EntreContos

Detox Literário.

A Mulher do Vestido Verde (Rafael Magiolino)

NoirNo momento em que chegou à área do crime o local já estava muito movimentado. Logo na entrada do prédio havia uma pequena multidão de curiosos, além de alguns jornalistas que tentavam ultrapassar o cordão de isolamento policial para tentar descobrir o que estava acontecendo.

Márcio Rodrigues estacionou o carro do outro lado da rua e caminhou lentamente até o outro lado. Enquanto andava e via o número de pessoas conversando, algumas com uma expressão assustada, sentiu um medo começar a percorrer seu corpo. Conhecia muito bem aquele prédio e esperava para não ter acontecido o pior. Em poucos segundos estava na frente da entrada onde foi recebido por, talvez, o policial pior humorado que estava por lá.

– Vá embora, ninguém está autorizado a passar daqui. – era um homem que já passava dos quarenta anos e tinha um ridículo bigode.

– Sou o investigador Rodrigues. – disse enquanto mostrava seu distintivo – fui chamado há umas duas horas para vir aqui.

– Bom, não posso impedir que você suba, mas gostaria de saber o porquê ter demorado tanto. Os outros investigadores já estão lá em cima faz tempo.

– Hoje era meu dia de folga. Estava em casa e demorei um pouco mais do que esperava.

O policial apenas acenou com a cabeça e ergueu a faixa. Rodrigues começou a subir a escada e pensou na mentira que acabara de contar. Não faria diferença nenhuma para ele que o homem mal humorado tivesse engolido aquela desculpa. O problema real era que não estava mais conseguindo controlar o seu vício alcoólico.

Passou rapidamente pelo primeiro andar antes de contornar o lance de escadas, mas teve tempo suficiente de ver outro policial interrogando três mulheres. Não reconheceu nenhuma delas, afinal, nunca frequentou o primeiro andar. Era um prédio pequeno, de apenas quatro andares e que poderia ser considerado um conjunto habitacional de prostitutas, bem conhecido naquela região da cidade.

Quando chegou ao terceiro andar sentiu seu corpo estremecer de verdade. O grande fluxo de pessoas do prédio estava na frente do apartamento 37, o último número que Rodrigues desejava ver. Com dificuldades continuou a andar naturalmente, como se nunca tivesse andado inúmeras vezes por aquele mesmo corredor. Havia um grande número de mulheres por lá, das quais reconheceu duas, mas não teve coragem de parar, e algumas estavam chorando e conversando entre si.

Não precisou se identificar novamente, pois era um de seus conhecidos que estava na porta, e após entrar viu um grande número de pessoas dentro do apartamento, fato que não imaginava que fosse possível para um espaço pequeno. O apartamento estava inundado com a perícia e os outros dois investigadores, enquanto alguns policiais trocavam algumas palavras encostados na parede. Naquele momento Rodrigues percebeu que um deles, provavelmente um novato devido ao fato de ser o mais jovem entre eles, estava enjoado e acho que havia vomitado poucos minutos antes.

Rodrigues ficou parado alguns instantes antes de respirar fundo e conseguir fazer uma análise da cena, que era a sua melhor habilidade e que também o consagrava como melhor investigador do departamento. O corpo jazia no meio da sala. Um lençol branco, que já estava bem manchado por causa do sangue, o cobria. Pelo estado em que a sala se encontrava houve alguma espécie de luta, pois a mesa central estava tombada, o sofá um pouco torto.

Agachou-se e descobriu o corpo. Sabia que seria difícil vê-la morta, mas não imaginava que seu corpo ficaria pesado como se tivesse acabado de levar um forte soco. Seus olhos se encheram de lágrimas e precisou manter a cabeça abaixada por alguns segundos e respirar fundo para ninguém perceber que algo estava errado.

Débora estava com os olhos abertos, sendo que um deles estava roxo, e o pescoço degolado, quase decapitado. O tronco estava com várias marcas profundas, provavelmente causadas por uma faca de cozinha pertencente ao assassino. Seu vestido verde estava rasgado e Rodrigues tinha certeza de que um exame posterior encontraria hematomas e poderiam comprovar um estupro. Além de todo o dano corporal, uma poça de sangue já seca estava debaixo do cadáver.

Rodrigues se levantou e estava perdido sem saber o que fazer, até que viu seus dois colegas analisando algo próximo do aparelho de som. Esperou até que o fotógrafo tirasse uma boa foto de Débora e foi até eles. Deus, como precisava beber alguma coisa, uma única dose que fosse. Tudo aquilo estava sendo coisa demais para aguentar em apenas um dia.

– O que temos por aqui? – perguntou mantendo sua tradicional postura de seriedade.

– Quatro vizinhas disseram que ouviram algumas músicas muito altas durante uma hora e algum tempo depois vieram chamá-la para trabalhar. Como não houve nenhuma resposta pegaram a chave reserva que uma delas tinha e encontraram tudo assim. – Tavares já era um veterano naquele ramo e tratou tudo aquilo naturalmente, sem nem mesmo ter tirado seus olhos do bloco de nota que carregava enquanto dizia tudo.

– E não temos nenhum suspeito nem nada que possa nos ajudar? – insistiu Rodrigues.

– Ah pelo amor de Deus! – interrompeu Barbosa – Quem é que liga para a morte de uma puta qualquer? Vamos enrolar um pouco aqui e vamos embora, por favor.

– Acho que você deveria se importar um pouco mais com ela – respondeu Rodrigues de imediato.

– E porque eu deveria? Já a visitei algumas vezes, mas não o suficiente para me importar. Vejo vocês no serviço amanhã.

– Acho que ele está certo, cara – prosseguiu Tavares – Já temos muitas coisas para se preocupar, não precisamos disso para nos atrapalhar. Ah, e antes que eu me esqueça, diminua a bebida. Consegui sentir seu cheiro daqui quando você entrou.

Estava sozinho novamente e olhou para seu relógio para constatar que já se passava das duas da manhã. Estavam se preparando para levar o corpo embora e sabia que poderia voltar apenas na manhã seguinte para tentar obter alguma informação, pois alguém poderia suspeitar de algo caso o visse conversando com uma das mulheres.

Durante todo o percurso até seu apartamento, só conseguiu pensar em Débora e daquela vez não segurou o choro. Deixou que as lágrimas que lhe cobrissem o rosto e as lembranças inundassem seus pensamentos. Nunca tiveram uma relação pessoal e não sabia que a amava, precisou que aquilo acontecesse para que percebesse tudo.

Abriu a porta, colocou as chaves no chaveiro na parede ao lado e sentou-se no sofá. Já havia se recuperado de seu breve momento de luto e pegou a garrafa de uísque que se encontrava sobre a mesa. Ela ainda estava quase completa e Rodrigues não perdeu tempo bebendo-a como se fosse água e começou a refletir sobre tudo o que estava acontecendo.

Primeiro se lembrou de quando descobriu aquele lugar. Não conseguia superar a morte precoce da esposa, o motivo maior que o fez se transformar em um alcoólatra novamente. Certa noite, quando se preparava para entrar em seu carro no estacionamento após o fim de mais um dia de trabalho, ouviu dois policias comentando sobre o famoso lugar das prostitutas.

– Pô cara, to te falando. Aquele é o melhor lugar para relaxar depois do serviço, muita gente daqui vai pra lá de vez em quando.

– Ah não sei se é uma boa ideia.

– Pára com isso, sua namorada nem vai ficar sabendo. Vamos lá e pára de frescura.

Ambos eram jovens, provavelmente tinham acabado de passar dos vinte anos, e pareciam bem empolgados. Rodrigues vivia deprimido e foi naquela oportunidade que encontrou a chance de se animar novamente, embora sempre tenha sido contra frequentar aquele tipo de lugar.

Chegou lá se sentindo ansioso como se fosse um adolescente novamente. O local estava lotado, com uma música alta saindo de cada um dos quartos e várias mulheres conversando com potenciais clientes. Rodrigues se sentia deslocado em naquele tipo de ambiente, apesar de ter identificado vários policias apenas em uma rápida observação, e já estava voltando quando a viu pela primeira vez.

Ela usava um vestido verde, o mesmo que usou na noite de sua morte, tinha os cabelos loiros e olhos claros, que foram o suficiente para encantá-lo para sempre. Fazia mais de três anos e aquela foi apenas a primeira de muitas noites as quais passaram juntos. Não conversavam muito, mas realmente não era necessário. Aparentemente apenas ele sentia uma espécie de ligação especial e sabia que não era exclusivo para ela.

Inclusive sabia que Barbosa já a visitara algumas vezes, pois se encontraram por lá algumas vezes. O fato de Barbosa não ter dado importância ao caso e sair de forma rápida do apartamento fez Rodrigues ficar um pouco intrigado, porém no momento em que começou a pensar sobre as possibilidades de que Barbosa fosse o assassino fez com que Rodrigues derrubasse a garrafa vazia no tapete e adormecesse no sofá.

Se o telefone não tocasse talvez dormisse até a noite. Sentou-se após o segundo toque e sentia uma terrível dor nas costas. A luz do sol que refletia em seu rosto não ajudava nem um pouco, muito menos em sua dor de cabeça. Estava prestes a deitar novamente até que se lembrou da noite passada e resolveu atendê-lo.

– Rodrigues falando.

– Andou bebendo novamente né seu desgraçado? – Tavares parecia mal humorado – Venha logo para cá, você está duas horas atrasado.

– Vou ver o que posso fazer.

Colocou o fone de volta no gancho e saiu de sua casa vestindo a mesma roupa da noite passada. Já se passavam das duas da tarde, mas não se surpreendeu com o horário. Além de ter dormido apenas na madrugada, fazia semanas que não conseguia dormir direito.

No departamento as coisas estavam como imaginou que seriam. Muita correria por parte de policiais e investigadores, telefones tocando por todos os lados, mas nenhum comentário sobre a noite passada. A imprensa também não se preocupou em relatar nenhuma novidade, afinal, a morte de uma prostituta não era digna de destaque.

Saiu para as ruas com Barbosa e Tavares, porém ninguém tocou no assunto, com exceção de Barbosa em um momento, quando fez uma piada infame sobre a vítima. Nada além daquilo e foi dessa forma que as coisas se seguiram nos próximos três meses.

Em um sábado de manhã, Rodrigues estava mais uma vez dormindo em seu sofá após ter bebido meia garrafa e acordou com o telefone tocando novamente. Por um segundo após ter acordado acreditou que era o mesmo dia e logo se deu conta de como as coisas estavam.

– Rodrigues falando.

– Olá Márcio – disse uma voz feminina – Me encontre no segundo andar do prédio que você costumava frequentar depois das cinco da tarde. Tenho algo para te dizer.

– E quem diabos está falando? Já estou ocupado com muitas coisas e não preciso de mais alguém me fazendo perder mais tempo.

– Então você terá que se arriscar. Tenho informações que poderão ser preciosas para você.

Mesmo depois de terem desligado os telefones, Rodrigues permaneceu sentado ao lado do telefone. Sentiu uma estranha sensação lhe penetrar o corpo e quase sair pela garganta. Junto com ela um turbilhão de lembranças e imagens surgiram, variando desde a primeira noite que a viu até a retirada do lençol branco, revelando apenas um corpo em um estado horrível.

Ficou apenas sentado de forma pensativa durante toda a tarde. A televisão estava ligada, mas não havia nada de interessante, apenas não queria o apartamento em um silêncio total. Já se passavam das cinco horas quando começou a dirigir em direção ao prédio Amélia (conseguiu se lembrar do nome) e chegou á conclusão final sobre o que sentia por Débora.

Ele havia criado uma espécie de obsessão por ela, algo que Rodrigues ainda não conseguiria explicar anos mais tarde para si mesmo. Era uma forma de atração que não sentira nem por sua falecida esposa e não sabia em que momento conseguiria superar aquela dor.

Parou seu carro na mesma vaga daquela noite três meses atrás. Acendeu um cigarro, outro vício que lhe aparecera nesse período, e esperou até o sol começar a se pôr detrás das montanhas ao longe e algumas pessoas ao redor do prédio ir embora. Respirou fundo e atravessou a rua.

Durante o tempo em que ficou esperando no corredor do andar teve a leve impressão de que um número considerável de pessoas se mudaram de lá. É claro que aquele nunca fora um bom lugar para se morar e o assassinato tinha cooperado para aquilo ocorrer. Também viu a porta com o número 37 e sentiu o corpo se arrepiar e logo depois de desviar o olhar de lá, a mulher que o ligara horas atrás estava lá.

– Ainda bem que chegou à tempo. – Era uma mulher alta, cabelos escuros e Rodrigues teve a leve impressão de tê-la visto pelo menos uma vez por lá durante uma de suas visitas.

– Por quê resolveu se manifestar apenas agora? Já faz mais de três meses que tudo aconteceu e não se é possível fazer mais nada.

– Primeiramente gostaria de dizer que moro aqui do lado e estava em casa durante aquela noite. Segundo, não adianta se fazer de difícil, pois muitas mulheres daqui sabiam o que você sentia por ela e sei que está disposto a fazer tudo para pegar o responsável.

Rodrigues não podia demonstrar, mas aquela mulher havia lhe acertado com força. Não houve nenhuma noite, desde o assassinato, em que Rodrigues pensou em outro coisa além de matar o desgraçado responsável.

– Vamos supor que você esteja certa. Como eu iria conseguir fazer alguma coisa?

– Vou te contar tudo que me lembro, embora você já saiba grande parte. Por volta das oito horas da noite eu ouvi a porta se abrindo e Débora conversando com um homem. Não consegui ouvir muito bem, mas ela falava alto e estava animada, da mesma forma que ficava com seus clientes preferidos, me desculpe a sinceridade.

– Sem problemas, continue.

– Vinte minutos depois tenho quase certeza de tê-la ouvido falar alto, como se estivesse com medo e raiva ao mesmo tempo. Pouco tempo depois o som foi ligado bem mais alto do que estava acostumada. Depois de tudo ter sido silenciado novamente e a porta ser fechada, saí rapidamente para ver se Débora havia saído com ele para outro lugar, mas vi apenas um homem vestindo uma calça cinza, camisa branca e um pequeno chapéu preto. É tudo o que sei e queria te contar, mas esperei um tempo para ninguém suspeitar de nada. Agora o que você quiser fazer não me diz respeito a nada. Aqui está meu número, me ligue se precisar de algo ou quando pegar o filho da puta.

A mulher virou de costas e entrou em seu apartamento rapidamente enquanto Rodrigues continuou encostado na parede segurando o pedaço de papel com o número e pensando sobre tudo o que acabara de ouvir. Precisava respirar fundo e pensar com cuidado, porém já tinha um forte palpite sobre quem teria feito aquilo. Apenas uma boa garrafa de uísque seria capaz de o ajudar.

Sua noite inteira se resumiu em ficar sentado na sala de seu apartamento, beber grade parte da garrafa e pensar sobre como Barbosa tinha feito aquilo. Rodrigues sabia que ele já havia sido um cliente de Débora por alguns tempos e sempre suspeitou que ele sabia de sua obsessão por ela. O fato de que o próprio Barbosa saiu mais cedo do apartamento naquela noite ajudou a Rodrigues chegar à precipitada decisão de ter encontrado o assassino.

Diferente das outras vezes não conseguiu adormecer. Ficou apenas esperando as horas passarem e discutindo com si mesmo as possíveis soluções a serem tomadas. A mais justa e sensata encontrada foi a de visitar Barbosa na tarde seguinte. Não sabia muito sobre a vida de seu colega, mas das poucas conhecidas era o fato de que ele ficava sozinho em sua casa durante as manhãs de domingo, enquanto sua mulher e filhos iam à igreja. Eles eram grandes seguidores da religião.

Barbosa morava em um casa num bairro nos arredores da cidade, um ótimo lugar para quem tem uma família para sustentar e gosta de passar os dias de folga o mais afastado possível do serviço.

Rodrigues chegou lá pouco depois das nove. Passou na frente da casa algumas vezes com o carro para se certificar de que seu colega estaria sozinho e quando teve a certeza disso estacionou e pulou o pequeno muro e caiu na porta dos fundos. Não lembrou de ter reparado se alguém o viu, mas aquilo também não importava, pois sairia rapidamente de lá.

Fazia um bom tempo que não arrombava uma fechadura, mas não teve dificuldades em entrar sem chamar atenção desnecessária. A mesa da cozinha estava bagunçada com o que restara do café da manhã e de onde estava conseguiu ouvir a televisão ligada na sala.

Andava agachado e tirou o revólver da cintura. Era uma arma que estava guardada há muito tempo, não estava registrada em seu nome e não lhe faria falta de ser largada na casa. Inclusive vestia um par de luvas para ninguém suspeitar.

Barbosa estava encostado no sofá assistindo a um desenho matinal. Pelo resto da vida Rodrigues não saberia se Barbosa estava dormindo naquele momento ou não. Tudo o que fez foi chegar o mais próximo possível, colocou a arma próxima a sua nuca e apertou o gatilho uma única vez.

O corpo caiu para frente quase no mesmo instante. O sangue espirrou para o tapete e tudo o que Rodrigues precisou fazer foi pegar uma das mãos de Barbosa e colocar a arma dentro dela. Um suicídio inesperado de um homem em um casamento feliz e com uma família perfeita. Talvez achassem estranha a posição do corpo em relação ao sangue, mas nada que o incriminasse.

Saiu pelo mesmo lugar e em pouco depois de duas horas estava em seu apartamento novamente. Antes precisou parar em um bar para aliviar a tensão. A primeira coisa que fez ao chegar foi pegar o telefone e ligar para a vizinha de Débora. Esperou apenas três toques antes de começar a falar.

– Vou dizer rapidamente as boas notícias. Peguei o assassino.

– Que estranho você dizer isso – disse uma forte voz masculina – Eu continuo aqui.

– Quem está falando? Como você sabe?

– Ora, fui quem matou sua queridinha, companheiro. Fiz isso porque quis e posso te dizer que adorei ter feito aquilo – a voz agora possuía um tom de ironia – Aposto que ela gostou um pouco do estupro, mesmo sabendo que iria morrer.

– Quem é você seu maldito? Onde está a mulher dessa casa?

– Bom, para falar a verdade ela está amarrada em uma cadeira aqui na minha frente. Posso lhe afirmar que amanhã você e seus colegas de trabalho terão mais trabalho pela frente. Até mais.

Rodrigues tentou falar mais algumas vezes, porém desistiu e jogou o telefone com toda sua força no chão. Sua precipitação quanto à Barbosa estava errada e aquilo lhe custou caro.

Passaria os anos tentando descobrir o assassino de Débora, mas todas as tentativas seria em vão. Continuaria a viver sozinho e sempre que possível buscando algumas informações, mas nada adiantaria. O assassino jamais seria encontrado e no fundo Rodrigues sabia disso.

Anúncios

20 comentários em “A Mulher do Vestido Verde (Rafael Magiolino)

  1. Leandro B.
    7 de dezembro de 2013

    Acho que os amigos criticaram melhor do que eu poderia. Muitas decisões estranhas, como o detetive não indo conversar com as outras mulheres pq iam “suspeitar” de algo… po, ele era um detetive numa cena de crime :/

  2. Frank
    5 de dezembro de 2013

    Um bom conto e o final é surpreendente…eu tiraria tudo o que vem depois da frase na qual o assassino se apresenta….

  3. Pedro Luna Coelho Façanha
    5 de dezembro de 2013

    Tudo já foi dito. Rodrigues suspeitou fácil de Barbosa, e com base em quase nada. Depois, matou o coitado sem nem investigar direito. De positivo, gostei da construção do personagem Rodrigues, seus problemas com bebida e tal.

  4. Marcelo Porto
    4 de dezembro de 2013

    O final foi o melhor da história. Gosto quando a reviravolta me surpreende, e neste caso, a surpresa foi o desfecho angustiante.

    Porém o conto peca na verossimilhança, não acredito que um policial assassine um colega por uma simples suspeita, sem uma investigação prévia e principalmente sem uma motivação mais forte, não que o assassinato da mulher que ama não o seja, mas no conto essa motivação não me convenceu.

    A relação entre o protagonista e a prostituta não engrena e a informante também não convence.

    A história tem potencial, mas precisa de um pouco mais de investimento.

  5. Andrey Coutinho
    3 de dezembro de 2013

    Nesse desafio, resolvi adotar um novo estilo de feedback para os autores. Estou usando uma estrutura padronizada para todos os comentários (“PONTO FORTE” / “SUGESTÕES” / “TRECHO FAVORITO”). Escolhi usar esse estilo para deixar cada comentário o mais útil possível para o próprio autor, que é quem tem maior interesse no feedback em relação à sua obra. Levo em mente que o propósito do desafio é propriamente o aprendizado e o crescimento dos autores, e é isso que busco potencializar com os comentários.

    Além disso, coloquei como regra pessoal não ler nenhum comentário antes de tecer os meus, pra tentar dar uma opinião sincera e imediata da minha leitura em si, sem me deixar influenciar pelas demais perspectivas.

    Dito isso, vamos aos comentários.

    PONTO FORTE

    Atmosfera clássica de um Noir, com um protagonista atormentado e um desfecho surpreendente. Gostei muito da cena do assassinato do Barbosa: um homicídio seco e repentino.

    SUGESTÕES

    Gramática precisando de revisão. Muita repetição de palavras, e os parágrafos pedem um pouco mais de fluidez também. Além disso, houve confusão de tempo e modo verbal em algumas passagens.

    Eu particularmente cortaria o último parágrafo inteiro. Acabaria com “Sua precipitação quanto a Barbosa estava errada e aquilo lhe custou caro” (sem a crase em “a Barbosa”, porque Barbosa é masculino).

    Sugiro também cortar o “[…] à precipitada decisão de ter encontrado o assassino”, que já meio que entrega que Barbosa não era o assassino.

    TRECHO FAVORITO

    “Pelo resto da vida Rodrigues não saberia se Barbosa estava dormindo naquele momento ou não.”

  6. Alana das Fadas
    2 de dezembro de 2013

    É um texto bacana. Ficou devendo em alguns pontos, mas está no caminho certo.

  7. fernandoabreude88
    2 de dezembro de 2013

    Outro conto que carece de revisão. Precisa ser melhor organizado e, algumas partes, até mesmo, precisam ser reescritas com calma. Apesar disso, há uma ideia central bacana, que prende um pouco apesar dos graves erros.

  8. Felipe Falconeri
    30 de novembro de 2013

    Muito ruim.

    A escrita é capenga e o enredo é fraco. Em alguns momentos o autor começa falando de uma coisa e pula para outra sem que haja uma conexão firme entre ambas.

    A história não engrena, os motivos que levaram Rodrigues a matar Barbosa são muito fracos, – aliás, sério que ele achou que a polícia imaginaria que o Barbosa teria se matado com um tiro na nuca? – os diálogos não convencem, a construção dos personagens é mambembe…

    Enfim, acho que o autor tem um caminho muito longo a percorrer. Mas com persistência e dedicação é possível alcançar resultados melhores.

  9. Agenor Batista Jr.
    28 de novembro de 2013

    O argumento geral foi bom. Aliado às falhas gramaticais o final muito solto e sem amarração tornou a leitura do conto frustrante. Não me senti confortável e nenhum prazer ao lê-lo. O autor deve amadurecer mais suas ideias e revisar incansavelmente antes de publicar. Boa sorte!

  10. Thata Pereira
    22 de novembro de 2013

    Duas coisas me desagradaram muito ao ler o texto: a repetição de palavras e a frase “acho que havia vomitado poucos minutos antes”. Primeiro, porque “acho” é uma palavra muito vaga para mim. É comum usá-la no dia a dia, mas eu evito ao máximo! E como o conto está sendo narrada em terceira pessoa, o modo como ela está exibida no texto dá a impressão que o narrador está interferindo com sua opinião e com um “acho”…

    O motivo para matar Barbosa foi fraco porque o autor (a) não conseguiu passar essa “obsessão” que Rodrigues sentia por Débora. Você apenas disse, não mostrou. Não me fez, como leitora, sentir essa obsessão. Caso consiga atingir esse ponto, para mim, seria justificável. Digo, não justificável, mas essa obsessão realmente faz as pessoas cometerem atos sem pesar…

    Senti falta da culpa no final, pois Barbosa era alguém da sua convivência. Ele se demonstrou uma pessoa muito emotiva com a morte de Débora. Quando viu a besteira que fez, acredito que devesse sentir algo. Mas isso já é uma opinião pessoal que tenho, ao fazer toda essa análise (psicológica?) do personagem. Boa sorte!

  11. Gunther Schmidt de Miranda
    19 de novembro de 2013

    Vejo que o final ficou devendo algo mais… Votos de prsoperidade e não deixe de persistir!

  12. Marcellus
    18 de novembro de 2013

    O conto prometia muito, tinha um enorme potencial… mas me frustrou. No começo, com a repetição de palavras e expressões. Depois, com a notória falta de um revisão mais aprofundada. Mais para a frente, com o fraco argumento da “descoberta” do assassino. Logo a seguir, com a péssima simulação de suicídio (era de se esperar mais de um policial, depois de tantos anos de treinamento e prática).

    Enfim, é um ótimo material, mas precisa ser muito trabalhado. Persista!

  13. Ricardo Gnecco Falco
    18 de novembro de 2013

    Vamos exaltar os pontos bons! (Os nobres colegas já destacaram – com muita perspicácia – os pontos que necessitam de mais atenção.)
    Adorei a nomenclatura das personagens. Uma das (principais!) característica do estilo é exatamente a “pegada” dos nomes, principalmente do protagonista. Márcio Rodrigues funciona. E muito bem! Vou até colocá-lo ao lado do Pierre Lamont (Nããããããaããooo!!!) no livrinho dos nomes “chicletes” do gênero. Débora também é outro nome bem forte, principalmente para a vítima. É marcante.
    O outro ponto que gostaria de enaltecer é a construção de suas frases. Você possui uma característica de criar frases fortes. De enfatizar pontos diferentes dos normais/esperados, ordenando os verbos e os substantivos de forma a dar uma movimentação (agilidade) bastante louvável. Veja o exemplo abaixo:

    “Barbosa estava encostado no sofá assistindo a um desenho matinal. Pelo resto da vida Rodrigues não saberia se Barbosa estava dormindo naquele momento ou não. Tudo o que fez foi chegar o mais próximo possível, colocou a arma próxima a sua nuca e apertou o gatilho uma única vez.”

    É uma cena completa, totalmente direcionada, construída e fechada em apenas 3 frases (com tempos verbais difusos e corretamente aplicados!). Descritiva (cenário), psicologicamente trabalhada (a certeza e a dúvida contrapostas) e detalhista no tom exato. Movimentação perfeita e ordenada.

    Ou seja, por mais que existam (vários) pontos a se trabalhar, o principal é a nitidez com que a certeza de que você possui o “dom” para a coisa é exposta em seu texto.

    Continue firme. Leia mais (principalmente livros que não sejam o que você está acostumado a ler), escreva sempre e não desista nunca!

    Grandes obras ainda virão! 🙂

    • Claudia Roberta Angst - C.R.Angst
      18 de novembro de 2013

      Boa observação. Concordo com o Ricardo – esses detalhes devem ser enaltecidos. Incentivo sempre é bem-vindo, ainda mais baseado em evidentes pontos fortes do conto.

  14. Claudia Roberta Angst - C.R.Angst
    18 de novembro de 2013

    O começo me envolveu bem. Depois parece que o autor perdeu o fôlego e deixou-se levar aos trancos e barrancos para um final meio atrapalhado. Acho que com uma boa revisão e lapidação da narrativa, o conto ficaria ótimo. A base para isso já existe, mas há muito trabalho pela frente. Boa sorte.

  15. Gustavo Araujo
    17 de novembro de 2013

    A redação mostra um autor em evolução no sentido positivo da expressão. Uma boa ideia pontilhada por erros ingênuos. Chego a pensar que o conto foi escrito em primeira pessoa e depois vertido para terceira. A história em si é bacana, mas não gostei da solução imediatista e inverossímil para a morte de Barbosa – mesmo perpetrada por um sujeito perturbado como Rodrigues. Enfim, um texto que, com a devida revisão e com um melhor desenvolvimento da parte final, tende a crescer e tornar-se mais atraente.

  16. Jefferson Lemos
    17 de novembro de 2013

    Achei o começo bom, mas o desfecho eu não gostei. Faltou muito na história, e isso deixou a desejar.
    Tente encorpar a história que ficará bem melhor.
    Boa sorte.

  17. rubemcabral
    17 de novembro de 2013

    Boa a ideia do conto, mas achei que a execução deixou a desejar. Há bastante o que revisar, há muita repetição que poderia ser sanada com alguns sinônimos. Veja, por exemplo, quantas vezes você usa “grande” no inicio do texto.

    Por fim, achei que Rodrigues teve poucas evidências para decidir executar o Barbosa sem sequer interrogá-lo.

  18. Masaki
    17 de novembro de 2013

    A trama é muito interessante! Bem ao estilo Noir. Contudo, trechos foram trabalhados de forma superficial. Creio que o final poderia ter um desfecho mais “firme”, “palpável”… sabe?. Mesmo assim… parabéns! Com um pouco mais de trabalho, o autor irá produzir textos fabulosos.

  19. charlesdias
    16 de novembro de 2013

    A base do enredo do conto não é ruim, mas acho que foi mal aproveitado. Há alguns furos na história que me incomodaram um pouco. Também faltou uma boa revisão.

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Informação

Publicado às 16 de novembro de 2013 por em Noir e marcado .