EntreContos

Detox Literário.

Seis Meses (Rodrigo Arcadia)

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Há um cheiro estranho no ar que invade a narina alérgica e o espirro escapa num gesto de desconforto. Um lenço de papel é estendido, o que se vê é a mão de uma mulher bonita por sinal. Com delicadeza pega e limpa o nariz dando arrepio e irritação pra quem está próximo.

– Muito Obrigado!

A pessoa sorri agradecida, fisionomia séria, mãos cruzadas no colo da perna. Aposta numa idade de trinta e seis anos, o vestido amarelo combinando com a magreza e não recorda de tê-la visto no coletivo para a zona leste no começo da tarde. Ao olhar verá que não apresentava nenhum aspecto de passageira. Reparando nas mulheres descobrirá a razão da desconfiança.

No ombro bolsa de couro amarronzada, a alça fina combinando com a parte magrinha e branca da pele, cabelos claros com perfume diferente de shampoo que não se achava em nenhuma moça. Ou que nunca teve chance de prestar atenção na fragrância. O sabonete resolve na hora de lavar, simples e prático, sem frescuras como os metrosexuais. Ah, não! Fora pra com essa moda que a mídia cria e o pessoal trouxa cai que nem patinho. Pra cima dele não!

E os seios pequenos, pescoço fino, de aroma agradável era o contrário do que se via, é mais do que benção, porém, uma sorte que não se vê toda hora.

Com o lenço assoa o nariz, emite som horrível e deselegante. Que vergonha… Fica sem graça, ato desaconselhável num local de muita gente e transporte lotado.

– Desculpa.

Diz pra mulher que abre sorriso demonstrando que está tudo bem.

Que mulher bonita! Que nome uma beleza dessas teria? Ana, Mônica ou Sofia? Nome de pobre, bem capaz. Ah, nem cara e nem maneira de pobre se pintavam nela. Não entende o motivo de ela entrar num coletivo pra ouvir besteiras e bobagens, identificar estranhos olhares, calor, suor, canseira e barulho. Talvez o veículo esteja no conserto e resolveu arriscar e conhecer a vida de assalariado que depende rotineiramente da locomoção para chegar ao trabalho.

Seu nome é Adriano, sentado do lado da mulher. Ele no banco do corredor, uma outra moça em pé, bem mais jovem, segurando firmemente sua mochila escolar, olhos atentos para o lado de fora reparando nas paisagens monótonas da cidade grande e padronizada, de imóveis de cores iguais, calçadas com a mesma espécie de decoração que transmitia aspecto artificial, sem alma e vontade.

Adriano tem vinte e sete anos, jovem por assim dizer e casado. Casou aos dezoito num impulso de adolescente que não pensa no que faz. Age e pronto, recusando conselhos de qualquer um mais velho, considerando senhor de si e da própria vida. Se a noiva tivesse feito pressão e encostado na parede, até poderia ser perdoado, mas nada disso ocorreu, foi ele que apressado marcou data de casamento não imaginando consequências.

Do casamento vieram filhos, um casal. Ama-os, o melhor tesouro que o homem possa receber, confirmando o prazer da vida de admirar a alegria e a felicidade da criança e entender que o mundo não é tão feio como os adultos pintam.

Ele acordou cedo, na noite anterior avisou que chegaria tarde do trabalho. Sem dar mais detalhes beijou a esposa e os filhos.

Três dias antes discutiram, discussão como todo casal há de ter. O que não é correto, esse constrangimento influencia e o que se imagina na cabeça da criança nessas horas? Evitava o máximo, mas Sônia, de pavio curto nem esquentava e caia na briga exageradamente.

Adriano está desempregado há seis meses vivendo da ajuda de amigos e parentes e o restante é dos bicos que encontra na internet.

Trabalhava numa excelente e famosa empresa de laticínio, gargo de gerente de produção, salário razoável pra manter as exigências e as vontades de Sônia. Não havia argumentos para reclamar, caminhava às mil maravilhas, até que um ocorrido fez com que tudo deixasse de existir.

A vida que levava se desmoronou feito fila de cartas, não teria mais chances de sustentar a família como desejava, como Sônia sonhou. E o efeito trouxe complicações e pesadelos e as complicações são brigas constantes.

A mulher do seu lado chama atenção. Aos seis meses de coletivo urbano, pegando de manhã e voltando quase no começo da tarde a magra nunca havia aparecido. Se sente atraído, o que é errado, mas tinha uma quedinha nas meninas do seu ex-emprego, quase rolou aventura com uma delas, cinco anos mais jovem, porém surgiu um carinha da mesma idade e decidiram namorar. Ficou um pouco chateado, nutria enorme tesão na garota e nada mais. Que amor existiria se a mente pensava em sexo? Com o passar dos dias considerou correta a aparição do rapaz, o casinho viraria tremenda situação chata para ambos.

E carrega uma vontade danada de querer a magra. A menina em pé desce, ele a segue com os olhos, vendo-a caminhar na direção oposta do ônibus até desaparecer da sua visão. Um engravatado com pasta preta toma seu lugar, estica o braço e abre a janelinha pra arejar. Calor insuportável, arranca seriedade de qualquer um, menos de Adriano.

Há seis meses cismou que a Terra está prestes a extinção. Pronto, cisma maior não havia, pensava na possibilidade dos erros dos homens e das suas consequências.

Chegando do trabalho contou para Sônia que sensata considerou fruto de insanidade, informando que se fosse pra dizer asneiras era melhor ter ficado calado. Insistiu, convicto de que restavam poucos meses e que o mundo precisava estar acordado, mesmo não havendo salvação.

Neste dia brigaram, não por causa do assunto do fim do mundo, porém, por outra bobagem nada séria. A discussão marcou o recorde de exageros que tiveram nos últimos anos de convivência.

No décimo dia, crente da cisma se demitiu. A decisão pegou a empresa de surpresa e ninguém soube como agir.

Mais uma vez discutiu com Sônia, garantiu que não deixaria de colocar comida para os filhos. Ela só não aceitou conviver sem as mordomias que estava acostumada a ter.

A vida prosseguia normalmente. Se perguntassem das mudanças repentinas, vinha noticiar que o fim da humanidade não demoraria e não havia quem acreditasse recebendo conselhos de procurar psiquiatras, psicólogos, psicoterapeutas e manicômios ou que se batizasse em qualquer denominação evangélica ou protestante. Adriano era estranho numa sociedade estranha.

Não consegue controlar seu desejo pela magrela, se pudesse a possuía na frente dos passageiros que conversam rotinas e violências. Talvez considerariam normal, continuariam com conversas banais do dia a dia e há a desculpa do fim do mundo. E se há o fim, tudo é permitido.

Levava consigo um velho canivete, herança do avô paterno. Guardado no bolso da calça jeans, teve uma doida ideia, retirar e disfarçadamente encostar no corpo da mulher. Com jeitinho e falando no ouvido dela exigiria que ficasse tranquila e sairiam juntos, ela na frente e ele atrás com o objeto nas costas, dando a entender que eram namorados.

Conhece uma ribanceira afastada há alguns metros, no bairro da zona leste, quando quer estar sozinho visita o local, poucos arriscam perambular por lá, lugar deserto e perigoso.

Sem remorso levaria e colocaria o canivete no pescoço dela, pediria silêncio e por trás a violentaria com suavidade, sentindo prazer, o choro de medo, as lágrimas salgadas no rostinho branquinho. Imaginou que a vítima começasse a aceitar e pedir dengosamente que ele continuasse os movimentos e ambos explodissem gostosamente no término do ato.

No fim, na beirada da ribanceira, passaria a lâmina do canivete no pescoço dela e jogaria o corpo, observaria alguns minutos e tomaria o seu caminho. Seria o dia dos últimos tempos.

Olha pra ela e sorri.

– Agradeço novamente o lenço. Passo vergonha com as alergias.

– Ah, não tem problema. Acontece.

O sorriso simpático e educado é lindo, infelizmente ele desceria no próximo ponto.

– E desculpe qualquer coisa. – Diz ao levantar e puxar a cordinha. Nessa hora o ônibus não estava tão lotado.

Ela nada diz, olha-o remexer nos bolsos da calça do lado de fora na calçada. O ônibus parte sem chorar um adeus.

Adriano afasta-se das poucas residências que existiam no caminho da ribanceira. O local escondido entre o matagal e o lixão clandestino. Assustou-se com o cadáver de um cão sendo devorado por vermes e mosquitos nojentos rodopiando além de entulhos, lixos domésticos e detritos de animais.

O caminho é um pouco afastado, verifica o relógio e nem é meio-dia. Saiu cedo, não comeu nada pra forrar o estômago. Bebeu um copo de guarapa antes de entrar no coletivo. Não voltará pra família. Aliás, mentiu.

Dissera que recebera uma proposta de trabalho, que não deveria ser recusada e que renderia excelentes rendimentos. Sônia não deu bola, em seis meses, Adriano dizia a mesma história, que o emprego era bom, que receberia bem e no final não era nada daquilo que argumentava. Sabia de cor, sempre trazendo uma miséria que mal dava pra comprar algumas coisinhas para casa.

Sequer foi trabalhar. Adriano permaneceu a manhã inteira no parque municipal da cidade aguardando a hora do aviso de que a família foi assassinada.

Não queria que morressem nas mãos daqueles que descerão do firmamento. Há uma semana procurou uma pessoa que pudesse realizar a tarefa, alguém de sangue frio.

Dois dias antes encontrou o individuo. Entregou uma cópia da chave da porta e que deixaria o portão com fácil acesso para entrar e executar a família dormindo. Sem dor e sem sofrimento.

Melhor assim. Pensou.

No parque, esperou a chamada no celular, preocupado.

– Tudo feito. Como me pediu.

Ao escutar, Adriano sentiu uma dor no peito, um pedaço que se arrancou por dentro, mas o trabalho estava feito.

Na ribanceira um lindo horizonte. E todo esse quadro maravilhoso seria extinto daqui a pouco.

Parado na beirada olha pra baixo. É uma queda e tanto até o chão. O céu limpo e o ar silencioso. Vozes distantes. O último dia da humanidade.

Retira o canivete, com a mão coloca a ponta da lâmina na jugular. Toca a ponta da pele pra descobrir que não teria moleza.

Sua cabeça apontava pra cima e discretamente dois sóis ou duas estrelas desenhavam feito alegoria surreal no céu.

Relembrou dos nomes que escutara quando era menino na companhia da mãe e um colega: Anunnaki, Sumérios, Marduque, Tiamat e Nibiru.

Na mesma direção algo piscava, uma estática com falhas igual televisão antiga, até que a imagem se torna nítida e uma espaçonave encobre as dimensões do firmamento. Por alguns segundos Adriano se surpreende e treme. O fenômeno desaparece.

Nos incrédulos olhos a lágrima teima sair. O coração salta, o gole seco da boca seca, pernas bambas e braços formigando. Lentamente abaixa o braço e guarda o canivete. Dá meia volta e toma o caminho de volta. Respira profundamente.

Ainda faltavam horas para o fim do mundo.

34 comentários em “Seis Meses (Rodrigo Arcadia)

  1. Rodrigo Arcadia
    6 de abril de 2014

    Vim agradecer pelos feedbacks recebidos. Cada um revelando a sua opinião, de bom a ruim no conto, o que é válido, pois o leitor, não precisa ter necessidade de gostar ou não daquilo que ele leu, isso é uma característica dele e ninguém deve ir contra. Ame ou odeia o texto. Por isso, justificativas não precisam serem respondidas, pois estaria estragando a opinião daqueles que tiraram alguns minutos para ler. Acho que não ha mais nada para dizer
    Grande abraço para todos que contribuíram com tudo isso aqui.

  2. Hugo Cântara
    4 de abril de 2014

    A ideia é promissora e o protagonista tem uma boa caracterização. Mas a narrativa não correu tão bem, ficou confusa e os erros gramaticais minaram o texto.
    Nada que uma revisão alargada não possa corrigir.
    Continua a escrever e boa sorte!

    Hugo Cântara

  3. fernandoabreude88
    1 de abril de 2014

    Outro conto que peca pelo excesso de erros, tanto no que se refere à gramática como na própria estrutura. Apesar da visível habilidade do escritor em construir tipos, colocando-os num ambiente urbano interessante, o texto perde seu valor estético e funcional com a escrita problemática. Bom, mas peca pela falta de apreço.

  4. Gustavo Araujo
    28 de março de 2014

    Sou daqueles que não conseguem se conectar se o texto apresentar muitas falhas gramaticais. Este é um bom exemplo: erros de ortografia e de concordância, além de falta crônica de paralelismo verbal. Até achei a premissa bacana, essa loucura que envolve o protagonista-psicopata, especialmente nos momentos em que ele está divagando no ônibus. Mas, sinto dizer, não deu para seguir até o fim. Continue praticando e boa sorte.

  5. Wilson Coelho
    28 de março de 2014

    Os problemas da narração, com frases com pouca conexão, a variação do tempo verbal e outros erros atrapalharam bastante minha leitura.
    A ideia, porém, foi bem inspirada e o personagem meio psicopata gerou um desconforto em quem lê (o que foi bom).

  6. giulialisto
    25 de março de 2014

    Fiquei meio confusa quanto a personagem principal. Até a parte de descer do ônibus, mesmo com os pensamentos cruéis de abusar da menina, ele me parecia uma pessoa normal, como todos nós que pensam coisas malucas mas que nunca levamos à cabo. Sobre a cisma com o fim do mundo, acho que podia ter sido mais bem trabalhada, dava pra explorar mais como ele se sente, o que isso afetava a vida dele. Não acho que a parte de matar a família era necessária, ou pelo menos ele não parecia assim tão cismado até esse ponto. Ou então, se ele tivesse mesmo se matado, acho que ficaria mais completo. Mas tem material pra fazer algo bem bacana. Parabéns!

  7. Maurem Kayna
    23 de março de 2014

    As passagens de tempo me deixaram confusa (à noite diz que na manhã seguinte voltará tarde do trabalho e no ônibus se dabe que está desempegrado há 6 meses…). A escrita carece de uma boa revisão, mais de continuidade, estrutura que de gramática, mas funciona como narrativa. Consegui imaginar o alucinado.

  8. Eduardo B.
    23 de março de 2014

    Bem escrito, mas não consegui me conectar com a história. Me senti distante do início ao fim e penso que algumas passagens merecem revisão.
    Continue escrevendo. Abraço. 😉

  9. Leandro B.
    22 de março de 2014

    Não me fisgou. Acho que precisa de uma revisão mais cautelosa. A pontuação me distanciou da história em si. Além disso, achei algumas passagens um pouco confusas quanto aos tempos verbais.

    Não tira o mérito do final, claro. Essa parte foi bem executada. A impressão que tive é que admiraria muito mais o conto se o autor tivesse sido um pouco mais cauteloso.

    Me lembrou um filme em que um sujeito pensa que o mundo está para acabar por culpa de uns sonhos loucos, acho que o nome é “o abrigo”.

  10. Felipe Rodriguez
    19 de março de 2014

    O personagem é realmente interessante. Sua relação com o exterior e com os tipos urbanos – principalmente com a mulher magra – é o ponto alto do conto. Algo na narrativa me incomodou, fazendo-me descer os olhos com rapidez em construções de frase truncadas. O conto passa uma sensação de perda de esperança, de identidade e inadequação, tanto no trabalho como na família, o que é muito bom para o texto. No entanto, a execução não me deixa gostar mais da história, o que me faz achar o conto mediano.

  11. britoroque
    17 de março de 2014

    Esse é muito bom. O assassinato da família é chocante, mas se encaixa bem na trama. Eu colocaria esse na final.

  12. Weslley Reis
    17 de março de 2014

    Gostei do estilo narrativo e do final aberto. Fiquei querendo saber mais do personagem, mas isso não é uma crítica, é só um apego ao personagem.

    Parabéns

  13. fmoline
    17 de março de 2014

    Não sei se estou em um mau dia para leitura, mas realmente não consegui fluir com o texto. Acho que a primeira frase “o ar adentrou suas narinas” realmente acabou comigo… Nossa, nem eu acredito no valor desta crítica.
    Espero ler mais textos seus, gostei do vocabulário.

  14. Rodrigo Arcadia
    15 de março de 2014

    Boa narrativa, o conto se afasta do clichê existente nesse tipo de historias. Faltou um polimento, retirar as arestas, mas é um bom conto.
    Abraço!

  15. Brian Oliveira Lancaster
    14 de março de 2014

    A quebra de ritmo no meio chamou a atenção, bem executado. No entanto, achei um pouco confusa as trocas temporais de alguns verbos. Foge dos clichês, mas senti falta de algumas vírgulas aqui e ali. Texto muito bom, mas talvez, precisasse de mais uma revisão.

  16. Fabio Baptista
    13 de março de 2014

    É uma proposta diferente e original, mas muito mal executada na minha opinião.

    Ok, o personagem estava vivendo um momento de stress e conflito, talvez começando a ficar louco, ou manifestando uma patologia que sempre existiu. Provavelmente a intenção era transmitir um pouco dessa loucura na maneira de escrever, mas diversos erros de estruturação de frase acabaram fazendo com que a confusão passasse da conta.

    Acredito que ajustando (uniformizando) o tempo de narração e as vírgulas o resultado fique melhor.

    Abraço.

  17. Marcelo Porto
    12 de março de 2014

    Um bom exemplo de desenvolvimento de personagem.

    O protagonista segura o conto na unha, a insanidade dele eleva a tensão e a narrativa passa longe do politicamente correto – o que é excelente.

    Se ele tá louco ou se o que vê é verdade, pouco importa, o que interessa é que esse é um conto que merece ser lido e relido.

    Ressalva aos problemas com a escrita destacado pelos nobres colegas.

    Parabéns!

  18. Marcellus
    10 de março de 2014

    Gostei muito da ideia do conto, mas a execução precisa de polimento. Cada erro e’ um obstáculo para o leitor e pode fazer com que ele desista.

    Também me perdi um pouco, especialmente no “miolo” da história.

    Mas é um bom material. Boa sorte ao autor!

  19. bellatrizfernandes
    9 de março de 2014

    O começo foi um pouco confuso, além de um pouco lento.
    A história é bem estruturada, mas o protagonista é um pouco ácido demais para que dê para se relacionar. Lembre-se: Existe uma linha tênue entre um anti-herói e um quase vilão.
    O texto manteve o mesmo ritmo e isso foi ótimo, mas achei tudo meio morno…
    Foi diferente, não nego!
    Parabéns de qualquer maneira!
    Boa sorte!

  20. Bia Machado
    8 de março de 2014

    Desse eu já gostei da narração, e se o cuidado com a escrita tivesse sido um tantinho maior, teria gostado mais ainda, rs. É só um toque, ok? Erros são normais, mas em um texto, pra mim eles funcionam como um “breque”, mas afirmo que apesar desses breques gostei da narrativa, que me causou um certo estranhamento (gosto disso) e do final em aberto também. Bom trabalho!

  21. Caio
    8 de março de 2014

    Olá. Gosto do jeito como você pensa, tem um realismo interessante. Mas sua gramática precisa de atenção. Não subestime esse lado, autor(a), é um jeito muito ruim de começar uma leitura, encontrar erros; parece que o autor não liga muito pro que fez, se nem se deu ao trabalho de deixar tudo certo.

    Ainda assim, a construção do psicológico foi benfeita. No pouco espaço do conto deu pra pegar a essência do personagem. Me cutucou o cérebro, por esse tanto eu gostei. Mas gaste mais tempo escrevendo, não dê como pronto tão cedo…

    Sei lá, tem muita qualidade, e os defeitos são fáceis de arrumar, então me incomoda que ainda estejam aí. Abraço

  22. Pedro Luna
    6 de março de 2014

    Apesar de ter achado a cisma do Adriano com o fim do mundo, um lance descolado e de pouca força na história, o personagem é bem bacana e por isso o conto é bacana também. Tem personagens que fazem isso. Eu achei bem bacana de ler. Parabéns.

  23. Paula Mello
    6 de março de 2014

    Bom conto, a ideia e bem interessante .
    Confesso que perdi um pouco o ritmo em algumas partes,mas foi pela leve impressão de mudança na narração.
    Que cara louco … me deu até arrepios!

    Boa Sorte!

  24. Anorkinda Neide
    6 de março de 2014

    Legal! Surpreendi nas revelações feitas na pracinha.. afff
    Muito louco o cara!
    Mas será q a loucura dele era real? Será q a humanidade estava mesmo com as horas contadas?
    ehehe adoro finais abertos!

    Parabens!

  25. Felipe Moreira
    6 de março de 2014

    Gostei. Achei original e fiquei tenso com esse Adriano. HAHAHA Acho que seu estilo de narrativa encaixou-se perfeitamente com o monólogo, dentro da mente da personagem, com sentimentos contraditórios.

    Ahhh, rinite. Como eu sofro com ela HAHAHA

    Bom trabalho e boa sorte! =)

  26. Eduardo Selga
    6 de março de 2014

    É um bom conto, denso, mas é preciso maior lapidação, de modo que o fim do mundo não pareça ser apenas um pretexto e, por isso, um tanto descolado da trama mais importante, que é o indivíduo com ele mesmo. Isso seria conseguido, acredito, com uma maior penetração do narrador na consciência do personagem, explicando melhor seu comportamento algo esquizofrênico e sua relação com o fim do mundo.

    O narrador faz isso. Ora se afasta do narrador, ora adentra sua consciência, num movimento que é delicado, pois qualquer derrapada pode causar confusão no leitor (claro, dependendo do nível dele, leitor). No entanto, não o faz da maneira mais adequada, pois a sensação de pretexto fica ao término do conto.

    O personagem, lapidado, pode brilhar.

  27. Claudia Roberta Angst
    6 de março de 2014

    Doideira geral, mas bem interessante. Talvez por ser uma linha de narrativa conduzida por um monólogo, os tempos verbais tenham sido alterados de forma constante. Isso me incomodou um pouco, confesso.
    A ideia foi bem criativa, fugindo do esperado apocalipse e retratando um personagem humano, cheio de falhas e com tendências marginais.
    Claro que não curti o fato das criancinhas não terem sido poupadas.. 😦
    Boa sorte!

  28. Pétrya Bischoff
    6 de março de 2014

    Adoro essa narrativa, algumas vezes quase um monólogo. E há também os devaneios, como na vontade do estupro. O Adriano é um cara bem confuso, senti muita empatia por ele. Gostei mesmo. Somente o não-suicídio me desagradou, mas de qualquer maneira está de parabéns! Boa sorte 😉

  29. O personagem parece imaginar seu fim de mundo particular; algo que acontece com muitos no dia a dia devido a loucura do viver do ser humano. É uma visão interessante. Bom conto.

  30. Thata Pereira
    6 de março de 2014

    Eu não tenho muito o que dizer, na verdade. Até a metade do conto eu estava gostando. Gosto dessa narração, mas depois tive a impressão de que ela mudou, não havia mais a sedução do começo.

    Adriano é mesmo um personagem insano.

    Boa Sorte!

  31. rubemcabral
    6 de março de 2014

    Muito boa a ideia da história. O personagem principal é bem estranho e curioso mesmo. Penso que a escrita deixou a desejar,no entanto, e não me entendi muito bem com o seu narrador intruso e onisciente.

  32. Alan Machado de Almeida
    6 de março de 2014

    O que mais me atraiu na história foi o fato dela acontecer quase toda na cabeça do personagem. Tipo de enredo esse que para mim só funciona na literatura e não em outras mídias. Outro ponto positivo foi o fato do personagem principal soar realista. Geralmente as pessoas enxergam esses indivíduos que cometem crimes bárbaros quase que como sendo de outro planeta, se esquecendo que eles são tão humanos como qualquer outra pessoa. Nesse caso, apesar de ter tendência a estuprador, o cara era pai de família, tinha esposa, trabalhava… Se fosse um criminoso de filme americano esse personagem seria criminoso em tempo integral.

  33. Thales
    6 de março de 2014

    Eu particularmente não aprecio muito esse tipo de narração onde o tempo e espaço são meio que deixados de lado. Porém, é necessário certa maestria para fazer isso funcionar, e foi o que aconteceu aqui (mesmo eu não tendo apreciado tanto).

    A escrita está muito boa. Ótimas descrições.
    O conto não seu prende ao pé da letra do “fim do mundo”.Quando ouvimos esse termo um monte de coisas vêm à tona em nossa imaginação… aliens… zumbis… epidemias globais… sociedade precária…. falta de recursos… sobrevivência. Seu conto optou por fugir de tudo isso.

    Aliás, parece até que eu já li algo desse autor. Claro que seria meio que um chute, mas o nome do autor que estou imaginando termina com a letra “O”

  34. Jefferson Lemos
    5 de março de 2014

    Que cara mais insano! haha

    Gostei pra caramba, apesar de achar Adriano uma pessoa meio doente.
    Esse tipo de narrativa não costuma me chamar a atenção, mas como foi tão bem construída, é impossível não chamar.

    No geral eu gostei, a ideia do fim do mundo acabou por ser bem original, e acho impossível outra dessas por aqui. hehe

    Enfim, um ótimo trabalho, parabéns pela obra e boa sorte.

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Publicado às 5 de março de 2014 por em Fim do Mundo e marcado .
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