EntreContos

Detox Literário.

Chevrolett sujo de Whiskey (João Gabriel Alves)

Eu já estava farto de tomar café aquela noite tempestuosa, minha mesa da delegacia estava cheia de casos mal acabados e eu não estava com muito tempo naquele momento, minha mulher havia acabado de me ligar dizendo estar preocupada com alguma coisa. Sua preocupação era minha preocupação.  Todos da delegacia já haviam saído mas eu era dedicado ao contrário daqueles que estão apenas por obrigação, eu gostava do que fazia.  Resolvi sair daquele cubículo antes que eu enlouquecesse, se já não enlouqueci.  Tomo meu comprimido de pressão e sigo rumo ao bar mais próximo.  Naquela hora eu queria aliviar minha mente por algum motivo, eu me sentia com a consciência pesada. Preciso consultar um psiquiatra.  Peço o de sempre, aquele mesmo e velho Whiskey que o balconista sempre tem prazer em me ceder, estava com um gosto mais amargo, duvidei não ser aquele mesmo whiskey de sempre mas preferi não questionar.  Ascendo meu cigarro e aprecio cada minuto sentado naquele lugar.

Resolvo voltar para casa antes que minha mulher desconfie de algo, aquele vadia era uma coisa muito ciumenta.  Eu a adorava,  eu não consigo parar de pensar naquele seu belo rosto, naquela sua bela boca e no seu belo corpo. Finalmente eu chego na rua onde eu moro e tinha algumas viaturas da policia, inclusive o do Larry um amigo meu. Pensei que os filhos das putas estavam transando com minha mulher, e eu já estava com uma certa fúria quando saquei o revolver e desci do carro.  Caminhando um pouco mais para perto eu pude perceber algumas pessoas em voltas, sua mãe estava chorando enquanto encarava o nada, eu não gostava daquela velha mesmo então passei direto sem nem dar atenção para a mesma.  Eu posso ver que Larry, Bosco e um monte de bostinha da perícia estava no lugar e no meio do cenário estava minha mulher com o corpo todo ensanguentado e com a cabeça esmagada.  Não foi uma cena fácil para mim, o sangue dela estava por toda parte, inclusive nos meus sapatos de couro que eu mandei engraxar a poucos dias atrás. Nem para morrer  esta mulher serve.

— Nós lamentamos Malcon — Veio Bosco falar com aquela voz de negro criado a base de socos e pontapés para mim.

Eu não falei nada, eu estava em completo luto naquele momento. Minha mulher acabara de morrer e na outra esquina jovens estão fazendo festas, trepando e eu aqui chorando pela minha pobre mulher.  Fiquei encarando o seu corpo, ela estava com a roupa que eu dei de natal.  Uma lagrima pode cair no meu rosto e se misturar com todo aquele sangue no chão, mas infelizmente respingou nos meus sapatos.

—  O senhor esta bem?, nós sabemos que e sua esposa e você não precisa se envolver com este caso. Nós vamos pegar quem fez isto pode ter certeza. — Larry colocou sua mão sobre meu ombro e falou estas palavras melosas. Pobre Larry, tão emotivo. Vamos todos chorar pelo Larry.

— Tudo bem, mas eu vou querer entrar nesta investigação, eu tenho o direito de pegar quem fez isto com a minha tão graciosa mulher. — Respondi Larry pois eu já estava a ponto de dar um soco em sua cara.  Coitada da minha esposa, a partir de agora eu só irei utilizar preto para mostrar que eu estou de luto.  Eu não ia ficar o tempo todo encarando aquele corpo no chão, eu tinha que fazer alguma coisa então eu fui para o lado de fora da casa. Fumei um cigarro e observei a nevoa que se formava na madrugada.

Mas o choro da mãe da minha mulher estava me irritando a ponto de perder a vontade de fumar, eu estava sentido pela minha mulher mas não conseguia sentir isto.  Eu ia sentir falta de nós dois a noite na cama, quando eu chegava do trabalho e ela começava a fazer o seu melhor trabalho.  Ela seria uma ótima prostituta se não fosse balconista.  O tempo ia passando e eu ia ficando cada vez mais triste. As pessoas ao redor iam indo embora e eu ali parado olhando para o  não iria poder dormir na minha casa aquela noite, mas eu tinha que dormir de uma maneira ou de outra,  entrei naquele pequeno lago de sangue passei por cima da minha mulher e peguei o meu vidrinho de pírulas para dormir e tomei umas cinco.  Adormeci ali mesmo.

Acordei em um sofá que fedia a peido, estava inverno e eu estava apenas com as roupas do corpo.  Olhei ao redor e percebi que estava na casa de Larry, porque este tarado quis me trazer neste lugar?.  Foda-se,  sai daquela casa imunda e fui por si só investigar a morte da minha esposa. Eu lembrava muito bem da cena do crime, então pra que vou recorrer a estes policiais bostinhas? . Roubei o carro de Larry e fui até a rua da minha casa, talvez os vizinhos tivessem visto alguma coisa.  Perguntei para a gorda do bairro, ela sabia de tudo, absolutamente tudo, estava de vigília das 12 as 12.  Toquei a sua velha campainha e esperei por alguns segundos e ela já estava la a espreita.

— Ah, a policia de novo não eu já disse que eu não vi nada e eu não sei de nada.  — E u não havia dito nada para a mulher e ela já estava tirando suas próprias conclusões.   A policia já havia passado ali antes, então seria perca de tempo, mas a policia não sabia que ela era a mais língua grande do bairro inteiro.

—  Para de ser  puta é claro que você viu, fica nesta janela apodrecendo 24 horas só sai para comer e para cagar. É melhor dizer logo, alguém veio aqui e te disse para não contar algo? foi isto não foi?.  —  Eu estava perdendo a paciência, e empurrei aquela gorda para dentro de sua casa e retirei minha pistola do coldre e apontei para a mesma.

— Não me mate por favor senhor, Malcon. A única coisa que eu ouvi foi uma discussão e um Chevrolet preto estacionado na porta . —  Ela parecia estar falando a verdade então eu sai daquele lugar que cheirava a torta de amora e fiquei em frente minha casa.  Havia marcas de Peneu na porta, como se um carro tivesse saído de pressa e era realmente as rodas de um Chevrolet.  Ascendi meu cigarro e entrei dentro de casa, que se foda as faixinhas amarelas. Havia sangue ainda e eu ainda sentia pela perda de minha esposa.  Mas eu achei estranho, era para o meu Chevrolet estar estacionado na outra esquina, esses trombadinhas de merda devem ter roubado.  Foi ai que comecei a ter flashbacks, meia hora antes de eu ir para o bar eu estava na delegacia revisando os casos putrefados e antes disso eu fui ver oque minha mulher estava querendo. Nós tivemos uma discussão básica mas depois eu fui para a delegacia, deve ser por isso a marca de Chevrolet na porta.  Mas eu estava de consciência pesada enquanto eu bebia aquele Whiskey que estava com um gosto diferente.  Aaah minha pobre mulher, essas lagrimas vão para você. Lembro de um copo caindo no chão, mais que assassino ousado, espero que o diabo lhe engravide. Eu me encostei na porta e fiquei observando e tendo flashbacks de quanto nos eramos felizes, de quanto eu amava aquele bunda e de quanto nós brigávamos e brigávamos.  Eu ainda preciso marcar um psiquiatra, eu ando esquecido das coisas…

Caminhei até o carro de Larry e segui rumo ao oeste, tirei um tempo para pensar na vida.  Para pensar nas decisões a serem tomadas depois desta coisa tão horrível, é horrível em fatos, ainda preciso encontrar um sapateiro confiável.  Larry não ira se preocupar com o sumiço de seu carro, a delegacia vai entender que eu precisei de um tempo para pensar. E o assassino ele deve estar no Oeste sentado em um opala e bebendo litros e litros de Whiskey barato.

SPLASH

Estes são meus miolos se espalhando atrás do banco do carro de Larry.

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21 comentários em “Chevrolett sujo de Whiskey (João Gabriel Alves)

  1. dibenedetto
    5 de dezembro de 2013

    Ponto negativo: faltou uma boa revisão e não curti muito a história. Ponto positivo: a onomatopeia e a frase final achei legais. Trash, mas legais!

    PS: Evite começar contos com frases prontas/clichês como “Já estava farto de tomar café naquela noite tempestuosa”. Dica boba, mas válida.

  2. Alana das Fadas
    4 de dezembro de 2013

    Desculpa-me, mas eu não gostei. Muitos erros, história que não prende!

  3. Andrey Coutinho
    3 de dezembro de 2013

    Nesse desafio, resolvi adotar um novo estilo de feedback para os autores. Estou usando uma estrutura padronizada para todos os comentários (“PONTO FORTE” / “SUGESTÕES” / “TRECHO FAVORITO”). Escolhi usar esse estilo para deixar cada comentário o mais útil possível para o próprio autor, que é quem tem maior interesse no feedback em relação à sua obra. Levo em mente que o propósito do desafio é propriamente o aprendizado e o crescimento dos autores, e é isso que busco potencializar com os comentários.

    Além disso, coloquei como regra pessoal não ler nenhum comentário antes de tecer os meus, pra tentar dar uma opinião sincera e imediata da minha leitura em si, sem me deixar influenciar pelas demais perspectivas.

    Dito isso, vamos aos comentários.

    PONTO FORTE

    Sempre gosto quando autores resolvem explorar a ideia do “unreliable narrator”. Também gosto quando o autor insinua e incita a solução do mistério, ao invés de entregar mastigadinho para o leitor.

    SUGESTÕES

    Revisão em geral. Rever especialmente pontuação. Muitas vírgulas necessária foram omitidas, outras devem ser transformadas em ponto final. Algumas correções ortográficas também são devidas (i.e.: “ascendo meu cigarro”) e de concordância. Achei um pouco estranho o narrador comentar sobre seu estado post-mortem do nada na última frase. Pensando bem, pelo estilo da narrativa, talvez esse texto funcionasse melhor com um narrador em terceira pessoa, especialmente se colocado no presente. Exemplo: “Ele já está farto de tomar café naquela noite tempestuosa” […] “Caminha até o carro de Larry e segue rumo ao oeste” […] “SPLASH” “Estes são os miolos de Malcom se espalhando atrás do banco do carro de Larry”

    TRECHO FAVORITO

    “que assassino ousado, espero que o diabo lhe engravide”.

  4. Masaki
    2 de dezembro de 2013

    Peço, por favor, que considere minhas observações como incentivo, e não como desestímulo. Sua história está cheia de erros gramaticais e ortográficos. A trama não desenrola; a história dá “soquinhos”. Há momentos que ela trava, e isto tira o interesse de qualquer leitor. Os personagens estão mal construídos e o enredo está muito pobre. Continue a ler, ler, escrever e escrever. Deste modo, você irá melhorar sempre… Ah! Revisão é importante para qualquer escritor. Abraços.

  5. Rodrigo Sena Magalhaes
    29 de novembro de 2013

    Não gostei. Muitos erros. Isso trava completamente a leitura. Confesso que parei no “ascendo meu cigarro…” Leia mais e revise seus textos, amigo(a).

  6. Felipe Falconeri
    27 de novembro de 2013

    A onomatopeia dos miolos se espalhando. É tão ruim, mas tão ruim que dá a volta e fica bom. Ao menos no quesito humor involuntário.

    Tirando isso, o conto é um desastre: a escrita é péssima, tanto na parte gramatical quanto na construção do texto, a história não tem pé nem cabeça, o personagem foi bizarramente mal construído…

    Mas o SPLASH é bom.

    Gostei do SPLASH, rs.

    • Felipe Falconeri
      27 de novembro de 2013

      *A melhor coisa do conto é a onomatopeia dos miolos se espalhando.

      Fiquei tão empolgado com o SPLASH que esqueci do começo da frase, rs.

  7. rubemcabral
    20 de novembro de 2013

    Há uma ideia bacana por trás do conto, mas ela foi mal desenvolvida. Veja, desde a frase de abertura do conto (uma das coisas mais importantes de um conto ou romance, existem até listas das melhores frases de abertura de todos os tempos), há erros: “Eu já estava farto de tomar café aquela noite tempestuosa” (aquela?).

    Os principais erros foram de pontuação (faltam vírgulas), variação temporal (narração no presente e no passado ao mesmo tempo), algumas trocas de palavras, feito “ascender”, que significa “subir”, e repetição (a palavra “mulher” deve aparecer umas 14 ou 15 vezes no texto, use sinônimos: esposa, cônjuge; dê um nome à personagem ou características (loura, ruiva, etc.))

    Desconsiderando os erros, ainda assim o final ficou muito trash e nonsense. Lamento, mas o conto ficou bem ruim…

  8. Claudio Peixoto dos Santos
    20 de novembro de 2013

    Caracas, deveras mal escrito. Perdoe-me, mas tu tens que ler mais… valeu como exercício da escrita,mas não para concorrer com outros ótimos escritores. Leve como um estilo à leitura. 😉

  9. Fernando Abreu
    16 de novembro de 2013

    Há uma boa história aí no meio, mas está difícil de visualizar devido a frases mal contruídas, longas demais e erros gramaticais. Precisa lapidar, cortar palavras, achar a história.

  10. Leandro B.
    14 de novembro de 2013

    Ideia boa, execução ruim. Foi a impressão que tive. Reforço as dicas do Gustavo. Além delas, acho que vale a pena revisar o comportamento extremamente contraditório do policial.

  11. Frank
    13 de novembro de 2013

    Lapidar, lapidar e lapidar. Por enquanto está muito ruim, mas dá para ver uma boa essência digna de ser lapidada.

  12. Jefferson Lemos
    13 de novembro de 2013

    Como já foi dito, creio que precise de revisão. E também achei que a ideia poderia ter sido melhor trabalhada. O começo foi bem legal, e me prendeu na história. A personalidade do personagem e tudo mais. Só que o fim deixou a desejar.
    Mas de qualquer forma, a ideia boa você já tem, só precisa trabalha-la.

  13. Thata Pereira
    13 de novembro de 2013

    Como todos já disseram sobre a falta de revisão no texto, vou revelar que não gostei da história. Poderia ter sido melhor desenvolvida. Mas é submetendo nossas criações à crítica que vamos madurecendo ideias e concertando as falhas. Não desista!

  14. Evelyn Postali
    13 de novembro de 2013

    Minha leitura começou fluída, solta, e terminou difícil. A ideia é boa, mas poderia ter sido melhor trabalhada.

  15. Agenor Batista Jr.
    12 de novembro de 2013

    A boa ideia foi estragada pelo excesso de pecados gramaticais e falta de comunicação entre os parágrafos. “Ascender” o cigarro é elevá-lo às alturas? O que são “putrefados”? Seriam fados pútridos? Sem que eu queira ser professoral, caro autor, submeta antes seus textos a alguém que possa ajudá-lo com a gramática. Criatividade você já tem.

  16. Claudia Roberta Angst - C.R.Angst
    12 de novembro de 2013

    A ideia é boa, interessante e poderia ser melhor desenvolvida sem tropeçar em detalhes que uma boa revisão eliminaria. Revisão, por favor!

  17. charlesdias
    11 de novembro de 2013

    Personagem legal, ideia de história interessente … mas mal aproveitados. Há vários furos, revisão fraca … mas é uma ideia noir que vale a pena ser melhor explorada.

  18. Marcellus
    10 de novembro de 2013

    A ideia geral é bacana, sim, mas os erros tornam a leitura um suplício. Terminei a muito custo e se há algum conselho a dar, é: revise. E depois, revise de novo.

  19. Gustavo Araujo
    9 de novembro de 2013

    A história é interessante. Foi bolada sob medida para caber no limite do Desafio. Tem aí uma ironia bacana, mas é só. O desenvolvimento e principalmente a parte gramatical estão muito ruins. Erros de paralelismo verbal, por exemplo, são constantes. O trecho “eu estava sentido pela minha mulher mas não conseguia sentir isto. Eu ia sentir falta de nós dois a noite na cama” abusa do verbo “sentir”, o que prejudica a leitura. Outro: “então seria perca de tempo”. Poxa, “perca” foi de doer. Isso sem falar em outros erros ortográficos. Creio que uma revisão é mais do que necessária, pois os erros acabaram enterrando prematuramente uma ideia que até poderia ter sido boa.

  20. Ricardo Gnecco Falco
    9 de novembro de 2013

    Um Brás Cubas “noir”. (rs!)
    Gostei. Achei bem diferente e despretensioso.
    Parabéns!
    😉

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Informação

Publicado às 9 de novembro de 2013 por em Noir e marcado .