EntreContos

Detox Literário.

O Vizinho (Tom Lima)

Rogério mora num apartamento confortável. Não grande, mas confortável. Dois quartos, sala cozinha e banheiro. Um quarto virou escritório. Mais do que suficiente para um cara e seu cachorro. Fica numa rua sem saída, o que garante a tranquilidade que um estudante aspirante a escritor acha precisa. É o único prédio no lado ímpar da rua. Da varanda, pode ver a única casa do lado par. Uma enorme casa.

Sua diversão é sentar na varanda à noite, no escuro, para observar os vizinhos. Gente legal. Um casal de idosos, uma filha de meia idade e um cão. Normalmente via a filha sair para passear com o cachorro, por volta das onze da noite, depois ela subia para o andar dos quartos, a luz se apagava e o resto da noite era silêncio. Pessoas estranhas se divertem com coisas estranhas. A graça disso era se sentir invisível. Saber que ninguém mais sabia que ele estava ali, observando. Como um fantasma.

A filha passeia com o cachorro e fuma seu cigarro, como sempre. Fala sozinha como sempre. O apartamento de Rogério fica no terceiro andar então não consegue ouvir o que ela fala, nem ter certeza se ela fala mesmo ou se fica só mexendo os lábios. O cão cheira tudo pelo caminho. Depois de urinar olha na direção da varanda como se soubesse que tem algo ali. Late, como quem diz “sei que você está ai! Você esconde sua cara mas não pode esconder seu cheiro de mim.”. Só o cão sabe da sua presença.

O resto do prédio se encontra vazio. Os outros apartamentos ainda esperam donos ou inquilinos.

Depois que as luzes na mansão se apagam ele continua sentado na escuridão, só. Um caçador em tocaia cujo a presa não vai aparecer. É um tanto sem graça, normalmente, mas o silêncio é reconfortante. O ar gelado da noite entrando pelo nariz e se espalhando pelos pulmões, parecia limpar a fumaça do cigarro, a luz da lua cheia penetrando as copas das árvores, lançando rendas pelo chão de terra, as poucas mas belíssimas estrelas que a luz da lua permitia ver, tudo isso era fantástico mas o melhor era o silêncio. Que foi quebrado pelo grito. Aquele grito que vem da alma, colocado para fora pelo mais puro horror. Grito causado por um medo ancestral, que gela a espinha de quem o ouve.

Thor, seu cão, acordou, mas não latiu. Simplesmente se encolheu, colocando a cabeça no chão entre as patas dianteiras enquanto dobrava o rabo para baixo e emitia um lamento baixinho, quase

inaudível. Sem saber se realmente havia ouvido algo permaneceu da mesma forma. Controlou a respiração e esperou seu coração diminuir o ritmo. Se algo estivesse acontecendo seus vizinhos acenderiam as luzes, gritariam ou algo do tipo.

-Calma garoto, não foi nada.

Disse enquanto passava a mão na grande cabeça de Thor.

O silêncio se restabeleceu pesadamente. Pesado demais. Silêncio total, anormal. Sem os grilos, sem o som das folhas nas árvores, sem canto de coruja. O silêncio do predador. Até mesmo o vento havia deixado aquela rua sem saída, Rogério deveria fazer o mesmo. Sentia que deveria fazer o mesmo.

Mas ele continuou no mesmo lugar, esperando, olhando, sabendo que algo aconteceria. As horas passaram e o sono o venceu.

O domingo começou cedo para Rogério. Dormir na varanda sempre o revigorou. Ser acordado pelo sol nascente não tem preço, fez o sonho da noite anterior ser quase esquecido. Uma lembrança ruim semi apagada.

Devia passear com Thor e fazer compras na feira, mas Thor não queria sair. Insistentemente ele se encolhia e andava para traz com toda sua força a cada tentativa de ser levado para fora, e quando Rogério se dirigia para a porta sozinho ele começava a latir e corria para entra no caminho entre ele e a porta.

Só consegui sair depois de trancar Thor na varanda. Saiu ao som dos latidos do cão.

Logo apos trancar o protão do prédio e virar para a saída da rua viu, no portão de seus vizinhos, um homem alto, de terno negro, assim como a gravata, a camisa e o chapéu. Do colete pendia uma corrente dourada que refletia o Sol da manhã. Thor já não latia mais. O chapéu do homem alto encobria seus olhos, mas mesmo assim Rogério acenou para ele, que respondeu levando a mão esquerda ao chapéu.

No fim da rua há uma encruzilhada. Virando a esquerda há um condomínio, a direita segue-se para o campus da universidade, seguindo em linha reta descendo a ladeira se chega a feira. Rogério

comprava laranjas todo domingo, muitas. Enquanto escolhia as que levaria naquela manhã notou que, ao seu lado, estava o homem alto.

Ele devia sentir calor dentro daquela roupa. Olhava as laranjas com desinteresse e sorria. Rogério tentou seguir com suas compras mas a presença do estranho o deixava desconfortável. Acelerou a escolha das laranjas e seguiu para as mangas. Quando virou de costas para a barraca de laranjas viu o homem alto próximo as mangas.

Foi direto as bananas, afinal não era época de mangas mesmo. Escolheu uma dúzia de bananas prata. Na hora de pagar o homem alto estava ao lado do feirante.

Chegou em casa levando apenas laranjas. Convencido de que a noite dormida ao relento havia lhe causado febre, daquelas altas que causam alucinações. Tomou um anti térmico e deitou na cama para descansar.

Não consegui dormir. A sensação de olhos fixados nele não o deixava. Andou pela casa e preparou um suco de laranja, que seria tomado na varanda como manda seu ritual dominical.

Da varanda viu o homem alto, perto do portão de seus vizinhos, com o chapéu a lhe cobrir os olhos e o sorriso escapando da boca. Observou o estranho enquanto criava hipóteses. “Como ele chegou tão rápido até a feira? Deve ter ido por outro caminho, mais curto. Como se moveu tão rápido? Eu não estava prestando atenção, tem que ser isso! Quem é esse cara?” Buscava explicações racionais, mas elas não bastavam. Não podiam explicar como sabia que o homem alto vestido em negro tinha um olhar que lhe penetrava a alma, mesmo sem ter visto sus olhos.

Passou o resto do domingo escrevendo. Tentando, na verdade. A presença do estranho no lado de fora destruía sua concentração e capacidade criativa.

Fechou as cortinas blackout e foi dormir, pois logo cedo tinha aula na universidade.

Ninguém deveria ter que acordar as sete da manhã para assistir aulas sobre qualquer coisa. Muito menos de latim.

Ao sair do portão de seu prédio Rogério fica aliviado por não ver o estranho no portão. Segue pela rua da direita na encruzilhada para a sua inevitável manhã de aulas. O campus da universidade é um lugar agradável. Cheio de árvores e prédios com arquitetura elaborada. Cheio de pessoas e vida.

Grupos de estudantes se cruzam ao se dirigir para suas respectivas aulas e o estranho segue Rogério.

Apertar o passo para logo chegar a sala de latim pareceu uma boa ideia. Mas, novamente, o estranho foi estranhamente mais rápido. Ao entrar na sala Rogério vê ele sentado ao fundo da sala, rindo.

Tomado pelo tipo de impulso que nos leva a fazer coisas estúpidas saiu da sala correndo, decidido a voltar para seu apartamento e só sair de lá depois de chamar um médico, um psicólogo ou um psiquiatra pois, definitivamente, estava ficando louco. Não tinha certeza se havia gritado enquanto corria para fora da sala mas os outros alunos tiveram a certeza de que ele tinha problemas.

Correu o mais rápido que meus pulmões de fumante permitiam somente para dar de cara com o estranho, parado no portão de seus vizinhos, sorrindo.

-Quem é você?

Rogério gritava ofegante. O estranho, com movimentos suaves ergueu os olhos e disse sorrindo:

-Seu vizinho, Reginaldo.

E era. Sabia que era, mas estava errado. Seu Regis tinha mais de setenta anos e o estranho não passava dos trinta. De alguma forma realmente era ele.

Mas não podia ser.

-Você é filho do Seu Regis? É muito parecido com ele.

-Não. E sou O Reginaldo. Por que você não acredita em mim?

-Acredito, mas da última vez que eu o vi o senhor era mais velho.

-Ah, muitas coisas aconteceram. Por que não entramos e tomamos um café? Lá eu te explico o que houve.

Novamente agindo sem pensar Rogério entrou pelo portão da mansão pela primeira vez. Nunca trocou mais que seis palavras com seus vizinhos, dizia somente o que manda a boa educação

“-Bom dia

-Bom dia, tudo bom?

-Tudo, e a(o) senhora(o)?

-Tudo ótimo.”

Quase um mantra.

Quando subiu o primeiro degrau em direção a grande porta um arrepio correu sua espinha. Ouvia Thor latindo desesperadamente da varanda no outro lado da rua. Seu Régis abriu a porta e aguardava que Rogério terminasse de subir os degraus. Involuntariamente subiu, degrau após degrau e entrou.

A sala de estar enorme e vazia assustava. Não havia decoração clichê de família Adams, mas havia imponência e bom gosto. O tipo de lugar que nos faz sentir pequenos. A luz da manhã entrava pelas amplas janelas iluminando a decoração feita em tons de bege e branco. Um paraíso de revista revista de decoração.

Seu Régis não falou. Mas indicou o grande sofá, coberto por couro branco, como um convite para se sentar. Logo depois saiu, retornando com uma garrafa de whiskey e um copo com gelo.

Foi falando enquanto enchia o copo.

-E ai, o que achou da casa?

Rogério estava sem palavras.

-Onde estão sua esposa e sua filha?

-Bem, como você já deve ter notado, eu morri a algumas noites. Eu levantei de madrugada para tomar água e de repente…. Coração, sabe com é? O problema foi que, assim que a dor no meu peito e a dormência no meu braço pararam eu acordei no mesmo lugar em que meu corpo estava. Eu estava lá, olhando meu corpo estendido no chão sem poder fazer nada. Decidi subir e tentar avisar Marlene, mas parecia que ela não me via ou ouvia. Insisti até que ela viu. Mas como eu não tenho mais a mesma aparência de antes ela se assustou, e o coração dela também não aguentou. Não sei porque mas ela não apareceu como eu. Enfim, quando Valdirene viu eu e a mãe mortos também teve um colapso. Parece que minha família deveria ter cuidado mais da saúde. Bom, continuei

tentando fazer alguém me ver, mas falhei miseravelmente. Até você aparecer no portão. Ai comecei a te seguir.

Rogério desistiu de negar o que lhe acontecia diante dos olhos.

-Cara, você quase me deixou maluco! Esse lance de ficar aparecendo pra só mim, sem ninguém mais te ver, assusta! Achei logo que eu estava esquizofrênico ou algo do tipo.

Os dois riram.

-Como você consegue tocar nas coisas?

-Não sei. Só funciona dentro da casa. Eu fui descobrindo essas coisas aos poucos, como isso.

O jovem Seu Régis tomou um gole direto da garrafa. O liquido foi direto para o chão.

-Não posso beber ou comer, e também não preciso dormir. Também não sei porque só você pode me ver ou ouvir.

Enquanto bebia o caro whiskey Rogério tentava por os pensamentos no lugar. Logo perguntas surgiram.

-O que aconteceu com o cachorro?

-Que?

-O cachorro de vocês. Eu sempre via sua filha passeando com ele aqui na rua.

-O Tom está bem, deve estar comendo agora.

Como respondendo ao som de seu nome o cão apareceu latindo, descendo as escadas. Um labrador feliz com o focinho e patas vermelhos da refeição recém interrompida.

Tom correu na direção de Rogério e agarrou a barra de sua calça e a puxou insistentemente. A sua experiência com Thor permitiu perceber que Tom queria lhe mostrar algo.

-Para Tom! Não enche a visita!

O jovem seu Régis gritava, mas o cão parecia não lhe ouvir.

Rogério seguiu o cão escada acima apesar dos avisos do jovem Seu Régis. Tom entrou por uma porta entreaberta.

Rogério podia ouvir Thor latindo desesperadamente do outro lado da rua. A distancia abafava o som dos latidos mas não tirava sua emoção, claramente diziam “sai dai seu puto!”. Contrariando o conselho de seu melhor amigo Rogério empurrou a porta.

A abriu e a visão o congelou. Talvez o pior fosse o cheiro, mas na hora não dava pra saber. Informação de mais. Dizem que quando os europeus chegaram pela primeira vez as arméricas alguns índios simplesmente não enxergavam os navios. A imagem daquelas coisas enormes, impelidas pelo vento, trazendo homens brancos de além mar cobrindo o corpo com panos era tão além da compreensão deles que o cérebro simplesmente ignorava. Talvez por isso Rogério não viu o corpo de Seu Régis, velho como ele conhecia, com um buraco no lugar de rosto. Já havia sido difícil se convencer de que um Seu Régis, mais novo do que de costume, o estava seguindo por toda a parte que a existência de outro estava além das capacidades de seu cérebro. Mas todo o resto estava a seu alcance.

A cena grotesca exibia sangue carne e intestinos. Tudo num emaranhado que ficava entre a arte e um ataque epilético. Os corpos semi decompostos ainda eram reconhecíveis para Rogério. Os órgãos internos espalhados pelo chão, pelas paredes e pelo teto do amplo quarto. Tom havia comido a coxa de Marlene até o fêmur e agora começava a roê-lo.

O jovem Seu Régis estava sentado a beira da cama, brincando com algo que pode ter sido um fígado ou um pedaço de um rim.

-Por favor me desculpe. Eu não queria que você visse essa bagunça. Vamos aguardar lá embaixo?

-O que aconteceu aqui?

Palavras que saíram com muito esforço da boca de Rogério. Quase não conseguiram se fazer ouvir,

mas saíram de sua boca.

-Você fez isso meu jovem.

O jovem Seu Régis respondeu sorrindo.

-Eu não fiz nada! É a primeira vez que entro nessa casa!

-Calma garoto. Assim você vai ter um troço! Deixe eu te explicar com todas as palavras para que nada fique confuso nessa sua cabecinha devagar, certo?

Rogério tremia demais para falar ou para fugir.

-Eu fiz tudo isso, sim admito. Quando você fica velho as coisas vão ficando chatas, sem graça, e eu decidi terminar com a minha vida. Mas a maldita Marlene entrou bem na hora, e começou a gritar pela nossa filha. Ai uma coisa levou a outra e ao invés de usar a faca para cortar meus pulsos eu usei para cortar a garganta de Marlene, aquela puta velha. Ai, quando dei por mim, eu estava comendo a minha filha ainda quente e o Tom estava comendo a Marlene, cada um a sua maneira, se é que me entende. Eu perdi totalmente o controle e fazendo essa bagunça toda que você pode ver. Depois de voltar ao normal terminei o que havia começado com uma arma velha que havia sido de meu pai, essas coisas fazem um estrago não é? Ai veio a parte estranha. Depois do tiro eu simplesmente acordei aqui, quarenta anos mais novo e sem conseguir tocar as coisas. Terrível, não?

Rogério parou de ouvir quando algo sobre necrofilia foi dito e o barulho das sirenes começou a ficar mais alto.

-Como eu disse, Rogério, foi você quem fez isso tudo. Eu descobri que posso, com um esforço tremendo devo salientar, tocar nas coisas dentro da casa, como o telefone… Como parece que a eternidade vai ser bem sem graça, preso por aqui, eu tinha que me divertir. Você me entende não é, Rogério? Não é nada pessoal, é o destino você ser o único que me vê…

Rogério estava ajoelhado no chão e chorando.

Quando foi levado pelos policiais só conseguia gritar:

-Foi ele, foi ele, não eu! O homem de preto, Seu Régis! Reginaldo! Foi ELE!

Ao fundo, Thor latia.

Os advogados contratados por sua família garantiram o diagnóstico de esquizofrenia.

Alguns podem dizer que o lado bom de se ver fantasmas é que você nunca está sozinho.

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41 comentários em “O Vizinho (Tom Lima)

  1. Frank
    15 de janeiro de 2014

    Gostei da ideia de um fantasma interagindo no ambiente…pouco comum.

  2. Weslley Reis
    15 de janeiro de 2014

    É uma boa trama que não foi tão bem executada. A ambientação está ótima no início do conto, mas ficou corrido do meio pro fim e se perdeu. Se o autor/autora o reescrever, acho que surgiria uma ótima história.

  3. Paula Melo
    14 de janeiro de 2014

    Minha leitura começou bem mais no decorrer achei cansativo,não sei bem o porque.
    Essa ideia pode ser melhor trabalhada e creio que terá muito retorno positivo.

    Boa Sorte!

  4. Caio
    14 de janeiro de 2014

    Olá. Cara, ignorando a parte da grafia, a pressa afetou o enredo, que acabou cheio de furos também. Eu tava curtindo o cenário do vizinho voyeur, mas de repente os erros começaram e o enredo desandou. Só dá pra sugerir calma mesmo, mas todo mundo já escreveu com pressa uma vez (ou muitas) na vida, é parte da experiência haha Abraços

  5. Pedro Luna Coelho Façanha
    12 de janeiro de 2014

    Então, não tenho muito o que falar. Infelizmente não gostei de quase nada no conto. Com já foi falado, as motivações na minha opinião tornaram o texto fraco. Mas, é isso mesmo. Quem sabe no próximo eu goste? Sempre há para onde melhorar. Parabéns.

  6. Raione
    11 de janeiro de 2014

    A ideia é razoável, mas a execução tá bem problemática. Tudo no conto que não se apoia no sobrenatural me pareceu inverossímil, nenhum dos personagens esboçados me convence, os diálogos soam muito artificiais, a narração não prende. E há uma oscilação de tom: havia trechos em que eu não sabia se o conto queria deixar o leitor rindo, aflito ou chocado, e essa variação não surgiu como positiva, enriquecedora, mas como um som sem melodia. Penso que a ideia merece uma nova construção.

  7. Ana Google
    3 de janeiro de 2014

    A história é boa, mas a execução foi totalmente atrapalhada! O texto tem muuuitos erros, que eu cito a título de exemplificação (não, eu não consegui anotar todos). Vejamos: “para entra no caminho entre ele e a porta”, o certo seria “para entrar”; “revista revista de decoração” – repetição de palavras; “eu morri a algumas noites”, sendo que o correto seria “eu morri HÁ algumas noites”, pois indica o passado; na passagem “europeus chegaram pela primeira vez as arméricas”, o correto seria: “europeus chegaram pela primeira vez às Américas”. Isso sem contar os parágrafos pulados, as faltas de vírgulas, as faltas de acentuações, dentre outros.

    De qualquer forma, se o texto for melhor trabalhado, creio que seria um bom conto! Boa sorte no desafio!

    • Sceadugenga
      4 de janeiro de 2014

      Muto obrigado Ana.

      Não sei como vocês tem conseguido ler ele até o fim. São muitos erros, muitos mesmo. Acho que você realmente querem ajudar, e a isso agradeço muito!

      Sem querer me eximir desses erros todos, a culpa disso é da minha procrastinação. Deixei pra escrever no último dia e fiquei sem tempo para uma revisão detalhada.

      Enfim, obrigado novamente, Ana.

      • Ricardo Gnecco Falco
        12 de janeiro de 2014

        A procrastinação é o maior inimigo de T-O-D-O-!-!-! e qualquer escritor. É tipo o Darth Vader da criação literária.
        Que a Força esteja com você, Sceadugenga-Jedi!
        😉

      • Ricardo Gnecco Falco
        12 de janeiro de 2014

        A procrastinação é o maior inimigo de T-O-D-O escritor…
        É tipo o Darth Vader da criação literária!
        Portanto…
        “Que a Força esteja com você, Sceadugenga-Jedi!” 😉

  8. Edson Marcos
    3 de janeiro de 2014

    Sacana igual saci esse Seu Regis!
    A idéia e os elementos são bons, mas faltou uma boa execução, assim como um desfecho mais convincente.
    Coisas como “… aspirante a escritor acha precisa” logo no início tiram a toda expectativa em relação ao texto. As falhas já foram apontadas. Repetindo os conselhos, leia, leia muito, escreva e revise, corte palavras e tudo o que for dispensável.
    Eu era um péssimo autor, e com o tempo e prática, já estou quase ruim.
    O importante é que você parece ter muita criatividade, o que, penso eu, ser 30% do sucesso de um autor. O resto vem com muito trabalho.
    Boa sorte.

  9. Gustavo Araujo
    2 de janeiro de 2014

    A ideia é bacana. O fantasma perseguidor é realmente algo que consegue assustar, criar um desconforto. No entanto, algo se perdeu no desenvolvimento. O início promissor não resultou numa prossecução (obrigado, Inês) no mesmo nível. O final é o mais decepcionante e, mesmo dentro da inverossimilhança que permeia o tema, por demais inocente. Dificilmente alguém seria incriminado por um crime de assassinato com provas tão… inexistentes. Em suma, uma boa ideia que, melhor trabalhada e com um final totalmente diverso, pode resultar em um conto muito bom.

    • Sceadugenga
      4 de janeiro de 2014

      Obrigado, Gustavo.

      Acho que vou insistir nesse final, mas dando a ele uma forma totalmente diversa.

      Tenho que me lembrar de deixar claras certas ideias que me tomaram quando escrevi.

      Novamente obrigado.

  10. Cácia Leal
    2 de janeiro de 2014

    Gostei do conto, mas realmente precisa de revisão. Crase, todo mundo erra mesmo, não se preocupe. Aula rápida e básica: troque a palavra depois do “a” por uma outra qualquer masculina; caso vc sinta necessidade de trocar o “a” por “ao”, coloque uma crase. Entreguei o livro à menina / entreguei o livro ao menino. Fui à feira / fui ao colégio… Continue escrevendo, vc tem talento!

    • Claudia Roberta Angst - C.R.Angst
      2 de janeiro de 2014

      Uso essa mesma tática, Cácia. Funciona sempre.

    • Sceadugenga
      4 de janeiro de 2014

      Vou anotar essa, Cácia!

      Obrigado pelo elogio. Vou continuar sim, sou teimoso.

      Muito obrigado.

  11. Leandro B.
    2 de janeiro de 2014

    Carece de alguma revisão. Logo no início nos deparamos com a ausência de uma vírgula e a supressão de um “que”. Há alguns outros errinhos (repetições, palavras erradas), além de descontinuidade nos tempos verbais. O estado de espírito do protagonista também varia de forma um pouco incômoda. Quer dizer, uma hora ele está com medo do que o está seguindo e de estar ficando louco. Então, de repente, quando ele descobre se tratar de um fantasma ele fica mais tranqüilo e chega a rir com o morto?!

    Não entendi, também, a intenção do autor ao longo do texto. Causar tensão ou gerar bom humor? É claro que se pode tentar fazer os dois, mas realmente não consegui absorver o direcionamento. A história que seu Regis conta, por exemplo, me pareceu bem cômica, com toda a família morrendo do coração após encontrar um parente morto.

    Essa parte também me pareceu morbidamente engraçada: “Depois de voltar ao normal terminei o que havia começado com uma arma velha que havia sido de meu pai, essas coisas fazem um estrago não é? Ai veio a parte estranha”. Quer dizer, o cara tentou se matar, rasgou a garganta da mulher, o cachorro devorou sua esposa enquanto ele violentava a própria filha (não sei se viva ou morta)… e então veio a parte estranha? rs Sei lá, que tipo de vida esse cara levou para a parte estranha só vir depois disso tudo?! rs.

    E pela história do Seu Regis, acho que qualquer exame da perícia iria confirmar que não foi Rogério quem fez tudo aquilo, o que enfraquece a possibilidade dele acabar no manicômio diagnosticado com esquizofrenia.

    Enfim, acho que há algo a ser explorado aqui. Existe um mistério bom. Muito bom mesmo. Por que apenas o fantasma de Seu Régis surgiu? Por que sua aparência fantasmagórica retrocedeu até os quarenta anos? Infelizmente o autor preferiu enfatizar outras questões e acabou fazendo isso sem muito foco. Além disso, a falta de revisão prejudica muito o conto. Quando nos deparamos com erros logo no início acabamos criando o péssimo hábito de caçar outros ao longo do texto.

    Fico um pouco acanhado em comentar isso, porque posso estar errado: tive a impressão de que se trata de um autor que está começando, mas não tendo esse como primeiro texto. Já escreveu outras coisas, talvez até melhores do que o conto aqui apresentado. Tem potencial, mas não o realizou aqui. De minha parte, espero continuar lendo suas histórias. Existem poucas coisas mais legais do que acompanhar alguém desenvolvendo seu potencial.

    Boa sorte!

    • Sceadugenga
      4 de janeiro de 2014

      Obrigado, Leandro, pelas criticas e conselhos.

      Todos os pontos que você apontou se tratam de ideias mal trabalhadas.

      Enquanto eu escrevia a intenção era gerar tensão, depois algum alívio cômico e, então, retomar a tensão. Falhei, sei que falhei, mas vou corrigir isso.

      Sobre ser iniciante, acho que esse é o sétimo conto em pouco mais de um mês. Tive que me obrigar a terminar coisas nesse mês porque, antes, eu somente anotava ideias, quando anotava, e as deixava espalhadas em cadernos e folhas soltas pela casa. Se quiser ler esses contos é só clicar no meu nome.

      Novamente, muito obrigado!

  12. Charles Dias
    31 de dezembro de 2013

    Conto muito confuso. Primeiro passa uma impressão, depois outra, vai, volta … o que torna a leitura entrecortada, aos trancos, cansativa. Tem potencial, mas precisa ser mais bem trabalhado.

  13. Gunther Schmidt de Miranda
    31 de dezembro de 2013

    Divido as palavras dos demais. Ao meu ver faltou algo, um retrabalhar as idéias. Mas, não desista. Lembre-se que Allah aprecia os perseverantes.

    • Sceadugenga
      31 de dezembro de 2013

      Meus conhecimentos sobre Allah são quase nulos. Mas parece que ele me aprecia de certa forma 🙂

      Obrigado Gunther.

  14. Ricardo Gnecco Falco
    31 de dezembro de 2013

    Vai que é tua, Tafarel!
    Não desanime… Melhores obras virão!
    Leia, leia, leia, leia; escreva, escreva, escreva, escreva e, depois, deixe os textos descansando um pouco. Então, apare as arestas, revise e…
    Revise novamente.
    Então publique.
    Mas, nunca… Nunca pare de escrever. A “pegada” vem somente com a prática. E você já está quase lá! 😉
    Um abraço e boa sorte!

    • Sceadugenga
      31 de dezembro de 2013

      Pra esse desafio só tive tempo para as duas primeiras etapas do seu conselho, e alguma revisão rápida. Mas valeu a pena cada palavra por causa do feedback que estou tendo aqui. Muitos dos erros cometidos nesse conto eu cometi em outros em que segui todos os passos do seu conselho. Os comentários tem sido incrivelmente úteis e didáticos e vão me ajudar não somente nesse conto, mas em tudo que eu vier a escrever daqui pra frente.

      Não se preocupe, eu sou bastante teimoso. 🙂

      Em algum lugar li que a escrita ruim vem, invariavelmente, antes da escrita boa. Logo isso faz parte do caminho.

      Muito obrigado Ricardo.

  15. Bia Machado
    30 de dezembro de 2013

    Não me convenceu muito o desenvolvimento dado ao conto, o rumo que a história tomou. Achei pouco convincente também a forma como o cara descobriu o fantasma: “-Cara, você quase me deixou maluco! Esse lance de ficar aparecendo pra só mim, sem ninguém mais te ver, assusta! Achei logo que eu estava esquizofrênico ou algo do tipo.” Acho que ele podia ter descoberto de uma forma mais estupefata, sabe, se desesperando mesmo ao ficar frente a frente com um fantasma… Pelo menos eu acho que seria mais crível. Um material que deve ser bem trabalhado ainda.

    • Sceadugenga
      31 de dezembro de 2013

      Então, Bia, a ideia por trás disso é uma, de várias, que eu não consegui expor bem nesse conto.

      Vou voltar a trabalhar nele. Tentar obter um resultado melhor.

      Muito obrigado, Bia.

  16. Pedro Viana
    30 de dezembro de 2013

    Apesar de que o conto, em geral, deixou a desejar, confesso que gostei. Da narrativa, do personagem, da situação criada e do desfecho. Com mais trabalho e empenho, pode sair um bom produto final. A grande dúvida que me assombrou mais que o vilão dessa história é como um escritor universitário consegue tempo para ficar observando os vizinhos na sacada do prédio? Li o conto com a esperança de que encontrasse a resposta, mas ela não veio, rsrsrs.

    • Sceadugenga
      31 de dezembro de 2013

      Boa pergunta, Pedro.

      Vou tentar responder isso numa próxima versão.

      Muito obrigado.

  17. Claudia Roberta Angst - C.R.Angst
    30 de dezembro de 2013

    Alguns detalhes passaram longe da revisão. Há um escritor com boas ideias em desenvolvimento aqui. Enrolou um bocado na introdução para despejar toda a tensão e susto no final. O leitor então se atrapalha tentando assimilar tudo de uma vez e a narrativa acaba esbarrando na falta de verossimilhança. Boa sorte!

    • Sceadugenga
      31 de dezembro de 2013

      Outro ponto onde me enrolei durante a execução. Ele deveria se desenrolar num “crescendo”.

      Vou trabalhar nisso numa próxima versão

      Obrigado Claudia.

  18. Inês Montenegro
    29 de dezembro de 2013

    Ideia com potencial, mas falhou a prossecução. Os actos do fantasma, e a sua descoberta, teriam funcionado melhor caso a motivação da personagem convencesse o leitor, o que não acontece. O início também parece enrolar demais antes de entrar na história propriamente dita.

    • Sceadugenga
      31 de dezembro de 2013

      A motivação do suicídio ficou terrível mesmo. O motivo dos assassinatos e da perseguição ao vizinho eu vou manter, mas trabalhar melhor.

      Um dos erros que vocês me ajudaram a notar foi o excesso de coisas deixadas nas entrelinhas. Coisas que indico somente com uma frase ou com uma palavra, o que não é o suficiente.

      Obrigado Inês.

  19. Thata Pereira
    29 de dezembro de 2013

    É uma ideia boa. Gostei de toda a história, mas achei fraco o modo como foi escrita. Não sou fã de diálogos muito diretos, é uma coisa que estou vendo muito aqui esse mês. Leio todos com o mesmo sentimento, não consigo identificar o que o personagem sentia dou pensava…

    Não gosto muito de personagens que tem o nome começado pela mesma letra em um conto. É algo particular meu, fico perdida. Só não me importo quando cada personagem tem características marcantes.

    Também achei estranho (Rogério?) aceitar tão bem o fato que (Régis? Reginaldo?) estava morto.

    Boa Sorte!!

    • Sceadugenga
      31 de dezembro de 2013

      Bom conselho sobre os diálogos, Thata.

      Quando escrevo eles assim, de forma bem direta, é pra passar a ideia de que os personagens realmente não estão pensando enquanto falam. Só falando, sabe? Mas darei um tratamento maior nos sentimentos daqui pra frente.

      Entendo seu ponto quanto aos nomes e vou levar isso em conta nos próximos escritos.

      Quanto a aceitação de Rogério é parte de uma ideia que eu não soube trabalhar bem, mas que será refeita numa próxima versão.

      Muito obrigado Thata!

  20. Jefferson Lemos
    29 de dezembro de 2013

    Esperei que acontecesse algo diferente. Esse final foi um pouco forçado, e a motivação do fantasma também não me agradou. Espero que outros possam gostar.
    De qualquer forma, parabéns e boa sorte!

    • Sceadugenga
      31 de dezembro de 2013

      Obrigado Jefferson.

      As motivações dele ficaram mal trabalhadas. Vou rever isso numa próxima versão.

  21. Ryan Mso
    28 de dezembro de 2013

    Esperava mais do conto por conta do início, mas não rolou. De qualquer forma, parabenizo ao autor.

  22. Marcellus
    28 de dezembro de 2013

    Achei pouco crível a motivação do fantasma e, ainda menos, a do Seu Régis nos últimos momentos de vida.

    Além disso, o conto precisa de alguma revisão, especialmente quanto às crases, que incomodaram um pouco.

    Boa sorte ao autor.

    • Sceadugenga
      28 de dezembro de 2013

      Sempre me atrapalho com crases…
      (nota mental: trabalhar nisso)

      Obrigado Marcellus.

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Informação

Publicado às 28 de dezembro de 2013 por em Fantasmas e marcado .