EntreContos

Detox Literário.

Persecutório (Eduardo Selga)

Old brick wall with wooden window

Shinbone City, 1860, qualquer dia desses, outono.

Meus caros alguns de vocês,

Primeiro, é importante saibam o que nunca foi de hoje: eu me odeio. E isso não é um odiozinho retórico: é uma sanguessuga mastigando as vísceras. Não fosse a falta de coragem tanta, já teria saído da vida. É um sentimento silencioso como todo abismo, nascido lá atrás, no antes, na adolescência, num tempo em que eu era o estranho, o rapazinho cujas palavras pareciam se referir a outra realidade. Suportar o escárnio pelas costas. Aquele menino lá na calçada não é o filho de fulana? Cruz em credo, dizem ele fala sozinho…

Se bem me lembro de minhas lembranças, aos poucos fui perdendo o juízo, e provavelmente até o fim destas linhas o resto que ainda sobrou (é um filamento de lâmpada, réstia de luz) vai se apagar de vez.  Estou na fronteira. Mas de início não me dava conta de que tamanha falta de sociabilidade, bicho do mato, era muito mais que gosto pela solidão e pelos embolorados westerns que a TV não transmitia há muito, por falta de audiência: na verdade era a loucura assumindo seu espaço. Lentamente. Como a velhice, ou o chorume que escorrega do cadáver e se embrenha na tábua do caixão.

Quando tentei pôr a mim mesmo em pratos limpos, esclarecer os termos dessa equação, a moléstia já me abraçara o bastante para entender que a loucura é um tamanduá-bandeira passeando pela casa, tão dissimulado. Mas também é uma delícia, posso garantir. Ter plena consciência de estar cada vez mais pisando no soalho de um mundo ao mesmo tempo imaginário e real é um sentimento que faz a vida ter alguma importância. E as candinhas do outro lado da calçada serem criaturas boçais.

Como se eu fosse um fantasma. Ou será que sempre fui e nunca me vi? Explico: quanto mais eu entrava no casarão mal assombrado da loucura, mais a realidade me parecia um discurso estrangeiro, e até mesmo as palavras se tornavam estranhas para mim. Muitas delas perderam as digitais, se transformaram em molduras sem quadros. Ou antigos colegas de meninice que, remotos e escondidos demais nalgum canto da lembrança, a lembrança deles nada significa.

Por isso tudo escrevo. A carta é a última tentativa de explicar um mundo que, suponho ter certeza, me engolirá tão logo a esferográfica registre o ponto final. Por isso talvez dê voltas, circunlóquio, protele até jamais terminar o texto, como, aliás, acontecem com algumas ficções que li até hoje. Perpetuaram-se na minha imaginação e me engravidaram de cenas faroeste. Moto-contínuo. Acho que a verdadeira doença é escrever a palavra.

Já escrevi demais. Preciso acalmar as ideias, algum tempo para a decantação das impurezas mais pesadas. Ao nascer o por do sol eu volto. Enquanto isso, daqui por diante acredito haverá um corte no fio do tempo. Ou um nó.

Atenciosamente,

Voltei! É que o por do sol acaba de chegar, sem traumas na superfície do tempo. Desescondeu-se e eu quase não o percebo. Ainda bem existe o vazio. Ali está, oco arreganhado em parte de madeiramento, por onde velejam as nuvens vermelhas de céu.

Na verdade, essas tantas palavras que até agora escrevi deveriam funcionar como uma bonequice, camuflagem. Álibi para o meu crime. Porque assassinato. Bastou um tiro. Mas não quis se defender! Com todos os diabos, aquele merda me entregou aos inimigos! O disparo arrebentou-lhe a cabeça, sujando as paredes com uma pasta marrom e fétida. Se meu ódio estava resolvido ao menos por instantes, a detonação certamente serviu de rastro, me denunciou. E todos eles vêm. Em polvorosa. Ouço os cavalos sioux.

Estou louco, entendam. Não vou reagir ao ataque dos selvagens, eles estão chegando. Agora já escalam o telhado. Alguns, após matarem a flechadas portas e janelas, sobem pela escada do andar abaixo. Seguramente alguns de vocês, leitores de mim agora, meus indiferentes pais e irmãos, foram trucidados. Querem me matar.

Atenciosamente,

OoO

Meu corpo, só o conquistei depois. Antes disso, logo após eu ser mais que uma ideia vaga, eu era apenas um personagem, a quem ele batizou Wyatt Earp. Sem nenhuma existência material, ao contrário de um sujeito homônimo que até virou filme lá em Hollywood. Fui criado em seus devaneios, telespectador pálido de filmes tecnicolor. Eu era só uma imagem mental parcamente definida, mas ele precisava de mim, um outro com quem conversar sobre as cenas, os tiroteios. Minha vontade era puxá-lo para a racionalidade. Criatura de Deus! Não vê ninguém consegue sete tiros consecutivos sem recarregar a arma cuja capacidade é de apenas seis projéteis? Pensa: como o sujeito consegue cavalgar no deserto por horas sem ao menos manchar a roupa de suor? O que você está vendo não existe!

Mas era perigoso, ele poderia decretar minha súbita inexistência. Isso não! Já era morte o suficiente ter-me nomeado xerife e nas madrugadas determinar eu fosse atrás de seus inimigos imaginários e inimagináveis. Perseguir alucinadamente pela cidade um tal Liberty Valance toda a vez em que o filme no qual esse sujeito aparecia chegava ao fim. Meu cavalo imaginário já conhecia de cor todas as ruas que a madrugada abria na cidade quando o último filme escrevia the end, muito cansativo aquele mesmo roteirozinho de sempre. Conhecia também todas as luas que encobriam as más intenções do facínora. Ainda assim, às vezes eu morria.

Ou pedia para morrer quando derrotado no duelo e voltava falecido tão logo as primeiras luzes do sol. Cheio de perfurações à bala, rabo entre as pernas, vergonha pelo fracasso, mas também esperançoso ele enfim parasse com a loucura de perseguir inimigos cuja concretude era ainda mais vaga que a minha.

Num tempo muito recuado, eu ainda não existia nem mesmo como ideia nítida, ele resolveu abandonar seus dias de família, trancou-se no sótão, meio sombra, em meio aos inutensílios, a versos de Leminski cheios de desrima nas paredes e soalho e escritos por ninguém sabe, “ópios, edens, analgésicos”,ratazanas, “não me toquem nessa dor”,objetos de um tempo decorrido, “ela é tudo o que me sobra”,uma Santa Ceia,“sofrervai ser a minha última obra”. Mas, principalmente, seu televisor, o videocassete e as fitas VHS. Nos primeiros meses até descia, revistava os dois pais e os setenta e cinco irmãos que habitavam o piso abaixo do sótão, mas logo concluiu que os parentes, embora tivessem existido um dia, não eram reais. Assemelhavam-se a personagens de filme mudo: apressados para lá e para cá, poucos diálogos entre si, palidez nos rostos, gargalhada sem som. E de onde vinha aquela cantilena de piano invadindo todos os cômodos?

Por isso, enquanto viveu, e se aquilo era vida de verdade, não mais saiu de sua toca. Nos trinta e dois anos recluso naqueles deslugar, periferia dentro de residência na qual os outros riam e choravam e amavam e viviam, ninguém nunca perguntou “onde está fulano?”, “por que ele não desce para conversar, espairecer um pouco?” Às vezes os mais antigos até se lembravam com muita vagueza de sua imagem, mas era imediatamente volatizada, como se fora sonho, ou uma lenda mais ou menos desaparecida na história da família. Outros discordavam sem muita convicção, ouviram dizer o funeral dele teria acontecido há… salvo engano… muitas décadas, mesmo sem corpo presente. Morte presumida. Inclusive, o cadáver foi tão mal presumido que julgaram por bem vesti-lo e maquiá-lo para que desse gosto ver. E eu era apenas uma possibilidade de ideia, nem personagem ainda (afinal, ele não sabia que sem um interlocutor o seu falar sozinho não teria sentido), mas enxergava o gradual eclipse de meu futuro criador. Meus olhos ainda cheios de névoas, muito embora. Conforme acontece com toda hipótese de embrião.

Minha existência apenas como imagem mental em pouco tempo deixou de ser suficiente. Brotou e se desenvolveu nele uma necessidade de olhar nos meus olhos, gritar-me suas descabeladas convicções. Ficções. Já não bastava eu mesmo ser uma criação, ainda tinha de ouvir os disparates com os quais era impossível concordar? Ele me achava um petulante. Como eu não era capaz de enxergar que tal ou qual movimento de câmera estava intrinsecamente ligado à intencionalidade dramática do diálogo entre o caubói e o chefe da tribo sioux? A trilha sonora daquele filmezinho não valia um dólar furado, então eu não enxergava isso?

Resolveu me dar um corpo, e o construiu a partir de seus excrementos. Não apenas as fezes, com as quais solidificou muito das partes visíveis: também os catarros moldaram alguns órgãos (nunca tive todos, nunca precisei); a urina, sua água em momentos de sede, quis usá-la à guisa de sangue, mas ela não corria direito nas veias. Outro fracasso: o esperma, que explodia na parede cada vez mais de raro em raro, não alcançava ser meus olhos, pois escorria das cavidades. Ainda assim, sempre enxerguei mais que ele.

Minhas pernas, tronco, braços, cabeça, tudo esculpido. Calçou-me suas botas. Encontrou no baú, além de ossadas em preto e branco dos primeiros westerns, tumbleweeds passeando pelas cidadezinhas cheias de uma gente figurante, bonecos azuis de um forte apache morrendo e matando os índios malvados, e uma estrela de brinquedo. Espetou-a em meu peito como se fosse importância ou de prata. Arrancou com os dentes o couro de suas refeições – os ratos – que, indiferentes aos gritos de guerra dos índios, aos tiros que fugiam da tela e ricocheteavam no chão, viviam no sótão, e fabricou meu colete à la John Wayne. As teias das aranhas foram a linha dessa costura. Por isso frágil. Descosturaram-se rapidamente, o colete e tudo o mais.

Cansei da brincadeira sem graça. Na última madrugada, após a infalível ordem de perseguir e prender mais uma vez Liberty Valance, cruzei os braços, cuspi de lado, ri na cara dele, disse não. Fui ainda mais cruel com seu desvario ao inventar uma mentira que o afastou para sempre do eixo (havia algum?): os índios estavam a caminho, pretendiam assassiná-lo porque o facínora espalhara uma grande calúnia.

_ Liberty Valance anda dizendo por aí que você está articulando com as autoridades a tomada dos territórios dos índios. Claro, é uma mentira, mas sabe como é… rastilho de pólvora.

Ficou possesso. Gritava feito um louco que se sabe louco e não aceita que lhe roubem o universo particular. Eu ali, ao lado dele, escultura feita a partir de excrementos, em silêncio. Apenas rindo interiormente, saboreando minha vingança. Se a única janela não estivesse emparedada pelos tijolos ele se jogaria por ela. Pôs-se de pé, sacou o revólver imaginário do coldre não menos.

_ Seu miserável! Foi você quem entregou meu esconderijo! Certamente foi numa das missões na qual deveria tê-lo matado! De outro modo ele sequer poderia saber de minha existência.

_ Ok, Wayne. Belo raciocínio. Meus parabéns. E digo mais: não há saída. Apure os ouvidos, ouça os gritos de guerra dos sioux. Vêm guiados por seu facínora preferido, um sujeito de excelente mira quando resolve me matar nas madrugadas. E eu posso garantir: chumbo quente dói um bocado.

_ Você não é um homem, é um monte de merda!

_ Outra excelente conclusão, Wayne… Sua perspicácia está me surpreendendo.

_ Sua covardia me enoja…

_ E o mau cheiro, não? Mas… diga-se: vai atirar em mim, o famoso delegado Wyatt Earp? A situação ficará muito pior… Sua cabecinha passará a valer uns bons trocados.

_ Até parece… Os medrosos dessa tal Shim…  

_ Não seja ridículo! Nenhum de nós está nesse lugar que você chama Shimbone City. Ela só existe em sua ficção e naquele filme. Pensa viver em pleno século XIX? Acorda, homem! Fosse assim, como seriam possíveis esses aparelhos nos quais você assiste a tantas coisas mal dubladas? Além disso, eu não passo de uma escultura mal feita por você.

_ Levante-se e saque sua arma!

Ele não esperava minha rapidez, não havia nenhuma necessidade de ficar em pé. Mesmo sentado na cama, disparei. Um buraco na têmpora direita, num instante de vacilo e encantamento fora de hora com os versos pendurados na parede. De sua cabeça escorreu nos olhos esbugalhados aquele sangue espesso, foi ao pescoço, pingou nochão junto ao corpo que se assemelhava a marionete do qual de repente lhe cortassem os cordéis. Desconjuntado. E ao colidir-se contra o chão, sua última morada, deixou escapar pelo bolso da camisa outras palavras de Leminski. Como a eternidade lhes seria inviável se continuassem palavreando o cadáver, fugiram buscando na parede um refúgio,“folha que volta pro galho, mesmo depois de caída”.

Também uma carta meio conto na qual dizia ter me matado por haver descoberto uma traição minha. Insano! Se eu nunca existi…

29 comentários em “Persecutório (Eduardo Selga)

  1. vitorts
    18 de maio de 2014

    Dá para ver a habilidade do autor como ele conduz o texto. A descrição da loucura com a imagem do tamanduá valeu o conto. Notei a falta de alguns “que” e um “lembro de minhas lembranças” que soou estranho. Quanto à narrativa, muito bem escrita, mas de pouca ação e mais reflexão. Não é meu tipo preferido de leitura, mas não há como negar a qualidade. Parabéns pelo texto.

  2. Bia Machado
    17 de maio de 2014

    Doideira! Gostei de algumas construções, outras nem tanto, e talvez o motivo tenha sido o meu não-entendimento delas, mil desculpas por isso. Mas parabéns pelo texto! Valeu a leitura.

  3. Swylmar Ferreira
    15 de maio de 2014

    Conto bem escrito mas de difícil entendimento. Os colegas já comentaram tudo.
    Boa Sorte!

  4. Marcellus
    11 de maio de 2014

    Preciso de outra dose, para entender completamente este aqui. É um conto bacana, transmite bem o sentimento de loucura, mas como já comentei anteriormente, contos de “bangue-bangue” têm que se passar no “Oeste Selvagem”…
    De qualquer forma, o autor está de parabéns.

  5. williansmarc
    11 de maio de 2014

    Olha, acho que não consegui pegar a mensagem que o autor(a) quis passar, o texto é bem introspectivo e acabei viajando com as descrições usadas. Surrealismo não é muito do meu agrado, acho que por isso não consegui emergir no texto.
    Mas fica claro que o autor(a) escreve muito bem, abraço e boa sorte!

  6. Leandro B.
    7 de maio de 2014

    Uma grande viagem bem escrita. Tenho fortes suposições sobre a autoria. Tive a impressão que o sumiço dos “que” foi proposital, mas não consegui sacar o objetivo por trás. Se foi para apontar a confusão do protagonista, achei desnecessário. Isso fica bem claro ao longo da leitura.

    De resto, bem escrito e criativo. Existe uma pegada nessa escrita rebuscada que eu já aceitei que nunca terei, sendo obrigado a me limitar a invejar os outros hehe

    Gostei bastante dos diálogos e achei interessantíssimo dar voz ao personagem criado, aliás, a partir daí que fui realmente fisgado.

    Consegui apreciar bem o conto. Parabéns.

  7. Davi Mayer
    6 de maio de 2014

    Não gostei muito do conto. Já li um conto surreal em primeira pessoa antes, mas ele narrava fatos dentro de uma temporalidade. Aqui varias ideias foram jogadas e fiquei viajando.

    Mas enfim, é questão de gosto.

  8. Brian Oliveira Lancaster
    4 de maio de 2014

    Texto corajoso. Abordou de forma completamente diferente o tema. Causou-me um misto de emoções. Mas, confesso, não entendi tudo o que o enredo quis passar.

  9. Felipe Moreira
    3 de maio de 2014

    Realmente… Insano. Tô aqui na dúvida, pensando se de fato entendi as cartas ou se viajei na maionese com as frases curtas e até desconexas. Afinal, cai perfeitamente ao perfil de um suicida. Enfim… O texto flui nos diálogos e torna a leitura mais lúcida pra mim. No geral, achei o conto bom. Tinha certeza que alguém citaria Wyatt Earp. Eu mesmo assisti alguns filmes pra entrar no tema e dois deles continham esse cara. HAHA Lenda.

    Parabéns e boa sorte.

  10. Rodrigo Arcadia
    3 de maio de 2014

    Mas, que loucura. e ficou deveras boas. Por esse detalhe, achei a história boa. doideira ou não, vale a pena ler.

    Abraço!

  11. Ricardo Gondim
    30 de abril de 2014

    Gostei muito do texto. Dizer que “a loucura é um tamanduá-bandeira passeando pela casa, tão dissimulado” teria valido o conto, mesmo que não fosse tão bom.

  12. Thata Pereira
    29 de abril de 2014

    Hum, não sei se entendi muito bem, mas gostei da viagem. Achei algumas construções muito interessantes, mas eu tenho um problema com este tipo de narração: eu fico focada na estrutura do conto, acho bonito quem escreve assim. Meu inconsciente deve estar buscando uma forma de aprender rs’. Gostei das frases curtas que encontrei durante a leitura, por exemplo. Pois me causaram um impacto necessário, bem colocado.

    Boa Sorte!!

    • Thata Pereira
      29 de abril de 2014

      ps: esqueci de dizer que sinto um desespero tremendo todas as vezes que vejo a imagem escolhida…

  13. Weslley Reis
    28 de abril de 2014

    Vivo o dilema citado por um dos colegas. Gosto e desgosto. A história me agrada muito, já a narração me parece lenta. Gosto de certo dinamismo em contos. Essa levada rebuscada acaba tornando tudo lento, dependendo de como executada. Mas veja bem, é um gosto pessoal, o que não tira nenhum um pouco o mérito do texto.

    Parabéns.

  14. Vívian Ferreira
    28 de abril de 2014

    A habilidade do autor com as palavras é inegável, mas não me identifiquei com o texto. O estilo e toda loucura nele contida fizeram com que me perdesse em muitos momentos e a leitura ficou cansativa. Enfim é só questão de gosto. Boa sorte no desafio!

  15. R. Sollberg
    27 de abril de 2014

    Loucura! Insano, insano, genialmente insano. Pérolas impagáveis “aparentemente” soltas no texto “a loucura é um tamanduá-bandeira passeando pela casa”, estonteante! Pergunto-me intimamente como o autor do conto pode ainda estar vivo? Não é possível supor essa levada de insanidade… Um conto para levar consigo a semana inteira, ler e reler até encontrar tudo, ou quase tudo.
    Absolutamente formidável.
    Parabéns e boa sorte!

    • Anorkinda Neide
      27 de abril de 2014

      tenho uma dica pra te dar:
      (se eu estiver certa, e sei q estou…rsrsrs quanto a autoria deste conto) depois q descobrires quem é o autor, leia tudo que ele já colocou por aqui, no site, e veja que a loucura realmente não tem limites, nem parâmetros! 🙂 e nao mata! será que conserva?

      abraço

  16. Tom Lima
    27 de abril de 2014

    Mixed feelings.

    Gostei bastante da ideia e também da execução, apesar dos erros já apontados. Mas algo me incomoda. Não sei explicar, várias coisas boas que não funcionaram bem, eu acho.

    Mixed feelings, é como me sinto agora. Gosto e desgosto.

    Parabéns (?) e boa sorte!

  17. Thiago Lopes
    26 de abril de 2014

    Foi o que mais gostei. É um texto curto e bem escrito, o resto é resto

  18. Thiago Tenório Albuquerque
    26 de abril de 2014

    Realmente não me identifiquei com o texto.
    Seu formato e estilo acabaram por torná-lo pouco atrativo para mim, mas não há como negar sua qualidade de escrita.
    Boa sorte no desafio.

  19. mariasantino1
    25 de abril de 2014

    Me enrolei toda no inicio, mas depois entendi.

    Boa sorte no desafio 😉

  20. Pétrya Bischoff
    25 de abril de 2014

    Apaixonante, desde a escrita aos devaneios -que amo. Senti muita empatia por esse personagem inexistente, talvez tenha me sentido nele. Está tão perfeito quanto possível. Sinta aplausos aqui 😉 boa sorte.

  21. Thales Soares
    25 de abril de 2014

    Bom, o conto não me agradou muito, mas foi mais por gosto pessoal do que por qualquer outra coisa. Não aprecio esse tipo de narração. Achei muito abstrato e cansativo, parágrafos longos na mente da personagem. Achei criativo o pseudônimo do texto ser a personagem e a história ocorrer na forma de cartas. A ideia foi bem executada. Não me cativou apenas pelo fato de eu não ser adepto a esse estilo.

    Boa sorte.

  22. diogobernadelli
    24 de abril de 2014

    Um limite mais generoso de palavras para ele e um repertório mais generoso para mim. O texto se mostrou obscuro no limite da confusão: quem sabe justamente pelo próprio lirismo que lhe define o caráter. Por outro lado, trechos de amnésia comeram não apenas os “quês” (coisa já apontada), como alguns espaçamentos também.

    Enxergo uma história com fôlego para algo maior. Como está, vê-se comprometida pelo rigor métrico do desafio.

  23. Sérgio Ferrari
    24 de abril de 2014

    Bacanérrimo. Curti. Lembrei de “Nós, o pistoleiro…” Parabéns de verdade.

  24. Claudia Roberta Angst
    24 de abril de 2014

    Encontrei uma dupla de “que(s)” engolida, mas nada comprometedor como em:
    “(…)é importante (?) saibam o que nunca (…)”
    A loucura retratada como um tamanduá-bandeira foi o máximo.
    Conto fora do comum, alimentando-se na contramão dos clichês do faroeste. Perdi-me em alguns momentos da narrativa, mas aí comecei a entender que o sentido era mesmo esse: deixar o labirinto de palavras e imagens engolir qualquer bom senso. É, sobrevivi e curti. Boa sorte!

  25. Anorkinda Neide
    24 de abril de 2014

    Que loucura terrível! Adorei demais.. principalmente a primeira parte. A princípio não entendi nada da segunda parte, mas ao reler, entendi tudo! uhuu!
    Fiquei feliz com a eureka! rsrsrs
    Achei original usar o faroeste na loucura da pessoa.
    Parabens!

  26. Jefferson Lemos
    24 de abril de 2014

    Bem louco, hein!

    No começo, todo o “surrealismo” me deixou bem confuso, de modo que me perdi um pouco na leitura. Mas a partir do meio, começou a ficar mais “conciso” e eu consegui enxergar melhor o desenrolar do texto.
    Agora, eu entendi? Ai já são outros 500… haha

    De qualquer forma, o autor mostra habilidade com as palavras, e não é pouca não! E esse final foi o ponto máximo do texto para mim, pois foi a cena mais nítida.

    Enfim, um bom texto, e que irá agradar os mais adeptos a esse tipo de leitura. Lembrou-me um pouco o estilo da Pétrya.

    Parabéns e boa sorte!

  27. Fabio Baptista
    24 de abril de 2014

    Caramba… que loucura! 😀

    Assim como os textos mais poéticos, não costumo apreciar muito coisas “surreais” (se é que posso chamar assim), mas esse texto foi uma exceção.

    Gostei dele, não sei explicar o porquê, mas gostei. Talvez tenha sido essa pegada mais visceral (putz, essa palavra sempre me soa clichê, mas tive que usar), escatológica… não sei. Acabei imergindo na doideira.

    O começo oscilou frases muito boas, com frases estranhas (que pareceram mais desatenção na hora da revisão que uma tentativa de transmitir o estado mental do personagem). Exemplos:

    >>>> Frases que soaram esquisitas:
    – Primeiro, é importante saibam o que nunca foi de hoje: eu me odeio
    – Cruz em credo, dizem ele fala sozinho
    – Se bem me lembro de minhas lembranças
    – nalgum canto da lembrança, a lembrança deles nada significa

    >>>> Construções que gostei:
    – o chorume que escorrega do cadáver e se embrenha na tábua do caixão
    – a loucura é um tamanduá-bandeira passeando pela casa
    – realidade me parecia um discurso estrangeiro
    – Conforme acontece com toda hipótese de embrião

    Parecia que continuaria nessa irregularidade, mas do meio pro final a coisa se estabilizou num bom nível. Provavelmente há muitas referências por aí que eu não consegui “pescar”, mas mesmo assim gostei do resultado final.

    Abraço!

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Publicado às 23 de abril de 2014 por em Faroeste e marcado .