EntreContos

Detox Literário.

Notas Soltas (Abílio Junior)

Madrugada em Londrina, uma cidade situada ao norte do Paraná que obteve esse nome devido aos colonos londrinos. Tudo estava silencioso na praça central exceto pelo vento balançando os galhos das árvores e um corpo pendurado em uma árvore no meio da praça. Que surpresa do primeiro comerciante que passou por ali e viu aquela imagem horrenda.

A polícia não demorou a chegar, mas não antes de uma multidão e três equipes de reportagens das emissoras locais. Com toda certeza aquela seria uma reportagem para aparecer no jornal nacional. O capitão da polícia militar Carlos Muratti chegou fumando seu cigarro de sempre, um Dunhill Carlton Blend e com seu jeito arrogante.

– Saiam da frente seus idiotas! Vocês não têm que trabalhar não? Todo mundo circulando, agora! – Todos ali conheciam o Capitão Muratti, ele só comparecia em crimes hediondos e de grande repercussão, afinal, ele era o melhor para espantar olhos curiosos e trabalhar em paz. – Strike! Se esses turistas não começarem circular em cinco minutos nós vamos ter que usar métodos pouco ortodoxos aqui! – Talvez muitos que estavam ali em meio a multidão não entenderam o que o capitão havia dito, mas perceberam pelo seu tom de voz que deveriam dar o fora dali.

Quando enfim a multidão se dispersou, apenas os parasitas da imprensa (como Muratti gostava de chamá-los) estavam ali e com eles o capitão não se importou. Chegou perto do corpo e começou a descrever para o mais novo da equipe que vinha logo atrás do capitão com uma prancheta e uma caneta.

– Mulher, provavelmente uns vinte e sete anos, loira falsificada, eu diria um metro e sessenta de altura e completamente nua. – Neste momento o auxiliar que se chamava Yuri parou de escrever e olhou para o corpo da mulher. O capitão esperou um momento e então voltou sua atenção à prancheta do novato. – Não se esqueça do detalhe que ela está pendurada pelo pescoço em uma árvore no centro da cidade novato. – Yuri recuperou a consciência e voltou a escrever rapidamente com o rosto levemente avermelhado devido a vergonha.

O capitão se aproximou um pouco mais do corpo pendurado e pediu para que alguém o tirasse logo dali, se não a cabeça poderia separar-se do corpo e seria muito mais complicado para todos investigarem. Foi quando percebeu um pequeno papel colado na árvore onde a moça fora enforcada. Tomou cuidado para não rasgá-lo ao retirar e quando se aproximou conseguiu ler o que estava escrito: “UM CRIME”. Talvez fosse apenas algum idiota que deixou o papel ali, mas Muratti não conseguia se convencer disso, então entregou o papel a Yuri e pediu para que deixasse junto com a prancheta em sua mesa até o fim do dia e o que mais ele tivesse sobre a análise do corpo. Antes de ir embora Muratti mandou alguns repórteres para lugares nada bonitos.

A noite chegou novamente e o capitão já estava em sua casa. Ela era bem grande, fruto dos seus vinte anos de trabalho na polícia. Agora Carlos já nem sentia tanta culpa por não ter feito faculdade, mas exigia isso de suas duas filhas com o maior fervor do mundo. Mas esta noite era impossível pensar muito nas filhas, aquele crime logo cedo havia ocupado seu dia inteiro e parecia que iria continuar ocupando-o noite a fora. O resultado da análise do corpo, como ele já esperava, não havia dado em nada e as evidências apontavam para lugar nenhum. Sentado em seu escritório, fumando seu cigarro preferido, tomando um copo de uísque e mesmo assim Carlos não conseguia parar de olhar aquele pedaço de papel encontrado na cena do crime. Aquilo era a maior pista que ele tinha, mesmo com os outros dizendo que aquilo não possuía nenhuma ligação com o crime. Para a polícia em geral foi um fantasma que cometeu aquele crime, um fantasma que nunca será encontrado e então o caso será arquivado, mas Carlos não podia aceitar aquilo, não havia perdido nenhum caso em toda sua carreira e não seria desta vez que iria perder.

Se Carlos dormiu mais que duas horas aquela noite foi muito, ele sabia que se não encontrasse a resposta daquele caso logo iria acabar ficando doente. Acordou na sexta-feira com um pouco de dor de cabeça, mas nada que o impedisse de ir trabalhar. Só que quando estava a caminho do quinto batalhão seu celular tocou, ainda eram sete e meia da manhã, quem poderia estar ligando aquela hora? Atendeu o celular enquanto dirigia e se deparou com a voz de Yuri, seu jovem assistente.

– Sr. Muratti, houve outro crime! Dessa vez aqui na rodoviária! O senhor precisa vir o mais rápido possível, já está se formando uma multidão aqui e provavelmente foi o mesmo assassino de ontem! Acho que estamos lidando com um Serial Killer! – Carlos não conseguiu distinguir se o tom de voz do garoto era de excitação ou apenas de desespero, mas pouco importava, porque naquele momento o assassino havia cometido outro assassinato e dessa vez ele deveria ter deixado alguma pista.

Chegando ao local, percebeu que a multidão estava na calçada da rodoviária e todos olhavam para cima, então Carlos também olhou e percebeu o porquê daquilo. Havia um corpo na haste central da rodoviária. Como a rodoviária era igual um roda e possuía um buraco no meio com esta haste, era para ali que todos que passam por ali olhavam. “Com certeza esse desgraçado quer chamar a atenção, mas por que se ele não deixa nenhuma pista de quem cometeu o crime?”. Quando chegou perto o bastante de onde estava a polícia Carlos chamou Yuri e outro oficial. Pediu para que Yuri o acompanhasse e mandou que o outro policial se livrasse daquela multidão de idiotas curiosos achando que Londrina é ponto turístico dos horrores.

Quando chegou ao centro da rodoviária, correu em direção a haste onde o corpo estava, mas na parte baixa e achou o que procurava. Desta vez um papel um pouco maior, mas com uma continuação daquele primeiro. “PERFEITO SÓ ACONTECE QUANDO”. – Um crime perfeito só acontece quando… – Yuri chegou perto e viu que o capitão havia ligado alguma coisa, então escreveu o que ele estava falando e depois ficou esperando novas ordens. – Yuri, quais são os detalhes da vítima? – Yuri pareceu acordar de um transe onde estava meio perdido, mas logo entendeu a pergunta do capitão e respondeu-lhe.

– Um homem de quarenta e dois anos, cabelos brancos, um metro e oitenta de altura e desta vez vestido. – Por sorte Muratti não notou desapontamento no rosto do garoto, se não já suspeitaria que estivesse trabalhando com um maníaco. Então um luz surgiu em sua cabeça e ele compartilhou a ideia.

– A primeira vítima foi uma mulher aparentemente jovem e a segunda um homem aparentemente velho. Isso ainda não acabou Yuri e nós temos que achar esse cara antes de ele fazer sua terceira vítima! Vamos ligar os pontos, você já faz ideia de como será a próxima vítima? – Yuri pareceu um pouco pensativo, mas depois de um tempo respondeu com certa dúvida.

– Um gay? – Ele sabia que havia errado quando percebeu a expressão de raiva no rosto do capitão.

– Uma criança seu bastardo idiota! E se você não quer ter o sangue de uma criança em suas mãos acho bom você me ajudar a solucionar esse caso logo! – Aquilo pareceu assustar um pouco Yuri, então Carlos sentiu-se satisfeito e saiu da cena do crime pedindo para que novamente alguém tirasse o corpo logo de lá e fizesse uma análise a procura de pistas, pistas que Carlos sabia que não existiam. Mas depois daquele crime Carlos não se dirigiu para o batalhão, voltou para sua casa aproveitando que não havia ninguém lá e poderia pensar melhor sobre tudo aquilo.

Estava novamente sentado em seu escritório fumando e tomando uísque, mas agora já estava no seu quinto cigarro e no terceiro copo de uísque. “Droga, são três horas da tarde de uma sexta feira e eu já estou bêbado”. Aquilo parecia incomodá-lo, mas não impedia de continuar fumando e bebendo. Ele estava ali há horas analisando aquelas duas notas coladas em sua parede. Notas de um assassino. Notas completamente soltas, que ainda não fazia sentido nenhum. Seu corpo inteiro estava começando a ficar adormecido devido à bebida e ao cigarro, ele percebeu uma leve tontura, mas disse a si mesmo que não poderia ficar bêbado em um caso tão importante como aquele. Mas continuou bebendo e fumando até deitar no tapete de seu escritório e tirar uma soneca ali mesmo.

Acordou apenas no dia seguinte com seu celular tocando, agora conhecia aquele número, era Yuri e mais uma vítima havia morrido, provavelmente uma criança.

– Alô? – Com a voz um pouco embaçada devido à bebida do dia anterior.

– Capitão! O senhor estava certo! Foi uma criança! Ela está no Boulevard Shopping, perto da rodoviária! O senhor precisa vir rápido! Há uma multidão se formando aqui novamente e dessa vez está difícil de controlar! – Carlos se levantou de súbito e saiu cambaleando pelo seu escritório, procurando sua carteira e a chave do carro, tendo certeza que pegaria o filho da puta que estava fazendo aquilo.

Chegando ao local como sempre havia uma multidão, mas ao passar pela multidão soltando palavrões para todos que entravam na sua frente percebeu algo estranho na cena do crime, só havia um policial ali tentando controlar a multidão e Carlos não conseguia encontrar Yuri. Mas ao adentrar na parte própria para a polícia fechada pelo oficial se assustou. Era uma criança de provavelmente uns oito anos, um garoto com cabelos quase no ombro, apenas de cueca e pregado em forma de cruz na fachada de entrada do shopping. Aquilo era horrendo demais para qualquer pessoal olhar, mas mesmo assim havia muitas pessoas ali tirando fotos e olhando curiosas. Carlos estava quase explodindo de raiva, mas não conseguiria expulsar todos com o auxílio de apenas um oficial, então chegou perto e perguntou.

– Onde estão os outros oficiais? – O jovem, de provavelmente vinte e três anos olhou para o capitão e disse.

– Nós fomos notificados há pouco tempo senhor, então eu vim para verificar se a história era mesmo verdadeira, mas já pedi reforço. – Carlos não conseguia entender, fazia um tempo que Yuri havia ligado então a polícia já devia estar ali há mais tempo. Então se lembrou da nota que o assassino sempre deixava e foi quase correndo em direção ao corpo, quando chegou perto o bastante já percebeu um pedaço de papel colado na parede ao lado do corpo. Tudo aquilo era um pouco repulsivo, mas Carlos estava acostumado a lidar com aquele tipo de situação e precisava manter o controle sobre a investigação. Amaldiçoou Yuri por não estar ali para anotar seus pensamentos, mas mesmo assim olhou curioso para o papel.

“NÃO HÁ VÍTIMAS”. Carlos leu aquilo umas três vezes antes de juntar tudo.

– Um crime perfeito só acontece quando não há vítimas. É essa a frase! Mas por que o assassino deixaria uma frase assim se nas três vezes ele matou suas vítimas? – Essa pergunta ficou piscando um bom tempo na cabeça de Carlos até que uma luz apareceu, ele começou a ligar alguns fatos e neste momento o reforço chegou e imediatamente um dos policiais veio perguntar para Carlos no que poderia ajudar. Carlos que estava acabando de ligar tudo falou.

– Eu quero que você cheque algum roubo grande que aconteceu entre ontem e hoje e quero isso pra ONTEM! – Gritou a última parte para dar ênfase à urgência do caso, então voltou a pensar e conversar com ele mesmo. “No primeiro assassinato Yuri se fez de bobo, parecia um novato qualquer, já no segundo e terceiro ele estava no local do crime quase antes que todos e hoje pude perceber que parece que era apenas ele ali na cena do crime. Como se ele soubesse de algo. Como se ele tivesse cometido o crime!” Neste exato momento o oficial que Carlos pediu para investigar sobre os roubos voltou com informações.

– Se o senhor estava procurando um roubo grande então estava certo, ontem na parte da tarde houve um grande roubo no banco central de Londrina onde os bandidos levaram cinquenta milhões de reais! – Era isso! Agora tudo se encaixava!

– Aquele desgraçado me conhecia muito bem! Fez-me ficar entretido com esses assassinatos, ele sabia que seria um prato cheio para mim e com a forma que ele matou essas pessoas ele queria atrair não só a mim, mas a imprensa também, para que seu roubo quase não fosse falado, mesmo sendo um roubo de grande porte! –  O oficial olhou um pouco confuso e disse.

– Então o senhor sabe quem cometeu esses assassinatos e o roubo do banco? Nós podemos colocar todos nossos policiais atrás dele! – Carlos olhou com compaixão a vontade do oficial de seguir o criminoso, mas ele sabia que de nada adiantaria.

– Não vamos gastar nosso precioso tempo criança, neste momento ele já deve estar a caminho de Las Vegas. É preciso saber reconhecer quando se perde uma causa, mesmo que seja a primeira vez na vida.

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19 comentários em “Notas Soltas (Abílio Junior)

  1. dibenedetto
    5 de dezembro de 2013

    Olha, a história me pareceu caricata/ inverosímil. E por isso não me agradou muito. É uma ideia que teria que ser melhor trabalhada pra funcionar mesmo. Nada muito específico aqui: continue escrevendo e, principalmente, lendo bastante sobre os gêneros e assuntos que quer escrever.

  2. Alana das Fadas
    4 de dezembro de 2013

    Desculpa-me, mas não me convenceu a história. Muito inverosímel! Não tem um muito nexo, precisa ser melhor trabalhado!

  3. Andrey Coutinho
    3 de dezembro de 2013

    Nesse desafio, resolvi adotar um novo estilo de feedback para os autores. Estou usando uma estrutura padronizada para todos os comentários (“PONTO FORTE” / “SUGESTÕES” / “TRECHO FAVORITO”). Escolhi usar esse estilo para deixar cada comentário o mais útil possível para o próprio autor, que é quem tem maior interesse no feedback em relação à sua obra. Levo em mente que o propósito do desafio é propriamente o aprendizado e o crescimento dos autores, e é isso que busco potencializar com os comentários.

    Além disso, coloquei como regra pessoal não ler nenhum comentário antes de tecer os meus, pra tentar dar uma opinião sincera e imediata da minha leitura em si, sem me deixar influenciar pelas demais perspectivas.

    Dito isso, vamos aos comentários.

    PONTO FORTE

    O suspense criado pelo caso é bem construído. As notas incompletas deixam o leitor querendo saber o restante da frase.

    SUGESTÕES

    Muito a revisar, não tanto em ortografia e gramática quanto na própria estrutura e ritmo do texto. Repetir menos palavras, reordenar alguns períodos… enfim, edição geral. Talvez desenvolver um pouco melhor o final; a solução dos crimes poderia ser um pouco melhor elaborada, e cabe trabalhar melhor na reação do protagonista no final para torná-la mais convincente.

    TRECHO FAVORITO

    “Um crime perfeito só acontece quando não há vítimas”.

  4. Felipe Falconeri
    27 de novembro de 2013

    A ideia de criar um truque que desvie o olhar da polícia da real intenção do criminoso é muito boa. O problema é que foi mal executada. E a escrita também deixou muito a desejar.

    A trama em si tem muitas falhas. As deduções do capitão tem embasamento muito fraco. As conclusões de que a próxima vítima seria uma criança, de que o Yuri seria o criminoso e principalmente de que os crimes serviriam para distração de roubos parecem vir do nada. São saltos que não convencem o leitor. Além disso, não há explicação para como Yuri deixava os corpos das vítimas em locais públicos sem ser notado. Por fim, mesmo que acontecesse um massacre com milhares de mortos, nunca que um assalto a banco de onde seriam roubados cinquenta milhões passaria batido. Seria mais fácil – e digo isso sem ironias – que o massacre tivesse menos atenção.

    O final do conto é totalmente anticlimático e inverossímil. A polícia jamais “deixaria pra lá” um crime desse porte.

    O texto, além de precisar de bastante revisão, tem construções muito estranhas. Falta coesão. Em alguns momentos parece que o narrador está mudando de ideia sobre o que os personagens estão fazendo ou pensando.

    Enfim, a ideia não é ruim. Mas o conto precisa de muito, muuuuuuuito trabalho.

  5. Agenor Batista Jr.
    23 de novembro de 2013

    Fora a circunspecção do capitão/investigador(?) não há nada de “noir” no conto. A construção é frágil e o andamento capenga. Parece-me uma ideia pega no ar(sem trocadilho) e inverossímil por falta de pesquisa mais apurada e ambientação geográfica. Não gostei.

  6. rubemcabral
    20 de novembro de 2013

    Bem, os colegas já disseram tudo: há um pouco de revisão a fazer, as conclusões sobre a próxima vítima e sobre o possível culpado foram mal embasadas e precipitadas. A ideia de crimes para desviar a atenção da polícia foi interessante, no entanto.

  7. charlesdias
    19 de novembro de 2013

    O enredo básico é bom, mas foi muito mal explorado. A transposição do estilo norte-americano de investigado para um PM paranaense não deu certo. Parece um trabalho em andamento que foi postado aqui na pressa, faltando o final. Precisa de uma boa revisão. O pior é que de cara o autor errou em explicar o nome da cidade. Falta de pesquisa para escrever é imperdoável.

  8. Leandro B.
    18 de novembro de 2013

    Concordo com as colocações dos camaradas, em especial as do Leonardo e do Gustavo. Existe uma história a ser explorada, mas a execução deve ser revista. Algumas construções me pareceram muito estranhas, principalmente pelo não uso de ‘virgulas’ em algumas.

    Quando terminei as notas pensei em um possível clube de suicídios. Não haveria vítimas por não haver criminosos.

    Enfim, uma ideia interessante que precisa ser retrabalhada, na minha opinião.

  9. fernandoabreude88
    16 de novembro de 2013

    Hum, ressalto o que foi dito abaixo, colocando o que achei que faltou: aprofundamento na criação dos personagens e cenário. A trama é boa, poderia ser uma das melhores histórias do concurso, mas a execução deixa a desejar.

  10. Jefferson Lemos
    14 de novembro de 2013

    Eu não gostei da escrita. A história é muito boa, e poderia ter sido melhor trabalhada. Desde o primeiro crime eu já desconfiei que fosse o Yuri, no segundo eu tive certeza. Achei a narrativa cansativa e as cenas dos crimes ficaram mal detalhadas.
    Tente trabalhar melhor a ideia e algo bom pode sair daí, tenho certeza!
    Mas não desista, é errando que se aprende. 😀

  11. Frank
    14 de novembro de 2013

    O texto está infestado de “clichês” especialmente quando o autor quer contar algo (seria interessante mostrar) ou para impor elementos do NOIR. Como essas explicações são quase sempre desnecessárias o texto não engrena. Como também já foi mencionado, uma vez que o policial pensa muito rápido (me parece que no gênero do desafio muitas vezes o herói é mais intuitivo, impetuoso e pró-ativo que inteligente) e isso torna as descobertas pouco críveis. Enfim, precisa de uma boa revisão. Esses aspectos que mencionei me impediram de gostar do texto.

  12. selma
    12 de novembro de 2013

    a historia em si é boa, precisava ser melhor trabalhada. o portugues está sofrivel, mas valeu o esforço. parabens.

  13. Thata Pereira
    12 de novembro de 2013

    “Um crime perfeito só acontece quando não há vítimas”, isso foi um máximo para mim! Gostei muito da ideia de desviar a atenção cometendo outros crimes. Mas…

    O que mais me incomodou foi o fim. Como assim o cara desiste de ir atrás do assassino??? Pelo que entendi, não fazia muito tempo que havia saído da cena do crime. Fiquei frustrada com isso! :/ Mas é um conto para ser trabalhado 😉

  14. Claudia Roberta Angst - C.R.Angst
    12 de novembro de 2013

    A ideia no geral é muito boa. O desvio da atenção para outros crimes foi uma boa estratégia. No entanto, como já apontou Gustavo, há falhas na caracterização dos personagens e da cena do crime. O início incomodou-me um pouco com a explicação do porquê do nome Londrina. Achei didático demais. Boa sorte.

  15. Masaki
    12 de novembro de 2013

    A ideia do autor trabalhar, em segundo plano, uma história paralela para desviar a atenção do policial foi perfeita. O uso da frase: “Um crime perfeito só acontece quando não há vítimas” ilustra bem o caso. Creio que a trama poderia ser um pouco mais trabalhada e detalhada. Uma revisão também seria útil. Enfim… Parabéns pelo o conto! Você tem potencial.

  16. Ricardo Gnecco Falco
    11 de novembro de 2013

    Não gostei…
    #Desculpaê!

  17. Marcellus
    10 de novembro de 2013

    Gostei da ideia da conto, mas ela foi mal explorada. Além disso, uma boa revisão ajudaria muito. Mas tem potencial!

  18. Gustavo Araujo
    10 de novembro de 2013

    A ideia central é engenhosa, apesar de batida: vários assassinatos são cometidos para esconder o verdadeiro objetivo do criminoso – daí o “crime perfeito”. Não está mal escrito, mas muitos elementos deixaram a desejar. Por exemplo, o fato de os crimes terem sido cometidos e as cenas respectivas jamais preservadas para a realização de perícia. Isso é básico em qualquer investigação. Outra coisa que não gostei foi que o protagonista terminou caracterizado como alguém da Polícia Militar. A PM não é encarregada de investigações. Isso cabe à Polícia Civil. PMs cumprem uma rotina bem definida quanto a turnos, horários e missões, normalmente de policiamento ostensivo, rondas e patrulhas. Ou seja, jamais seriam incumbidos de investigar crimes como assassinatos. Também achei por demais inverossímil a ideia de se pendurar os corpos das vítimas em lugares altos, sobretudo na rodoviária. A que horas o assassino faria isso? Rodoviárias têm movimento 24/7 e são sempre patrulhadas à exaustão. Se fosse em uma cidade do interior, vá lá, mas em Londrina não me parece crível. Do mesmo modo, o capitão ter simplesmente desistido de perseguir o culpado depois do roubo ao banco soou totalmente improvável, até porque a polícia tem departamentos diferentes para cuidar de crimes de naturezas diversas.

    Em suma, digo que a ideia geral não é ruim, mas poderia ter sido melhor desenvolvida com um pouco mais de pesquisa. Não basta saber escrever, um mínimo estudo sobre o contexto que envolve a história é mais do que necessário.

  19. Leonardo Stockler M. Monney
    10 de novembro de 2013

    CONTÉM SPOILERS!!!

    Confesso que não entendi muito bem. Os personagens fazem uns raciocínios muito rápidos, que não entendi porquê. Tipo: como ele sabia que o terceiro seria uma criança? Como ele sabia que era o Yuri? Seria mais legal se você descrevessem eles tecendo as linhas de raciocínio, que é sempre algo muito interessante, porque pode envolver conflito, teorias, mais articulação pra trama. Por exemplo: seria legal se houvesse um espaço maior entre os crimes. Você disse que a história se passava em Londrinha, também acho que seria boa ideia se você inserisse na história elementos da cidade e da cultura local. É isso! Abraço!

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Informação

Publicado às 10 de novembro de 2013 por em Noir e marcado .