EntreContos

Detox Literário.

Reconstruindo Sarah Parker (Gustavo Araujo)

sarah.parkerNaturalmente, Tony achou curiosa a cena. Mesmo com o metrô lotado, ele conseguiu visualizar a garota que entrava. Ela tinha o cachecol xadrez enrolado no pescoço, as pontas caindo paralelas sobre o peito. Na cabeça, um gorro verde com o logotipo de um clube de golfe, desses que existem às centenas para vender nas barraquinhas do Greenwich Village, deixava à vista apenas as pontas dos cabelos castanhos tocando os ombros.

***

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Primeira Antologia EntreContos, cujo download gratuito pode ser feito AQUI.

Anúncios

34 comentários em “Reconstruindo Sarah Parker (Gustavo Araujo)

  1. Iolandinha Pinheiro
    4 de setembro de 2016

    A impressão que se tem, lendo o conto, é que o autor vivenciou a história, que já andou neste metrô, já teve um patrão chamado Mohamed e até lavou pratos para se virar em Londres. Se nunca tiver ido a Londres (embora eu ache que tenha ido) meus parabéns com estrelinhas, a ambientação está perfeita, cuidadosa, convincente. Achei muito interessante utilizar o metrô como fio condutor de Tony ao passado, para viver um romance que jamais aconteceria sem esta ferramenta. Uma pena é saber que ao investir no romance com Sarah Parker ele também está se colocando no cenário da tragédia. Isso, inclusive, dá uma tinta de auto sacrifício que torna o amor de Tony ainda mais intenso, apesar do pouco tempo transcorrido entre o primeiro encontro com Sarah, e o inexorável fim dos personagens. Amigo: Um minuto de amor ficou bonito. Muito. Parabéns pelo conto. Senti seu mergulho na história e mergulhei junto.

    Iolanda,

  2. Gustavo Araujo
    30 de outubro de 2013

    Reproduzo aqui o comentário que fiz no post sobre o resultado do desafio:

    “Sobre ‘Reconstruindo Sarah Parker’, o que dizer? Caramba, o conto ficou em segundo lugar – só perdendo para o fantástico “Spoiler” – o que me deixou extremamente contente. Agradeço de coração os comentários, as observações, as sugestões, as críticas construtivas e até mesmo as destrutivas. Fico muito satisfeito pelo fato de a história ter tocado tanta gente, mesmo com as falhas acertadamente apontadas.

    Confesso que mergulhei fundo para escrevê-la: estudei a cronologia dos atentados ao metrô de Londres em 2005, analisei o sistema do underground londrino, seus mapas, seus horários, o comportamento dos seus usuários, além da geografia da própria capital britânica, com seus bairros operários e aqueles habitados por imigrantes. Tudo isso se refletiu na ambientação, algo fundamental para o desenrolar da trama, e que, felizmente, restou compreendida pela maioria das pessoas que leram o conto.

    É muito bacana ver esse esforço recompensado, especialmente considerando o número de excelentes contos enviados este mês.

    Obrigado mesmo!”

  3. Andrey Coutinho
    29 de outubro de 2013

    Sensacional! A viagem no tempo foi explorada de maneira incrivelmente criativa e inusitada. A introdução se arrastou um pouco, mas logo quando Tony citou que a personagem no metrô era idêntica à Sarah Parker do livro, fiquei imediatamente interessado. O desenvolvimento da situação foi bem previsível, mas mesmo assim muito gostoso. Tudo terminou bem redondo e impecável.

    Tem alguns errinhos bestas (a maior parte de digitação, como a falta do artigo o em “Apesar dessa dedicatória piegas, livro era um sucesso incontestável.”), mas é um conto que tem o mérito de ter conseguido iniciar e finalizar uma ótima história com maestria. Recomendei a muito autores do desafio que investissem mais nos seus textos e adicionassem mais texto à narrativa, mas não é o caso aqui. O que está aí posto já contou tudo de maneira suficiente. Parabéns!

  4. fcoglaucobastos
    29 de outubro de 2013

    Gostei do texto. Achei o enredo bastante envolvente.

  5. Juliano Gadêlha
    29 de outubro de 2013

    Excelente. Me senti como Tony em relação ao livro. Torci o nariz de início, mas logo estava fascinado pela leitura. Muito agradável, muito bem escrito, e uma história bastante interessante. Você tem em mãos um roteiro para uma comédia romântica hollywoodiana, e uma que eu assistiria, veja só. Toda a ambientação na Inglaterra, as referências a lugares, livros, personalidades, fatos históricos, tudo contribui para que o leitor se sinta lá. Adorei os personagens também. Enfim, não tenho o que dizer ao não ser parabéns. Ótimo trabalho.

  6. Thata Pereira
    29 de outubro de 2013

    Ah, outro conto que não tenho como comentar de tão apaixonada que fiquei com a história. Aquelas que sentimos vontade de guardar e sempre poder ler… encantada!

  7. Alexandre Leão.
    28 de outubro de 2013

    Agora falo palavrão:…Êh, butão, sô! É este que eu queria ter escrito e até desconfio de 2 autores que o tenha feito. Parabéns! Para mim foi perfeito e como foi dito, quando for publicado, eu compro. Abraços.

  8. Sérgio Ferrari
    28 de outubro de 2013

    Com certeza está na moda. Um amalgama de varias coisas que já vimos…o trato, que se espera ser diferente…a abordagem…achei que não veio. Por minha pessoa (de tudo aquilo q gosto de consumir) confesso q torci o nariz para toda essa concepção. No entanto…a escrita está ai…vc sabe, mas eu não sei o que vc poderia fazer de diferente… Certeza num novo concurso vou buscar adivinhar curiosamente qual será o teu trabalho. :/

  9. Isabella Beatriz Fernandes Rocha
    28 de outubro de 2013

    O.O Muito bom! Lembra Stranger than Fiction e Ruby Sparks. Acho que foi um pouco forçado a viagem no tempo dentro da história, mas fez sentido. Torci, me apaixonei, vou votar!

  10. Frank
    28 de outubro de 2013

    Ideia me cativou bastante assim como o final aberto. Mas acho que ele pode melhorar bastante especialmente a partir de algumas críticas oportunas que foram feitas aqui nos comentários.

  11. Bia Machado
    26 de outubro de 2013

    Gostei. Bem narrado, envolvente, empolgante e desesperador. Sim, eu me desespero com essas histórias de amor tão atribuladas e construídas mesmo com todas as dificuldades temporais (sim, “Em algum lugar do passado” e “A casa do lago” foram para mim tão bons quanto). No entanto, há os detalhes a serem trabalhados, como o pessoal já apontou, mas esse texto é um material riquíssimo, riquíssimo. Daria um livro que com certeza eu compraria. =)

    • Bia Machado
      26 de outubro de 2013

      Em tempo: adorei o final em aberto. Ficarei aqui, torcendo pelos dois. E são por essas sensações criadas por um texto que valem a pena sua leitura.

  12. José Geraldo Gouvêa
    25 de outubro de 2013

    Além da desnecessária ambientação no exterior (não totalmente desnecessária pelo contexto, mas o próprio contexto já me incomodou) este texto padece de um defeito grave: a linguagem de um estudante de oitava série que é bom em português, com um monte de repetições (conte quantas vezes o nome “Sarah Parker” é mencionado). O português muito direto, sem adornos, sem surpresas. Sem falar na quantidade absurda de clichês por frase: todo inglês fala “bloody hell”, os trabalhadores do sul de Londres usam casacos pesados de um certo tipo, etc. É um exercício de pesquisa superficial sobre uma cultura alheia, vazado numa linguagem sem desafios e sem prazeres.

    Além disso, o autor desconhece os tempos verbais adequados, e frequentemente usa o pretérito perfeito em lugar do mais que perfeito, dificultando a compreensão da sequência da ação. Enfim, eu nem cheguei a saber se gosto da história, porque, para mim, o que importa é como se conta a história, não a história em si. E este texto não me atraiu em nada. De fato me repeliu desde a primeira frase, e foi difícil ler uns quatro ou cinco parágrafos até eu perceber que não estava sendo injusto.

    Estou fazendo esta crítica agressiva porque este texto tem mais pretensões que outros aqui, e foi mais elogiado. Justamente porque muitas pessoas enxergam qualidades e fecham os olhos para os defeitos, é preciso apontar estes. Senão, os textos que possuem menos defeitos se igualam com os que os possuem muitos, retirando o mérito de quem escreve melhor. Em nome do mérito, para evitar que um acúmulo de elogios superficiais influa na votação de um conto que possui graves defeitos de linguagem, eu me pus no papel de advogado do diabo.

  13. Leandro B.
    25 de outubro de 2013

    Não gostei muito do início. A insistência em fazer referência à Inglaterra me incomodou um pouco. Sotaque inglês típico, roupa inglesa típica, expressão inglesa típica, filosofia inglesa típica… Saliento isso porque fiquei surpreendentemente grato a partir da terceira parte da narrativa, quando Tony, por fim, aborda Sarah. A partir dali fiquei extremamente envolvido e li com muito prazer o resto do texto.

    Só fiquei com uma dúvida, Tony não poderia tentar reler o livro, adiando o final, mas ainda fazendo o uso da “máquina do tempo”? E, mesmo que não pudesse, me parece que valeria uma tentativa.

    Aliás, muito bacana a idéia de sugerir o livro como o produtor da viagem. De certo modo, todos os livros nos transportam para algum lugar quando lemos, certo?

    Parabéns pelo conto e agradeço profundamente pela oportunidade de leitura.

  14. fernandoabreude88
    25 de outubro de 2013

    Pah, sensacional! Que história, que cenário, que relação primorosa e bem construída entre os dois personagens, que inveja, rs. Parabéns ao autor.

  15. Claudia Roberta Angst - C.R.Angst
    24 de outubro de 2013

    Lembrei também do filme A Casa no Lago e isso foi bom. Fiquei torcendo pelo casal, dentro e fora do livro. Como se o destino já estivesse traçado e definido por estar contido nas palavras de um escritor. Fiquei esperando um ato heroico do personagem para salvar sua amada, mas isso é uma deturpação romântica minha. Achei a ideia muito boa mesmo e foi fácil seguir com a leitura.

  16. Jefferson Lemos
    23 de outubro de 2013

    Cara, eu acho que a descrição desse texto pode ser feito em apenas uma palavra: Fantástico.

  17. marco nazar
    23 de outubro de 2013

    Ótimo conto. Não culpo Tony por apaixonar-se por Sarah; forte, idealista e doce. E ainda ativista do Green Peace. Fiquei torcendo para que Tony conseguisse mudar o final do livro, já que a viagem acontecia somente em sua mente (me corrija se eu estiver equivocado). Para mim, histórias de amor sempre pedem finais felizes, rsrs. Só me incomodou a ambientação e a citação dos lugares (imagens do google “a todo vapor”). Do resto, perfeito. Parabéns!

  18. Felipe Holloway
    23 de outubro de 2013

    A ambientação londrina parece inevitável por uma série de motivos, e, embora a inserção repetida de expressões típicas e a descrição geográfica por vezes supérflua incomode, está suficientemente bem-feita para não soar como pose. Sarah Parker vai ficando mais visualizável à medida que o conto avança, e se salva de ser uma caricatura por pouco. Senti falta de mais associações silenciosas de Tony entre elementos da Sarah do metrô e a Sarah do livro – algo como uma cicatriz acima do olho esquerdo cuja origem ele conhecia da página 42, ou o incisivo meio tortinho que lhe valera um apelido humilhante na escola. São só exemplos, claro, de coisas que poderiam funcionar como fatores de amplificação dessa afeição que se sente por uma estranha de quem, mesmo sem querer, sabemos tudo – por uma estranha que de estranha não tem nada, enfim. A despeito da escassez desses elementos prosaicos, o autor é bem-sucedido em tornar a personagem um ser humano apaixonante. Alguém por quem se entraria num metrô prestes a ir pelos ares, talvez não para morrer junto, mas para tentar salvar. A frase de encerramento está perfeita.

    Equívoco: a informação “Sarah Parker descobriu-se interessada pelo jovem que conhecera no metrô. O mesmo que a abordara no dia anterior…” é concedida parágrafos depois de o narrador afirmar que Tony passara 50 páginas sem encontrar, no livro, nenhuma nova menção ao encontro. A não ser que as tais cinquenta páginas se tratassem de flashback ou abordassem com minúcias apenas os eventos de um período de 24 horas, creio que seja um lapso.

    O termo “idealista” se repete desnecessariamente na frase seguinte àquela que começa com “Sarah era doce, idealista, o tipo de pessoa…”

    No mais, eis outro autor que eu gostaria muito de conhecer. Se é que já não o conheço, claro. =)

  19. Rodrigues
    23 de outubro de 2013

    Cacete, que conto! Está tudo redondo, até esse jeito metódico de explicar, assim como fazem os ingleses. Essa figura sombria da garota delineando o destino do brasileiro é sensacional. Fora isso, ela tem um ar doce e, ao mesmo tempo, fantasmagórico. Gosto também da vida se reescrevendo no livro, que me fez lembrar de um clip chamado Bachelorette, da Bjork, vale a pena conferir. O final, sem palavras, foi demais. Parabéns ao autor.

  20. Gustavo Araujo
    22 de outubro de 2013

    O conto parte de uma premissa interessante: a viagem psicológica, aquela que acontece – ou parece estar acontecendo – na cabeça do protagonista, com todas as consequências da possível insanidade. A ambientação está adequada, ainda que, talvez, muitas pessoas fiquem boiando sobre os lugares descritos. Ao contrário de outros aqui, não achei que o enredo se assemelhasse a “Em Algum Lugar do Passado”. Ainda que tanto lá como aqui exista um caso de amor com alguém que já deixou de viver, a maneira como o protagonista age para encontrar essa pessoa é bem diferente. Talvez se assemelhe mais com “A Casa do Lago”, como disse o Elton. De todo modo, a história pretende envolver quem lê, mas me parece um tanto apressado o final – clássico problema para adequar o conto ao limite de 3500 palavras.

    • Ricardo
      23 de outubro de 2013

      … Com exceção de um nobre senhor por aqui que, em outro conto, construiu sua obra com exatas e (“re”)buscadas 3.500 palavras…! rs!

      #raivadosgêniosliteráriosqueaparecemporaqui!

      😉

  21. TONINHO LIMA
    22 de outubro de 2013

    Pode ser impressão, mas o autor se inspirou levemente, eu diria que sem nenhum demérito, no filme Em algum Lugar do Passado. Como eu adoro o filme e adorei o conto, nenhum prejuizo se fez a ambos. Reconstruí Sarah parker do começo ao fim, com certo entusiasmo até. Parabéns.

  22. Gina Eugênia Girão
    22 de outubro de 2013

    A-do-rei! História, estilo, ritmo, tudo muito bom! Há que se revisar digitação, mas isso é fácil. No entanto, entendi logo o mote do ‘isso vai mudar sua vida’; talvez por isso não saí procurando pela net o livro (pra mim, a verdadeira personagem do conto) (risos). Valeu a leitura!

  23. selma
    22 de outubro de 2013

    muito bem escrito, impecavel.

  24. Ricardo
    22 de outubro de 2013

    Realmente, um dos melhores desenvolvimentos sobre o tema. Com uma escrita rápida e precisa, em pouco tempo o autor agarra a atenção do leitor mais arredio e o instiga com doses certas de tensão e mistério. Mergulho total na trama e domínio da prosa. Quero conhecer mais trabalhos deste autor…

    …Caso não seja quem eu acho que é. 😉

    Parabéns!

  25. Sandra
    21 de outubro de 2013

    Narrativa que merece ser lida. Enredo ótimo. Envolvente, do título (que causou curiosidade num primeiro olhar) ao final. Cheguei a torcer para que houvesse uma reviravolta que justificasse uma “troca de finais” para Tony e Sarah.

  26. mportonet
    21 de outubro de 2013

    Perfeito.

    Fui atrás do livro citado no conto (não achei), só isso demonstra o quanto fui tocado pela narrativa.

    Confesso que torci o nariz nos primeiros parágrafos, já estava rascunhando uma reclamação sobre a ambientação em Londres e de repente fui sugado para o conto como o protagonista foi capturado pelo livro.

    Gostei muito, está entre os melhores que li até agora.

  27. TONINHO LIMA
    21 de outubro de 2013

    Às vezes é difícil definior porque se gosta tanto de um texto. talvez neste caso, seja a forma com que a história foi me envolvendo e me comovendo… só sei que gostei muito.

  28. charlesdias
    21 de outubro de 2013

    Pelo jeito o autor gostou muito de “Em algum lugar do passado” pq essa história é claramente inspirada no tal. Interessante, mas um tanto superficial em minha humilde opinião. Se o livro levava mesmo o personagem para o passado, não vejo como ele não reconheceria isso … roupas, notícias, referências visuais. O final é paradoxal … coisa normal na temática … pois se ela morreu e o passado não pode ser mudado, ele não poderia morrer no passado já que está vivo no futuro. De qualquer forma foi uma leitura interessante.

  29. rubemcabral
    20 de outubro de 2013

    Linda a história! Realmente traz à memória o ótimo “Em algum lugar do passado”.

    Muito boa a escrita, com poucos erros. Gostei bastante.

  30. Marcellus
    20 de outubro de 2013

    Muito bom texto! Apesar de não ser uma “máquina do tempo” no sentido mais formal, “Em Algum Lugar do Passado”, o filme, também não seria. Portanto, está mais que qualificado para o concurso.

    Confesso que tive que procurar o tal livro, da Wikipedia ao Nickelodeon… e essa é a mágica do texto: ele é de fato envolvente. Parabéns!

  31. Elton Menezes
    20 de outubro de 2013

    Sobre a história… MUITO boa. A montagem dos fatos lembra o filme “Casa no Lago”, mas tem uma perspectiva muito própria, quase me fez acreditar na existência do livro. Não gostei da forma muito intuitiva com que o personagem percebeu que ler o livro era uma máquina do tempo, mas culpo o limite de palavras para o concurso. Então, fica minha sugestão que melhore isso no texto definitivo. Sobre o final, senti falta de algo que justificasse o rapaz não tentar impedir o destino sórdido deles. Mas a melancolia foi deliciosa.
    Sobre a técnica. Considerei perfeita. Textos rápidos, bem construídos, com doses precisas de introspecção mesmo que em terceira pessoa. Bom uso de elementos repetidos, para auxiliar na construção do texto, em especial o “mind the gap”.
    Sobre o título… Ótimo!

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às 20 de outubro de 2013 por em Viagem no Tempo e marcado .