EntreContos

Detox Literário.

A Conquista (Ricardo Falco)

A Conquista_Colo

Era engraçado…

Uma pista de dança repleta de gente, numa afamada casa noturna carioca, e ele ali, olhando para cima, para os lados… De vez em quando fixava o olhar em algum ponto da parede; nas geringonças do teto; em algum holofote…

Sei lá onde.

E também não sei se todo mundo reparava nisso. Nisso e em todas as outras coisas que envolviam esse cara. Na verdade, acho que era ele quem me envolvia; ele que me atraía com essa aura de mistério dele. Parecia estar sempre além…

Ele era assim e ponto.

Numa noite dessas, ele simplesmente fechou os olhos e dançou… Dançou por quase meia hora sem abrir os olhos. Nem uma única vez. Tenho certeza disso, pois estava bem na frente dele. Eu já estava naquele estágio de “tenho que descobrir o que é que esse cara tem”, entende?

Eu tinha que saber por que ele era tão diferente. Por que ele chamava tanto a minha atenção? O que ele ligava em mim, que me deixava totalmente ligada nele…

Era estranho.

O cara podia reparar no parafuso à mostra de uma caixa de som, num canto qualquer da pista, e ficar absorvendo o fato como um colecionador a degustar um vinho, mas era incapaz de perceber que a pessoa em frente — bem na frente! –, não tirava os olhos dele.

Chegava, conversava com os conhecidos, brincava; ria com as amigas — como eu as odiava! –, dançava; esbaldava-se na pista. E eu ali, seguindo-o pela boate toda. Depois ele simplesmente ia embora. Este era outro ponto. Sempre ia embora antes do fim. Tinha disso, também…

Ele nunca ficava até o final.

Esta era outra característica deste ser. Outra particularidade desse verdadeiro emblema que apareceu certa noite na minha vida e que nunca mais me deixou em paz, forçando-me a procurar descobrir tudo que podia sobre ele.

Não que ele fosse um deus grego. Na verdade estava longe disso. Mas, como já disse, ele era diferente. Tinha alguma coisa nele… Alguma coisa especial. Algo que o tornava único.

Alguma coisa que me fez fazer tudo o que fiz.

Eu não ia mais para as outras pistas; passava a noite inteira na que ele gostava de ficar. Sabia os dias que ele costumava aparecer por lá e também os que ele jamais apareceria…

Já sabia quais eram as bandas prediletas dele; os DJ’s que ele mais gostava; os tipos de garotas que chamavam a atenção dele… As festas que ele frequentava; os malucos que ele conhecia; as camisas que ele mais usava; o carro dele…

Orkut, Fotolog, Myspace, Facebook…

Cada dia era uma descoberta nova; uma outra prova. Um novo e excitante desafio. Eu não me interessava por mais nada. Nada nem ninguém que não tivesse algum tipo de ligação com ele.

E, de certa forma, comecei a cuidar um pouco mais de mim, também. Parei de fumar, pois ele detestava fumaça de cigarro; bebida alcoólica então… Portanto, mantinha-me também sóbria durante toda a noite. Enfim… Descobria e vivenciava as maravilhas escondidas na difícil tarefa de se investigar — a fundo! — alguém.

Alguém como ele, é claro…

Alguém com o poder de ditar mudanças em meu comportamento que iam além de quando estava em sua presença. Ele influenciava também as minhas escolhas do dia a dia.

Eu ainda nem sabia, mas já tinha começado a minha mutação…

Tanto é que, depois de alguns meses, eu fui reparar que não havia ficado com ninguém. Ninguém, mesmo! Quer dizer, eu nem me toquei disso, né… Minhas amigas é que repararam. Logo eu… E confesso que fiquei surpresa ao me dar conta da realidade.

Estava realmente diferente.

Tinha uma amiga minha, a mais doidinha de todas, que não tardou em juntar os fatos. Sabia que eu estava interessada por alguém. Veio com o papo de que eu andava estranha; que estava preocupada comigo… Disse que eu podia contar com ela para o que precisasse. Mas o fato é que eu estava mesmo diferente. Eu agia diferente. Eu via as coisas de forma diferente e, mais cedo ou mais tarde, o motivo disso tudo viria à tona de vez…

Cedo ou tarde, meu segredo seria revelado.

E, como se já não bastasse a situação na qual eu estava, a fulana ainda resolveu me pedir ajuda para chegar num cara que ela estava de olho já há algum tempo. Não preciso nem falar quem era, né?

O próprio.

Entretanto, foi engraçado no início… Eu vi ali uma situação onde eu poderia, finalmente, resolver um impasse que se estendia muito além de minha compreensão… Parecia inacreditável, mas eu ainda não havia trocado sequer uma simples palavra com ele.

Nem uminha…

E eu tinha certeza que ele não se interessaria por ela, pois já me considerava conhecedora dos gostos dele também. Afinal, eram meses de vigilância intensa… Seria a tão esperada chance de me comunicar com ele. E, nada melhor do que tentar apresentar-lhe uma amiga. Uma pessoa nada a ver… Seria perfeito! Eu ainda sairia por cima.

Mas…

Sim. Eles ficaram. Ficaram já ali, na primeira vez. E eu nem precisei entrar na jogada. A fulaninha foi direta. Rápida e certeira. Não me deu nem tempo de absorver o acontecimento.

O inusitado episódio.

Os dois ali, no sofá do segundo andar, se beijando como se tivessem sede. Muita sede. A ficha não caiu, sabe? Só mais tarde. E então desabei. Não entendia o porquê daquilo; por que eles haviam ficado… A depressão rolando solta. Consumindo meu sono, minhas vontades… Parei com tudo.

Inclusive com o que havia parado.

Fumava que nem uma louca; comia como uma vaca e me vestia da pior forma possível. Achei-me a pior das criaturas. O ser humano mais rejeitado dentre todos os viventes; e até em morte confesso que pensei.

Parece bobeira; exagero… Mas pensei mesmo em desistir de tudo. Não sei nem como foi que não fiz coisa pior, mas tudo que fazia era visando a minha própria destruição.

Queria desintegrar, sumir, desaparecer da face da terra.

Enfim… Na minha angustiada mente, eu já fantasiava até o casamento deles. Os dois tinham se dado tão bem… E eu sabia que ela estava fazendo tudo aquilo só para me atingir.

E me acertou mesmo em cheio.

Até que numa noite — após várias semanas de sofrido isolamento –, resolvi testemunhar de longe a alegria daquele casal ridículo que não parava de se agarrar no meio da pista. Comecei a beber e a beber mais e mais… Passei tanto da conta que a última coisa que lembro ter feito foi tão vergonhosa que nem tenho coragem de contar… E isso sem falar das coisas que eu fiz e não tenho a mínima lembrança.

Se valeu a pena?

Não sei… Mas faria tudo de novo. Na verdade, quase tudo. Pois, se tivesse escolha; se pudesse realmente decidir entre o que sentir e o que não sentir… Se tivesse algum mísero controle sobre o meu coração…

Eu jamais teria me apaixonado por ele.

Todavia… De tudo o que fiz; tudo o que fiquei sabendo depois sobre aquela fatídica noite… A bebedeira, o escândalo, o mico… Tudo o que aconteceu… O mais importante, o mais marcante… O mais terrível e ao mesmo tempo o mais maravilhoso de tudo…

Foi que eu saí de lá nos braços dele.

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23 comentários em “A Conquista (Ricardo Falco)

  1. Ricardo Gnecco Falco
    6 de dezembro de 2013

    Queridos colegas de pena, passo por aqui para agradecer a todos que leram e comentaram o meu conto que, confesso, apenas pincelei de meus arquivos e postei por aqui…
    Como sou preguiçoso e não tenho nenhum texto no estilo “noir”, fiz um du-ni-tê e peguei este salamê-minguê aqui. Como também sou contra o estupro, inclusive o literal, nem perdi tempo numa possível “adequação” do mesmo ao presente tema. Peguei qualquer um que fosse na primeira pessoa e tivesse algo mais parecido com uma “investigação” e taquei aqui, do jeitinho que veio ao mundo. Virgem… E inocente demais para este mundo obscuro e sujo deste Desafio. Rs!
    Peço desculpas caso alguém se sinta ofendido com esta minha confissão e prometo trazer alguns fantasmas para a próxima edição! 🙂
    Um grande abraço em todos, Feliz Natal e um Ano Novo repleto de realizações literárias para todos nós!
    Paz e Bem!
    😉

  2. Alana das Fadas
    4 de dezembro de 2013

    Perdão, mas não gostei. Em primeiro lugar, não se encaixa ao tema proposto, de forma alguma. Em segundo lugar, pareceu-me um draminha adolescente, com personagens rasos e falta de imersão no texto. O final então, desagradou-me muito!!! Particularmente gosto de finais abertos, mas não de finais assim, sem nexo ou ponto de partida!

  3. vitorts
    2 de dezembro de 2013

    Não tenho muita propriedade para falar do gênero, já que não tenho afinidade com esse tipo de leitura, mas me pareceu muito mais um chick-lit do que um noir. A linha condutora da narrativa são as reações exageradas de uma paixonite de adolescente. Não há a crueza mundo-cão do bom e velho policial preto e branco.

    Não sou muito de trabalhar com suposições, mas acho que esse conto fisgará a atenção daqueles que gostam desse tipo de literatura. Digo isso porque segue o que dita a cartilha do estilo e é bem escrito. No entanto, por questão de gosto, infelizmente essa isca não me fez querer abocanhá-la.

  4. Andrey Coutinho
    23 de novembro de 2013

    Nesse desafio, resolvi adotar um novo estilo de feedback para os autores. Estou usando uma estrutura padronizada para todos os comentários (“PONTO FORTE” / “SUGESTÕES” / “TRECHO FAVORITO”). Escolhi usar esse estilo para deixar cada comentário o mais útil possível para o próprio autor, que é quem tem maior interesse no feedback em relação à sua obra. Levo em mente que o propósito do desafio é propriamente o aprendizado e o crescimento dos autores, e é isso que busco potencializar com os comentários.

    Além disso, coloquei como regra pessoal não ler nenhum comentário antes de tecer os meus, pra tentar dar uma opinião sincera e imediata da minha leitura em si, sem me deixar influenciar pelas demais perspectivas.

    Dito isso, vamos aos comentários.

    PONTO FORTE

    Leitura instigante. Linguagem simples, coloquial, que funciona bem para a voz da personagem. O autor é hábil em fazer o leitor se importar com a personagem e seu destino. A história é em tudo verossímil, e diria até cotidiana.

    SUGESTÕES

    Não tenho sugestões a fazer. Apenas comento que até agora, dentre os que li, foi o que teve menor encaixe com a proposta do desafio. Ainda assim, é um conto bacana e jovial.

    TRECHO FAVORITO

    “O mais terrível e ao mesmo tempo o mais maravilhoso de tudo…

    Foi que eu saí de lá nos braços dele”

  5. Di Benedetto
    21 de novembro de 2013

    Olha, não curti muito a história. Claro, que pode ser por uma questão de gosto pessoal e não vou entrar nesse mérito. Mas como outros já mencionaram aqui, fugiu totalmente do tema.

    Dica: Use pontos finais no lugar das reticências.

  6. Abílio Junior
    20 de novembro de 2013

    Além de já ser conhecido, o tema não se encaixa na proposta do desafio como já foi dito pelos colegas. Acho que o autor não conseguiu se familiarizar com o tema proposto.

  7. Rubem Cabral
    19 de novembro de 2013

    Eu gostei do conto, pois já conheci meninas assim, com baixa autoestima, capazes de tudo por algum cara. Qto à adequação ao tema, realmente há poucos elementos noir, talvez se considerarmos que a moça investigou a vida do cara, o ambiente noturno e tal…

    Bom conto!

  8. Agenor Batista Jr.
    19 de novembro de 2013

    Juro que me esforcei para chegar ao final. Não achei nada de excepcional nem uma porcaria total. Medíocre talvez e sem medida por conta da construção do enredo. Não conhecia o texto talvez por ser neófito no Desafio mas que não se encaixou no tema proposto é certo. Parabéns pela participação.

  9. Rodrigo Sena Magalhaes
    16 de novembro de 2013

    Se o cara fosse um detetive, tivesse dado umas porradas nuns caras para salvar a moça, pronto, teríamos um noir mto bem escrito. Só acho chato e pretencioso demais analisar a escrita dos outros. Como leitor digo q gostei mto da história! Parabéns ao autor(a).

    • Felipe Falconeri
      23 de novembro de 2013

      Se não houver espaço para se analisar os textos, a própria ideia do desafio – a troca de experiências, de impressões, visando o crescimento de cada um – perde o sentido, não? 😉

  10. fernandoabreude88
    16 de novembro de 2013

    O conto prende a atenção, tem ritmo e não é cansativo. O problema é que há uma promessa instigante no começo, dessa obsessão pelo personagem, mas que não vinga no final, o que tornou o conto opaco, sei lá, sem sal.

  11. Leandro B.
    13 de novembro de 2013

    Acho que poderia ser um bom conto de romance. Reforço os conselhos do Falconeri, embora tenha achado o conto acima de razoável.

    Dentre os pontos fortes da história observamos um caráter dinâmico. A leitura é feita sem sentirmos. Também relembrei um pouco da minha infância. Qualquer texto que faça esse tipo de coisa tem seus méritos.

    Como ponto negativo se sobressai a não adequação ao tema. E essa é uma história que, com um pouco de paciência e dedicação, poderia ser modificada para abarcar os elementos Noir. Mas o que mais me preocupa no texto é a construção de uma protagonista submissa às vontades masculinas que, inclusive, muda quem ela mesma é para agradar ao amor platônico. Sempre fico um pouco preocupado quando me deparo com personagens assim. Minha maior recomendação aqui é, portanto, que se construa uma personagem um pouco mais independente.

    Mas, claro, isso é extremamente pessoal.

    Um bom conto, pena que fora da temática.

  12. Jefferson Lemos
    13 de novembro de 2013

    Não consegui identificar os elementos Noir no texto e a leitura não em agradou muito. Porém, no meu caso, é mais um questão de gosto. O conto foi bem trabalhado e a leitura foi fácil e fluída.
    Então, parabéns ao autor!

  13. Frank
    13 de novembro de 2013

    Como já disseram, foge do tema. Contudo, gostei muito da “loucura louca” dela em se apaixonar por um desconhecido…hahaha. Muito bom! Pena que não tem elementos NOIR, mas uma leitura bem prazerosa!

  14. Masaki
    12 de novembro de 2013

    Não vou entrar no mérito de gosto pessoal. Este texto soou como um desabafo. Existe a necessidade de revisão. Vírgulas soltas e alguns erros de concordância denunciam o empobrecimento do conto. E o principal… foge totalmente ao tema proposto. Todavia, parabenizo a autora pelo esforço de escrever. No próximo desafio, concentre-se mais ao tema. E vai uma dica: em todos os textos que for escrever suprima suas partes prediletas (seu gosto pessoal). Assim, sua obra terá consistência e fluidez.
    Abraços.

  15. charlesdias
    11 de novembro de 2013

    Não aprecio esse tipo de texto, acho confuso, me perco. De qualquer forma creio que não se adeque ao tema do desafio Noir.

  16. Thata Pereira
    11 de novembro de 2013

    Acredito que se o tema desse mês se enquadrasse no conto, eu poderia ter gostado. Infelizmente não me agradou. Alguns finais abertos me deixam muito contente, por conta do mistério. Aqui eu fiquei com a sensação de “e aí?” :/

  17. Marcellus
    10 de novembro de 2013

    Não é o tipo de história que me cative, mas essa é a parte interessante desses desafios: ler o que normalmente não leríamos. De qualquer forma, não encontrei elementos “noir” que justificassem a inscrição do conto. E o autor(a) sabe disso. O que é uma pena, pois tem talento para criar algo que se encaixe.

  18. Claudia Roberta Angst - C.R.Angst
    9 de novembro de 2013

    Não tinha lido ainda esse conto. Também achei a citação do facebook um tanto forçada para tornar o enredo atual. Pela imagem, já fui imaginando toda uma história mesmo antes de iniciar a leitura. Não encontrei elementos noir e olha que estou buscando desesperadamente por eles. Gosto de finais abertos, pois me intrigam.

  19. Ricardo Gnecco Falco
    9 de novembro de 2013

    Como os nobres colegas abaixo, também já conheço este conto e o/a autor/a (de outros carnavais)!
    Parece que o/a mesmo/a assumiu a derrota (só pra provocar! hehehe…) e não quis ou não teve tempo de criar algo que se encaixasse no tema corrente do mês.
    Mas, tá valendo… 😉
    Espero que no próximo Desafio nos brinde (a todos os “bodes velhos” daqui) com algo “novo” (rs!)
    Abraço!
    🙂

  20. Gustavo Araujo
    9 de novembro de 2013

    De fato, o dèja vu aqui não é mera sensação, rs.
    Gosto desse conto, da maneira como a protagonista vai imergindo na loucura e gradativamente se apaixonando pelo tal fulano. Acho que isso ficou bem verossímil, ainda que, de fato, o mergulho na psicologia da personagem principal tenha sido um tanto raso. De todo modo gostei do final aberto – não se sabe exatamente o que aconteceu e isso é certamente uma qualidade interessante.

    No entanto, creio que o maior problema com o conto é a inadequação com o tema do desafio. Claro, esse é um julgamento que cabe a cada leitor, mas, assim como o Falconeri, não enxerguei elementos do noir aqui.

    Em suma, apesar de ter gostado do conto (desde a primeira vez que o li), acho que fugiu um pouco do tema.

  21. felipefalconeri
    8 de novembro de 2013

    Eu já havia lido esse conto em outro lugar, hehe.

    Honestamente, não consegui entender de que maneira ele pode se encaixar no tema. Não consigo identificar nenhum elemento sequer de Noir na história. Não me pareceu apropriada a inserção dele no concurso.

    Em relação ao conto em si, acho razoável. Gosto da ideia da obsessão aparentemente injustificada, mas acho que a construção ficou um bocado superficial. Pouco foi mostrado do perfil psicológico da personagem, ela ressalta apenas duas características peculiares do cara, mas sequer fala sobre os efeitos que essas ações provocam nela… Enfim, acho que faltou mais “carne” à personagem, para que o leitor pudesse entendê-la – quem sabe até se identificar com ela. Da maneira que está ela só parece uma garota meio maluca.

    As citações das redes sociais ficaram esquisitas. A inserção do facebook parece ter sido posta ali pra atualizar o conto, mas os outros sites são plataformas em desuso. Talvez fosse interessante substituir orkut e fotolog por twitter e instagram, por exemplo. Mas isso é só um detalhe.

    O desfecho deixa aberta uma certa possibilidade de final feliz que eu não consegui aceitar muito bem dentro da trama.

    É isso. Achei o conto mediano. Mas realmente não se encaixa bem no tema.

E Então? O que achou?

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Informação

Publicado às 8 de novembro de 2013 por em Noir e marcado .