inalcançável ao meu redor, a mesa de fórmica, coberta por uma toalha plástica com estampa de frutas, a geladeira Frigidaire; um iceberg boiando no canto, naquela vermelhidão encerada dos dois cômodos. Recordo-me também da razão, do porquê de eu ter escapado do chiqueirinho e seguir tão obstinado até junto do refrigerador: a vasilhinha de plástico azul do Chéri, cheia de carne-moída refogada e ainda morna, que cheirava tão bem. Meus dedinhos gordos, trazendo pelotas suculentas até minha boca quase desdentada, ávida por algo salgado. A refeição fora caprichosamente temperada por minha mãe – havia cebola, salsinha, muito picados, sim, estou seguro dos detalhes – comida bem feita, ainda que fosse destinada somente ao Fox Terrier que, indignado, rosnava ao meu lado.

Com nove meses comecei a falar, com uns dois anos encantava os vizinhos ao responder perguntas que eles me fizeram decorar: “Quem descobriu o Brasil?”, “Pedlo Álvales Cabal”. “Quem é o presidente da república?”, “Cota Siva”.

Poderia decorrer por uma miríade de impressões das fases de meu crescimento, meus pesadelos recorrentes com os lobos dos contos de fadas: seus focinhos pontudos me espreitando dos portais à noite. Das coisas, que eu tinha certeza que eram vivas e que eu poderia flagrar não mais interpretando o cansativo papel de serem apenas objetos comuns quando eu olhasse através da fechadura, isso, se eu fosse rápido o bastante.

Estou fugindo do assunto, perdendo o foco.

Há uma lacuna, contudo, há um borrão negro ou cheio de estática, de horas, o qual eu não consigo penetrar. Já tentei hipnose numa terapia de regressão, meditação, tudo sem sucesso. Seis de Junho, 1973. Eu e minha irmã brincávamos no playground do novo apartamento na Tijuca, na tarde do dia do meu sétimo aniversário, antes da celebração. Chovera na véspera, o escorregador de metal estava molhado, brilhava, mas Helen, minha saudosa irmãzinha, me desafiou a descer de pé e não simplesmente deslizar sentado feito um “otário” (palavra que ela aprendera naquela semana e que não parava de repetir).

Ora, eu era o dono do mundo, eu tinha uma espada amarela de plástico atada à cintura e usava um capacete de viking, preto e dourado. Eu enfrentaria até os gigantes de gelo! Nós dois então subimos juntos pela escada, meio aos empurrões. Minha irmã era onze meses mais nova, mas tinha quase o meu tamanho, logo iria me passar, talvez, se puxasse à mamãe. No alto, a sem-noção tentou me empurrar. Eu, eu me segurei em seu braço e a arrastei comigo, por instinto. Um galo e uma cicatriz sinuosa em minha testa, foram esses, os resultados do tombo. Ao menos fora assim que me contaram. Porém, de verdade, eu não me recordo de ter caído, de minha irmã ter morrido então, ao quebrar o pescoço no áspero piso de concreto. Meus pais disseram que desmaiei, que tive uma concussão, que levei seis pontos que resultaram na pequena chama arroxeada em minha fronte. Mas, sinceramente, tudo do que me recordo foi meu tio Lars, saído do nada, vestido como um guerreiro nórdico – era o tema da festa: Thor, o herói louro da Marvel, o deus do panteão dos antepassados de minha mãe – aparando-nos com suas mãos enormes, tirando-nos do brinquedo sob protesto e…

Nada. O mais absoluto vazio sensorial. Acho-me então, cego pela luz dum relâmpago, como que caído de paraquedas no meu quarto, nu e enlameado, e com sangue correndo de minha testa.

Óbvio, não houve festa de aniversário. Tudo foi cancelado às pressas. Parentes chocados viram-se repentinamente tendo que comparecer a um velório, ainda munidos de presentes. O casamento de meus pais, nunca muito sólido, pelo que me lembro das brigas constantes na época, não resistiu à provação: logo acusações de ambos voaram feito setas envenenadas. Tentando ainda reunir os cacos, viajaram juntos à Europa e deixaram-me por três meses aos cuidados de minha tia Ruth.

Todas as minúcias do que ocorreu, eu as tenho aqui: 1360 cm3 de massa cinzenta e branca. Posso assistir como um filme em minha mente, retroceder, avançar… Entretanto, o vácuo permanece, o mistério não cedeu um milímetro sequer além das fronteiras da Terra incognita.

Tia Ruth, para ser mais preciso, era uma tia-avó paterna. Minha mãe não a suportava, porém cedeu à vontade de papai: a senhora, de qualquer forma, fora a única disposta e com tempo para cuidar de mim enquanto eles tentavam evitar o naufrágio daquele casamento moribundo.

Eu a conhecia superficialmente, e minha segunda impressão não foi das melhores. A mulher era uma mística, uma bruxa supersticiosa que até verrugas tinha, e que cria piamente em mandigas e simpatias. Havia comigo-ninguém-pode e arruda em vasos, para espantar o mau-olhado. Imagens de santos católicos, crucifixos, fitas do Senhor do Bonfim, por toda casa. Sua primeira providência ao me acolher foi me levar a uma senhora negra que me ungiu com o dedão besuntado em óleo de soja Primor, e lhe disse, entre baforadas do cachimbo fedorento, que eu estava pesado, que tinha um encosto dos grandes comigo. Impressionada, tia Ruth levou-me a Aparecida do Norte, com uma vela do meu tamanho exato, que eu acendi e vi desabar sob si mesma naquela calorenta Sala dos Milagres. No hotel, em Aparecida, fez-me tomar um banho de ervas e sal grosso, que me deixou todo pegajoso.

Não éramos religiosos lá em casa, tenho certeza que jamais pisara antes numa igreja senão em alguma cerimônia. Tentamos consultar novamente a dona, mas ela havia morrido. Enforcara-se no dia em que viajamos a São Paulo.

Titia não se deu por vencida, tinha uma amiga hippie chamada Sandra, que era ligada ao movimento new age ou coisa do tipo. A amiga tinha uma geringonça de tirar fotos Kirlian e comentou, tremendo muito, que havia uma aura encarnada, imensa, ao meu redor, tão extensa que ia além do recorte das próprias fotos. A riponga não quis saber de muita conversa ou de recomendações sobre meu tratamento. Simplesmente foi embora, sem sequer se despedir. Morreu queimada ao colidir com seu Fusca num posto de gasolina do bairro. Soubemos depois, ao ver o JN antes da novela das oito.

Foi então que começaram meus pesadelos diários com cobras. Digo, com A Serpente: chifruda, negra como um eclipse total, gigantesca, capaz de fazer um mundo descer por sua goela abismal. Ruth aterrorizou-se quando lhe contei: a serpente presa no submundo era Lúcifer, obviamente, e, portanto, necessitávamos de algum padre que pudesse praticar um exorcismo. No dia em que conseguimos finalmente marcar uma consulta com um pároco meio hesitante, antes de sairmos, tanto eu quanto ela avistamos um lobo cor-de-carvão dentro de casa, nos espreitando de longe: o pelo sujo de neve, nas presas, pessoas minúsculas dependuradas, o hálito levantando nuvens de vapor. Desapareceu prontamente quando nós dois gritamos.

O padre se recusou a executar o rito, pois eu não tinha os sinais típicos de uma possessão e ele não tinha autorização para tal. Apenas entoou uma prece numa língua estranha e me fez beber algo que cheirava a mel. Os pesadelos então cessaram definitivamente e não vimos outra vez o lobo.

O resto de minha estadia correu tranquilo e até me afeiçoei à velha Ruth. Quando meus pais retornaram, haviam decidido pela separação, e fui morar com mamãe. Titia provavelmente jamais comentou sobre o ocorrido naqueles noventa dias. Não voltei a vê-la.

Vivi uma vida normal a partir dali. Cresci, formei-me em Engenharia Mecânica na UFRJ, especializei-me fora do Brasil e retornei. Tenho um bom emprego, não me casei, mas tenho a mesma namorada há mais de dois anos. Era feliz…

***

— Muitas de nossas memórias de infância se misturam à fantasia natural da nossa falta de amadurecimento nessa fase. Mas os pesadelos e visões podem ter ocorrido realmente, em função da culpa que carregava pela morte de sua irmã. O histerismo de sua tia-avó, que parecia acreditar em tudo que fosse remotamente místico, e mais um tanto de coincidências infelizes, acabaram por envolver você também numa espiral de insanidade. O que eu não entendo é: por que, justo agora, você resolveu procurar novamente ajuda profissional? Ainda a obsessão em esclarecer o que aconteceu durante o seu blackout?

— Minha mãe morreu, faz uma semana…

— Eu sinto muito, Luiz.

— Suicidou-se, doutor, enforcada. Ela não era depressiva ou algo do tipo. Eu a tinha visitado na véspera e havíamos jantado juntos num bom restaurante. Estava animada e risonha, eu a amava. Quebrou o pescoço no ato, feito minha irmã.

— Nem sempre os depressivos…

— Pa-passei a ter pesadelos outra vez: com a serpente, com o lobo, e agora com o cadáver descomposto de minha irmã. Os três visitavam-me, beijavam minha mão e faziam reverência respeitosa.

— Estresse pós-traumático, provavelmente. Hã, diga-me, Luiz, eu tive uma ideia: quando você tentou hipnose antes, foi com o apoio de algum medicamento? Garbital ou algum barbitúrico?

— Não, nada de drogas.

— Gostaria de experimentar? Você só terá que pedir que alguém venha te buscar depois. Eu tenho experiência com hipnose.

***

 

— Concentre-se na luz, são seis de Junho, 1973, o playground molhado de chuva, você e Helen sobem o escorregador. Ela o empurra, você se desequilibra e a segura pelo braço…

— Tio Lars, o irmão mais novo de mamãe, sujeito enorme, quase dois metros de altura, ele segura nós dois. Somos tão pequenos em seus braços fortes… Com as mãos, tão grandes, tapa-nos as bocas. Pensamos que era alguma brincadeira, mas ele não ri, não nos conta piadas ou faz cócegas como sempre. Ele nos carrega até o elevador e sobe até o último andar. Acessa as escadas e vai à sala de máquinas. Meu medo se dissipa ao ver mamãe nos esperando por lá. Ela usa um vestido bonito com estampa de chamas, tem folhas douradas nos cabelos, uma corda e um punhal nas mãos. Ela diz: Tenho olho de cadáver, presa de serpente e pelo de lobo: teus filhos, Senhor do Fogo, para vos salvaguardarem em Midgard. Sob o mundo vós gritais e vossos espasmos são terremotos. Ó Lopt, ó Lothur, filho de Fárbauti e Laufey, aceitai este sacrifício! Nãoooooo!

— Acalme-se… É alguma fantasia, não foi o…

— Não! Como!?

— O…

— Ele nos des-despe, ergue Helen, gritando, até um laço de forca que eles prepararam e a pendura lá. A pobrezinha esperneia e se urina e Lars me empurra sob o banho cáustico enquanto mamãe me faz um talho na testa. Com este sacrifício eu liberto vosso espírito, com outro, novamente na idade correta, vosso corpo. Vinde, Pai-do-lobo, e trazei-nos o Ragnarök. Eu… Eu não estou mais na sala de máquinas. Tudo está escuro, o céu é de sangue coagulado e faz tanto frio… Há lama no chão, eu escorrego e caio várias vezes em meio àquela penumbra crepuscular. Um gigante ruivo jaz num salão sobre uma pedra, nu. Uma cobra enrodilhada numa estalactite pinga veneno em seus olhos, mas sua esposa apara com uma tigela que está quase transbordando. Ele me encara – seus olhos são labaredas solares – e sorri, aliviado, com o fim de seu suplício multimilenário. Ele fala, em outra língua, mas eu entendo: Trinta e três, como teu Nazareno. Thor-Zeus-Susanoo-no-Mikoto-Yansã-Tupã… Tudo converge num universo de estranhas leis. Eu preciso ir agora, doutor.

— Hã?! Como saiu do transe? Luiz, você não pode, tem que esperar passar o efeito do…

Ainda estou fraco, vil dejeto-de-Ratatoskr. Vai, abre a fresta de tua choupana miserável, o portão encimado por lanças aguarda tua carne, vinte braças abaixo. Clama por meu nome ao saltar e fortalece-me. Agora!

— Loki?!

Loki-Anticristo-Kalki-Dajjal-Legião. Porque somos muitos.

32 comentários em “Convergência (Rubem Cabral)

  1. rubemcabral
    22 de agosto de 2014

    Obrigado por todos os comentarios!

    Sobre o meu conto, algumas coisas não muito óbvias:

    Luiz Arthur nasceu em 06/06/1966. No dia do aniversário, quando faria 33, o ano era 1999 (666 de cabeça para baixo). Lothur é um dos nomes de Loki, logo o nome Luiz Arthur foi talvez planejado por sua mãe bruxa desde princípio. Helen (a irmã) aparece como um cadáver nas visões. Segundo a mitologia nórdica, Loki era pai do lobo Fenrir, da serpente Jormungand e da morta-viva Hel, senhora do submundo. A mãe de Luiz Arthur fez dois sacrifícios: enforcou a filha e enforcou-se também.
    .
    Não há registros de sacrifícios feitos a Loki ou rituais de adoração a este deus específico, porém prisoneiros e escravos eram sacrificados através de enforcamento para Odin.

    Loki não é o causador do Ragnarok, mas é um de seus mais importantes “gatilhos”.

    Ah, para quem não viu a bruxa no conto, a mãe de Luiz Arthur era a única bruxa de verdade. A tia Ruth não sabia de nada, inocente.

    Obrigado outra vez.

    Abraços.

  2. Pedro Luna
    21 de agosto de 2014

    Interessante a reviravolta no final. A tia estava certa. rs… mas acho que focou mais no setor demoníaco do que no setor Bruxas.

  3. Isabella Andrade
    21 de agosto de 2014

    Uma narrativa e tanto. Adorei e achei que a opção por primeira pessoa foi muito válida.

    Vi passagens bem interessantes e uma uma narrativa muito gostosa, num vocabulário bem aplicado.

    Parabéns!

  4. Fil Felix
    21 de agosto de 2014

    Algo no conto me lembrou de Sandman, o capitulo em que vários deuses disputam pelo Inferno e são citados diversas divindades. Seu conto é bem escrito, desenvolvido e interessante. Mas acho que fugiu um pouco do tema, ficando mais na mitologia.

  5. Weslley Reis
    20 de agosto de 2014

    Excelente. É o que sempre dizem, o problema não é usar um clichê, é COMO usa-lo. Aqui, um clichê de nascimento do demônio foi usado com maestria. Mesclado a mitologia nórdica então, um trunfo máximo. Daria 11, se pudesse, porque está superior a todos os outros que li.

    Parabéns.

  6. Gustavo Araujo
    7 de agosto de 2014

    Rapaz, que conto louco! Nem preciso dizer o quão bem escrito está. O autor tem aquele dom de nos trazer para dentro da história, de nos tornar cúmplices dos acontecimentos e, neste caso, de torcer para que mesmo na memória do pequeno Luiz, Helen de alguma forma se salve. Há sensibilidade na narrativa e, no ponto que a ação exige, uma transcrição horrenda. Achei que a “bruxa” ficou bem caracterizada, ainda que com uma abordagem diferente — essa coisa nórdica. E o fim ficou à la “O Exorcista”. Bacana mesmo. Parabéns.

  7. Juliano Gadêlha
    6 de agosto de 2014

    Excelente. Muito bem escrito e bem encaixado à proposta e ao limite de palavras. Gostei bastante do misticismo e do background mitológico, tudo isso enriquece o texto. Irretocável, parabéns!

  8. Lucas Almeida Dos Santos
    6 de agosto de 2014

    A história é bem intrigante, mas eu achei que fugiu das bruxas quando colocou deuses nórdicos envolvidos, mesmo que eu aprove a presença de outros seres fantásticos numa história cujo tema é um ser em especifico.
    Mas parabéns pelo texto.

  9. Martha Angelo
    5 de agosto de 2014

    Gostei muito deste texto, no início, achei que ia acabar fugindo do tema, mas a reviravolta foi incrível.

  10. Walter Lopes
    4 de agosto de 2014

    Texto muito bem escrito. Daria um ótimo livro,

  11. fernandoabreude88
    4 de agosto de 2014

    Ah, chegamos agora a um conto diferente no que se refere à utilização das bruxas. Cara, isso parece um filme bem doido em que nada parecer ser o que é, tanto no que se trata dos personagens como na história em si. Gosto dessa multiplicidade de informações e da mistura das culturas. Pontos altos: o final, a revelação, diálogos, personagens e descrições. Bom conto!

  12. Marcellus
    2 de agosto de 2014

    Então… esse conto parece ter sido “requentado” de um desafio anterior, não? Nada contra, já comentei sobre isso. Mas, neste caso, a “bruxa” ficou tão em segundo plano que não acho que o texto se encaixe.

    Mas a ideia de mitologia nórdica “nacionalizada” tem potencial. Boa sorte!

  13. Carmem Soares
    31 de julho de 2014

    Me identifiquei muito com as lembranças da infância, as comidinhas, os temperos, o chiqueirinho, palavras que remetem bem à cultura brasileira, mas é só. Gostaria de ver mais profundidade no estilo da narrativa. O final ficou meio morno, não sei, acho que não consegui me conectar.

    Abraços!

  14. Edivana
    31 de julho de 2014

    Caramba, muito legal. A narrativa flui muito bem, é instigante, interessante. Particularmente acho que a sessão de regressão correu muito, poderia ter mais aí, mas, mesmo assim, esse final é muito bom! “Somos muitos”! Parabéns. (Mais uma coisinha, não gostei muito do 1º §, acho que aquela tosse ficou atravessada na minha garganta! rs).

  15. Thata Pereira
    31 de julho de 2014

    Gostei!! Muito interessante todo o mistério do começo do conto. Comecei a estranhar essa Tia Ruth, pensando que o foco do coto estaria nela. Uma bruxa católica? Era fugir demais dos padrões (mas eu ia gostar rs’). Fui surpreendida pela revelação final.

    Boa sorte!!

  16. Eduardo Matias dos Santos
    30 de julho de 2014

    Um pouco confuso, mas gostei da maneira na qual o autor expressou-se, a escolha de palavras e o ligeiro bom humor. Huginn e Muninn aprovaram.

  17. Rodrigues
    29 de julho de 2014

    Conto muito bom. Pra mim, os elementos mais marcantes são a relação do garoto com a avó, a maldição que o acompanha e as reviravoltas da trama, que não soaram forçadas, foram bem trabalhadas. Essa mistura lúdica da mitologia nórdica – seja nas falas malditas ou nas fantasias – foi o que mais me agradou no conto, além da criação dos tipos engraçados como a hiponga e até mesmo a psicóloga ao final. Parabéns ao escritor.

  18. Wender Lemes
    28 de julho de 2014

    Parabéns, o caminho é esse. Acho que me perdi no final, porque não entendi de onde o doutor tirou o nome “Loki”, se era o doutor falando ali. Um cuidado maior na pontuação pode ser um bom conselho. O importante é continuar escrevendo e criando sempre que puder. Boa sorte no desafio.

  19. rsollberg
    28 de julho de 2014

    Conto bem interessante. Gostei dessa mescla de mitologia nórdica, com sacrifícios e rituais mais “brasileiros” da Tia Ruth. Também foi bacana a sacada dos 33 anos, as comparações desse universo. A velha história do bem contra o mal, independente das crenças e religiões, sempre garante bons textos.
    Foi uma abordagem bem diferente para o tema e despertou minha atenção.
    Parabéns e boa sorte.

  20. Willians Marc
    28 de julho de 2014

    Bom conto. Muito bem escrito e elaborado, porém, não gostei muito do final, misturou muitas religiões e mitologias deixando tudo muito confuso. O início com uma gravação também não condiz com o restante do texto, pensei inicialmente que fosse ser algum tipo de documentário ou filme, isso não deixou explicito que ele estava em um médico.

    Encontrei um pequeno errinho que deve ter passado pela revisão: comA Serpente.

    Parabéns e boa sorte!

  21. Ricardo Gnecco Falco
    28 de julho de 2014

    Conto muito, muito, muito, muito, muito, muito (eu já disse muito?) bem escrito. Digno de quem domina as forças ocultas das letras. Desconfio conhecer o autor, mas vai que seja outro, em convergência… Não, não vou arriscar…
    Não gostei tanto do final quanto de todo o resto. Mas, sabe quando deglutimos uma fruta muito gostosa, saboreando cada mordida, a consistência de sua polpa, o suco obtido com o triturar de suas fibras…? Então. Este conto é exatamente assim!
    No final, restam apenas as sementes…
    😉
    Parabéns pela obra e, sobretudo, pelas delícias de sua escrita!
    Boa sorte!
    Paz e Bem!

  22. JC Lemos
    27 de julho de 2014

    O melhor, até o momento! A estória, a narração, os personagens… Não teve uma parte que eu não tenha gostado!

    Gostei, principalmente, das menções mitológicas. Quando a Cláudia perguntou se esse conto era meu, eu disse que não, mas ainda não o tinha lido. Agora que eu queria que fosse meu. Haha

    Sério, O conto está muito bom. Parabéns e boa sorte!

    (Estou em dúvida sobre a autoria, mas já tenho os suspeitos).

  23. Pétrya Bischoff
    27 de julho de 2014

    Hmmmmm.
    Cara, em questão da escrita, o primeiro parágrafo – repleto de belas descrições – me enganou pois o autor não manteve a mesma linha ao longo do texto, tornando-se uma escrita simples.
    Em questão da estória, com descendência escandinava cresci amando essa cultura e conhecendo muito bem sua mitologia, o que me fez ler esse conto com o pé atrás. O autor jogou várias palavras referentes a mitologia nórdica, mexeu um pouco e já enfiou um sacrifício de sangue em prol do Ragnarök, o que me deixou com uma sensação de vulgaridade… Certamente meus sentimentos interferiram, mas a estória não está do meu agrado mesmo. Boa sorte.

  24. Marquidones Filho
    27 de julho de 2014

    Muito interessante! Sua forma de narrar os fatos também é bem legal.

  25. Claudia Roberta Angst
    25 de julho de 2014

    Conto bem escrito, sem falhas perceptíveis na linguagem. No entanto, o tema do desafio parece ter se diluído em algo maior, no universo mitológico. A referência à tia com características de uma bruxa talvez baste, ou não. Talvez sejam várias bruxas: a tia, a mãe, a benzedeira.
    Embora impactante, o final confundiu meu raciocínio. Não consegui entender o que de fato aconteceu com Luiz e sua irmã. O que foi real e o que foi fantasia. Tudo bruxaria?

  26. José Geraldo Gouvêa
    25 de julho de 2014

    Muito bom esse texto, apesar de minha pouca familiaridade com a mitologia nórdica me impedir de entender tudo. Apesar daquela patranha do Sigúrdur Sigúrðsson eu de fato não manjo nada de nórdicos e suas culturas.

    Tenho a suspeita de que esse conto é do Sérgio Ferrari por causa de algumas pistas. Mas ao mesmo tempo não pode ser dele por causa do estilo. Então suponho que seja de alguém que tenta fazer com que pensemos ser o Sérgio. Provavelmente o Gustavo.

    É um bom conto, embora, mais uma vez, não me satisfaça por ser muito superficial. Não traz nenhuma emoção verdadeira, nenhum conflito real. O personagem é raso como um prato de hóstia, ele se limita a ser a encarnação do mal.

    Não que isso prejudique o andamento do texto. Só prejudica o grau de preferência que lhe darei na hora de votar.

  27. mariasantino1
    25 de julho de 2014

    Hum… 😦
    .
    Desculpe a franqueza, mas essa trama está mal amarrada (sob o meu ponto de vista). Percebo que há sim muito potencial e a melhor parte é o revelar quando o Luiz é hipnotizado. Entretanto, faltou algo. Talvez o enquadramento no número de palavras tenham prejudicado você no desenrolar de sua trama, pois senti a necessidade de mais. Possivelmente se já tivesse começado com as visões e não com aquela passagem de chão vermelho, engatinhar… Talvez sobrasse mais espaço para a trama. Além do mais não há nada para criar vínculo com a mãe do rapaz e isso causa estranheza e parece que ela surge do nada. Achei teu conto corrido, é isso.
    .
    Desejo sorte e que os outros leitores consigam assimilar mais a tua trama que eu. Gostei muito da passagem de mitologia nórdica (que você misturou com outras) além das imagem que se formam com as palavras da mãe dele no ritual.
    .
    Um abração.

  28. Fabio Baptista
    25 de julho de 2014

    ========== ANÁLISE TÉCNICA

    Pouco a se comentar aqui, o nível da escrita é profissional.

    Há uma certa repetição de “eu” e “meu”, muito comum em textos narrados em primeira pessoa. Alguns poderiam ser cortados, o segundo (e talvez até o 3º) EU que aparece aqui, por exemplo:

    “Ora, EU era o dono do mundo, EU tinha uma espada amarela de plástico atada à cintura e usava um capacete de viking, preto e dourado. EU enfrentaria até os gigantes de gelo!”

    Dei uma pequena travada nesse ponto:
    “Enforcara-se no dia em que viajamos a São Paulo.”

    Sim, no texto podemos supor que o personagem mora no Rio (UFRJ), mas é algo que quase passa batido. Então fiquei na cabeça que o cara morava em São Paulo (porque eu moro em São Paulo! :D)… bom, resumindo, acho que seria melhor repetir “Aparecida” ali.

    Senti também a falta de uma figura de linguagem arrebatadora. Pela perícia demonstrada ao longo do texto, tenho certeza que o autor poderia elaborar algo mais vistoso que “feito setas envenenadas”, por exemplo.

    Também achei desnecessária a introdução em forma de gravação, não agregou nada à história.

    Nada que comprometa a qualidade do todo, é claro.

    ========== ANÁLISE DA TRAMA

    A história é simples. Nada contra, até prefiro que seja assim.
    Contudo, já deu pra sacar que era o Loki lá na festa de aniversário, tornando toda a leitura um tanto previsível.

    Não gostei da mistura de deuses no final.

    Aliás… o final, além de previsível, conforme mencionado, pareceu um corte brusco, fazendo o texto soar mais como um prólogo de uma história mais longa que como um conto.

    Também ficou meio estranha, pelo menos para mim, essa coisa do Loki na figura de “cabeça” do Ragnarok (mesmo papel do anti-cristo no Apocalipse)… pelo que entendo (confesso que baseado apenas em pesquisas rasas de Wikipedia) do tema, Loki está mais para vítima (junto com os outros deuses e a humanidade) do que colaborador/chefe do Ragnarok.

    ========== SUGESTÕES

    Limar a parte técnica, conforme apontado e criar ao menos uma figura de linguagem que ficasse na cabeça do leitor pelo resto da vida (ou pelo menos até a hora de dormir :D).

    Diminuir as referências nórdicas no aniversário, que entregam boa parte da trama.

    Deixar o final apenas com referências à mitologia nórdica e rever a questão do Ragnarok (talvez eu esteja errado nesse ponto de vista, não sou especialista no assunto!).

    ========== AVALIAÇÃO

    Técnica: ****
    Trama: ***
    Impacto: ****

    • Fabio Baptista
      22 de agosto de 2014

      Agora, revelados os autores no facebook, mudo a sugestão para:

      “Criar ao menos uma metáfora que cole à memória como visgo de jaca em pé de passarinho!” 😀

      Abraço, Rubão! Acho que você leva esse desafio.

  29. david.mayer
    25 de julho de 2014

    O que gostei:
    O texto flui bem, sem muitos erros ortograficos.

    O que não gostei.
    História muito confusa. Não me agradei.

    O que poderia ter melhorado:
    Talvez uma narrativa em terceira pessoa, ter mais conflitos, uma trama clara e concisa, a questão da ambientação e os personagens segundários superficiais demais. Enfim.

  30. Eduardo Selga
    25 de julho de 2014

    Ops! Correção do primeiro parágrafo: Este é o quarto conto QUE comento.

  31. Eduardo Selga
    25 de julho de 2014

    Este é o quarto conto de comento.

    Positivo o fato de a ambientação ocorrer na contemporaneidade e a bruxa ser personificada na figura da mãe, sacrossantificada em nossa sociedade por meio da Igreja. Fugindo à expectativa, não há floresta nem residências obscuras, como casebres ou castelos. Ao contrário, os ambientes tendem à luz, como a festa de aniversário e o consultório médico.

    Também competente é o uso dalgumas estratégias narrativas escolhidas. Apesar disso, o conto resulta opaco, mormente em função do desfecho, que causou a sensação não de estória inacabada, pois do modo como foi feito a morte da personagem e todos os aspectos da trama se explicam, mas provocou a sensação de o final ser o início de uma outra estória, ou ser o meio de uma narrativa que originalmente era maior. Ou, ainda, a impressão de que o conto foi reestruturado por algum motivo e nessa prótese ficou peça mal encaixada.

    Em 25/07/2014

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Publicado às 25 de julho de 2014 por em Bruxas e marcado .