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Detox Literário.

Lágrimas são vãs sob a chuva (Rubem Cabral)

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Ouvi uma piada uma vez: um homem vai ao médico, diz que está deprimido. Diz que a vida parece dura e cruel. Conta que se sente só num mundo ameaçador onde o que se anuncia é vago e incerto. O médico diz: “O tratamento é simples. O grande palhaço Pagliacci está na cidade, assista ao espetáculo. Isso deve animá-lo.” O homem se desfaz em lágrimas. E diz: “Mas, doutor… Eu sou o Pagliacci.”
(Watchmen, Alan Moore).

Gotas gordas tamborilam e escorrem lentamente pelo vidro turvo de minha janela. Tap-tap-tap. Parece que o inverno fincou suas garras cruéis no coração do mundo e não está disposto a soltá-lo, que não há uma primavera possível no fim do túnel.

Completei sessenta e seis ontem, estou velho, sinto-me velho”, penso. “Com esta tosse talvez não alcance à próxima estação de qualquer jeito, isso se ela realmente chegar um dia”.

Se eu tivesse a sorte da vista dos apartamentos de frente, veria talvez as árvores nuas de folhas na avenida, o vento vergando seus galhos finos e as poucas almas corajosas envoltas em capas negras, com os olhos apertados e as bocas idem, avançando em meio ao fog, movidas por não sei o quê. Observaria ainda a fila infinda de carros metálicos como insetos, buzinando o dia inteiro, enraizados no asfalto brilhante.

Se eu ainda possuísse bons olhos, se pudesse perceber pouco mais do que vultos, sei que além de minha janela voltada para os fundos só testemunharia roupas estendidas (que nunca secarão), vapor dos aquecedores, pombos e sujeira, todo tipo de sujeira. Camisinhas usadas, absorventes, pedaços de papelão se dissolvendo, uma boneca sem olhos, uma carta de amor perdido, borrada, cheia de erros de Português…

Os trinta metros quadrados do que costumava ser meu escritório já não me protegem adequadamente do tempo ruim lá de fora. O prédio antigo não suportará as infiltrações por muito mais tempo. Há goteiras e mofo por todo lugar, paredes grávidas parindo pó e cupins, tomadas que não podem ser usadas, sob o risco de eletrocussão.

A energia oscila, as lâmpadas piscam e queimam o tempo todo, mas não ousamos reclamar: as taxas condominiais são irrisórias, os aluguéis, para os que não são proprietários como eu, são ridículos segundo os padrões da região. Somos no bairro quase um cortiço vertical, um indesejável tumor, cravado dentre os prédios de modernos apartamentos que custam sete dígitos.

Estamos, por tudo isso, presos; por conta de nossas pensões de merda, achatadas todo ano para se igualarem um dia ao Salário Mínimo, por nossas profissões de terceira classe. Há um pouco de tudo nos vinte e dois andares de conjugados e quitinetes: salões de manicure, óticas populares, adivinhos, prostitutos de todos os três sexos, vendedores de quentinhas, traficantes.

Certa vez quase fui atropelado no corredor do sexto andar por um adolescente que andava de moto, em outra ocasião passei por um casal de viciados que resolveu que fazer churrasco nas escadas seria uma boa ideia para se distrair.

Ninguém me nota, só vejo esboços de gente, porém igualmente sou um vulto para os outros que a princípio não teriam problemas de visão.

Todavia, não foi sempre assim. Houve felicidade um dia. Houve Célia.

Meus globos natados não me permitem discernir muita coisa, mas minha memória é notável e rica em detalhes sobre aquela mulher: seus movimentos, suas cores, seus cheiros. Minha mente foi certamente pródiga também, em inventar um tanto mais sobre ela.

Eu não vivia de somente investigações à época, ou teria morrido de fome, é claro. Fazia entregas expressas, como empregado terceirizado de alguma empresa terceirizada pelos correios. Às vezes tinha que viajar a trabalho, mas contava com meu fiel Chevette. Quando havia tempo vago, o que era mais ou menos frequente, virava o cartaz pendurado lá fora: “Aberto”. A placa sobre a porta ostentava num dourado de dias melhores: “Gervásio M. Santos – Detetive Particular”.

E esses anos que trabalhei como investigador, eles, calejaram meu espírito, me injetaram uma dose cavalar de cinismo e desesperança sobre tudo o que diz respeito à humanidade. Foram tantos cafetões querendo descobrir o paradeiro de seus sacos de pancada, tantas mães viciadas atrás de crianças perdidas, que desde a concepção já estavam irremediavelmente perdidas, agiotas atrás de devedores, ou loucos de toda espécie, apenas tentando dar sentido às suas vidas patéticas.

Não se sobrevive a isso tudo incólume, há de se criar uma crosta espessa sobre a fratura exposta na alma, há de se permitir a progressiva dissolução do que um dia te fez uma boa pessoa.

Certa vez assisti a uma peça gratuita numa praça perto daqui. Garotos a garotas amadores. Não me lembro do título, mas recordo-me que, sem explicações, todas as pessoas de um vilarejo francês se transformavam em rinocerontes, uma a uma. No terceiro ato, o último humano que sobrara refletiu que talvez fosse ele o anormal, por hesitar em abraçar a degradação que, afinal, tornou-se a regra. E, claro, ele tentou ser um deles também.

De certa forma eu já havia me conformado com meu franco e inevitável declínio, até me tornar um animal, um rinoceronte, como todos os demais a redor.

E então, houve Célia.

Ela bateu à porta, como se pedisse desculpas. Desde que deitei meus olhos nos seus, algo se moveu dentro mim, alguma coisa antiga, soterrada, que eu não imaginava existir mais.

E isso doeu.

Era linda, embora “linda” não passe a mais remota ideia do que quero dizer. Não era perfeita, uma modelo, uma Miss Brasil. As palavras são tão imprecisas para se descrever adequadamente… Eu diria que o conjunto de tudo o que fazia ela ser ela, esse todo era maravilhoso, radiante. Não sei se me faço entender.

Trajava um vestido preto de bolinhas brancas, muito bem cortado, porém obviamente feito em casa. Trazia uma bolsa grande de napa, meio descascada, com as duas mãos segurando as bordas da mesma, junto dos seios. Os olhos grandes e de um castanho que às vezes transmutava-se em verde, estavam assustados e envergonhados.

Procurava o marido, desaparecido desde quase uma semana. Ele já sumira uma vez por três dias, mas apareceu; apenas dormira na casa de amigos depois de algumas noitadas de jogo e bebida, mas não desta vez. Tinha três meninos – mostrou-me a foto das crianças bonitas e vestidas com roupinhas idênticas de veludo azul – costurava e lavava roupa para fora. Abriu a bolsa, retirou quatro latinhas da Caderneta de Poupança Delfin, pesadas de moedas. Trouxe um bolo de milho, ainda morno, envolto num pano de prato.

É tudo o que tenho, não posso pagar muito, moço. Acha o Josué pra mim. As crianças estão chorando, eu já fui em hospital, nos bares aonde ele costumava ir. O fim do mês tá chegando e não vou ter como pagar as contas sozinha, não posso criar meus filhos sem pai. Me ajuda, por favor.

Estava na cara que era uma moça às antigas: um piquenique na serra, com toalha xadrez e ovos recheados, sob a sombra dos eucaliptos; missa aos Domingos, Sílvio Santos e macarronada com frango; beijo de boa noite, leite de rosas. Diria “Vá com Deus”, “Durma com Deus”, por certo rezava.

O rosto simples sem maquiagem, as pálpebras meio escuras de pouco dormir, o nariz pequeno, levemente arrebitado, os cabelos pretos cascateando por sobre os ombros nus. Aquele tremor de inocência diante do mundo exterior, tão aterrador.

Não deveria haver mais de cem Cruzeiros nos cofrinhos, uma miséria. Se qualquer outro cliente me trouxesse um bolo eu gargalharia e jogaria no lixo a seguir. Dependendo de quem fosse, eu atiraria o bolo em sua cara.

No entanto, algo me aqueceu por dentro, alguma coisa espremeu-se por uma fresta ínfima ao finalmente perceber o calor do Sol.

E, óbvio, eu aceitei o caso, não por pena, não porque eu fosse uma pessoa boa, mas porque eu a amei, dolorosamente, desde o momento em que a vi, tão frágil e perdida. Um amor de adoração, de criança pequena encantada pela mãe, de cão pelo dono. Eu a queria como um náufrago quer uma tábua no meio do oceano, como certamente o demônio, do fundo do Abismo, cobiça o perdão do Céu.

Eu precisava beber toda aquela bondade, toda aquela entrega e doçura. Eu desejava que ela me fizesse melhor.

Não teria que aceitar virar um rinoceronte.

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Com a foto de Josué em mãos – um tipo careca e gordo, certamente não merecedor da esposa – eu saí às ruas.

Amigo, conhece este cara? Josué costumava vir jogar sinuca aqui toda noite e beber umas brejas. Tá sumido, a patroa tá louca atrás dele…

Meu chapa, faz tempo que ele não dá as caras por aqui. Já tentou no Botequim do Joca? Eu acho que ele ia com uma turma pra jogar dardos lá.

Ao chegar ao tal botequim, algumas informações novas, talvez houvesse ido a uma quadra de escola de samba onde serviam feijoada às sextas, talvez na casa de fulano, de beltrano. Alguém se lembrava de tê-lo visto enroscado com uma dona. Outro disse que a dona era um travesti.

Bati perna por toda a cidade, enfiei-me em tudo que foi recanto sórdido, ofereci uma recompensa modesta pelo paradeiro do sujeito. Conversei com travestis e garotas de programa, anotadores do Jogo do Bicho, jornaleiros, colegas de copo…

De segunda a sexta passava na casa de Célia à noitinha, e a informava sobre a falta de progresso de minha pesquisa.

Todos já ouviram falar dele, mas ninguém sabe ao certo quando o viram pela última vez. Eu acho que temos que nos preparar para o pior…

Para o pior? – Ela indagou.

Ele morreu ou pelo menos fugiu da cidade. Meteu-se com alguma coisa pesada, dívida, queima de arquivo… Ou arrumou outra, com certeza.

Célia começou a chorar. Eu nunca vira alguém prantear com tanta dignidade; havia receio de soar muito alto, de alertar os meninos que brincavam no quintal. Ela não se permitia, nunca…

O Josué nunca foi santo, mas nunca faltou com suas obrigações. O que vai ser de mim? Das crianças?

Saí dali com o coração apertado, dias depois, dei de cara com um funcionário da empresa de energia, prestes a cortar o fornecimento da casa dela.

Coloquei o revólver sob o queixo do sujeito. Descrevi para ele como seria a bala emergindo sob a língua, rasgando-a em mil pedaços e subindo pelo céu da boca até explodir o cérebro, fazendo uma bagunça desgraçada, de ossos e miolos.

Creio que ele entendeu o recado, pois nunca mais o vi.

Estive no IML, a sexta vez desde que começara a investigar, liguei para várias delegacias e chequei se havia alguma novidade no setor de desaparecidos. Nada. O malandro evaporara. Devia ter sido queimado num daqueles micro-ondas de favela, talvez estivesse amigado com alguma mestiça guarani no Paraguai, ou enterrado em algum lixão. Não sabia. Era impossível achá-lo. Isso seria bom, não?

Conversei longamente com Célia sobre o assunto, ofereci meu suporte financeiro modesto, que ela hesitantemente aceitou, comentando que me pagaria quando pudesse ou quando Josué finalmente aparecesse.

Aos poucos me tornei visita frequente em sua casa. Os meninos, de cinco, sete e onze anos, gostavam de mim, eram educados e me obedeciam. Paguei as contas vencidas e deixei dinheiro num envelope para que ele comprasse mantimentos.

Certo dia eu toquei em seu braço e num impulso tentei beijá-la, mas ela virou o rosto, muito embaraçada.

Ainda sou casada. Lá no altar, diante de Deus, eu jurei fidelidade, até que a morte nos separasse. Eu aceito a ajuda do senhor, o tenho como meu melhor amigo, meu benfeitor. Os meninos já até o chamam de “tio”, o senhor notou? Se meu marido aparecer, se eu não tiver quebrado meu juramento, eu não terei do que me envergonhar. Mas se o corpo dele for encontrado, se eu estiver então livre do compromisso, aí sim será diferente, Seu Gervásio.

E não adiantaram meus argumentos. “Uma garota à antiga”, lembrei.

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Passaram-se então uns quase dois anos. Os garotos cresceram e já eram como meus filhos. Toda semana eu passava pela casa de Célia, sempre às quintas. Às vezes jantávamos juntos feito a família que eu nunca tive, mas tinha que dormir no sofá da sala. Eu me conformara em vê-la à distância, e respeitava seu apego à tradição, sua rigidez moral. Não sabia até quando ela ainda esperaria pelo marido.

Bem, até que… Sempre há um “até que”.

Passara a pegar toda entrega que a empresa oferecesse, mesmo as que teriam que ser feitas no interior, pois minhas despesas haviam crescido muito. Avisei a Célia: estaria fora por alguns dias.

Saí ainda de madrugada, o trânsito estava bom na estrada, na ida demorei umas quatro horas somente. Fiz todas as entregas e pensei em voltar. Chegaria tarde, por certo, mas era melhor que gastar dinheiro com pernoite.

Não era o dia combinado de minhas visitas, mas resolvi passar por sua casa.

E, ao parar quase em frente, notei um velho e estranho automóvel parado em sua garagem.

Sua rua era mal iluminada. Discretamente saltei o muro, sem fazer ruído. Lá dentro todos jantavam animados. Josué, Célia e as crianças. No entanto, todos estavam se comportando como se fizessem algo casual, não comemoravam o incrível retorno do marido e pai pródigo, parecia um evento completamente banal.

Há quanto tempo?” – esta foi a pergunta que causou tudo mais.

Esperei mais algumas horas no escuro, ruminando e mordendo a língua até sangrar. Através de uma fresta na janela de seu quarto, escutei:

De dia tudo bem, mas é tranquilo mesmo dormir hoje aqui? E se o velho…?

Seu Gervásio é muito previsível, segue uma rotina toda certinha. Amanhã bem cedo você some de novo.

Beijaram-se e apagaram a luz do quarto. Começaram a fazer amor, ruidosamente.

Eu já comentei que não sou uma pessoa boa, esforçava-me em sê-lo, embora soubesse que no fundo eu só representava. O rinoceronte então chifrava meu peito por dentro, e eu trinquei os dentes num esforço para me controlar.

Em vão.

Aquela era uma casa simples, mas antiga e bem construída. Tinha boas portas de madeira, paredes espessas de tijolos maciços. O bairro nunca fora muito seguro, daí as grades paralelas tubulares, em todas as janelas.

Quem já teve um carro velho sabe que se deve sempre levar uma caixa de ferramentas, para não ser extorquido na estrada quando ocorrer algum defeito.

Verifiquei as portas, da frente, dos fundos; trancadas com as chaves por dentro. “Ótimo”, pensei, e voltei com um ferro de soldar conectado à uma bateria sobressalente. Entupi as fechaduras de ambas com estanho o suficiente para obstrui-las por completo.

Fui até meu automóvel, improvisei um sifão com uma mangueira e enchi um galão de plástico. Deslizei sob o carro de Josué com uma chave de fenda e fiz um furo pequeno no tanque. Como o carro fora estacionado com a traseira voltada para os fundos, espalhei um rastro de gasolina de meu próprio galão a partir dali, até a entrada da garagem. Notei que o líquido já vazava lentamente do furo, e formava uma poça baça, que escorria em direção a uns canteiros de flores.

Um acidente infeliz, uma pedra ou prego que furou o tanque, algo comum de acontecer com veículos antigos e enferrujados em estradas tão malconservadas”, recitei para mim mesmo, enquanto aspergia combustível feito padre no dia de São Francisco, abençoando os malditos animais. Completei meu galão outra vez, repeti o procedimento, sendo bem mais generoso nas portas e janelas.

Escutei um cochichar oriundo do quarto do casal. Talvez eu tenha feito algum barulho, ou o cheiro forte os despertou. Pus fogo num pedaço de estopa e, sentindo o chifre finalmente projetando-se através de meu esterno, varando um órgão negro e seco, vi as chamas se espalharem, rápidas como notícia ruim.

Permaneceria um pouco, se fosse possível, para testemunhar com gosto os gritos, as mãos batendo nas portas, queimando-se nas grades que logo ficaram em brasa, a nuvem de fumaça amarga, venenosa, como Célia, como as crianças sonsas, como aquele desgraçado que voltara desde eu não sabia quando, para me roubar, tudo.

Chorei depois, na esquina, antes de sair dali. Começou a chover fino e refleti, de forma pouco inédita, sobre como minhas lágrimas eram vãs sob a chuva que molhava meu rosto.

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Agora eu deveria talvez comentar sobre meu arrependimento, sobre como me sinto culpado em ter escapado insuspeito de um assassinato múltiplo e cruel, motivado por mesquinharia minha e certa honra de fundo machista. Necessitaria falar então sobre o meu castigo terrível e merecido, a perda progressiva de minha visão, minha aposentadoria compulsória, minha existência miserável neste muquifo úmido, sobrevivendo à base de sopa de pacote, queimando-me quase toda vez que as preparo. Comentaria sobre as baratas que passeiam à vontade sobre a pilha de louça suja.

Deveria temer o futuro, o pós-vida. O demônio ou a morte incorporada, que baterão em breve à minha porta.

No entanto, de verdade, eu não temo. Pois não há alma, não há demônio, não há deus. Só há nós e o que fazemos conosco. E, ainda se eu estivesse errado, quando um ou outro viesse me buscar, apenas tomaria impulso e correria pesadamente em direção à entrada, como o paquiderme que afinal me tornei, e transpassaria, quem quer que fosse, com meu chifre animal.

50 comentários em “Lágrimas são vãs sob a chuva (Rubem Cabral)

  1. Bia Machado
    7 de dezembro de 2013
    Avatar de Amana

    Perfeito, Rubem, perfeito! Se eu tivesse conseguido ler e comentar todos os contos, tenho a certeza de que seria esse o conto em primeiro lugar, nas minhas escolhas. Um texto que é ótimo não só pelo enredo e pela narração, mas também com a facilidade com que ele parece que foi escrito, como se tivesse sido escrito “ao natural”. Parabéns!

    • rubemcabral
      9 de dezembro de 2013
      Avatar de rubemcabral

      Obrigado por ler e comentar, Bia. Exatamente, feito você comentou, o texto nasceu rápido e faceiro, só fiz o “download”. Depois de publicá-lo aqui eu só ajeitei algumas coisas pequenas, pq em verdade o Gervásio soprara a história no meu ouvido.

      • Bia Machado
        10 de dezembro de 2013
        Avatar de Amana

        Não perca o Gervásio de vista! rs =)

  2. Marcelo Porto
    6 de dezembro de 2013
    Avatar de Marcelo Porto

    O merecido primeiro lugar.

    Só me arrependo de não tê-lo lido antes, de não ter tido o prazer de descobri-lo em meio a tantos textos maravilhosos, um pelo qual eu torceria até o resultado final.

    Parabéns Rubens, sou seu fã!

    • Marcelo Porto
      6 de dezembro de 2013
      Avatar de Marcelo Porto

      Desculpa Rubem, fiquei tão desnorteado com o conto que errei o seu nome (imperdoável). Parabéns novamente!

    • rubemcabral
      9 de dezembro de 2013
      Avatar de rubemcabral

      Obrigado, Marcelo. Parabéns pelos gêmeos! Não se preocupe por trocar meu nome, é a coisa mais comum do mundo, já que há muito mais “Rubens”.

  3. Leandro B.
    5 de dezembro de 2013
    Avatar de Leandro B.

    Engraçado, não conheço a obra de Leoncavallo e achei que a citação combinou com o texto. De todo modo, gostei bastante. A motivação de Gervásio me convenceu. Consegui enxergar todos os personagens que foram destacados. Não sei por que, mas a partir da metade do texto me senti mais envolvido.

    Enfim, excelente trabalho.

    • rubemcabral
      9 de dezembro de 2013
      Avatar de rubemcabral

      Obrigado, Leandro. Parabéns pelo seu conto tbm! Um dos meus favoritos no desafio.

  4. Frank
    5 de dezembro de 2013
    Avatar de Frank

    Caracas, esse conto está num patamar acima dos que li até agora! Como muitos disseram: escritor profissa…rs. Isso se vê pelas metáforas e pela reflexão embutida nelas! Enfim, primoroso!

  5. Andrey Coutinho
    3 de dezembro de 2013
    Avatar de Daryen

    Nesse desafio, resolvi adotar um novo estilo de feedback para os autores. Estou usando uma estrutura padronizada para todos os comentários (“PONTO FORTE” / “SUGESTÕES” / “TRECHO FAVORITO”). Escolhi usar esse estilo para deixar cada comentário o mais útil possível para o próprio autor, que é quem tem maior interesse no feedback em relação à sua obra. Levo em mente que o propósito do desafio é propriamente o aprendizado e o crescimento dos autores, e é isso que busco potencializar com os comentários.

    Além disso, coloquei como regra pessoal não ler nenhum comentário antes de tecer os meus, pra tentar dar uma opinião sincera e imediata da minha leitura em si, sem me deixar influenciar pelas demais perspectivas.

    Dito isso, vamos aos comentários.

    PONTO FORTE

    Sem palavras… esse conto foi forte como um rinoceronte. Muito difícil encontrar um conto que tenha linguagem tão rica e poética, com boas metáforas e profundidade reflexiva, mas que ao mesmo tempo tenha uma história com desenvolvimento interessantíssimo. Simplesmente adorei.

    SUGESTÕES

    Se eu pudesse, enxugaria um pouco o início e investiria um pouco mais no final. A passagem introdutória, antes do protagonista começar a falar na Célia, ficou um pouco devagar (talvez isso tenha sido até bom, porque acabei subestimando o conto por conta disso e foi positivamente surpreendido no final). O final, quando o Gervásio toma conhecimento da farsa, me pareceu muito “automático”. Até mesmo a revelação da presença do marido foi muito desapaixonada. Eu investiria mais em explorar a reação do Gervásio àquilo tudo, antes de propriamente colocar sua vingança em execução.

    TRECHO FAVORITO

    “Eu a queria como um náufrago quer uma tábua no meio do oceano, como certamente o demônio, do fundo do Abismo, cobiça o perdão do Céu.

    Eu precisava beber toda aquela bondade, toda aquela entrega e doçura. Eu desejava que ela me fizesse melhor.

    Não teria que aceitar virar um rinoceronte.”

  6. Alana das Fadas
    3 de dezembro de 2013
    Avatar de Alana das Fadas

    Puxa, o texto me fisgou já na primeira frase, com o trecho brilhante extraído de Watchmen, de Alan Moore.
    De início, com a frase impactante, acreditei que não continuaria me fisgando… Mas fisgou, incessantemente!
    Simplesmente incrível! Amei, de verdade!

  7. Alexandre Santangelo
    2 de dezembro de 2013
    Avatar de Alexandre Santangelo

    Conto maravilhoso. Personagens bem construídos. Parabéns.

  8. Marcellus
    2 de dezembro de 2013
    Avatar de Marcellus

    Não existe outro adjetivo para este conto senão “EXCELENTE”!. Muito bom, mesmo! Aderiu perfeitamente ao tema, a história é envolvente e o final, além de coerente, é talvez o mais sombrio de todos os participantes do mês.

    Parabéns ao autor!

  9. fernandoabreude88
    2 de dezembro de 2013
    Avatar de fernandoabreude88

    Gostei do conto. O começo tem construçōes muito imagéticas e ricas. Em algumas partes, senti uma certa dificuldade, uma pedrinha no sapato para ler, mas segui adiante reanimado pela sensacional analogia com os rinocerontes. A partir daí, confesso que suspirei surpreso pelo talento do autor até o final. Parabéns a quem escreveu.

    • Cry me a river
      2 de dezembro de 2013
      Avatar de Cry me a river

      Obrigado pela leitura e comentário, Fernando. Aproveitando para comentar: a peça citada no conto existe de verdade, chama-se “Rinoceronte” (Rhinocéros) e é de autoria de Eugène Ionesco.

      • fernandoabreude88
        2 de dezembro de 2013
        Avatar de fernandoabreude88

        Sensacional, vou procurar.

  10. Felipe Falconeri
    29 de novembro de 2013
    Avatar de Felipe Falconeri

    Gostei!

    O conto está muitíssimo bem escrito, tem uma ambientação segura e o perfil psicológico do personagem foi construído com muita competência, ficando bastante crível. A metáfora do rinoceronte também funcionou muito bem.

    O único momento em que me bateu uma interrogação na cabeça foi quando ele fala do emprego de entregas. Bom, ele até poderia ter um emprego regular e ser detetive nas horas vagas, ou poderia ter largado a antiga profissão para dar estabilidade financeira à nova família… enfim, tem algumas possibilidades, mas acho que seria interessante se isso fosse citado antes.

    A cena do incêndio é bem impactante. E é sempre interessante ver um crime pelos olhos de quem o comete, já que normalmente somos guiados pelo “mocinho” nesse tipo de história.

    O pensamento sobre as lágrimas na chuva me fez lembrar do discurso do Roy Batty no final de Blade Runner.

    Gostei do personagem não demonstrar arrependimento, nem temer uma justiça divina, nada do tipo. A amargura dele é um ponto alto do texto.

    Enfim, achei o conto muito bom mesmo, bem acima da média. Gostei bastante. Só não consegui linkar muito bem a citação do Watchmen com o texto, rs.

    Parabéns. =)

    • Cry me a river
      30 de novembro de 2013
      Avatar de Cry me a river

      Obrigado pela leitura e pelo comentário elogioso. A citação de Watchmen tem algumas razões:
      – Watchmen é um noir (com elementos de história alternativa, FC e fantasia);
      – A “piada” é amarga e antecipa a amargura que está por vir;
      – A piada é certamente inspirada na ópera (Pagliacci significa palhaços em italiano, não é um nome ou sobrenome. A ópera fala de traição e tragédia, o homem feito de “palhaço” mata a esposa que o traiu. A revelação é feita por uma terceira pessoa que queria se vingar de uma afronta (do palhaço)).

      Qto ao pensamento de lágrimas na chuva, esse realmente vem de “Blade Runner”, um de meus filmes favoritos, que também é noir. Acho a imagem muito bonita e triste.

      Obrigado outra vez.

  11. Masaki
    29 de novembro de 2013
    Avatar de Masaki

    Uma única palavra para este conto… Excelente! A leitura flui despretensiosamente, a qual prendeu à minha atenção até o final. Outra sacada genial é como o autor utiliza as figuras de linguagem de forma prazerosa sem que se torne algo exagerado. A ambientação com elementos brasileiros, clássicos, é outro ponto alto do texto. E por fim… as personalidades das personagens são marcantes e transbordam em sua essência. Parabéns! Mais um para os meus favoritos.

    • Cry me a river
      30 de novembro de 2013
      Avatar de Cry me a river

      Muito obrigado pela leitura e comentário! A inspiração veio das obras de Nelson Rodrigues.

  12. Agenor Batista Jr.
    25 de novembro de 2013
    Avatar de Agenor Batista Jr.

    Uma bela construção com palavras e um enredo de primeira se transformaram num conto da melhor qualidade com visão sombria e a “vendetta” desapegada de qualquer constrangimento. Fluiu em mim como lágrimas vãs fluíram no autor. Parabéns! Como “para seu bem”.

    • Cry me a river
      30 de novembro de 2013
      Avatar de Cry me a river

      Lisonjeado pela leitura e comentário.

  13. Thata Pereira
    21 de novembro de 2013
    Avatar de Thata Pereira

    Que conto hein!!
    (Três vezes escrevi esse comentário colocando um palavrão no começo, expressando minha satisfação em ler o texto, mas achei melhor não utilizá-los… rs’)

    Muito bom mesmo! Parabéns! 😉

    • Ricardo Gnecco Falco
      22 de novembro de 2013
      Avatar de Ricardo Gnecco Falco

      Thata, eu também fico abismado com tamanho “peso” desta narrativa! Dentre TODOS os contos (e olha que temos diversas jóias na vitrine deste mês!), este foi o que mais me tocou e me levou (me arrastou!) para dentro desta névoa/fog noir. É o mais cinza dos contos apresentados; sem “sombra” de dúvida. Já voltei aqui diversas vezes para reler esta obra-prima e a cada (re)leitura percebo como o autor (quero MUITO saber quem escreveu essa preciosidade!) consegue sugar o leitor para dentro não apenas da história, mas dos sentimentos do próprio protagonista/antagonista.
      É estranho, mas parece que envelheço em toda e cada experiência de leitura desta obra. O coração vai endurecendo aos poucos e, juntamente da personagem, a sensação ao final é incrível, pois nem pena o autor nos permite sentir; por nenhum dos mortos (os mortos-mortos e o morto-vivo). As metáforas duras, pesadas, e ao mesmo tempo dotadas de uma singeleza quase que descarada… A cegueira da personagem, mais do que física; sentimental…
      Incrível a capacidade deste conto de realmente “tocar” a gente, ao nos deixar assustadoramente apáticos.
      Sem (mais) palavras…

      Parabéns, autor!

      • Cry me a river
        30 de novembro de 2013
        Avatar de Cry me a river

        Às vezes a personagem “desce” e a gente só escreve o que ele sente. Foi o caso aqui: o conto ficou pronto em pouco mais de uma hora.

      • Ricardo Gnecco Falco
        6 de dezembro de 2013
        Avatar de Ricardo Gnecco Falco

        Rubem, então tenho que te contar uma coisa… És médium, parceiro!
        😉
        Parabéns pela obra-prima!

    • Cry me a river
      30 de novembro de 2013
      Avatar de Cry me a river

      Teria gostado de ter lido o comentário com o palavrão. 😀

  14. charlesdias
    18 de novembro de 2013
    Avatar de Charles Dias

    Está claro que o autor domina uma escrita de ótima qualidade, sofisticada. O ritmo do conto é muito bom. Definitivamente é um noir. O que pegou para mim foram alguns furos no enredo e o começo lento, descritivo demais. De qualquer forma foi uma leitura agradável.

    • Cry me a river
      30 de novembro de 2013
      Avatar de Cry me a river

      Obrigado pela leitura e comentário. Se puder me apontar depois o furo no enredo eu agradeceria.

  15. rubemcabral
    18 de novembro de 2013
    Avatar de rubemcabral

    Gostei do conto. Há clima, há muitas camadas, mas a que me chamou mais a atenção foi a transformação do narrador, a metamorfose dele num monstro. A metáfora do rinoceronte foi muito feliz, lembrei-me inclusive que os tais bichos enxergam muito mal.

    O inicio foi curioso, com descrições cruas, frases lindas e emoção, como qdo o detetive descreve seu primeiro encontro com Célia. Mesmo o crime (horrível) me fez pensar que não foi tão terrível sob o aspecto jurídico, se considerarmos que ele não premeditou, fez tudo de cabeça quente e pronto. Um psicopata, por exemplo, esperaria até o dia seguinte, seguiria o Josué e o mataria. Com o marido morto, Célia não poderia evitar o Gervásio por muito tempo e ele terminaria esta história vivendo na casa dela, cuidado pela esposa e os três queridos enteados.

    Poucos erros para apontar, acho que a palavra “modesto” foi meio repetida, e que em “…queimando-se nas grades que logo ficaram em brasa…” o verbo “ficar” estaria melhor no futuro do pretérito (ficariam), pois o texto dá a impressão que ele não ficou para assistir. Em “que no fundo eu só representava” ficaria melhor “só representasse”.

    • Cry me a river
      30 de novembro de 2013
      Avatar de Cry me a river

      Obrigado pelas sugestões de acerto, pela leitura e comentário.

      • Bia Machado
        7 de dezembro de 2013
        Avatar de Bia Machado

        hahahahhahaa! Esses concursos com pseudônimos também são legais por causa disso! ;D

  16. Ricardo Gnecco Falco
    18 de novembro de 2013
    Avatar de Ricardo Gnecco Falco

    Conto profissa, de um escritor certamente profissa. Recado imaginado; escrito e dado ao(s) leitor(es). Não há defeitos. Exceto um: não fui eu que escrevi esta obra-prima! (Hauhauahuah!)
    Um texto tão bom que nem a dita inveja branca consegue me abater… Há, ao contrário, pura e simples admiração. Frases perfeitas e certas citações que já me deixam saudades (como: “Eu nunca vira alguém prantear com tanta dignidade”…).
    É um conto que chama a atenção pela perfeição da afinação (já que o nosso anfitrião falou em música). As notas (palavras) soam em perfeita harmonia umas com as outras e, o mais importante, em afinação com o todo. Há um “tom” que paira sobre todo o conto, revelando uma escrita em uníssono com o tema deste Desafio.
    Realmente, será muito difícil eleger um campeão apenas. Nesta reta final apareceram textos excelentes como este, que indubitavelmente colocarei entre os finalistas.
    Este “The Voice” da Entrecontos vai dar mesmo muito trabalho… 😉

    Parabéns ao autor por esta belíssima canção! Bravo!!! 🙂

    • Cry me a river
      30 de novembro de 2013
      Avatar de Cry me a river

      Obrigado pelos “exagerados” elogios! Feliz em ter conseguido passar tantas emoções diferentes.

  17. Pedro Luna Coelho Façanha
    17 de novembro de 2013
    Avatar de Pedro Luna Coelho Façanha

    Baita conto. Li rapidão. Começa em um tom pesadão, daí quando começa a investigação o ritmo aumenta e você sente um conforto que é interrompido abruptamente quando o coitado descobre que estava sendo feito de besta. Achei massa sua vingança ser cruel. Contos Noir para mim precisam disso: vinganças, violência, desesperança. Parabéns.

    • Cry me a river
      30 de novembro de 2013
      Avatar de Cry me a river

      Obrigado pela leitura e comentário.

  18. Henrique Silveira
    16 de novembro de 2013
    Avatar de Henrique Silveira

    Ótimo conto, enredo muito bem pensado e a escrita muito bem desenvolvida. Meus parabéns!

    • Cry me a river
      30 de novembro de 2013
      Avatar de Cry me a river

      Obrigado pela leitura e comentário!

  19. Gustavo Araujo
    16 de novembro de 2013
    Avatar de Gustavo Araujo

    Conto sombrio, com um anti-heroi de verdade. Tenso, muito tenso, dono de um suspense dos bons. Naturalmente, escrito por quem entende do assunto (de escrever, não de usar o fogo para efeitos maléficos). Gostei muito da narrativa, do desenvolvimento e da maneira como tudo se resolve. E gostei principalmente do fato de o protagonista não mostrar arrependimento pelo que fez, evitando aquelas lições de moral intragáveis. Talvez por causa da citação no início, ficou na minha cabeça, durante toda a leitura, a letra de “Vesti la Giuba”, ária de “I Pagliacci”, de Leoncavallo, que ficou famosa na voz de Plácido Domingo. Coincidentemente (ou não), a ópera trata de um sujeito que, perdendo a mulher que ama para um rival, acaba com tudo de maneira trágica: “ri, palhaço, de seu amor despedaçado; ri da dor que te envenena o coração”.

    • Cry me a river
      30 de novembro de 2013
      Avatar de Cry me a river

      Obrigado pela leitura e comentário. Penso que a “piada” de Watchmen traz realmente embutida uma referência à ópera de Leoncavallo.

  20. Rodrigo Sena Magalhaes
    15 de novembro de 2013
    Avatar de Rodrigo Sena Magalhaes

    O nível dos contos é assustadoramente alto. Acho que alguém poderia convidar algum editor a dar uma passada pelo blogue. Tem escritores profissionais aqui. Esse conto não foi escrito por um amador. Parabéns! Vai ser difícil escolher.

    • Cry me a river
      30 de novembro de 2013
      Avatar de Cry me a river

      Muito obrigado por ler e comentar, Rodrigo!

  21. Claudia Roberta Angst - C.R.Angst
    15 de novembro de 2013
    Avatar de Claudia Roberta Angst - C.R.Angst

    Gostei! Tudo bem que pensei que talvez pudesse poupar as criancinhas (coisa de mãe), mas tinha de ser assim para seguir a linha de narrativa proposta. Li direto até o final.Suspense logo saciado, fim e pronto. Não vou chorar um rio, mas também não é pra rir… noir.

    • Ricardo Gnecco Falco
      18 de novembro de 2013
      Avatar de Ricardo Gnecco Falco

      Ponto para o autor, Claudia! Pela coragem de despir-se diante do lado sombrio que a personagem lhe pediu (certamente, exigiu-lhe! rs!).
      😉

    • Cry me a river
      30 de novembro de 2013
      Avatar de Cry me a river

      Muito obrigado por ler e comentar, Claudia. Não deu para poupar as criancinhas… :/

      • Ricardo Gnecco Falco
        6 de dezembro de 2013
        Avatar de Ricardo Gnecco Falco

        Nem os leitores…

      • Claudia Roberta Angst - C.R.Angst
        7 de dezembro de 2013
        Avatar de Claudia Roberta Angst - C.R.Angst

        Mesmo sofrendo pelas criancinhas, só posso dizer que o conto é espetacular. Por isso o primeiro lugar – escolhi bem! Parabéns.

  22. Jefferson Lemos
    15 de novembro de 2013
    Avatar de Jefferson Lemos

    Conto bom demais!
    Achei legal a forma como foi descrito e o desenrolar foi muito bacana. Apesar de o nome da mulher ter sido citado antes da história sobre ela, em nenhum momento eu imaginei o que aconteceria.O mais engraçado de tudo, é que eu conheço um cara que se chama Josué e é casado com uma Célia. E tem três filhos. hahahahaha
    Parabéns pelo conto!

    • Cry me a river
      22 de novembro de 2013
      Avatar de Cry me a river

      Uma tremenda coincidência, Jefferson! Eu apenas quis usar nomes comuns e, quanto à “prole” de três meninos, usei minhas próprias referências, pois sou o mais velho de três irmãos tbm. Obrigado por ler e comentar!

E Então? O que achou?

Informação

Publicado às 15 de novembro de 2013 por em Contos Campeões, Noir e marcado .