EntreContos

Detox Literário.

Alfa e Ômega (Felipe França)

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Nem mesmo a profunda e rebuscada explanação de Nietzsche poderia dar cabo para o que ele observava. Aquele cenário era algo impensável, intangível, impossível e outros tantos “ins” que Auguste Comte debruçaria sobre suas teorias positivistas e choraria copiosamente.

Lá estava ele; sozinho e envolto pela transparência do infinito. A sensação era de uma plenitude indescritível. Todos os seus sentidos estavam preservados, com a exceção da fala, era possível incorporar para si o gélido nevoeiro que dançava taciturno.

Lançava a mão para o alto na tentativa de tocar algo mais concreto, talvez outra mão, mas só o que sentia era a forma gasosa da imensidão na qual se encontrava.

Diante destas constatações, sua razão foi unânime, estava morto e sozinho no limbo de alguma matéria desconhecida do tempo e espaço. No plano terreno trabalhara muito com teorias que buscavam provar: “A + B” que a nossa existência no borrão universal advinha de evoluções e números. Provara não existir nenhuma linha, mesmo tênue, ligando o homem ao plano sobrenatural ou espiritual.

Contudo, naquele lugar, suas teorias robustamente embasadas por livros e cérebros dos mais prestigiados cientistas não tinham efeito algum. O derradeiro momento chegara; a verdade apresentou-se diante das cortinas do desconhecido para os olhos e ouvidos de que a prestigiava.

Abaixou a cabeça ciente da realidade. “O ser humano não é capaz de assimilar tudo que está disposto no universo. Fui mesquinho e ignorante em achar que sabia a solução para todas as incógnitas. Compreendo, agora, perfeitamente”. – Com um gosto amargo mastigou estas palavras em sua consciência.

Ao elevar o olhar, visualizou algo que nunca esperara encontrar. Um pouco acima de sua cabeça, um relógio, similar aos encontrados nas paredes de casas e escritórios, tomou forma reluzindo diante da fina camada de gás. As passadas dos ponteiros indicavam que faltavam quatro minutos para que ambos abraçassem a casa de número doze.

Os sentimentos de aflição e medo tomaram conta do corpo. Sentou-se no vazio e abraçou as próprias pernas na tentativa de sentir-se seguro; buscava alento, alguém com quem pudesse falar sobre os seus pesadelos, e mesmo alguém para pedir perdão por todos os seus erros. Aos poucos o frio do nevoeiro dissipara para dar lugar à escuridão que se instalara na suspensão da eternidade.

Receoso de outras visões perturbadoras não levantou a cabeça. Com ela bem firme entre as pernas não presenciou o início da chuva de estrelas flamejantes a rasgar a plenitude como bolas incandescentes traçando o destino inevitável.

Começara a chorar, mas não conseguia gritar. Tampara os ouvidos na tentativa de abafar as zoadas a cada estrela que cortava em sua direção. Mirou discretamente para o relógio; faltavam três minutos para o derradeiro encontro.

Ao fundo, bem ao longe da chuva de fogo, atentou a algumas linhas subirem como se fossem os créditos apresentados ao término de um filme. Na primeira frase, com maior destaque, leu as sombrias palavras: “O Fim”, esta era seguida por intermináveis nomes de seu conhecimento e outros tantos que nunca pensara em existir.

Com os olhos vermelhos e inchados, ele não tinha nenhum refúgio para instalar e acalmar o atormentado espírito que insistia em gritar o horror do âmago. Olhou pela terceira vez para o relógio; dois minutos separavam o encontro iminente. Sem perspectiva de alguma solução ou resposta voltou decair o olhar para os próprios pés até sentir algo pousar sobre seu ombro. Afoito, ficara de pé, e percebera que se tratava de uma grande mão. Foi o primeiro registro de um sorriso que nascia e iluminara sua expressão.

Meneou a cabeça para o lado e pôde constatar a presença de um grande homem vestido em sua armadura desgastada pela a ação do tempo. Sua longa e espessa barba confiava toda a sabedoria adquirida por cada mente que viveu no plano terreno desde o interlúdio que separou o Gênesis do Apocalipse. Ao lado da cintura, o grande homem possuía uma sacola pequena amarrada por uma corda desgastada e suja. A mão do ombro do pequeno homem elevou-se para ir de encontro à sua cintura. Desatou o nó com facilidade e de dentro retirou uma ampulheta a qual era possível constatar que a areia findava.

– “Ele me parece uma figura da qual li nos antigos livros…” – Ecoou em sua mente forçando a lembrança passada, e não tardou a sequenciar a majestosa e imponente figura de Chronos.

Este apontou novamente para o relógio. Os olhos do pequeno homem correram o dedo em riste e fixaram-se na face do medidor que mostrava um minuto para o descanso final. O receio e o medo voltaram. Os nomes continuavam a subir; o pequeno não percebera antes, entretanto a cada nome que subia um pesado som, como uma seca batida, era emitido.

Sem dizer uma única palavra, o grande homem olhou as apressadas passadas do ponteiro que ditava quantos segundos faltavam até que este se unisse aos outros dois companheiros que jaziam mortos. Com sua mão espalmada, servindo como base para a ampulheta, encarou o pequeno e sorriu. Lentamente virou sua mão até que o medidor do tempo tornasse para o lado e fosse de encontro aos seus pés. Na miríade do vago chão, a areia espalhou-se e perdeu-se.

A figura mitológica já não estava presente. A imagem translúcida do relógio aos poucos morria, assim como cessara a furiosa chuva de estrelas vermelhas. Nenhuma batida fúnebre era ouvida; o silêncio voltara a nascer como da primeira vez que fez se sentir naquele mundo.

O pequeno cerrara os olhos pesadamente. Não conseguira achar algum sentimento palpável para exemplificar aquele momento de paz. Suspirou, e vagarosamente abriu os olhos dando por conta não estar mais sozinho. Ao mesmo passo, outros milhares de mentes, da lista de nomes que subiam, fizeram o mesmo processo; todos despertaram na mesma fração da linha temporal.

Incontáveis olhares, desde Adão até o último sobrevivente do nosso mundo, apontavam para uma dourada estrada que se formava em direção ao horizonte. Entendera que a suprema e divina verdade estava mais à frente, contudo encararia em breve o responsável pela criação de todos aqueles espíritos, corpos e mentes que rumavam com a certeza do mistério há muito tempo implantado nas mentes humanas: “De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos?”.

Ps: A figura que ilustra este conto é do pinto francês: “Eugène-Henri-Paul Gaugui” – 1897. “De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos?”.

40 comentários em “Alfa e Ômega (Felipe França)

  1. Thales
    5 de abril de 2014

    O conto está bastante bem escrito. Porém, não me conquistou.
    Achei que faltou alguma coisa para me conectar… Dificilmente essas historias curtas me impressionam, mesmo quando bem escritas. É muito dificil de desenvolver todo um enredo com tão poucas linhas.

  2. Weslley Reis
    5 de abril de 2014

    Apesar de bem escrito, não funcionou comigo. O que não tira o mérito do autor

  3. fernandoabreude88
    2 de abril de 2014

    Esse conto nos passa aquela sensação de algo incompleto. Inegavelmente bem escrito, mostra que o autor tem habilidade e sabe o que está fazendo. Mas aí vem a dúvida. Por que não desenvolver melhor o texto? Esta aí, é bom, mas falta muito para ter o meu voto. Acho que nem top 10, mas gostaria de ver mais desse autor.

    • Zelda
      3 de abril de 2014

      Fernando, boa noite.
      Creio que devo tirar umas férias. Ou mesmo parar a produção dos textos. Se escrevo um conto grande: “Há partes a serem cortadas, são desnecessárias e o texto está cansativo”. Se escrevo um conto pequeno: “Subdesenvolvido, incompleto, não merece o meu voto”. Vejo que todas as formas as quais exploro os textos não são suficientes para agradar o leitor. Devo deixar este lado de “escriba” e ser apenas observador; um simples leitor.
      Bom… Esta foi a minha última participação no Entre Contos.
      Agradeço a todos pelas observações feitas.
      Aos administradores, vida longa e próspera.

      • Fernando Abreu
        3 de abril de 2014

        Zelda, não acho que você deve parar de participar. Dei apenas a minha opinião sincera a respeito do conto, só isso.

      • Gustavo Araujo
        3 de abril de 2014

        Prezada Zelda, jamais agradaremos a todos. Ora alguns irão gostar, ora outros. E vice-versa. Repare abaixo como muita gente gostou do que vc escreveu. Não desanime. Críticas são bem vindas e nos ajudam a evoluir mesmo quando não concordamos com elas e mesmo quando são contraditórias entre si. Siga o que vc disse ao Eduardo Barão: “Tenha a certeza que continuarei escrevendo”. Esse é o espírito.

      • Eduardo Selga
        3 de abril de 2014

        Zelda, vou me meter na história. Acho que você deveria avaliar até que ponto é preciso e possível “agradar o leitor”. Essa maneira de encarar a produção textual ficcional tende a produzir textos mais ou menos iguais, do ponto de vista estético, ente vários autores. Curto, pequeno, muito denso ou nem tanto, humor ou compenetração, a presença desses elementos no texto não pode ser para satisfazer o cliente: trata-se de arte, portanto é uma escolha por trás da qual deve existir uma convicção estética. Assim, o conto é curto para, por exemplo, transmitir a ideia de urgência; longo, para mostrar agonia. Mas não porque o leitor queira.

        Acho que você deve se fazer a seguinte pergunta: que caminho estético quero percorrer ao produzir um texto em prosa ficcional? Ao fim, após todas as revisões, após ler mantendo certa distância (isso é difícil, mas a gente aprende com o tempo), pergunte-se: o texto satisfaz minha proposta?

      • Claudia Roberta Angst
        3 de abril de 2014

        Zelda, imagino que eu seja décadas mais velha do que você. Portanto, tenho alguma experiência com rejeição, desaprovação e críticas. Gosto? Não, mas preciso também do olhar torto para que os meus textos melhorem.
        Note que a crítica do Fernando também aponta para pontos positivos também: “Inegavelmente bem escrito, mostra que o autor tem habilidade e sabe o que está fazendo.” Além disso, ele ainda demonstra interesse de ler mais do seu trabalho. Para o meu conto, não foi bem assim….rs.
        Quem escreve, escreve e pronto. Precisa escrever, não é uma opção. Já pensou se Gauguin parasse de pintar quando recebesse a primeira crítica? Siga em frente ou vai ficar sufocada com tantas palavras querendo virar texto. 🙂

      • Ricardo Gnecco Falco
        5 de abril de 2014

        Zelda… Vou me meter tb… (rs!)
        Não sei se você ainda é nova, no que diz respeito a sua idade (tempo de vida), mas duas coisas são certas:
        1ª – Até determinado momento de nossa vida, nos importamos DEMAIS com o que os outros pensam sobre nós (ou sobre o que fazemos/escrevemos); isto chama-se insegurança. E é totalmente normal. Depois de um tempinho maior de estadia por aqui (na vida nossa de cada dia), passamos a nos importar muito mais com o que NÓS pensamos de nós mesmos; e isso passa a ser o nosso Norte. Então, relax…
        2ª – Esta é a mais importante. E já lhe foi dita (escrita). Apenas repito, pois é fundamental para a sua decisão: “Quem escreve, escreve e pronto. Precisa escrever, não é uma opção. Siga em frente ou vai ficar sufocada com tantas palavras querendo virar texto.”
        Simples assim… 😉
        Paz e Bem!

    • Anorkinda Neide
      3 de abril de 2014

      Olha, ando doida pra saber quem escreveu este meu conto preferido do mês!!
      até já salvei em meus arquivos, pq é o conto que li e reli mil vezes e ainda acho pouco.

      Entendo q este foi um momento rápido de insatisfação e o autor não parará de escrever.. estou orando a Santa Inspiração Literária!!!

      Tenho conversado sobre este tema de agradar ou nao agradar, realmente não dá pra agradar a todos… a pergunta deve ser remetida a nós mesmos… O texto ME agrada? Vejo nele o meu estilo, o meu jeito pessoal de contar uma história?

      As dicas aqui ajudam e nos fazem REFLETIR, assim como não vamos mudar tudo o que fazemos, pra não nos perdemos na opinião de muitos, também não vamos valorizar demais uma ‘não curtida’…

      Vamos escrevendo, pq escrever ensina.. 🙂

      Abração

  4. Wilson Coelho
    2 de abril de 2014

    Bem escrito, porém subdesenvolvido, em minha pobre opinião.

  5. Marcelo Porto
    30 de março de 2014

    Apesar de alguns deslizes na revisão é um conto bem escrito, mas a qualidade da narrativa não reside somente na escrita, precisa de um bom enredo e uma trama que faça o leitor se conectar, e isso o conto não conseguiu comigo.
    O autor sabe o que faz, mas a história não empolgou.

  6. Vívian Ferreira
    27 de março de 2014

    Outro conto bem escrito mas que não me conectou. Fiquei com a sensação de ser só o início de algo que poderá ser melhor trabalhado pelo autor, que por sinal tem uma boa escrita, gerando mais curiosidade ou expectativa ao leitor. É só uma sugestão. Boa sorte!

  7. Hugo Cântara
    26 de março de 2014

    O conto até está bem escrito, mas não me envolveu, não me prendeu enquanto leitor, tornando-se até um pouco confuso.
    De qualquer modo, Parabéns pelo conto e boa sorte!

    Hugo Cântara

  8. Eduardo B,
    25 de março de 2014

    Bem escrito? Sim.

    Mas não me envolveu. O fim me trouxe uma sensação de vazio e não consigo encarar isto de forma positiva. Me senti distante da narrativa durante toda a leitura.

    De qualquer forma, parabéns. Continue escrevendo! 😉

    • Zelda
      25 de março de 2014

      Tenha a certeza que continuarei escrevendo, Eduardo. Obrigada.

  9. Pétrya Bischoff
    21 de março de 2014

    O primeiro que li depois de duas semanas sem vir aqui, e amei! A escrita e narrativa são deliciosas, algo que me faz viajar. Senti uma indireta no comentário do Jefferson rs, e fico lisonjeada pq o conto é realmente muito bom, mas não é meu ;). Também me desagradou a ideia de um encontro com o criador, apesar de o autor não ter especificado quem o ou que o seria, mas não gosto de um criador em si. Porém, nada que tire o mérito da obra. Parabéns e bom sorte.

    • Jefferson Lemos
      21 de março de 2014

      Da forma como você descobriu tão rapidamente eu diria que foi uma direta mesmo.
      Essa coisa do criador que me deixou na dúvida.

      Sanei minha curiosidade antes mesmo do fim do desafio. rs

  10. bellatrizfernandes
    20 de março de 2014

    Uma pequena observação antes de tudo: A fala, até onde eu sei, não é um sentido. É mais como uma habilidade.
    O texto é indubitavelmente bem escrito, mas de alguma forma, leva do nada ao lugar nenhum. Os créditos me deixaram confusa: Era para ser engraçado? E as pessoas que tombaram nos minutos anteriores? Não chegaram até o caminho dourado?
    Perguntas são saudáveis, mas às vezes perguntas demais não.
    É muito bom, mas não diria que iria para o meu hall da fama.

    Parabéns e boa sorte!

  11. Thata Pereira
    18 de março de 2014

    Fala a verdade: o que esse conto tem de pequeno ele tem de bonito! haha’
    Gostei muito mesmo, apesar do escorregãozinho ali no crédito da imagem que fez com que eu terminasse de lê-lo dando gargalhadas depois de completamente envolvida com história e narração. Gostei muito!

    Boa sorte!!

    • Zelda
      18 de março de 2014

      Obrigado, querida Thata. Juro que a palavra nos créditos não foi intencional. rs. Muito obrigada por ter lido. Fico muito feliz.

  12. Amadeu Paes
    17 de março de 2014

    Também achei o conto bem escrito, mas faltou enfatizar mais o conflito, pois ele vai de forma linear, apesar de procurar fazer o leitor pensar sobre os mistérios de nossa existência.

    Não entendi o que Nietzsche e Comte tiveram haver com o conto (talvez faltou alguma citação dos mesmos para que, ao menos para mim, fizesse sentido), não ficou patente as ideias de que a ciência (positivistas), poderiam ajudar a entender os mistérios abordados no texto, ao contrário, me pareceu um texto mais puxado pro místico, coisa que Nietzsche não o é.

    Abs

    • Zelda
      17 de março de 2014

      Caro, Amadeu… Tudo bem?

      Tentei trabalhar o texto de maneira que ficasse bem abstrato, sobrenatural e místico. Levar o leitor a deixar um pouco a realidade deste nosso plano, e a pensar em uma possível existência do “outro mundo”, o outro lado. A razão da inserção de Nietzsche e Comte seria que: o primeiro luta e enfatiza a não existência do próprio “Deus”, ou seja, ela mata esta suposta teoria. Podemos ter uma pequena ideia disto em sua famosa frase: “Deus está morto.” Já o segundo, Auguste Comte, trabalha em teorias positivistas cujas: negam que a explicação dos fenômenos naturais, assim como sociais, provenha de um só princípio. A visão positiva dos fatos abandona a consideração das causas dos fenômenos (Deus ou natureza) e pesquisa suas leis, vistas como relações abstratas e constantes entre fenômenos observáveis.

      Espero ter conseguido explicar.
      Abraços e obrigado por ter lido o conto.

  13. Rodrigo Arcadia
    17 de março de 2014

    Gostei, se continuasse mais algumas linhas, ainda iria gostar. Pelo menos o texto transmite algo ao leitor a pensar, principalmente.
    Abraço.

  14. Fabio Baptista
    14 de março de 2014

    Mais um conto bem escrito, com boas metáforas e um tom poético, mas com uma pegada que não me conquistou.

    Um excelente trabalho, independentemente de ter me agradado ou não.

    Abraço.

  15. Brian Oliveira Lancaster
    14 de março de 2014

    Gostei do tom subjetivo, poético e etéreo. Não sei o motivo, mas senti um ar de tristeza e melancolia geral, mesmo após o final.

  16. Felipe Moreira
    12 de março de 2014

    A capacidade de escrever é indiscutível. O texto aborda o que todos nós pensamos ao menos uma vez por dia. Agora não sei dizer se de fato faltou ou se é apenas a curiosidade intrínseca louca por uma continuação. Tirando o calor da leitura, você terminou o texto de uma forma honesta, limpa, induzindo cada leitor a questionar por si mesmo.

    Boa sorte.

    • Zelda
      13 de março de 2014

      Felipe, tudo bem? Quem sabe deste conto não saia algo mais amplo e polido?
      Fico feliz por sua introspecção…
      Abraços

  17. rubemcabral
    10 de março de 2014

    Pareceu-me uma introdução de um texto maior, não chegou a desenvolver bem uma história, acho que faltou alguma coisa.

    Um bom conto, no entanto: bem escrito e com imagens interessantes, mas que poderia ser bem melhor ao seguir essa linha religiosa.

  18. Bia Machado
    10 de março de 2014

    Um tanto interessante, mas que poderia ter sido mais bem desenvolvido. Achei muito corrido, muito apressado pela abordagem que escolheu para o tema. Pareceu-me apenas narrado, apenas e só, ou seja, não criou impacto ou expectativas em mim quando estava lendo. Li, foi uma leitura fluente, mas só. Há quem goste desse estilo, mas para mim não funcionou muito, pois não é o que espero em um texto. Mesmo que seja “tranquilo”, quero ser surpreendida, ou sentir algo diferente com a leitura. Fica a dica para trabalhar mais nele, pois é um bom material. Boa sorte pra você!

    • Bia Machado
      10 de março de 2014

      E corrigindo, ao escrever “Um tanto interessante”, quis dize “Um texto interessante”, rs. Melhor eu ir dormir, rsss…

  19. Eduardo Selga
    9 de março de 2014

    Esse tipo de construção textual, centrada em um narrador não personagem e com pouco ou nenhum diálogo, demanda uma grande força imagética das palavras escolhidas e da organização sintático-semântica, de modo que a “visualização” das cenas se dê modo efetivo. O conjunto precisa reverberar na mente do leitor enquanto ele lê.

    Isso quase se deu nesse conto. Faltou estruturar melhor o texto dentro da organização estética pretendida, observando os fatores aos quais me referi acima ou, outra solução, reduzindo o tamanho do texto.

    No frigir dos ovos, um bom texto.

  20. Felipe Rodriguez
    9 de março de 2014

    Achei a leitura fluida, mas senti falta de personagens, imagens mais fortes e algumas histórias secundárias dando força à linha principal do texto. O cara escreve bem, sabe levar o leitor até o final do conto com facilidade, mas, não sei, fiquei com a sensação de que falta algo.

  21. Anorkinda Neide
    9 de março de 2014

    Gostei muitíssimo!
    Praticamente uma prosa… que foi me levando através dela, envolvi-me pela névoa tb, muito gélida aliás!
    O meu medo da morte resume-se a sentir frio.. rsrsrs

    Inspirado pela pintura, mas mesmo assim, não responde as questões que ela propõe. Oh céus! Será que jamais obteremos as respostas?

    Obrigada por este texto!
    🙂

    • Zelda
      13 de março de 2014

      Querida, Anorkinda… Fico muito feliz em saber que você aprovou o conto. A intenção foi que ele ficasse bem abstrato mesmo, afinal… estamos em outro plano, não?
      Abraços.

  22. Gustavo Araujo
    9 de março de 2014

    Achei bacana a premissa. O autor escreve bem, ainda que erros sejam perceptíveis ao longo do texto. O único porém é que a meu ver a história tinha fôlego para muito mais. Essa ideia de misturar o pós-vida, de considerá-lo um recomeço ao invés do fim inexorável de tudo e todos, merecia um desenvolvimento mais profundo. De todo modo, boa sorte no desafio.

  23. Claudia Roberta Angst
    9 de março de 2014

    Muito bem escrito, com descrições interessantes. Senti falta de diálogos, mas entendo que neste conto talvez não se encaixassem. O final pareceu mesmo que a esperança é a última que morre e se ela não morre, renascem todos os outros. O dia do juízo final virou o renascimento de todos. Interessante, ainda estou digerindo a história, mas achei interessante. Boa sorte!
    P.S.: erros de digitação na nota sobre a ilustração usada. Faltaram um R e um N que fizeram toda a diferença…rs. Eugène-Henri-Paul Gauguin foi um pintor francês do pós-impressionismo.

    • Zelda
      9 de março de 2014

      Obrigado, Claudia. Realmente… A falta de um “r” em uma das palavras da nota de ilustração soou um pouco pejorativo. Faço as suas anotações. Entenda como: “Pintor” e “Gauguin”.

  24. Abelardo Domene Pedroga
    9 de março de 2014

    Um conto bem escrito, o autor, ou autora sabe trabalhar muito bem com as palavras, mas sou bem honesto em informar que não me agradou. Muito subjetivo, muito abstrato, enfim, não consegui acompanhar o que seu(ua) autor(a) quis transmitir.

  25. Jefferson Lemos
    9 de março de 2014

    Um conto muito bem escrito, isso é verdade. Mas infelizmente, não consegui pegar a essência real dele. Não sei, mas faltou algo que me conectasse e me fizesse sentir mais o texto.
    Gostei da ideia, achei-a bem interessante, mas a forma como foi tratada não me agradou.

    Quando comecei a ler, imaginei que fosse uma certa autora, mas com esse final, surgiu uma dúvida. Esperarei até o fim do desafio e sanarei minha curiosidade.

    De qualquer forma, parabéns e boa sorte!

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Publicado às 9 de março de 2014 por em Fim do Mundo e marcado .