EntreContos

Detox Literário.

Alex e Lisa (Thais Pereira)

Sem título

A primeira vez que Alex apareceu, eu tinha apenas seis anos. Ele tinha oito. Lembro com nitidez de como surgiu: estava chovendo e minha mãe havia me impedido de brincar lá fora. Inconformada com o fato e odiando a chuva desde então, peguei todas as bonecas que possuía e fui para sala.

Algumas segurei pelos cabelos, outras pelas pernas. Eram muitas, porém, todas velhas. Joguei-as no chão e percebi que estavam tão consumidas pelo tempo que não conseguiria pentear nenhum daqueles cabelos de nylon. Foi quando percebi que ele me observava, sentado no sofá, encolhido.

Pensei que poderia ser o filho de uma de nossas vizinhas que, quietinho, entrou para brincar. Minha inocência não me fez ver problema naquilo e logo fiquei feliz por ter companhia.

− Quer brincar? – convidei e ele fez que sim com a cabeça, sentando-se do meu lado, no tapete.

Estendi para ele uma boneca e expliquei a frustração de não poder pentear seus cabelos. Nesse momento, Alex sussurrou em meu ouvido uma ideia genial e eu logo acatei. Corri até a máquina de costura de minha mãe e peguei a maior tesoura que ela possuía. A que ela nunca me deixava usar por ser pontuda e afiada.

− Nunca chegue perto dessa tesoura, entendeu bem, Lisa? – ela sempre mandava, com frieza na voz.

Por fim, quando terminei, havia feito uma grande bagunça sobre o tapete da sala. Alex e eu rimos. Ele tinha o sorriso bonito. Um sorriso que nenhum outro coleguinha meu possuía.

Ao terminar de fazer o almoço, minha mãe foi até a sala me chamar, sentou-se horrorizada no sofá, levando as duas mãos na boca, surpresa. Eu, inocente, peguei uma das bonecas e mostrei orgulhosa, o que havia feito: os cachos do meu cabelo estavam pendurados na boneca. Presos em uma abertura no alto da cabeça que improvisei com a ponta da tesoura.

Quando mamãe se recuperou do susto, levei uma surra que nunca mais esqueci. Nem sentar na cadeira do cabeleireiro para raspar o que restou dos cabelos eu pude. Fiquei vermelha durante semanas, sentindo a dor da cinta e com os olhos ardendo, de tanto chorarem.

− Quem mandou você fazer isso? – ela gritava, enquanto me batia.

− Foi o Alex, mamãe – eu chorava de dor, pensando que minha mãe saberia o nome do filho da vizinha.

Alex observou tudo no canto escuro da sala. Encolhido como um lagarto ameaçado. Tampando os ouvidos, para não ouvir meu choro que durou a tarde inteira.

Mesmo inconformada, minha mãe comprou lenços para que amarrasse no lugar dos cabelos, pois não poderia permitir que a filha andasse careca pela escola. Diminuiu a chacota, mas foi inevitável não me isolar.  Não sentia mais vontade de comparecer à escola e minha participação não era mais a mesma. Até o dia que Alex apareceu, atrás de uma árvore, me chamando para se esconder com ele.

− Desculpa – ele pediu com os olhos tristes.

− Tudo bem. Mamãe disse que logo eles vão crescer de novo e serão mais bonitos que o outro.

− Pelo menos, então, as bonecas tem cabelos – nós rimos juntos.

Seu sorriso era transparente como água e profundo como o oceano. Quando lhe revelei isso, combinamos que um dia veríamos o mar juntos, já que parecia tão bonito em canais de televisão.

Desde então, Alex e eu ficamos inseparáveis. Fazíamos tudo juntos: jogávamos bola, brincávamos de boneca e contávamos histórias um para o outro. Quando aprendi a ler, mamãe me dava livros e eu lia todos para Alex antes de dormir. Ele era atencioso e nunca se cansava. Um dia falava muito, outro quase nada. Mas quando precisava, ele estava sempre pronto para me ouvir.

Na escola, escondíamos sempre atrás da nossa árvore para conversar. Percebemos que quando conversávamos em público as pessoas davam muita atenção ao que falávamos. Então, começamos a nos esconder. Marcamos a árvore com nossos nomes, pois ali era nosso ponto de encontro.

Quando completei sete anos, Alex me chamou até nossa árvore para dar meu presente de aniversário. Estava curiosa para saber o que seria e me pediu que ficasse de frente para ele e fechasse meus olhos.

− Eu não vou fechar os olhos! – disse sorrindo, exibindo o lugar vago do dente da frente que havia caído há pouco tempo, Alex ainda não havia perdido os dele e eu me sentia um pouco receosa de sorrir.

Ele concordou com a cabeça e então tocou os lábios no meu. Disse que queria me dar de presente seu sorriso, para que estivesse bem guardado e usasse quando necessário. Envergonhada, corri para a sala de aula, pois o sinal já tinha tocado.

Durante a aula, parei de prestar atenção na professora e foquei no beijo. Era a coisa mais sem graça que eu já havia experimentado. Não tinha gosto. Não fazia cócegas e não me fez sentir nada. Nem os lábios. Fiquei pensando se Alex havia sentido alguma coisa e refleti sobre a possibilidade de meu beijo não ser bom. Chorei quando cheguei em casa.

Antes de dormir, ele apareceu no meu quarto e como não comentou sobre o ocorrido mais cedo, também não disse nada. Vai ver, ele também deveria ter achado beijo uma coisa sem graça e preferiu continuar brincando, como antes. Talvez, quando fôssemos adultos, entenderíamos os beijos.

− Quando você crescer quero me casar com você! – ele revelou, antes de ir embora, não antes de escutar meu sim.

Depois desse dia, Alex sumiu. Chorei durante dias, pois eu não tinha mais com quem brincar. Minha mãe, preocupada, foi até a escola, falar com a diretora. Nenhuma outra criança ficava perto de mim. Elas tinham medo.

Quando completei oito anos, Alex apareceu pela penúltima vez. Não sabia se me sentia feliz ou se discutia sua ausência. Pedi pelas justificativas que ele não quis dar. A única coisa que me pediu fosse que fugisse com ele.

− Agora nós temos a mesma idade – ele disse, demonstrando felicidade. – Se vier comigo, teremos a mesma idade para sempre!

− Mas para onde você quer me levar? – perguntei e ele não respondeu.

Assim ficamos durante muito tempo. Ele insistindo na fuga e eu perguntando para onde iríamos. Sinto que se me dissesse teria coragem de segui-lo, mas nunca obtive nenhuma resposta.

Assustada, enfiei a cabeça debaixo da coberta e rezei para que ele fosse embora. No outro dia, quando acordei, ele não estava mais lá. Senti um aperto no coração, mas não podia fazer nada para trazê-lo de volta. Diversas vezes chamei seu nome, disse que poderíamos continuar sendo amigos, mas apenas o vento me escutava. Quando ouvia barulhos estranhos, sentia sua companhia. Depois, julguei que fosse apenas a vontade de senti-la.

Com o tempo, eu era uma menina normal, de quinze anos. Sociável, admirada pelos rapazes e elogiada pelos professores. Tive meu primeiro namorado. O dia que apresentei Renato para meus pais tinha tudo para ser perfeito. Meus pais o convidaram para aparecer mais vezes, mostraram fotografias e contaram a vez em que cortei os cabelos por conta de uma arte de criança.

Despedi-me dele no portão, dando um beijo nos lábios. E aquele beijo podia ser sentido e lembrado. Tinha gosto, toque e era bom.

Subi até meu quarto para assistir algum filme até que anoitecesse e fiquei debaixo das cobertas como fazia quando criança. Foi quando ele apareceu. Arregalei os olhos e fiquei atenda aos seus gestos. Ele ainda era criança como na época que o encontrei pela primeira vez. O quarto estava quase escuro, iluminado apenas pela luz da televisão. Mesmo assim, sua presença, encolhida no canto podia ser vista e sentida.

No pequeno instante em que pisquei os olhos, não o encontrei mais lá. Desliguei a televisão e fiquei durante algum tempo acordada e o escuro me proporcionava a impressão de estar com os olhos fechados. Não sei se posso dizer que chorei, mas uma lágrima caiu no canto do meu olho esquerdo. Apenas uma, mas tão carregada de sentimentos que pude escutar seu barulho caindo no travesseiro. Tentei acreditar que tudo não passasse de um sonho, mas não conseguia. Então, resolvi que o melhor seria dormir e realmente sonhar.

O rapazinho olhava para baixo, como se tentasse descobrir a temperatura da água. Era um lugar bonito. Verde, vasto, rochoso. As pedras eram escorregadias, mas o segui até a ponta da pedra mais alta, imaginando como ele foi parar ali. A água era a mais pura que já tinha visto, talvez servisse até para beber, mas nem o sol disfarçava sua frieza e a raiva de suas correntezas.

A paisagem era encantadora. Do outro lado da praia podíamos ver pessoas divertindo-se e crianças brincando na areia. As árvores eram de um verde intenso e davam um contraste bonito ao mar.

− Você cresceu – disse ele, me olhando. Reparando em cada traço, sobretudo nos cabelos que batiam na cintura e não eram mais encaracolados.

Não tive muitas opções de resposta. Alex era um menino abaixo dos meus ombros, apensar de sempre ter sido mais alto. Tentei formular alguma resposta, mas nada saia. Então entendi que estava ali apenas para ouvir.

− Íamos nos casar – ele disse sem derramar nenhuma lágrima, mas vi que sua face era triste e atormentada. – Mas você recusou me seguir. Agora cresceu e me esqueceu.

− Eu nunca te esqueci – iria continuar, mas ele me interrompeu.

− Eu sei. Mas ser apenas um vulto em seu pensamento não sustentaria mais minha presença em sua vida. – Ele voltou a olhar para baixo e senti medo do que estivesse pensando. – Você cresceu como a maioria das crianças.

Aproximei dele por mais esquisito que aquilo parecesse e dei um beijo em seu rosto, como quem beija um primo ou um amigo. Como quem beija alguém especial.

− O que é isso? – ele disse passando a manga da blusa na bochecha, como se não quisesse que o beijo permanecesse lá.

− Estou devolvendo seu sorriso.

Ele intercalou o olhar entre mim e a água. Da última vez que nossos olhos se encontraram, ele abriu um extenso sorriso. Aquele que eu havia acabado de devolver. E então se jogou. No desespero, ao tentar segurá-lo, escorreguei da pedra e caí, logo atrás de Alex. Meu corpo contra o vento trazia uma sensação boa, até a dor de bater na água.

Eu não sabia nadar, mesmo assim o procurei. Gritei teu nome todas as vezes que meu corpo se debatia na água e eu conseguia alcançar a superfície, mas não ouvia nenhuma resposta. Sentia-me cada vez mais entregue e cansada, entreguei meu desespero à paz e me permiti afundar. Escutei uma voz fraca me chamar e pensei que ele poderia ter ido buscar ajuda. Estava salva!

− Lisa, acorda! – ouvi minha mãe gritando.

Eu estava chorando e sentia-me muito cansada. Passei a mão na minha testa molhada de suor e tirei de mim todas as cobertas, pois fazia muito calor. Abracei minha mãe, dizendo ter tido apenas um pesadelo e me permiti chorar em seus braços. Alex havia ido embora e nunca mais voltaria.

− Não o viu desde então? – perguntou meu psicanalista.

− Não – respondi, sentada de frente para ele. – Hoje entendo qual era a intenção de Alex ao querer me levar para perto dele. Ao desejar que não crescesse. Sinto que foi melhor que ele tivesse mesmo se suicidado para mim.

Uma hora havia passado e a consulta terminada. Não frequentava semanalmente o consultório de psicanálise, mas, ultimamente, tenho pensado muito em meu amigo imaginário. Questionando o quanto real ele poderia ser.

Hoje estou casada, tenho uma linda filha e nenhum motivo teria para recordar de Alex. Afinal, cresci e sua imagem tornou-se apenas um borrão no escuro. Mas nos últimos dias tenho o visto tão nítido em minha mente, que me causa arrepios e rouba o sono.

Assim que entrei no carro, meu celular tocou. Uma ligação vinda da escola de Clara, minha filha. A diretora solicitava minha presença, assim que possível. Olhei no relógio e como faltava pouco para as saída da escola, avaliei que poderia passar por lá e aproveitar para buscá-la.

Entrei preocupada na sala da diretora, que fez questão de me atender prontamente. Nunca havia recebido nenhuma reclamação de Clara na escola e era uma menina de oito anos muito bem comportada. Sentei-me de frente para a mulher que me analisava por detrás dos óculos.

− Vou ser direta Lisa, − ela começou e senti um arrepio. – Te chamei aqui para perguntar se Clara está tendo problemas em casa. Sempre foi uma garota comunicativa e teve boas participações na aula, mas as professoras têm observado seu baixo rendimento nos últimos meses. Sem contar no isolamento.

− Isolamento? – perguntei incrédula, já que Clara sempre foi uma criança muito dinâmica.

Recebi um sinal afirmativo da diretora e expliquei que nada havia mudado em casa. Clara andava até mais feliz recentemente. Brincava como qualquer criança fazia as tarefas e não aconteciam brigas entre mim e o pai dela. Perguntei se poderia vê-la e ela me indicou o caminho para o pátio onde a turma dela estava.

Procurei Clara no meio das crianças, mas não encontrei. Todos se dividiam em panelinhas e em nenhuma delas enxergava minha filha. Preocupada, perguntei para a professora onde Clara estaria e ela me indicou uma árvore.

Meu coração acelerou. Senti uma breve tontura e o calor do sol começou a incomodar. Caminhei, com passos lentos, até a árvore que há muito tempo não via e os pelos do meu braço eriçaram.

Ouvia a voz de Clara conversando com outra pessoa, fazendo as devidas pausas, esperando respostas. Meus olhos encheram-se de lágrimas. Chegando cada vez mais perto, a menina me deu um largo sorriso assim que me viu e olhou novamente para o nada.

− Mãe, olha que voltou! – ela disse entusiasmada. – Ele disse que me pareço muito com você!

Segurei na árvore, buscando equilíbrio e minhas mãos tocaram uma parte do tronco personalizada por duas crianças que ali costumavam se encontrar: Alex e Lisa. Ali, fui capaz de ver apenas uma dessas suas crianças.

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34 comentários em “Alex e Lisa (Thais Pereira)

  1. Thata Pereira
    17 de janeiro de 2014

    Pessoal, vim agradecer todos os belos comentários que recebi nesse conto. Foi emocionante escrevê-lo. E ler todas as sugestões e elogios me deixou muito feliz. Peço desculpa pelas falhas, eu tenho problemas com revisão, sempre preciso submeter ao olhar de outra pessoa, mas não fiz isso aqui.

    Adorei o comentário do Pedro, ao dizer que meu fantasma é um “Peter Pan Psicopata”.

    Sobre a surra, acrescentei essa parte devido a passagem do tempo. Imaginei o que aconteceria com minha mãe se cortasse os cabelos dessa forma e mesmo vendo minha avó materna da forma mais amável, sei que nem todas as crianças foram sortudas como minha mãe. Então incluí a surra. Até agora não acredito que escrevi a cena do corte do cabelo.

    Quanto ao beijo, também me incomoda o fato de Lisa ter se preocupado, mas deve ser uma interferência do que cresci vendo. Crianças amadurecendo cedo, por viverem mais nas ruas do que dentro de casa, pais que trabalham o dia todo (para ser generosa e não horrorizar ninguém) e não tem tempo de cuidar dos filhos.

    Obrigada ao Marcelo Porto, pelo primeiro lugar. Todos que votaram e comentaram. Esse conto foi o mais importante para mim de todos que possuo aqui e não sei explicar o motivo. Criei uma afeição muito grande pelo amor de Alex e Lisa. Eu não os criei, eles já existiam e só me pediram a vida.

    Obrigada!!

  2. Edson Marcos
    16 de janeiro de 2014

    Gostei muito do conto. É um dos meus favoritos. Boa sorte!

  3. Leandro B.
    15 de janeiro de 2014

    Envolvente com um final perturbador. Há um ou outro erro de revisão, mas nada que atrapalhe a leitura, que flui de maneira muito fácil. Boa técnica.

    Gostei, gostei.

  4. Frank
    15 de janeiro de 2014

    Gostei do tipo de fantasma e do final…o que será que a filha iria escolher?

  5. Caio
    14 de janeiro de 2014

    Olá. Eu gostei, bastante, achei bem escrito e não fiquei pensando no escritor por trás do texto, só li. É bonito sem ser falso ou piegas, achei. Ainda assim, tem algo de monótono que me deixou meio morno pela leitura toda. Não tem mistério ou suspense, porque é tudo bem aberto e claro. Agradável, e até acho que vou lembrar do fantasma perseguidor, mas é uma leitura lenta e sem muita força. Talvez se você brincasse mais com a narração, fizesse umas construções mais diferentes e inusitadas pra contar as mesmas coisas, o texto ficasse mais dinâmico sem precisar inventar conflito. Acho que ajudaria a tornar ainda melhor. Abraços

  6. Pedro Luna Coelho Façanha
    12 de janeiro de 2014

    Eu gostei porque apesar de soar bem previsível, conseguiu me surpreender. E a narrativa funcionou ao retratar a relação durante uma longa passagem de tempo. É uma bonita história. Parabéns.

  7. Pedro Viana
    12 de janeiro de 2014

    Um conto cativante e sutil. Confesso que o começo me preocupou. Era fácil saber que o menino era um fantasma, então eu me questionei para onde o(a) autor(a) levaria a narrativa. Eu já estava adiantando meu desapontamento com um final onde era revelado onde e quando o menino morrera. No entanto, eis que sou brindado com um fantasma peter pan sociopata que persegue gerações! Fabuloso! Adorei! Uns errinhos aqui e ali, mas nada que tire o crédito do conto. Parabéns!

  8. Tom Lima
    11 de janeiro de 2014

    Gostei do ritmo que você deu para o conto após o sonho.

    A ideia é bem interessante e foi bem executada.

    Parabéns.

  9. Mariana Borges Bizinotto
    6 de janeiro de 2014

    Adorei, é sutil, é envolvente.

  10. Weslley Reis
    6 de janeiro de 2014

    Gostei mesmo do conto. Fui levando pela sutileza da narrativa do começo ao fim. Consegui até sentir a mudança de entonação da infância para a vida adulta.

    A autora está de parabéns.

  11. Ryan Mso
    28 de dezembro de 2013

    Muito bom conto! Eu não sabia que podia ter comentado os contos antes, e agora infelizmente não tenho muito o que acrescentar, então apenas dou continuidade ao elogio dos demais colegas. Foi, no mínimo, nostálgico o conto, ao menos para mim. Eu tive amigos imaginários. haha

    Parabéns à autora pelo texto, gostei bastante! =]

  12. Gunther Schmidt de Miranda
    24 de dezembro de 2013

    Após ler uma série de observações sobre os comentários por mim postados neste concurso e suas respectivas respostas (infelizmente) concluí que fui tomado de certa pobreza de espírito. Em certos momentos nem fui técnico, muito menos humilde. Peço perdão a este escritor pelo comentário até maldoso por mim desferido. Agradeço Claudia Roberta e Felipe Holiday pelos comentários que me trouxeram ao bom senso. Simplesmente gostei e faço votos que seja um dos primeiros. Espero sua próxima obra.

  13. Paula Mello
    23 de dezembro de 2013

    Adorei o conto,primeiramente Parabéns!
    Achei o conto muito bem estruturado,muito bem escrito.Não achei o texto corrido,para mim o tempo foi bem distribuído,com isso não ficou cansativo.
    O inicio e o meio do texto me fizeram imaginar dois finais diferentes,mas no final não aconteceu nenhum dos dois,resumindo o final me surpreendeu.
    O Alex me faz lembrar o Tobi do filme Atividade Paranormal,e isso me deixou um pouco apreensiva com o que poderia vir a acontecer se a história tivesse uma continuação.

    Boa Sorte e novamente Parabéns!

  14. marcellus
    19 de dezembro de 2013

    Gostei muito do conto. Não tenho nada a acrescentar aos comentários dos colegas e deixo aqui os parabéns à autora: entre a apreensão e a ternura, fiquei impressionado!

  15. Jefferson Lemos
    19 de dezembro de 2013

    Gostei, mas tive a mesma impressão que a bellatrizfernandes. Achei que ficou corrido depois do sonho, porém o final foi a parte que mais gostei.
    Parabéns e boa sorte!

  16. bellatrizfernandes
    18 de dezembro de 2013

    Gostei muito mesmo!
    O clima infantil, a linguagem simples, o final circular… Muito bacana!
    Só achei que a partir do sonho para frente o conto deu uma desarticulada. Não ficou ruim, mas pareceu apressado… Quem sabe uma edição a mais para ficar tinindo?
    Parabéns pelo conto!

  17. Inês Montenegro
    18 de dezembro de 2013

    Algumas gralhas, que se notou serem isso mesmo e não erros, mas de resto não tenho nada negativo a apontar. O conto está bem estruturado, faz uma boa mescla entre fantasma e amigo imaginário, e amor e obsessão (por parte do rapaz). A narrativa é prazeirosa e gostei do final círcular.

  18. Pétrya Bischoff
    18 de dezembro de 2013

    O conto é lindo no todo, apaixonante e emocionante. Não gostei muito das crianças se beijando, mesmo que muito inocentemente, mas isso é pessoal.

    Interessante a ideia do Alex “suicidar-se para Lisa”. No entanto, causou-me aflição ele voltar para a filha dela. Isso foi muito bom 😉

    Destaque mais que especial para:
    “− Estou devolvendo seu sorriso.” Me emocionou aqui.

    Maravilhoso o conto, parabéns e muito boa sorte! 🙂

  19. Marcelo Porto
    18 de dezembro de 2013

    Comecei a leitura achando que o conto iria enveredar pelo terror (a cena da criança com a tesoura, tirando os próprios cabelos e implantando nas bonecas foi assustador), não virou terror, mas demonstrou o caráter do fantasma.

    A história foi muito bem conduzida, deixando sempre uma pulga (pulga não, um King Kong atrás da orelha) quando às reais intenções do amigo imaginário, mas a autora segurou a onda e manteve a narrativa ambígua até o final.

    A conclusão foi uma das melhores que vi até o momento neste desafio. Durante a leitura já tinha visto pelo menos dois finais alternativos no próprio texto, um no final do pesadelo e outro antes da protagonista adormecer, e em ambos a história terminaria a contento. Porém a autora prosseguiu e me surpreendeu com um final perfeito.

    Parabéns! Já conquistou um lugar privilegiado no meu pódio.

  20. Gustavo Araujo
    17 de dezembro de 2013

    Gostei da ambientação. Gostei, sobretudo, do amor entre Alex e Lisa, algo que varia entre a candura e a obsessão. Acredito que a autora soube imprimir um ritmo adequado à narrativa, sem cansar, sem apelar. Em suma, a ideia de amigo imaginário foi bem aproveitada. Ah, cheguei a pensar que Renato seria Alex (já que Renato significa “renascido”), mas, claro, enveredei por um caminho furado, rs.

    Não gostei muito do trecho do beijo entre Alex e Lisa. Não sei, talvez eu seja um pouco inocente, mas não consegui comprar a ideia de que uma menina de sete anos se sentiria preocupada com o fato de saber beijar ou não.

    Achei o final um pouco quadrado, mas quando li o esclarecimento da autora em resposta ao Ricardo, pude, enfim, compreendê-lo.

    De qualquer forma, a história é cativante, ainda que carente de uma pequena revisão.

  21. Bia Machado
    17 de dezembro de 2013

    Gostei da história, tive pena da menina por causa da surra, tadinha… Talvez no final a dose de suspense pudesse ser maior, mas gostei do texto, ficou bem bonito e cativante. Explicações dadas sobre a revisão pela própria autora, então… Parabéns pela ideia!

  22. Thata Pereira
    17 de dezembro de 2013

    Amigos Imaginários *-*
    Eles me lembram o vocalista do Nirvana, Kurt, por conta da carta suicida que direcionou ao seu amigo imaginário. Isso me faz criar afeição com a base que o conto utilizou.

    Gostei de duas coisas em especial: eles, quando crianças, combinam de conhecer o mar juntos e na última vez que se viram, mesmo em sonho, conheceram. E a relação com o sorriso de Alex.

    Gente, e essa ideia maluca de colocar os próprios cabelos nas bonecas? rs’

    Boa Sorte!

    • Ana Google
      17 de dezembro de 2013

      Kurt!!! ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

      • Thata Pereira
        17 de dezembro de 2013

        Sempre lembro dele quando o assunto é esse Ana ❤

      • Ricardo Gnecco Falco
        18 de dezembro de 2013

        Também sou fãnzasso do Nirvana. Mas, vamos combinar… O nome disso é ESQUIZOFRENIA, meninas…
        😉

  23. Gunther Schmidt de Miranda
    17 de dezembro de 2013

    O fantasma aparece rapidamente… Não sabemos (novamente) onde e quando isso tudo acontece…
    Mas o texto, fora uns errinhos e outros, é bem cativante.
    Mas um espírito obcessor por gerações… Gostei!
    Para mim, um dos três melhores que já li em toda essa coletânia!
    Parabéns!

    • Claudia Roberta Angst - C.R.Angst
      17 de dezembro de 2013

      Cuidado, Gunther. Um espírito OBSESSOR vai te perseguir com uma COLETÂNEA de errinhos até o final dos desafios…rs.

    • Felipe Holloway
      17 de dezembro de 2013

      Hahaha, os comentários desse cara são sem dúvida os mais engraçados. Nonsense demais!

  24. Claudia Roberta Angst - C.R.Angst
    17 de dezembro de 2013

    Não tive amigos imaginários na infância nem convivi com algum da minha filha. Já a experiência do corte capilar básico já está no meu currículo materno. Ainda bem que foi só um cacho e não vários como a personagem. Mas não achei justo levar uma surra por causa disso, afinal foi muita criatividade e arte (no sentido geral da palavra). Não considerei o fantasminha mau, mas um ser perdido querendo encontrar companhia. Gostei da narrativa e do final (e o deixaria assim mesmo). Parabéns! Boa sorte!

  25. Ricardo Gnecco Falco
    17 de dezembro de 2013

    Não sei se eu que não consegui entender o final, ou se o autor comeu bola mesmo na revisão. O fato é que eu já estava pensando que não conseguiria mais dormir depois da leitura e, para minha tristeza, não entendi o que exatamente a última frase quis dizer…
    . 😦 .

    • Matilde Duarte
      17 de dezembro de 2013

      Ricardo, vim responder seu recado sobre a última frase e pedir minhas desculpas.
      Cometi a falha de revisar o conto durante o trabalho e logo enviar. Percebi que isso fez com que muitos outros erros de revisão passassem. A verdade é que tenho problemas sérios com revisão, sempre preciso submeter ao olhar de outra pessoa.

      A última frase, adicionei no último minuto e o certo seria: Ali, fui capaz de ver apenas uma dessas duas crianças.

  26. Ana Paula Lemes
    17 de dezembro de 2013

    Primeiramente, a imagem é perfeita! Apaixonei-me assim que olhei! Em segundo lugar, o texto é muito lindo e encantador. Quanto à criatividade, inovou ao trazer algo tão comum em nossa infância para pano de fundo de uma linda história, o que faz gerar uma identificação imediata, em um cenário novo para o desafio! Afeicoei-me de cara com a temática! E sinto dizer, também com o personagem, ele é um fofo e senti muita pena dele!!!

    Agora a pergunta que não quer calar: o autor (a) já teve um amigo imaginário? Pela consistência da história, minha aposta é que sim! Eu já tive um… Mas não era bem um amigo imaginário, mas sim um inimigo imaginário. Pois bem, mas isso é papo para outra data. Rsrsrs!

    Só tenho algo a dizer a respeito do texto, é maravilhoso e está no meu top 10! A linguagem do começo soa quase pueril e tem muita leveza! Senti-me criança outra vez…

    Vou listar os errinhos para serem corrigidos, OK?

    Beijos carinhosos e meus sinceros parabéns!

    • Ana Paula Lemes
      17 de dezembro de 2013

      Afeicoei-me = afeiçoei-me… Maldita correção automática do tablet! = (

E Então? O que achou?

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Informação

Publicado às 16 de dezembro de 2013 por em Fantasmas e marcado .