EntreContos

Detox Literário.

Tarô na Web (Anorkinda Neide)

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Ela temia esquinas e lugares escuros, principalmente porque fugia dela mesma.

E como havia desafios internos a enfrentar! Enfrentar? Eu disse enfrentar?

Não, ela preferia fugir.

1. Que a tempestade passe…

“O dia amanheceu claro num céu azul de brigadeiro…”

– Hummm.. esta expressão me deu uma fome de doce!

A moça abandonou o diário e foi à cozinha preparar um doce de leite condensado, o ‘branquinho’ de panela.

Voltou logo a seu notebook,com o intuito de terminar seu diário da manhã.

“Não dormi bem, pesadelo com fuga, bandidos, correria, acordei cansada e sem expectativa de aproveitar o dia lindo lá fora.”

Piscou uma mensagem de e-mail, ela abriu. Era a newsletter das Cartas de Tarot que assinara a algum tempo, sem querer… Às vezes a ajudavam bastante.

Porém quando as cartas não eram benfazejas, a moça apenas apagava a mensagem sem prestar muita atenção.

O e-mail mostrava a carta A LUA. Ao passar os olhos pelo texto, prestou atenção às palavras: Sentimentos conturbados ou em desordem, passionais, aparentemente sem saída.

Sobressaltou-se. O texto dizia ainda: O momento de reavaliar a direção, de buscar inspiração no retorno à fonte.

“Acabei de ler um e-mail que parece ter sido enviado por um anjo a querer me ajudar…

Vou ouvir alguns mantras e tentar desanuviar o coração de todos os problemas que insistem em querer me derrubar!”

2. Todo sacrifício é temporário

Acordou com o toque de uma mensagem chegando no celular…

Não eram notícias boas, eram cobranças. Mas ela não abalou-se, havia tido um sonho bom.

“Hoje sonhei algo bom, porém não lembro de nada. Mas tenho uma sensação boa no peito.

Estou com vontade de rever alguns objetivos e mais importante, colocá-los em prática.”

Luzia abriu de boa vontade o e-mail à procura das mensagens do Tarot. Lá estava, a carta O ENFORCADO.’Impedimento momentâneo para a ação.Resoluções acertadas, mas que não se executam; projetos abortados; plano bem concebido que fica na teoria.’

Não gostou do pouco que leu e foi interrompida pela campainha da porta.

– Bom dia, vamos que hoje o dia será puxado!

Sua mãe veio lhe buscar para passarem o dia resolvendo assuntos burocráticos, no banco, na faculdade, na agência de estágio…

Tomaram um café, apressadamente e Luzia, não sabia porquê, mas achava que nada daria certo naquele dia. Estava com vontade de voltar para a cama e cobrir-se até a cabeça com seu edredom macio.

3. Controlando as emoções

“Ontem nada se resolveu, tudo ficou pra depois.. Frustrada! Dormi na casa de meu namorado que também está negativo e desanimado. Não quero pensar em nada ‘só quero que o dia termine bem’, como diz a música…”

Neste dia não olhou os e-mails, mas estava lá a carta A TEMPERANÇA e a mensagem clara:

‘Aceitação dos acontecimentos, flexibilidade para adaptar-se às circunstâncias.’ Se ela tivesse lido isto, seu dia poderia ser melhor aproveitado.

Mas Luzia passou o dia amuada, sem fazer nada de construtivo para sair de seus problemas e tampouco lembrou de agradecer pelas pequenas dádivas que todos os dias nos são oferecidas pela vida.

“Discuti um pouco com André! Por que ele não entende que estou mergulhada num poço de stress e não tem um pouco de compreensão? Só um pouquinho?”

4. Os esforços serão recompensados

Os toques de um sino de vento a despertaram bem cedo.. recém amanhecia. E o vento anunciava chuva. A moça vestiu-se com a cara emburrada, ainda não acreditando que não encontrava solução para seus problemas financeiros, escolares e profissionais.

Lembrou de abrir direto o e-mail e desejou ler uma mensagem boa nas Cartas do Tarot on-line.

O JULGAMENTO. Já pensou em fechar a página, pois esta palavra não poderia significar nada bom…

Distraiu-se com a chuva que começou a cair forte, ficou olhando, por uns momentos a vidraça e, quase sem querer leu: ‘Os julgamentos essenciais, a avaliação dos rumos da existência. O despertar.”

– Mas preciso despertar o quê? Caramba! Não consigo decifrar nada mais! Emburreci!

Luzia foi tomar seu café da manhã ouvindo música eletrônica, sempre a acalmava. Conversou com sua mãe sobre todos os planos que ela fizera para o futuro e que não tinha certeza se ainda queria realizá-los.

– Bom, minha filha, saber o que não se quer mais, já é um primeiro passo…

5. Soluções na balança

‘Conciliação entre o ideal e o possível. Harmonia. Objetividade, regularidade, método.’

Eram as orientações da carta A JUSTIÇA, na caixa de mensagens de Luzia…

“Pois, pensando aqui comigo, acredito que posso desistir de perseguir as coisas que não me fazem bem agora, no momento presente! Até porquê, não se realizam mesmo! Vou dar umas férias para minha ansiedade!”

Ao escrever isto, a moça deu um suspiro bem grande. Levantou-se, tomou um banho e saiu pra passear com André. Hoje os dois estavam mais leves. sem estar confiantes, nem desiludidos, apenas alegres.

6. O céu da alma

André amanheceu com uma ideia maravilhosa, ficou mexendo nos cabelos de Luzia até que ela acordasse…

– Amor, vamos montar um ateliê de literatura?

“Nossa, hoje o dia foi cheio de ideias e decisões repentinas! André me incentivou a montarmos um negócio próprio e estamos cheios de coragem e decidimos não pensar muito em nada, apenas arregaçar as mangas! Agora vou dormir só para pegar gás para amanhã trabalhar muito mais em nosso projeto! Iupiiii!”

Neste dia ela não acessou o e-mail que continha a seguinte carta: A ESTRELA, ‘Realização das coisas através da ordem e da harmonia.

É a inspiração do que deve ser feito.’

7. A mobilidades da coisas

‘Os acontecimentos não serão estáveis, porque necessitam de uma mudança, uma evolução. Esta mudança tende a ser para melhor, no sentido do desenvolvimento.’

Luzia leu a mensagem em voz alta para André, durante o café da manhã.

– É a RODA DA FORTUNA! Ai… isso é tão auspicioso!

Eles sorriram e se puseram a trabalhar com o que mais gostavam, livros e mais livros!

Alguns meses se passaram e suas vidas entraram na ‘ordem’ que eles desejavam, com tempo e dinheiro para seus prazeres e muito trabalho agradável para preencher-lhes o espírito.

A moça mudou o endereço de e-mail e esqueceu-se das cartas de Tarot. Algo fundamental ela havia aprendido: que não é preciso fugir e nem mesmo lutar com a vida, é necessário apenas entregar-se.

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57 comentários em “Tarô na Web (Anorkinda Neide)

  1. Leandro B.
    25 de fevereiro de 2014

    Como ponto positivo, achei a leitura leve. Infelizmente faltam conflitos. Ainda que algumas preocupações da personagem tenham sido apresentadas, elas não foram aprofundadas. Lembrou-me levemente outro conto que li no desafio, no que diz respeito ao ponto fraco.

    • Magician
      26 de fevereiro de 2014

      Leandro!

      Realmente não aprofundei e deveria!

      Abração!

  2. Felipe Rodriguez
    25 de fevereiro de 2014

    De início achei bem oportuna a inserção do conto na atualidade com o tarô online (que tanto nos enche o saco e enche nossas caixas de e-mail com spam). Me peguei pensando,

    • Felipe Rodriguez
      25 de fevereiro de 2014

      continuando… “é uma ideia criativa”. Porém, no conto, em geral, senti falta de mais história a inserção dos arcanos não ficou muito bacana.

      • Magician
        26 de fevereiro de 2014

        Felipe!

        Obrigada pela leitura e comentário.

        Abração!

  3. Pedro Luna
    25 de fevereiro de 2014

    Até achei o conto agradável, mas pô, nada acontece, né? rs…eu prefiro tramas movimentadas e se possível com dramas e conflitos. Apesar de parecer mais falação do mesmo, é isso que prende leitores. Então, nos próximos contos, use essa sua criatividade para criar situações que chamem a atenção. 🙂 Abração.

    • Magician
      26 de fevereiro de 2014

      Olá Pedro!

      Obrigada pela sugestao e pela leitura!!

      Abração!

  4. Lucas Guimarães
    25 de fevereiro de 2014

    Olá, Magician! Sinceramente, não gostei muito do conto. As personagens e nem a história são envolventes, o conto torna-se monótono apesar de ter eventos acontecendo, e outra coisa que eu não gostei foram os nomes dos Arcanos em caps lock, apesar de se referirem às próprias cartas, soa como se você esfregasse na cara do leitor a relação da história com a temática do desafio, fica forçado. Porém, preciso elogiar o uso da linguagem, não sei se foi proposital ou é sua escrita típica, mas as falas mais objetivas e ações mais diretas reforçaram a ideia do meio de transmissão do tarô e o princípio da história, a web. Enfim, boa sorte.
    Abraço.

    • Magician
      26 de fevereiro de 2014

      Olá, Lucas!

      Que bom que as diferentes linguagens foram percebidas por vc, no conto 🙂
      os CAPS, foram usados, pq assim o texto se apresenta no e-mail..rsrsrs mas realmente, num conto pequeno eles estão chamando muita atenção, não atinei a isso!

      Agradeço a leitura e o elogio! \o/
      Abraço

  5. Ricardo Gnecco Falco
    24 de fevereiro de 2014

    Olá, Magician!
    Gostei bastante da leitura. Sua escrita é límpida e clara. Seu vocabulário é rico e a narrativa desta sua obra desliza… Enfim, é um texto sem máculas. Contudo, ao final, fica um sentimento bucólico. Parece que falta ação, embora cada número/subtítulo seja o desenvolvimento de algum movimento. Então, parece-me, o que falta à obra talvez seja mesmo uma trama. Ou, pelo menos, uma trama melhor elaborada. Uma reviravolta, um ato marcante. Um marco.
    Isso… Um marco. Algo para impactar. Algum tipo de acontecimento que balance o barco pelo qual o leitor vai descendo este rio calmo e sereno. É dever do criador enviar uma tempestade, um raio, um trovão, furação, um monstro do lago, um ataque de piranhas assassinas, uma abdução alienígena… Sei lá! Mas, definitivamente, algo impactante.

    Não é preciso fugir do tema e nem mesmo lutar com a história, é necessário apenas “sacudi-la” um pouco.
    🙂
    Boa sorte!

    Paz e Bem!

    • Magician
      26 de fevereiro de 2014

      Obrigada pelas palavras, Ricardo!

      Realmente, eu também sinto uma falta de ‘recheio’ nesta história, eu deveria ter esperado um pouquinho antes de publicá-la…

      Um abração!

  6. Frank
    23 de fevereiro de 2014

    Olha, de fato, como muitos disseram, a gente não se envolve com os personagens e os eventos se sucedem muito rápido. Mas quer saber? Pra mim, isso ficou primoroso porque me transmitiu justamente aquilo que eu acho que seria a vida de alguém que baseia todas as decisões nesses “oráculos”. A vida seria caótica, “maníaco-depressiva” (usando o termo arcaico) bem como foi descrita. Ideia e narrativa perfeitamente encaixados. Perfeito!

    • Magician
      24 de fevereiro de 2014

      Frank!
      Que bom que a leitura te fez pensar e trazer tua opinião. Muito obrigada por ela!

      Abraço!

  7. Tom Lima
    22 de fevereiro de 2014

    Ideia interessante mas pobremente desenvolvida.

    Continue escrevendo que fica bom.

    • Magician
      24 de fevereiro de 2014

      Tom! Definistes muito bem!
      Tudo o que eu queria definir nestes dias e não consegui, dissestes, simplesmente e é assim que as coisas devem ser, não é? rsrsrs

      Obrigada pela leitura e pelo incentivo.
      Abraços

  8. Gustavo Araujo
    18 de fevereiro de 2014

    Uma ideia excelente, mas que poderia/deveria ter sido melhor aproveitada. Como tantos disseram, a narrativa é muito superficial. Nada acontece de relevante. Não nos apaixonamos pelos personagens, não torcemos por eles, não os odiamos. Enfim, falta emoção, algo que prenda, que nos faça suspirar “e agora?”. O texto é até bem escrito (ainda que carente de revisão), mas do jeito que está mais parece um relatório de repartição pública com uma mensagem tipo “moral da história” no fim. Pelo que vi, a autora tem potencial, tem boas ideias e sabe escrever. Basta ser mais ousada. Tenho certeza de que nos próximos desafios poderemos testemunhar uma evolução nesse sentido. Mãos à obra.

    • Magician
      18 de fevereiro de 2014

      Obrigada pela leitura, pelo incentivo e pelo desafio como um todo, Gustavo!!

      valeu demais!
      Abração!

  9. Blanche
    18 de fevereiro de 2014

    Não me apeteceu e nem me decepcionou. Apenas passou batido.

    Algumas passagens soam esquecíveis, a narradora-personagem não cativa e houve certo desleixo com a pontuação. Muitas coisas acontecem e o leitor termina por não absorver todas graças à superficialidade da trama.

    Porém, nota-se que a autora escreve bem e a ideia de abordar o tarô através da internet é muito interessante. Continue escrevendo. Boa sorte! 😉

    • Magician
      18 de fevereiro de 2014

      Oi!!!
      Obrigada pelas palavras gentis! 🙂

      já expliquei nos outros comentários o que deveria .. e mais a mais.. a conclusão é a seguinte, deveria eu ter esperado para postar o conto, quem sabe eu enviaria algo mais consistente, não é?!

      Abração!

  10. Pedro Viana
    16 de fevereiro de 2014

    Joinha para a ideia do tarô na caixa de entrada dos e-mails. Interessante que isso é algo muito comum e, como já foi dito, o conto se sobressai por abordar as influências tarônicas (acabei de inventar isso, rs) no cotidiano, sem aventuras, riscos ou grandes reviravoltas. Nessa linha de pensamento, o conto foi fiel a proposta apresentada, apesar de repetir-se em algumas ideias e não desenvolver outras. Eu gostei da simplicidade e sutileza, mas temo não poder colocá-lo para competir com os outros que gostei. Talvez seja gosto pessoal mesmo. De qualquer modo, parabéns.

    • Magician
      18 de fevereiro de 2014

      Oi!!!
      Que bom que gostou Pedro!
      Da ideia, pq o conto mesmo ficou devendo em muitos aspectos e depois quando eu puder sair das sombras, contarei em quê recai a culpa pela falha na revisão, pela falha no desenvolvimento, pela falha nossa geral! hehehe

      abração!

  11. Marcellus
    8 de fevereiro de 2014

    Parabéns à autora, pelo esforço e dedicação, mas infelizmente o conto não me agradou. Além da revisão de praxe, a história é superficial, as personagens são superficiais e tudo acontece no “modo Disney de viver”.

    É claro que há um imenso público-alvo para esse tipo de literatura e não há nada de errado em explorá-la (a literatura, não o público-alvo, veja bem). Mas prefiro histórias mais intrincadas, onde as personagens precisem passar por dramas, conflitos e dificuldades. Senão, vira história da carochinha.

    • Magician
      12 de fevereiro de 2014

      Marcellus, obrigada pela leitura.. sim, exploremos o texto e não o publico..hehehe

      Abraço!

  12. Felipe França
    6 de fevereiro de 2014

    Uma ideia muito interessante! O envolvimento emocional das coisas mais básicas do dia a dia, coisas que muita gente não liga ou percebe. Creio que o/a autor (a) poderia ter explorado melhor estas emoções mesclando com o tema do desafio, feito e trabalhado neste conto, mas de uma maneira mais apurada. O final ficou bem “batido”, não estou falando isto por ter terminado feliz, mas porque ficou um “feliz superficial”. No mais… parabéns pelo o trabalho. Boa sorte! Ao infinito… e além!

    • Magician
      12 de fevereiro de 2014

      Felipe!
      Obrigada pelas palavras de incentivo e bons conselhos

      Abraço!

  13. Thata Pereira
    6 de fevereiro de 2014

    Eu gosto de finais felizes, pois raramente são escritos. Não causam o impacto que todos desejam e por isso aprecio escreve. Gosto dessa calmaria. Mas um texto calmo precisa de uma história muito bem desenvolvida para fisgar o leitor que está buscando surpresa, impacto, indignação (pelo menos a maioria é assim, no meu ponto de vista).

    O que não gostei foi da separação por números. Caso exista um motivo para eles estarem ali, eu não entendi. Ficou me parecendo tópicos em um caderno de escola.

    Boa Sorte!

    • Pétrya Bischoff
      7 de fevereiro de 2014

      Haha, dessa vez não fui eu u.u’ Parece que ninguém gosta das divisões em números 😛

    • Magician
      12 de fevereiro de 2014

      Thata, desculpe a demora pra vir aqui te responder.. estive bem atribulada!

      Obrigada pela leitura, pela boa sorte e pela dica 🙂

      a separação por numeros é pq sao mini-capítulos.. mas como minha recisão não veio para o site.. a divisão ficou embolada.. sinto muito por isso!

      um abraço!!!

      • Magician
        12 de fevereiro de 2014

        *recisão.. nao.. REVISÃO!!!

        Pétrya.. puxa tb detesto números, bem q eu poderia ter suprimido estes.. hehehe

        bjim

  14. Pétrya Bischoff
    5 de fevereiro de 2014

    Gostei de ter havido um final feliz, sabe, uma vez na vida gostamos… Simplesmente deixe estar. Quando ela deixou de se preocupar com as cartas, elas pararam de ditar sua vida, isso foi legal 😉

    Porém, o conto em si não me pegou, não faz meu tipo de leitura. Foi como uma novela, e prefiro filmes.

    Mas enfim, parabéns e boa sorte 😉

    • Magician
      5 de fevereiro de 2014

      Pétrya!
      Gostei de tua interpretação do conto.. ^^

      Obrigada pelas palavras de apoio!
      Abraço

  15. Paula Melo
    5 de fevereiro de 2014

    A ideia e muito boa,só acho que esta precisando de um novo seguimento.
    Boa Sorte!

    • Magician
      5 de fevereiro de 2014

      Obrigada pela leitura, Paula!
      🙂

  16. rubemcabral
    4 de fevereiro de 2014

    Lamento, achei o conto bem fraco, com um certo “quê” de autoajuda (que há quem goste, mas eu realmente não aprecio).

    Acho que as falhas principais foram a trama (rala) e o pouco desenvolvimento da personagem Luzia. Terminei a leitura e não havia formado uma imagem mental do que li e não me envolvi nos dilemas da moça. Creio que seria necessário investir mais em história e personagens.

    • Magician
      5 de fevereiro de 2014

      Rubem, obrigada pela leitura.

      vou me dedicar a este conselho:’investir mais em historia e personagens’ 😉

      Obrigada

  17. Jefferson Lemos
    4 de fevereiro de 2014

    Não me conectei com a história. Pra mim faltou alguma coisa, foi tudo um tanto parado e de certa forma até superficial.
    Espero que outros possam gostar.
    Parabéns e boa sorte!

    • Magician
      4 de fevereiro de 2014

      Obrigada pela leitura, Jefferson!

  18. Bia Machado
    3 de fevereiro de 2014

    Uma ideia interessante, mas o desenvolvimento, para mim, não funcionou, não consegui me envolver com a narrativa. Sobre a questão de você comentar que não queria causar impacto, acho que é perfeitamente aceitável, e há público para textos como o seu, certamente. Boa sorte! =)

    • Magician
      4 de fevereiro de 2014

      Obrigada, Bia!

      Realmente acredito que faltou um tempero para cativar o leitor..
      Mas que bom que há publico para textos sem impacto! hehehe

      Abraços

      • Bia Machado
        18 de fevereiro de 2014

        Parece até engraçado, mas sabe que é verdade? E quantos textos “sem impacto” há por aí, que são até clássicos? =) Se bem que depende da perspectiva, né, o que é sem impacto pra mim pode ser impactante para outros. Uma questão só de gosto. =)

  19. Claudia Roberta Angst
    3 de fevereiro de 2014

    Achei bem interessante essa junção do tarô com a internet. Claro que jogar as cartas através de um computador tira o mistério todo da coisa, mas atualiza o enredo. Na verdade, a personagem age de acordo com a sua própria vontade e responsabiliza os arcanos que aparecem.
    Pena que a revisão ficou em outro arquivo, mas nada muito grave, né?
    Boa sorte! 🙂

    • Magician
      4 de fevereiro de 2014

      Obrigada, Claudia!
      Olha, jogar através do computador é complicado e envolve muitas variáveis, mas no conto, ainda pior.. a carta vinha aleatoriamente no e-mail, quer a moça abrisse o mesmo ou não.. então complica né… rsrsrs

      O que quis jogar à reflexão são as pequenas decisões que tomamos a cada momento do dia, que podem ser influenciadas pelo tarot ou não.. ao gosto do freguês! 🙂

      nem me fale nessa revisão.. que ódio! kkkkkkk

  20. Eduardo Selga
    3 de fevereiro de 2014

    O conto apresenta uma ideia interessante, qual seja, o tarô eletrônico no cotidiano de uma jovem, com frequentes consultas ao computador. Mas o projeto, ao que me parece, não logrou êxito, na medida em que nada acontece no enredo que provoque o tensionamento da trama, e isso é uma condição básica às narrativas curtas ficcionais. Até é possível escrever contos sem que esse elemento se sobressaia, mas é preciso muita técnica para “segurar” o enredo por meio de outros pontos. Caso contrário o texto se desmancha.

    Destaco o uso, consciente ou não, da metalinguagem. Ao usar parágrafos mínimos (usando até mesmo separações indevidas do ponto de vista gramatical), o coloquialismo, o registro do cotidiano da mulher por ela mesma num computador, o(a) autor(a) parafraseou a própria linguagem da internet (mas não o internetês) e sua velocidade que diz pouco, deixando muitos espaços em branco quanto ao sentido a serem preenchidos pelo leitor. Há, inclusive, a presença daquelas frases “positivas”, alienadas da realidade social e “alto astral”, típicas de redes sociais, como esta: “Mas Luzia passou o dia amuada, sem fazer nada de construtivo para sair de seus problemas e tampouco lembrou de agradecer pelas pequenas dádivas que todos os dias nos são oferecidas pela vida.”

    • Magician
      4 de fevereiro de 2014

      Eduardo! Obrigada pela leitura!

      No caso das separações indevidas, acho q te referes ao ponto que eu expliquei, eu fiz uma revisão arrumando algumas coisas, como os espaços e na hora de enviar, enviar sem as correções, não sei o que fiz.. errei feio!

      Quanto as frases positivas, elas tinham que entrar pois são do universo da protagonista, note que ela ouve mantras, acredita em anjos, tem sino de vento em casa… enfim, faz parte! 😉

  21. Harry
    3 de fevereiro de 2014

    Outro muito legal, gostei muito da ideia! Meus parabéns! Boa sorte no desafio!

    • Magician
      4 de fevereiro de 2014

      Harry!!! Muito obrigado!!!!

  22. Anorkinda Neide
    3 de fevereiro de 2014

    Gostei muito! Uma ideia diferente do que já se apresentou.
    E bem atual, quem nunca abriu um tarot on-line, por curiosidade? rsrsrs

    ahh… pq no título está escrito Tarô e no texto Tarot? alguma razão?

    • Anorkinda Neide
      3 de fevereiro de 2014

      Esqueci de deixar um abraço e boa sorte! 🙂

      • Magician
        3 de fevereiro de 2014

        Obrigada, Anorkinda!

        Tem razão não. Eu fiz todo o conto sem título.. ao enviar pensei rapidamente e escrevi. Então na empolgação, escrevi assim, abrasileirado…
        Só depois de postado aqui foi que percebi o que fiz!

        Abraço

  23. Rodrigo Arcadia
    2 de fevereiro de 2014

    Bom conto.
    Somente a conclusão que não considerei boa.
    A moça larga das consultas do tarô ao conseguir sucesso na vida? como se não precisasse mais de conselhos e ajuda.
    Abraço!

    • Magician
      3 de fevereiro de 2014

      Pois é, Rodrigo!
      é de puxar as orelhas desta menina, né?
      Quando tiver problemas, ela lembrará do tarot, tenha certeza! kkkk

      Obrigada pela leitura.
      Abraço

  24. lu261292
    2 de fevereiro de 2014

    A ideia é boa, mas o conto, interessante no seu início, acabou não sendo bem desenvolvido, mesmo assim, desejo-lhe boa sorte!

    • Magician
      3 de fevereiro de 2014

      Obrigada, Lu!

  25. Ryan Mso
    2 de fevereiro de 2014

    Faço das palavras do Leonardo as minhas. Gostei da ideia. E até do início, mas o decorrer me fez perder o interesse. Precisa ser melhor trabalhada a ideia, mas tem potencial.

    Parabenizo ao autor e desejo boa sorte no desafio!

    • Magician
      2 de fevereiro de 2014

      Ryan! Obrigada!

  26. Leonardo Stockler
    2 de fevereiro de 2014

    Juro que gostei da ideia. Todos os elementos tinham tudo pra dar muito certo: a linguagem rápida, associada à temática internetesca. O cyber-tarô, roupagem moderna de um jogo antigo, adaptado ao consumo… Ótimas criações. Só que aí fui lendo, e a coisa foi ficando morna, e quando vi, tinha acontecido várias coisas, e nenhuma dela realmente significativa, nenhuma tensão, nenhuma comunicação com o leitor. E o final, feliz, que tinha tudo pra ser bem recebido, não me causou muito impacto. De qualquer forma, vale a pena. Para´bens. Abraços!

    • Magician
      2 de fevereiro de 2014

      Leonardo! Obrigada pela leitura!

      Pois é, eu não quis fazer muita coisa acontecer, apenas o dia-a-dia de uma moça influenciada ou não influenciada pelo tarô, conforme sua disposição.
      Pena que ficou morno, embora eu não quisesse realmente causar impacto.
      Sei lá, se me entendem… hehehe

      Abraço

      ahh uma coisa que reparei é que fiz uma revisão, pouca coisa, uma palavrinha aqui, um espaço ali e acabei enviando o texto sem essa revisão, não sei o que aconteceu aqui nos meus arquivos!

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Informação

Publicado às 2 de fevereiro de 2014 por em Tarô e marcado .