EntreContos

Detox Literário.

Agite Antes de Usar (Lucia Almeida)

NoirPhoto

Uma garoa fina e persistente tomava a cidade. Meus ossos congelavam por baixo do sobretudo. Meu chapéu úmido parecia dificultar ainda mais meu raciocínio. Depois de andar doze quarteirões a pé, embaixo de chuva, decidi parar e acender mais um cigarro (o décimo quinto da noite) Fumar dois maços de cigarro por dia era por deveras preocupante, mas afinal, me preocupar com o que ? Um dia eu vou morrer mesmo, como todo mundo. Não era a quantidade de bitucas estocadas em meus cinzeiros o que mais me preocupava, mas sim a minha vida, minha desencantada, amarga e desiludida vida. Para um homem de 48 anos até que estou em forma. Tenho poucos cabelos brancos, minha postura diante do espelho continua a mesma, meus ombros e braços continuam fortes e meu rosto até que é bem apresentável, minha barba por fazer me confere um ar de homem másculo, eu bem sei. Oras, as mulheres ainda me notam ! Mas o que eu estou dizendo ? Pouco me importa os olhares, os sorrisos ou o que quer que seja. Em minha cabeça roda apenas um nome: Grace. É por ela que eu viví, que eu trabalhei, e foi por ela que eu cometí o mais terrível ato de minha vida. Eu arrastei um bonde por ela, hoje arrasto correntes. Querem ouvir uma breve história de um homem aniquilado ?

Conheci Grace em um pub. Numa dessas noites de calor infernal, onde se escolhe sair, tomar umas cervejas e escutar um bom jazz. Eu tinha marcado um encontro com uma boa garota, a qual já saía há algum tempo. Bem, a tal garota se atrasou, eu estava entediado e ouvia Black Boy tocando enquanto eu bebericava um pouco. Estava jogando conversa fora com Sam, o velho e bom Sam, garçom atencioso do lugar. Meu traseiro estava doendo pelo tempo que estava sentado no banco de madeira do balcão, e sabe, sou intolerante com atrasos, principalmente de uma mulher. Houve uma ameaça de briga do outro lado do salão, na mesa de sinuca, e eu me virei para olhar. Foi quando avistei aquele anjo sem asas, a harmonia em forma de mulher. Grace estava sentada no final do balcão, belo par de pernas cruzadas, vestido preto, justo, sexy, sem ser vulgar. Tomava um Martini em pequenos goles e conversava alegremente com Tom, o outro garçom. De repente ela subiu no pequeno palco, cochichou no ouvido de Black Boy e ele lhe deu uma piscada. Homem, eu lhe digo, observar aquela mulher no palco fez meu coração bater mais depressa e por um segundo o seu olhar cruzou com o meu. Fiquei encantado com sua canção, sua voz e seu suingue. A melodia contava a história de uma mulher livre, sensual e disposta a se divertir. “Agite antes de usar, baby”, era o refrão. Antes que a música terminasse pedi papel e caneta para o velho Sam, e rabisquei um recado para a bela cantora: “Olá, meu nome é Paul Andrys. Fiquei encantado com sua voz, e mais ainda com sua beleza. Por favor, aceite tomar um drink comigo, vamos nos conhecer e quem sabe eu faça você rir um pouco”

Sam pegou o bilhete, colocou no bolso e me deu um sorriso maroto. Depois balançou a cabeça e me disse:

– Paul, ela não é como as outras garotas, essas que você está acostumado a enganar. Grace é uma mulher fina, não vai cair na sua conversa.

Eu sorri de volta e falei: – Sam, meu velho, limite-se a ser o bom amigo de sempre, mas sem comentários. A garota que eu estava esperando não veio, e você sabe que eu não venho até aqui para perder a viagem, muito menos por uma franguinha qualquer.

– Bem, a garota esperada acabou de chegar – disse Sam, dando uma piscadinha e olhando para a porta.

Gina entrou esbaforida, segurando as sandálias na mão, falando alto e gesticulando, alguma coisa sobre ter se atrasado por conta da maldita sandália que quebrou no meio do caminho. Homem, eu aproveitei a deixa e a despachei, alegando seu atraso, dizendo que nosso encontro então ficaria para um outro dia, já que tinha uma coisa mais importante a fazer do que escutar seus lamentos. Gina quase voou na minha jugular, me chamando de cafajeste e grosso, entre outras coisas menos elegantes. Deixei-a falando sozinha e me dirigi para o final do balcão à espera de Grace. Ela saiu do palco e foi em direção a um minúsculo camarim. Esperei vinte minutos, trinta e então resolvi entrar no camarim, não sem antes bater na porta. Um perfume doce e sensual pairava sobre o lugar. Grace estava sentada em frente ao espelho, uma escova nas mãos, enrolando as pontas do belo cabelo cor de mel. Olhou-me pelo espelho e disse:

– Nos conhecemos, senhor ….

– Paul Andrys, a seu dispor – fiz uma reverência e tentei beijar-lhe a mão, mas ela recusou. Esboçou um leve sorriso e disse-me:

– Senhor Andrys, sou uma mulher que não tolera conversa mole, portanto, vá direto ao assunto que o trouxe até aqui. Se for alguma proposta indecente, peço que se dirija até a porta e saia. O único propósito que me faz vir ao pub duas vezes por semana é a oportunidade de cantar, mostrar meu trabalho, nada mais que isso.

– Senhorita, eu também sou um homem que vai direto ao ponto. Sem mais delongas, o caso é que gostei de você e como escrevi no bilhete que com certeza você leu, gostaria de lhe oferecer um drink,

– Nenhum interesse escuso por trás desse convite, senhor Andrys ?

– Nadinha, eu juro. – cruzei os dedos e fiquei à espera de sua resposta positiva.

Grace sorriu e me ofereceu sua mão, eu a segurei delicadamente e ela levantou-se, seu perfume inebriante me deixando louco, nossos olhos se encontraram e nesse momento eu percebi o sentido daquilo que já tinha ouvido e lido várias vezes: eu estava completamente ferrado. Minhas mãos começaram a suar e meu corpo a tremer, levemente, e eu disfarcei. O coração dava saltos e na minha mente só aparecia uma palavra, como se fosse um luminoso de boate: otário, otário, otário … Tudo aquilo que eu menosprezei por toda minha vida, as palavras de amor, as canções românticas, os olhares melosos, tudo aquilo parecia querer saltar de dentro de mim agora. Me senti um tremendo idiota, e guardei aquilo pra mim. Por fora tentava ser o mesmo Paul de sempre, olhar cínico, porém simpático, porte de atleta, palavras divertidas e um certo ar de arrogância.

Depois do drink, das piadas e das risadas, seguiram-se alguns meses de doces e quentes encontros. Uma aliança de noivado, um belo e imaculado vestido de noiva, um smoking garboso, um sim dito do fundo do coração, um casamento com festa só para os mais íntimos, uma lua de mel inesquecível. Grace continuou cantando no pub, e a cada semana que passava a clientela aumentava, nos dias em que ela lá estava. Eu frequentemente precisava viajar, por poucos dias, devido ao meu trabalho como detetive particular, e bem, eu confiava em Grace, ela me amava, não é ? Cada vez que eu voltava de uma maldita viagem eu trazia um presente: tulipas, bombons, um anel, um vestido. Grace retribuía com um jantar, meu prato favorito, costeletas de carneiro, com um strip-tease e com aquilo que ela mais bem sabia fazer: cantar e fazer sexo. Aquela música que ela cantava quando eu a vi pela primeira vez era a minha preferida, e sempre antes do sexo Grace me brindava com um showzinho particular.

Homem, você sabe o que é cair de quatro por uma mulher ? Por as duas mãos no fogo por ela ? Logo eu, um sujeito vivido, que já resolveu inúmeros casos de traição, que já viu muitos “anjos” se transformarem em víboras, mesmo jurando de joelhos que abominam a traição ? Pois é, esse sujeito velhaco aqui acreditou. Pela primeira vez. Pela última.

Ontem cheguei em casa por volta das 15 horas. Um horário atípico para mim. Me sentia mal, dores pelo corpo, uma gripe me dando boas-vindas. Resolvi voltar mais cedo de viagem, a dona que tinha me pagado para dar um flagra no marido, resolveu voltar atrás, já que o dinheiro (sempre ele) e o conforto pesaram mais na decisão. Era cômodo continuar sendo chifrada. Cretina prostituta de luxo, é isso que ela é. Uma mulher que se submete por dinheiro, é o que ??

Bem, o negócio é que eu voltei pra casa e ouvi umas risadas, uns sussurros, a voz de Grace e de mais alguém…. pensei que fosse alguma amiga, uma entrega de qualquer coisa, enfim … as vozes vinham do quarto e eu parei na porta, com medo de abri-la …. Grace cantava, ria e falava coisas que eu não conseguia ouvir direito. Foi então que eu pude distinguir a outra voz, era um homem que falava com ela ! E os dois riam, cochichavam e ela tornava a cantar … Aquilo foi me embrulhando o estômago e tive de me conter para não vomitar ali mesmo, no corredor. Senti um misto de ódio, revolta e vergonha. Uma sensação de impotência e auto-piedade. Homem, eu estava sendo chifrado em minha própria casa, e isso era uma coisa que eu não podia engolir, não mesmo. Cerrei os punhos e os dentes. Fechei os olhos e pedi ao bom Deus que me desse força para não esmurrar a porta do quarto, não sentar o pé e estraçalhar de  uma vez com aquela porta por onde a luxúria entrara. Respirei fundo, o mais que eu pude, desci e fui para fora. Minha cabeça fervia. Uma garoa fininha deixou o céu quase preto, a tarde se fazia noite, assim como minha alma. Desci a passos trôpegos os poucos degraus da varanda. Dei a volta pelo quintal da casa, até a beira do lago. Não me recordo exatamente quanto tempo fiquei por lá. A garoa havia se transformado em uma chuva chata e persistente. Decidi voltar para o meu “lar, doce lar”. Grace me esperava, a mesa posta: macarrão e um bom vinho italiano, na mesa delicadamente arrumada. Belas rosas vermelhas adornavam o aparador da sala de jantar e o espelho na parede refletia sua bela imagem. Cabelos sedosos, dourados, bem cuidados. Um belo vestido preto com bolinhas brancas. O pequeno avental abraçava sua cintura fina e perfeita. Ela me olhou pelo espelho e sorriu. Um sorriso tão inocente e terno, que eu quase acreditei que sonhava. A traição não existia, era coisa da minha cabeça, só podia ser. Mas ao lembrar das vozes, dos risos, da canção, o sangue me fervia. Uma dor profunda em minha têmpora direita e o enjôo quase me denunciavam. Grace murmurou alguma coisa em relação à minha roupa molhada, me pegando pela mão e me levando até o banheiro. Abriu o chuveiro, me ajudou a tirar as roupas encharcadas e eu senti a água quente e abundante cair sobre meu corpo.

– Vamos, meu bem, se apresse, antes que nosso jantar esfrie.

– Claro, querida, estou indo ! – ela não sabia, mas muitas coisas haviam esfriado, coisas muito mais importantes do que o jantar. Meu coração, por exemplo.

Eu já sabia o que tinha de fazer, desde o primeiro minuto da descoberta da punhalada em minhas costas. Ninguém me passava prá traz, não senhor !!

Coloquei meu roupão, abrí o armário do banheiro e peguei um relaxante muscular potente, que eu usava há alguns anos para as dores nas costas. Era um líquido marrom, de gosto adocicado. Agite antes de usar, estava escrito. Rí alto, a música que eu mais adorava que Grace cantava tinha esse refrão, a mesma música que ela cantou para outro em nosso quarto há poucas horas atrás. Peguei o pequeno frasco e enfiei no bolso do roupão. Fui até a sala de jantar. Pedí gentilmente à minha esposa que verificasse se a porta da sala estava fechada. Grace fez alguma gracinha, sobre minha condição de detetive que tinha medo de ladrão e foi até a sala. Rapidamente joguei o líquido em seu cálice de vinho. Grace retornou, tirou o avental e sentou-se em meu colo. Seu perfume me envolveu imediatamente e a beijei, um beijo longo, cheio de vontades e ao mesmo tempo repleto de raiva.

– Façamos um brinde, querida. Pelos nosso anos de tão intenso amor, dedicação, e fidelidade !

– Sim, meu amor, um brinde a todos esses anos tão felizes !!

Grace bebeu a taça com vontade. Eu sorví meu vinho lentamente. Ela levantou-se e foi em direção a sua cadeira, na outra ponta da mesa. Percebí um leve tremor em seus olhos, e fiquei observando a cena. Grace caiu, olhar parado, tentando falar, sem conseguir. Tudo se acabou em pouco tempo. Seu coração parou de bater, assim como o meu. O meu havia parado no momento em que percebí sua desavergonhada infidelidade.

Deixei-a lá no chão e me dirigí ao quarto. Olhei para a nossa cama. Em cima do criado mudo havia um gravador, dessas modernidades às quais apenas as gravadoras tinham acesso. Liguei o botão REC e ouví:

– Baby, daqui 3 dias é seu aniversário e bem, eu e Black Boy resolvemos lhe fazer uma surpresa. Quero que você me ouça sempre que quiser, por isso resolvi lhe armar essa pequena sacanagem …rsrs….  ah, meu bem, acho que você vai adorar…. Tudo certo aí, Black ? Ok…. vamos lá …. 3, 2, 1 ….

Eu sentei no chão do quarto e fiquei ouvindo, olhos estáticos, mãos tremendo, o som melodioso da doce e sexy canção que fez uma noite meu coração bater tão depressa, naquele velho pub.

– Agite antes de usar, baby …..

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34 comentários em “Agite Antes de Usar (Lucia Almeida)

  1. Lourenço de Oliveira
    2 de março de 2015

    Gostei do começo, do meio, da narrativa; não me agradou o final. Trágico demais, rápido demais… Imaginei que ele, como detetive, no mínimo fotografaria o cara saindo da casa. Depois prepararia um flagrante mais elaborado e para isso prepararia o quarto – já que ela tivera a ousadia de trazer alguém até ele. Entretanto, se afasta da casa para justificar a falta desse detalhe (ver o cara sair), mas como justificar essa falha no profissional habituado a lidar com coisas do tipo? Foi conveniente ao desfecho, mas não convincente. Gostei da psicologia masculina aplicada ao enredo e a maneira como se conheceram e se envolveram foi muito legal. De uma maneira geral eu diria que gosto da maneira como escreve, só não gostei da forma como finalizou. A impressão que eu tive foi que, de repente, você disse para si mesma: “hora de finalizar… e farei isso da maneira mais rápida possível.” Fiquei com dó dela e impressionado com a frieza dele. Principalmente amando tanto como eles se amavam. Sei não, mas acho que essa história não deveria acabar assim… Mas, enfim, o texto é seu!

  2. Andrey Coutinho
    3 de dezembro de 2013

    Nesse desafio, resolvi adotar um novo estilo de feedback para os autores. Estou usando uma estrutura padronizada para todos os comentários (“PONTO FORTE” / “SUGESTÕES” / “TRECHO FAVORITO”). Escolhi usar esse estilo para deixar cada comentário o mais útil possível para o próprio autor, que é quem tem maior interesse no feedback em relação à sua obra. Levo em mente que o propósito do desafio é propriamente o aprendizado e o crescimento dos autores, e é isso que busco potencializar com os comentários.

    Além disso, coloquei como regra pessoal não ler nenhum comentário antes de tecer os meus, pra tentar dar uma opinião sincera e imediata da minha leitura em si, sem me deixar influenciar pelas demais perspectivas.

    Dito isso, vamos aos comentários.

    PONTO FORTE

    Personagens interessantíssimos e um desfecho emocionante. Muito boa a maneira como o protagonista contou alguns detalhes mundanos (e até então aparentemente desnecessários) sobre como conheceu sua esposa, e depois trouxe tudo isso de volta no desfecho de maneira triunfal. Um ótimo conto.

    SUGESTÕES

    A história em si está muito boa e bem contada, mas o texto está precisando de muita revisão. Dividir esses parágrafos melhor, corrigir alguns erros ortográficos e gramaticais, reestruturar algumas frases. É o que tenho a sugerir.

    TRECHO FAVORITO

    “A melodia contava a história de uma mulher livre, sensual e disposta a se divertir. ‘Agite antes de usar, baby’, era o refrão.”

    • Lúcia M Almeida
      4 de dezembro de 2013

      Grata pelas sugestões, Andrey. Fico feliz por ter gostado do conto. Muito obrigada !

  3. Felipe Falconeri
    3 de dezembro de 2013

    “Viví” e “cometí” acentuados logo no primeiro parágrafo me deram uma desanimada. E o pior é que esse erro perdura por todo o texto, além de outros também bem feios (“prá traz” foi de doer a alma).

    Não se usa espaço antes de um ponto de interrogação ou exclamação. E também não se usa mais de um desses pontos juntos.

    O enredo é muito previsível e o gravador revelando o erro do protagonista foi conveniente demais. Ficou forçado.

    É isso. Achei fraco. =\

  4. Alana das Fadas
    2 de dezembro de 2013

    Gostei da história, mas precisa melhorar a grafia e pontuação. Mas parabéns, o enredo é envolvente! Só mais atenção quanto aos errinhos e espaçamentos colocados de modo errôneo. Abraço!

  5. Agenor Batista Jr.
    1 de dezembro de 2013

    Gostei até chegar a hora da dor de corno junto à porta. Preparar um surpresa com outro homem num quarto com a porta fechada? Não meter o pé, não armar uma surpresa e não ouvir um “não é nada disso que está pensando”? Inacreditável! Seria fugir muito dos clichês, não é? O desfecho também não foi muito convincente. Salvo alguns errinhos de gramática, é um bom conto com os elementos de “noir” espalhados pela narrativa. Mas salva-se pela média. Boa sorte!

  6. Rodrigo Sena Magalhaes
    30 de novembro de 2013

    Muito bom! Imaginei que o final seria mais ou menos assim. Gostei mesmo!

  7. emptyspaces11 (@emptyspaces11)
    29 de novembro de 2013

    Dramático. Mas eu gostei! Talvez porque seja mais romântico do que noir, essa coisa de amar, trair, errar, não sei. Enfim… Esse é uma dos contos que estão na minha preferência. Parabéns ao autor!

  8. Thata Pereira
    29 de novembro de 2013

    Uau! Adorei a sensação que esse bar transmitiu, foi sensacional! Foi minha parte preferida.

    Quando a morte, acho completamente possível que um detetive cometa o ato sem pensar, levando em consideração que ele encara muitas situações parecidas no trabalho. Mas… ficaria BEM mais coerente se você explorasse o psicológico do personagem após a primeira “descoberta”.

    O que me desagradou foi o fato da gravação estar sendo feita no quarto do casal e com a porta fechada. Coincidência demais. :/

    • Lúcia M Almeida
      2 de dezembro de 2013

      Sim, realmente fiquei devendo por não desenvolver melhor a parte psicológica e emocional do detetive. Obrigada pelo comentário !

  9. rubemcabral
    29 de novembro de 2013

    Não gostei muito… A história triste de matar a amada por bobagem é bem forte, mas não apreciei a narração.

  10. Fernando Abreu
    25 de novembro de 2013

    Não gostei do conto. Notei uma verborragia que me incomodou bastante a leitura. Quanto aos elementos do noir, estão todos aí, mas colocados de uma maneira tão óbvia que tirou o encanto da história do casal. Como não gosto dessas “surpresas” finais, fiz uma cara estranha ao terminar de ler. É isso.

  11. Pedro Luna Coelho Façanha
    24 de novembro de 2013

    Eu gostei. Mandar bilhetes no bar para mulheres é meu hobby..kk. A história começou muito boa mesmo. Goste da personalidade do protagonista. Mas o final é até meio previsível e simplório. Dá pra sacar o que vai rolar, que um engano vai desencadear uma tragédia.. Mas vc escreve bem. Parabéns.

  12. Marcellus
    23 de novembro de 2013

    Não é um conto ruim. Faltou uma pequena revisão (“Ninguém me passava prá traz”, “Rí”…) mas no geral é bem escrito e o começo foi muito bom.

    Mas a história do detetive corno que não investigou a fundo deu a impressão de ter sido uma saída rápida para o autor. Com um final melhor trabalhado, pode ser um ótimo conto!

  13. Masaki
    23 de novembro de 2013

    Posso dizer que é um bom conto. O começo está bem envolvente, mas ao passar do tempo parece que foi diminuindo o ritmo e parou. O final achei bem simplista, entretanto o protagonista foi o ponto alto desta trama. Parabéns! Faça como eu… melhore mais o enredo.
    Abraços.

  14. mportonet
    21 de novembro de 2013

    Mais um bom conto.

    Apesar dos parágrafos imensos, a leitura flui bem, o que demonstra a competência do autor em nos envolver na trama.

    Até o final eu estava convencido de que este era um dos meus preferidos, mas aí veio a atitude tresloucada do protagonista, o que ao meu ver ficou meio sem sentido, já que a sua confiança era quase inabalável e o cara é um detetive particular(!!), cabia uma investigaçãozinha antes daquilo.

    Pareceu-me um atalho para um “gran-finale” que comprometeu uma excelente narrativa.

  15. charlesdias
    21 de novembro de 2013

    A ambientação ficou legal, os personagens foram bem construídos … mas é uma história sem muita novidade, sem algo que a difencie de tantas outras, ou seja, falto originalidade.

  16. Jefferson Lemos
    21 de novembro de 2013

    Achei bem legal a ideia do conto, e gostei bastante de como foi escrito. Mas como já foi dito, senti falta do espírito detetivesco, foi tudo muito rápido. Se essa parte tivesse sido melhor trabalhada, o conto seria impecável. Mas já deixo claro para você, que seu conto é um dos quais eu votarei.
    Parabéns!

  17. Gustavo Araujo
    20 de novembro de 2013

    Gostei bastante. A ambientação inicial, à la Casablanca, ficou excelente. Lá está o homem ardendo de paixão por uma mulher misteriosa, num bar onde o pianista se chama Sam. Só faltou tocar “As Time Goes By”. Também achei bacana a maneira como o autor desenvolveu o romance, até criar o clima de desconfiança que culmina com o fim trágico. Só acho que teria sido melhor não caracterizar o protagonista como detetive, eis que alguém desse naipe dificilmente tomaria decisões tão drásticas tão açodadamente. Talvez fosse melhor dizer que ele era um agente de seguros, ou algo assim, como Fred McMurray em “Pacto de Sangue”. Isso poderia justificar o ato impensado de vingança. Demais disso, o texto possui alguns errinhos de gramática e de digitação. Com o devido polimento, fica nota dez.
    De todo modo, mesmo do jeito que está, é um dos meus preferidos até o momento.

    • Lúcia M Almeida
      21 de novembro de 2013

      fico muito grata !! Realmente, só terminei o conto poucos minutos antes da hora final … deveria ter revisto antes de enviá-lo.

  18. Ricardo Gnecco Falco
    20 de novembro de 2013

    Um conto singelo e triste. Até acredito que o ciúmes e/ou a insegurança possam realmente levar uma pessoa a agir de forma tão precipitada e fria… Contudo, achei que faltou trabalhar um pouco melhor esta parte psicológica do (futuro) assassino. Já sair matando a “amada” assim, sem nem ao menos se certificar dos “fatos”… Sei lá. Sei que essas coisas acontecem (e muito!), mas senti uma falta de verossimilhança no conto, do jeito que ficou.
    Mas parabenizo o autor pela boa escrita!
    🙂
    Agite antes de usar; comprove antes de matar!
    #ficadicaassassina! 😉
    Abrax!

    • Lúcia M Almeida
      21 de novembro de 2013

      Sim, realmente, a parte psicológica ficou pouco trabalhada. Obrigada pelo comentário !

  19. espirrodabrisa
    20 de novembro de 2013

    Gostei muito de como foi escrito. Você dominou muito bem a narração em primeira pessoa. As palavras certas na hora certa. Eu gostei de se tratar de um noir romântico, sem aquelas investigações mirabolantes, crimes e tramas arquitetadas. É um enredo bem simples que cumpre o que propõe. Talvez o fato de eu ter ouvido “Blue Velvet” e “Wonderland by Night” (já ouviu?) enquanto lia me ajudou a penetrar ainda mais na história. Eu geralmente gosto de finais tristes, mas… Não é possível. Esse eu achei tão trágico que simplesmente me recusei a aceitá-lo. Mesmo o cara amando tanto a mulher daquele jeito não foi capaz de fazer umas perguntinhas antes? Cadê o espírito investigativo?

    • Lúcia M Almeida
      21 de novembro de 2013

      Obg pela leitura ! Realmente, meu assassino agiu de cabeça quente, precipitadamente, mas acontece muito disso na vida real, infelizmente. Quanto às músicas, conheço sim, Blue Velvet é maravilhosa, mas optei por ouvir B.B. King enquanto escrevia 😀

  20. Claudia Roberta Angst - C.R.Angst
    20 de novembro de 2013

    Lá pelo meio do conto, já fui imaginando o final. O desfecho surgiu mais ou menos como previ, mas sossegou minha curiosidade. O detetive, a mulher linda e fatal, o crime. Talvez mais passional do que noir. Achei a leitura fácil, sem entraves, fluída. Nenhum elemento muito original, mas gostei no geral. Boa sorte.

    • Lúcia M Almeida
      21 de novembro de 2013

      Obrigada, Claudia. Realmente, sabia que o desfecho era previsível, mas optei pelo óbvio mesmo 😀

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Publicado às 20 de novembro de 2013 por em Noir e marcado .