EntreContos

Literatura que desafia.

Suna Sistemo 2.0 (Bia Machado)

suna-sistemo-imagem

A menina tailandesa, o menino grego, a moça cubana, o rapaz angolano, a senhora boliviana, o homem canadense, o senhor australiano. Todos, de todos os cantos do mundo, puderam ver a chegada daqueles fascinantes e amedrontadores objetos.

Eram muitos e estavam por todo o céu, em todos os continentes, e em todos os oceanos, assim como nas regiões polares. Em alguns lugares, era a hora do pôr-do-sol. Em outros, um dia estava nascendo. Quem estava dormindo acordou com o barulho que era como uma nuvem furiosa de gafanhotos. Quem estava indo para o trabalho esqueceu-se do caminho diário. Quem já estava fora de casa parou, onde quer que estivesse. Eram bilhões de pessoas unidas apenas por uma interrogação: o que estava acontecendo?

Curiosamente, eram idênticos à forma como se apresentavam nas montagens, nos filmes, na imaginação de quem tinha essa dúvida: centenas e centenas de naves em forma de disco. Discos voadores, a grande maioria definiu assim. Eles representavam, finalmente, a certeza para uma dúvida que sempre existira: os extraterrestres eram reais. E lá estavam.

Após alguns instantes de êxtase coletivo, em cada um dos discos surgiu uma tela, onde uma criatura, que podia ser classificada como semelhante aos humanos em sua forma, apesar do tom amarelo bem claro da pele finalmente abriu os olhos, e era como se olhasse para cada um dos “terráqueos”. Mas aquela era mesmo sua verdadeira aparência?

Foram minutos intermináveis, até que a criatura começou a falar, primeiro em uma língua que ninguém compreendia, mas aos poucos parecendo ser traduzida para todos os idiomas existentes, podendo ser entendida por todas as nações:

… para agradecer à maioria por todo esse tempo em que estiveram conosco. O mundo de vocês, como o conhecem, tem hora para terminar. Em algumas horas o planeta Terra deixará de ser isso o que estão vivendo para se tornar outro, mais livre de erros e com seres mais bem selecionados. É uma medida absolutamente necessária, visto a iminência de uma nova guerra. Não pudemos conter as outras, mas essa não será tolerada. Estamos dispostos a combater o vírus a qualquer custo. Este planeta deixou de ser divertido há muito tempo. Salvaremos o que nos interessar, o máximo possível, mas a maioria não merece a reconstrução. Terráqueos, aguardem em paz, de nada adianta o pânico. Não somos perfeitos, mas ainda somos o Criador. E como tal, faremos valer nosso comando. Saudações keplerianas.”

Após o discurso as telas foram recolhidas e todas as naves desapareceram, como se fossem apenas uma miragem.

Anupam e Jesminder estavam entre as pessoas que acompanhavam pela televisão todo aquele discurso que parecia não ter muito sentido em várias partes. Mas a parte que dizia que “em algumas horas o planeta Terra deixará de ser isso o que estão vivendo” tinha sido muito bem entendida.

— Ele disse que o planeta vai acabar? Foi o que ele disse, não foi, Anupam?

– Deve ser algum erro dessa tradução, não é possível… Você está acreditando nisso tudo?

Quer a verdade? Não estou acreditando nem um pouco, nem um pouco, Anupam! Essa frase aí, “este planeta deixou de ser divertido há muito tempo” é bem estranha! No mínimo é alguma campanha publicitária para lançar algum produto novo! “Saudações keplerianas”? O que é Kepler?

O rapaz procurou no site de busca e encontrou algo, mostrando para a esposa:

– Kepler Weber, veja só, é uma empresa sim!

– Então é isso! Pura jogada de marketing, hamārē! E dessa vez, nem parece ser coisa dos norte-americanos.

– Vai ver o produtor da campanha é de lá dos EUA. Essa coisa toda está bem hollywoodiana, não está, Jes?

– Muda de emissora, então!

Em todos os canais, porém, era a mesma coisa: telejornais em sessões extraordinárias, cobrindo a aparição em massa dos discos voadores. O planeta seria mesmo destruído em menos de um dia?

Da mesma forma que Anupam e Jesminder, muita gente duvidou. Uma grande parte, pelo contrário, acreditava em tudo o que os olhos e ouvidos tinham visto e escutado, principalmente quando um porta-voz da Kepler Weber veio a público para informar de que não, não eram os responsáveis pelo extraordinário espetáculo. A curiosidade aumentou ainda mais quando algumas pessoas afirmaram que a língua utilizada no começo do discurso nada mais era do que o esperanto. Somente isso bastou para que alguns religiosos fervorosos enxergassem alguma conspiração naquilo tudo. A figura vista na tela não tinha se autodenominado como “Criador”? Heresia! Tremenda heresia!

O que ajudou a fazer com que cada um pensasse sobre tudo aquilo da forma como quisesse foi o fato de que nenhum país se pronunciara a respeito, nem a ONU, nem a NASA. Os únicos que falavam sobre o assunto publicamente eram os estudiosos, chamados às pressas pelos canais de televisão, tentando compreender o que afinal tinha acontecido. E as emissoras, é claro, torciam para que aquela situação durasse o máximo de tempo possível. E, no dia seguinte, caso confirmassem se tratar de uma grande mentira, ou alucinação coletiva, já tinham a pauta pronta com o que devia continuar prendendo a atenção dos senhores telespectadores.

Bom mesmo se o Criador não passasse de um ilusionista, ou algo do tipo. Uma entrevista com aquele louco renderia ótimos índices de audiência. E cada canal só esperava que tudo não passasse apenas de estratégia do concorrente. A briga pela audiência tinha alcançado níveis extremos naqueles últimos meses, por causa da terceira guerra mundial em vias de acontecer. Era a realidade, nua e crua.

O chamado do interfone tirou a atenção do jovem de sua tarefa. Digitou o código do aparelho fazendo com que na tela aparecesse a imagem de um homem cabeludo, com as mãos no bolso.

–Oi?

— Ah, oi – respondeu o homem, tirando as mãos do bolso. Estou procurando Johano Savinto. É da Suna Sistemo, assistência técnica.

— Pode subir. Trigésimo quinto andar – respondeu o adolescente, depois de ver que o detector tinha validado a declaração do desconhecido. Antes que o técnico aparecesse no hall do apartamento certificou-se de que estava tudo em ordem na sala de jogos. Tirou também os óculos de conexão, antes de sair procurando o outro: onde é que tinha colocado? Quase não os usava, já que sempre jogava sozinho. Deu-se conta de que o técnico do Suna certamente teria um à mão para fazer os reparos necessários.

Foi até o hall e encontrou o cabeludo esperando, mascando chicletes e com uma lente virtual em um dos olhos.

— Oi, eu sou Johano Savinto. Fui eu quem ligou para a Suna, pedindo a assistência.

— Oi, Johano. Sou Flavo – ele observou o adolescente e tentou imaginar quantos anos tinha. Não devia ser mais do que cinquenta e cinco. A forma como se expressava, porém, dava a impressão de que tivesse mais de sessenta, bem mais. Talvez o tom da pele, negra, como já era incomum naqueles dias, ajudasse para tal impressão. O que será que aquele nerd queria? As pessoas costumam ligar para a Suna só quando a coisa é bem complicada mesmo. O que é que manda?

— Vamos até a sala onde está o equipamento.

— Certo.

Flavo se admirou da arquitetura do apartamento. Ultimamente as pessoas preferiam mais praticidade, menos espaço, já que iam para casa praticamente apenas para dormir, passando o dia todo fora, em variadas atividades. Não eram apenas os keplerianos que estavam agindo dessa forma, já tinha ouvido falar de algo similar que os arturianos faziam há mais tempo. Viviam com o básico em suas habitações, mas ali o básico pelo visto não estava em destaque. Por isso, mais espantoso do que ver que Johano tinha uma sala de jogos particular anexa ao seu dormitório foi notar que o adolescente tinha, sim, um Suna Sistemo, mas não o 5.0, a versão mais atual e cheia de opcionais futuristas. O do jovem ainda era a versão 2.0. Algo que tinha saído de linha há muito tempo, pelo sistema vulnerável demais a vírus.

— Opa! Um 2.0! Relíquia, hein?

— Pois é. Era do meu pai. Ele me deu quando eu tinha quarenta anos, quando achou que eu já conseguiria entender a dinâmica do jogo.

— Podia trocar por um 5.0, mais barato do que consertar esse. Deve ser vírus, o problema?

— Acertou na mosca. Vários, na verdade. Não estou dando conta de fazer backup. Quero resetar o sistema. Tem como?

— Acredito que sim… Posso? – Flavo pediu permissão antes de começar a mexer na tela afixada na parede. Ao seu toque, o jogo ligou e a imagem principal apareceu. Lá estavam, os nove planetas e seus satélites e a estrela ao centro. Era a segunda vez que mexia em um 2.0 e, na vez anterior o dono tinha feito o upgrade para a versão 4.0. Pegou em seu bolso os óculos de conexão antes de continuar e ajustou para a configuração daquela versão. É, tem um porém quanto ao 5.0: a Terra foi excluída. Dava muito erro de configuração.

— É o meu preferido. Por isso não troco pelo 5.0 – confessou Johano. É um planeta muito bonito. Gosto também de Júpiter e Saturno, mas sei lá… a Terra é bem parecida com nosso planeta de origem, não é?

— É verdade. Dizem que o criador do Suna o fez à semelhança do planeta de onde nossos ancestrais vieram. Que pena que está dando tanto problema… Bem, garoto, é só resetar e configurar a Terra, ou tem mais coisa que quer fazer?

— É, é só isso. Já passei para um drive os arquivos de extensão .SER que diziam que eu podia copiar.

— Quantos arquivos copiou? – perguntou Flavo, digitando alguns comandos sem tirar o olho da placa.

Johano parece verificar a quantidade mentalmente, antes de responder:

— Não chegou a três milhões. A maioria foi de arquivos de seres humanos ainda crianças, procurei copiar um pouco de cada etnia, em partes iguais. Mas também precisava de adultos, né? Então escolhi um casal de cada profissão que acho importante que a nova versão tenha: professores, agricultores, engenheiros, juízes, médicos, carpinteiros, músicos, enfermeiros, atletas, pescadores etc… Tudo deu… Uns dois milhões e quatrocentos, não chegou a três milhões, faltou muito pra isso.

— Bancou o Noé, então? – Flavo riu.

— É um dos meus personagens prediletos, ao lado de Moisés. Penei para passar a fase do dilúvio. As fases das pragas do Egito e de escrever nas tábuas também foram bem complicadas. Precisei da ajuda da minha irmã para criar leis que combinassem com o momento que eles viviam. Não sei por que enfatizam tanto essa tarefa, se depois essas leis quase que ficaram de enfeite…

— Ah, mas essas não eram nada de mais se a gente for compará-las com as fases das guerras, concorda?

O rapaz ouviu o comunicador chamar. Era sua mãe, dizendo que passaria em vários lugares com seu pai e não sabiam quando voltaria. Pediu para o filho avisar a ela se a irmã de trinta e quatro anos não chegasse até a hora combinada, era ainda muito jovem para ficar mais tempo na rua do que o combinado. Quando desligou o comunicador foi que enfim respondeu à pergunta de Flavo.

— Pois é, meu problema está todo aí. Os vírus atacaram justamente essas etapas do jogo. Como pode ver, a coisa fugiu do controle e quando eu consegui arrumar, não foi da melhor maneira. Até lá, houve muitas mortes. Os humanos parecem estar enlouquecidos. E a coisa só piorou. Esse tempo todo estive tentando dar um jeito nisso, mas não consegui.

— Bem, não é o habitual, mas dá para tirar essas fases de guerra dessa nova configuração. Aliás, o que eu vou fazer pra te ajudar é justamente isso: tirar a guerra, substituir por jogos olímpicos, o que acha? Assim qualquer disputa será resolvida por meio de torneios esportivos. É o que já é feito no 5.0. Dá para escolher também a partir de qual período histórico quer reiniciar o jogo, só que é claro que as ações não se repetirão, serão novas ações.

Johano pensou a respeito sobre qual época seria mais interessante. Acabou optando pelo final do século XX, talvez receio de que, colocando um século atrás, ou um pouco mais, o vírus pudesse se repetir.

— Coloque no ano 2000 mesmo. Ao menos assim eles não terão todo o registro histórico perdido. Fiz backup de umas passagens interessantes, como a construção das pirâmides e as primeiras viagens marítimas, além da maioria das invenções.

— Certo, certo… Sobre a quantidade que você disse que salvou, é bom não colocar a quantidade toda mesmo, para não sobrecarregar.

— Mas daria para colocar mais, se eu quisesse?

— É arriscado. Eles se reproduzem muito rápido. Essa Terra com 9 bilhões de habitantes está sobrecarregada demais. Os marcianos não chegaram nem a um milhão ainda!

— Talvez eu coloque um pouco mais…

— Bem, rapaz, fica por sua conta, está bem? Não pode dizer que não foi avisado. Mas parece que, apesar de tudo, você administrou bem o seu Suna Sistemo, a maioria dos que tem versões até 4.0 só conseguiu chegar até a fase da Revolução Francesa! Hehe, pode até trabalhar na empresa quando for adulto!

— Na verdade é o que pretendo. Ou, quem sabe, criar o meu próprio jogo de realidade virtual?

— Concorrência para o Suna? Pô, se for mesmo, qualquer coisa me chama! Faz tempo que estou nessa empresa, queria novos desafios!

Depois disso, Flavo ficou alguns minutos sem falar nada, apenas fazendo testes e refazendo cálculos. Quando voltou a falar, foi para terminar a configuração:

— Vamos lá, só para conferir: quanto à parte física, vai modificar alguma coisa?

— Não, pode deixar assim mesmo. Bem, espere aí, dá pra reconstruir a camada de ozônio?

— Dá, sim… Vou fazer isso agora. Vou amenizar o gás carbônico das grandes cidades também. Imagina a gente vivendo no meio dessa fumaça toda? – digitou alguns comandos para fazer o que Johano pedira. – E quanto às religiões?

— Pode zerar. Vou resolver isso de outra forma.

— Quantidade de vidas por pessoa, vai mexer nisso também? Tempo de vida, acha bom estipular um limite?

— Hum, pode deixar sete vidas para cada um mesmo. Quanto ao tempo de vida, sei lá… Acho que estourando uns 120, podendo esticar um pouco mais, dependendo da pessoa…

— Certo. E idiomas?

— Coloca todo mundo sabendo todas as línguas, dá?

— Dá, sim. Podia colocar apenas o esperanto pra todos eles, não seria melhor? – propôs Flavo.

— Também pensei nisso, mas a questão é que aí não conseguiriam ler o material impresso que foi produzido…

— É, verdade…

Depois de mais alguns comandos configurados, Flavo finalmente fez uma expressão de que estava tudo resolvido.

— É isso, vou desligar agora. A Terra como está no momento vai sumir do mapa. Positivo?

Johano apenas concordou com um movimento de cabeça, sem pensar muito. Aliás, pensava no que os seres humanos estariam fazendo bem na hora em que o sistema fosse desligado. Certamente não teriam tempo para nada. Seriam apagados, todos, como se nem mesmo tivessem existido naquele jogo. O que pensariam a respeito, se descobrissem como seria o final da vida deles? Pensava, principalmente, naqueles que detinham quase todo o poder em suas mãos, aqueles que se julgavam verdadeiros deuses, pois bastava um apertar de botão que tudo iria pelos ares. Para esses, não haveria recomeço. Johano tinha selecionado muito bem os arquivos que estariam na próxima configuração.

O técnico desligou o Suna e aguardou alguns minutos, enquanto verificava seu aparelho conector em busca de mensagens que alguém pudesse ter enviado a ele. Quando passou o tempo mínimo de espera, religou a tela e começou a explicar para o jovem como deveria proceder dali para frente.

— Bom, jovem, o que eu podia fazer está feito. Espero que dê tudo certo daqui em diante. Sugiro que adquira o antivírus da Suna, ele atualiza frequentemente e é uma segurança a mais. Esse que veio com o 2.0 não garante mais nada. Só entrar na página da empresa, pagar e fazer o download no seu sistema, certo? Se nem isso resolver da próxima vez, o jeito vai ser fazer upgrade para o 5.0. Mas se você mantiver o backup dos arquivos de extensão .SER sempre atualizado, se precisar migrar para o 5.0 é só coloca-los no novo jogo, só que em outro planeta, quem sabe até lá conseguem ajustar uma nova Terra e tudo se resolve? Pode até sugerir isso para o SAC, o que acha?

— É, a gente se afeiçoa a certos tipos, tenho que confessar…

— Sei como é… Bem, anota aí o código que vai precisar para inserir os arquivos do backup. É só ir em ARQUIVOS, depois inserir e copiar do drive, certo? Claro que não vou esperar, porque disse que são quase 3 milhões…

— Vou ter que colocar um a um? – o adolescente se espantou com a ideia.

— Nem tanto, mas ele só comporta quinhentos mil por vez. E demora vários minutos para cada vez. Dá pra fazer isso, não dá?

Johano confirmou que sim e marcou os dígitos do código. Flavo também lembrou a ele que o prazo para transferência dos arquivos expiraria em dez horas, depois o código seria anulado.

— Só pra garantir que o usuário não vai sobrecarregar o sistema com um bando de arquivos, você entende, né? Senão a pessoa acaba transferindo todos os bilhões de habitantes pra lá e já viu… Depois não quer admitir que errou e vai ter que pagar mais uma assistência.

— Se eu quiser transferir um pouco mais, digamos que eu queira uns… Uns dez milhões, ainda é aceitável?

–Se for até isso, no máximo, até que não tem muito perigo. Mas cuidado, hein? Melhor transferir menos de quinhentos mil por vez, então. Metade disso é mais seguro.

— Combinado.

— É isso então, camarada. Posso fazer então a leitura do chip para creditar o valor da assistência?

Johano mostrou o comunicador para Flavo e este colocou o chip, efetuando a transferência do pagamento devido por seu serviço.

O jovem acompanhou Flavo até o hall e esperou que ele descesse pelo elevador. Depois enviou uma mensagem para a irmã, avisando a hora em que a mãe disse que chegaria. “Mas vê se não abusa, garota!”, ameaçou-a. Depois foi correndo para a sala de jogos. Pensava apenas no tempo que tinha.

Estava tentando fazer os cálculos. Eram pouco mais de nove milhões que ele precisava recolocar no jogo. Colocando trezentos mil a cada vez precisaria de em torno de uns trinta uploads! Fez o primeiro para calcular a média de tempo. A tarefa foi realizada em vinte minutos. Ou seja, eram as dez horas exatas que ele precisava. Em alguns uploads, colocaria cem mil a mais, só para garantir que não haveria nenhuma surpresa. Ficou só observando os nomes subindo na tela.

*PRILABORADO DE TASKOJ…

/

**ENSOVU DOSIERO:

/

ADEWALEAKINNUOYE-AGBAJE.SER /

ANADEALMEIDASILVA.SER /

BIAMACHADO.SER /

CLARENCEVANDEER.SER /

CLAUDIAANGST.SER /

EDUARDOSELGA.SER /

FRANKBACURAU.SER /

GUSTAVOARAUJO.SER /

JEFFERSONLEMOS.SER /

MILAGROHERNANDEZ.SER /

PEDROLUNA.SER /

PIERRELEBLANC.SER /

RUBEMCABRAL.SER /

SAMIRMUSTAFA.SER /

THAISPEREIRA.SER /

VITORTOLEDO.SER /

YURIMIKHAILOVICH.SER /

[…]

E assim, foram colocados os arquivos do primeiro drive. Faltavam os outros dois drives, o segundo tinha apenas algumas dezenas de arquivos, de arquivos que já tinham sido deletados do jogo, mas que antes disso ele tinha feito backup, planejando voltar a usá-los, só não sabia como, pois o único jeito seria se compactuasse com a tal ideia do Juízo Final, quando todos retornariam, mas… Não. Não, não.

PRILABORADO DE TASKOJ…

/

ENSOVU DOSIERO:

/

ALBERTOSANTOSDUMONT.SER /

AMELIAEARHART.SER /

ANTOINEDESAINTEXUPERY.SER /

CLARICELISPECTOR.SER /

EDGARALLANPOE.SER /

ELISREGINA.SER /

ELVISPRESLEY.SER /

EVITAPERON.SER /

GIOVANNIDIPIETRODIBERNARDONE.SER /

IRENASENDLER.SER /

JANUSKORCZAK.SER /

JESUSCRISTO.SER /

JOANNADARC.SER /

JOHNLENNON.SER /

LEONARDODAVINCI.SER /

MAHATMAGANDHI.SER /

MARIECURIE.SER /

MARTHINLUTHERKING.SER /

NZINGAMBANDINGOLAKILUANJI.SER /

OSCARSCHINDLER.SER /

[…]

A transferência tinha sido realizada com sucesso. Pegou o terceiro e último drive. Tinha o triplo da capacidade dos outros dois e estava ocupado em mais da metade.

PRILABORADO DE TASKOJ…

/

ENSOVU DOSIERO:

/

ANNAWEINBERGER.SER /

ANNELIESMARIEFRANK.SER /

ANORKINDANEIDE.SER /

AYUMIYAMAMOTO.SER /

BERLHERBST.SER /

BERTAHUSCHAK.SER /

ESTHERRAABB.SER /

FRYMETANEJMAN.SER /

GABRIELMANFRED.SER /

HARUKIIKEDA.SER /

HELENAGOTTDENKER.SER /

IVANWILHEIM.SER /

NATSUMIYOSHIDA.SER /

NOBUOWATANABE.SER /

REIKOSATO.SER /

SABINADERMAN.SER /

SARAJUDIN.SER /

SATORUMAEDA.SER /

SHIGERUMORI.SER /

SHLOMOJUDIN.SER /

TETSUONAKAYAMA.SER /

YOKOWADA.SER /

[…]

Seis milhões, duzentos e vinte mil. Ali estavam os seis milhões de arquivos provenientes do Holocausto da Segunda Guerra Mundial, assim como os duzentos e vinte mil dizimados pelo vírus em formato de bombas atômicas jogadas em Nagasaki e Hiroshima. O vírus mais mortal enfrentado pelo planeta Terra no Suna Sistemo 2.0. Capaz de sofrer mutações, capaz de se multiplicar de forma devastadora. Agora havia uma chance. Claro que Johano faria uma cópia de todos eles, não podia correr o risco. Faria backup semanalmente, já que uma semana kepleriana correspondia a vários anos dentro do jogo.

Foi lendo o nome dos arquivos .SER que ele finalmente adormeceu. Nem viu quando sua irmã chegou, entrou na sala de jogos e balançou a cabeça, desaprovando aquela vida que o irmão levava. “Um dia ele vai enjoar desses joguinhos bobos”, pensou consigo mesma. Depois foi correndo para o quarto, colocar o pijama e se deitar, agindo como se estivesse ali há um bom tempo.

Meia hora depois seus pais chegaram e ficaram felizes por ver que estava tudo em ordem. O pai de Johano viu que o sistema acusava “transferência concluída com sucesso”, perguntando: “Deseja iniciar uma nova partida?”

Há quanto tempo ele não jogava Suna Sistemo? Apertou SIM e colocou os óculos de conexão. Depois de algum tempo, chamou pela mulher, que veio logo em seguida.

— Querida, lembra do John Lennon, de quando a gente jogava o Suna Sistemo?

— Lembro, lembro sim. Aquele que morreu daquela forma tão triste…

— Pois é. Não sei o que foi, mas… Imagino o que seja, mas… Larga tudo que está fazendo agora e vem assistir comigo ao show dele da virada do século?

— Show na virada do século?

— É, de 2000 para 2001, no planeta Terra. Ao vivo, na Alemanha. E sabe quem é a presidente atual desse país? Aquela menina, a do diário… Cadê os outros óculos de conexão?

………………………………………………………………………………….

– Notas

Em esperanto:

* – Processando tarefa

** – Enviando arquivo

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80 comentários em “Suna Sistemo 2.0 (Bia Machado)

  1. Bia Machado
    6 de abril de 2014

    Como o Markon Rusa diria: “Valeu aí, pessoal! Só posso agradecer pelos comentários todos, foi mais do que esperava! Todos vocês merecem um backup!” =D

  2. giulialisto
    5 de abril de 2014

    Eu adorei! Tá sem dúvida entre os meus favoritos! Achei a ideia muito original, o conto bem escrito e o final genial.
    Adorei que o (a) autor (a) se preocupou em fazer o nome dos arquivos, deu um toque a mais no texto. Parabéns e boa sorte!!

  3. Vívian Ferreira
    3 de abril de 2014

    Ah adorei o teu conto! Está entre os meus favoritos. A narrativa fluiu muito bem (sou das que gostam de diálogos) e sua abordagem do tema recorrente foi muito criativa. Meus sinceros parabéns!

    • M. Rusa
      3 de abril de 2014

      Pô, bacana, Vivian! Grato pelas palavras. Eu gosto de diálogos também, mas sabe que já não tanto quando há diálogo em excesso… Só que acho que nessa história foi meio que inevitável, visto o espaço que eu tinha e a necessidade de explicações… Bem, talvez pudesse fazer de outra forma, mas valeu! =D

  4. Alexandre Santangelo
    2 de abril de 2014

    Acho esse um tema muito espinhoso e mesmo assim gostei. O autor teve coragem. Muito bem escrito. Parabéns

    • M. Rusa
      3 de abril de 2014

      Olá, Alexandre! Olha, se eu te disser que pensava que ia ser malhado por vários motivos (tamanho do texto, explicações demais, tema batido – a invasão no início), acho que o retorno está sendo ótimo! Preciso escrever mais contos espinhosos, com tramas doidas que me aparecem, hehe. Valeu a leitura!

  5. Gustavo Araujo
    1 de abril de 2014

    Achei o conto excelente. Apesar da ideia batida de sermos uma projeção – marionetes em um jogo de seres superiores – o enredo me pegou logo de cara. Até porque ser escritor (ou aspirante a) tem muito disso, de criar, de desenvolver e de extinguir os nossos pequenos mundos. Identificando-me assim ficou fácil de prosseguir na leitura. O desenvolvimento é muito bom, com destaque para os diálogos que soaram naturais e ao mesmo tempo explicativos. Como ponto a ser melhorado num futuro desdobramento do enredo, sugiro uma maior atenção aos terráqueos – algo que nos levasse a vivenciar seus dramas, sabendo, por tabela, que seriam projeções do Suna 2.0. Mas isso, claro, é o famoso “plus a mais”, como diria um amigo meu. Do jeito que está já está muito bom 😉 Parabéns.

    • M. Rusa
      3 de abril de 2014

      Anotada a dica, Gustavo! O início foi difícil mesmo, como disse em outro comentário, porque eu queria ir logo para “os finalmentes”, embora soubesse que aquela parte era importante. Esse começo da invasão foi bem complicado, muito mais que o restante… E quando o conto passou do limite, não hesitei em mexer onde? Logo “ali”, hehe…

  6. fernandoabreude88
    1 de abril de 2014

    Achei muito válida a brincadeira com os nomes do pessoal da Entrecontos, me divertiu. Narração impecável, personagens muito bem desenhados e um senso de humor que não ultrapassa os limites do bom senso, sendo algo marcante para o conto. Parabéns pelo texto, acho que estará entre meus 10 escolhidos.

    • M. Rusa
      3 de abril de 2014

      Opa,valeu aí, Fernando! Pode ter certeza de que me diverti escrevendo esse conto. Agradecido pela leitura. 😉

  7. Wilson Coelho
    30 de março de 2014

    Texto muito divertido a partir do plot twist. De inicio eu estava me enfadando um pouco, porém melhorou muito a partir do ponto em que conhecemos sobre a simulação.

    • M. Rusa
      3 de abril de 2014

      É, o começo é algo que eu quero mexer. Na verdade, o mais difícil do conto foi o início, até porque não sou acostumado a escrever esses contos de invasão, é um tanto batido pra mim.

  8. Eduardo B.
    24 de março de 2014

    Muito criativo e bem escrito. Achei certas passagens um tanto arrastadas, mas o mérito do autor é indiscutível. Parabéns.

    • M. Rusa
      3 de abril de 2014

      Valeu, Eduardo! Esses “arrastões” tem como consertar depois, com mais tempo e mais espaço, ou mais tranquilidade, hehe.

  9. Hugo Cântara
    20 de março de 2014

    Gostei da ideia, embora o conto se tenha tornado um pouco massudo e prolongado na minha opinião. Parabéns e boa sorte!

    • M. Rusa
      3 de abril de 2014

      Opa,valeu aí. Verdade, ele se prolongou mais do que eu queria também, mas não posso negar que foi muito bom escrevê-lo!

  10. hugo235
    20 de março de 2014

    Ideia interessante. A conversa sobre o suna sistem tornou-se massiva e prolongada. Mas há que reconhecer a originalidade do conto. Parabéns e continua! Cumps

  11. Weslley Reis
    17 de março de 2014

    A primeira coisa que me chamou atenção foi como o tamanho não fez a menor diferença. O texto me levou sem que eu tomasse conhecimento e quando me dei conta, fim.

    A narrativa é envolvente e achei a história bem criativa. Não é uma tema tão batido e foi bem explorado.

    Até o momento foi a minha melhor leitura.

    Parabéns ao autor.

    • M. Rusa
      3 de abril de 2014

      Valeu pelo comentário. Que bom que o conto o agradou, fico feliz.

  12. fmoline
    15 de março de 2014

    Interessante.
    Apesar deste comentário ser pobre, expressa tudo que eu senti, mero interesse.

    • M. Rusa
      17 de março de 2014

      “me.ro1
      adj (lat meru) 1 Simples. 2 Genuíno, sem mistura.” – Obrigado aí, pelo mero comentário, então.

  13. Brian Oliveira Lancaster
    14 de março de 2014

    Muito criativo, no sentido da escrita. O começo dá certa emperrada (do meu ponto de vista), mas depois a “assistência técnica” toma conta do contexto. E aí não parei mais de ler. Várias coisas me surpreenderam. Alguém mencionou Age of Empires – lembrei disso na hora (e aquele jogo obscuro do Snes, Populous).

    • M. Rusa
      17 de março de 2014

      Bacana, cara. É, esse começo me deu medo, hehe. Foi difícil escrevê-lo, querendo ir direto para a parte da assistência. Foi um exercício bom, no final das contas.

  14. Fabio Baptista
    13 de março de 2014

    É um conto bom e bem escrito.

    Evidente que a abordagem não é inovadora, mas qual abordagem é hoje em dia? Qual história pode ser considerada 100% “inédita”?

    Dentro desse contexto, em que “todas as histórias já foram escritas”, achei a ideia
    bastante criativa.

    O tom meio “informal” da narrativa não é o meu preferido, mas mesmo assim a trama me agradou.

    Abraço.

    • M. Rusa
      17 de março de 2014

      Grato aí, Fabio. Também penso assim, com relação à inovação. O jeito é procurar escrever o que se quer, da forma mais criativa possível.

  15. Marcelo Porto
    12 de março de 2014

    Bom demais!

    Finalmente uma Ficção Científica de raiz, num tema que é um prato cheio para segmento, ainda mais na mão de quem sabe o que faz.

    Dos que li até agora é o melhor. O enredo é muito bem desenvolvido, não sei se foi o meu tablet, mas no itálico (inicio) comeu toda a acentuação e complicou um pouco a minha progressão, mas nada que atrapalhasse o prazer de chegar ao final com um sentimento bom de ter investido o meu tempo em algo prazeroso.

    O tema é recorrente e me lembrou outras tramas que já vi ou li, porém a maestria do autor tornou a história uma novidade saborosa.

    Parabéns!

    • M. Rusa
      17 de março de 2014

      Opa, aqui a acentuação está toda correta, que pena que aconteceu isso no tablet. Ainda bem que não atrapalhou a leitura. Valeu pelo gentil comentário!

  16. Pedro Luna
    11 de março de 2014

    Antes de ler, eu passei o olho no conto e me perguntei: que porra o Adebisi da série OZ está fazendo no conto? kkkkk.. E depois que vi o nome do pessoal saquei logo a parada.

    Eu gostei do conto. Apesar de algumas partes do diálogo terem me soado cansativas e informativas demais, não manchou o resultado final. Foi sem dúvida um bom trabalho, criativo. Parabéns 😉

    • M. Rusa
      17 de março de 2014

      hehehhehe, para mim ele é o Mr. Eko, de Lost (Lostmaníaco para sempre!). Fiquei imaginando se alguém ia se ligar nisso, hehe. Quanto aos diálogos informativos, tenha certeza de que eu tentei suavizar a coisa ao máximo, cara. Mas não deve ter funcionado 100%, fazer o quê. Valeu pelo comentário.

  17. Marcellus
    10 de março de 2014

    Gostei bastante do texto, que carece de uma pequena revisão, mas tem força suficiente para prender o leitor até o final.

    Me lembrei de imediato do filme “The Thirteenth Floor”, talvez o autor o conheça.

    De qualquer forma, está entre os meus prediletos do mês. Parabéns ao autor!

    • M. Rusa
      17 de março de 2014

      Opa, valeu pelo comentário. Eu sou assim: reviso, reviso, e quando post, sempre acho mais coisa que passou batido. Ainda bem que o pessoal avisa e eu mesmo já mexi em algumas coisas depois da postagem. Não vi esse filme não, vou conferir!

  18. bellatrizfernandes
    9 de março de 2014

    MUUUUITO BOM!
    Estou até sem palvras! Até aqui é o meu campeão! Personagens vibrantes, bem estruturado, bem explicado, bem polido! Sem observações, sem críticas e nem meias palavras! Incrível!
    Reconheci alguns nomes do primeiro drive, hein!
    Eu acho que tenho até um palpite de quem escreveu…
    Mas enfim, parabéns!
    Ganhou meu voto no fim do mês!

    • M. Rusa
      17 de março de 2014

      Ó, será que seu palpite está certo? Quero saber depois! Valeu pelo comentário, moça!

  19. Bia Machado
    8 de março de 2014

    Muito bom, no começo achei enorme, até fui ali fazer algumas coisas antes de ler, mas quando comecei a leitura, o ritmo fluiu, acredito que a dinâmica dos diálogos tenha ajudado a tornar toda essa parte técnica menos complicada, e o resultado ficou muito bacana! Algumas coisas escaparam da revisão, mas é só ter um pouco mais de atenção quando for fazer isso. No geral, gostei muito! Valeu pelo upload, rsss…

    • M. Rusa
      17 de março de 2014

      É, ele ficou maior do que eu esperava mesmo. No começo, achei que ia usar metade, pouco mais de 2000 palavras. Deu até pra inserir umas bobeirinhas antes de enviar, hehe. Valeu!

  20. Eduardo Selga
    7 de março de 2014

    Se o humor fosse o meu forte, talvez dissesse que a nomeação dos arquivos foi um recurso eleitoreiro. Mas para não parecer arrogante, direi que minha vaidade, ainda que pouca, cedeu à simpatia do(a) autor(a).

    Feito o agradecimento, vamos lá.

    O texto é bem construído, até com alguns refinamentos, como o rodapé de notas, que também faz parte do conto. ele não é um apêndice, como pretende dar a entender. Outro refinamento é, por certo, a ideia dos uploads, fugindo, de maneira feliz, ao gênero. É bom lembrar: na atual literatura tem sido cada vez maior essa fuga e em alguns casos, como temos aqui, funciona muito bem.

    Mas o enredo não apresenta grandes novidades, quando se trata de a Terra ser um jogo ou uma projeção. Não que seja preciso o autor criar um espetáculo de originalidade a cada conto produzido, mas o uso de uma ideia já gasta precisa apresentar alguma inovação em seu uso, que não seja apenas o aspecto formal.

    Eu detesto John Lennon. Mas isso não tem a menor importância.

    • Pétrya Bischoff
      7 de março de 2014

      Tive que me manifestar… Detesta John Lennon?!
      Deu até uma dor no peito *tsc tsc*

    • M. Rusa
      8 de março de 2014

      Eu concordo com relação ao enredo. Ele é bem simples, pertence ao “mais do mesmo”, talvez? Quase certo de que sim. A única certeza é a de que me diverti muito criando esse texto, e só por isso já valeu a pena tê-lo escrito. Agora, me deixou curioso, por saber o que para você seria inovação. Eu não faço a menor ideia, hehe, ainda mais se referindo ao tema “fim de mundo”, um tema que acho espinhoso. Pode estar certo de que os nomes dos colegas aqui não teve nada de eleitoreiro. Tenho uma dificuldade grande com a criação de nomes, apenas pensei: “acho que vou pegar esses nomes que estão aí, à mão, haha, já que se pegasse os de familiares ou de amigos de rede social daria muito na cara, creio eu. Aí fui colocando os que eu lembrava. Pô, detesta John Lennon? Bah, cada um é cada um, tranquilo. Nesse caso, confesso, coloquei-o porque sou super fã do cara. Valeu, camarada.

      • Eduardo Selga
        8 de março de 2014

        M. Rusa,
        Foi uma brincadeira que fiz com a sua ideia, por sinal muito boa. Além disso, não há nada de mais em tentar conquistar a simpatia do leitor, posto que isso é uma competição.

        Não existe, na literatura contemporânea, um texto cuja ideia seja completamente original, no sentido de que nunca tenha sido expressa antes por escrito. Tudo já foi escrito, e o que os autores fazem são releituras e recombinações de ideias já usadas. Quase toda a heroína das novelas, por exemplo, são atualizações de Cinderela ou similares; o protagonista que se encontra em apuros e dele é salvo pela intervenção feminina é a releitura da estória de Ariadne, Teseu e o Minotauro.

        Então, quando se fala em originalidade é preciso ter isso em mente: é um mito, ao menos parcialmente, non qual muitos gostam de acreditar. O que um analista literário pede quando se refere a isso é que uma ideia já usada antes não seja usada da mesma maneira que foi antes. Ou seja, é preciso que o leitor, no máximo, apenas se lembre da ideia original, mas não considere o novo texto uma versão pálida desse original.

        Um tema como o fim do mundo é prato cheio para as ideias gastas, porque é um dos grandes fantasmas da humanidade, desde sempre. Narrativas que falam disso são encontradas em tempos anteriores a Cristo. Com a tecnologia tomando conta, o fantasma ganhou versões adequadas à nossa época. Uma delas é o planeta sendo projeção ou brinquedo de uma espécie alienígena. A sua inovação foi incluir nessa ideia um aspecto formal relevante, o upload mostrado de maneira que lembra de fato um upload, em função do tamanho da fonte e da sucessão de linhas curtas. Foi uma novidade na forma da apresentação da ideia, mas não uma ideia nova, o que seria praticamente impossível com esse tema para qualquer autor, independente de sua experiência.

        Quanto ao Lennon, não é de nenhuma maneira defeito citá-lo. Pelo contrário, é uma qualidade no texto, na medida em que ele se tornou um ícone do que seria uma vida em harmonia com o universo, pelo que ele pregava. Eu, na verdade, não gosto do que ele passou a representar desde que foi engolido pela indústria cultural. Mas isso é uma longa história.

    • M. Rusa
      8 de março de 2014

      Entendi, Eduardo! Bacana, e valeu pela paciência de me explicar! Isso é o que vale a pena por aqui!

  21. Thales Soares
    7 de março de 2014

    Acabei de perceber que o autor deste conto é um dos autores fixos do blog.
    A maneira como o texto está perfeitamente formatado, com as palavras totalmente alinhadas, e mudança de fonte no decorrer da história… parece que a pessoa que fez a história foi escrevendo diretamente com a ferramenta de postagem do blog, para usar todos esses recursos. No último desafio que participei, nem o itálico eu consegui ativar no meu texto.

    Claro que posso estar enganado… a confirmação virá somente no dia do resultado do desafio. Ai eu direi “Ahá!! Eu sabia!!”. Ou eu ficarei quieto e torcerei para que ninguém se lembre de minha teoria.

    • Thales Soares
      7 de março de 2014

      O modo como o(a) autor(a) decidiu homenagear a todos os fieis contribuintes do blog também é uma pista que contribui para minhas deduções.

    • EntreContos
      7 de março de 2014

      Caro Thales,

      Nenhuma pessoa, nem mesmo os autores fixos, postam textos diretamente no blog quando se trata dos Desafios. Todos os participantes, indistintamente, o fazem por intermédio deste administrador – por isso, à direita, no alto, você pode notar “postado por Entre Contos”, e não por A, B, ou C.

      Se o texto aqui comentado está “bem formatado”, como você diz, é porque o autor se esmerou na revisão. Na verdade, não há dificuldade alguma em produzir itálicos. Basta que o autor mande o arquivo do conto em formato .doc ou .odt que o editor de textos do WP converte todas as características desejadas. Não requer prática nem tampouco habilidade.

      Repare, por favor, que vários dos textos postados – não só neste certame – abusam de caracteres diferenciados como itálico, negrito e sublinhado, inclusive e principalmente por quem não é autor fixo do blog.

      Por fim, sugiro a você que se preocupe em julgar apenas o mérito das histórias postadas. Não tente justificar uma deficiência sua com um favorecimento que só existe na sua cabeça. O que mais prezamos aqui é a transparência. Ninguém é favorecido em momento algum. Colocar essa premissa em cheque, ainda mais sob argumentos pífios, carregados de um ciúme infantil, é uma ofensa a este administrador.

      Espero que você tenha entendido a razão desta intervenção.

      Obrigado.

      • Thales
        8 de março de 2014

        Hey, vai com calma aí, parceiro. Não se ofenda comigo, esse não é meu objetivo. Não estou desrespeitando ninguém e nem desobedecendo as regras. Li as regras três vezes, e em nenhuma parte dizia que eu não posso ser um chato (não que seja intencional). Minha análise sobre este conto eu fiz direitinho e já até postei aqui, pois eu sei que isso é o que realmente importa nos comentários.

        Entenda que, em momento algum, eu estive acusando vcs de abuso de poder. Claro que não! Isso nem mesmo se passou pela minha cabeça. Tudo que eu disse foi na inocência. Não sou o tipo de cara que num apocalipse de zumbi fica reclamando ou dando indiretas por achar que tem gente dormindo com um travesseiro mais macio que o meu.

        Fora isso, só estou tentando conseguir uns amigos, e vcs do Entre Contos parecem legais. Mas a forma como vcs agem as vezes faz parecer que eu estou sendo um baita cara inconveniente neste Desafio. Não que eu esteja reclamando e ameaçando de sair, longe disso. Também não estou ofendido, pois eu gosto de vocês. Estou apenas me expressando, assim como você. Todos temos esse direito.

    • M. Rusa
      8 de março de 2014

      Teoria? Todo mundo é livre pra ter a teoria da conspiração que quiser, quem sou eu pra te impedir?

  22. Pétrya Bischoff
    7 de março de 2014

    Genial! Uma ideia já conhecida -sermos um passatempo extraterrestre- porém tão bem desenvolvida que cada parágrafo é uma obra-prima. Realmente; só não teria salvo JC, e Anne Franck como Presidente ficou forçado, mas nada que tire o mérito da obra. Meus mais sinceros parabéns e boa sorte 🙂

    • M. Rusa
      8 de março de 2014

      Olá, Pétrya, agradeço muito pelo comentário, que bom que curtiu. Pô, apesar de não ser católico, ou evangélico, de ser pouco cristão, eu tenho uma curiosidade por JC, sempre acho que a verdade é totalmente diferente do que foi escrita no testamento, huahauha, vai ver quis dar uma chance pra ele mostrar quem realmente possa ser! Na hora, pensei também em colocar Anne Frank como presidente mais para afrontar o Hitler que qualquer outra coisa. E acho que ela seria melhor que a chanceler atual, hehe. Só divagando agora. Valeu, boa sorte pra nós!

  23. Felipe Rodriguez
    7 de março de 2014

    Gostei do conto, muito bem escrito e nos fisga frase a frase. Muito bom frasista o escritor. O começo realmente lembra o Douglas Adams e sempre acho que emular boas fontes é melhor do que arriscar e fazer mer… Gostei do personagem do adolescente e ainda mais do técnico.

    !!!!!!!!!!!!!!!!!!!SPOILER!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    A relação familiar também é bacana. Quando a irmã coloca o game como um “joguinho bobo”, o conto ganha outra dimensão. Eu só cortaria os dois últimos diálogos, terminaria no show do John Lennon como fechamento. Aquele papo da menina do diário me soou meio forçado. Parabéns pelo conto.

    • M. Rusa
      8 de março de 2014

      Pô, bacana que curtiu. Quanto ao final, acho que concordo com você, agradeço muito pelo toque! Fiquei muito em dúvida com esse final, bom quando alguém avisa pra gente.

  24. Paula Mello
    6 de março de 2014

    Nossa que conto… Adorei sua ideia,fantástico.
    Conto gostoso de se ler, narrativa bem leve e engraçada.
    A ideia de colocar os nomes dos escritores no conto foi bem legal.
    Parabéns por esse maravilhoso conto.

    Boa Sorte!

    • M. Rusa
      8 de março de 2014

      Fico agradecido, Paula! Que bom que entendeu a parte dos nomes dos escritores, na hora coloquei porque estava doido de pensar em que nome colocaria e me veio à mente: por que não os nomes do povo que sempre vejo por aqui? Não foi nada de mais, afinal, só um lance que achei divertido. Queria ver a cara deles quando lessem o nome, huaauahua! Feliz com seu comentário, só isso já valeu escrever essa doideira aí! 😉

  25. Felipe Moreira
    6 de março de 2014

    Seu conto me divertiu bastante. Achei interessante observar a partir desse ponto, por mais que ele seja cruel à nossa vaidade humana. Confesso que não estou muito familiarizado com esse gênero, mas foi bem agradável ler. Está de parabéns. Boa sorte no desafio. \o/

    • M. Rusa
      8 de março de 2014

      Pô, se divertiu então significa que cumpri com o que pretendia, de certa forma! Fiquei feliz! Te juro que pensei que o pessoal ia achar uma ideia um tanto sádica, huahuahua.. Boa sorte pra nós!

  26. Rodrigo Arcadia
    6 de março de 2014

    É, é não que você tem razão. Bem criativo o conto. Valeu mesmo essa ideia.
    Abraço!

  27. O conto mescla influências de V-A Batalha Final, MIB e Mochileiro das Galáxias. Achei bastante divertido. Vivemos numa “Matrix” de um joguinho de um adolescente? Uma questão interessante… Isso me fez lembrar quando jogo Civilization, Empire Earth ou Age of Empires… Será que os personagens sofrem quando acabamos com seus mundos por vezes e vezes??? Bom trabalho Markon!

    • M. Rusa
      7 de março de 2014

      Epa, V-A Batalha Final é do meu tempo! Sim, assisti a cada capítulo. Ainda é minha história favorita de extraterrestre, em se tratando de minissérie, claro! Gosto de MIB e me lembrei do cachorro (e da coleira dele) enquanto escrevia, hehe. Pô, nunca joguei esses jogos aí, foi-se o tempo em que jogava PacMan, Pitfall, River Raid… É, sou velho! Valeu, camarada!

  28. Claudia Roberta Angst
    6 de março de 2014

    Upload aceito. Muito grata! Ler meu nome foi quase um choque, mas delicioso, porque sou sim uma vaidosa. A ideia foi sensacional, pois cria de imediato uma conexão com os leitores aqui do EC. Os que não foram citados, sem dúvida, também se identificam, claro, afinal estamos todos aqui querendo progredir, não é mesmo?
    Não sou uma fã de vídeo games, aliás de game algum, mas achei muito interessante como a narrativa foi trabalhada. Curti.
    Quanto aos diálogos, aprovo. Adoro diálogos, pois agilizam a leitura. Mente preguiçosa, mas eu sou legal.
    Boa sorte!

    • M. Rusa
      7 de março de 2014

      Que pena que não posso colocar o meu, hehe. Queria ter esse mesmo impacto. Ah, esse pessoal todo deve estar lá, só não dava para mostrar no todo. Os diálogos foram uma forma de tornar a coisa menos chata e técnica, em minha opinião. Imagine apenas narrar esse processo todo… Bem, foi o que pensei. Muito obrigado por ler e comentar.

      • M. Rusa
        7 de março de 2014

        Vou fingir que não vi que escrevi “todo” três vezes. E fingir que não vi que rimei agora, hehe.

  29. Thata Pereira
    6 de março de 2014

    Por curiosidade, eu sempre vejo o tamanho dos contos antes de lê-los e meu primeiro sentimento foi: O QUE MEU NOME ESTÁ FAZENDO ALI??? rsrs’ Ainda não li, logo comento minhas impressões… rsrs’

    • Thata Pereira
      6 de março de 2014

      F-A-N-T-Á-S-T-I-C-O! haha’

      Fui lendo tentando descobrir quem teve essa brilhante ideia. Quando mencionou a Revolução Francesa, logo lembrei do Felipe França (inevitável). Segunda Guerra e Anne Frank, lembrei do Gustavo. Mas acredito que esse conto não seja de nenhum dos dois… tenho um terceiro suspeito.

      Poxa, demais! Até para mim que odeio Vídeo Game e não entendo nada de manutenção de nada! Seria até normal me sentir incomodada com essa parte nos diálogos, mas foi tão empolgante que não me importei. Gostei muito!

      Obrigada pelo upload!

      Boa Sorte!!

      • M. Rusa
        7 de março de 2014

        Obrigado pela leitura, Thata Pereira. Não é algo que costume escrever, mas acho que consegui fazer dessa escrita algo divertido… para mim, hehehe! Que bom que curtiu também!

  30. Rubem Cabral
    6 de março de 2014

    Gostei bastante: muito original, muito divertido. Parabéns!

    • rubemcabral
      6 de março de 2014

      Ah, senhor(a) autor(a): como o sistema dos arquivos funcionaria com os homônimos? 😀

      • M. Rusa
        6 de março de 2014

        E eu que sei? Mas prometo que quando encontrar com o Johano vou perguntar! Por enquanto, só tenho suposições! Talvez, quem sabe, alguma linha de comando diferente, em meio a tantas combinações binárias possíveis? Mas são só suposições, só mesmo. A verdade está com O Criador. hehe

  31. Alan Machado de Almeida
    6 de março de 2014

    Acabei de assistir o novo filme do Superman e a passagem de invasão é semelhante a do início do conto, onde o etê transmite uma mensagem para todos os países em todas as línguas, acho que é um recurso bem recorrente. Gostei do fato de você ter pego um clichê e transformado-o em algo original. Curto histórias como MIB e as de H.P. Lovecraft por, entre outras coisas, tirar os seres humanos do pedestal e mostrar que na ótica do universo não somos tão importantes assim. Só tenho uma reclamação: há muitos diálogos. Não sei se isso é considerado “falha literária”, mas eu acho chato quando a história é contada por um personagem através só de conversas. Livros exotéricos são assim e creio eu que por isso são de uma leitura insuportável para mim.

    • M. Rusa
      6 de março de 2014

      Oi, Alan, de fato o mais complicado foi o começo do conto, sempre acho essas cenas de invasão muito parecidas, hahaha. Agora, concordo que há muitos diálogos, mas foi a forma como encontrei de passar de forma mais natural todo esse processo de reprogramação… Se eu fosse apenas narrar, acho que aí sim ficaria cansativo, não sei, essa foi a minha intenção, de agilizar a coisa em forma de uma conversa entre cliente e técnico. Claro, cada um vê da forma como está acostumado.

  32. Thales
    6 de março de 2014

    Nossa, sua ideia foi original, bem legal.
    Quando começou com ataque alienígena eu logo pensei “puxa… lá vem um conto bem cliche…”, mas ai fui pego por algo que eu realmente não esperava!
    Além da ideia ser bacana, também foi bem executada.

    Gostei bastante da parte em que você puxa um saco da galera do Entre Contos!
    Pena que eu não fui salvo no backup… minha existência foi apagada…
    Mas tudo bem, você não me conhecia porque antigamente eu acompanhava todas as histórias dos desafios mas nunca comentava em nenhuma. Só estou comentando agora porque estou sendo forçado… pelas novas regras…

    • Jefferson Lemos
      6 de março de 2014

      Acho desnecessário isso… se você não se sente bem com as regras, não participa, cara. Não precisa ficar choramingando pelo fato de ter que comentar os contos. É chato para nós e chato para você. Você faz disso uma obrigação e descredita o que você comenta.
      Todo autor gosta de pessoas que procurem e leiam seus textos por gostar, e não por obrigação. É falta de ética isso, e uma grande falta de consideração com as pessoas, que assim como você, querem o reconhecimento.

      O sistema de Pseudônimos funciona muito bem, mas o único ponto negativo, é que eu não poderia saber qual o seu texto. Digo isso porque, se eu soubesse eu poderia até ler, mas mesmo que gostasse, não votaria nele.

      Só minha opinião, cara. Você não gosta das regras, beleza. Então ou guarde para você, ou então não participe. Só não fica dizendo nos comentários que você só está comentando por ser obrigado, que isso é chato para nós e principalmente para o autor.

    • M. Rusa
      6 de março de 2014

      “Gostei bastante da parte em que você puxa um saco da galera do Entre Contos!
      Pena que eu não fui salvo no backup… minha existência foi apagada…”

      É, eu sabia que alguém levantaria essa bola, mesmo assim quis arriscar. Diferente de puxação de saco, vi mais como uma homenagem a quem sempre está aqui, participando, escrevendo e se empenhando em comentar, só isso. Faltaram outros, e de repente o seu não apareceu, mas faz parte do restante da cota, ué.

      E ninguém está te forçando a nada. Quem está participando, é porque aceitou. teve uma vez em que você participou, mas comentar que é bom, neca, né? Cada um sabe o que faz de melhor na sua vida. Acha um saco comentar o conto dos outros? Faça um blog com seus contos e poste-os lá. E fique esperando seus leitores. Uma dica.

    • Thales
      6 de março de 2014

      Wow, acalmem-se galera, já podem guardar suas pedras. Não me levem a mal, eu adoro ler os textos do Entre Contos e não estou aqui para badernas. Toquei nesse assunto sem intenção de provocar ninguém. Vejam meus outros comentários, eu não fico me lamuriando em nenhum deles, nem mesmo nas entre linhas. Falei disso agora apenas porque foi algo que se passou em minha mente quando li todas aquelas referências de escritores e leitores do Entre Contos (uma boa sacada sua, por sinal), e até onde sei todos são livres para comentarem o que quiserem desde que não estejam ofendendo diretamente outros membros.
      Eu sempre leio todos os contos daqui por prazer e não por obrigação. Se eu lesse por obrigação eu teria nojo dos textos e nunca gostaria de nenhum deles. Aliás, isso iria contra o propósito do desafio, contra o bom senso e tudo mais.
      A única coisa que não me faz me sentir tão bem é em julgá-los. Afinal, quem sou eu para critica-los? Mas estou aprendendo a lidar com isso.
      Vocês são caras bacanas, eu não odeio vocês. Muito pelo contrário. Também não vou deixar de votar no texto de ninguém por não ir com a cara da pessoa, mesmo que casualmente eu consiga identificar o autor por trás do pseudônimo através de seu estilo de escrita.
      Mas agora vamos parar de falar sobre isso, pois prolongar essa discussão aqui somente tiraria o foco deste conto. Se alguém mais quiser me esculhambar pode me adicionar no facebook e falar o que quiser no in box. Vlw

  33. Anorkinda Neide
    6 de março de 2014

    Ahh mas é um sonho cativante.. não vês a nostalgia e empolgação do pai do menino ao reviver o jogo com as novidades?
    huihauha

    morri de rir com os uploads!
    valeu ae pela parte de sobrevida que me toca!!! 🙂

    nao tenho mais nada a dizer, exceto: Parabens pela excelência!

    Abração

    • M. Rusa
      6 de março de 2014

      Por nada, guria! Você estava em um drive diferente, mas foi salva do mesmo jeito, hahahhah!

  34. Jefferson Lemos
    5 de março de 2014

    Que loucura! hahaha

    Para mim, o melhor até o momento. Eu tive uma ideia bem parecida com essa, então graças à Johano que não pensei em fazê-la para esse desafio. Se não algum vírus diria que eu estava plagiando.

    Gostei dessa coisa de vídeo-game viajei enquanto estava lendo. Esse mês vai ser repleto de ideias originais, e quem ganha com isso somos nós, que temos a oportunidade de ler textos tão cativantes e bem produzidos.

    Parabéns pelo ótimo trabalho e boa sorte!

    P..S.: Obrigado pelo Upload! 😉

    • M. Rusa
      6 de março de 2014

      Falou aí, Jefferson! Concordo contigo a respeito das ideias originais, que nunca faltem por aqui! Por isso o pessoal merece o upload, hahaha! Valeu, boa sorte pra todos nós!

  35. adriane dias bueno
    5 de março de 2014

    É impressão minha ou a ideia é que a vida na Terra é um jogo para distrair alienígenas? É interessante, mas porque isso sempre acontece? Eles nos tratando como joguetes? Mas o conto é divertido e gostei da cena onde são inseridos os arquivos do programa ou jogo. de Espero que tenhas sucesso.

    • M. Rusa
      6 de março de 2014

      “É interessante, mas porque isso sempre acontece?”
      Sinto muito, mas não tenho essa resposta, Adriane. Não quis seguir o “que sempre acontece”, quis apenas escrever a melhor ideia que me ocorreu, só isso. Não me leve a mal, por favor, haha. A única coisa que espero é que esta vida toda não seja apenas o sonho de um menino que pode acordar a qualquer momento. Acho que isso seria pior! Obrigado!

      • Thales
        6 de março de 2014

        “A única coisa que espero é que esta vida toda não seja apenas o sonho de um menino que pode acordar a qualquer momento.”
        Isso me lembra Alice do Outro Lado do Espelho. Adoro esse livro. E adoro essa ideia do mundo não ser nada mais do que o sonho de alguem que pode acordar a qualquer momento.

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Publicado às 5 de março de 2014 por em Fim do Mundo e marcado .