EntreContos

Detox Literário.

A Garota da Biblioteca (Andrea Carvalho)

Trabalhava na biblioteca há pelo menos cinco anos. Conhecia cada livro, cada corredor. A rotina era sempre a mesma: destrancava janelas, iluminava o lugar, arrumava prateleiras e esperava os estudantes.
Naquele dia chegou no horário de costume. Abriu a porta. Meio atrapalhada, cheia de livros na mão, nem acendeu a luz da sala onde ocupava a maior parte do tempo. Entrou e largou os livros em cima da mesa auxiliar, ao lado do telefone. Foram todos ao chão. A velha mesa não estava lá.
– Ah, mas que isso? Perguntou a si mesma, já aflita.
– Será que o diretor mandou tirar a mesa sem me avisar? E quando ele fez isso? Na madrugada? Falou em voz alta, bastante irritada. O que achou mais estranho foi que a mesa era pesada, pesada demais para um homem só carregar.
-Ah se alguém arrastou pelo chão? Ai ai ai deve ter arranhado tudo! Lamentava enquanto pegava os livros. Não encontrou nenhuma marca indicando que tenha sido arrastada.
Interrompeu as lamúrias quando começou a ouvir as vozes dos alunos. Em época de provas finais a biblioteca ficava cheia. Não teve tempo para tirar satisfação com o diretor. As crianças tomaram conta de sua atenção.
Rúbia era uma balzaquiana. Fizera 35 anos há pouco. Solteira, não tinha família por perto. Morava com dois gatos que achara abandonados no parque. Fez faculdade na cidade grande, mas depois de muitos desentendimentos com o ex-noivo, largou tudo e foi parar ali. Nunca mais se interessou em ter namorado e preenchia o tempo cuidando dos livros e dos estudantes.
A escola era a maior da cidade. E a biblioteca, a única. Funcionava em um prédio antigo, precisava de reformas. As paredes estavam descascando, os banheiros entupidos e o teto cheio de goteiras inesperadas. Apesar da decadência, era um prédio imponente, de arquitetura gótica. Diziam inclusive que o prédio já abrigara uma catedral séculos antes. A porta da frente era pesada, emoldurada por um portal com vitrais coloridos. O pé direito era enorme. Tinha três andares e corredores escuros. Era praticamente iluminada por janelas e as abóbodas transparentes. Muitas delas com vidros remendados e que davam um certo ar de mistério a cada canto.
No inverno os alunos sofriam. O aquecimento central costumava dar problemas e não raro os estudantes se viam obrigados a levar um casaco extra para enfrentarem o frio. Dona Rúbia era muito querida entre os frequentadores da biblioteca. Era tratada com respeito e admiração. As crianças gostavam de ouvir as histórias que contava de quando estava na faculdade ou das estripulias que seus gatos fazem quando ela não está em casa.
E era isso o que ela queria da vida. Procurou aquela cidade do interior para ter uma rotina mais pacata.
No outro dia ao incidente da mesa auxiliar, que inclusive já tinha caído no esquecimento de dona Rúbia, ela novamente chegou no horário e desta vez foram as cores que haviam mudado. Antes as paredes estampavam um tom pastel, outras quase cinza, e tijolos à vista. Agora tudo passava a ter tons cobres, marrons e avermelhados.
– Mas como foi isso? Perguntava-se espantada.
Os primeiros alunos chegaram ruidosos, dando os parabéns pelas mudanças:
– A nova cor está linda, senhorita Rúbia, disse a menina de olhos grandes e cabelos longos.
– Eu conheço essa garota? Perguntou- se Rúbia. Não. Não sabia quem era, mas como todo dia centenas de alunos passavam por ali, imaginou ser alguma das alunas mais tímidas. Nem pensou muito no assunto, nem registrou o desconforto que sentiu quando a menina sorriu e arrumou os cabelos compridos e pretos. Dona Rúbia sentiu um calafrio diante daquele sorriso enigmático. Tratou de tirar aquela imagem da cabeça e não pode deixar de pensar a que horas os pintores e marceneiros tinham ido trabalhar.
Quando ia pegar o telefone para perguntar ao diretor sobre as cores e a mesa pesada que desaparecera, foi interrompida por um grito que vinha da ala dos livros policiais. Correu acompanhada por alguns alunos que estavam próximos. Encontraram, caída no chão, a tal menina dos cabelos negros. Imóvel, embora respirando, mas sem abrir os olhos. Jogaram água no rosto dela.
– Afastem-se meninos, me deixem cuidar disso, pedia aos gritos a bibliotecária. O que teria acontecido? Pensava quase entrando em desespero, sem saber o que fazer.
Batia na mão da menina, tentou levantar a cabeça dela e de uma hora para outra a garota abriu os olhos. Para alívio de dona Rúbia e da plateia que já se aglomerava por ali. Novamente sorria, e o tal sorriso estava ainda pior. Tinha nele um quê de maldade, lascívia e mistério. Dona Rúbia perguntou a ela o que tinha ocorrido.
– Não sei. Não lembro. Sei que estava lendo e de repente acordei no chão com várias pessoas ao meu redor.
Rúbia pensou quase em voz alta: Como fala bem essa garota para ser apenas uma garota. Quantos anos terá?
– Deve ter sido um desmaio apenas, estou sem comer há horas, disse a menina já se levantando.
A bibliotecária tentou leva-la ao hospital, mas a menina insistiu em dizer que estava tudo bem.
– Vamos, não discuta.
– Está tudo bem, disse pausadamente num tom que calou dona Rúbia. A mulher chegou a se assustar. Foi como se uma voz mais grossa, adulta tomasse conta daquelas palavras. A garota soltou o braço bruscamente das mãos da bibliotecária e saiu caminhando lentamente. Sem olhar para trás.
– Que criança estranha, pensou dona Rúbia já se dirigindo para a sua sala.
Seguiu com o dia atarefado e não pensou mais na menina, nem nas mudanças da biblioteca.
Uma semana depois, mais um susto. Desta vez foi ao final do expediente. Ficou até mais tarde na biblioteca, organizando a ala dos livros de história, quando novamente escutou um grito.
– Mas eu não estava sozinha? Pensou dona Rúbia. Fiz a ronda e não há nenhum estudante. Quem será o engraçadinho que ficou aqui dentro às escondidas? Ah eu pego esse menino…
E foi depressa em direção ao grito, novamente na seção de livros policiais.
– Quem está ai? O que houve? Ouviu em resposta risadinhas abafadas.
– Pronto, é uma menina. Ah essas garotas…
Ao entrar no corredor escuro, não havia ninguém. Nada. Não ouviu passos, nem uma respiração. Procurou até o final do corredor, embaixo das prateleiras, atrás dos livros, e nada.
– Ah que diabos, agora estou ouvindo vozes, falou consigo mesma.
Caminhou novamente por toda a biblioteca, pelos três andares. Olhou em todas as direções, imaginando se a menina teria subido a escadaria. Não achou ninguém, não ouviu nem um estalar de madeira.
Quando voltou para a seção de história, encontrou todos os livros abertos no chão. Na página 59. Um ao lado do outro. O susto de dona Rúbia foi tanto que por um instante ela parou de respirar. Entrou em pânico. Saiu correndo. Foi embora, lembrando apenas de trancar a porta pesada.
No outro dia, depois de uma noite insone, voltou à biblioteca. Entrou receosa, pé ante pé. Acendeu todas as luzes e foi direto para a seção de história. Os livros já estavam arrumados. Tentou disfarçar o nervosismo, mas acabou esbarrando em uma prateleira, quase derrubando tudo.
– Quem arrumou? Quem esteve aqui? Falou em voz alta.
Passou em revista o prédio todo. E na estante de livros policiais, próxima aos clássicos, um vento frio a fez arrepiar.
– Não temos janelas na seção de clássicos. De onde vem esse frio? A cabeça da mulher estava confusa. Saiu dali para pegar um casaco na sala de trabalho. Quando dobrou em direção à escadaria, parou de repente: a menina dos cabelos longos e negros estava parada no final do corredor. Sem sorrir, sem piscar, sem se mexer. Estava lá , como que esperando. Dona Rúbia encarou a garota, que permanecia imóvel.
– Ei, como você entrou? Perguntou rispidamente dona Rúbia. Silêncio.
Foi até ela e falou novamente, ríspida:
– Ainda estamos fechados para o público.
A criança virou as costas e foi em direção à escada. A bibliotecária desceu antes, com pressa e se dirigiu a própria sala. Ficou esperando ouvir o barulho da porta da frente fechando com a saída da garota. Mas não ouviu nada. Ficou intrigada. Pegou o casaco e voltou ao corredor para repreender a menina:
– Eu falei sério, já avisei que a biblioteca está fechada, disse entre dentes. Mas a menina não estava em lugar nenhum.
Voltou correndo para a sala, dessa vez ia pegar a bolsa e ir embora. Estava muito nervosa para continuar ali. Quando entrou no escritório outro choque: todos os quadros na parede estavam de cabeça para baixo. O ar ficou mais pesado. Novamente ouviu umas risadas. Foi direto ao telefone. Telefone que não estava mais lá. Havia sumido.
Correu em pânico para a porta da biblioteca. Tropeçou em uma cadeira que apareceu do nada no saguão.
Finalmente se levantou, correu e bateu a porta atrás dela. Decidiu ir até o diretor. Foi a pé, rapidamente, nem perceber as pessoas que a olhavam com um ar de espanto. Ela estava chorando, despenteada, com olhos inchados, uma figura triste e louca.
O diretor da escola era também o responsável pela biblioteca da cidade. Um senhor de idade bastante avançada, mas com uma lucidez impressionante. Dona Rúbia contou tudo a ele de um fôlego só. Ele ofereceu água, café, e ceticamente disse com todas as letras: não há reforma alguma. Nem mudança de cores, nem redecoração, e ninguém tirou nenhum móvel de lá.
– Mas a mesa…é pesada. Quem tirou então? Perguntava, incrédula, a mulher.
– Não sei. Nunca dei autorização para quem quer que seja entrar lá fora do horário de serviço. Não há cópias das chaves e instalei um sistema de alarme impossível de entrar ou sair sem ser notado, falava o diretor por trás do bigode.
-E a pintura? Os vitrais vermelhos?
-Nada disso, respondeu o diretor.
Dona Rúbia ia desmaiar ali mesmo na frente dele. Sentou-se e começou a chorar.
– Pelo amor de Deus, então me acompanhe até a biblioteca. Eu não estou louca. Eu sei o que eu vi. E o diretor aceitou.
O caminho ate lá não era longo, mas o suficiente para deixar os dois com a respiração ofegante. Ao longe, uma tempestade se aproximava e um vento cortava a rua por onde andavam. Chegando ao prédio, alguns alunos esperavam do lado de fora. Entraram juntos e para surpresa de todos, voava papel por todo o saguão. Os livros da biblioteca estavam rasgados. Como se alguém arrancasse folha por folha de cada encadernação.
Os alunos curiosos queriam entrar no salão, mas o administrador tirou todos de lá. Fechou a porta, proibiu a entrada de qualquer um. Chamou a polícia. A bibliotecária ficou embasbacada. Com os estudantes expulsos, sem saber muito bem o que fazer começou a arrumar a bagunça. Como se tivesse em transe, automaticamente, pegava livro por livro. Logo percebeu que em todos eles havia sobrado uma única página: a 59.
Lançou-se freneticamente a recolher tudo do chão. A polícia chegou e impediu que ela continuasse. Os policiais procuraram por todos os lugares, qualquer pista, mas nada foi encontrado. Liberaram a biblioteca para dona Rúbia arrumar.
-Dona Rúbia, não vamos deixar que algum engraçadinho faça isso sem ser punido. Vamos achar o culpado, garantiu o diretor. A mulher chorava. O chefe não tinha intimidades e para quebrar o clima deu ordens para que as encomendas de novos livros fossem feitas o mais rápido possível. E assim ela fez. Depois de recolher os papéis, passou o resto do dia às voltas das compras. O que demorou e consumiu mais tempo que o planejado.
Ao sair do prédio, percebeu que tinha esquecido a luz do escritório acesa. Entrou novamente, dirigiu-se a sala e para sua surpresa encontrou tudo no escuro. A única iluminação era a que ela mesma havia acabado de acender no salão principal. Deu meia volta. Quase correndo, e com o coração acelerado ia em direção à saída quando percebeu um vulto próximo a ela. Olhou para trás e viu a menina dos cabelos negros. Desta vez sorria. O mesmo sorriso sinistro. Dona Rúbia parou e voltou para falar com a garota, mas a menina saiu correndo. A mulher correu atrás dela.
A menina parou na seção de livros policiais. Derrubou um único livro da estante e saiu correndo novamente. A bibliotecária pegou o livro do chão. E foi difícil acreditar: a garota estampada na capa do livro era a menina dos cabelos negros. O livro era “A morte de Isabel – um mistério nunca desvendado”, de 1893.
Aparentemente aquele era o único livro que havia se salvado do vandalismo das páginas arrancadas. Como se tivesse sido marcado, abriu na página 59 . Havia outra foto da menina. Dela com a irmã gêmea Isadora.
Dona Rúbia começou a folhear o livro. Descobriu que Isabel e Isadora eram muito unidas. Isabel era mais rebelde, mais atrevida. Isadora era meiga, quieta. As duas brincavam no pátio da casa quando simplesmente desapareceram. A família procurou, a cidade inteira foi atrás, mas por um bom tempo não se teve notícia das duas. Os pais ficaram desesperados. Um dia uma delas apareceu. Era a tímida Isadora. Estava vagando pelas ruas da cidade, toda suja de terra, ferida, com a roupa rasgada, e sem lembrar-se de nada. Foi internada e morreu alguns dias depois. Além de estar muito fraca, cheia de cortes e feridas, pegou uma pneumonia. Mas nunca contou onde esteve com a irmã, nem por que caminhos andou nem deu pistas do paradeiro da rebelde Isabel. Os pais nunca desistiram de procurar, mas morreram sem saber notícias da filha.
A polícia nunca descobriu o que houve. Nunca encontraram o corpo da menina, nem desvendaram se houve sequestro, abuso. Virou livro por conta do mistério que envolveu toda a trama.
Rúbia largou o livro na estante e sentiu um cheiro de queimado. As labaredas começaram na frente dela sem que houvesse ninguém para atear o fogo. E se espalharam rapidamente. Dona Rúbia conseguiu sair por um milagre. Foi resgatada já sem ar, e quando estava sendo retirada pelos bombeiros, ainda pode ouvir a risada da menina. Olhou para trás e viu uma sombra. Era ela. Estava sorrindo se escondendo atrás da prateleira.
O prédio ficou quase destruído. Não há previsão de quando vai voltar a funcionar. Assim que consegui, fui conversar com Dona Rúbia no hospital em que está internada. Ela me contou a história toda e realmente a impressão que tive é que tão cedo não sai de lá. Além dos ferimentos do fogo, os médicos diagnosticaram insanidade. Pobre dona Rúbia.
De lá me dirigi à biblioteca para colher mais informações para reportagem que estou elaborando para o jornal em que trabalho. Faz um frio infernal naquelas salas. Ainda tem muita coisa espalhada, está tudo sujo, o cheiro de queimado ainda está no ar. Mas o que é impressionante mesmo é o frio. Andei entre os destroços, e reconheci a mesa que Dona Rúbia havia mencionado como desaparecida. Ela está lá, inteirinha, sem que uma labareda tenha encostado nela.
Antes de chegar em casa encontrei o dr. Vasques, o delegado. Falei que estava voltando da biblioteca e que tinha encontrado um livro intacto. Ele pediu para ver e o confiscou. Acredita que possa haver alguma indicação sobre quem ateou fogo no prédio já que foi encontrado na cena do incidente. Deixei o livro com ele e tive que explicar como consegui entrar na biblioteca.
-Fui conversar com Dona Rúbia que me contou uma história muito esquisita. Para confirmar as histórias fui até o diretor. Ele reconheceu que a bibliotecária estava meio alterada antes do incêndio, mas não acredita que tenha colocado fogo em si mesma. Ele me deu as chaves da porta principal.
Há poucos dias encontrei dr. Vasques na farmácia. Tinha olheiras profundas. Perguntei como estava passando e ele não me pareceu muito bem não. Falava ofegante, parecia com medo, olhando em volta a todo instante, suava mesmo com o frio que fazia. Engoliu duas aspirinas ali mesmo, sem água, dizendo que a dor de cabeça tinha piorado desde a noite anterior. Ele não havia encontrado digitais no livro, só as minhas. E as dele, claro.
– Nenhuma? Num livro tão velho? Nem da Dona Rúbia? Perguntei.
– Nem da Dona Rúbia, me disse ele, e mais: não havia registro do livro no sistema da biblioteca. Não havia como saber quem já tinha lido aquilo. Era uma publicação velha e sem passado.
Dois dias atrás fui até a delegacia para ver se dr. Vasques estava melhor e não, ele não havia melhorado. Em tom de confidência me contou que estava ouvindo risadinhas pelos cantos.
– A senhora tem estudo, não é? É jornalista do maior jornal da cidade. Diga-me, eu estou ficando doente? Pareço doente? Sinto-me cansado. Ouço essas risadas, alguns sussurros, e ando esquecendo as coisas. Por exemplo, não sei o que fiz com duas cadeiras da sala lá de casa. Elas sumiram. Meus quadros amanheceram no chão. E um sofá está todo rasgado, como se apunhalado por uma faca imaginária. Eu sei que não fiz aquilo. Pelo menos, não lembro de ter feito. E agora vira e mexe vejo uns vultos no espelho. Hoje vi uma menina de cabelos longos e negros sorrindo pra mim na porta de casa. Posso jurar que era a menina do livro. Mas ela sumiu. Tenho sonhado com sangue, muito sangue.
-Dr. Vasques, seria bom o senhor procurar um médico, respondi. Sai de lá preocupada com ele.
Ontem, a tragédia anunciada: a casa do delegado pegou fogo. Ele não conseguiu ser resgatado e morreu no incêndio. Os bombeiros informaram que possivelmente alguma guimba de cigarro tenha provocado o acidente. O curioso é que o delegado não fumava. Entre os destroços, encontraram apenas um livro, intacto.

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33 comentários em “A Garota da Biblioteca (Andrea Carvalho)

  1. Leandro B.
    16 de janeiro de 2014

    O texto faz uso de alguns elementos clássicos que oferecem algum “chão” para o leitor se fixar. Temos a biblioteca, temos a presença de uma criança fantasmagórica, uma espécie de amuleto que parece prender a aparição nesse mundo… Mas deixa muitas pontas soltas que o(a) autor(a) deve rever.

    A que mais me incomodou foi: por que agora? Depois de tantos anos, por que logo agora o espectro se volta para assombrar o mundo dos vivos? Acho que é fundamental para a história ganhar credibilidade que esse ponto seja revisto.

  2. Edson Marcos
    15 de janeiro de 2014

    Ótima idéia, mas mal executada. Enxugue o texto, revise… Depois que quase tudo foi dito, fica difícil acrescentar algo. Siga as dicas e não desista. Resta-me apenas desejar-lhe boa sorte no desafio. Então parabéns pelo conto e boa sorte pra você!

  3. Carlos Relva
    15 de janeiro de 2014

    Achei regular. Da metade pro final ganha fôlego, mas o começo muito descrito prejudica um pouco. Aconselho que corte “gordura” do texto e crie um final mais significativo.

  4. Pedro Viana
    12 de janeiro de 2014

    Infelizmente, não tenho nada para acrescentar além do que foi dito. Uno minha voz aos outros comentários: a ideia é muito boa, mas a execução não a aproveitou completamente. A narrativa possui suas falhas, apesar do enredo do conto ser capaz de prender o leitor. Melhore isso e o conto ficará muito bom! Parabéns de qualquer modo.

  5. Mariana Borges Bizinotto
    11 de janeiro de 2014

    Amei a história, só a pontuação errada por todo o texto me confundia e tirava a imersão.

  6. Raione
    11 de janeiro de 2014

    A ideia traz elementos interessantes, como o livro maldito, uma biblioteca como lugar assombrado, mas a execução ficou canhestra, meio desconexa, está tudo muito tumultuado no conto, e há também pontos inverossímeis ou muito imprecisos.

  7. Ryan Mso
    10 de janeiro de 2014

    Outro texto que gostei da ideia, mas não da execução. De qualquer forma, já foi mentado pelos colegas anteriormente algo que se assemelha à minha visão do texto e crítica. Dessa maneira, só tenho a parabenizar à autora e desejar boa sorte.

  8. Paula Mello
    23 de dezembro de 2013

    Achei o texto bem cansativo,falta muito espaço entre as falas e os parágrafos.
    Observei alguns erros de pontuação,mas nada que não possa ser revisado e melhorado.
    A ideia central do texto me pareceu boa.
    Tem tudo para ser um bom texto,só precisa ser melhor estruturado e corrigir as pontuações.

    Boa Sorte!

  9. Weslley Reis
    23 de dezembro de 2013

    A trama em si me agradou. Gostei do enredo e fora uma ponta aqui e outra lá, tudo está bem legal.

    Já o jeito que foi escrito me incomodou bastante e por diversas vezes fez eu me perder. Falta pontuação nos diálogos, para separar fala de narração. Isso me fez dispersar bastante e acho que a dinâmica da trama foi prejudicada.

  10. Jefferson Lemos
    18 de dezembro de 2013

    Bom, eu achei a ideia bem legal, só que não gostei da forma como foi escrito. Achei muito embolado, tudo junto demais e sem separações entre pensamentos, falas e narrações. O enredo é legal, só que com algumas coisas que ficaram em aberto que acabaram incomodando.
    Eu não gostei, mas vi que outros amigos gostaram, então é mais questão de gosto.
    Parabéns e boa sorte!

  11. susyramone
    17 de dezembro de 2013

    Gostei da ideia, mas, como já comentaram, ficou muita coisa inexplicada. A mudança de narrador também me causou estranheza. A narrativa, apesar de fluente, não me atraiu muito, faltou abusar um pouco de figuras de linguagem, de brincar com a Língua Portuguesa, entende? No começo do texto encontrei 5 palavras “era” em um único parágrafo e a palavra biblioteca também foi repetida exaustivamente. Resumindo, faltou lapidar o texto.

  12. Pétrya Bischoff
    16 de dezembro de 2013

    Sou completamente apaixonada pela narrativa descritiva e, aqui ela mostra-se muito presente. É uma estória interessante, com vários acontecimentos e situações. No entanto há muitos mistérios em aberto e, principalmente no final, isso não me agrada, mas é um gosto pessoal.
    No geral o texto foi muitíssimo bem elaborado, adorei as descrições. Parabéns 😉

  13. Gunther Schmidt de Miranda
    15 de dezembro de 2013

    Apesar da transição entre locutores ser meio difícil, o principal elemento do desafio está presente em quase toda a narrativa.
    Isso por sí só já salva o texto.
    Gostei.
    Boa sorte!

  14. Frank
    13 de dezembro de 2013

    Acredito que as principais observações sobre os méritos e pontos a serem melhorados foram feitas: fazer melhor a transição entre narradores, “amarrar as pontas soltas”, entre outros. Pessoalmente, gostei da forma “crescente” com que a garota foi mostrando sua fúria. Isso acontece muito nas histórias de terror e, compreendo que é um bom mecanismo quando a personagem quer vingança por um mal que lhe foi feito. Por outro lado, se a personagem quer um “help” seria melhor procurar estabelecer contato sem matar as pessoas do coração…rs. Ou seja, a dinâmica aqui seria a primeira, a de que a bibliotecária ou o delegado teriam se envolvido com o crime (ou, vá lá, ela pode ter ficado “p da vida” por dona Rúbia” não tê-la entendido), mas isso fica solto. Achei que o texto precisa ser um pouquinho enxugado, pois há trechos desnecessários (pensando em contribuir para esclarecer ou ilustrar melhor a trama). De qualquer modo, uma boa história e uma leitura que compensa!

  15. Elton Menezes
    13 de dezembro de 2013

    Após ler os comentários dos coleguinhas, quero explicar por que gostei da mudança de narrador: teria sido um ardil fantástico para dar explicações à trama. Afinal, naquele momento, a história de Rúbia acabou. Seria triste abandoná-la e estranho passar para um outro personagem, então dar uma guinada como essa funcionaria muitíssimo bem SE o narrador personagem tivesse aparecido para solucionar todos os mistérios. Mas, do jeito que aconteceu, ficou mesmo parecendo duas tramas sobre uma mesma história, ambas sem finais.

  16. Elton Menezes
    13 de dezembro de 2013

    Sobre o título… Simples e direto. Sem risco de defeitos.
    Sobre a técnica… Eu tive a curiosa sensação de que o texto foi partido em um pedaço e os parágrafos foram invertidos. Porque o parágrafo “Rúbia era uma balzaquiana” soaria bem melhor lá no início da história, e só depois do “rotina mais pacata” deveria vir o primeiro. Acho que houve uma quebra de tensão por conta disso. Também me deu uma angústia os diálogos sem separação entre a fala e a narrativa. Coisa minha. Cuidado por fim com vícios de linguagem num texto narrativo, como “saiu correndo”, a menos que caibam no contexto. Em compensação, adorei a girada do texto da narrativa. Foi muito bem elaborado o momento em que você descobre que é um texto em primeira pessoa inicialmente descritivo.
    Sobre a história… Incomodou um pouco as narrativas perdidas da personagem Rúbia. Ela falava coisas sem importância, que talvez uma narração boa conseguisse resolver, sem dar aquele ar de filme americano “Hello, is there anyone here?”. Também acho desnecessárias informações soltas, como a tempestade que se aproxima, num conto assim curto. O tema adotado é interessante, o velho espírito vingativo, mas achei o texto aberto demais, sem muita coesão. As coisas acontecem em sequência, mas você não entende a razão para acontecerem.
    Sobre o final… Mantém essa falta de coesão. Por que a biblioteca, depois o delegado, depois…? Por que a página 59, o que a menina queria dizer de tão importante ao mostrar sua história? Como ela morreu, afinal, quem a matou? Como responder tantos questionamentos agora que o conto chegou ao fim?

  17. vitorts
    12 de dezembro de 2013

    Antes de mais nada… Biblioteca S2

    Não há como negar que o texto está bem escrito! Gostei bastante das descrições e da narrativa. Nos diálogos, a estética adotada não é da que mais me agradam, com a voz do personagem se mesclando com as interseções do narrador.

    As pontas soltas ficaram um tanto em excesso. Não sou contra mistérios deixados em aberto, mas aqui eles aparecem em demais. É impossível traçar uma conexão entre a sequência de desastres (móveis sumidos, quadros virados, incêndio) com o sumiço e morte das gêmeas. Aliás, sem respaldo, até o fato de serem gêmeas parece prolixo. Outro ponto é a questão da página 59. Ou marquei muita bobeira, ou o texto não explica a relação.

    Só estou apontando detalhes que acredito que melhorem o conto. Ele está muito bem escrito, e dá para notar que a autora tem habilidade. Boa sorte no desafio! 🙂

  18. Cácia Leal
    12 de dezembro de 2013

    O conto está muito bem escrito, com crime e suspenses… a biblioteca, embora fisicamente me lembrasse muito da pequena biblioteca da minha cidade natal, me parece muito ficcional: muitos livros, três andares… nada que contemple a realidade brasileira!!!! Principalmente quando o diretor manda encomendar novos livros após todos terem sido destruídos! Isso jamais aconteceria em uma cidade brasileira! Triste verdade! Mas é apenas ficção, claro.
    Duas críticas:
    – vc diz que a menina, ao ser encontrada desmaiada na biblioteca, fala muito bem pra uma garota de sua idade, porém, ela havia pronunciado apenas duas frases e bastante simples. Seria impossível tirar tal conclusão àquela altura. Poderia-se colocar tal comentário um pouco mais adiante;
    – vc diz que a jornalista, ao encontrar o delegado, fala do livro encontrado intacto, mas esqueceu de mencionar isso quando ela entrou na biblioteca. Vc fala apenas da mesa encontrada intacta.

    Agora, o fim está perfeito!… Sem fim… É comum esse tipo de texto hoje em dia. Vc pega um fragmento a vida de alguém, sem início, e sem fim… por-modernidade! Parabéns!

  19. Gustavo Araujo
    10 de dezembro de 2013

    Uma ideia interessante mas vertida para publicação de modo açodado. O suspense criado é bem interessante, mas fica nisso. Não há explicação para as aparições, não há nada que permita ao leitor conhecer a história das irmãs – apenas uma vaga menção ao livro cuja história jamais é revelada. De fato, o conto tem muitas pontas soltas. Por que os livros ficam abertos na página 59? Por que a menina voltou? São questões básicas que ficaram sem qualquer resposta. Também não gostei da mudança do narrador – do nada abandona-se Dona Rúbia e se passa à jornalista. Talvez fosse melhor iniciar o conto com o ponto de vista da jornalista para depois se retomar essa linha. Em suma, uma boa ideia que merece ser melhor trabalhada.

  20. Inês Montenegro
    10 de dezembro de 2013

    O conto parece ter sido rascunhado e enviado sem revisão. O enredo é fraco, com várias falhas de lógica, e as personagens não têm grande consistência. A forma narrativa falhou em captar o interesse do leitor.
    Atenção na passagem do discurso directo para o indirecto, por exemplo, em “- Mas como foi isso? Perguntava-se espantada.” falta um travessão depois do ponto de interrogação, e antes do “perguntava-se”.

  21. Jowilton amaral da costa
    10 de dezembro de 2013

    É uma boa história, mas não está bem contada. A narrativa poderia ter sido enxugada, tirada os excessos. Achei interessante a passagem da terceira pessoa para a primeira, deu um certo estilo e foi bem inesperado, bacana. No entanto, o texto me pareceu ser escrito por alguém que ainda está aprendendo a escrever contos. Falta fluidez na narrativa. Não está ruim, porém, poderia ser melhor. Continue praticando. Abraços.

  22. Marcellus
    10 de dezembro de 2013

    No começo até gostei do conto, mas de repente parece que o conto acabou e o autor começou outro, um “segundo capítulo” e deixou ambos sem final. Não é uma má ideia, mas poderia ser contada de uma forma mais interessante.

  23. Pedro Luna
    10 de dezembro de 2013

    Não gostei muito. Achei a história boba, e achei os diálogos prejudicados pela forma como você escreveu. Use o travessão, acho que fica melhor.

    Ah, fiquei me perguntando porque a garota demorou tanto para aparecer para Dona Rúbia, se ela já trampava ali fazia um bom tempo.

  24. amandaleonardi23
    10 de dezembro de 2013

    Gostei da ideia da história e adorei o cenário, me lembrou um conto/novela do Stephen King chamado The Library Policman! Mas estranhei algumas coisas: primeiro, o estilo, a estrutura das frases parece um pouco estranha, às vezes decompostas demais, outras vezes pontuadas de forma meio incomum. Segundo: o fato de a personagem ser chamada de Dona, acho que uma mulher de trinta e poucos anos ainda é nova pra ser chamada de Dona, isso me remete a uma mulher de mais de quarenta ou cinquenta anos. Achei um pouco clichê ela ser solteira e viver com dois gatos, mas isso pode ser propositalmente, então, sei lá. Mas a ideia da história é boa mesmo!

  25. Caio
    10 de dezembro de 2013

    Olá. Sabe, se a história tiver um plano melhor de estrutura melhoraria bastante. No começo, por exemplo, você diz que a luz está apagada e cria certa expectativa de que ela se acenda, o que nunca acontece explicitamente, já pula pro narrador falando de ver marcas no chão, mas na nossa cabeça ainda estava escuro. Não que seja um exemplo grande, mas é um tipo de problema que causa um estranhamento, tem que se estar consciente do que você está levando o leitor a crer, pra depois, se quiser, quebrar a expectativa, mas não ignorar apenas.
    Nas falas também, usar o ponto de exclamação pra indicar gritos é importante porque se não o leitor ‘encena’ a fala em sua cabeça de modo calmo e depois lê a explicação de que foi um grito. Como regra geral, é sempre melhor que o jeito como você escreve as falas faça o leitor lê-las imediatamente como você as imagina, ao invés de ter que dizer a entonação depois. Se ela grita, ela grita! Se ela está com medo, ofegante, ela… ela fala… com hesitação…
    Outra coisa é que o estilo narrativo ficou num meio termo entre fantasioso e realista que deixa a leitura estranha. Esses pensamentos meio exclamatórios “Ah mas o que é isso” cabem mais em uma história como Alice, onde tudo é meio louco e irreal e extravagante por natureza. Prum texto mais pro lado realista, combina melhor ser sutil. Em vez de ‘oh meu deu’, talvez apenas um “ahn?” seguido de uma explicação como “Não fazia muito sentido. Talvez o diretor tenha mandado tirar a mesa. Mas quando? Na madrugada?”.
    A troca de narradores precisa ser bem planejada e é bom fazer uma separação física mesmo, colocar uma linha ou duas entre a parte narrada por um e por outro, assim o leitor já antecipa que algo mudou e se situa melhor.

    É isso, é o que me veio à cabeça. Espero que ajude mesmo, abraços

  26. Ricardo Gnecco Falco
    9 de dezembro de 2013

    Entre as palavras, frases, linhas e parágrafos desta fantasmagórica obra encontramos apenas uma boa ideia, intacta.
    😉

    Parabéns pela criação. Agora, reescreva o conto e verá que as aparições aqui dos comentários deixarão de assombrá-lo.
    🙂

  27. selma
    9 de dezembro de 2013

    Biblioteca sempre promete. Escola antiga, alunos levados, mas a menina de cabelos pretos não convenceu. Ela não se destacou na minha mente de leitora, não consegui dar importância a ela.
    Vi apenas uma pobre solteirona (porque todos acham que solteironas teem que ter gatos?) e foi explorado a confusão dela, o medo crescente. Historia que poderia ser melhor desenvolvida.
    Mas vale sempre a tentativa e as dicas acima, valeram para mim também, quando for escrever.
    Parabéns!

  28. alanadasfadas
    9 de dezembro de 2013

    Olá!!! Em primeiro lugar, gostei bastante da escolha do local. Realmente, a biblioteca tem um quê de fantasmagórico, em especial daquelas bem grandes, com corredores imensos. A história é interessante, mas ficou com uns furos que merecem revisão. Vejamos:

    – A mudança da narrativa não convenceu. Quando mudou repentinamente, voltei ao início do texto, para me certificar de que não havia lido algo de errado, ou de não ter “pulado” alguma informação. Para minha surpresa, não havia buracos, quebrando o clima. Quando você tiver a intenção de mudar o narrador, sugiro que já no início do texto deixe claro quem é o narrador. A não ser que o fator surpresa seja o seu foco, o que duvido que seja, pela falta de sentido. Por exemplo, você poderia começar a narrativa em uma conversa entre a bibliotecária e a jornalista (?), e a partir daí sim desenvolver a narração. Da maneira como ficou não agradou!

    – Os diálogos ficaram confusos. Vejamos um exemplo: “- Ei, como você entrou? Perguntou rispidamente dona Rúbia. Silêncio.” Ora, você deveria usar outro travessão para “fechar” o diálogo. E depois sim narrar. Exemplo de como ficaria melhor: “— Ei, como você entrou? — perguntou rispidamente dona Rúbia. Fez-se silêncio.” É só uma sugestão, já que eu, como leitora, embaralhei-me em alguns momentos do diálogo, para discernir alguns pontos. Fica mais claro, limpo, tente pensar em utilizar isso.

    De qualquer forma, parabéns pelo texto, pense em utilizar essas referências na hora de revisar, porque a trama promete!

  29. bellatrizfernandes
    9 de dezembro de 2013

    Achei um tanto pesado.
    O seu estilo me é estranho, unindo as descrições com as vozes. Às vezes eram difícil saber onde a fala começava e onde terminava e começava a descrição novamente. Somado a isso, no fim do texto parece que você simplesmente mudou de ideia e decidiu que era alguém real narrando. Se você tivesse seguido essa linha desde o começo, deixado claro, imagino que seria melhor. Teria criado uma relação de empatia entre o narrador e a pessoa. Não sei nada sobre a pessoa que narra. Ela ficou bem depois? Foi a próxima vítima?
    Além disso (nossa, como eu reclamo!), achei um pouco clichê. A menina estranha que desapareceu volta para assombrar e começa a matar a todos. Acho que faltou um motivo pelo qual ela está matando essas pessoas e especificamente essas pessoas. Sim, ela era mais rebelde que a irmã, mas isso justifica os assassinatos dela?
    Desculpe se eu soei malvada. Juro que só quero ajudar.
    PS.: Uma coisa que realmente me assustou: Eu sou Isabella e minha irmãzinha é Isadora. Eu sou mais rebelde e ela é mais certinha. Que medo. Hehe.

  30. Claudia Roberta Angst - C.R.Angst
    9 de dezembro de 2013

    Antes de tudo, parabéns pela ousadia de postar logo seu conto. Dar a cara a tapa assim logo.
    Foi inevitável pensar nas primeiras cenas de Caçadores de Fantasmas – com as fichas bibliográficas voando e os fantasmas alucinando a bibliotecária. Isso porque revi o filme há pouco tempo e essas coisas grudam na minha mente. Claro que a narrativa deste conto é muito mais séria e misteriosa. Foi só a “locação” que me levou à associação com o filme.
    Imaginei algo diferente como se Rúbia fosse um fantasma (ainda inconsciente do seu estado) visitando várias bibliotecas e por isso estranhasse as variações de cores ou posição de móveis.
    Quanto à mudança do narrador, fiquei perdida. Pensei que tivesse me enganado e comecei a ler tudo de novo para entender. Aliás, não consegui me focar muito no enredo. Muita informação repentina para minha pobre cabecinha.
    Boa sorte!

  31. Thata Pereira
    9 de dezembro de 2013

    Resolvi ler esse conto antes do primeiro postado, pois a minha ideia para o desafio desse mês era justamente desenvolver o conto em uma Biblioteca :/

    Uma boa inspiração que não foi bem trabalhada. Do meio para o final, senti como se tivesse mudado de conto. Como se começasse a ler algo diferente. Gostaria de um desfecho que desvendasse o mistério. A garota, que provavelmente aparece para pedir ajuda, ficou em segundo plano no final, mas, para mim, o foco da história deveria ser todo dela. A mudança de narrador também não me agradou.

    Mas espero que você desenvolva melhor essa história, porque o caminho que ela tomou (da menina mostrando o livro que conta sua história, como se pedisse ajuda) é muitoo boom!!

  32. Marcelo Porto
    9 de dezembro de 2013

    Uma boa história de terror, mas não muito bem narrada.

    A descrição excessiva atrapalha a evolução, os monólogos também soam inverossímeis. O autor(a) precisa se esforçar um pouco mais para demonstrar as sensações e o estado de espírito da protagonista, fazê-la falar sozinha é uma opção preguiçosa.

    A confusão da narrativa se acentuou no final do conto, quando descobrimos que na verdade é uma repórter quem está contado o caso, tirando do texto a sua maior qualidade: a angústia e o suspense de acompanhar a bibliotecária e sua assombração.

    Ao meu ver, o conto terminaria no incêndio da biblioteca, com a descoberta do livro intacto. A partir daí parece que o autor(a), não gostou de algo e enxertou a repórter e os outros personagens, isso fica claro pela transição da narração de terceira para primeira pessoa sem nenhuma justificativa.

    O clima de terror é bom, o fantasma lembra os filmes japoneses do gênero e funciona no ambiente sinistro da biblioteca, mas esse conto também sofre com a sina dos primeiros. Precisa de um pouco mais de investimento do autor(a) e de boa uma leitura crítica antes de ser apresentado.

    Ainda é um rascunho, tem potencial para ficar perfeito.

  33. Bia Machado
    9 de dezembro de 2013

    Até estava gostando do conto. Acho que simpatizei com ele no primeiro terço. Fui lendo e pensando mil coisas sobre o que poderia ser aquele mistério todo. Mas a parte em que a menina resolve “bagunçar” a biblioteca, a partir dali já comecei a achar a coisa um pouco sem pé nem cabeça. Continuei lendo, com a vontade de ver onde tudo isso ia dar, qual seria a explicação. Mas ela não veio. Ah, eu gosto de contos com final em aberto, mas esse ficou muito inexplicado. Foi apenas uma narração, se há um enredo, ele ficou muito vago: por que a menina aprontou tudo aquilo? Só para mostrar o livro, para que o notassem? O que a coitada da Rúbia tinha a ver? O Dr. Vasques, o que tinha a ver? Por que a mesa sumiu? Por que a pintura mudou? Isso se mudou?
    O conto termina ali e só. Me deixou pensando: “Mas e aí?” A mudança de narrador também, achei estranha. Mesmo a Rúbia tendo contado à jornalista o que aconteceu, quando esta começou a narrar em primeira pessoa, a parte em terceira pessoa me pareceu meio artificial, um tanto quanto forçada, pois acho que, da forma como Rúbia estava abalada, não poderia ter contado da forma como contou, como está a narração em terceira pessoa. Se for reorganizar o texto, precisa pensar nessas questões: 1)Por que a menina age dessa forma? 2)Como posso terminar o conto de uma forma que meu leitor não fique “no vácuo”? Acho que 1 e 2 se interligam. 3) Como vou narrar? Talvez melhor seria se o conto começasse com a jornalista indo visitar a mulher no hospital, ou Rúbia já tendo saído do hospital, e esta contando à primeira o que teria ocorrido até ali…

    Outra coisa, a cena em que o diretor pede para Rúbia ligar para algum lugar e fazer pedidos para novos livros, isso não acontece dessa forma na vida real. Ou a biblioteca consegue livros por meio de doações, ou espera que o Governo envie por vontade própria, por meio de algum projeto ou algo similar, ou então faz pedidos em datas pré-determinadas e fica aguardando que sejam enviados. Achei desnecessária essa cena e até engraçada no meio disso tudo, quem dera que fosse fácil assim, repor livros com “comprinhas”, rs. Por favor, espero que não fique brava (?), foram apenas as minhas impressões e gostaria, como leitora, de ter essas dúvidas sanadas. Espero que mexa no conto e me avise depois, para finalmente eu desvendar o mistério da garota da biblioteca! 😉

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Informação

Publicado às 8 de dezembro de 2013 por em Fantasmas e marcado .