EntreContos

Detox Literário.

Antes do Fim (Vivian Ferreira)

Não sei dizer como tudo começou.

Não porque estivesse soterrada, machucada, apavorada ou tudo que se esperaria de alguém em pleno caos de final de mundo.Mas simplesmente pelo meu total desinteresse no assunto.

Nem sequer tomei conhecimento das razões, teorias ou dei importância a estranhos acontecimentos que, há dias, tomavam conta dos meios de comunicação.

Desde as primeiras profecias ressuscitadas sobre apocalipses de diversas origens, achava tudo uma grande bobagem, na verdade pura idiotice!

O mundo não iria acabar! Os maias não sabem de nada! Ou, como diriam alguns, só acaba pra quem morre!

Pelo menos era o que eu pensava, até aquele dia começar.

Tudo bastante normal, como qualquer outro.Nada se notou de extraordinário, exceto pelo calor, insuportavelmente úmido desde as primeiras horas da manhã.

Embora, como de costume, minha casa estivesse caindo desde o início do dia, em mais um escândalo de mamãe ao ver seu mais novo marido voltar pra casa na hora do café da manhã.

Mas minha indiferença chegara a um ponto que nem me importava com isso também.

Talvez o tal tivesse entrado em casa tão bêbado a ponto de espatifar-se na mesa de vidro da sala.

Essa hipótese até me fez abrir um sorriso.

Empolgada com a possibilidade resolvi pagar pra ver.

– O que foi agora Rose? – perguntei ao descer e encontrar mamãe na cozinha, fumando um cigarro recostada a pia.

– Derrubei a água do café. – respondeu com a habitual ironia.

– E precisava fazer este escândalo? – falei sem prestar muita atenção, procurando algo para comer na bagunça da mesa.

– Se não tivesse fervido também o meu pé…

Olhei para baixo e vi o suposto pé apoiado à canela oposta, coberto de casca branca cheirando à menta.

– Todo mundo sabe que não se usa pasta de dente em queimaduras, Rose!

– Todo mundo sabe de tudo, Luna! Menos eu! – falou com a amargura de sempre.

Minha indiferença subiu mais um degrau.

Decidi voltar para o quarto, mas antes vi pela fresta da cortina, o carteiro rondar a caixa de correio.

Corri para pegar as correspondências antes que Rose, como de costume abrisse todas, na tentativa de saber o que não sabia.

Foi aí que tudo começou.

Enquanto o carteiro tentava colocar as cartas na caixa de correio e eu abria a porta de entrada algo cruzou o céu com um barulho ensurdecedor.

Pensei num foguete, um avião caindo ou algo parecido.Mas a coisa caiu muito longe de nós.

Ainda assim ouvi o estrondo, sentindo a estranha sensação do súbito deslocamento de ar.

Foi quando nos entreolhamos.

E eu nem imaginava que ali algo também começaria.

Paralisados por alguns segundos entre o ocorrido no céu e o que acontecia naquele olhar, nem percebemos o tumulto que ganhava as ruas.

Estendi a mão mecanicamente, como se só estivesse interessada nas correspondências.

– Acho que foi um avião. – disse sem jeito, disfarçando minha própria reação de espanto.

– Não, não foi. – respondeu o garoto ainda me encarando.

– Como pode ter tanta certeza?

– Em que mundo você vive garota? Não assistiu ao último noticiário?

Eu não assistia a noticiários, aliás, ultimamente não assistia nada na televisão. Meu mundo eram os livros, ou melhor, a fantasia que existia neles e que eu desejava, com todas as forças, que existisse também em minha tediosa vida.

– Não, não vi droga de noticiário algum! – respondi irritada com a petulância do garoto – Você é novo aqui não é? Não sabe que precisa ser educado com os moradores?

– É sou novo aqui, é meu primeiro dia neste bairro. Sou Silas. – estendeu a mão para me entregar as cartas, porém neste momento algo novamente cruzou o céu, caindo um pouco mais distante do primeiro objeto.

Senti que tinha perdido alguma notícia importante.

– O que é que dizia o noticiário? – perguntei ainda olhando para o céu. Minhas pernas já bambas, nem sei dizer por qual motivo.

– Alguns pequenos objetos, não identificados, atingirão a terra esta semana. – disse Silas puxando-me pelo braço até a varanda de casa, como se aquelas madeiras podres pudessem nos salvar a vida. – Mas disseram que não ofereceriam perigo algum.

– Meteoros? – perguntei olhando em seus olhos cor de mel,motivo real de meus tremores. A proximidade abusada do estranho Silas me ofendia, mas ao mesmo tempo… Ahnem sei explicar! Não entendia nada desses assuntos, achava o amor coisa tediosa que deixava as pessoas com cara de paspalhas. Paixão então! Emburrecia qualquer um e nos livros tinha sempre final infeliz.

– Não propriamente. – respondeu Silas, tirando-me do torpor e ainda segurando meu braço – Porque os cientistas não identificaram sua composição. É algo totalmente novo para nós. – concluiu como quem adivinha pensamentos.

– Luna, o que aconteceu? – gritou Rose da janela, interrompendo a conversa, sem qualquer noção do que ocorria, pois duvido que tenha assistido a algum noticiário na vida.

– Não sabemos Rose!  Pedras estão caindo do céu. – respondi, desvencilhando-me de Silas e retomando um pouco da minha habitual indiferença, companheira inseparável desde que a escapada de mamãe nos obrigou a mudar para aquela cidadezinha que nem constava nos mapas, já que papai não queria vê-la nem pintada a ouro.

– E essa agora! – respondeu Rose sem dimensionar o perigo, sumindo novamente entre as cortinas.

Mas a aparente calma com que tudo isso acontecia estava apenas em minha cabeça.

O susto inicial há muito se transformara em corre-corre e realmente me preocupei quando mais objetos caíram do céu, agora perto de onde estávamos, ferindo alguns e deixando outros completamente transtornados.

Homens e mulheres saíam de suas casas carregando objetos, segurando mãos de crianças, ao mesmo tempo em que não tiravam os olhos do céu.

Muitos não tinham direção definida, parecendo andar a esmo, sem saber o que fazer.

Silas começou a gritar para que todos voltassem às suas casas, que seria mais seguro procurar abrigo do que ficar a céu aberto.

Como os demais, sem saber ao certo o que fazer, fui atrás dele, talvez por não sentir qualquer segurança ao lado de Rose.

– O que está fazendo? Volte para sua casa garota! – falou surpreso.

– Aonde você vai? – falei puxando-o pelo braço.

– Procurar abrigo!  – olhava-me assustado, com o suor empastando os caracóis vermelhos na testa. Talvez ele também, como eu, não entendiao que acontecia entre nós.

– Vou junto.– decretei como se falasse: ¨Sim!Até que a morte nos separe!¨.

Sem dizer mais nada Silas me pegou pela mão e nos juntamos à turba que corria alucinada pelas ruas, ao ver casas, prédios e carros serem consumidos pelo fogo que vinha do céu.

Olhei para trás e vi Rose na janela, em tempo de gravar na memória seu rosto sem expressão,última imagem de alguém que tentou ser mãe, mas desistiu ao ver que estava além de suas forças. Parecia desistir também de lutar pela vida ao ver que o céu mandava algo derreter o que restou de seu complicado mundo.

Isto era o máximo de compreensão que conseguia sentir por Rose até aquele momento.

Deixei-a sem remorsos no meio do caos e segui meu caminho.

Sentia-me incrivelmente segura com Silas e isto me incomodava. Não queria ficar com a mesma cara de paspalha apaixonada que via entre as garotas da minha idade.

Silas me levou em direção ao parque estadual que circundava a cidade.

Percorremos diversas ruas e no percurso, assustada com tudo que vi,só lembrava uma frase que li certo dia: ¨Só existe um mal a temer: aquele que ainda existe em nós¨, poisas piores cenas de barbárie começavam a aparecer aqui e ali.

Violência, choro, saques,estupros, pânico.  A população não sabia mais o sentido de suas breves vidas, já que tudo havia mudado em questão de horas.

O calor era insuportável e não estava somente no fogo que os objetos caídos do céu emanavam ao colidir com o solo, estava também no ar, denso e úmido e que talvez carregasse algo que respirávamos sem saber.

No parque procuramos abrigo em uma caverna, conhecida por um Silas aventureiro que eu ainda não conhecia.

Ainda pensava nas cenas que vi pelo caminho e uma coisa me intrigava.

Em meio aos desesperados e violentos,havia também pessoas paradas, olhando todo aquele caos e…Sorrindo?

Rir descontroladamente numa situação dessas é algo estranho. Seria loucura?

Sim, poderia se aceitar este comportamento de certos loucos, mas a quantidade de pessoas que via com este tipo de atitude me fez desconfiar que algo mais estivesse acontecendo.

E eu não estava errada.A confirmação veio à noite, quando a fome fez com que saíssemos de nosso abrigo na caverna pela primeira vez.

No céu, pequenos rastros de fogo, como um enxame de estrelas cadentes, demonstravam que o perigo não tinha passado.

Encontramos na mata um amigo de Silas, que o acompanhou em algumas incursões na caverna.

– Jonas, você está bem? – perguntou Silas aliviado por encontrar alguém conhecido.

– Por Deus Silas, onde está indo? Vocês não devem voltar à cidade!

– Nos escondemos na caverna, mas estamos com fome Jonas!

– Vai por mim cara! Não sei o que está acontecendo, parece que todos engoliram um saco de risadas!

– O quê? – griteisem querer, achando aquilo muito surreal.

-É… não sei como mas…estão rindo como loucos, sem conseguir parar. Abordam outras pessoas como quem pede ajuda, contorcem-se, mas não conseguem parar de rir e acabam assustando e talvez até contaminando quem lhes dê atenção. A cada hora vi mais e mais pessoas assim, então fugi, peguei algumas provisões e fugi. É melhor que façam isso também. – concluiu Jonas, sumindo na mata tão rápido quanto disse estas palavras.

– O que faremos agora?

– Precisamos de água e algo para comer. – respondeu Silas – Venha, vamos ver se conseguimos mais informações, o Jonas nunca foi referência de seriedade.

Percorremos devagar as ruas, agora mais tranquilas. Parecia que, à noite, sem o calor do sol, os loucos entravam numa espécie de torpor, sem tirar o sorriso do rosto.

Caídas pelas ruas, pálidas, muitas feridas, sem forças para levantar, as pessoas contaminadas por algo que ainda desconhecíamos, mantinham o olhar desesperado que deixava escapar lágrimas como se quisessem combater em vão o riso forçado.

– Parecem zumbis! – falei incrédula, lembrando dos diversos livros que havia lido sobre apocalipses zumbis.

– Ainda bem que não querem comer nossos cérebros! – tentou descontrair Silas, mas pela primeira vez vi o medo estampado em seu rosto.

– Ainda! Esses aí parecem que só trabalham à luz do dia. – soltei sem querer, com um arrepio supersticioso percorrendo a espinha.

– Venha! Vamos até sua casa, o local mais próximo, poderá nos oferecer alguma segurança ao amanhecer.

Tentando nos esconder de qualquer movimento estranho, chegamos ao local onde horas antes havia visto Rose na janela, pela última vez.

– É aqui? – perguntou Silas incrédulo.

– Era – respondi secamente, ainda sem acreditar que a rua toda dera lugar a uma cratera fumegante.

Chorei.

Um pranto retido há anos.

Chorei pelos dias de revolta a papai, por me deixar sempre em segundo plano, por ter que engolir mudanças que não aceitava. Chorei pelas pessoas que conheci, por roupas, livros e objetos que perdi.

E chorei por Rose.

Só então percebi que Silas me abraçava quieto.

Após alguns instantes disse:

– Fique aqui. Voltarei em breve com algo para nós. Não saia daqui, entendeu?

– Aonde você vai?

– Vou até um empório que conheci aqui perto, tinha um depósito em frente, quase camuflado. Com sorte encontrarei água ou comida por lá.

Mas o medo não me deixou ali por mais que 5 minutos.Via Silas ao longe e resolvi correr atrás dele. Não ficaria ali sozinha com minhas lembranças.

– Silas! – Tentei chamá-lo, mas ele não me ouviu, só consegui atrair a atenção de uma senhora, antiga vizinha e amiga de Rose, que surgiu nem sei de onde, correndo entre os escombros.

– Foi tudo pelos ares! – gritava a velha, aos prantos, chacoalhando-me pelo braço.

– É eu sei. – tentei desvencilhar-me, mas em vão.

– Estão todos loucos! Todos loucos! – parou encarando-me.O silêncio foi breve, o olhar perdia-se, quando enfim conseguiu dizer:– Fuja!

Só então vi nascer um pequeno sorriso em seus lábios, que logo se transformou em gargalhada. Fugia também sua sanidade.

– Largue-me! – gritei assustada, me debatendo até soltar meus braços das garras da velha que agora ria como bruxa.

Já disse que desejava um pouco de fantasia em minha vida, mas nem em meus piores delírios imaginei passar por tudo aquilo.Corri na direção que avistara Silas pela última vez e por sorte ele voltava carregando um pacote.

– O que houve?

– Nada! – não queria acreditar que a velha poderia ter me transmitido algo.  – Eu só não quis ficar mais tempo lá.

– Vamos, depressa! – Puxou-me pela mão -Temos que sair daqui, já vai amanhecer!

Não vimos ninguém que poderia estar lúcido em meio à confusão que voltou à cidade assim que os primeiros raios de luz do sol pareceram despertar do torpor todos que víamos jogados pelas ruas.

Corremos como nunca, fugindo dos loucos que pareciam correr a esmo, atacando uns aos outros. Voltamos à caverna e por dias sobrevivemos com o que Silas havia conseguido no depósito:

– Há mais comida lá. Bebidas também. Parece que os loucos não se alimentam, alguns definham a olhos vistos. Temos que ser cautelosos para que ninguém descubra nosso tesouro!- falava com um olhar tão encantador, que me fazia esquecer o caos lá de fora.

É estranho dizer que tudo ali dentro parecia tão mágico. Ao passo que lá fora o mundo real já não existia.

Surgiu um beijo.  E tudo aconteceu como nos livros.

Sim, fiquei com cara de paspalha. E com um sorriso no rosto, o que assustou Silas, já que ele não conseguiu mais sorrir depois de tudo o que viu.

Muitas vezes saíamos no escuro em busca de suprimentos. Para passarmos dias sem sair da caverna, que não foi localizada por mais ninguém.

Às vezes Silas saía sozinho. E eu ficava apavorada, com medo que não retornasse.

Até o dia que retornou da cidade carregado de coisas.

E quando entrounos olhamos como no primeiro dia.

Foi aí que tudo terminou.

Pois um sorriso nasceu em meus lábios.

Talvez de alívio por seu retorno.

Quem dera!

Com ele vieram as lágrimas. E ambos nunca mais me deixaram.

Escrevo estas linhas pouco a pouco, quando a noite chega e entre lágrimas tenho alguns minutos de lucidez antes que o torpor me domine.

Sei que Silas me alimenta à noite e depois me amarra para que, durante o dia não despeje minha loucura além da caverna e não atraia mais insanos.

Mas hoje…

Nos lábios de Silas apareceu um sorriso.

26 comentários em “Antes do Fim (Vivian Ferreira)

  1. Weslley Reis
    5 de abril de 2014

    Até gostei da ideia do tema, mas acho que não foi explorado o quanto poderia. Os dialogos não me convenceram muito e eu não consegui me apegar aos personagens. Mas ainda acho que com revisão e reescrevendo-o, pode surgir algo ainda melhor.

  2. rubemcabral
    5 de abril de 2014

    Achei o conto mediano: pegou para mim o tema meio batido e não simpatizei com o personagem Silas.

  3. Marcelo Porto
    4 de abril de 2014

    Comecei achando uma coisa e terminei achando outra.
    A narrativa me confundiu, no inicio me identifiquei com a personagem irônica, avessa a qualquer tipo de relação e forte e terminei com uma menina dependente, fraca e sem personalidade.
    Alguma coisa se perdeu no meio da trama, que só a autora pode recuperar. Achei um bom texto, mas um tanto anacrônico.

  4. Pétrya Bischoff
    3 de abril de 2014

    Não sei dizer se gostei, mas não desgostei, certamente. Penso que poderia ter sido melhor trabalhado, podando um pouco o início e meio. O final foi legal, apesar de ter sentido falta de uma explicação para esse surto. Boa sorte.

  5. Wilson Coelho
    3 de abril de 2014

    Não gostei: a escrita tá um tanto capenga, não me liguei à história ou aos personagens, a ideia de fim de mundo foi um tanto cansada…

  6. fernandoabreude88
    2 de abril de 2014

    O escritor lida com situações e personagens que chamam a atenção. Porém, vi no texto algumas coisas que não gosto como os diálogos sem muita oralidade, além de algumas frases confusas. Contando-se os elementos interessantes, atrelados às coisas que dificultam a compreensão, achei mediano.

  7. Hugo Cântara
    31 de março de 2014

    O conta precisa de revisão, como por exemplo:
    “respondi, desvencilhando-me de Silas e retomando um pouco da minha habitual indiferença, companheira inseparável desde que a escapada de mamãe nos obrigou a mudar para aquela cidadezinha que nem constava nos mapas, já que papai não queria vê-la nem pintada a ouro.”
    Durante a frase, tive que respirar fundo duas vezes, imaginando um ponto final.
    Faltou construção nos diálogos, foram demasiado simples.
    Houve algumas coisas que também não “engoli”, por exemplo, o modo como a protagonista abandonou a mãe e depois voltou.
    O melhor do conto foi mesmo o final, emotivo e bem conseguido.
    Continua a escrever! Boa sorte 🙂

    Hugo Cântara

  8. Gustavo Araujo
    31 de março de 2014

    Para mim pareceu um sonho tal a velocidade e o surrealismo dos acontecimentos. Até porque muita coisa fica subentendida e sem explicação. Mas ainda assim o conto funcionou, talvez por causa do jeito de fábula, mas principalmente por conta do final. Arrematar uma história é sempre algo difícil. Arrematar com maestria é algo que se aproxima do impossível. Aqui, apesar do desenvolvimento irregular, creio que o autor atingiu um ponto notável. Eu fiquei, mesmo, de boca aberta, pensando “Ca-ra-ca…” Enfim, um texto passível de melhora – especialmente na caracterização dos personagens e na descrição das cenas, mas com um final acima da média. Parabéns.

  9. Felipe Rodriguez
    31 de março de 2014

    O que falta nesse conto com ideias tão boas – como essa do sorriso que precede a loucura – é um maior desenvolvimento aos personagens e ambientação. Os diálogos também precisam ser alterados, deixando o texto mais veloz, pois essa parte está ruim de ler. Há nessas linhas um conto muito bom mesmo, pois há construções bem feitas e um to perturbador de fim de mundo, mas há muito a ser trabalhado e revisto, achei ruim.

  10. Marcellus
    30 de março de 2014

    O conto é irregular, com algumas partes bem mais trabalhadas que outras. A mocinha deixando a mãe, de uma forma tão “normal”, não me convenceu.
    Algumas pequenas revisões são necessa’rias… mas no geral, é um bom conto. A ideia, sim, é muito boa. Parabéns à autora.

  11. Thata Pereira
    28 de março de 2014

    Não acho que clichê seja algo que prejudique um conto. É claro, o sentimento despertado quando se lê algo diferente é maravilhoso, porém eu vejo tantas pessoas abrindo mão de suas ideias porque são “clichês” que eu fico revoltada! — de um jeito gentil rsrs’ Não gosto dessa “obrigatoriedade” de escrever algo inédito ou pouco explorado.
    A escrita me incomodou em algumas partes, mas é algo que melhora com a prática e sabendo aproveitar as críticas.
    Boa Sorte!!

  12. bellatrizfernandes
    27 de março de 2014

    Gostei muito do final! Eu não tinha muitas expectativas a medida que ia avançando com o gosto, mas gostei bastante.
    A escrita precisa de uma refinada. Os personagens, especialmente o Silas, estão meio inconsistentes, mas eu sei que é difícil em tão pouco espaço.
    Sobre o título, poderia ter sido muito mais abrangente (Eu teria apostado em algo como Coringa ou algo na linha das risadas) porque esse não chama atenção nenhuma. É meio lugar comum…
    Bem, mas é isso!
    Parabéns pelo conto, boa sorte e continue escrevendo!

  13. Eduardo B.
    27 de março de 2014

    A escrita é razoável e flui de forma bacana. A história não é ruim, só senti falta de uma melhor construção em relação aos diálogos e personagens. Alguns furos na narrativa me incomodaram, mas nada digno de escárnio (tirando a caverna invisível situada em um parque estadual, hehe).

    Continue escrevendo.

  14. Maurem Kayna
    27 de março de 2014

    Há várias coisas com explicações inconsistentes como a decisão de seguir o carteiro, do nada; o desinteresse geral que não se confirma em todas as atitudes da personagem, as pessoas que “definham a olhos vistos”sem que que se tenha tido indicação de uma passagem de tempo em que isso realmente pudesse ser notado visualmente. O final, no entanto me fez pensar que há potencial para a história. Mas haveria mais impacto sem as últimas explicações. Ah sim… uma caverna em um parque na cidade? Não é impossível, mas seria bom situar geograficamente de modo que isso fizesse sentido.

  15. Rodrigo Arcadia
    23 de março de 2014

    A história não chama atenção e o mais interessante

    • Rodrigo Arcadia
      23 de março de 2014

      A história não chama atenção e o mais interessante, é a relação da filha com a mãe, uma relação quebrada. e nem o caos, possui aquela emoção de um fim de mundo.
      Abraço!

  16. Bia Machado
    23 de março de 2014

    Achei a história interessante até, mas o desenvolvimento não me cativou muito… As falas me pareceram muito simples, poderiam ter sido mais elaboradas. Eu não sou muito fã de zumbis, mas não achei que essa característica tenha ficado tão marcante… Enfim, acho que dá pra trabalhar mais nesse texto, com foco em melhorar esses pontos. Boa sorte no concurso!

  17. Claudia Roberta Angst
    22 de março de 2014

    Eu até aceitei a paixão instantânea provocada pela aproximação do fim do mundo. As pessoas apegam-se a tudo ou a qualquer um. Até aí, tudo bem. Quanto aos zumbis, não me agradaram muito, mas é porque sou uma ignorante teimosa quanto ao assunto. Quero eles bem longe do meu cérebro.
    Gostei da contaminação ser identificada pelo riso. O final também pareceu coerente e apesar dos sorrisos, tenebroso. Loucura e fim. Um louco final. Não é muito do meu gosto, mas acho que o conto foi bem conduzido. Boa sorte.

  18. Felipe Moreira
    22 de março de 2014

    O texto não me cativou. Não me importei com os clichês, acho até que você trabalhou bem neles sem parecer muito apelativo. A narrativa é simples, sem uma carga literária que daria mais vida ao apocalipse que você criou. Não sou muito chegado a zumbis, mas esse aí achei interessante. Acho que você poderia ter trabalhado mais no terror das gargalhadas dos infectados, inclusive tornaria o desfecho do conto muito mais impactante.
    Outro ponto que gostei foi o desabafo da Luna, lamentando suas perdas, a relação com o pai e etc.

    Agora, no geral, ele ficou devendo(dentro do meu gosto). De qualquer forma, meus parabéns!

  19. fmoline
    21 de março de 2014

    Bem, o tema fim do mundo com um plus paixão a primeira vista (mas com receio) já está meio clichê, não? Honestamente, odeio esse tipo de romance (coisa pessoal), mas tenho que enfatizar a criatividade da personagem e o jeito como ela interagi com o mundo lá no começo ser bem original. A escrita é simples e clara, o que é um ponto positivo, mas não o suficiente levar uma história comum a patamares mais elevados.

    Boa sorte!

  20. Anorkinda Neide
    20 de março de 2014

    Eu li ontem e me distraí com a leitura.
    Achei interessante, o final me agradou muito.
    É um zumbi hilário este, não é? rsrsrs

    Parabens pela criatividade

  21. thiagoalbuquerqque
    20 de março de 2014

    A escrita é boa, apesar de alguns deslises, mas os clichês são, ao meu ver, os responsáveis por diminuir o conto. Achei interessante a descrição da loucura se insinuando nos personagens através de um riso demente.
    Mas esse é o único ponto que me fisgou.
    Abraço.

  22. Eduardo Selga
    19 de março de 2014

    Ameaça que vem do céu, zumbis, atração à primeira vista… Tudo isso, mostrado da maneira como foi aqui, está muito desgastado. Ao se usar um clichê é preciso dar-lhe um tratamento que fuja do rotineiro, senão será mais um conto igual a tantos outros.

    Nem sempre funciona o estilo telegráfico quando se tenta escrever literariamente. A depender da exigência narrativa, é preciso minúcias, esclarecimentos. Noutras palavras, o narrador precisa dizer. No presente texto, em várias ocorrências a falta de palavras prejudicou a narrativa; em poucas, essa ausência foi benéfica.

    Escorregões gramaticais comprometeram o texto, como no caso abaixo, em que deveria haver vírgula entre DEUS e SILAS, entre FOME e JONAS, e ONDE deveria ser substituído por AONDE. Além disso, NOS não deve inciar oração. Porém, considerando o perfil jovem do personagem, é aceitável.

    “_ Por Deus Silas, onde está indo? Vocês não devem voltar à cidade!

    _ Nos escondemos na caverna, mas estamos com fome Jonas!”

    Na oração “Chorei pelos dias de revolta a papai” o complemento de REVOLTA não pode ser A.

  23. Fabio Baptista
    19 de março de 2014

    No geral bem escrito.

    Notei algumas repetições de palavras (“fugi” por exemplo) ao longo do texto, mas nada que comprometesse o todo.

    Infelizmente o tema escolhido (zumbis em suas N variações) já está muito batido, ao menos para mim, e a apreciação da história foi prejudicada por isso. Também não pude deixar de lembrar do gás de risada do Coringa, o que não contribuiu muito para a originalidade da obra.

    O final é bem elaborado, mas nada que conseguisse elevar o conto acima de uma média aceitável de qualidade.

    Abraço.

  24. Abelardo
    19 de março de 2014

    O texto é legal e a história até que não compromete. Ao menos é um fim de mundo “divertido” já que as pessoas conforme vão se contaminando com seja lá o que for que esteja atacando todo mundo começam a sorrir. Achei que a protagonista é um pouco grossa quando fala da mãe e também quando fala com ela. Afinal a trata pelo nome, e o usual, pelo que sei, é tratar por “mãe” ou “mamãe”. Fora isso o texto mantém uma tendência que observo entre os autores do site que é desenvolver as histórias não pelo aspecto da FC, mas por um aspecto mais social. Ou seja a FC é apenas um pano de fundo, quando na minha opinião deveria ser o aspecto a ser explorado. Mas cada um escreve como gosta.

  25. Jefferson Lemos
    19 de março de 2014

    Não gostei. Achei até uma boa escrita, tirando alguns erros que passaram despercebidos, mas história não me cativou.
    Essa coisa de ataque de risos não me pareceu convincente, e as falas soaram um tanto superficiais. Porém, o final foi o melhor ponto do texto, na minha opinião. A loucura acometendo Silas foi legal.

    Enfim, apenas gosto pessoal, espero que outros possam gostar.
    De qualquer forma, parabéns e boa sorte!

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Publicado às 19 de março de 2014 por em Fim do Mundo e marcado .
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